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INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS MFB1114 Profa Juliana de Oliveria Rosa Lopes Alterações metabólicas da função Hepática IEL – Interpretação de exames laboratoriais • Exames laborarias das Alterações Metabólicas da Função Hepática • O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano (depois da pele). • Ele exerce mais de 200 funções em nosso organismo, • é responsável pela produção dos fatores de coagulação, enzimas, proteínas entre outros • é responsável pela formação e excreção de bile, regulação da homeostasia dos carboidratos, síntese dos lipídeos e secreção das lipoproteínas plasmáticas; controle do metabolismo do colesterol; formação de ureia, albumina sérica, fatores de coagulação e detoxificação de medicamentos e outras substancias estranhas ao organismo. •As doenças hepáticas são originadas por vários fatores. •Vírus das hepatite – transmissão sexual, compartilhamento de agulhas e acidentes profissionais • Ingestão de substância tóxicas : Álcool, medicamento, alimentos contaminados, etc. •A obesidade também está associada com danos no fígado (esteatose hepática). Com o tempo, os danos ao fígado pode levar à insuficiência hepática, uma condição com risco a integridade vida do indivíduo. Sinais e sintomas – Doença hepática • inclui: ➔Pele e esclerótica dos olhos amarelados (icterícia) ➔Dor abdominal e inchaço ➔Inchaço nas pernas e tornozelos ➔ Coceira na pele ➔Urina escura • Sinais e sintomas de doença hepática inclui: • ➔ Intolerância a alimentos “gorduroso” • ➔ Lesões de pele • ➔ Fezes claras ou esbranquiçadas • ➔ Fadiga crônica • ➔ Náuseas ou vômitos • ➔ Perda de apetite • ➔ Machucar-se com facilidade. Sinais e sintomas – Doença hepática •➔ abscesso hepático amébico •➔ Abscesso hepático piogênico •➔ Atresia biliar, (obstrução) •➔ Carcinoma hepatocelular •➔ Cirrose Doença hepática CAUSAS INFECCIOSAS • ➔ Coccidioidomicose disseminada • ➔ Colangite esclerosante (ductos obstruídos, fibrose) • ➔ Doença hepática alcoólica • ➔ Encefalopatia hepática (toxinas eliminadas pelo fígado se acumulam e chegam ao cérebro ) • ➔ Hemocromatose (acúmulos de ferro) • ➔ Hepatite autoimune Doença hepática CAUSAS INFECCIOSAS •Hepatite A •Hepatite B •Hepatite C •Hepatite D Doença hepática https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hepatite-a https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hepatite-b https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hepatite-c https://www.minhavida.com.br/temas/hepatite-d SINDROME DE REYE O Reye ‘s síndrome é um tipo raro de encefalopatia metabólica que ocorre geralmente em crianças e adolescentes Essa patologia é definida fundamentalmente pela presença de aumento da pressão intracraniana, desenvolvimento de edema cerebral e acúmulo anormal de gordura em vários órgãos, principalmente no fígado EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Os testes laboratoriais úteis para a triagem, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente. Exames de avaliação : Alguns padrões de alterações na bioquímica hepática ajudam a distinguir lesões hepatocelulares de deficiências na excreção biliar (colestase) — Exames que detectam hepatite viral, inflamação hepática ou alterações na regulação imunitária são as sorologias para as hepatites com dosagem de imunoglobulinas, anticorpos e autoanticorpos. Sempre que o médico precisa avaliar a saúde do fígado ele começa solicitando uma série de exames no sangue, designados: TGO (AST), TGP (ALT), GGT, albumina, bilirrubina, lactato desidrogenase e tempo de protrombina que facilmente indicam quando este órgão se encontra afetado, porque estes marcadores são muito sensíveis. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/vis%C3%A3o-geral-da-hepatite-viral-aguda#v900412_pt Alguns poucos exames laboratoriais são diagnósticos das doenças infecciosas: •Anticorpo imunoglobulina M (IgM) para o vírus da hepatite A (anti-VHA — IgM). •Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg). •Anticorpo para o vírus da hepatite C (anti-VHC) e VHC-RNA para hepatite C. •Anticorpos antimitocondriais na colangite biliar primária (também chamada cirrose biliar primária) •Ceruloplasmina sérica (reduzida) e cobre urinário (elevado) para doença de Wilson. •Dosagem sérica de alfa 1-antitripsina na deficiência de alfa 1-antitripsina. •Alfa-fetoproteína para carcinoma hepatocelular. EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/fibrose-e-cirrose/colangite-biliar-prim%C3%A1ria-cbp https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-nutricionais/defici%C3%AAncia-e-toxicidade-minerais/doen%C3%A7a-de-wilson https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7a-pulmonar-obstrutiva-cr%C3%B4nica-e-doen%C3%A7as-relacionadas/defici%C3%AAncia-de-alfa-1-antitripsina https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/massas-e-granulomas-hep%C3%A1ticos/carcinoma-hepatocelular EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Aminotransferases A alanina aminotransferase (ALT) e a aspartato aminotransferase (AST) são liberadas pelos hepatócitos lesionados; assim, estas enzimas são boas marcadoras de lesão hepática. Níveis bastante elevados (> 500 UI/L; sendo os valores normais ≤ a 40 UI/L), que indicam necrose ou lesão hepatocelular, geralmente resultam de: •Hepatite aguda viral – A,B,C e D; induzida por toxina ou fármaco e Hepatite isquêmica ou infarto hepático. A rigor, diferencia-se lesão hepatocitária de lesão hepatobiliar de acordo com o nível dessas enzimas em relação à fosfatase alcalina (FA). Elevação desproporcional de ALT e AST em relação à FA geralmente indica lesão hepatocelular, ao passo que elevação desproporcional de FA em relação às mesmas indica lesão colestática O TGO transaminase oxalacética ou AST (aspartato aminotransferase). TGP é conhecido como transaminase pirúvica ou ALT (alanina aminotransferase). https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/vis%C3%A3o-geral-da-hepatite-viral-aguda https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/dist%C3%BArbios-vasculares-do-f%C3%ADgado/hepatite-isqu%C3%AAmica EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Aminotransferases Altos níveis de enzimas podem permanecer por vários dias e, nos casos de hepatites virais, por semanas. O grau de elevação pode não refletir a extensão da lesão hepática. Dosagens seriadas refletem melhor a gravidade e o prognóstico do que uma única dosagem. Uma queda das enzimas para valores normais demonstra recuperação, a não ser que haja aumento concomitante dos níveis de bilirrubina e Tempo Protrombina (insuficiência hepática aguda grave). Insuficiência hepática fulminante resulta em menor número de células hepáticas que podem extravasar enzimas. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/hepatite-fulminante https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/hepatite-fulminante EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Aminotransferases elevados ➔ Exacerbação aguda de hepatite autoimune. ➔ Reativação de hepatite B crônica. ➔ Esteatose aguda da gestação ➔ Cálculo biliar. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/hepatite/hepatite-b-cr%C3%B4nica https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/dist%C3%BArbios-da-ves%C3%ADcula-biliar-e-ductos-biliares/coledocolit%C3%ADase-e-colangite EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Aminotransferases elevados Elevações moderadas (entre 300 e 500 UI/L) geralmente persistem em doenças hepáticas crônicas (p. ex., hepatites crônicas, hepatite alcoólica) e nasobstruções biliares, exceto quando a passagem ou migração de um cálculo para o ducto hepático comum pode resultar em níveis marcadamente altos, às vezes de milhares. EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Aminotransferases elevados Aumentos moderados ( 2 porque há deficiência de piridoxal-5'-fosfato nos pacientes alcoólatras; é necessário para a síntese da ALT, mas é menos essencial para a síntese da AST. Essa deficiência também explica por que muitas vezes a elevação dessas enzimas não é muito importante ( 85%) reflete hemólise ou deficiência na captação ou conjugação hepática – Pode estar associado a uma doença hepatobiliar concomitante. Hiperbilirrubinemia conjugada A bilirrubina direta pode estar aumentada nas hepatites agudas e crônicas, nas reações tóxicas a várias drogas, alcoolismo e nas obstruções do trato biliar. EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Gam GT – Gama glutamil transferase Mede o dano hepatocelular Valore de referência: Homem: até 85 U/ Mulher: até 60 U/L Quando os valores da gama GT estão altos, isso é um indicativo da presença de alterações no fígado, que podem ter sido provocadas por: •cirrose; •consumo excessivo de álcool ou drogas; •diminuição da circulação sanguínea para o fígado; •hepatite viral crônica; •tumor hepático. EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO TEMPO DE PROTROMBINA Enzinas da cascata da coagulação são produzidas na fígado; Valore de referência: 17 segundos . RNI – até 1,0 A fosfatase alcalina é uma enzima presente em diversos tecidos do corpo. Isso inclui rins, placenta, intestino, ossos e fígado (maior concentração). No fígado, a enzima é encontrada nas células que formam a parede dos canais pelos quais a bile é escoada a fim de chegar ao intestino, onde participa da digestão das gorduras. Por isso a elevação dessa enzima é útil como indicativo de retenção da bile (mas é preciso considerar que a elevação da fosfatase alcalina pode dever-se a outros problemas, já que ela também é produzida em outros órgãos). EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Ultrassom abdominal: hepatomegalia discreta com sinais de depósito hepático sugestivo de esteatose. Alterações de exames da função do fígado como o TGO e o TGP são encontradas, e podem variar de 400 a até 5.000 U/ml na fase aguda. Geralmente a TGP é pouco mais elevada. A bilirrubina também pode se elevar em graus variados, com predomínio da bilirrubina direta, mas geralmente inferiores a 10 mg/dl. Quando a bilirrubina está acima de 10 mg/dl, a suspeita de complicações deve ser redobrada, como hepatite A colestática e insuficiência hepática. A fosfatase alcalina geralmente está pouco elevada ou normal. Os níveis de TGO e TGO melhoram antes do que o da bilirrubina, que na grande maioria volta ao normal em três meses. HMA: Homem, 61 anos, comparece à emergência queixando-se de dor abdominal localizada no quadrante superior direito, de forte intensidade e de início na madrugada anterior. Além disso, relata febre com calafrios e fraqueza. Exame físico: Peso: 98 kg Altura: 1,80 m Tax: 39,4°C PA: 100/60 mmHg FC: 120 bpm FR: 22 irpm Paciente pouco reativo, ictérico (+++/++++). AR: Eupnéico, murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. ACV: Bulhas normorrítmicas e normofonéticas. AD: abdome globoso, presença de defesa abdominal à palpação com dor localizada principalmente no quadrante superior direito. Exames laboratoriais: Bilirrubinas: • Bilirrubina total: 12,6 mg/dL (VR: 0,2 – 1,3 mg/dL) • Bilirrubina direta: 11,4 mg/dL (VR: 0,0 – 0,3 mg/dL) • Bilirrubina indireta: 1,2 mg/dL (VR: 0,0 – 1,1 mg/dL) AST: 142 U/L (VR: 15 – 46 U/L) ALT: 89 U/L (VR: 10 – 40 U/L) FA: 350 U/L (VR: 38 – 126 U/L para maiores de 19 anos) GGT: 723 U/L (VR: 15 – 73 U/L para homens acima de 19 anos) Albumina: 2,1 g/dL (VR: 3,5 – 5,0 g/dL) PCR: 180,4 mg/L (VR: menor que 10 mg/L) HD: Colangite obstrutiva (é uma inflamação e infecção das vias biliares que acontece por uma obstrução do ducto biliar Slide 1: INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS MFB1114 Slide 2: Alterações metabólicas da função Hepática Slide 3 Slide 4 Slide 5: Sinais e sintomas – Doença hepática Slide 6: Sinais e sintomas – Doença hepática Slide 7: Doença hepática Slide 8: Doença hepática Slide 9: Doença hepática Slide 10: SINDROME DE REYE Slide 11: EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 12: EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 13: EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 14: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 15: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 16: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 17: EXAMES DE LABORATÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 18 Slide 19: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 20: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 21: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 22: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 23: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA ODIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 24: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 25: EXAMES DE LABORA´TÓRIO PARA O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS DO FÍGADO Slide 26 Slide 27