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Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Salário-de-Contribuição: Introdução e Conceito 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Parcelas Integrantes do salário-de-contribuição 18 ..............................................................................................................................................................................................3) Parcelas não integrantes do salário-de-contribuição 42 ..............................................................................................................................................................................................4) Questões 107 ..............................................................................................................................................................................................5) Resumo 184 SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO INTRODUÇÃO Trata-se de um conceito previdenciário, destinado a identificar quais parcelas recebidas pelo segurado sofrerão ou não a incidência da contribuição previdenciária. Podemos afirmar, portanto, que o salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo utilizada para se calcular o valor da contribuição devida pelo trabalhador, destinada à Previdência Social. Essa regra não é absoluta, pois no caso do segurado especial a base de cálculo é a receita bruta da comercialização de sua produção rural, e não seu salário de contribuição. O salário de contribuição, contudo, não deve ser confundido com a remuneração do segurado, pois, em relação ao salário de contribuição, deve ser observado os limites mínimo e máximo previstos em lei. Podemos afirmar, portanto, que a remuneração (sem limites mínimo e máximo) é, em regra, a base de cálculo da contribuição previdenciária das empresas. Por outro lado, o salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da contribuição dos segurados (exceto segurado especial). Observação 1: O segurado especial, em regra, não contribui sobre seu salário de contribuição. Sua contribuição será sobre a receita bruta da comercialização da sua produção rural. No entanto, como já estudado, o segurado especial poderá recolher facultativamente uma contribuição de 20% sobre seu salário de contribuição (além da contribuição obrigatória sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural). Neste caso, o salário de contribuição do segurado especial será o valor por ele declarado, observados os limites mínimos e máximo. Observação 2: A base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço, respeitando, portanto, os limites mínimo e máximo. (não é a remuneração total do empregado) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO X REMUNERAÇÃO Como já alertado, não devemos confundir os conceitos previdenciário de salário de contribuição com remuneração. Em regra, a base de cálculo das contribuições previdenciárias das empresas é a remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores a seu serviço, em retribuição pelo trabalho prestado, não se sujeitando a qualquer limite mínimo ou máximo. Por sua vez, o salário de contribuição tem limite mínimo e máximo. Outrossim, o salário de contribuição não é utilizado como base de cálculo da contribuição da empresa, mas tão somente para cálculo das contribuições dos segurados e dos empregadores domésticos. Em exceção a esta regra, temos o segurado especial, cuja base de cálculo é a receita bruta da comercialização de sua produção rural, e não seu salário de contribuição. Apesar das noções introdutórias acerca do salário de contribuição, temos um conceito mais específico para cada tipo de segurado e para o empregador doméstico, conforme estudaremos a seguir. CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO Nos termos do art. 28, inciso I, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o empregado e trabalhador avulso: Lei 8.212/91. Art. 28. (...) I - a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013) Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o salário- de-contribuição é a remuneração auferida em: a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem vínculo empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou creditados a qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo empregatício, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital investido, quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. A parcela "in natura" recebida de acordo com os Programas de Alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei 6.321/76 O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do Trabalho, quando devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da lei, permite que a empresa forneça alimentação e cestas básicas a seus segurados, sem que tais valores integrem a base de cálculo das contribuições previdenciárias. A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social incidente sobre os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa a seus trabalhadores, quando as mesmas não estavam inscritas no PAT ou descumpriam algum de seus requisitos legais. Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento de que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma vez que não possui natureza salarial. Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a Fazenda Nacional, haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria administração pública reconheceu tal entendimento e, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, emitiu o Parecer nº 2.117/2011. Neste parecer recomenda-se a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência da contribuição previdenciária. Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de contribuição previdenciária sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação, a melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores não integram o salário de contribuição. No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o entendimento da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), conforme segue: TNU, Súmula 67 - O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência de contribuição previdenciária. As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias Considera-se: FÉRIAS INDENIZADAS: Aquelas que, até o momento da dispensa do trabalhador, já foram adquiridas, porém não foram gozadas durante a vigência do seu contrato de trabalho. Serão convertidas em dinheiro e pagas ao segurado na rescisão. ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS INDENIZADAS: Trata-se de um direito assegurado pela CF/88 aos empregados e trabalhadores avulsos, bem como os empregados domésticos, que terão direito a férias anuais remuneradas de 30 dias com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário normal, após cada período de 12 meses de trabalho. Mesmo no caso de férias indenizadas, o trabalhador terá direito ao terço constitucional de férias respectivo. DOBRA DE FÉRIAS: Sempre que as férias forem concedidas após o prazo legal, denominado período concessivo, o empregador pagará em dobro a respectiva remuneração de férias. No caso de férias vencidas no momento da rescisão, independentemente do motivo, o empregado tem direito a indenização de férias. No entanto, existem casos em que há férias proporcionais a receber, por não ter o trabalhador completado o período aquisitivo no momento da rescisão. No caso das férias proporcionais, vejamos as regras estabelecidas pelo TST: Sumula 171 – TST: Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato de trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias proporcionais, ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses. Súmula 261 – TST: O empregado que se demite antes de complementar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais. Assim sendo, podemos concluir que o empregado só terá direito a férias proporcionais (devida nos casos em que não completa o período aquisitivo no momento da rescisão) se não for dispensado por justa causa. Uma vez que receba indenização de férias, na rescisão de contrato de trabalho (sejam vencidas ou proporcionais), terão natureza de indenização e sobre tais valores não incide contribuição previdenciária. Da mesma forma, o terço constitucional de férias indenizadas (pago na rescisão do contrato de trabalho), bem como a dobra de férias ( por ter sido concedida após o prazo legal), não sofrerão incidência de contribuição previdenciária. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de contribuição previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias vencidas e sobre o respectivo adicional constitucional. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso recorramos a ele para responder esta questão. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; (Destaques Nossos). Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. Gabarito: ERRADA. (CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade social, julgue o item seguinte. Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, as parcelas referentes ao salário e às férias, ainda que indenizadas. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Ora, foi o "ainda que indenizadas" do examinador que tornou essa resposta incorreta. Sabemos que férias gozadas e salário integram o salário-de-contribuição. Já quanto às férias indenizadas, é diferente. Sobre férias indenizadas, não incide a contribuição para a Seguridade Social. Vejamos o Decreto 3048/98 em alguns trechos que selecionamos: Art. 214. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) IV - as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho; (...) § 14. A incidência da contribuição sobre a remuneração das férias ocorrerá no mês a que elas se referirem, mesmo quando pagas antecipadamente na forma da legislação trabalhista. (Destaques nossos) Portanto, assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO Indenização de 40% do montante depositado no FGTS, por demissão sem justa causa Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o empregadoreceberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. Na rescisão por culpa recíproca ou por força maior, a indenização será de 20%. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Indenização por despedida sem justa causa nos contratos por prazo determinado Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Indenização do tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do contrato Expirado normalmente o contrato, a empresa pagará ao safrista, a título de indenização do tempo de serviço, importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal, por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias, nos termos do art. 14 da Lei 5.889/73. Contrato de safra é aquele que tem sua duração dependente de variações estacionais das atividades agrárias, assim entendidas as tarefas normalmente executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita. Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Incentivo a demissão ou plano de demissão voluntária (PDV) O Plano de Demissão Voluntária (PDV) se consubstancia como um mecanismo de incentivo financeiro dado pelo empregador a seus empregados, com objetivo de incentivar pedidos de rescisão contratual pelos trabalhadores. Os PDVs são, portanto, instrumento de enxugamento de pessoal, que decorrem da falta de interesse do empregador na manutenção de determinada mão de obra, e que visam a desencadear pedidos de demissão mediante pagamento de uma indenização baseada no tempo de serviço do trabalhador. Ou seja, em troca do pedido de dispensa voluntária do obreiro, este é compensado monetariamente, segundo o período de labor já prestado ao empregador. Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Abono de Férias Abono de férias (ou abono pecuniário) é a conversão, em dinheiro, de 1/3 (um terço) dos dias de férias a que o empregado tem direito. É uma opção do empregado, independente da concordância do empregador, desde que requerido no prazo estabelecido na legislação trabalhista. Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer a ele para responder à questão. Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; (Destaques Nossos). Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. Gabarito: ERRADA. Ganhos eventuais expressamente desvinculados do salário, por força de lei GANHOS EVENTUAIS: São verbas pagas por liberalidade do empregador e de forma eventual, ou seja, sem habitualidade. Quando pagos eventualmente, tais verbas não integram o salário de contribuição, não incidindo contribuições sociais sobre elas. Licença-prêmio indenizada LICENÇA PRÊMIO: É um direito concedido ao trabalhador para licenciar- se do serviço, sem prejuízo de sua remuneração, após cumprido um determinando período ininterrupto pré-estabelecido. Tais regras podem varia de empresa para empresa e nem todas as empresas oferecem este benefício a seus empregados. Quando o benefício é concedido, alguns trabalhadores optam por não gozar a licença prêmio a que tem direito, convertendo este direito em pecúnia, “vendendo” sua licença prêmio à empresa. Neste caso, a empresa indeniza o trabalhador, pagando-lhe a denominada licença prêmio indenizada. Pode ocorrer, também, de ter o empregado adquirido o direito à licença-prêmio, mas ter sido demitido antes de gozá-la. Neste caso, o empregado também receberá em uma indenização em dinheiro, no valor correspondente aos dias de licença-prêmio não gozada. Como se trata de indenização, tais valores não integrarão o salário de contribuição do empregado, nem tampouco incidirá sobre eles contribuição previdenciária. Indenização por dispensa sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a correção salarial Também conhecido como demissão obstativa, tal situação está prevista no art. 9 da Lei nº 7.238/84, nos seguintes termos: O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS. Tal indenização visa reparar o dano causado ao trabalhador que foi impedido de obter correção salarial por ter sido demitido, sem justa causa, nos 30 dias que antecedem este aumento. No mesmo sentido manifestou-se o TST: É devido o pagamento da indenização adicional na hipótese de dispensa injusta do empregado, ocorrida no trintídio que antecede a data-base. A legislação posterior não revogou os arts. 9º da Lei nº 6.708/1979 e 9º da Lei nº 7.238/1984. O valor desta indenização, equivalente a 1 salário mensal, não tem natureza salarial e, portanto, não integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. A parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria A Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “f” do mencionado texto legal, aparece a parcela recebida a título de vale- transporte, na forma da legislação própria. A lei que disciplina a concessão de vale-transporte é a Lei nº 7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87. Dentre as principais disposições legais acerca do fornecimento de vale transporte pela empresa, podemos destacar: • O Vale-Transporte, concedido nas condições e limites definidos na Lei, no que se refere à contribuição do empregador: o não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos; o não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; o não se configura como rendimento tributável do trabalhador. • É vedado ao empregador substituir o Vale-Transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento, ressalvado no caso de falta ou insuficiência de estoque de Vale-Transporte, necessário ao atendimento da demanda e ao funcionamento do sistema.• O empregador participará dos gastos de deslocamento do trabalhador com a ajuda de custo equivalente à parcela que exceder a 6% (seis por cento) de seu salário básico. Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – RFB tinha entendimento de que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador sofria a incidência da contribuição previdenciária, pois não estaria sendo paga na forma da legislação própria. Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua natureza não salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, conforme segue: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba". A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias, ainda que pagas em dinheiro. Contudo, se os empregadores descumprirem outras disposições constantes da legislação própria, como, por exemplo, deixar de efetuar o desconto obrigatório de 6% sobre o salário básico do trabalhador, tais verbas integrarão o salário de contribuição e serão consideradas base de cálculo para a cobrança de contribuições previdenciárias. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Via de regra, indenizações não integram o salário de contribuição. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91. Vejamos o que diz a lei, especificamente sobre esta questão: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (Destaques Nossos). Ademais, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua natureza não salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Gabarito: CERTO. A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. Vejamos o que está disposto sobre ajudas de custo na Lei 8.212/91: Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; Assim dispõe o art. 470 da CLT: “Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” Assim sendo, a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança do local de trabalho do empregado, não integrará a base de cálculo para cobrança de contribuições previdenciárias. ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, a ajuda de custo deverá ser paga em parcela única. Caso seja paga em 2 ou mais parcelas, haverá a incidência da contribuição previdenciária sobre todas elas. As diárias para viagem As diárias visam indenizar o trabalhador com deslocamento, alimentação, hospedagem, etc., quando este necessita deslocar-se, temporariamente, para realizar determinada atividade a mando do seu empregador. Vejamos o disposto no art. 457, §2º da CLT: “As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário”. Após as recentes alterações decorrentes da Lei 13.467/17, a nova redação da lei 8.212/91 a respeito de diárias para viagem ficou da seguinte forma: Texto original do § 8º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, antes de ser revogado pela Lei 13.467/17: “§ 8º Integram o salário-de-contribuição pelo seu valor total: (REVOGADO) a) o total das diárias pagas, quando excedente a cinquenta por cento da remuneração mensal ” (REVOGADO) Texto original do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, antes de ser alterado pela Lei 13.467/17: “§9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal (ALTERADO) Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a respeito das diárias para viagem, ficou assim: Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; h) as diárias para viagens CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos concluir que o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a cinquenta por cento da remuneração mensal, não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. Assim sendo, as diárias para viagem, ainda que habituais, não integram a remuneração do empregado e nem tampouco o salário de contribuição, IMPORTANTE: Não podemos confundir diárias para viagem com reembolso de despesas de viagem. As diárias são pagas, em regra, num valor fixo por dia de viagem. Com tal valor o empregado deve pagar as despesas com deslocamento, alimentação, hospedagem, etc. O empregado não precisa, em regra, prestar contas dos seus gastos. Assim sendo, se sobrar ou faltar dinheiro, não haverá devolução ou complementação de valores. Por outro lado, quando a empresa adota a prática de reembolso de despesas de viagem, o empregado apresenta os comprovantes das despesas realizadas em seu deslocamento a trabalho para que o empregador efetue o devido ressarcimento. Atualmente, em qualquer caso, os valores das diárias para viagem ou reembolsos de despesas de viagem não integrarão o salário de contribuição, quaisquer que sejam seus valores. A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da lei A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei no 11.788/2008, não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiárionão é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. O estagiário, se quiser, poderá filiar-se na condição de segurado facultativo. ATENÇÃO: se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o estagiário será segurado obrigatório, na qualidade de empregado, os valores recebidos irão integrar o salário de contribuição e sobre eles incidirá, consequentemente, contribuições previdenciárias. A Participação nos Lucros ou Resultados da empresa - PLR, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: “Art. 28... (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica”. A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: • A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; o convenção ou acordo coletivo. • Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. • O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. • É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de contribuições previdenciárias. Neste sentido, vejamos o julgado abaixo do STF: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ART. 7º, XI, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. MP 794/94. Com a superveniência da MP n. 794/94, sucessivamente reeditada, foram implementadas as condições indispensáveis ao exercício do direito à participação dos trabalhadores no lucro das empresas [é o que extrai dos votos proferidos no julgamento do MI n. 102, Redator para o acórdão o Ministro Carlos Velloso, DJ de 25.10.02]. Embora o artigo 7º, XI, da CB/88, assegure o direito dos empregados àquela participação e desvincule essa parcela da remuneração, o seu exercício não prescinde de lei disciplinadora que defina o modo e os limites de sua participação, bem como o caráter jurídico desse benefício, seja para fins tributários, seja para fins de incidência de contribuição previdenciária. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.(STF, RE 505597 AgRAgR / RS - RIO GRANDE DO SUL AG.REG.NO AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, Relator(a): Min. EROS GRAU, Julgamento: 01/12/2009, Órgão Julgador: Segunda Turma, Publicação, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12- 2009. O abono do Programa de Integração Social - PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público - PASEP A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: “Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição. “ Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. Transporte, alimentação e habitação Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho, não integram o salário de contribuição, pois não são fornecidas ao trabalhador como retribuição por seu trabalho. Nesta hipótese, as mencionadas utilidades não são concedidas pelo trabalho, mas sim para o trabalho. Tais elementos são necessários à prestação dos serviços, sem as quais o trabalhador teria prejuízo no desempenho de suas funções. Tais utilidades não têm natureza salarial e estão fora, portanto, do campo de incidência das contribuições previdenciárias. EXEMPLO: O exemplo clássico refere-se ao trabalhador contratado para trabalhar em plataformas petrolíferas em alto mar. Ora, se não houvesse o fornecimento do transporte pela empresa, o trabalhador teria sérias dificuldades e alto custo para chegar a seu local de trabalho. Do mesmo modo, não seria razoável exigir que o segurado providenciasse sua alimentação e habitação, enquanto estiver desenvolvendo as suas atividades. A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária não integra o salário de contribuição, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. “Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa” A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação do auxílio por incapacidade temporária não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias, é a obrigatoriedade de que este direito seja extensivo a todos os empregados da empresa. O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao segurado que se encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua atividade habitual por período superior a quinze dias consecutivos, seja por motivo de doença ou acidente. A renda mensal deste benefício é de 91% do salário de benefício do segurado. Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração mensal do trabalhador. Para evitar que o trabalhadortenha uma redução em sua renda, algumas empresas complementam tal valor, pagando a diferença entre o valor do auxílio por incapacidade temporária pago pelo INSS e o valor da remuneração do empregado, buscando manter o poder aquisitivo de seus empregados durante o gozo do benefício. No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de contribuição se for extensiva à totalidade de empregados da empresa. Previdência Complementar O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa de Previdência Complementar, aberta ou fechada, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. ATENÇÃO: É necessário que gravemos as seguintes palavras-chave para a prova, para que a previdência complementar não integre o salário de contribuição: • Todos os empregados; e • Todos os dirigentes. Assistência médica, odontológica e reembolso de despesas médico-hospitalares Não integra o salário de contribuição, para qualquer efeito, mesmo quando concedido em diferentes modalidades de planos e coberturas e mesmo que não abranja a totalidade de empregados e dirigente da empresa, o valor relativo à: • assistência prestada por serviço médico, próprio da empresa ou por ela conveniado; • assistência prestada por serviço odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, • reembolso de despesas com: o medicamentos; o óculos; o aparelhos ortopédicos; o próteses; o órteses; o despesas médico-hospitalares e o outras similares, Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a respeito de assistência médica, odontológica e reembolso de despesas médico- hospitalares ficou assim: “Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares” Atualmente a exigência de que a cobertura abranja a totalidade de empregados e dirigentes da empresa não existe mais. Assim sendo, tais valores não integrarão, em qualquer caso, o salário de contribuição e não sofrerão incidência de contribuição previdenciária. CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos concluir que os valores relativos à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio ou não, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços Não integram o salário de contribuição, quando fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços, o valor correspondente a: • vestuários; • equipamentos; e • outros acessórios. Tais itens, quando utilizados no local do trabalho, para a prestação dos respectivos serviços, não são fornecidas como retribuição pelo trabalho. Nesta hipótese, as mencionadas utilidades são concedidas para o trabalho. Tais elementos são necessários à prestação dos serviços, sem as quais o trabalhador teria prejuízo no desempenho de suas funções. Tais utilidades não têm natureza salarial e estão fora, portanto, do campo de incidência das contribuições previdenciárias. Ressarcimento de despesas Não integram o salário de contribuição, quando devidamente comprovadas: • ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado; e • reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança. • reembolso babá, limitado ao menor salário de contribuição mensal e condicionado à comprovação: o do registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da empregada; o do pagamento da remuneração; e o do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança. Os ressarcimentos e reembolso não fazer parte da remuneração do segurado. Não são pagos para retribuir o trabalho. Desta forma, não têm natureza salarial e estão fora, portanto, do campo de incidência das contribuições previdenciárias. No entanto, é necessário que as despesas sejam devidamente comprovadas, sob pena de o fisco considerá-las base de cálculo de contribuição previdenciária. Plano educacional Não integra o salário de contribuição o valor relativo a plano educacional ou bolsa de estudo que vise à: • Educação básica de empregados e seus dependentes, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; • Educação profissional e tecnológica de empregados, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa. Em quaisquer dos casos mencionados, para que não haja incidência de contribuição previdenciária, é necessário que: • Tais valores não sejam utilizados em substituição da parcela salarial; • O valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que for maior. Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais Direitos autorais são as denominações utilizadas para definir a posse, exercida pelo autor ou por seus dependentes, sobre obras intelectuais. Tais obras podem ser artísticas, literárias ou científicas. O autor poderá ceder seus direitos autorais, para que terceiros comercializem sua obra. Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais não integram o salário de contribuição, pois não são recebidas como contraprestação por serviços prestados, mas sim pela cessão de direitos para que determinada empresa explore sua obra intelectual. Valor da multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão de contrato de trabalho Assim está previsto no § 6º do art. 477 da CLT: “A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do contrato”. A inobservância do prazo acima mencionados sujeitará o infrator ao pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente corrigido, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. A multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão de contrato de trabalho é considerada uma penalidade pecuniária, sem natureza salarial. Desta forma, sobre tais valores não incidirá contribuição previdenciária. O valor correspondente ao vale-cultura Em 27 de dezembro de 2012 foi publicada a Lei nº 12.761/2012, que criou, dentre outras coisas, o vale-cultura, com destaque para os seguintes pontos: • O vale-culturaterá caráter pessoal e intransferível, válido em todo o território nacional, para acesso e fruição de produtos e serviços culturais, no âmbito do Programa de Cultura do Trabalhador. • O vale-cultura deverá ser fornecido ao trabalhador que perceba até 5 (cinco) salários mínimos mensais. • Os trabalhadores com renda superior a 5 (cinco) salários mínimos poderão receber o vale-cultura, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados com a remuneração de até 5 (cinco) salários mínimos mensais. • O valor mensal do vale-cultura, por usuário, atualmente estabelecido, será de R$ 50,00 (cinquenta reais). • É vedada, em qualquer hipótese, a reversão do valor do vale-cultura em pecúnia. Os valores correspondentes ao vale-cultura não integram o salário de contribuição, por expressa determinação legal. Logo, sobre eles, não incidirá contribuição previdenciária. Prêmios e Abonos Nos termos no art. 457, §2, da CLT, “as importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário” PRÊMIOS: liberalidades concedidas pelo empregador, até duas vezes ao ano, em forma de bens, serviços ou valor em dinheiro, a empregado, grupo de empregados ou terceiros vinculados à sua atividade econômica em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado no exercício de suas atividades. ABONOS: é um bônus, uma “plus” ou complemento salarial, geralmente temporário, concedido ao empregado. Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a respeito de prêmios e abonos, ficou assim: “Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) z) os prêmios e os abonos” Assim sendo, nos termos da Lei 8.212/91, art. 28, §9º, “z”, combinado com o art. 457, §2, da CLT, não incide contribuição previdenciária sobre os prêmios e abonos. CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos concluir que os prêmios e os abonos não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de contribuição. c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal do empregado integra o salário de contribuição. d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento interno da empresa. e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. COMENTÁRIOS: Essa questão testa os seus conhecimentos a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, que trata do assunto parcelas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição. Vamos às Assertivas: a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. Incorreta. Essa era a regra antes da Lei 13.467/17. A redação do dispositivo correspondente foi alterada, conforme podemos verificar: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; (...) b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de contribuição. Correta. Basta conferir no Art. 28 da Lei 8.212/91 (mesma alínea que analisamos acima): Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; Dica: não que isso seja uma regra absoluta, mas preste atenção quando há alternativas com conceitos totalmente (ou mesmo parcialmente) opostos nas assertivas de uma mesma questão. Pois, quando isto acontece, é comum a resposta correta estar em uma das alternativas com ideias opostas. c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal do empregado integra o salário de contribuição. Incorreta, pois, como vimos, com a Lei 13.467/17, as diárias para viagem deixaram de integrar o salário de contribuição, sem limite de valor. d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento interno da empresa. Incorreta. Antes da Lei 13.467/17, havia uma pequena restrição normativa em relação aos prêmios e abonos, que não poderiam ser habituais ou contratuais. No entanto, atualmente prêmios e abonos não integram mais o salário de contribuição, em qualquer caso. Vamos conferir agora como ficou a Lei, após as mudanças feitas no §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) z) os prêmios e os abonos. e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. Incorreta. Antes das alterações trazidas pela Lei 13.467/17, tais valores não integrariam o Salário de Contribuição desde que disponível à totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. Após as modificações, foi eliminado esse condicionante, conforme podemos ver em §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; (...) Gabarito: B Seguro de Vida em Grupo Não integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias o valor das contribuições efetivamente pagas pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, desde que: • Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; • Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. Valor Dispendido com Ministro de Confissão Religiosa e Membro de Instituto de Vida Consagrada, de Congregação ou Ordem Religiosa Os valores recebidos pelos ministros de confissão religiosa e membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou ordem religiosa, não serão considerados remuneração e não integrarão o salário de contribuição, afastando-se a incidência de contribuição previdenciária, nos seguintes casos: • Sejam pagos em face do seu mister religioso ou para sua sobrevivência; e • Fornecidos em condições que independam da natureza e quantidade do trabalho executado. Indenizações Previstas nos arts. 496 e 997 da CLT. Art. 496 - Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte. Art. 497 - Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado, paga em dobro Em resumo, nos casos em que for possível a conversão da estabilidade do trabalhador em indenização, esta não integraráa base de cálculo das contribuições previdenciárias. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social no Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o cálculo do salário de benefício. d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 e atenção, pois o examinador pede a alternativa incorreta. Vamos às assertivas: a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. Incorreta, conforme veremos abaixo: Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; h) as diárias para viagens j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; Notem que a alínea “h” foi alterada, exatamente onde podemos encontrar o primeiro erro da assertiva. Além disso, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria (item “f” acima) e a participação nos lucros e resultados da empresa (item “j” acima) não integram o salário de contribuição. Assim sendo, temos 3 erros na mesma assertiva. Portanto, está será o gabarito da questão. b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. Correta, conforme podemos verificar na: Lei 8212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o cálculo do salário de benefício. Correta, conforme podemos verificar no mesmo artigo da: Lei 8212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. (Destaques Nossos) d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. Assertiva também correta, conforme podemos verificar na mesma lei: Lei 8212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. Correta, conforme também podemos verificar na: Lei 8212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) II - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o Portanto, gabarito: A. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015). A respeito do salário de contribuição, conforme estabelecido pela Lei nº 8.212/1991, é correto afirmar: a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais. b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para o cálculo de benefício. e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. COMENTÁRIOS: Essa questão exige o seu conhecimento a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91 Vamos às Assertivas: a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais. Correto, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade" b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. Assertiva incorreta, senão, vejamos o que diz a lei (atualizada): Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; h) as diárias para viagens j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quandopaga ou creditada de acordo com lei específica; Notem que a alínea “h” foi alterada. c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. Incorreta. Incentivo à demissão é claramente excluído da contribuição: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 5. recebidas a título de incentivo à demissão; d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para o cálculo de benefício. Realmente existe incidência sobre o 13º salário da contribuição, só que conforme podemos verificar na lei ele não entra no cálculo do benefício: Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. Lembre-se pagamento de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional não integram o salário de contribuição. Assertiva incorreta, conforme podemos verificar abaixo: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho; Gabarito: Letra A. (FCC - Analista Judiciário - TRT 15ª Região – Judiciária – 2013). Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir contribuições previdenciárias: a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a empregados, nos termos e limites legais. b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. COMENTÁRIOS: Essa questão sobre os itens que integram (ou não integram) o salário de contribuição exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. Analisemos as assertivas: a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a empregados, nos termos e limites legais. Incorreto. O auxílio por incapacidade temporária, bem como o auxílio acidente, não integram o salário de contribuição, nos termos do art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Incorreto, conforme podemos verificar no mesmo Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (...) c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (...) d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (...). Portanto, a situação hipotética da questão integraria o salário de contribuição. Gabarito: Letra E. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2013). Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir as contribuições previdenciárias: a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. d) O valor correspondente ao vale-cultura. e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. Vamos às assertivas: a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; (Destaques Nossos) d) O valor correspondente ao vale-cultura. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) y) o valor correspondente ao vale-cultura. e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integramo salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; Gabarito: Letra C Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente de trabalho Conforme disposto no art. 60, §3º, da Lei 8.213/91, está previsto claramente que o pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente de trabalho se trata de parcela remuneratória. § 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Assim sendo, nos termos da lei, era claro o entendimento da Receita Federal de que tais parcelas deveriam integrar o salário de contribuição e sobre eles incidir contribuições previdenciárias Contudo, o STJ, no julgamento do REsp nº 1.230.957/RS, entendeu pela exclusão da remuneração (paga pelo empregador ao empregado nos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador que antecedem o auxílio por incapacidade temporária) da base de cálculo da contribuição previdenciária patronal disciplinada no art. 22, I, da Lei nº 8.212, de 1991. Esse mesmo entendimento foi replicado para a contribuição do empregado, as contribuições de terceiros e do SAT/RAT. Observação 1: A dispensa da contribuição do empregado do art. 28, I, da Lei nº 8.212, de 2002, foi autorizada na Nota PGFN/CRJ Nº 115/2017. Observação 2: A dispensa da contribuição do empregador de que trata o art. 22, I e §1º, da Lei nº 8.212, de 2002, foi autorizada na Mensagem Eletrônica PGFN/CRJ/COJUD n.º 08, de 18/09/2020, mas a inclusão em lista foi positivada no Parecer SEI Nº 1446/2021/ME. Observação 3: A dispensa da contribuição do empregador do art. 22, II, da Lei nº 8.212, de 2002, (SAT/RAT) do seu adicional regido no art. 57, §6º, da Lei nº 8.213, de 1991, bem como das contribuições destinadas aos terceiros incidentes sobre a folha de salários foi autorizada no Parecer SEI Nº 16120/2020/ME. Dessa forma, com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 16120/2020/ME e o PARECER SEI Nº 1446/2021/ME, incluindo o tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. Como vimos, o STJ, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, de 26/02/2014, decidiu pela não incidência da contribuição previdenciárias sobre a importância paga nos primeiros 15 dias que antecedem o auxílio por incapacidade temporária, conforme segue: No que se refere ao segurado empregado, durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbe ao empregador efetuar o pagamento do seu salário integral (art. 60, § 3º, da Lei 8.213/91 — com redação dada pela Lei 9.876/99). Não obstante nesse período haja o pagamento efetuado pelo empregador, a importância paga não é destinada a retribuir o trabalho, sobretudo porque no intervalo dos quinze dias consecutivos ocorre a interrupção do contrato de trabalho, ou seja, nenhum serviço é prestado pelo empregado. Nesse contexto, a orientação das Turmas que integram a Primeira Seção/STJ firmou-se no sentido de que sobre a importância paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doença não incide a contribuição previdenciária, por não se enquadrar na hipótese de incidência da exação, que exige verba de natureza remuneratória. Aviso Prévio Indenizado Quando o aviso-prévio é trabalhado, não há dúvidas de que o valor recebido tem natureza salarial, integrando o salário de contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária, como já estudado nesta aula. No entanto, quando o aviso-prévio é indenizado, tínhamos uma divergência entre lei e jurisprudência. Nos termos da lei, era claro o entendimento da Receita Federal de que o aviso prévio indenizado deveria integrar o salário de contribuição e sobre ele incidir contribuições previdenciárias, a exemplo do que ocorre com o aviso prévio trabalhado. Contudo, firmou-se jurisprudência consolidada do STJ no sentido de que a contribuição previdenciária não incide sobre o aviso prévio indenizado, tendo, a PGFN, por meio da Nota PGFN/CRJ Nº 485/2016 incluído o aviso prévio indenizado em lista de dispensa de atuação judicial, tanto para a contribuição a cargo do empregador, como para a contribuição a cargo do empregado, incluindo o tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. Outrossim, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014, o STJ já havia decidido pela não incidência de contribuição previdenciária sobre o aviso-prévio indenizado, conforme segue: DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de aviso prévio indenizado. A despeito da atual moldura legislativa (Lei 9.528/1997 e Decreto 6.727/2009), as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador, não ensejam a incidência de contribuição previdenciária. A CLT estabelece que, em se tratando de contrato de trabalho por prazo indeterminado, a parte que, sem justo motivo, quiser a sua rescisão, deverá comunicar a outra da sua intenção com a devida antecedência. Não concedido o aviso prévio pelo empregador, nasce para o empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, § 1º, da CLT). Desse modo, o pagamento decorrente da falta de aviso prévio, isto é, o aviso prévio indenizado, visa reparar o dano causado ao trabalhador que não fora alertado sobre a futura rescisão contratual com a antecedência mínima estipulada na CF (atualmente regulamentada pela Lei 12.506/2011). Dessarte, não há como se conferir à referida verba o caráter remuneratório, por não retribuir o trabalho, mas sim reparar um dano. Ressalte-se que, se o aviso prévio é indenizado, no período que lhe for correspondente o empregado não presta trabalho algum, nem fica à disposição do empregador. Assim, por ser não coincidir com a hipótese de incidência, é irrelevante a circunstância de não haver previsão legal de isenção em relação a tal verba. Hora Repouso Alimentação Houve, novamente, mudança de entendimento acerca da natureza indenizatória ou remuneratória da verba relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, paga como retribuição pela hora em que o empregado fica à disposição do empregador. Na sessão do dia 21 de fevereiro de 2017, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concluído o julgamento do Recurso Especial nº 1.328.326, que trata da incidência de contribuição previdenciária sobre pagamento de hora repouso alimentação (HRA) à trabalhadores que possuem turno contínuo, sem horário de almoço. O julgamento foi iniciado em 2016, com o voto do Ministro Relator Gurgel de Faria, que citou a Súmula 437 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para confirmar a natureza salarial da hora de repouso alimentação, sendo acompanhado pelo Ministro Sérgio Kukina. Prevaleceu, entretanto, o voto em sentido contrário dos Ministros Regina Helena Costa, Napoleão Nunes Maia Filho e Benedito Gonçalves, reconhecendo que a remuneração ao repouso possuía natureza indenizatória, motivo pelo qual não deveria integrar a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Na ocasião, para a maioria dos Ministros da Turma, o pagamento da verba não remunera qualquer serviço prestado, mas decorre dasupressão do intervalo de repouso e alimentação a que o trabalhador teria direito, o que revela seu caráter indenizatório. Contudo, houve uma mudança de entendimento no Superior Tribunal de Justiça, conforme podemos observar no Recurso Especial n° 1.727.114 – BA (2018/0046038-0). Na sessão do dia 14 de janeiro de 2019, decidiu-se que incide contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, paga como retribuição pela hora em que o empregado fica à disposição do empregador, tendo em vista sua natureza eminentemente salarial. POSIÇÃO ATUAL DO STJ: Outrossim, tivemos, mais uma vez, alteração nos mencionados entendimentos, conforme passamos a expor: Em decisão monocrática publicada em 04/11/2021 (REsp 1.963.274/SP), o Ministro Herman Benjamin, da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça - STJ, determinou que, em situações ocorridas após a entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), não incide a contribuição previdenciária patronal sobre a Hora Repouso Alimentação (HRA). Em julgado publicado em maio de 2020, a 1ª Seção do STJ já havia se manifestado sobre a questão, abordando apenas o período anterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), onde reconheceu a incidência de contribuição sobre a HRA para casos ocorridos tão somente antes da Reforma Trabalhista (EREsp 1.619.117). Naquela oportunidade, o Ministro Herman Benjamin, relator, destacou a “nítida natureza remuneratória” da HRA, sobre a qual deveria incidir contribuição previdenciária. Por outro lado, pontuou que, a partir da Lei 13.467/2017, o pagamento de intervalo intrajornada suprimido passou a ter natureza indenizatória, sobre a qual não incide a contribuição previdenciária. O QUE RESPONDER NA PROVA: Para efeito de prova e segundo a jurisprudência mais recente, temos o seguinte posicionamento: • Período anterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): incide contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, tendo em vista sua natureza eminentemente salarial (natureza remuneratória). • Período posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): não incide contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, tendo em vista sua natureza indenizatória. • Se a questão não mencionar se o período é anterior ou posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): adotar a posição atual (posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017), na qual não incide contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, tendo em vista sua natureza indenizatória. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO As parcelas definidas como não integrantes do salário de contribuição, quando pagas ou creditadas em desacordo com a legislação pertinente, passam a integrá- lo, para todos fins e efeitos. Ou seja, mesmo as parcelas não integrantes do salário de contribuição, passarão a integrá-lo, com incidência de contribuição previdenciária, caso sejam pagas ou creditadas em desacordo com a legislação. PROPORCIONALIDADE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Vejamos o disposto no Regulamento da Previdência Social – RPS, art. 214, §1º: Art. 214. (...) §1º - Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado ocorrer no curso do mês, o salário de contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo. Assim sendo, é possível que um trabalhador que seja contratado no dia 16 de abril mês para ganhar R$ 2.000,00/mês receba, no mês de sua contratação, apenas R$ 1000,00, proporcionalmente aos 15 dias trabalhados. Apesar de tal valor ser inferior a um salário mínimo mensal, a legislação previdenciária determina que para o empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso o limite mínimo do salário de contribuição é o piso da categoria ou o salário mínimo, considerando seu valor mensal, diário ou horário, conforme o caso. Neste exemplo, foi respeitado o salário mínimo diário em cada um dos dias trabalhados. (TRT - 15ª Região – Juiz) - Não integram o salário de contribuição: a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria (CORRETA): a Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “f” do mencionado texto legal, aparece a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT (CORRETA): a Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “g” do mencionado texto legal, aparece a presente verba. A ajuda de custo tem a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor (CORRETA): a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a cinquenta por cento da remuneração mensal, não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. GABARITO: CERTO (TRT - 15ª Região – Juiz) - Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77 (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/9, a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei, não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. a remuneração trezena ou 13° salário (INCORRETA): O 13º salário integra o salário de contribuição. A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a participação dos empregadosCOMENTÁRIOS: Para resolver essa questão, apesar das assertivas serem muito grandes, basta uma leitura atenta às alternativas e ter observado o comando da questão. Do ponto de vista de conhecimento de leis, bastaria lembrar de um único inciso (o primeiro, que por sinal é muito importante para o nosso estudo), do Art. 28, Lei 8.212/91. Vejamos o que ele nos diz: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Sendo assim, podemos concluir que a assertiva “E” é a correta. Apesar de serem assertivas grandes, a questão é simples, pois a assertiva trata da literalidade da lei. Como dissemos, com uma leitura atenta, o candidato preparado resolve. Portanto, não se assuste com questões longas na hora da prova. Ser longa, não necessariamente significa que a questão é difícil. Gabarito: E. Limites do Salário De Contribuição - Segurado Empregado e Trabalhador Avulso Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado empregado e trabalhador avulso encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, o salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer a ele para responder a esta questão. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Destaques Nossos). Lembrando que salário de contribuição é diferente do salário do segurado, este é um dos componentes daquele. Lembremos ainda que, no caso de a soma dos dois salários ultrapassar o teto do salário de contribuição, a parte que exceder será desconsiderada para efeito de cálculo do SC. Como podemos analisar a assertiva está correta. Gabarito: CERTO. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário mínimo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Esta questão foi bem elaborada. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso vamos ver o que diz a lei: Lei 8212/91. Art. 28. §3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. (Destaques Nossos). Sendo assim podemos concluir que, para o segurado empregado, o salário mínimo apenas é considerado quando inexiste piso salarial da categoria. Portanto a assertiva é falsa. Gabarito: ERRADA. CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO EMPREGADO DOMÉSTICO Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o empregado doméstico: Art. 28. (...) II - a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração. Limites do Salário De Contribuição - Segurado Empregado Doméstico Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado empregado doméstico encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 3.5. Conceito de Salário de Contribuição - Segurado Contribuinte Individual Nos termos do art. 28, inciso III, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual: Art. 28. (...) III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês. Limites do Salário de Contribuição - Segurado Contribuinte Individual Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado contribuinte individual encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. *ATENÇÃO: O limite mínimo do salário de contribuição para o contribuinte individual é apenas o salário mínimo no seu valor mensal, independentemente de quantos dias tenha trabalhado no mês. CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO FACULTATIVO Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o segurado facultativo: Art. 28 (...) IV - “o valor por ele declarado”. Limites do Salário De Contribuição - Segurado Facultativo Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. ATENÇÃO: O limite mínimo do salário de contribuição para o segurado facultativo, assim como ocorre com o contribuinte individual, é apenas o salário mínimo no seu valor mensal. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016) No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca denos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público- PASEP (CORRETA): Tais valores não sofrem incidência de contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. GABARITO: ERRADO (TRT - 15ª Região – Juiz) - Integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho não integram o salário de contribuição, nos termos da alínea “m” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91. Assim sendo, está incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO (PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) - Com relação às normas constitucionais que regem a previdência social, os ganhos habituais do empregado, inclusive o valor pago, em dinheiro, a título de vale-transporte, incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Em regra, os ganhos habituais do empregado integram o salário de contribuição. Contudo, em relação ao vale-transporte, o STF, tem se posicionado no sentido de que, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, conforme segue (A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba". GABARITO: ERRADO (DETRAN-ES - Advogado) - Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de previdência social, o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o segurado facultativo, o valor por ele declarado. Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da Portaria MF nº 15, de 16/01/2018, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2018 é de R$ 5.645,80. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 954,00) Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. GABARITO: ERRADO (PGE-CE - Procurador de Estado) - Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. Nessa situação, o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o empregado doméstico: “a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração”. Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia, sendo considerado, tão somente, o valor registrado em sua carteira de trabalho. GABARITO: ERRADO (PGE-CE - Procurador de Estado) - Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, oferece programa de previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e dirigentes. Nessa situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. Irrelevante o fato desses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, para ser ou não consideradas parcelas integrantes do salário de contribuição. GABARITO: ERRADO (Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) - Carlos advogava para diversas empresas na justiça do trabalho, sem manter vínculo de emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma delas. Nessa situação, o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Carlos é segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual. Nos termos do art. 28, inciso III, da Lei nº 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual: “Art. 28. (...) III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês”. Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado contribuinte individual encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da Portaria MF nº 15, de 16/01/2018, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2018 é de R$ 5.645,80. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 954,00) Logo, incorreta a assertiva, pois afirma que o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. GABARITO: ERRADO ( TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) - De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a parcela in natura recebida de acordocom os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do Trabalho, quando devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da lei, permite que a empresa forneça alimentação e cestas básicas a seus segurados, sem que tais valores integrem a base de cálculo das contribuições previdenciárias. A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social incidentes sobre os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa a seus trabalhadores, quando as mesmas não estavam inscritas no PAT ou descumpriam algum de seus requisitos legais. Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento de que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores. Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a Fazenda Nacional, haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria administração pública reconheceu tal entendimento e, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, emitiu o Parecer nº 2.117/2011. Neste parecer recomenda-se a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio- alimentação não há incidência da contribuição previdenciária. Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de contribuição previdenciária sobre parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação, a melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores não integram o salário de contribuição. Outrossim, caso o auxílio alimentação seja fornecido em dinheiro, a RFB considera que tais valores integram o salário de contribuição e sobre eles deve haver cobrança de contribuição previdenciária. GABARITO: CERTO (INSS - Técnico do Seguro Social) - A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: “Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica”. A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; convenção ou acordo coletivo. Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de contribuições previdenciárias. Na presente questão, Maurício recebe, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nesta situação, a empresa paga participação nos lucros em desacordo com o previsto em lei específica, pois efetua tais pagamentos mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Assim sendo, por descumprir a legislação pertinente, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. GABARITO: CERTO (INSS - Técnico do Seguro Social) - Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. Na presente questão, apenas os empregados do setor de vendas recebem um plano de previdência privada. Assim sendo, por não estar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, integra o salário de contribuição. GABARITO: CERTO (INSS - Técnico do Seguro Social) - Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o vale-transporte junto às demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente depositada em sua conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores recebidos por Mateus a título de vale-transporte. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – RFB tinha entendimento de que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador sofria a incidência da contribuição previdenciária, pois não estaria sendo paga na forma da legislação própria. Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011,recomendando a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, conforme segue: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba". A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. Na presente questão, ainda que Mateus receba o vale-transporte junto com as demais rubricas que compõem sua remuneração, através de depósito em sua conta bancária, não incidirá contribuição previdenciária sobre os valores por ele recebidos a este título. GABARITO: ERRADA (AFRFB - Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso VII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, senão vejamos: Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; Assim dispõe o art. 470 da CLT: “Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, a ajuda de custo deverá ser paga em parcela única. Caso seja paga em 2 ou mais parcelas, haverá a incidência da contribuição previdenciária sobre todas elas. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IX, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei (atualmente Lei nº 11.788/2008), não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. Contudo, se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o estagiário será segurado obrigatório, na qualidade de empregado, e a bolsa integrará o salário de contribuição e sobre ela incidirá, consequentemente, contribuições previdenciárias. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo e nos limites de lei específica. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso X, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que paga ou creditada nos termos da lei. A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: “Art. 28... (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica”. A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; convenção ou acordo coletivo. Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de contribuições previdenciárias. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XI, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: “Art. 239. (...) §3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição.” Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de contribuição previdenciária,pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo aos demais empregados da empresa. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XIII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária não integra o salário de contribuição, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação do auxílio por incapacidade temporária não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias, é a obrigatoriedade de que este direito seja extensivo a todos os empregados da empresa. O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao segurado que se encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua atividade habitual por período superior a quinze dias consecutivos, seja por motivo de doença ou acidente. A renda mensal deste benefício é de 91% do salário de benefício do segurado. Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração mensal do trabalhador. Para evitar que o trabalhador tenha uma redução em sua renda, algumas empresas complementam tal valor, pagando a diferença entre o valor do auxílio por incapacidade temporária pago pelo INSS e o valor da remuneração do empregado, buscando manter o poder aquisitivo de seus empregados durante o gozo do benefício. No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de contribuição se for extensiva à totalidade de empregados da empresa. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para os segurados empregado e trabalhador avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos que lhe são pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou de acordo coletivo de trabalho ou de sentença normativa, observados os limites mínimo e máximo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição dos segurados empregados e trabalhadores avulso. Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para os segurados empregado e trabalhador avulso. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado empregado doméstico, a remuneração registrada em sua CTPS ou comprovada mediante recibos de pagamento, observados os limites mínimo e máximo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do empregado doméstico. Nos termos do art. 214, inciso II, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para o segurado empregado doméstico. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado contribuinte individual, independentemente da data de filiação ao RGPS, considerando os fatos geradores ocorridos desde 1º de abril de 2003, a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do contribuinte individual. Nos termos do art. 214, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para o segurado contribuinte individual. GABARITO: CERTO (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado especial que usar da faculdade de contribuir individualmente, considera-se salário de contribuição o valor por ele declarado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do segurado facultativo. Nos termos do art. 200, § 2º, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, o segurado especial, além da sua contribuição obrigatória, poderá contribuir, facultativamente, tal qual o contribuinte individual. Neste caso, nos termos da IN RFB 971/2009, art. 55, V, o salário de contribuição do segurado especial, que usar da faculdade de contribuir individualmente, será o valor por ele declarado. Por oportuno, devemos lembrar que o recolhimento de contribuições facultativas sobre o salário de contribuição não desobriga o segurado especial de continuar contribuindo normalmente sobre a receita bruta da comercialização da sua produção rural. GABARITO: CERTO (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição o valor recebido a título de indenização por despedida sem justa causa nos contratos de trabalho por prazo determinado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a parcela recebida de acordo com programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei da Alimentação do Trabalhador. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que fornecidas de acordo com o Programade Alimentação do Trabalhador - PAT. Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma vez que não possui natureza salarial No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o entendimento da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), conforme segue: TNU – Súmula 67 – O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência de contribuição previdenciária. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a importância recebida a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IV, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição o valor recebido como indenização de 40% do montante depositado no FGTS, como proteção à relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho, integra o conceito de salário de contribuição para o trabalhador avulso, bem como para o segurado empregado. Como o enunciado afirma corretamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é correta a presente assertiva. GABARITO: CERTO QUESTÕES COMENTADAS Questões Comentadas para Fixação 1. (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) Acerca do custeio da seguridade social, julgue o próximo item. O salário-de- contribuição de segurado empregado deverá corresponder à integralidade de uma remuneração auferida durante o mês de trabalho. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: A contribuição do segurado empregado possui uma base de cálculo a qual conhecemos como salário-de-contribuição. Vejamos a definição de salário-de-contribuição: Lei 8.212./91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (...) § 5º O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), reajustado a partir da data da entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (grifos nossos) Portanto, para os segurados empregados e trabalhadores avulsos, o salário de contribuição compreende basicamente a remuneração auferida em uma ou mais empresas, ainda que essa remuneração ainda não tenha sido efetivamente paga pelo empregador, mas apenas creditada. Entretanto, ao contrário do que afirma o enunciado, nem sempre o salário-de-contribuição será correspondente à integralidade da remuneração recebida, uma vez que existem algumas parcelas que a lei exclui expressamente do salário-de-contribuição, como podemos citar o vale transporte pago de acordo com a lei específica. Além disso, o salário de contribuição possui um limite máximo, conforme § 5º do art. 28 da Lei 8.213/91. O valor do limite máximo do salário-de-contribuição para 2022 é de R$ 7.087,22. O valor da remuneração do empregado que ultrapasse esse limite não fará parte do salário de contribuição. Por todo o exposto, chegamos à conclusão de que a questão está ERRADA. Gabarito: ERRADO. 2. (CESPE – Analista Administrativo – EBSERH – 2018) Julgue o item subsecutivo, relativo às Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.º 971/2009 e n.º 1.234/2012 e à Lei Complementar n.º 116/2003. Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições previdenciárias do empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: A questão está correta, a importância recebida a título de férias indenizadas e o respectivo adicional constitucional, incluindo o valor correspondente à dobra da remuneração de férias não integram o salário de contribuição. Não precisávamos conhecer os normativos previstos no enunciado para acertar a questão, uma vez que há previsão nesse sentido na Lei 8.212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho- CLT; (grifos nossos) As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro do seu contrato de trabalho. Além disso, prevê a lei trabalhista que empregado deve ter suas férias concedidas durante o período de 12 meses que sucedem à data em que ele adquiriu o direito. Se as férias forem concedidas após esse período, o empregador deverá pagá-lasem dobro, que é a chamada dobra da remuneração de férias. Gabarito: CERTO. 3. (CESPE – Delegado de Polícia Federal – 2018) Roberto é empregado da empresa XYZ ME há trinta anos e pretende requerer ao INSS, em 1.º/10/2018, a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. O salário de contribuição de Roberto corresponde ao valor de sua remuneração, respeitados os limites mínimo e máximo desse salário. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: A contribuição do segurado empregado possui uma base de cálculo a qual conhecemos como salário-de-contribuição. Vejamos a definição de salário-de-contribuição: Lei 8.212./91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. (...) § 5º O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), reajustado a partir da data da entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (grifos nossos) Portanto, para os segurados empregados e trabalhadores avulsos, o salário de contribuição compreende basicamente a remuneração auferida em uma ou mais empresas, ainda que essa remuneração ainda não tenha sido efetivamente paga pelo empregador, mas apenas creditada. A lei prevê os limites mínimos e máximos do salário de contribuição, conforme § 3º e § 5º da Lei 8.212/91 do artigo 28 da Lei 8.212/91. O valor do limite máximo do salário-de- contribuição para 2022 é de R$ 7.087,22. O valor da remuneração do empregado que ultrapasse esse limite não fará parte do salário de contribuição. Gabarito: CORRETO. 4. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) NÃO integram o salário- de- contribuição para os fins da Lei nº 8.212/1991, exclusivamente, as importâncias recebidas a título de férias a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo a alguns empregados da empresa. e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. COMENTÁRIOS: Para respondermos à questão, devemos encontrar aquela parcela que NÃO integra o salário de contribuição, de acordo com a Lei, como citado no enunciado. A lei 8.212/91 traz uma lista dos itens que não integram o salário de contribuição. Vejamos: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho- CLT; (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (grifos nossos) As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro do seu contrato de trabalho. De acordo com a lei, não incidirá contribuição social no recebimento deste valor e do respectivo adicional constitucional. Quanto à hipótese prevista no art. 28, § 9º, “n” da Lei 8.212/91, algumas empresas fornecem o benefício de complementação do valor do auxílio por incapacidade temporária para seus funcionários, uma vez que o valor desse auxílio nem sempre é igual à remuneração que o segurado recebe na empresa. Se o benefício de complementação do auxílio por incapacidade temporária for extensível aos funcionários da empresa, ele não será parcela integrante do salário de contribuição. Feitas essas considerações iniciais, vamos avaliar as assertivas. a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. Não existe a importância paga ao segurado facultativo a título de complementação do auxílio-moradia. Alternativa ERRADA. b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. Sobre as férias gozadas e respectivo adicional, de acordo com a Lei, incide a contribuição previdenciária. Além disso, a importância que a empresa paga é complementação de auxílio por incapacidade temporária, e não de auxílio-acidente. Alternativa ERRADA. c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. A parcela não integrante do salário de contribuição é a dobra da remuneração legal de férias, e não metade, como afirmado. O empregado deve ter suas férias concedidas durante o período de 12 meses que sucedem à data em que ele adquiriu o direito. Se as férias forem concedidas após esse período, o empregador deverá pagá-las em dobro. Além disso, não existe complementação do auxílio-moradia, mas sim do auxílio por incapacidade temporária. Alternativa ERRADA. d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivoa alguns empregados da empresa. A dobra ocorre sobre o valor da remuneração das férias, e não do décimo-terceiro salário. A questão também erra ao afirmar que a complementação é do auxílio-acidente. Alternativa ERRADA. e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio- doença, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. Eis o nosso gabarito. A alternativa está em conformidade as alíneas “d”e “n” do § 9º do art. 29 da Lei 8.212/91. Alternativa CORRETA. Gabarito: E. 5. (FCC – Técnico Previdenciário – SEGEP MA – 2018) Com base na Lei nº 8.212 de 1991, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior ao salário mínimo. b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição do empregado. c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional integram o salário de contribuição. d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não integram o salário de contribuição. e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. COMENTÁRIOS: a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior ao salário mínimo. O salário-maternidade, nos termos da lei, integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Independente do seu valor, o salário maternidade não irá integrar o salário de contribuição. Alternativa ERRADA. b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição do empregado. Lei 8.212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (grifos nossos) As gorjetas, pagas a qualquer título, ainda que pagas espontâneamente pelo cliente, serão parte integrante do salário de contribuição. Alternativa ERRADA. c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional integram o salário de contribuição. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho- CLT; (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (grifos nossos) As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro do seu contrato de trabalho. De acordo com a lei, não incidirá contribuição social no recebimento deste valor e do respectivo adicional constitucional. Alternativa ERRADA. d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não integram o salário de contribuição. Lei n. 8.212/ 91 Art. 28, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; As diárias para viagem, independentemente de seu valor, não integrarão o salário de contribuição. Alternativa ERRADA. e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. Algumas empresas fornecem o benefício de complementação do valor do auxílio por incapacidade temporária para seus funcionários, uma vez que o valor desse auxílio nem sempre é igual à remuneração que o segurado recebe na empresa. Se o benefício de complementação do auxílio por incapacidade temporária for extensível aos funcionários da empresa, ele não será parcela integrante do salário de contribuição. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (grifos nossos) Portanto, a assertiva está correta. Gabarito: E. 6. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento a) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. b) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. c) apenas das remunerações creditadas a alguns dos segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. d) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. e) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. COMENTÁRIOS: A questão é um assunto cobrado com menos frequência nas provas de concurso: obrigações acessórias. As obrigações acessórias são estipuladas para acessoramento da atividade de arredação e fiscalização das contribuições sociais. Vejamos o texto da Lei 8.212/91 que estipula a obrigação exigida nessa questão: Lei 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; (...) (grifos nossos) Sendo assim, a empresa é obrigada a preparar a folha das remunerações de todos os segurados que lhe prestaram serviços, tenham essas remunerações sido pagas ou creditadas para pagamento posterior. A alternativa que “b” é a reprodução do art. 32, “I”da Lei 8.212/91. Gabarito:B. 7. (INÉDITA) O adicional de transferência, que é o valor pago mensalmente de forma complementar ao salário contatual ao empregado quando transferido provisoriamente para outro local de trabalhado, implicando mudança de residência, é parcela integrante do salário de contribuição. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: Como corretamente afirma a assertiva, o adicional de transferência é o adicional de pelo menos 25% do salário contratual do empregado que deve ser pago pelo empregador quando o empregado seja transferido PROVISORIAMENTE para outro local de trabalho, implicando mudança de residência. Esta parcela é integrante do salário de contribuição. Atenção: não confundir o adicional de transferência com a ajuda de custo, paga em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança DEFINITIVA de local de trabalho do empregado. Esta não é parte integrante do salário de contribuição. Gabarito: CERTA. 8. (INÉDITA) Josué é empregado da empresa Melado Soluções S.A, localizada no município de Ribeirão Preto, e recebeu no mês de abril de 2019 R$2.500,00 reais a título de diárias, em decorrência de uma viagem que fez para São Paulo no interesse da empresa. Considerando que o salário normal de Josué é R$2000,00 mensais, podemos afirmar que o valor recebido a título de diárias será parte não integrante do salário de contribuição de Josué, para fins de cálculo da contribuição previdenciária. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: A questão tem um texto bem grande para nos cansar, mas a maior parte do texto não é importante para a resolução. O que nos interessa saber é se o valor das diárias integrará ou não o salário de contribuição de Josué, e para isso devemos recorrer ao § 9º do art. 28 da Lei 8.212, em que estão listadas taxativamente as parcelas não integrantes do salário de contribuição. Diz tal artigo: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; Conforme a previsão da Lei, as diárias para a viagem serão parcela não integrante do salário- de-contribuição, não havendo restrição de valor. Portanto, o enunciado da questão está correto. Gabarito: CERTA. 9. (INÉDITA) Quanto ao salário-de-contribuição dos segurados do RGPS, podemos afirmar que a importância paga pelo empregador a título de complementação do auxílio por incapacidade temporária é parte não integrante do salário de contribuição, ainda que este direito não seja extensivo à totalidade de empregados da empresa. Certo ( ) Errado ( ) COMENTÁRIOS: As parcelas não integrantes do salário de contribuição são expressas em rol taxativo pela Lei 8.212/91. Vejamos: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (grifos nossos) Pelo texto da Lei vemos que a importância paga a título de complementação do auxílio por incapacidade temporária não será parcela integrante do salário de contribuição quando o direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. Portanto, a questão está incorreta. Gabarito: ERRADO. 10. (INÉDITA) De acordo com o entendimento jurisprudencial, integram o salário de contribuição: a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente de trabalho. b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. c) O aviso prévio indenizado. d) O auxílio-alimentação pago in natura. e) O décimo-terceiro salário. COMENTÁTIOS: a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente de trabalho. O STJ, no julgamento do REsp nº 1.230.957/RS, entendeu pela exclusão da remuneração (paga pelo empregador ao empregado nos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador que antecedem o auxílio por incapacidade temporária) da base de cálculo da contribuição previdenciária patronal disciplinada no art. 22, I, da Lei nº 8.212, de 1991. Esse mesmo entendimento foi replicado para a contribuição do empregado, as contribuições de terceiros e do SAT/RAT. Dessa forma, com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 16120/2020/ME e o PARECER SEI Nº 1446/2022/ME, incluindo esse tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. Portanto, o entendimento jurisprudencial é de que não incide contribuição previdenciária sobre essa parcela. Alternativa ERRADA. b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. Havia divergência entre a lei e a jurisprudência sobre o tema em questão. Porém, com o julgamento do RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.072.485 PARANÁ, o Supremo Tribunal Federal - STF, por maioria, apreciando o tema 985 da repercussão geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário interposto pela União, assentando a incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador a título de terço constitucional de férias gozadas, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. Diante do exposto, o Supremo Tribunal Federal publicou, em 02/10/2020, o acórdão de mérito da questão constitucional suscitada no RE 1.072.485, do respectivo tema 985, cuja tese foi firmada nos seguintes termos: “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias”. Como a tese também teve repercussão geral reconhecida, deve ser aplicada no âmbito de todos os órgãos do Poder Judiciário, de forma a garantir a racionalidade dos trabalhos e a segurança dos jurisdicionados. Deve-se destacar que a posição do STF se aplica apenas ao terço constitucional que incide sobre as férias gozadas. Isso porque, com relação às férias indenizadas (e respectivo adicional de 1/3), o art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/1991, determina expressamente a não incidência de contribuição social. Alternativa CORRETA. c) O aviso prévio indenizado. Essa é outra divergência entre a lei e a jurisprudência. Nos termos da lei, o aviso prévio indenizado é parte integrante do salário de contribuição e já a jurisprudência entende que não incidirá contribuição previdenciária sobre essa parcela. Vejamos parte do julgamento do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014 pelo STJ: DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de aviso prévio indenizado. Alternativa ERRADA. d) O auxílio-alimentação pago in natura. O entendimento consolidado da jurisprudência é de que não incide contribuição previdenciária sobre o auxílio-alimentação, seja ele pago em dinheiro ou in natura. Alternativa ERRADA. e) O décimo-terceiro salário. O entendimento sumulado do STF é de que o décimo-terceiro integra o salário de contribuição, vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. Portanto, esse é o nosso gabarito. Gabarito: No momento da aplicação da prova o gabarito era "E". Atualmente, com a alteração da jurisprudência, estão corretas as alternativas "B" e "E". 11. (INÉDITA) De acordo com a Lei 8.212/91, não constitui base de incidência dos encargos previdenciários: a) o auxílio-acidente; b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do empregado; d) Os adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno; e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. COMENTÁTIOS: a) o auxílio-acidente; Os benefícios previdenciários são parcelas não integrantes do salário de contribuição e sobre eles não incidem os encargos previdenciários, estando a alternativa está correta. Devemos que ficar atentos porque apesar de não incidir contribuição previdenciária sobre o auxílio-acidente, no momento dos cálculos de benefício, o auxílio-acidente será adicionado ao salário de contribuição. Alternativa CORRETA. b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; Sobre as férias gozadas e respectivo adicional, de acordo com a Lei, incide a contribuição previdenciária. Não será parte integrante do salário de contribuição as férias indenizadas e o respectivo adicional. Alternativa ERRADA. c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do empregado; Lei n. 8.212/ 91 Art. 28, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; As diárias para viagem, independentemente de seu valor, não integrarão o salário de contribuição. Alternativa ERRADA. d) Os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno; Tais adicionais são parcelas integrantes do salário de contribuição. Alternativa ERRADA. e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social-RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. Alternativa ERRADA. Gabarito: A. Questões resolvidas ao longo da aula 12. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013). Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o salário-de-contribuição é a remuneração auferida em: a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem vínculo empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou creditados a qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo empregatício, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital investido, quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. COMENTÁRIOS: Para resolver essa questão, apesar das assertivas serem muito grandes, basta uma leitura atenta às alternativas e ter observado o comando da questão. Do ponto de vista de conhecimento de leis, bastaria lembrar de um único inciso (o primeiro, que por sinal é muito importante para o nosso estudo), do Art. 28, Lei 8.212/91. Vejamos o que ele nos diz: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Sendo assim, podemos concluir que a assertiva “E” é a correta. Apesar de serem assertivas grandes, a questão é simples, pois a assertiva trata da literalidade da lei. Como dissemos, com uma leitura atenta, o candidato preparado resolve. Portanto, não se assuste com questões longas na hora da prova. Ser longa, não necessariamente significa que a questão é difícil. Gabarito: E. 13. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer a ele para responder a esta questão. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Destaques Nossos). Lembrando que salário de contribuição é diferente do salário do segurado, este é um dos componentes daquele. Lembremos ainda que, no caso de a soma dos dois salários ultrapassar o teto do salário de contribuição, a parte que exceder será desconsiderada para efeito de cálculo do SC. Como podemos analisar a assertiva está correta. Gabarito: CERTO. 14. (CESPE- Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário mínimo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Esta questão foi bem elaborada. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso vamos ver o que diz a lei: Lei 8212/91. Art. 28. §3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. (Destaques Nossos). Sendo assim podemos concluir que, para o segurado empregado, o salário mínimo apenas é considerado quando inexiste piso salarial da categoria. Portanto a assertiva é falsa. Gabarito: ERRADA. 15. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: De fato, é assim que funciona. Para responder a esta questão iremos recorrer ao art. 214 do RPS — Decreto 3.048/99, pois lá estão listadas as parcelas integrantes e não integrantes do salário de contribuição, além de estar conceituado o salário de contribuição de cada categoria de segurado. Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os § 3º e §5º; (...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo; (...) § 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. (Destaques Nossos). Obs: Atualmente a citada portaria é publicada pelo Ministério da Fazenda. Sendo assim, podemos concluir que a assertiva é verdadeira. Gabarito: CERTA. 16. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015). Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação aplicável à matéria, é correto afirmar: a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza jurídica e destinação. e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91. Vamos às assertivas: a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. Incorreta, uma vez que não incide contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões, nem tampouco sobre qualquer benefício previdenciário, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário- maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade" b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. Incorreto. São coisas diferentes. O salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da contribuição dos segurados, mas não o valor da contribuição em si. Revisitemos a definição do salário de contribuição, conforme o Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Correta, conforme podemos verificar no Art. 28, da Lei 8.212/91, em seu inciso II, abaixo transcrito: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza jurídica e destinação. Incorreta, pois o salário de contribuição, como dissemos, é base de cálculo par o valor a ser recolhido (pago) como contribuição, já o salário de benefício, como estudaremos adiante, guarda relação com o valor do benefício previdenciário (a ser recebido). e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. Incorreta. O salário de contribuição possui limite máximo (teto) e também limite mínimo. O valor máximo é reajustado anualmente. Para este último caso, por exemplo, podemos citar o art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28.(...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo,salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: De fato, é assim que funciona. Para responder a esta questão iremos recorrer ao art. 214 do RPS — Decreto 3.048/99, pois lá estão listadas as parcelas integrantes e não integrantes do salário de contribuição, além de estar conceituado o salário de contribuição de cada categoria de segurado. Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os § 3º e §5º (...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo; (...) § 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. (Destaques Nossos). Obs: Atualmente a citada portaria é publicada pelo Ministério da Economia. Gabarito: CERTA. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015) Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação aplicável à matéria, é correto afirmar: a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza jurídica e destinação. e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91. Vamos às assertivas: a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. Incorreta, uma vez que não incide contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões, nem tampouco sobre qualquer benefício previdenciário, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade" b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. Incorreto. São coisas diferentes. O salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da contribuição dos segurados, mas não o valor da contribuição em si. Revisitemos a definição do salário de contribuição, conforme o Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Correta, conforme podemos verificar no Art. 28, da Lei 8.212/91, em seu inciso II, abaixo transcrito: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza jurídica e destinação. Incorreta, pois o salário de contribuição, como dissemos, é base de cálculo par o valor a ser recolhido (pago) como contribuição, já o salário de benefício, como estudaremos adiante, guarda relação com o valor do benefício previdenciário (a ser recebido). e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. Incorreta. O salário de contribuição possui limite máximo (teto) e também limite mínimo. O valor máximo é reajustado anualmente. Para este último caso, por exemplo, podemos citar o art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28.(...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. Gabarito: C. REAJUSTAMENTO Nos termos do art. 28, § 5º, da Lei n 8.212/91, o limite máximo do salário de contribuição será reajustado na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. No ano de 2022, o reajustamento do limite máximo do salário de contribuição ocorreu por meio da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, que reajustou em 5,45%, a partir de 1º de janeiro de 2022, os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bem como os valores da Tabela de Salários de Contribuição aplicável aos segurados empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. Os valores foram atualizados segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). PAGAMENTO “PELO TRABALHO” X PAGAMENTO “PARA O TRABALHO” Integram o salário de contribuição as parcelas remuneratórias, ou seja, aquelas compreendidasda categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. Gabarito: C. 17. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença- maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor recebido por Bruna a título de salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- maternidade; Portanto assertiva foi considerada correta na ocasião da aplicação da prova. Obs: Apesar de ter sido considerada correta na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva INCORRETA.; Gabarito: ERRADO. 18. (CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos benefícios do RGPS, incluído o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- maternidade; Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva CORRETA. Gabarito: CERTO. 19. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- maternidade; Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva CORRETA. Gabarito: CERTO. 20. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo terceiro salário), conforme entendimento do STF. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para o candidato despreparado, é fácil errar esta questão. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso vamos ver o que diz a lei: Lei 8212/91. Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. (Destaques Nossos). A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. Como podemos perceber, segundo a lei e segundo o STF, a gratificação natalina integra normalmente o salário de contribuição e, sobre ela, deverá incidir contribuição previdenciária . Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. Gabarito: ERRADA. 21. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse mesmo regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma alíquota aplicada aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere o limite máximo estabelecido para o referido regime. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Para embasar nossa resposta, vamos recorrer ao Art. 195 da Constituição Federal. Art. 195. (...) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201. (Destaques Nossos). Vejamos, agora, o que diz a Lei 8.212/91 sobre tal assunto: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) (Destaques nossos) Assim sendo, podemos concluir que aposentadoria ou pensão, quando são concedidas pelo Regime Geral, não sofrem incidência de contribuição previdenciária. Por outro lado, no Regime Próprio de Previdência Social – RPP, incidirá contribuição quando os proventos ultrapassarem o teto do RGPS. Portanto, assertiva incorreta. Gabarito: ERRADA. 22. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de contribuição previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias vencidas e sobre o respectivo adicional constitucional. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso recorramos a ele para responder esta questão. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; (Destaques Nossos). Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. Gabarito: ERRADA. 23. (CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade social, julgue o item seguinte. Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, as parcelas referentes ao salário e àsférias, ainda que indenizadas. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Ora, foi o "ainda que indenizadas" do examinador que tornou essa resposta incorreta. Sabemos que férias gozadas e salário integram o salário-de-contribuição. Já quanto às férias indenizadas, é diferente. Sobre férias indenizadas, não incide a contribuição para a Seguridade Social. Vejamos o Decreto 3048/98 em alguns trechos que selecionamos: Art. 214. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) IV - as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho; (...) § 14. A incidência da contribuição sobre a remuneração das férias ocorrerá no mês a que elas se referirem, mesmo quando pagas antecipadamente na forma da legislação trabalhista. (Destaques nossos) Portanto, assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO 24. (CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer a ele para responder à questão. Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; (Destaques Nossos). Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. Gabarito: ERRADA. 25. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Via de regra, indenizações não integram o salário de contribuição. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91. Vejamos o que diz a lei, especificamente sobre esta questão: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (Destaques Nossos). Ademais, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua natureza não salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Gabarito: CERTO. 26. (FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de contribuição. c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal do empregado integra o salário de contribuição. d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento interno da empresa. e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. COMENTÁRIOS: Essa questão testa os seus conhecimentos a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, que trata do assunto parcelas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição. Vamos às Assertivas: a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. Incorreta. Essa era a regra antes da Lei 13.467/17. A redação do dispositivo correspondente foi alterada, conforme podemos verificar: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; (...) b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de contribuição. Correta. Basta conferir no Art. 28 da Lei 8.212/91 (mesma alínea que analisamos acima): Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; Dica: não que isso seja uma regra absoluta, mas preste atenção quando há alternativas com conceitos totalmente (ou mesmo parcialmente) opostos nas assertivas de uma mesma questão. Pois, quando isto acontece, é comum a resposta correta estar em uma das alternativas com ideias opostas. c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal do empregado integra o salário de contribuição. Incorreta, pois, como vimos, com a Lei 13.467/17, as diárias para viagem deixaram de integrar o salário de contribuição, sem limite de valor. d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento interno da empresa. Incorreta. Antes da Lei 13.467/17, havia uma pequena restrição normativa em relação aos prêmios e abonos, que não poderiam ser habituais ou contratuais. No entanto, atualmente prêmios e abonos não integram mais o salário de contribuição, em qualquer caso. Vamos conferir agora como ficou a Lei, após as mudanças feitas no §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) z) os prêmios e os abonos. e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. Incorreta. Antes das alterações trazidas pela Lei 13.467/17, tais valores não integrariam o Salário de Contribuição desde que disponível à totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. Após as modificações, foi eliminado esse condicionante, conforme podemos ver em §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; (...) Gabarito: B 27. (FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social no Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o cálculo do salário de benefício. d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, inclusiveo valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 e atenção, pois o examinador pede a alternativa incorreta. Vamos às assertivas: a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. Incorreta, conforme veremos abaixo: Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; h) as diárias para viagens j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; Notem que a alínea “h” foi alterada, exatamente onde podemos encontrar o primeiro erro da assertiva. Além disso, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria (item “f” acima) e a participação nos lucros e resultados da empresa (item “j” acima) não integram o salário de contribuição. Assim sendo, temos 3 erros na mesma assertiva. Portanto, está será o gabarito da questão. b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. Correta, conforme podemos verificar na Lei 8212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o cálculo do salário de benefício. Correta, conforme podemos verificar no mesmo artigo da Lei 8212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. (Destaques Nossos) d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. Assertiva também correta, conforme podemos verificar na mesma lei: Lei 8212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. Correta, conforme também podemos verificar na: Lei 8212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) II - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o Portanto, gabarito: A. 28. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015). A respeito do salário de contribuição, conforme estabelecido pela Lei nº 8.212/1991, é correto afirmar: a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais. b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para o cálculo de benefício. e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. COMENTÁRIOS: Essa questão exige o seu conhecimento a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91 Vamos às Assertivas: a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais. Correto, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade; b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. Assertiva incorreta, senão, vejamos o que diz a lei (atualizada): Art. 28. Lei 8212/91.(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; h) as diárias para viagens j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; Notem que a alínea “h” foi alterada. c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. Incorreta. Incentivo à demissão é claramente excluído da contribuição: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 5. recebidas a título de incentivo à demissão; d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para o cálculo de benefício. Realmente existe incidência sobre o 13º salário da contribuição, só que conforme podemos verificar na lei ele não entra no cálculo do benefício: Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. Lembre-se pagamento de férias indenizadas e respectivo adicional constitucionalnão integram o salário de contribuição. Assertiva incorreta, conforme podemos verificar abaixo: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho; (... Gabarito: Letra A. 29. (FCC - Analista Judiciário - TRT 15ª Região – Judiciária – 2013). Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir contribuições previdenciárias: a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a empregados, nos termos e limites legais. b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. COMENTÁRIOS: Essa questão sobre os itens que integram (ou não integram) o salário de contribuição exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. Analisemos as assertivas: a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a empregados, nos termos e limites legais. Incorreto. O auxílio por incapacidade temporária, bem como o auxílio acidente, não integram o salário de contribuição, nos termos do art. 28. da Lei 8.212/91: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Incorreto, conforme podemos verificar no mesmo Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (...) c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (...) d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (Destaques Nossos). Portanto, a situação hipotética da questão integraria o salário de contribuição. Gabarito: Letra E. 30. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2013). Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir as contribuições previdenciárias: a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. d) O valor correspondente ao vale-cultura. e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. COMENTÁRIOS: Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. Vamos às assertivas: a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; (Destaques Nossos) d) O valor correspondente ao vale-cultura. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) y) o valor correspondente ao vale-cultura. e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; Gabarito: Letra C 31. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso VII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, senão vejamos: Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança delocal de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; Assim dispõe o art. 470 da CLT: “Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, a ajuda de custo deverá ser paga em parcela única. Caso seja paga em 2 ou mais parcelas, haverá a incidência da contribuição previdenciária sobre todas elas. GABARITO: CERTO 32. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IX, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei (atualmente Lei nº 11.788/2008), não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. Contudo, se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o estagiário será segurado obrigatório, na qualidade de empregado, e a bolsa integrará o salário de contribuição e sobre ela incidirá, consequentemente, contribuições previdenciárias. GABARITO: CERTO 33. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo e nos limites de lei específica. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso X, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que paga ou creditada nos termos da lei. A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: “Art. 28... (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica”. A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: • A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; o convenção ou acordo coletivo. • Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. • O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. • É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de contribuições previdenciárias. GABARITO: CERTO 34. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XI, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: “Art. 239. (...) §3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição.” Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. GABARITO: CERTO 35. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre elas, temos a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo aos demais empregados da empresa. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XIII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária não integra o salário de contribuição, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação do auxílio por incapacidade temporária não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias, é a obrigatoriedade de que este direito seja extensivo a todos os empregados da empresa. O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao segurado que se encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua atividade habitual por período superior a quinze dias consecutivos, seja por motivo de doença ou acidente. A renda mensal deste benefício é de 91% do salário de benefício do segurado. Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração mensal do trabalhador. Para evitar queo trabalhador tenha uma redução em sua renda, algumas empresas complementam tal valor, pagando a diferença entre o valor do auxílio por incapacidade temporária pago pelo INSS e o valor da remuneração do empregado, buscando manter o poder aquisitivo de seus empregados durante o gozo do benefício. No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de contribuição se for extensiva à totalidade de empregados da empresa. GABARITO: CERTO 36. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para os segurados empregado e trabalhador avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos que lhe são pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou de acordo coletivo de trabalho ou de sentença normativa, observados os limites mínimo e máximo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição dos segurados empregados e trabalhadores avulso. Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para os segurados empregado e trabalhador avulso. GABARITO: CERTO 37. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado empregado doméstico, a remuneração registrada em sua CTPS ou comprovada mediante recibos de pagamento, observados os limites mínimo e máximo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do empregado doméstico. Nos termos do art. 214, inciso II, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para o segurado empregado doméstico. GABARITO: CERTO 38. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado contribuinte individual, independentemente da data de filiação ao RGPS, considerando os fatos geradores ocorridos desde 1º de abril de 2003, a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do contribuinte individual. Nos termos do art. 214, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para o segurado contribuinte individual. GABARITO: CERTO 39. (ESAF – AFRFB – 2012). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado especial que usar da faculdade de contribuir individualmente, considera-se salário de contribuição o valor por ele declarado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de contribuição do segurado facultativo. Nos termos do art. 200, § 2º, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, o segurado especial, além da sua contribuição obrigatória, poderá contribuir, facultativamente, tal qual o contribuinte individual. Neste caso, nos termos da IN RFB 971/2009, art. 55, V, o salário de contribuição do segurado especial, que usar da faculdade de contribuir individualmente, será o valor por ele declarado. Por oportuno, devemos lembrar que o recolhimento de contribuições facultativas sobre o salário de contribuição não desobriga o segurado especial de continuar contribuindo normalmente sobre a receita bruta da comercialização da sua produção rural. GABARITO: CERTO 40. (ESAF – ATRFB – 2012). Integra o salário de contribuição o valor recebido a título de indenização por despedida sem justa causa nos contratos de trabalho por prazo determinado. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO 41. (ESAF – ATRFB – 2012). Integra o salário de contribuição a parcela recebida de acordo com programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei da Alimentação do Trabalhador. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que fornecidas de acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma vez que não possui natureza salarial No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o entendimento da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), conforme segue: TNU – Súmula 67 – O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência de contribuição previdenciária. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO 42. (ESAF – ATRFB – 2012). Integra o salário de contribuição a importância recebida a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IV, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO 43. (ESAF – ATRFB – 2012). Integra o salário de contribuição o valor recebido como indenização de 40% do montante depositadono FGTS, como proteção à relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO 44. (ESAF – ATRFB – 2012). Integra o salário de contribuição a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho, integra o conceito de salário de contribuição para o trabalhador avulso, bem como para o segurado empregado. Como o enunciado afirma corretamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é correta a presente assertiva. GABARITO: CERTO 45. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) Não integram o salário de contribuição: a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: • a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria (CORRETA): a • Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “f” do mencionado texto legal, aparece a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. • a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT (CORRETA): a Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “g” do mencionado texto legal, aparece a presente verba. A ajuda de custo tem a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. • as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor (CORRETA): a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a cinquenta por cento da remuneração mensal, não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. GABARITO: CERTO 46. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o salário de contribuição. Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: • a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77 (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/9, a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei, não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. • a remuneração trezena ou 13° salário (INCORRETA): O 13º salário integra o salário de contribuição. A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. • a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. • o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP (CORRETA): Tais valores não sofrem incidência de contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. GABARITO: ERRADO 47. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) Integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário de contribuição. Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho não integram o salário de contribuição, nos termos da alínea “m” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91. Assim sendo, está incorreta a presente assertiva. GABARITO: ERRADO 48. (CESPE - 2011 - PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) Com relação às normas constitucionais que regem a previdência social, os ganhos habituais do empregado, inclusive o valor pago, em dinheiro, a título de vale-transporte, incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Em regra, os ganhos habituais do empregado integram o salário de contribuição. Contudo, em relação ao vale-transporte, o STF, tem se posicionado no sentido de que, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuiçãoprevidenciária. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, conforme segue (A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba". GABARITO: ERRADO 49. (CESPE - 2010 - DETRAN-ES - Advogado) Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de previdência social, o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o segurado facultativo, o valor por ele declarado. Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da Portaria Interministerial MTP/ME Nº 12, DE 17/01/2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 1.212,00) Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. GABARITO: ERRADO 50. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. Nessa situação, o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o empregado doméstico: “a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração”. Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia, sendo considerado, tão somente, o valor registrado em sua carteira de trabalho. GABARITO: ERRADO 51. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, oferece programa de previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e dirigentes. Nessa situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. Irrelevante o fato desses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, para ser ou não consideradas parcelas integrantes do salário de contribuição. GABARITO: ERRADO 52. (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) Carlos advogava para diversas empresas na justiça do trabalho, sem manter vínculo de emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma delas. Nessa situação, o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Carlos é segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual. Nos termos do art. 28, inciso III, da Lei nº 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual: “Art. 28. (...) III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês”. Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado contribuinte individual encontram-se abaixo discriminado: Limite Máximo: Nos termos da Portaria Interministerial MTP/ME Nº 12, DE 17/01/2022, o limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2020 é de R$ 7.087,22. Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 1.212,00) Logo, incorreta a assertiva, pois afirma que o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. GABARITO: ERRADO 53. (INSTITUTO CIDADES - 2008 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do Trabalho, quando devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da lei, permite que a empresa forneça alimentação e cestas básicas a seus segurados, sem que tais valores integrem a base de cálculo das contribuições previdenciárias. A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social incidentes sobre os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa a seus trabalhadores, quando as mesmas não estavam inscritas no PAT ou descumpriam algum de seus requisitos legais. Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento de que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores. Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a Fazenda Nacional, haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria administração pública reconheceu tal entendimento e, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, emitiu o Parecer nº 2.117/2011. Neste parecer recomenda-se a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência da contribuição previdenciária. Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de contribuição previdenciária sobre parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação, a melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores nãointegram o salário de contribuição. Outrossim, caso o auxílio alimentação seja fornecido em dinheiro, a RFB considera que tais valores integram o salário de contribuição e sobre eles deve haver cobrança de contribuição previdenciária. GABARITO: CERTO 54. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: “Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica”. A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: • A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; o convenção ou acordo coletivo. • Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. • O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. • É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de contribuições previdenciárias. Na presente questão, Maurício recebe, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nesta situação, a empresa paga participação nos lucros em desacordo com o previsto em lei específica, pois efetua tais pagamentos mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Assim sendo, por descumprir a legislação pertinente, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. GABARITO: CERTO 55. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. Na presente questão, apenas os empregados do setor de vendas recebem um plano de previdência privada. Assim sendo, por não estar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, integra o salário de contribuição. GABARITO: CERTO 56. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o vale-transporte junto às demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente depositada em sua conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores recebidos por Mateus a título de vale-transporte. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – RFB tinha entendimento de que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador sofria a incidência da contribuição previdenciária, pois não estaria sendo paga na forma da legislação própria. Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, conforme segue: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba". A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. Na presente questão, ainda que Mateus receba o vale-transporte junto com as demais rubricas que compõem sua remuneração, através de depósito em sua conta bancária, não incidirá contribuição previdenciária sobre os valores por ele recebidos a este título. GABARITO: ERRADA LISTA DAS QUESTÕES 1. (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) Acerca do custeio da seguridade social, julgue o próximo item. O salário-de- contribuição de segurado empregado deverá corresponder à integralidade de uma remuneração auferida durante o mês de trabalho. Certo ( ) Errado ( ) 2. (CESPE – Analista Administrativo – EBSERH – 2018) Julgue o item subsecutivo, relativo às Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.º 971/2009 e n.º 1.234/2012 e à Lei Complementar n.º 116/2003. Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições previdenciárias do empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. Certo ( ) Errado ( ) 3. (CESPE – Delegado de Polícia Federal – 2018) Roberto é empregado da empresa XYZ ME há trinta anos e pretende requerer ao INSS,em 1.º/10/2018, a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. O salário de contribuição de Roberto corresponde ao valor de sua remuneração, respeitados os limites mínimo e máximo desse salário. Certo ( ) Errado ( ) 4. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) NÃO integram o salário- de- contribuição para os fins da Lei nº 8.212/1991, exclusivamente, as importâncias recebidas a título de férias a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo a alguns empregados da empresa. e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. 5. (FCC – Técnico Previdenciário – SEGEP MA – 2018) Com base na Lei nº 8.212 de 1991, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior ao salário mínimo. b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição do empregado. c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional integram o salário de contribuição. d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não integram o salário de contribuição. e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. 6. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento a) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. b) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. c) apenas das remunerações creditadas a alguns dos segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. d) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. e) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 7. (INÉDITA) O adicional de transferência, que é o valor pago mensalmente de forma complementar ao salário contatual ao empregado quando transferido provisoriamente para outro local de trabalhado, implicando mudança de residência, é parcela integrante do salário de contribuição. Certo ( ) Errado ( ) 8. (INÉDITA) Josué é empregado da empresa Melado Soluções S.A, localizada no município de Ribeirão Preto, e recebeu no mês de abril de 2019 R$2.500,00 reais a título de diárias, em decorrência de uma viagem que fez para São Paulo no interesse da empresa. Considerando que o salário normal de Josué é R$2000,00 mensais, podemos afirmar que o valor recebido a título de diárias será parte não integrante do salário de contribuição de Josué, para fins de cálculo da contribuição previdenciária. Certo ( ) Errado ( ) 9. (INÉDITA) Quanto ao salário-de-contribuição dos segurados do RGPS, podemos afirmar que a importância paga pelo empregador a título de complementação do auxílio por incapacidade temporária é parte não integrante do salário de contribuição, ainda que este direito não seja extensivo à totalidade de empregados da empresa. Certo ( ) Errado ( ) 10. (INÉDITA) De acordo com o entendimento jurisprudencial, integram o salário de contribuição: a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente de trabalho. b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. c) O aviso prévio indenizado. d) O auxílio-alimentação pago in natura. e) O décimo-terceiro salário. 11. (INÉDITA) De acordo com a Lei 8.212/91, não constitui base de incidência dos encargos previdenciários: a) o auxílio-acidente; b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do empregado; d) Os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno; e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. 12. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013). Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o salário-de-contribuição é a remuneração auferida em: a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem vínculo empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou creditados a qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo empregatício, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital investido, quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas,no conceito de remuneração e pagas ao trabalhador em retribuição ao serviço prestado. Tais parcelas são pagas PELO TRABALHO (destinadas a retribuir o trabalho), representando um acréscimo ao patrimônio do trabalhador. O art. 457 da CLT dispõe, acerca da remuneração, que a mesma é composta pelo salário mais as gorjetas, senão vejamos: “Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.” Por outro lado, temos parcelas recebidas pelo trabalhador com o objetivo de dar condições ou facilitar a execução do trabalho, ou a ressarcir um valor que o empregado tenha tido que desembolsar em razão da sua atividade. Neste caso, dizemos que tais valores foram pagos PARA O TRABALHO, sem representar um acréscimo patrimonial. Assim sendo, não deverão integrar o salário de contribuição. Em regra, os valores pagos, visando uma indenização ou ressarcimento do trabalhador, não são considerados como parcelas integrantes do salário de contribuição. Importante destacar que, apesar de remuneração e de salário de contribuição ter conceitos diferentes dentro do direito previdenciário, as parcelas que não integram o salário de contribuição não integrarão, também, a remuneração. INDENIZAÇÃO E RESSARCIMENTO Para melhor compreensão do assunto, vamos conceituar indenização e ressarcimento: Indenização: destina-se a reparar um dano, não integrando o salário de contribuição. Ressarcimento: é o reembolso de despesas pagas pelo trabalhador, quando executa alguma atividade de interesse do empregador, não integrando, também, o salário de contribuição. PARCELAS INTEGRANTES DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO As parcelas integrantes do salário de contribuição são estudadas de forma exemplificativa, pois a legislação previdenciária relaciona de forma exaustiva em seu texto, tão somente, as parcelas não integrantes do salário de contribuição. Assim sendo, podemos concluir que, em regra, todas as parcelas cuja legislação previdenciária não afaste expressamente do campo de incidência e se enquadrem no conceito de remuneração (direta ou indireta), serão consideradas parcelas integrantes do salário de contribuição e, consequentemente, estarão no campo de exigência tributária. Para efeito de prova, segue relação com as principais parcelas que integram o salário de contribuição: Salário Assim dispõe o § 1º do art. 457 da CLT acerca do salário: “Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador.” Além do salário, também integram o salário de contribuição o saldo de salário pagos na rescisão do contrato de trabalho, pois são pagos pelos dias trabalhados pelo empregado no mês da rescisão. Desta forma, incidirá contribuição previdenciária sobre o salário e respectivo saldo pago na rescisão. Salário Maternidade (cota patronal deixou de integrar o salário de contribuição) Assim dispõe o § 2º do art. 28 da Lei nº 8.212/91: “O salário-maternidade é considerado salário de contribuição”. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal (a cargo do empregador) sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Salário-maternidade é um benefício previdenciário devido à segurada em função de: • Parto; • Adoção; • Guarda judicial para fins de adoção; ou • Aborto não criminoso IMPORTANTE: o salário-maternidade era o único dos benefícios devidos pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que integrava o salário de contribuição. Agora nenhum benefício do RGPS integra o salário de contribuição para o empregador. Contudo, o entendimento da Procuradoria da Fazenda Nacional e da Secretaria da Receita Federal do Brasil é no sentido de que continua incidindo a contribuição do segurado sobre a parcela de salário-maternidade. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença-maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor recebido por Bruna a título de salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; Portanto assertiva foi considerada correta na ocasião. Obs: Apesar de ter sido considerada correta na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva INCORRETA. Gabarito: ERRADO. (CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos benefícios do RGPS, incluído o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. Da Lei 8.212/91. § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva CORRETA. Gabarito: CERTO. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: Art. 28. da Lei 8.212/91: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. Obs: Apesar de ter sido considerada errada na época da aplicação da prova, atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva CORRETA. Gabarito: CERTO.os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 13. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos. ( ) Certo ( ) Errado 14. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário mínimo. ( ) Certo ( ) Errado 15. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial. ( ) Certo ( ) Errado 16. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015). Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação aplicável à matéria, é correto afirmar: a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza jurídica e destinação. e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. 17. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença- maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor recebido por Bruna a título de salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado 18. (CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos benefícios do RGPS, incluído o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado 19. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. ( ) Certo ( ) Errado 20. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo terceiro salário), conforme entendimento do STF. ( ) Certo ( ) Errado 21. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse mesmo regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma alíquota aplicada aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere o limite máximo estabelecido para o referido regime. ( ) Certo ( ) Errado 22. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de contribuição previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias vencidas e sobre o respectivo adicional constitucional. ( ) Certo ( ) Errado 23. (CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade social, julgue o item seguinte. Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, as parcelas referentes ao salário e às férias, ainda que indenizadas. ( ) Certo ( ) Errado 24. (CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. ( ) Certo ( ) Errado 25. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado 26. (FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de contribuição. c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal do empregado integra o salário de contribuição. d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento interno da empresa. e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. 27. (FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social no Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira de Trabalho e Previdência Social,que seja o seu valor. ( ) Certo ( ) Errado 46. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. ( ) Certo ( ) Errado 47. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) Não integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho. ( ) Certo ( ) Errado 48. (CESPE - 2011 - PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) Com relação às normas constitucionais que regem a previdência social, os ganhos habituais do empregado, inclusive o valor pago, em dinheiro, a título de vale-transporte, incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios. ( ) Certo ( ) Errado 49. (CESPE - 2010 - DETRAN-ES - Advogado) Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de previdência social, o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. ( ) Certo ( ) Errado 50. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. Nessa situação, o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia. ( ) Certo ( ) Errado 51. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, oferece programa de previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e dirigentes. Nessa situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de contribuição. ( ) Certo ( ) Errado 52. (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) Carlos advogava para diversas empresas na justiça do trabalho, sem manter vínculo de emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma delas. Nessa situação, o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. ( ) Certo ( ) Errado 53. (INSTITUTO CIDADES - 2008 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. ( ) Certo ( ) Errado 54. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. ( ) Certo ( ) Errado 55. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. ( ) Certo ( ) Errado 56. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o vale-transporte junto às demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente depositada em sua conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores recebidos por Mateus a título de vale-transporte. ( ) Certo ( ) Errado GABARITO GERAL 1- ERRADO 2- CERTO 3- CERTO 4- E 5- E 6- B 7- CERTO 8- CERTO 9- ERRADO 10- “B” e “E” 11- A 12 – E 13 – CERTO 14 – ERRADO 15 - CERTO 16 – C 17 – ERRADO 18 - CERTO 19 – CERTO 20 – ERRADO 21 - ERRADO 22 - ERRADO 23 - ERRADO 24 - ERRADO 25 – CERTO 26 – B 27 – A 28 - A 29- E 30 – C 31 – CERTO 32 – CERTO 33 - CERTO 34 - CERTO 35 - CERTO 36 - CERTO 37 – CERTO 38 – CERTO 39 - CERTO 40 - ERRADO 41 - ERRADO 42 - ERRADO 43 - ERRADO 44 – CERTO 45 - CERTO 46 - ERRADO 47 - ERRADO 48 - ERRADO 49 - ERRADO 50 – ERRADO 51 - ERRADO 52 - ERRADO 53 - CERTO 54 - CERTO 55 – CERTO 56 – ERRADO RESUMO DA AULA ✓ Entende-se por salário de contribuição, para o empregado e trabalhador avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa (respeitando-se os limites mínimo e máximo); ✓ Entende-se por salário de contribuição, para o empregado doméstico, a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração (respeitando-se os limites mínimo e máximo); ✓ Entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual, a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês (respeitando-se os limites mínimo e máximo); ✓ Entende-se por salário de contribuição, para o segurado facultativo, o valor por ele declarado (respeitando-se os limites mínimo e máximo). ✓ Principais parcelas que não integram o salário de contribuição: ✓ os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais; o Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade" ✓ as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta; ✓ a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social; ✓ as importâncias: o recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT;o recebidas a título de incentivo à demissão; o recebidas a título de abono de férias; o recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; o recebidas a título de licença-prêmio indenizada; ✓ a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; ✓ a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado; ✓ as diárias para viagens; ✓ a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei; ✓ a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; ✓ o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP; ✓ os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; ✓ a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; ✓ o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes; ✓ o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares; ✓ o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; ✓ o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; ✓ o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; o o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; o o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de empregados e seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação profissional e tecnológica de empregados; o não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e o o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que for maior; ✓ os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; ✓ o valor correspondente ao vale-cultura. ✓ prêmios e abonos. ✓ prêmio de seguro de vida em grupo, desde que: o Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; o Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. ✓ Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente. ✓ Aviso Prévio Indenizado. ✓ Hora Repouso Alimentação (após a entrada em vigor da Lei 13.467/2017), tendo em vista sua natureza indenizatória.Férias Gozadas Trata-se de um direito assegurado pela CF/88 aos empregados e trabalhadores avulsos, que terão direito a férias anuais remuneradas de 30 dias com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário normal, após cada período de 12 meses de trabalho. No entanto, tal direito foi estendido, também, aos empregados domésticos pela Lei nº 11.324/2006. FÉRIAS GOZADAS: São aquelas férias usufruídas pelo trabalhador, durante a vigência do contrato de trabalho, que se afasta de suas atividades laborativas para descansar, recebendo sua remuneração acrescida de 1/3. Não podemos confundir férias gozadas com férias indenizadas. As férias gozadas integram o salário de contribuição. As férias indenizadas, como estudaremos adiante, não integram. FÉRIAS INDENIZADAS: são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro do seu contrato de trabalho. Neste caso, caso o trabalhador já tenha adquirido direito às férias, porém não as tenha gozado oportunamente durante o contrato de trabalho, deverão ser indenizadas, ou seja, convertidas em dinheiro e pagas ao trabalhador quando da rescisão do seu contrato de trabalho. As férias indenizadas, pagas ao trabalhador quando da rescisão do contrato de trabalho, não integram o salário de contribuição, ou seja, sobre elas não incidirá contribuição social previdenciária. A Jurisprudência recente do STJ tem decidido favoravelmente à incidência de contribuição previdenciária sobre as férias gozadas, por considerá-la verba de natureza remuneratória e salarial, nos termos do art. 148 da CLT, integrando, portanto, o salário de contribuição (Resp 1240038/PR, DJe 02/05/2014). Décimo Terceiro Salário (13º Salário) Também denominado gratificação natalina, o 13º salário corresponde a 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço no ano ou fração igual ou superior a 15 dias de trabalho no mês. O 13º salário integra o salário de contribuição para efeito de recolhimento de contribuição previdenciária. No entanto, não integrará o cálculo do salário de benefício, para apuração da renda mensal inicial do benefício a ser pago pelo INSS ao segurado ou seu dependente. As respectivas contribuições, decorrentes do pagamento do 13º salário, serão devidas quando do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho, sendo calculada sempre em separado da remuneração do mês. A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo terceiro salário), conforme entendimento do STF. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para o candidato despreparado, é fácil errar esta questão. As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso vamos ver o que diz a lei: Lei 8212/91. Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. (Destaques Nossos). A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. Como podemos perceber, segundo a lei e segundo o STF, a gratificação natalina integra normalmente o salário de contribuição e, sobre ela, deverá incidir contribuição previdenciária . Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. Gabarito: ERRADA. Horas Extras Hora extra consiste no tempo laborado além da jornada diária estabelecida pela legislação. Segundo o art. 7º, inciso XVI, da CF/88, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal. As horas extras têm natureza salarial (e não indenizatória), pois são pagas como uma contraprestação pelo trabalho prestado após a jornada normal de trabalho. O STJ, ao apreciar o REsp1.358.281/SP, em 23/04/2014, decidiu, por unanimidade, que incide contribuição previdenciária sobre o adicional de horas extras, devendo tal decisão ser observada pelas instâncias inferiores. Gorjetas Considera-se gorjeta a parte da remuneração do empregado que não é paga diretamente por seu empregador, mas por terceiros, normalmente clientes, denominadas gorjetas espontâneas. Também se considera gorjeta a importância cobrada pela empresa do cliente, como adicional nas contas, a ser posteriormente distribuída entre seus empregados. Trata-se da gorjeta conhecida como compulsória. (exemplo: 10% em contas de restaurantes) O art. 457 da CLT dispõe, acerca da remuneração, que a mesma é composta pelo salário mais as gorjetas, senão vejamos: “Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. (...) § 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados.” Como integram o conceito de remuneração, as gorjetas integram o salário de contribuição. Desta forma, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre tais parcelas. O STJ também tem julgado neste sentido, nos termos do REsp 1.099.319/RJ, publicada em 12/09/2012, senão vejamos: "A gorjeta, compulsória ou inserida na nota de serviço, tem natureza salarial. Em consequência, há de ser incluída no cálculo de vantagens trabalhistas e deve sofrer a incidência de tributos e contribuições que incidem sobre o salário” Comissões e Percentagens Comissões é uma recompensa retributiva, na maioria das vezes financeira, condicionada a determinado serviço realizado pelo trabalhador, oferecida pela intermediação de negócios ou cumprimento de metas ou objetivos definidos previamente com o intuito de incentivar os resultados comerciais. Segundo o § 1º, do art. 457 da CLT, acerca das parcelas integrantes do salário, temos que: “Art. 457... § 1º - Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador”. Assim sendo, as comissões e percentagens integram o salário de contribuição e fazem parte, portanto, da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Obs.: Caso o empregado seja remunerado exclusivamente por meio de comissões, terá direito a um salário mensal nunca inferior a um salário mínimo. Salário pago sob a forma de utilidades Nos termos do art. 28, inciso I, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o empregado e trabalhador avulso: “Art. 28 (...) I - a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.” A CLT admiteque uma parte do salário do trabalhador seja paga sob a forma de utilidades, também conhecido como salário in natura. No entanto, pelo menos 30% do salário deve ser pago em dinheiro. Considera-se pagamento em utilidades o fornecimento habitual ao trabalhador de outro bem, diferente do dinheiro, por força de contrato ou de costume, como retribuição pelo seu trabalho. Consideram-se utilidades, dentre outras: • Alimentação (máximo 20% do salário-contratual); • Habitação (máximo 25% do salário-contratual); • Vestuário; • Higiene; • Transporte; • etc. Tais pagamentos, em regra, integram o salário de contribuição. No entanto, para que o salário pago sob forma de utilidades integre o salário de contribuição deverá observar as seguintes condições: • Fornecimento Habitual; • Ser concedida em retribuição ao trabalho prestado, ou seja, pelo trabalho. Se a prestação in natura for fornecida para o trabalho, não terá natureza salarial. Em relação à alimentação fornecida pela empresa ao trabalhador, não se considera salário-utilidade quando tal prestação for fornecida de acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, como iremos estudar adiante. EXEMPLO: Algumas empresas oferecem a seus funcionários do alto escalão um imóvel para que o mesmo resida com sua família. A empresa paga, em regra, o aluguel, condomínio e, muitas vezes, até mesmo as contas de água, luz, telefone, etc. Nesses casos, temos pagamento de salários in natura, por meio de utilidades, os quais devem ter seus valores somados à respectiva remuneração para fins de incidência de contribuições previdenciárias. Remuneração do aposentado que volta a trabalhar Tal situação está prevista no § 4º, do art. 12 da Lei nº 8.212/91, conforme segue: “Art. 12... ... § 4º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições previdenciárias, para fins de custeio da Seguridade Social”. IMPORTANTE: Não confundir a remuneração recebida por aposentado que volte a trabalhar, em retribuição a seu trabalho, com a aposentadoria recebida da Previdência Social. Apenas a remuneração pelo trabalho integrará o salário de contribuição. A aposentadoria, como benefício previdenciário que é, não sofre incidência de contribuição previdenciária. O próprio STF , ao julgar o RE 437640/RS, publicado em 02/03/2007, decidiu neste sentido, conforme segue: Contribuição previdenciária: aposentado que retorna à atividade: CF, art. 201, § 4º; L. 8.212/91, art. 12: aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária da ADIn 3.105, red.p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05. A contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade está amparada no princípio da universalidade do custeio da Previdência Social (CF, art. 195); o art. 201, § 4º, da Constituição Federal "remete à lei os casos em que a contribuição repercute nos benefícios" Gratificações Ajustadas ou Habituais As gratificações ajustadas (combinadas), entre empresa e seus trabalhadores, integram o conceito de salário, nos termos do art. 457, § 1º, da CLT. Tais ajustes, podem ser expressos ou tácitos: AJUSTES EXPRESSOS: São as gratificações previstas em contrato de trabalho, convenções coletivas, regulamentos da empresa, etc. AJUSTES TÁCITOS: São as gratificações não previstas formalmente, mas que são fornecidas ao trabalhador com habitualidade. Neste sentido, temos a Súmula 207 do STF, conforme segue: “Súmula 207: As gratificações habituais, inclusive a de Natal, consideram-se tacitamente convencionadas, integrando o salário.”. Assim sendo, as gratificações habituais, sejam elas expressas ou tácitas, terão a incidência de contribuição previdenciária. Se as gratificações forem eventuais, não haverá incidência de contribuição. Quebra de Caixa Quebra de caixa é a verba destinada a cobrir os riscos assumidos pelos trabalhadores que lidam com manuseio constante de numerário, diretamente no caixa da empresa, fazendo recebimentos e pagamentos em nome do empregador, visando compensar possíveis diferenças de caixa. Usualmente, é paga aos caixas de banco, de supermercados, agências lotéricas, etc. Não há, na legislação, obrigatoriedade de pagamento do "Adicional de Quebra de Caixa". Porém, é comum que os Acordos ou Convenções Coletivas de Trabalho fixem tal obrigatoriedade, em relação àqueles empregados sujeitos ao risco de erros de contagem ou enganos relativos a transações de valores monetários. Assim dispõe a Súmula 247 do TST: “Súmula 247: A parcela paga aos bancários sob a denominação quebra de caixa possui natureza salarial, integrando o salário do prestador dos serviços, para todos os efeitos legais”. O STJ também tem entendido que tal verba possui natureza salarial, integrando o salário de contribuição e incidindo, sobre ela, contribuição previdenciária. Vejamos o julgado REsp 1.397.333/RS, publicado em 09/12/2014: 1. O Tribunal a quo consignou que a verba referente ao adicional de quebra de caixa possui natureza salarial, de modo a integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária. 2. Quanto ao auxílio "quebra de caixa", consubstanciado no pagamento efetuado mês a mês ao empregado em razão da função de caixa que desempenha, por liberalidade do empregador, o STJ assentou a natureza não indenizatória das gratificações feitas por liberalidade do empregador, devendo incidir nesses casos a contribuição previdenciária. 3. Agravo Regimental não provido" (STJ, AgRg no REsp 1.397.333/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 09/12/2014). Desta forma, os valores pagos a título de quebra de caixa integram o salário de contribuição, havendo, portanto, incidência de contribuição previdenciária. Adicional por tempo de serviço Trata-se do conhecido anuênio, triênio, quinquênio, etc, pagos pela empresa, basicamente, como uma forma de incentivar os trabalhadores a permanecerem na empresa por mais tempo e beneficiar os trabalhadores mais antigos que possuem, teoricamente, mais experiência. Assim dispõe a Súmula 203 do TST: “Súmula 203: A gratificação por tempo de serviço integra o salário para todos os efeitos legais.”. Desta forma, os valores pagos a título de adicional por tempo de serviço integram o salário de contribuição, havendo, portanto, incidência de contribuição previdenciária. Adicionais de Insalubridade, Periculosidade e Noturno Nos termos da CLT, consideram-se: • ATIVIDADES INSALUBRES: Aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 40%, 20% ou 10% sobre o salário mínimo (conforme o grau da insalubridade seja, respectivamente, máximo, médio ou mínimo) • ATIVIDADES PERIGOSAS: São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: o Inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; o Roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. Assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% sobre o salário básico do empregado. • ATIVIDADES NOTURNA: Considera-se noturno o trabalho executado por empregado urbano entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No entanto, em relação ao trabalho rural, considera-se trabalho noturno aquele executado entre as 21 horas de um dia e às 5 horas do diaseguinte na lavoura. Outrossim, na atividade de pecuária, considera-se noturno quando executado entre as 20 horas de um dia às 4 horas do dia seguinte. Para o empregado urbano, o adicional noturno será de pelo menos 20% sobre a hora diurna. Para o trabalhador rural, o adicional será de 25% sobre a remuneração normal. Tais adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno possuem caráter retributivo e, consequentemente, natureza salarial. Desta forma, tais rubricas integram o salário de contribuição e sobre estes valores será cobrada contribuição previdenciária. O STJ, ao julgar o REsp 1.358.281/SP, em 23/04/2014, decidiu, por unanimidade, que incide contribuição previdenciária sobre os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno. Adicional de Transferência Trata-se de um valor adicional pago ao empregado quando transferido “provisoriamente” para outro local, importando mudança de residência. Tal adicional não é devido nas transferências definitivas. No caso de transferências provisórias, o empregador é obrigado a pagar um valor complementar, de pelo menos 25% do salário contratual que o empregado estiver recebendo na nova localidade, pelo tempo que durar a transferência provisória. Tal adicional deverá integrar o salário de contribuição, incidindo sobre ele, portanto, contribuição previdenciária. Aviso-Prévio O aviso-prévio é a notificação de rompimento do contrato de trabalho que uma das partes (empregado ou empregador), dá à outra, sem motivo justificado. O objetivo do aviso-prévio é: • dar tempo ao empregado de procurar outro serviço, caso seja dado pelo empregador; • permitir ao empregado ter tempo de contratar um novo colaborador, caso seja dado pelo empregado. Além disso, o aviso-prévio se aplica somente a: • contratos de trabalho de prazo indeterminado; • contratos de trabalho de prazo determinado nos quais há uma cláusula que assegure o direito de ambas as partes rescindirem antecipadamente. Observação: o aviso-prévio não se aplica a empregados atuando sob contrato de experiência, de maneira que, em casos assim, qualquer uma das partes possa rescindi-lo sem que haja necessidade de notificar a outra com antecedência. O prazo do aviso-prévio é proporcional ao tempo de serviço do empregado na mesma empresa, sendo que não pode ser menor do que 30 dias ou maior do que 90 dias. Funcionários com até 1 ano no serviço têm direito a aviso-prévio de 30 dias. A cada ano trabalhado, ganham direito a mais 3 dias, não podendo exceder o limite máximo de 90 dias. A contagem do prazo começa no dia seguinte ao da notificação de uma das partes. Existem dois tipos de aviso-prévio, o trabalhado e o indenizado, conforme explicado abaixo: AVISO-PRÉVIO TRABALHADO: o empregado trabalha normalmente durante o período de aviso prévio, não importando se a decisão de desligamento foi tomada por parte dele ou pelo empregador. AVISO-PRÉVIO INDENIZADO: a empresa dispensa o colaborador e paga a ele o valor correspondente ao seu aviso prévio, de modo que o funcionário não precise trabalhar durante o período. Quando o aviso-prévio é trabalhado, não há dúvidas de que o valor recebido tem natureza salarial, integrando o salário de contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária. No entanto, quando o aviso-prévio é indenizado, temos uma divergência entre lei e jurisprudência. Para a lei, incide contribuição previdenciária tanto no aviso-prévio trabalhado, quanto no indenizado. No entanto, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014, o STJ decidiu pela não incidência de contribuição previdenciária sobre o aviso-prévio indenizado, conforme segue: DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de aviso prévio indenizado. A despeito da atual moldura legislativa (Lei 9.528/1997 e Decreto 6.727/2009), as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador, não ensejam a incidência de contribuição previdenciária. A CLT estabelece que, em se tratando de contrato de trabalho por prazo indeterminado, a parte que, sem justo motivo, quiser a sua rescisão, deverá comunicar a outra da sua intenção com a devida antecedência. Não concedido o aviso prévio pelo empregador, nasce para o empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, § 1º, da CLT). Desse modo, o pagamento decorrente da falta de aviso prévio, isto é, o aviso prévio indenizado, visa reparar o dano causado ao trabalhador que não fora alertado sobre a futura rescisão contratual com a antecedência mínima estipulada na CF (atualmente regulamentada pela Lei 12.506/2011). Dessarte, não há como se conferir à referida verba o caráter remuneratório, por não retribuir o trabalho, mas sim reparar um dano. Ressalte-se que, se o aviso prévio é indenizado, no período que lhe for correspondente o empregado não presta trabalho algum, nem fica à disposição do empregador. Assim, por ser não coincidir com a hipótese de incidência, é irrelevante a circunstância de não haver previsão legal de isenção em relação a tal verba. Em prova de concursos, temos que responder da seguinte forma: Caso a questão pergunte sobre o aviso-prévio indenizado “NOS TERMOS DA LEI”: Responda que incide contribuição previdenciária. Caso a questão pergunte sobre aviso-prévio indenizado “SEGUNDO ENTENDIMENTO DA JURISPRUDÊNCIA”: Responda que não incide contribuição previdenciária Repouso Semanal Remunerado O descanso semanal remunerado é um direito que todo trabalhador possui e, como o nome sugere, trata-se de um dia na semana que o trabalhador é dispensado do trabalho sem prejuízo do salário. É assegurado aos trabalhadores urbanos e rurais o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, nos termos o art. 7º, inciso XV, da CF/88. Durante o repouso semanal remunerado, mesmo sem trabalhar, o empregador é obrigado a pagar o salário do empregado. Tais valores, pagos pelos dias não trabalhados decorrentes de repouso semanal não remunerado, bem como os valores pagos pelos feriados não trabalhados, integrarão o salário de contribuição e, consequentemente, sofrerão incidência de contribuição previdenciária. Esse também é o entendimento do STJ. No julgamento do REsp 1.444.203/SC, o STJ entendeu que é “insuscetível classificar como indenizatório o descanso semanal remunerado, pois sua natureza estrutural remete ao inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial, sendo irrelevante que inexiste a efetiva prestação laboral no período, porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai a incidência tributária sobre a indigitada verba.” Para o STJ, não importa o fato de que não houve contraprestação do trabalhador. Acrescenta ainda que: “a ausência de serviço prestado ou mesmo de tempo à disposição do empregador, consoante aduz a recorrente, não tem o condão de desconfigurar o caráter remuneratório da verba, pois, do contrário, não seria devida a contribuição em nenhuma das hipóteses de afastamento legalmente instituído, tal como ocorre sobre as férias gozadas.” Auxílio-Moradia A parcela paga a título de auxílio-moradia não está relacionada entre as exceções legais para deixar de integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária. Além disso, o STJ já decidiu que o auxílio-moradia tem natureza remuneratória, integrando, consequentemente, o salário de contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária. Vejamos abaixo um julgado neste sentido: PROCESSUAL CIVILE TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA DE GERENTES DE AGÊNCIAS. AUXÍLIO-MORADIA. HABITUALIDADE. CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. NATUREZA REMUNERATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. 1. O Tribunal regional, com base na análise acurada do "Programa de Residência de Gerentes de Agências" e das provas dos autos, consignou que a parcela paga a título de auxílio-moradia na espécie tem notadamente natureza remuneratória. Rever tal premissa esbarra no óbice da Súmula 7/STJ. 2. Incide contribuição previdenciária sobre o "total da remuneração" paga ou creditada aos trabalhadores, a qualquer título, exceto as verbas listadas no art. 28, 9º, da Lei 8.212/1991. Precedentes: AgRg nos EDcl no REsp 1.098.218/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 09/11/2009; REsp 486.697/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ 17/12/2004. 3. A hipótese em apreço pagamento de auxílio-moradia , não está arrolada dentre as exceções legais. 4. Agravo regimental não provido. AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 42.673/RS, Relator Ministro castro Meira, DJe 09/12/2014. Licença Casamento Nos termos do inciso II do art. 473 da CLT, o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento. Os valores recebidos durante a licença casamento possuem clara natureza remuneratória. Além disso, os valores pagos a título de licença casamento não estão relacionados entre as exceções legais para afastar a incidência contribuição previdenciária. Sobre a questão, o STJ já decidiu que a licença casamento tem natureza remuneratória, integrando, consequentemente, o salário de contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária, senão vejamos: “PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO- PATERNIDADE. INCIDÊNCIA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM REPETITIVO. RESP PARADIGMA 1230957⁄RS. FÉRIAS GOZADAS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. SÚMULA 83⁄STJ. SERVIÇO ELEITORAL. LICENÇA CASAMENTO. CARÁTER REMUNERATÓRIO. ÔNUS DO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. (...) 3. Insuscetível classificar como indenizatória a licença para prestação do serviço eleitoral (art. 98 da Lei n. 9.504⁄97) ou a licença casamento (art. 473, II, da CLT), pois sua natureza estrutural remete ao inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial cujo ônus é do empregador, sendo irrelevante a inexistência da efetiva prestação laboral no período, porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai a incidência tributária sobre as indigitadas verbas. 4. A recorrente defende tese de que a ausência de efetiva prestação de serviço ou de efetivo tempo à disposição do empregador justificaria a não incidência da contribuição, ou seja, qualquer afastamento do empregado justificaria o não pagamento da exação. 5. Tal premissa não encontra amparo na jurisprudência do STJ, pois há hipóteses em que ocorre o afastamento do empregado e ainda assim é devida a incidência tributária, tal como ocorre quanto às férias gozadas. 6. O parâmetro para incidência da contribuição previdenciária é o caráter salarial da verba. A não incidência ocorre nas verbas de natureza indenizatória.” Licença para Prestação de Serviço Eleitoral Nos termos do art. 98 da Lei 9.504/97, os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos serão dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos dias de convocação. Os valores recebidos durante a licença para prestação de serviço eleitoral possuem clara natureza remuneratória. Além disso, os valores pagos a título de licença para prestação de serviço eleitoral não estão relacionados entre as exceções legais para afastar a incidência contribuição previdenciária. Sobre a questão, o STJ já decidiu que a licença para prestação de serviço eleitoral tem natureza remuneratória, integrando, consequentemente, o salário de contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária, senão vejamos: “PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO- PATERNIDADE. INCIDÊNCIA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM REPETITIVO. RESP PARADIGMA 1230957⁄RS. FÉRIAS GOZADAS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. SÚMULA 83⁄STJ. SERVIÇO ELEITORAL. LICENÇA CASAMENTO. CARÁTER REMUNERATÓRIO. ÔNUS DO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. (...) 3. Insuscetível classificar como indenizatória a licença para prestação do serviço eleitoral (art. 98 da Lei n. 9.504⁄97) ou a licença casamento (art. 473, II, da CLT), pois sua natureza estrutural remete ao inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial cujo ônus é do empregador, sendo irrelevante a inexistência da efetiva prestação laboral no período, porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai a incidência tributária sobre as indigitadas verbas. 4. A recorrente defende tese de que a ausência de efetiva prestação de serviço ou de efetivo tempo à disposição do empregador justificaria a não incidência da contribuição, ou seja, qualquer afastamento do empregado justificaria o não pagamento da exação. 5. Tal premissa não encontra amparo na jurisprudência do STJ, pois há hipóteses em que ocorre o afastamento do empregado e ainda assim é devida a incidência tributária, tal como ocorre quanto às férias gozadas. 6. O parâmetro para incidência da contribuição previdenciária é o caráter salarial da verba. A não incidência ocorre nas verbas de natureza indenizatória.” Salário Paternidade Considera-se salário paternidade os valores recebidos pelo trabalhador durante sua licença paternidade, que é um direito constitucional que garante aos homens empregados o direito de estarem afastados de suas atividades no trabalho durante cinco dias, em razão do nascimento de filho, sem qualquer prejuízo do salário. Pais adotivos também possuem este direito e fazem parte dos beneficiados. Ao contrário do que ocorre com o salário maternidade, o salário paternidade constitui ônus da empresa, ou seja, não se trata de benefício previdenciário. Desse modo, em se tratando de verba de natureza salarial, é legítima a incidência de contribuição previdenciária sobre o salário paternidade. Ressalte-se que "o salário-paternidade deve ser tributado, por se tratar de licença remunerada prevista constitucionalmente, não se incluindo no rol dos benefícios previdenciários" (AgRg nos EDcl no REsp 1.098.218/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Herman Benjamin, DJe de 9.11.2009). Valor da Compensação Pecuniária a ser paga no âmbito do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) O Programa de Proteção ao Emprego – PPE, instituído pela Lei 13.189/2015, é um programa que visa preservar os empregos dos trabalhadores de empresas que se encontram temporariamente em situação de dificuldade econômico-financeira. No período de adesão ao PPE, os empregados beneficiários do PPE têm jornada de trabalho reduzida, em até 30%, com redução proporcional do salário. Durante o Programa, os empregados beneficiados recebem compensação pecuniária de até 50% do valor da redução salarial, limitado ao montante correspondente a 65% da parcela máxima do benefício do seguro-desemprego. O Programa possibilita a preservação dos empregos em momentos de retração da atividade econômica, além de favorecer a recuperação econômico-financeira das empresas; contribui para sustentar a demanda agregada em momentos de adversidade; estimula a produtividade do trabalho, por meio do aumento da duração do vínculo empregatício e fomentar a negociação coletiva e aperfeiçoar as relações de emprego. Todas as empresas que atenderem aos critérios estabelecidos pelo Programa poderão solicitar adesão ao PPE. Os valores pagos a título de compensação pecuniária, no âmbito do Programa de Proteçãoao Emprego – PPE, integrarão o salário de contribuição e irão compor a base de cálculo da contribuição previdenciária. Seguro Desemprego Nos termos da lei 8.212/91, com as alterações trazidas pela MP 905/2019 (revogada e com vigência encerrada), o beneficiário do Seguro-Desemprego concedido nos termos da lei é segurado obrigatório da previdência social. Durante os meses de percepção, o valor do seguro-desemprego será considerado salário de contribuição, devendo-se descontar, nos pagamentos ao beneficiário, a respectiva contribuição previdenciária. Tal período será computado como tempo de contribuição para efeito de concessão de benefícios previdenciários. Observação: A Medida Provisória nº 905/2019 foi REVOGADA pela MP 955, publicada em 20 de abril de 2020. Dessa forma, as alterações e inovações promovidas pela MP 905/2020 perdem a eficácia. A revogação se deu em razão da iminente caducidade da MP que fora revogada. Terço Constitucional de Férias Gozadas (1/3 de Férias Gozadas) Trata-se de um direito assegurado pela CF/88 aos empregados, inclusive domésticos, e trabalhadores avulsos, que terão direito a férias anuais remuneradas de 30 dias com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário normal, após cada período de 12 meses de trabalho. 1/3 de FÉRIAS GOZADAS: Férias gozadas são aquelas férias usufruídas pelo trabalhador, durante a vigência do contrato de trabalho, que se afasta de suas atividades laborativas para descansar, recebendo sua remuneração acrescida de 1/3. Segundo entendimento da Receita Federal, o terço constitucional de férias, incidente sobre as férias gozadas, integrará o salário de contribuição. Como as férias gozadas têm natureza salarial, entende que o terço constitucional também deverá ter tal natureza. Contudo, havia divergência entre a lei e a jurisprudência sobre o tema em questão. Porém, com o julgamento do RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.072.485 PARANÁ, o Supremo Tribunal Federal - STF, por maioria, apreciando o tema 985 da repercussão geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário interposto pela União, assentando a incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador a título de terço constitucional de férias gozadas, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. Diante do exposto, o Supremo Tribunal Federal publicou, em 02/10/2020, o acórdão de mérito da questão constitucional suscitada no RE 1.072.485, do respectivo tema 985, cuja tese foi firmada nos seguintes termos: “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias”. Como a tese também teve repercussão geral reconhecida, deve ser aplicada no âmbito de todos os órgãos do Poder Judiciário, de forma a garantir a racionalidade dos trabalhos e a segurança dos jurisdicionados. Deve-se destacar que a posição do STF se aplica apenas ao terço constitucional que incide sobre as férias gozadas. Isso porque, com relação às férias indenizadas (e respectivo adicional de 1/3), o art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/1991, determina expressamente a não incidência de contribuição social. PARCELAS NÃO INTEGRANTES DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO As parcelas não integrantes do salário de contribuição estão relacionadas numa lista exaustiva e previstas no § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91 e no § 9º do art. 214 do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99). Antes de estudarmos cada uma dessas parcelas que não integram o salário de contribuição, vamos aprender algumas dicas que visam facilitar nossa compreensão e memorização do assunto. Em regra, os valores pagos, visando uma indenização ou ressarcimento do trabalhador, são considerados como parcelas não integrantes do salário de contribuição. Para melhor compreensão do assunto, vamos conceituar, novamente, indenização e ressarcimento: INDENIZAÇÃO: destina-se a reparar um dano, não integrando o salário de contribuição. RESSARCIMENTO: é o reembolso de despesas pagas pelo trabalhador, quando executa alguma atividade de interesse do empregador, não integrando, também, o salário de contribuição. Vejamos quais são as parcelas não integrantes do salário de contribuição, previstas na legislação previdenciária: Os Benefícios da Previdência Social, nos termos e limites legais. Os benefícios da Previdência Social não integram o salário de contribuição. O salário-maternidade, entretanto, era exceção absoluta a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal (a cargo do empregador) sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". IMPORTANTE: o salário-maternidade era o único dos benefícios devidos pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que integrava o salário de contribuição. Agora nenhum benefício do RGPS integra o salário de contribuição a cargo do empregador. Contudo, o entendimento da Procuradoria da Fazenda Nacional e da Secretaria da Receita Federal do Brasil é no sentido de que continua incidindo a contribuição do segurado sobre a parcela de salário-maternidade. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse mesmo regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma alíquota aplicada aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere o limite máximo estabelecido para o referido regime. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Para embasar nossa resposta, vamos recorrer ao Art. 195 da Constituição Federal. Art. 195. (...) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201. (Destaques Nossos). Vejamos, agora, o que diz a Lei 8.212/91 sobre tal assunto: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); (...) Assim sendo, podemos concluir que aposentadoria ou pensão, quando são concedidas pelo Regime Geral, não sofrem incidência de contribuição previdenciária. Por outro lado, no Regime Próprio de Previdência Social – RPP, incidirá contribuição quando os proventos ultrapassarem o teto do RGPS. Portanto, assertiva incorreta. Gabarito: ERRADA. As Ajudas de Custo e o Adicional Mensal recebidos pelo aeronauta AJUDA DE CUSTO: Devido no caso de transferência permanente, com mudança de domicílio, por período superior a 120 dias. Nesta situação, além do salário, o aeronauta receberá uma ajuda de custo, nunca inferior ao valor de 4 meses de salário. ADICIONAL MENSAL: Devido no caso de transferência provisória, por período igual ou inferior a 120 dias. Nesta situação, além do salário, o aeronauta receberá um adicional, que nunca poderá ser inferior a 25% do salário recebido na base. Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, naturezao recebidas a título de incentivo à demissão; o recebidas a título de abono de férias; o recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; o recebidas a título de licença-prêmio indenizada; ✓ a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; ✓ a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado; ✓ as diárias para viagens; ✓ a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei; ✓ a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; ✓ o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP; ✓ os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; ✓ a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; ✓ o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes; ✓ o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares; ✓ o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; ✓ o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; ✓ o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; o o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; o o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de empregados e seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação profissional e tecnológica de empregados; o não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e o o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que for maior; ✓ os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; ✓ o valor correspondente ao vale-cultura. ✓ prêmios e abonos. ✓ prêmio de seguro de vida em grupo, desde que: o Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; o Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. ✓ Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por motivo de doença ou acidente. ✓ Aviso Prévio Indenizado. ✓ Hora Repouso Alimentação (após a entrada em vigor da Lei 13.467/2017), tendo em vista sua natureza indenizatória.