Prévia do material em texto
1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO COMÉRCIO EXTERIOR: PORTARIA SECEX/MDIC N. 23/20111 1. Estrutura da Portaria Secex n. 23, de 14 de julho de 2011 CAPÍTULO II – TRATAMENTO ADMINISTRATIVO DAS IMPORTAÇÕES • Licenciamento • Conceitos Mercadoria estrangeira, nacional, nacionalizada e desnacionalizada “Mercadoria” é utilizada em sentido amplo para bens tangíveis e pode ser substituída por “produto”. A mercadoria nacional é aquela que foi produzida no Brasil, como madeira que cresceu em solo brasileiro. Caso se traga insumos estrangeiros para ser transformado em produtos no Brasil, esse, caso tenha grande agregação de valor, mudando muitas características, esse passa a ser considerado produto nacional (caso se traga madeira da Bolívia e se produza móveis no Brasil, isso passa a ser uma mercadoria nacional). A mercadoria estrangeira, em contrapartida, é aquela que foi produzida no exterior e é importada para o País. Quando a mercadoria estrangeira vem definitivamente para o Brasil e passa por inspe- ções da receita federal, pagam-se os tributos e recebem as licenças necessárias, essa é uma mercadoria nacionalizada. Esse processo de verificação e de fiscalização de licença e desembaraço (autorização para entrada definitiva) faz com que a mercadoria se torne nacionalizada. Já quando se trata de mercadoria desnacionalizada, essa se refere a uma mercadoria nacional que já tenha passado por todas as fiscalizações necessárias e que tenha sido auto- rizada para ser exportada. Se essa mercadoria for um animal ou madeira que passou para o controle do IBAMA para sair, essa não poderá permanecer dentro do país se misturando com outras, e, eventualmente, trazendo prejuízo ao controle que já foi feito. 5m www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO Tarifa e ex-tarifário A tarifa é um assunto que não é exatamente dos órgãos anuentes, mas o termo acaba sendo utilizado. Diz-se que há restrições e controles tarifários e não tarifários, o primeiro existe quando envolve imposto. Caso se tenha uma barreira tarifária, isso é um imposto, especificamente imposto de importação. Caso seja não tarifário, pode entrar algum tipo de controle. O “ex-tarifário” caracteriza certas situações em que se há uma redução do imposto de importação, principalmente. Lembra-se que o ex-tarifário não é um controle administrativo NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e TEC (Tarifa Externa Comum) O NCM é o código de oito dígitos que servirá para identificar o que seria a mercadoria, inclusive para auxiliar na realização de restrições por parte do IBAMA. TEC é mesmo código acrescido do imposto de importação Medidas de Defesa Comercial: medidas antidumping, medidas compensatórias e medidas de salvaguarda Algumas importações estão sujeitas a medidas de defesa comercial, que são valores, também cobrados na importação, que são cobrados quando há desequilíbrio de comércio. Se os produtos estão vindo da China, por exemplo, com valor muito baixo e prejudicando a indústria nacional, pode-se cobrar valor a mais da importação. Cota tarifária e não tarifária A cota serve para limitar a quantidade de importação ou exportação, sendo eu a tarifária delimita quantidade máxima de produtos que poderão ser movimentados sem uma taxa, e a cota não tarifária serve para delimitar a saída e entrada de produtos no geral. 10m www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO Regras de origem As regras de origem servem para que se saiba a nacionalidade de um bem. Caso se compre a madeira da Bolívia e se monte o móvel no Brasil, esse móvel seria considerado brasileiro ou boliviano? É importante saber, pois isso poderá afetar, de diversas maneiras, procedimentos tarifários ou relacionados ao comércio. Destaca-se que a origem é diferente da procedência, o primeiro se refere a onde foi pro- duzido e o segundo se refere a de onde veio o material. Existem regras específicas para a determinação da origem, essas podem se alterar para diferentes países. Despacho para consumo ou mercadorias destinadas a consumo O despacho para consumo não está relacionado ao fato de um bem ser consumível ou não. Existe despacho para consumo para arroz e para uma máquina. Esse despacho é a fis- calização na importação realizada pela Receita Federal e pelos órgãos anuentes, portanto é a fiscalização de um bem que vem ficar definitivamente no País. Se um animal está sendo importado para participar de uma feira, por exemplo, a Receita não cobrará tributos sobre esse ser, eventualmente pode ter um controle menos assíduo do IBAMA. Despacho Aduaneiro de Importação O que acontece entre o registro da declaração de importação pelo importador e a libera- ção ou desembaraço é denominado Despacho aduaneiro da importação. Desembaraço aduaneiro (ou liberação) O desembaraço é a autorização da Receita após ouvir os anuentes para determinada mercadoria adentrar um país. Existem desembaraços definitivos e temporários. Palavra sinônima de desembaraço é liberação. 15m www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO Com cobertura cambial e sem cobertura cambial Quando a importação não é para despacho nem para consumo, essa não possui cober- tura cambial, que seria a operação de câmbio. Portanto, se um animal está entrando no país somente para uma exposição, não foi uma compra, portanto não há um câmbio de compra e venda daquele animal. Se o animal foi adquirido por m fazendeiro nacional, porém esse terá cobertura cambial. Regimes Aduaneiros Especiais É uma classificação aduaneira que possui consequências na portaria e nas atividades dos anuentes. Tem-se o regime aduaneiro comum, especial e aplicado em áreas especiais. O primeiro é aquele em que se realiza uma importação definitiva com pagamento dos tri- butos e, normalmente, o licenciamento mais rígido por parte dos órgãos anuentes. O segundo é aquele em que, normalmente, não está sendo realizada uma importação definitiva; nesse caso o controle dos órgãos anuentes é menor. O terceiro é aquele em que o bem sofre uma oneração menor nos casos de importações para a Zona Franca de Manaus ou outras zonas similares. Esses são denominados regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. Regime Aduaneiro Especial de Drawback Nesse regime, entram os insumos no país sem oneração tributária para serem exporta- dos. Isso serve para incentivar a exportação do produto final Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Aduaneiro, entreposto industrial e RECOF Esse ocorre quando se importa uma mercadoria estrangeira mas essa fica sobre controle da aduana e não entra no país, a não ser que o indivíduo acabe o processo de importação. O entreposto industrial e RECOF ocorre quando se importam insumos, industrializá-os e quer exportar o produto final, o controle é realizado majoritariamente no entreposto, no espaço físico. 20m 25m www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO Admissão Temporária e Admissão Temporária para Utilização Econômica É uma importaçãotemporária, realizada sem a cobra de tributos e com o licencia- mento relaxado. Isso ocorre, pois a mercadoria entrará no país por pouco tempo. Exportação Temporária É alguma mercadoria que sai do país, mas que pretende retornar, pode ser estabelecidas condições para a saída e para a reentrada no país. Repetro É uma desoneração em que se tem preventivos de produto que serve como um incentivo tributário. Loja Franca, Depósito Afiançado, Depósito Franco, Depósito Especial A loja franca é aquela que se encontra dentro de aeroportos, os produtos são adquiridos sem oneração tributária, porém possui a chance de ter controle dos órgãos anuentes. Os depósitos citados são situações em que mercadorias estrangeiras ou desnacionali- zadas ficam armazenadas sobre controle aduaneiro, não são misturadas ou introduzidos na economia nacional. ZPE – Zona de Processamento de Exportação (regime aduaneiro aplicado em área especial) Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio (regimes aduaneiros aplicados em área especial) 30m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre- parada e ministrada pela professora Liziane Angelotti Meira. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br