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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA EM DIFERENTES PERÍODOS HIDROLÓGICOS NA BACIA DO PANTANAL Universidade Anhanguera-Uniderp Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Linha de Pesquisa: Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável Orientador: Prof. Dr. Higo José Dalmagro Mestrando: Alvaro José Fachim Correia Farias INTRODUÇÃO GERAL A BAP (Bacia do Alto Paraguai), abrangendo Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina, possui características hidromorfológicas únicas, incluindo o Pantanal, patrimônio da UNESCO. Desde os anos 1970, a expansão agropecuária e a monocultura de soja transformaram o cerrado, causando degradação do solo e poluição hídrica. Atividades humanas, como urbanização desordenada e manejo inadequado do solo, impactam a qualidade da água, agravando problemas como eutrofização e perda de biodiversidade. Fonte: IPHAN/ José Medeiros. REVISÃO Características; Biomas Planalto e Planície; Formada por 175 rios Extensão 1400 Km no território Brasileiro. Principais afluentes: Rios Cabaçal, Jauru e Sepotuba, Cuiabá, Taquari, Negro, Miranda e Apa Figura 1. Localização geográfica da BAP, evidenciando a área de Planalto e Planície em que se insere o bioma Pantanal. Fonte: IPH (2021). REVISÃO Características Pedológicas; Figura 2. Caracterização do relevo do Planalto e Pantanal em parte da bacia. Fonte: COLLISCHONN e TUCCI (2002) apud TUCCI (2003). Pedologia; Declividade; Uso e cobertura do Solo Agricultura e Pecuária. REVISÃO Expansão agrícola no Centro-Oeste; Atividade econômica, tem sido um dos pilares de sustentação da economia do país; Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Soja (Glycine max) e pecuária; Gráfico 1. Produção e área plantada de soja (Glycine max), safra 2023. Fonte: USDA (2023) e CONAB (2023). 41,88% 30% 05% REVISÃO Uso e Ocupação do Solo na Bacia do Alto Paraguai Figura 4. Mapas de uso e ocupação do solo da BAP em 1985 e 2019. Fonte: IHP (2020). REVISÃO 2º maior bioma da América do Sul 2.040.000 km2 (24% do território nacional; Abrange as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata); Possui 19,8% da área original; Fitofisionomias mais relevantes formação florestal e a formação savânica; Estação chuvosa, entre outubro e abril. Média de 600 a 2200mm ano. Uma das maiores áreas úmidas do mundo; 138.183 km² em território brasileiro; Característica de retardamento do fluxo de água “Efeito Esponja” Região de Planícies; Características de Megaleques Pantanal Cerrado REVISÃO Essencial para a vida e atividades humanas; Desafios relacionados à qualidade e quantidade devido ao aumento populacional e atividades econômicas (SEMA, 2011). Marco histórico: Código das Águas (1934) e Lei nº 9.433/1997 (Política Nacional de Recursos Hídricos); Instrumentos como o Plano de Recursos Hídricos e a outorga de uso; Papel vital na biodiversidade, saúde pública e desenvolvimento sustentável (Loverde-Oliveira e Nascimento, 2004); Impactos das atividades antrópicas: poluição agrícola, industrial e urbana (Souza, 2015); Estratégias para conservação: Controle de poluentes, proteção de áreas de recarga e educação ambiental; QUALIDADE DA ÁGUA REVISÃO Eutrofização Eutrofização Natural Inicia no estado oligotróficas (baixas concentrações de nutrientes). passa pelo estado mesotrófico (concentrações intermediárias de nutrientes) e ao envelhecer torna-se eutrófico. Eutrofização Cultural rápido aumento do estado trófico de um corpo de água devido às ações antrópicas, tais como a urbanização e a industrialização . Excesso de Nutrientes Aumento da Biomassa Redução de Aeração Morte de Organismos Sensíveis Aumento da DBO Condições Anaeróbias OBJETIVOS Avaliar a qualidade da água em períodos climatológicos no rio Paraguai, afluentes e lagos bacia do pantanal. Identificar e quantificar, as variações ocorrentes em períodos de chuvas e secas nos rios, afluentes e lagos da bacia do pantanal; Avaliar os efeitos do uso e ocupação do solo na bacia do pantanal e a influencia deste na qualidade da água na Bacia do Alto Paraguai. Verificar a influência dos lagos e afluentes da bacia do alto Paraguai nos demais pontos de coletas quanto aos índices de eutrofização; Geral Específicos ARTIGO 01 Qualidade da água do Rio Paraguai e seus afluentes em dois períodos climatológicos Alvaro José Fachim Correia Farias Prof. Dr. Higo José Dalmagro Introdução Brasil: uma das maiores disponibilidades de água doce do mundo; Desafios: distribuição desigual, qualidade hídrica comprometida e conflitos de uso (ANA, 2017); Lei nº 9433/1997: Política Nacional de Recursos Hídricos; Plano de Recursos Hídricos (PRH Paraguai): planejamento integrado e sustentável para a Bacia do Rio Paraguai (ANA, 2018); Conversão de áreas naturais para agricultura e pecuária; Dinâmica da Bacia do Alto Paraguai: importância socioeconômica e ambiental Figura 1. Localização geográfica da BAP, evidenciando a área de Planalto e Planície em que se insere o bioma Pantanal. Fonte: IPH (2021). Objetivo Justificativa Qualidade da água; Aumentando do uso e ocupação em práticas agropecuárias; Influencia dos cursos d’agua na BAP; Avaliar a qualidade da água em períodos climatológicos em rios e afluentes da bacia do pantanal . PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Coletas realizadas nas estação chuvosa (março) e seca (setembro) de 21 pontos de coleta, sendo 9 ao longo do Rio Paraguai, 10 Afluentes (Rio Cuiabá, Rio São Lorenço, Rio Vermelho, Rio Itiquira, Rio Correntes, Rio Piquiri, Rio Taquari, Rio Negro, Rio Aquidauana e Rio Miranda) e duas lagoas na região de Nhecolândia Figura 2. Localização dos pontos de coletas na Bacia do Paraguai. Coleta; As amostras em frasco de 60mL foram analisadas na UNIC Cuiabá em laboratório para teste de DOC Carbono Orgânico Dissolvido. Amostra coletadas nas garrafas de 1 L foram encaminhadas para um laboratório comercial (Aquanálise®) 2 amostras por ponto: superfície; 30 cm, Uma amostra filtrada no campo e armazenada em frasco de âmbar 60mL. Outras amostras foram armazenadas em frasco de 1L e armazenadas em caixa com gelo. Parâmetros Metodologia Clorofila a, Feofitina SMWW 10200 H Nitrogênio inorgânico, Nitrogênio orgânico SMWW 4500 N Nitrato ABNT NBR 12620 Nitrogênio amoniaca SMWW 4500 NH3 - F Fósforo reativo (Ortofosfato) SMWW 4500 P - E Fósforo total SMWW 4500 P E DBO SMWW 5210 - B Procedimentos Metodológicos DOC foi determinado por absorbância UV-Vis usando um espectrofotômetro; medidas da concentração de DOC foram corrigidas usando uma curva de calibração para soluções de concentrações de DOC conhecidas a partir de padrões obtidos da International Humic Substances Society (IHSS) (DALMAGRO, 2017, 2018, 2019). Variáveis Físico-Químico foram determinadas em campo; Balde 2L coleta amostra para parâmetros de concentração de oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica, turbidez e potencial oxi-redutor da água. Testes de mediana de Kolmogorov-Smirnov e Levene ANOVA; Quando significativos, ao teste de Tukey no nível de 5% de probabilidade; Tabela 2. ANOVA das características físico-químicas das águas do Rio Paraguai e seus afluentes.. Resultadoes Discussão Período (Fator A) Cursos d'agua (Fator B) DOC (mg L-1) n média (EP) Chuva 21 5.05 ± 0.64 a Seca 21 3.06 ± 0.50 b Rio Paraguai 18 3.81 ± 0.60 a Afluente 20 3.15 ± 0.38 a Lagoa 4 9.65 ± 1.09 b Ações e interações A ** B ** A x B ns ANOVA; As concentrações de DOC foi significativamente diferente entre os períodos hidrológicos e corpos d’agua; DOC maior em período de Chuvas; DOC maior nos períodos de chuvas em todos os cursos d’agua; Lagos com maior valor de DOC em relação aos cursos d’agua; *Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ANOVA; Fosforo total e Ortofosfato apresentaram uma interação significativamentebaixa entre os períodos hidrológicos e curso d’agua; variáveis foram mais altos para a estação seca nos lagos do Pantanal em comparação com os valores da estação chuvosa Figura 2. Concentração média (± erro padrão) de Nitrogênio Inorgânico (mg L-1), Nitrogênio Orgânico (mg L-1), Nitrato (mg NO3-N L-1), Fosforo total (mg L-1), Ortofosfasto (mg L-1 (PO4)3), para o Rio Paraguai, Afluentes e lagoas para diferentes regimes hidrológicos (Seco e Chuvoso). Resultados e Discussão Resultados e Discussão *Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ANOVA; fósforo total, ortofosfato, nitrato, N amoniacal e N inorgânico, não apresentaram diferença estatística entre si; Maiores concentrações de DOC e N orgnico na estação chuvosa; N. Amoniacal não apresenta diferenças significativas entre lagos, afluentes e Rio Paraguai. Período (Fator A) Cursos d'agua (Fator B) DOC (mg L-1) Fósforo Total (mg L-1) Ortofosfato (mg L-1) Nitrato (mg L-1) N. Amoniacal (mg L-1) N. inorgânico (mg L-1) N. orgânico (mg L-1) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) Chuva 21 5.05 ± 0.64 a 20 0.86 ± 0.29 a 15 0.22 ± 0.05 a 19 0.49 ± 0.05 a 21 0.12 ± 0.01 a 20 0.59 ± 0.05 a 19 2.99 ± 0.72 a Seca 21 3.06 ± 0.50 b 18 0.63 ± 0.30 a 8 0.25 ± 0.13 a 18 0.39 ± 0.08 a 21 0.17 ± 0.03 a 16 0.79 ± 0.28 b 7 3.77 ± 2.49 a Rio Paraguai 18 3.81 ± 0.60 a 17 0.15 ± 0.02 a 7 0.06 ± 0.02 a 18 0.35 ± 0.03 a 18 0.14 ± 0.03 a 17 0.45 ± 0.03 a 10 1.66 ± 0.18 a Afluente 20 3.15 ± 0.38 a 17 0.93 ± 0.34 a 12 0.26 ± 0.06 a 15 0.43 ± 0.06 a 20 0.13 ± 0.02 a 15 0.57 ± 0.05 a 12 2.36 ± 0.94 a Lagoa 4 9.65 ± 1.09 b 4 2.52 ± 0.92 b 4 0.47 ± 0.23 b 4 0.90 ± 0.25 b 4 0.20 ± 0.07 a 4 2.05 ± 0.96 b 4 9.59 ± 3.24 b Ações e interações A ** ns ns ns ns ** ns B ** ** * ** ns ** ** A x B ns ** ** * ns ** ns Tabela 2. ANOVA das características físico-químicas das águas do Rio Paraguai e seus afluentes.. Resultados e Discussão *Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ANOVA; N Amoniacal não mostrando diferença entre o período de chuva e seca; Valores de DOC ficando abaixo do limite de Rios de Classe 2 Resolução CONAMA nº 357/2005para Rio Paraguai e afluente; Período (Fator A) Cursos d'agua (Fator B) DOC (mg L-1) Fósforo Total (mg L-1) Ortofosfato (mg L-1) Nitrato (mg L-1) N. Amoniacal (mg L-1) N. inorgânico (mg L-1) N. orgânico (mg L-1) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) Chuva 21 5.05 ± 0.64 a 20 0.86 ± 0.29 a 15 0.22 ± 0.05 a 19 0.49 ± 0.05 a 21 0.12 ± 0.01 a 20 0.59 ± 0.05 a 19 2.99 ± 0.72 a Seca 21 3.06 ± 0.50 b 18 0.63 ± 0.30 a 8 0.25 ± 0.13 a 18 0.39 ± 0.08 a 21 0.17 ± 0.03 a 16 0.79 ± 0.28 b 7 3.77 ± 2.49 a Rio Paraguai 18 3.81 ± 0.60 a 17 0.15 ± 0.02 a 7 0.06 ± 0.02 a 18 0.35 ± 0.03 a 18 0.14 ± 0.03 a 17 0.45 ± 0.03 a 10 1.66 ± 0.18 a Afluente 20 3.15 ± 0.38 a 17 0.93 ± 0.34 a 12 0.26 ± 0.06 a 15 0.43 ± 0.06 a 20 0.13 ± 0.02 a 15 0.57 ± 0.05 a 12 2.36 ± 0.94 a Lagoa 4 9.65 ± 1.09 b 4 2.52 ± 0.92 b 4 0.47 ± 0.23 b 4 0.90 ± 0.25 b 4 0.20 ± 0.07 a 4 2.05 ± 0.96 b 4 9.59 ± 3.24 b Ações e interações A ** ns ns ns ns ** ns B ** ** * ** ns ** ** A x B ns ** ** * ns ** ns Tabela 2. ANOVA das características físico-químicas das águas do Rio Paraguai e seus afluentes.. Resultados e Discussão *Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ANOVA; mostraram diferentes perante a estatística, para o período de coleta, o CE, OD e ORP. Já para o curso d’água, tirando o OD que foi não significativo, as demais variáveis tiveram comportamentos distintos; Quando avaliado Rio Paraguai, Afluente e Lagoa, em que esta última apresentou as maiores concentrações para DQO, CE e pH; pH dentro dos limites consideráveis, porém nas Lagoas possuíam maior concentração; Tabela 3. ANOVA das características físico-químicas das águas do Rio Paraguai e seus afluentes.. Período (Fator A) Cursos d'agua (Fator B) DBO (mg L-1) DQO (mg L-1) C.E. (µ cm-1) OD (mg L-1) pH ORP (mg L-1) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) n média (EP) Chuva 12 22.40 ± 7.18 a 21 67.33 ± 8.66 a 21 4.15 ± 0.47 a 21 6.69 ± 0.19 a 21 130.29 ± 9.29 a Seca 8 22.04 ± 7.09 a 21 95.86 ± 23.86 b 21 1.91 ± 0.12 b 21 6.88 ± 0.19 a 21 203.38 ± 8.48 b Rio Paraguai 6 7.89 ± 1.93 a 18 70.89 ± 5.31 a 18 2.59 ± 0.26 a 18 6.58 ± 0.07 a 18 173.28 ± 12.64 a Afluente 10 17.40 ± 5.05 a 20 54.15 ± 10.02 a 20 3.39 ± 0.56 a 20 6.51 ± 0.11 a 20 174.35 ± 11.17 a Lagoa 4 55.93 ± 10.02 b 4 267.00 ± 80.5 b 4 3.22 ± 0.72 a 4 9.09 ± 0.22 b 4 100.25 ± 23.04 b Ações e interações A ** ns ** ** ns ** B ** ** ** NS ** ** A x B ns ns ** ** ns ns Resultados e Discussão Gráfico2. Média de pH e Matéria Orgânica no perfil dos solos das áreas de coleta. Não foram observadas diferenças entre o período chuvoso e seca, para clorofila a e feofitina; Concentrações encontradas abaixo do limite estabelecido pela Resolução CONAMA nº 357/2005 para rios de Classe 2; observado um valor 143% maior de clorofila a, na Lagoa Período (Fator A) Cursos d'agua (Fator B) Clorofila a (mg L-1) Feofitina (mg L-1) n média (EP) n média (EP) Chuva 14 8.33 ± 4.94 a 15 3.39 ± 0.73 a Seca 16 8.81 ± 3.51 a 15 3.93 ± 1.16 a Rio Paraguai 16 3.89 ± 1.07 a 13 1.29 ± 0.22 a Afluente 10 2.32 ± 0.73 a 17 5.46 ± 0.98 b Lagoa 4 43.00 ± 11.49 b 0 NA Ações e interações A ns ns B ** ** A x B ns ns Conclusão Água do Rio Paraguai e seus afluentes se encontra dentro dos padrões de qualidade apreciados pela Resolução CONAMA nº 357/2005. O uso e ocupação do solo tem influência direta sobre a Lagoa. Lagoa apresentou má qualidade de água. Referências ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. (1999). ABNT/NBR 14.283. 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