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Revisão P2 Direito administrativo
1. O que é o superendividamento segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)?
 É a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial.
2. O que é considerado o "mínimo existencial" na renegociação de dívidas?
 É a renda mensal que não pode ser comprometida para o pagamento de dívidas de consumo, garantindo a subsistência do consumidor.
3. Qual foi a alteração no valor do mínimo existencial em junho de 2023?
 O valor foi aumentado de R$ 303 para R$ 600.
4. Quais tipos de dívidas estão inclusos nas regras de prevenção do superendividamento?
 Quaisquer compromissos financeiros assumidos decorrentes de relação de consumo, incluindo operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada.
5. As regras de prevenção ao superendividamento se aplicam a consumidores que contraíram dívidas mediante má-fé ou fraude?
 Não, o Capítulo não se aplica a dívidas contraídas mediante fraude, má-fé, contratos dolosos ou a aquisição de produtos e serviços de luxo de alto valor.
6. Quais são os objetivos principais do Capítulo que aborda o superendividamento no CDC?
 Prevenir o superendividamento, promover o crédito responsável e oferecer educação financeira ao consumidor.
7. Quais dívidas são excluídas do disposto neste Capítulo do CDC?
 Dívidas contraídas mediante fraude ou má-fé, oriundas de contratos dolosos com o propósito de não realizar o pagamento, ou que resultem da aquisição de produtos ou serviços de luxo de alto valor.
8. Qual é a importância do mínimo existencial na renegociação de dívidas?
 Garantir que o consumidor tenha recursos suficientes para sua subsistência, mesmo durante o pagamento de dívidas.
9. O que são atos administrativos?
 São atos praticados pelas pessoas administrativas, por meio de seus agentes, no exercício de suas competências funcionais, que exteriorizam uma manifestação de vontade do Estado capaz de produzir efeitos jurídicos.
10. Quais são os cinco elementos (ou requisitos) dos atos administrativos?
Competência, Finalidade, Forma, Motivo e Objeto.
11. O que significa o elemento "competência" no ato administrativo?
É o poder legal atribuído ao agente pela lei para praticar o ato administrativo, delimitando sua atuação.
12. Qual é a diferença entre "finalidade" e "objeto" nos atos administrativos?
A finalidade é o efeito mediato que a Administração busca alcançar (atendimento ao interesse público), enquanto o objeto é o efeito jurídico imediato do ato, como a criação, modificação ou extinção de direitos.
13. Por que a forma é essencial para a validade de um ato administrativo?
 Porque, em regra, o ato administrativo deve seguir a forma escrita ou outra forma legalmente exigida. A ausência de forma ou sua inadequação torna o ato inválido ou inexistente.
14. Explique o conceito de "motivo" em um ato administrativo.
É o pressuposto de fato (circunstâncias ou situações) e de direito (base legal) que fundamenta a prática do ato.
15. Quais são os critérios para classificar os atos administrativos com base na forma?
Decreto, portaria, resolução, circular, despacho, despacho normativo, alvará.
16. Diferencie autorização e licença como atos administrativos.
Autorização: É ato discricionário, no qual a Administração decide, conforme conveniência e oportunidade, permitir ou não uma atividade, mesmo que o interessado atenda às condições legais.
Licença: É ato vinculado, no qual, atendidos todos os requisitos legais, Administração não pode negar a permissão para a atividade.
17. O que caracteriza a homologação como ato administrativo?
É um ato vinculado em que a autoridade reconhece a legalidade de um ato anterior, conferindo-lhe eficácia, sem possibilidade de alteração do conteúdo.
18. Dê exemplos de atos administrativos classificados pelo conteúdo.
· Autorização: Uso de espaço público por food trucks.
· Licença: Construção em terreno.
· Permissão: Serviços de táxi.
· Homologação: Reconhecimento de vencedor de licitação.
· Aprovação: Indicação de Ministro do STF pelo Senado.
· Visto: Aprovação formal de pedido de férias de servidor.
19. Qual é a diferença entre parecer e despacho administrativo?
· Parece É opinativo, emitido por órgãos consultivos, podendo ser vinculante ou não, dependendo da previsão legal.
· Despacho: É decisório, solucionando um caso submetido à apreciação da Administração.
20. Como a Administração decide a expedição de uma autorização ou permissão?
 A autorização é discricionária e depende da análise de conveniência e oportunidade. A permissão, além disso, deve considerar o interesse público na atividade a ser autorizada.
21. O que distingue um ato discricionário de um ato vinculado?
· Discricionário: A Administração tem liberdade para decidir com base em conveniência e oportunidade, respeitando os limites legais.
· Vinculado: A Administração apenas verifica o cumprimento das condições legais, sem margem para decisão subjetiva.
22. O que ocorre se um ato administrativo não observar sua forma legal?
O ato será inválido ou inexistente, dependendo da gravidade da inobservância.
23. Cite um exemplo de ato administrativo complexo.
A aprovação pelo Senado Federal de um ministro do STF indicado pelo Presidente da República.
24. Em que circunstâncias pode haver a revogação de cláusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade impostas por testamento?
A revogação é possível em situações excepcionais de necessidade financeira, quando a alienação do bem gravado atende melhor à função social da propriedade e ao bem-estar do herdeiro, respeitando o objetivo do testador.
25. O que prevê o art. 1.676 do Código Civil de 1916?
Proíbe a alienação de bens gravados por cláusulas impostas pelo testador. Contudo, essa vedação pode ser flexibilizada em casos excepcionais de necessidade financeira.
26. Qual é o entendimento do STJ sobre a flexibilização dessas cláusulas?
STJ entende que a alienação pode ser autorizada se garantir a sobrevivência e o bem-estar do herdeiro, alinhando-se ao propósito original do testador de proteger o beneficiário.
27. Qual é o conteúdo do art. 1º do Código Penal e do art. 5º, XXXIX da Constituição Federal?
Estabelecem que não há crime sem lei anterior que o defina nem pena sem prévia cominação legal.
28. O que significa o princípio da legalidade na Administração Pública?
Significa que os administradores só podem agir conforme a lei, garantindo segurança jurídica para os administrados e para a própria Administração.
29. O que é discricionariedade no âmbito administrativo?
 É a liberdade de ação administrativa dentro dos limites legais, permitindo decisões baseadas na conveniência e oportunidade.
30. Quais situações excepcionais permitem que a Administração Pública aja fora das leis ordinárias?
Medidas Provisórias, Estado de Defesa e Estado de Sítio.
31. Qual é a força das Medidas Provisórias e seu prazo de vigência?
Possuem força de lei e vigem por 60 dias, prorrogáveis por mais 60, caso não sejam convertidas em lei.
32. Em que casos o Estado de Defesa pode ser decretado?
Para preservar ou restabelecer a ordem pública e a paz social em situações de grave instabilidade institucional ou calamidades naturais de grandes proporções.
33. Qual a diferença entre Estado de Defesa e Estado de Sítio?
O Estado de Defesa trata de crises localizadas e menos graves, enquanto o Estado de Sítio é aplicado em situações mais graves, como comoções nacionais ou guerras, e exige autorização do Congresso.
34. O que estabelece o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado?
Determina que o interesse da coletividade sempre prevalece sobre interesses individuais, orientando as ações do Poder Público.
35. Qual a diferença entre interesses públicos primários e secundários?
Primários: Beneficiam a sociedade como um todo (e.g., segurança pública).
Secundários: Beneficiam diretamente o Estado, mas só são legítimos se subordinados ao interesseprimário.
36. Qual a finalidade do princípio da publicidade na Administração Pública?
Assegurar transparência e conhecimento público das ações administrativas, permitindo fiscalização e controle social.
37. Como deve ser garantido o direito à informação dos atos administrativos?
Por meio da publicação oficial, e, onde não houver órgão oficial, pela afixação em locais públicos como prefeituras.
38. Quais garantias constitucionais reforçam o princípio da publicidade?
Art. 5º, XXXIII: Direito à informação.
Art. 5º, XXXIV, b: Direito à certidão.
Art. 5º, LXXII: Garantia do habeas data.
39. O que é o princípio da continuidade do serviço público?
É o princípio que estabelece que os serviços públicos não podem ser interrompidos, pois atendem necessidades essenciais da sociedade.
40. Quais serviços são exemplos de atividades essenciais citadas no texto?
a. Fornecimento de água.
b. Energia elétrica.
c. Saúde pública.
41. Onde o princípio da continuidade está previsto de forma expressa?
No art. 6º, § 1º, da Lei nº 8.987/1995, que trata da adequação dos serviços públicos.
42. Quais são os critérios para um serviço público ser considerado adequado?
Regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na prestação e modicidade das tarifas.
43. O direito de greve dos servidores públicos é garantido?
Sim, mas sua eficácia é limitada, dependendo de uma lei específica que ainda não foi editada.
44. Qual legislação é aplicada ao direito de greve dos servidores públicos civis atualmente?
A Lei nº 7.783/1989, usada enquanto uma legislação específica não é elaborada.
45. Em quais casos a interrupção do serviço público não é considerada descontinuidade?
· Em situação de emergência.
· Após prévio aviso por inadimplemento do usuário, desde que considerado o interesse da coletividade (art. 6º, § 3º, II, da Lei nº 8.987/1995).
46. A Administração Pública pode suspender a prestação de serviço por inadimplência de contrato?
Sim, mas apenas após 90 dias de inadimplência. Ainda assim, serviços essenciais não podem ser interrompidos.
47. O que determina o princípio da moralidade na administração pública?
Que os atos dos administradores públicos sejam guiados por ética, moral e bons costumes, além de obedecer à lei.
48. Um ato administrativo pode ser considerado legítimo apenas por estar de acordo com a lei?
Não, ele deve também obedecer à moralidade administrativa.
49. Quais punições podem ser aplicadas por atos de improbidade administrativa?
a. Suspensão dos direitos políticos.
b. Perda da função pública.
c. Indisponibilidade dos bens.
d. Ressarcimento ao erário.
50. O que exige o princípio da eficiência?
Que os agentes públicos prestem serviços com qualidade, economia e eficácia, buscando o melhor custo-benefício.
51. O que garante o princípio da segurança jurídica?
Que os cidadãos não sejam surpreendidos por mudanças repentinas na legislação ou por atos administrativos com efeitos retroativos.
52. Atos administrativos podem retroagir para retirar benefícios concedidos?
Não, pois isso afetaria negativamente os administrados, que não podem ser penalizados por falhas da administração.
53. Quais são os efeitos de uma nova norma segundo o princípio da segurança jurídica?
Os efeitos devem ser ex nunc (a partir do momento presente) e nunca ex tunc (retroativos).

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