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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Salário-de-Contribuição: Introdução e Conceito 3
..............................................................................................................................................................................................2) Parcelas Integrantes do salário-de-contribuição 18
..............................................................................................................................................................................................3) Parcelas não integrantes do salário-de-contribuição 42
..............................................................................................................................................................................................4) Questões 107
..............................................................................................................................................................................................5) Resumo 184
 
 
 
 
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 
INTRODUÇÃO 
Trata-se de um conceito previdenciário, destinado a identificar quais parcelas 
recebidas pelo segurado sofrerão ou não a incidência da contribuição 
previdenciária. 
Podemos afirmar, portanto, que o salário de contribuição é, em regra, a base de 
cálculo utilizada para se calcular o valor da contribuição devida pelo trabalhador, 
destinada à Previdência Social. Essa regra não é absoluta, pois no caso do segurado 
especial a base de cálculo é a receita bruta da comercialização de sua produção 
rural, e não seu salário de contribuição. 
O salário de contribuição, contudo, não deve ser confundido com a remuneração 
do segurado, pois, em relação ao salário de contribuição, deve ser observado os 
limites mínimo e máximo previstos em lei. 
Podemos afirmar, portanto, que a remuneração (sem limites mínimo e máximo) é, 
em regra, a base de cálculo da contribuição previdenciária das empresas. Por outro 
lado, o salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da contribuição dos 
segurados (exceto segurado especial). 
Observação 1: O segurado especial, em regra, não contribui sobre seu 
salário de contribuição. Sua contribuição será sobre a receita bruta da 
comercialização da sua produção rural. No entanto, como já estudado, o 
segurado especial poderá recolher facultativamente uma contribuição de 
20% sobre seu salário de contribuição (além da contribuição obrigatória 
sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural). Neste 
caso, o salário de contribuição do segurado especial será o valor por ele 
declarado, observados os limites mínimos e máximo. 
 
 
 
 
 
 
 
Observação 2: A base de cálculo da contribuição do empregador 
doméstico é o salário de contribuição do empregado doméstico a seu 
serviço, respeitando, portanto, os limites mínimo e máximo. (não é a 
remuneração total do empregado) 
 
 
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO X REMUNERAÇÃO 
Como já alertado, não devemos confundir os conceitos previdenciário de salário de 
contribuição com remuneração. 
Em regra, a base de cálculo das contribuições previdenciárias das empresas é a 
remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores a seu serviço, em 
retribuição pelo trabalho prestado, não se sujeitando a qualquer limite mínimo ou 
máximo. 
Por sua vez, o salário de contribuição tem limite mínimo e máximo. Outrossim, o 
salário de contribuição não é utilizado como base de cálculo da contribuição da 
empresa, mas tão somente para cálculo das contribuições dos segurados e dos 
empregadores domésticos. 
Em exceção a esta regra, temos o segurado especial, cuja base de cálculo é a 
receita bruta da comercialização de sua produção rural, e não seu salário de 
contribuição. 
Apesar das noções introdutórias acerca do salário de contribuição, temos um 
conceito mais específico para cada tipo de segurado e para o empregador 
doméstico, conforme estudaremos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO 
EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO 
Nos termos do art. 28, inciso I, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de 
contribuição, para o empregado e trabalhador avulso: 
Lei 8.212/91. 
Art. 28. (...) 
I - a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos 
rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a 
retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador 
de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de 
trabalho ou sentença normativa. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 
 
 
 
 
 
(FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013) 
Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o salário-
de-contribuição é a remuneração auferida em: 
a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem vínculo 
empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma 
de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei 
ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou creditados a 
qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua 
forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos 
decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à 
disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de 
convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a qualquer 
título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo empregatício, inclusive 
as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de 
reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do 
empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou 
acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital investido, 
quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de 
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei 
ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a 
sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos 
decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à 
disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de 
convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
 
A parcela "in natura" recebida de acordo com os Programas de Alimentação 
aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei 
6.321/76 
O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do 
Trabalho, quando devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da 
lei, permite que a empresa forneça alimentação e cestas básicas a seus segurados, 
sem que tais valores integrem a base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social 
incidente sobre os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa 
a seus trabalhadores, quando as mesmas não estavam inscritas no PAT ou 
descumpriam algum de seus requisitos legais. 
 
Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento 
de que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de 
Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição 
previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma vez 
que não possui natureza salarial. 
 
 
 
 
 
 
Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a 
Fazenda Nacional, haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria 
administração pública reconheceu tal entendimento e, por meio da Procuradoria 
Geral da Fazenda Nacional – PGFN, emitiu o Parecer nº 2.117/2011. Neste parecer 
recomenda-se a não apresentação de contestação, a não interposição de recursos 
e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, 
nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in 
natura do auxílio-alimentação não há incidência da contribuição previdenciária. 
Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de 
contribuição previdenciária sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação, a 
melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores não integram o salário 
de contribuição. 
 
No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele 
integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o 
entendimento da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados 
Especiais Federais (TNU), conforme segue: 
TNU, Súmula 67 - O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao 
Regime Geral da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência 
de contribuição previdenciária. 
 
As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias 
Considera-se: 
FÉRIAS INDENIZADAS: Aquelas que, até o momento da dispensa do 
trabalhador, já foram adquiridas, porém não foram gozadas durante a 
vigência do seu contrato de trabalho. Serão convertidas em dinheiro e 
pagas ao segurado na rescisão. 
 
 
 
 
 
 
ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS INDENIZADAS: Trata-se de 
um direito assegurado pela CF/88 aos empregados e trabalhadores 
avulsos, bem como os empregados domésticos, que terão direito a férias 
anuais remuneradas de 30 dias com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário 
normal, após cada período de 12 meses de trabalho. Mesmo no caso de 
férias indenizadas, o trabalhador terá direito ao terço constitucional de 
férias respectivo. 
 
DOBRA DE FÉRIAS: Sempre que as férias forem concedidas após o prazo 
legal, denominado período concessivo, o empregador pagará em dobro 
a respectiva remuneração de férias. 
No caso de férias vencidas no momento da rescisão, independentemente do 
motivo, o empregado tem direito a indenização de férias. No entanto, existem 
casos em que há férias proporcionais a receber, por não ter o trabalhador 
completado o período aquisitivo no momento da rescisão. 
 
No caso das férias proporcionais, vejamos as regras estabelecidas pelo TST: 
Sumula 171 – TST: Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção 
do contrato de trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias 
proporcionais, ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses. 
Súmula 261 – TST: O empregado que se demite antes de complementar 12 (doze) meses 
de serviço tem direito a férias proporcionais. 
Assim sendo, podemos concluir que o empregado só terá direito a férias 
proporcionais (devida nos casos em que não completa o período aquisitivo no 
momento da rescisão) se não for dispensado por justa causa. 
Uma vez que receba indenização de férias, na rescisão de contrato de trabalho 
(sejam vencidas ou proporcionais), terão natureza de indenização e sobre tais 
valores não incide contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
Da mesma forma, o terço constitucional de férias indenizadas (pago na rescisão do 
contrato de trabalho), bem como a dobra de férias ( por ter sido concedida após o 
prazo legal), não sofrerão incidência de contribuição previdenciária. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, seguida 
de uma assertiva a ser julgada. 
 O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes que ele 
pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de contribuição 
previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias vencidas e sobre o 
respectivo adicional constitucional. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso recorramos a 
ele para responder esta questão. 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o 
valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do 
Trabalho-CLT; 
(Destaques Nossos). 
Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
 
 
 
 
 
 
(CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). 
De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade social, 
julgue o item seguinte. 
Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, as 
parcelas referentes ao salário e às férias, ainda que indenizadas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Ora, foi o "ainda que indenizadas" do examinador que tornou essa resposta incorreta. Sabemos que 
férias gozadas e salário integram o salário-de-contribuição. Já quanto às férias indenizadas, é 
diferente. Sobre férias indenizadas, não incide a contribuição para a Seguridade Social. Vejamos o 
Decreto 3048/98 em alguns trechos que selecionamos: 
Art. 214. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
IV - as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o 
valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do 
Trabalho; (...) 
§ 14. A incidência da contribuição sobre a remuneração das férias ocorrerá no mês a que elas se referirem, 
mesmo quando pagas antecipadamente na forma da legislação trabalhista. 
(Destaques nossos) 
Portanto, assertiva incorreta. 
Gabarito: ERRADO 
 
Indenização de 40% do montante depositado no FGTS, por demissão sem justa 
causa 
Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas 
salariais devidas, o empregadoreceberá uma indenização compensatória igual a 
40% sobre o montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção 
monetária e dos juros capitalizados. Na rescisão por culpa recíproca ou por força 
maior, a indenização será de 20%. 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
 
 
 
 
Indenização por despedida sem justa causa nos contratos por prazo determinado 
Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por 
metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. 
Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
Indenização do tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do 
contrato 
Expirado normalmente o contrato, a empresa pagará ao safrista, a título de 
indenização do tempo de serviço, importância correspondente a 1/12 (um doze 
avos) do salário mensal, por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias, 
nos termos do art. 14 da Lei 5.889/73. 
Contrato de safra é aquele que tem sua duração dependente de variações 
estacionais das atividades agrárias, assim entendidas as tarefas normalmente 
executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a 
colheita. 
Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
Incentivo a demissão ou plano de demissão voluntária (PDV) 
O Plano de Demissão Voluntária (PDV) se consubstancia como um mecanismo de 
incentivo financeiro dado pelo empregador a seus empregados, com objetivo de 
incentivar pedidos de rescisão contratual pelos trabalhadores. 
Os PDVs são, portanto, instrumento de enxugamento de pessoal, que decorrem da 
falta de interesse do empregador na manutenção de determinada mão de obra, e 
que visam a desencadear pedidos de demissão mediante pagamento de uma 
indenização baseada no tempo de serviço do trabalhador. Ou seja, em troca do 
 
 
 
 
 
pedido de dispensa voluntária do obreiro, este é compensado monetariamente, 
segundo o período de labor já prestado ao empregador. 
Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
Abono de Férias 
Abono de férias (ou abono pecuniário) é a conversão, em dinheiro, de 1/3 (um 
terço) dos dias de férias a que o empregado tem direito. 
É uma opção do empregado, independente da concordância do empregador, 
desde que requerido no prazo estabelecido na legislação trabalhista. 
Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). 
No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. 
Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre 
importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer 
a ele para responder à questão. 
 
 
 
 
 
 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
e) as importâncias: (...) 
5. recebidas a título de incentivo à demissão; 
6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; 
(Destaques Nossos). 
Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
Ganhos eventuais expressamente desvinculados do salário, por força de lei 
 
GANHOS EVENTUAIS: São verbas pagas por liberalidade do empregador 
e de forma eventual, ou seja, sem habitualidade. Quando pagos 
eventualmente, tais verbas não integram o salário de contribuição, não 
incidindo contribuições sociais sobre elas. 
 
 
Licença-prêmio indenizada 
LICENÇA PRÊMIO: É um direito concedido ao trabalhador para licenciar-
se do serviço, sem prejuízo de sua remuneração, após cumprido um 
determinando período ininterrupto pré-estabelecido. 
Tais regras podem varia de empresa para empresa e nem todas as empresas 
oferecem este benefício a seus empregados. 
Quando o benefício é concedido, alguns trabalhadores optam por não gozar a 
licença prêmio a que tem direito, convertendo este direito em pecúnia, 
“vendendo” sua licença prêmio à empresa. 
Neste caso, a empresa indeniza o trabalhador, pagando-lhe a denominada licença 
prêmio indenizada. 
 
 
 
 
 
Pode ocorrer, também, de ter o empregado adquirido o direito à licença-prêmio, 
mas ter sido demitido antes de gozá-la. Neste caso, o empregado também 
receberá em uma indenização em dinheiro, no valor correspondente aos dias de 
licença-prêmio não gozada. 
Como se trata de indenização, tais valores não integrarão o salário de 
contribuição do empregado, nem tampouco incidirá sobre eles contribuição 
previdenciária. 
 
Indenização por dispensa sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a 
correção salarial 
Também conhecido como demissão obstativa, tal situação está prevista no art. 9 
da Lei nº 7.238/84, nos seguintes termos: 
O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a 
data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário 
mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS. 
Tal indenização visa reparar o dano causado ao trabalhador que foi impedido de 
obter correção salarial por ter sido demitido, sem justa causa, nos 30 dias que 
antecedem este aumento. 
 
No mesmo sentido manifestou-se o TST: 
É devido o pagamento da indenização adicional na hipótese de dispensa injusta do 
empregado, ocorrida no trintídio que antecede a data-base. A legislação posterior não 
revogou os arts. 9º da Lei nº 6.708/1979 e 9º da Lei nº 7.238/1984. 
O valor desta indenização, equivalente a 1 salário mensal, não tem natureza salarial 
e, portanto, não integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
 
 
 
 
 
 
A parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria 
A Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas 
que não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea 
“f” do mencionado texto legal, aparece a parcela recebida a título de vale-
transporte, na forma da legislação própria. 
A lei que disciplina a concessão de vale-transporte é a Lei nº 7.418/85, 
regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87. 
Dentre as principais disposições legais acerca do fornecimento de vale transporte 
pela empresa, podemos destacar: 
• O Vale-Transporte, concedido nas condições e limites definidos na Lei, no 
que se refere à contribuição do empregador: 
o não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para 
quaisquer efeitos; 
o não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de 
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; 
o não se configura como rendimento tributável do trabalhador. 
• É vedado ao empregador substituir o Vale-Transporte por antecipação em 
dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento, ressalvado no caso de falta 
ou insuficiência de estoque de Vale-Transporte, necessário ao atendimento 
da demanda e ao funcionamento do sistema.• O empregador participará dos gastos de deslocamento do trabalhador com 
a ajuda de custo equivalente à parcela que exceder a 6% (seis por cento) de 
seu salário básico. 
Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 
7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – 
RFB tinha entendimento de que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador 
sofria a incidência da contribuição previdenciária, pois não estaria sendo paga na 
forma da legislação própria. 
 
 
 
 
 
 
Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago 
em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua natureza 
não salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e 
passou a decidir no mesmo sentido. 
Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda 
Nacional – PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não 
apresentação de contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já 
interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que 
visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale transporte em 
dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. 
No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 
dispondo sobre o tema, conforme segue: 
"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, 
considerando o caráter indenizatório da verba". 
A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de 
contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. 
Tais verbas tem natureza indenizatória, não possuindo, portanto, natureza salarial. 
Desta forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo 
das contribuições previdenciárias, ainda que pagas em dinheiro. 
Contudo, se os empregadores descumprirem outras disposições constantes da 
legislação própria, como, por exemplo, deixar de efetuar o desconto obrigatório 
de 6% sobre o salário básico do trabalhador, tais verbas integrarão o salário de 
contribuição e serão consideradas base de cálculo para a cobrança de contribuições 
previdenciárias. 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). 
(QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o salário 
de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Via de regra, indenizações não integram o salário de contribuição. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91. Vejamos o 
que diz a lei, especificamente sobre esta questão: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
(Destaques Nossos). 
Ademais, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em 
dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua natureza não 
salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a 
decidir no mesmo sentido. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
 
 
 
 
 
A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de 
mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT 
As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou 
antecipando as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do 
seu domicílio. 
Vejamos o que está disposto sobre ajudas de custo na Lei 8.212/91: 
Lei 8.212/91 
Art. 28 (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança 
de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; 
Assim dispõe o art. 470 da CLT: 
“Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” 
Assim sendo, a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em 
decorrência de mudança do local de trabalho do empregado, não integrará a base 
de cálculo para cobrança de contribuições previdenciárias. 
 
ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, 
a ajuda de custo deverá ser paga em parcela única. Caso seja paga em 2 
ou mais parcelas, haverá a incidência da contribuição previdenciária sobre 
todas elas. 
 
As diárias para viagem 
As diárias visam indenizar o trabalhador com deslocamento, alimentação, 
hospedagem, etc., quando este necessita deslocar-se, temporariamente, para 
realizar determinada atividade a mando do seu empregador. 
 
 
 
 
 
Vejamos o disposto no art. 457, §2º da CLT: 
 “As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, 
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a 
remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem 
base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário”. 
 
Após as recentes alterações decorrentes da Lei 13.467/17, a nova redação da lei 
8.212/91 a respeito de diárias para viagem ficou da seguinte forma: 
Texto original do § 8º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, antes de ser revogado pela Lei 
13.467/17: 
“§ 8º Integram o salário-de-contribuição pelo seu valor total: (REVOGADO) 
a) o total das diárias pagas, quando excedente a cinquenta por cento da remuneração 
mensal ” (REVOGADO) 
Texto original do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, antes de ser alterado pela Lei 
13.467/17: 
“§9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da 
remuneração mensal (ALTERADO) 
 
Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a 
respeito das diárias para viagem, ficou assim: 
Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da 
remuneração mensal; 
h) as diárias para viagens 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos 
concluir que o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a 
cinquenta por cento da remuneração mensal, não mais integrarão o 
salário de contribuição, em qualquer caso. 
Assim sendo, as diárias para viagem, ainda que habituais, não integram a remuneração do 
empregado e nem tampouco o salário de contribuição, 
IMPORTANTE: Não podemos confundir diárias para viagem com 
reembolso de despesas de viagem. As diárias são pagas, em regra, num 
valor fixo por dia de viagem. Com tal valor o empregado deve pagar as 
despesas com deslocamento, alimentação, hospedagem, etc. O 
empregado não precisa, em regra, prestar contas dos seus gastos. Assim 
sendo, se sobrar ou faltar dinheiro, não haverá devolução ou 
complementação de valores. Por outro lado, quando a empresa adota a 
prática de reembolso de despesas de viagem, o empregado apresenta os 
comprovantes das despesas realizadas em seu deslocamento a trabalho 
para que o empregador efetue o devido ressarcimento. Atualmente, em 
qualquer caso, os valores das diárias para viagem ou reembolsos de 
despesas de viagem não integrarão o salário de contribuição, quaisquer 
que sejam seus valores. 
 
A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de 
estagiário, quando paga nos termos da lei 
A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de 
estagiário, quando paga nos termos da Lei no 11.788/2008, não integra o salário 
de contribuição, pois, neste caso, o estagiárionão é considerado segurado 
obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados 
remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de 
estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de 
complementação educacional. 
O estagiário, se quiser, poderá filiar-se na condição de segurado facultativo. 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO: se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o 
estagiário será segurado obrigatório, na qualidade de empregado, os 
valores recebidos irão integrar o salário de contribuição e sobre eles 
incidirá, consequentemente, contribuições previdenciárias. 
A Participação nos Lucros ou Resultados da empresa - PLR, quando paga ou 
creditada de acordo com lei específica. 
A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação 
nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. 
Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: 
“Art. 28... 
(...) 
§ 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou 
creditada de acordo com lei específica”. 
A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou 
resultados da empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são 
mencionadas a seguir: 
• A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a 
empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir 
descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: 
o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um 
representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; 
o convenção ou acordo coletivo. 
• Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras 
e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das 
regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações 
 
 
 
 
 
pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, 
período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser 
considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: 
o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; 
o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. 
• O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos 
trabalhadores. 
• É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores 
a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 
(duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre 
civil. 
Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados 
da empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário 
de contribuição. 
 
Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada 
base de cálculo de contribuições previdenciárias. Neste sentido, vejamos o julgado 
abaixo do STF: 
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ART. 7º, XI, 
DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. MP 794/94. Com a superveniência da MP n. 794/94, 
sucessivamente reeditada, foram implementadas as condições indispensáveis ao exercício 
do direito à participação dos trabalhadores no lucro das empresas [é o que extrai dos votos 
proferidos no julgamento do MI n. 102, Redator para o acórdão o Ministro Carlos Velloso, 
DJ de 25.10.02]. Embora o artigo 7º, XI, da CB/88, assegure o direito dos empregados 
àquela participação e desvincule essa parcela da remuneração, o seu exercício não 
prescinde de lei disciplinadora que defina o modo e os limites de sua participação, bem 
como o caráter jurídico desse benefício, seja para fins tributários, seja para fins de incidência 
de contribuição previdenciária. Precedentes. Agravo regimental a que se nega 
provimento.(STF, RE 505597 AgRAgR / RS - RIO GRANDE DO SUL AG.REG.NO AG.REG.NO 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, Relator(a): Min. EROS GRAU, Julgamento: 01/12/2009, 
 
 
 
 
 
Órgão Julgador: Segunda Turma, Publicação, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-
2009. 
 
O abono do Programa de Integração Social - PIS e do Programa de Assistência ao 
Servidor Público - PASEP 
A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: 
“Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de 
Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até 
dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário 
mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles 
que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição. 
“ 
Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de 
contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, 
estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas 
não integrantes do salário de contribuição. 
 
Transporte, alimentação e habitação 
Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela 
empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de 
sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija 
deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo 
Ministério do Trabalho, não integram o salário de contribuição, pois não são 
fornecidas ao trabalhador como retribuição por seu trabalho. 
Nesta hipótese, as mencionadas utilidades não são concedidas pelo trabalho, mas 
sim para o trabalho. Tais elementos são necessários à prestação dos serviços, sem 
as quais o trabalhador teria prejuízo no desempenho de suas funções. Tais 
 
 
 
 
 
utilidades não têm natureza salarial e estão fora, portanto, do campo de incidência 
das contribuições previdenciárias. 
EXEMPLO: O exemplo clássico refere-se ao trabalhador contratado para trabalhar 
em plataformas petrolíferas em alto mar. Ora, se não houvesse o fornecimento do 
transporte pela empresa, o trabalhador teria sérias dificuldades e alto custo para 
chegar a seu local de trabalho. Do mesmo modo, não seria razoável exigir que o 
segurado providenciasse sua alimentação e habitação, enquanto estiver 
desenvolvendo as suas atividades. 
 
A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio 
por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos 
empregados da empresa 
A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio 
por incapacidade temporária não integra o salário de contribuição, desde que este 
direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. 
“Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos 
empregados da empresa” 
A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação 
do auxílio por incapacidade temporária não integre a base de cálculo das 
contribuições previdenciárias, é a obrigatoriedade de que este direito seja 
extensivo a todos os empregados da empresa. 
O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao 
segurado que se encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua 
atividade habitual por período superior a quinze dias consecutivos, seja por motivo 
de doença ou acidente. A renda mensal deste benefício é de 91% do salário de 
benefício do segurado. 
 
 
 
 
 
Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração 
mensal do trabalhador. Para evitar que o trabalhadortenha uma redução em sua 
renda, algumas empresas complementam tal valor, pagando a diferença entre o 
valor do auxílio por incapacidade temporária pago pelo INSS e o valor da 
remuneração do empregado, buscando manter o poder aquisitivo de seus 
empregados durante o gozo do benefício. 
No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de 
contribuição se for extensiva à totalidade de empregados da empresa. 
 
Previdência Complementar 
O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, 
relativo a programa de Previdência Complementar, aberta ou fechada, desde que 
disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de 
contribuição. 
Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, 
consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é 
necessário e obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os 
empregados e dirigentes. 
Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores 
repassados pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. 
ATENÇÃO: É necessário que gravemos as seguintes palavras-chave para a prova, 
para que a previdência complementar não integre o salário de contribuição: 
• Todos os empregados; e 
• Todos os dirigentes. 
 
Assistência médica, odontológica e reembolso de despesas médico-hospitalares 
Não integra o salário de contribuição, para qualquer efeito, mesmo quando 
concedido em diferentes modalidades de planos e coberturas e mesmo que não 
abranja a totalidade de empregados e dirigente da empresa, o valor relativo à: 
 
 
 
 
 
• assistência prestada por serviço médico, próprio da empresa ou por ela 
conveniado; 
• assistência prestada por serviço odontológico, próprio da empresa ou por 
ela conveniado, 
• reembolso de despesas com: 
o medicamentos; 
o óculos; 
o aparelhos ortopédicos; 
o próteses; 
o órteses; 
o despesas médico-hospitalares e 
o outras similares, 
 
Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a 
respeito de assistência médica, odontológica e reembolso de despesas médico-
hospitalares ficou assim: 
“Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da 
empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, 
óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras 
similares” 
Atualmente a exigência de que a cobertura abranja a totalidade de empregados e 
dirigentes da empresa não existe mais. Assim sendo, tais valores não integrarão, 
em qualquer caso, o salário de contribuição e não sofrerão incidência de 
contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos 
concluir que os valores relativos à assistência prestada por serviço médico 
ou odontológico, próprio ou não, inclusive o reembolso de despesas com 
medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, 
despesas médico-hospitalares e outras similares não mais integrarão o 
salário de contribuição, em qualquer caso. 
 
O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos 
ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos 
serviços 
Não integram o salário de contribuição, quando fornecidos ao empregado e 
utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços, o valor 
correspondente a: 
• vestuários; 
• equipamentos; e 
• outros acessórios. 
Tais itens, quando utilizados no local do trabalho, para a prestação dos respectivos 
serviços, não são fornecidas como retribuição pelo trabalho. Nesta hipótese, as 
mencionadas utilidades são concedidas para o trabalho. 
Tais elementos são necessários à prestação dos serviços, sem as quais o trabalhador 
teria prejuízo no desempenho de suas funções. Tais utilidades não têm natureza 
salarial e estão fora, portanto, do campo de incidência das contribuições 
previdenciárias. 
 
Ressarcimento de despesas 
Não integram o salário de contribuição, quando devidamente comprovadas: 
• ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado; e 
 
 
 
 
 
• reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, 
observado o limite máximo de seis anos de idade da criança. 
• reembolso babá, limitado ao menor salário de contribuição mensal e 
condicionado à comprovação: 
o do registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da 
empregada; 
o do pagamento da remuneração; e 
o do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em 
conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo 
de seis anos de idade da criança. 
Os ressarcimentos e reembolso não fazer parte da remuneração do segurado. Não 
são pagos para retribuir o trabalho. Desta forma, não têm natureza salarial e estão 
fora, portanto, do campo de incidência das contribuições previdenciárias. 
No entanto, é necessário que as despesas sejam devidamente comprovadas, sob 
pena de o fisco considerá-las base de cálculo de contribuição previdenciária. 
 
Plano educacional 
Não integra o salário de contribuição o valor relativo a plano educacional ou bolsa 
de estudo que vise à: 
• Educação básica de empregados e seus dependentes, formada pela 
educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; 
• Educação profissional e tecnológica de empregados, desde que vinculada às 
atividades desenvolvidas pela empresa. 
Em quaisquer dos casos mencionados, para que não haja incidência de contribuição 
previdenciária, é necessário que: 
• Tais valores não sejam utilizados em substituição da parcela salarial; 
• O valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado 
individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do 
 
 
 
 
 
segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia o 
valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que for maior. 
 
 
Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais 
Direitos autorais são as denominações utilizadas para definir a posse, exercida pelo 
autor ou por seus dependentes, sobre obras intelectuais. Tais obras podem ser 
artísticas, literárias ou científicas. 
O autor poderá ceder seus direitos autorais, para que terceiros comercializem sua 
obra. Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais não 
integram o salário de contribuição, pois não são recebidas como contraprestação 
por serviços prestados, mas sim pela cessão de direitos para que determinada 
empresa explore sua obra intelectual. 
 
Valor da multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das 
parcelas constantes do instrumento de rescisão de contrato de trabalho 
Assim está previsto no § 6º do art. 477 da CLT: 
“A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção 
contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do 
instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até dez dias contados 
a partir do término do contrato”. 
 
 
 
 
 
A inobservância do prazo acima mencionados sujeitará o infrator ao pagamento da 
multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente 
corrigido, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. 
A multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das parcelas 
constantes do instrumento de rescisão de contrato de trabalho é considerada uma 
penalidade pecuniária, sem natureza salarial. Desta forma, sobre tais valores não 
incidirá contribuição previdenciária. 
 
O valor correspondente ao vale-cultura 
Em 27 de dezembro de 2012 foi publicada a Lei nº 12.761/2012, que criou, dentre 
outras coisas, o vale-cultura, com destaque para os seguintes pontos: 
• O vale-culturaterá caráter pessoal e intransferível, válido em todo o território 
nacional, para acesso e fruição de produtos e serviços culturais, no âmbito 
do Programa de Cultura do Trabalhador. 
• O vale-cultura deverá ser fornecido ao trabalhador que perceba até 5 (cinco) 
salários mínimos mensais. 
• Os trabalhadores com renda superior a 5 (cinco) salários mínimos poderão 
receber o vale-cultura, desde que garantido o atendimento à totalidade dos 
empregados com a remuneração de até 5 (cinco) salários mínimos mensais. 
• O valor mensal do vale-cultura, por usuário, atualmente estabelecido, será de 
R$ 50,00 (cinquenta reais). 
• É vedada, em qualquer hipótese, a reversão do valor do vale-cultura em 
pecúnia. 
Os valores correspondentes ao vale-cultura não integram o salário de contribuição, 
por expressa determinação legal. Logo, sobre eles, não incidirá contribuição 
previdenciária. 
 
 
 
 
 
 
 
Prêmios e Abonos 
Nos termos no art. 457, §2, da CLT, “as importâncias, ainda que habituais, pagas a 
título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, 
diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do 
empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de 
incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário” 
PRÊMIOS: liberalidades concedidas pelo empregador, até duas vezes ao 
ano, em forma de bens, serviços ou valor em dinheiro, a empregado, 
grupo de empregados ou terceiros vinculados à sua atividade econômica 
em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado no 
exercício de suas atividades. 
 
ABONOS: é um bônus, uma “plus” ou complemento salarial, geralmente 
temporário, concedido ao empregado. 
 
Após a vigência da Lei 13.467/17, a redação nova redação da Lei 8.212/91, a 
respeito de prêmios e abonos, ficou assim: 
“Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
z) os prêmios e os abonos” 
 
 
 
 
 
Assim sendo, nos termos da Lei 8.212/91, art. 28, §9º, “z”, combinado com o art. 
457, §2, da CLT, não incide contribuição previdenciária sobre os prêmios e abonos. 
CONCLUSÃO: a partir da vigência da Lei nº 13.467/2017, podemos 
concluir que os prêmios e os abonos não mais integrarão o salário de 
contribuição, em qualquer caso. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). 
De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: 
a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento 
do salário mensal, integra o salário de contribuição. 
b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de 
contribuição. 
c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal 
do empregado integra o salário de contribuição. 
d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento 
interno da empresa. 
e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela 
empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa os seus conhecimentos a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, que trata 
do assunto parcelas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição. 
Vamos às Assertivas: 
a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta por cento 
do salário mensal, integra o salário de contribuição. 
Incorreta. Essa era a regra antes da Lei 13.467/17. A redação do dispositivo correspondente foi 
alterada, conforme podemos verificar: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
h) as diárias para viagens; (...) 
 
 
 
 
 
 
b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário de 
contribuição. 
Correta. Basta conferir no Art. 28 da Lei 8.212/91 (mesma alínea que analisamos acima): 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
h) as diárias para viagens; 
Dica: não que isso seja uma regra absoluta, mas preste atenção quando há alternativas com 
conceitos totalmente (ou mesmo parcialmente) opostos nas assertivas de uma mesma questão. 
Pois, quando isto acontece, é comum a resposta correta estar em uma das alternativas com ideias 
opostas. 
 
c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário mensal 
do empregado integra o salário de contribuição. 
Incorreta, pois, como vimos, com a Lei 13.467/17, as diárias para viagem deixaram de integrar o 
salário de contribuição, sem limite de valor. 
 
d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de regulamento 
interno da empresa. 
Incorreta. Antes da Lei 13.467/17, havia uma pequena restrição normativa em relação aos prêmios 
e abonos, que não poderiam ser habituais ou contratuais. No entanto, atualmente prêmios e abonos 
não integram mais o salário de contribuição, em qualquer caso. Vamos conferir agora como ficou a 
Lei, após as mudanças feitas no §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
z) os prêmios e os abonos. 
 
e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado pela 
empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os empregados. 
Incorreta. Antes das alterações trazidas pela Lei 13.467/17, tais valores não integrariam o Salário de 
Contribuição desde que disponível à totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. Após as 
modificações, foi eliminado esse condicionante, conforme podemos ver em §9º do art. 28 da Lei 
8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa 
ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos 
ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; (...) 
 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
Seguro de Vida em Grupo 
Não integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias o valor das 
contribuições efetivamente pagas pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro 
de vida em grupo, desde que: 
• Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
• Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. 
 
Valor Dispendido com Ministro de Confissão Religiosa e Membro de Instituto de 
Vida Consagrada, de Congregação ou Ordem Religiosa 
Os valores recebidos pelos ministros de confissão religiosa e membros de instituto 
de vida consagrada, de congregação ou ordem religiosa, não serão considerados 
remuneração e não integrarão o salário de contribuição, afastando-se a incidência 
de contribuição previdenciária, nos seguintes casos: 
• Sejam pagos em face do seu mister religioso ou para sua sobrevivência; e 
• Fornecidos em condições que independam da natureza e quantidade do 
trabalho executado. 
 
Indenizações Previstas nos arts. 496 e 997 da CLT. 
Art. 496 - Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau 
de incompatibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador 
pessoa física, o tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização 
devida nos termos do artigo seguinte. 
Art. 497 - Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao 
empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo 
indeterminado, paga em dobro 
Em resumo, nos casos em que for possível a conversão da estabilidade do 
trabalhador em indenização, esta não integraráa base de cálculo das contribuições 
previdenciárias. 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). 
Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social no 
Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: 
a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela 
recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados 
da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira 
de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para 
comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. 
c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o 
cálculo do salário de benefício. 
d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o 
salário de contribuição do empregado urbano. 
e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais 
empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites 
mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 e atenção, pois o examinador pede a 
alternativa incorreta. 
Vamos às assertivas: 
a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela 
recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e resultados 
da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
Incorreta, conforme veremos abaixo: 
Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; 
h) as diárias para viagens 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; 
 
 
 
 
 
Notem que a alínea “h” foi alterada, exatamente onde podemos encontrar o primeiro erro da 
assertiva. 
Além disso, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria (item “f” acima) e 
a participação nos lucros e resultados da empresa (item “j” acima) não integram o salário de 
contribuição. Assim sendo, temos 3 erros na mesma assertiva. 
Portanto, está será o gabarito da questão. 
 
b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em Carteira 
de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para 
comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da remuneração. 
Correta, conforme podemos verificar na: 
Lei 8212/91 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
 II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, 
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e 
do valor da remuneração; 
 
c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto para o 
cálculo do salário de benefício. 
Correta, conforme podemos verificar no mesmo artigo da: 
Lei 8212/91 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
§ 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo 
de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
(Destaques Nossos) 
 
d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da CLT não integram o 
salário de contribuição do empregado urbano. 
Assertiva também correta, conforme podemos verificar na mesma lei: 
Lei 8212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o 
valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do 
Trabalho-CLT; 
 
 
 
 
 
 
e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou mais 
empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites 
mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. 
Correta, conforme também podemos verificar na: 
Lei 8212/91 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
II - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de 
sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o 
 
Portanto, gabarito: A. 
 
(FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015). 
A respeito do salário de contribuição, conforme estabelecido pela Lei nº 8.212/1991, é correto 
afirmar: 
a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites 
legais. 
b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o 
montante não exceder a 50% da remuneração mensal. 
c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. 
d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para 
o cálculo de benefício. 
e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e 
respectivo adicional constitucional. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige o seu conhecimento a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91 
Vamos às Assertivas: 
 
a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites 
legais. 
Correto, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); 
 
 
 
 
 
Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e 
sobre ele incidia contribuição previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou 
a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição 
previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da 
Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para 
se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, 
tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do 
empregador sobre o salário maternidade" 
 
b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando o 
montante não exceder a 50% da remuneração mensal. 
Assertiva incorreta, senão, vejamos o que diz a lei (atualizada): 
Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; 
h) as diárias para viagens 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quandopaga ou creditada de acordo com lei específica; 
Notem que a alínea “h” foi alterada. 
 
c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. 
Incorreta. Incentivo à demissão é claramente excluído da contribuição: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
e) as importâncias: (...) 
5. recebidas a título de incentivo à demissão; 
 
d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para 
o cálculo de benefício. 
Realmente existe incidência sobre o 13º salário da contribuição, só que conforme podemos verificar 
na lei ele não entra no cálculo do benefício: 
Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto 
para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
 
e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e 
respectivo adicional constitucional. 
 
 
 
 
 
Lembre-se pagamento de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional não integram o 
salário de contribuição. Assertiva incorreta, conforme podemos verificar abaixo: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o 
valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do 
Trabalho; 
Gabarito: Letra A. 
 
 (FCC - Analista Judiciário - TRT 15ª Região – Judiciária – 2013). 
Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir contribuições previdenciárias: 
a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a 
empregados, nos termos e limites legais. 
b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego. 
c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. 
d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local 
de trabalho do empregado. 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão sobre os itens que integram (ou não integram) o salário de contribuição exige seus 
conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. 
Analisemos as assertivas: 
 
a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social a 
empregados, nos termos e limites legais. 
Incorreto. O auxílio por incapacidade temporária, bem como o auxílio acidente, não integram o 
salário de contribuição, nos termos do art. 28. da Lei 8.212/91: 
 Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); 
 
b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
 
 
 
 
Incorreto, conforme podemos verificar no mesmo Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do 
Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (...) 
 
c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (...) 
 
d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local 
de trabalho do empregado. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de 
outubro de 1973; 
 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos empregados. 
Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (...). 
Portanto, a situação hipotética da questão integraria o salário de contribuição. 
 
Gabarito: Letra E. 
 
 (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2013). 
Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir as contribuições previdenciárias: 
a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. 
b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica. 
c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto 
ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. 
 
 
 
 
 
d) O valor correspondente ao vale-cultura. 
e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado 
e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. 
Vamos às assertivas: 
a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o 
valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do 
Trabalho-CLT; 
b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; 
c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto 
ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. 
Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência 
complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, 
observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; 
(Destaques Nossos) 
d) O valor correspondente ao vale-cultura. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. 
(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
y) o valor correspondente ao vale-cultura. 
e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado 
e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
 
 
 
 
 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integramo salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e 
utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; 
 
Gabarito: Letra C 
 
Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por 
motivo de doença ou acidente de trabalho 
Conforme disposto no art. 60, §3º, da Lei 8.213/91, está previsto claramente que o 
pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do empregado por 
motivo de doença ou acidente de trabalho se trata de parcela remuneratória. 
§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por 
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário 
integral. 
Assim sendo, nos termos da lei, era claro o entendimento da Receita Federal de 
que tais parcelas deveriam integrar o salário de contribuição e sobre eles incidir 
contribuições previdenciárias 
Contudo, o STJ, no julgamento do REsp nº 1.230.957/RS, entendeu pela exclusão 
da remuneração (paga pelo empregador ao empregado nos primeiros 15 dias de 
afastamento do trabalhador que antecedem o auxílio por incapacidade temporária) 
da base de cálculo da contribuição previdenciária patronal disciplinada no art. 22, 
I, da Lei nº 8.212, de 1991. 
Esse mesmo entendimento foi replicado para a contribuição do empregado, as 
contribuições de terceiros e do SAT/RAT. 
Observação 1: A dispensa da contribuição do empregado do art. 28, I, da Lei nº 
8.212, de 2002, foi autorizada na Nota PGFN/CRJ Nº 115/2017. 
Observação 2: A dispensa da contribuição do empregador de que trata o art. 22, I 
e §1º, da Lei nº 8.212, de 2002, foi autorizada na Mensagem Eletrônica 
PGFN/CRJ/COJUD n.º 08, de 18/09/2020, mas a inclusão em lista foi positivada no 
Parecer SEI Nº 1446/2021/ME. 
 
 
 
 
 
Observação 3: A dispensa da contribuição do empregador do art. 22, II, da Lei nº 
8.212, de 2002, (SAT/RAT) do seu adicional regido no art. 57, §6º, da Lei nº 8.213, 
de 1991, bem como das contribuições destinadas aos terceiros incidentes sobre a 
folha de salários foi autorizada no Parecer SEI Nº 16120/2020/ME. 
Dessa forma, com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda 
Nacional editou o PARECER SEI Nº 16120/2020/ME e o PARECER SEI Nº 
1446/2021/ME, incluindo o tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. 
 
Como vimos, o STJ, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, de 26/02/2014, decidiu 
pela não incidência da contribuição previdenciárias sobre a importância paga nos 
primeiros 15 dias que antecedem o auxílio por incapacidade temporária, conforme 
segue: 
No que se refere ao segurado empregado, durante os 
primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da 
atividade por motivo de doença, incumbe ao empregador 
efetuar o pagamento do seu salário integral (art. 60, § 3º, da 
Lei 8.213/91 — com redação dada pela Lei 9.876/99). Não 
obstante nesse período haja o pagamento efetuado pelo 
empregador, a importância paga não é destinada a retribuir o 
trabalho, sobretudo porque no intervalo dos quinze dias 
consecutivos ocorre a interrupção do contrato de trabalho, ou 
seja, nenhum serviço é prestado pelo empregado. Nesse 
contexto, a orientação das Turmas que integram a Primeira 
Seção/STJ firmou-se no sentido de que sobre a importância 
paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros 
quinze dias de afastamento por motivo de doença não incide a 
contribuição previdenciária, por não se enquadrar na hipótese 
de incidência da exação, que exige verba de natureza 
remuneratória. 
 
 
 
 
 
 
Aviso Prévio Indenizado 
Quando o aviso-prévio é trabalhado, não há dúvidas de que o valor recebido tem 
natureza salarial, integrando o salário de contribuição e sofrendo incidência de 
contribuição previdenciária, como já estudado nesta aula. 
No entanto, quando o aviso-prévio é indenizado, tínhamos uma divergência entre 
lei e jurisprudência. 
Nos termos da lei, era claro o entendimento da Receita Federal de que o aviso 
prévio indenizado deveria integrar o salário de contribuição e sobre ele incidir 
contribuições previdenciárias, a exemplo do que ocorre com o aviso prévio 
trabalhado. 
Contudo, firmou-se jurisprudência consolidada do STJ no sentido de que a 
contribuição previdenciária não incide sobre o aviso prévio indenizado, tendo, a 
PGFN, por meio da Nota PGFN/CRJ Nº 485/2016 incluído o aviso prévio 
indenizado em lista de dispensa de atuação judicial, tanto para a contribuição a 
cargo do empregador, como para a contribuição a cargo do empregado, incluindo 
o tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. 
 
Outrossim, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014, o STJ já havia 
decidido pela não incidência de contribuição previdenciária sobre o aviso-prévio 
indenizado, conforme segue: 
DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO 
INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 
8/2008-STJ). 
Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o 
valor pago a título de aviso prévio indenizado. A despeito da atual 
moldura legislativa (Lei 9.528/1997 e Decreto 6.727/2009), as 
importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam 
a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador, não 
ensejam a incidência de contribuição previdenciária. A CLT 
estabelece que, em se tratando de contrato de trabalho por prazo 
indeterminado, a parte que, sem justo motivo, quiser a sua rescisão, 
 
 
 
 
 
deverá comunicar a outra da sua intenção com a devida 
antecedência. Não concedido o aviso prévio pelo empregador, nasce 
para o empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo 
do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo 
de serviço (art. 487, § 1º, da CLT). Desse modo, o pagamento 
decorrente da falta de aviso prévio, isto é, o aviso prévio indenizado, 
visa reparar o dano causado ao trabalhador que não fora alertado 
sobre a futura rescisão contratual com a antecedência mínima 
estipulada na CF (atualmente regulamentada pela Lei 12.506/2011). 
Dessarte, não há como se conferir à referida verba o caráter 
remuneratório, por não retribuir o trabalho, mas sim reparar um 
dano. Ressalte-se que, se o aviso prévio é indenizado, no período 
que lhe for correspondente o empregado não presta trabalho algum, 
nem fica à disposição do empregador. Assim, por ser não coincidir 
com a hipótese de incidência, é irrelevante a circunstância de não 
haver previsão legal de isenção em relação a tal verba. 
 
Hora Repouso Alimentação 
Houve, novamente, mudança de entendimento acerca da 
natureza indenizatória ou remuneratória da verba 
relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, 
paga como retribuição pela hora em que o empregado fica à disposição do 
empregador. 
Na sessão do dia 21 de fevereiro de 2017, a 1ª Turma do Superior Tribunal de 
Justiça (STJ) havia concluído o julgamento do Recurso Especial nº 1.328.326, que 
trata da incidência de contribuição previdenciária sobre pagamento de hora 
repouso alimentação (HRA) à trabalhadores que possuem turno contínuo, sem 
horário de almoço. O julgamento foi iniciado em 2016, com o voto do Ministro 
Relator Gurgel de Faria, que citou a Súmula 437 do Tribunal Superior do Trabalho 
(TST) para confirmar a natureza salarial da hora de repouso alimentação, sendo 
acompanhado pelo Ministro Sérgio Kukina. Prevaleceu, entretanto, o voto em 
sentido contrário dos Ministros Regina Helena Costa, Napoleão Nunes Maia Filho 
e Benedito Gonçalves, reconhecendo que a remuneração ao repouso possuía 
natureza indenizatória, motivo pelo qual não deveria integrar a base de cálculo das 
contribuições previdenciárias. Na ocasião, para a maioria dos Ministros da Turma, 
 
 
 
 
 
 
o pagamento da verba não remunera qualquer serviço prestado, mas decorre dasupressão do intervalo de repouso e alimentação a que o trabalhador teria direito, 
o que revela seu caráter indenizatório. 
Contudo, houve uma mudança de entendimento no Superior Tribunal de Justiça, 
conforme podemos observar no Recurso Especial n° 1.727.114 – BA 
(2018/0046038-0). Na sessão do dia 14 de janeiro de 2019, decidiu-se que incide 
contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora repouso 
alimentação – HRA, paga como retribuição pela hora em que o empregado fica à 
disposição do empregador, tendo em vista sua natureza eminentemente salarial. 
 
POSIÇÃO ATUAL DO STJ: 
Outrossim, tivemos, mais uma vez, alteração nos mencionados entendimentos, 
conforme passamos a expor: 
Em decisão monocrática publicada em 04/11/2021 (REsp 1.963.274/SP), o Ministro 
Herman Benjamin, da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça - STJ, determinou 
que, em situações ocorridas após a entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista), não incide a contribuição previdenciária patronal sobre a Hora 
Repouso Alimentação (HRA). 
Em julgado publicado em maio de 2020, a 1ª Seção do STJ já havia se manifestado 
sobre a questão, abordando apenas o período anterior à entrada em vigor da Lei 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista), onde reconheceu a incidência de contribuição 
sobre a HRA para casos ocorridos tão somente antes da Reforma Trabalhista (EREsp 
1.619.117). Naquela oportunidade, o Ministro Herman Benjamin, relator, destacou 
a “nítida natureza remuneratória” da HRA, sobre a qual deveria incidir contribuição 
previdenciária. Por outro lado, pontuou que, a partir da Lei 13.467/2017, o 
pagamento de intervalo intrajornada suprimido passou a ter natureza indenizatória, 
sobre a qual não incide a contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
 
 
O QUE RESPONDER NA PROVA: 
Para efeito de prova e segundo a jurisprudência mais recente, temos o seguinte 
posicionamento: 
• Período anterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista): incide contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à 
supressão da hora repouso alimentação – HRA, tendo em vista sua natureza 
eminentemente salarial (natureza remuneratória). 
• Período posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista): não incide contribuição previdenciária sobre a verba 
relacionada à supressão da hora repouso alimentação – HRA, tendo em vista 
sua natureza indenizatória. 
• Se a questão não mencionar se o período é anterior ou posterior à entrada 
em vigor da Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): adotar a posição atual 
(posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/2017), na qual não incide 
contribuição previdenciária sobre a verba relacionada à supressão da hora 
repouso alimentação – HRA, tendo em vista sua natureza indenizatória. 
 
PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO 
As parcelas definidas como não integrantes do salário de contribuição, quando 
pagas ou creditadas em desacordo com a legislação pertinente, passam a integrá-
lo, para todos fins e efeitos. 
Ou seja, mesmo as parcelas não integrantes do salário de contribuição, passarão a 
integrá-lo, com incidência de contribuição previdenciária, caso sejam pagas ou 
creditadas em desacordo com a legislação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROPORCIONALIDADE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 
Vejamos o disposto no Regulamento da Previdência Social – RPS, art. 214, §1º: 
Art. 214. (...) 
§1º - Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado ocorrer no 
curso do mês, o salário de contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho 
efetivo. 
Assim sendo, é possível que um trabalhador que seja contratado no dia 16 de abril 
mês para ganhar R$ 2.000,00/mês receba, no mês de sua contratação, apenas R$ 
1000,00, proporcionalmente aos 15 dias trabalhados. 
Apesar de tal valor ser inferior a um salário mínimo mensal, a legislação 
previdenciária determina que para o empregado, empregado doméstico e 
trabalhador avulso o limite mínimo do salário de contribuição é o piso da categoria 
ou o salário mínimo, considerando seu valor mensal, diário ou horário, conforme o 
caso. 
Neste exemplo, foi respeitado o salário mínimo diário em cada um dos dias 
trabalhados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(TRT - 15ª Região – Juiz) - Não integram o salário de contribuição: a parcela recebida a título de 
vale-transporte, na forma da legislação própria; a ajuda de custo, em parcela única, recebida 
exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 
470 da CLT; as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: 
a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria (CORRETA): a Lei nº 
8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário 
de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “f” do mencionado texto legal, aparece a 
parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. 
 
a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local 
de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT (CORRETA): a Lei nº 8.212/91 apresenta, 
em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que não integram o salário de contribuição. 
Dentre elas, de acordo com a alínea “g” do mencionado texto legal, aparece a presente verba. A 
ajuda de custo tem a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas 
do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. 
 
as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor (CORRETA): a partir da vigência da Lei nº 
13.467/2017, o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a cinquenta por cento da 
remuneração mensal, não mais integrarão o salário de contribuição, em qualquer caso. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 (TRT - 15ª Região – Juiz) - Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título 
de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; 
a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando 
paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa de Integração Social-PIS e do 
Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: 
a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga 
nos termos da Lei n. 6.494/77 (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 
8.212/9, a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, 
quando paga nos termos da Lei, não integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário 
não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são 
considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, 
não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. 
 
a remuneração trezena ou 13° salário (INCORRETA): O 13º salário integra o salário de contribuição. 
A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 
688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º 
salário”. 
 
a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, não integram 
o salário de contribuição a participação dos empregadosCOMENTÁRIOS: 
Para resolver essa questão, apesar das assertivas serem muito grandes, basta uma leitura atenta às 
alternativas e ter observado o comando da questão. Do ponto de vista de conhecimento de leis, 
bastaria lembrar de um único inciso (o primeiro, que por sinal é muito importante para o nosso 
estudo), do Art. 28, Lei 8.212/91. Vejamos o que ele nos diz: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
 
 
 
 
 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da 
lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva “E” é a correta. Apesar de serem assertivas grandes, 
a questão é simples, pois a assertiva trata da literalidade da lei. Como dissemos, com uma leitura 
atenta, o candidato preparado resolve. Portanto, não se assuste com questões longas na hora da 
prova. Ser longa, não necessariamente significa que a questão é difícil. 
Gabarito: E. 
 
Limites do Salário De Contribuição - Segurado Empregado e Trabalhador Avulso 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado 
empregado e trabalhador avulso encontram-se abaixo discriminado: 
Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME 
Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. 
 
Limite Mínimo: É o piso salarial legal ou normativo da categoria ou, 
inexistindo este, o salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou 
horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o 
mês. 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No próximo item, é apresentada uma situação hipotética 
acerca de salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe 
remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, 
a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os 
empregos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos recorrer 
a ele para responder a esta questão. 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da 
lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 
(Destaques Nossos). 
Lembrando que salário de contribuição é diferente do salário do segurado, este é um dos 
componentes daquele. 
Lembremos ainda que, no caso de a soma dos dois salários ultrapassar o teto do salário de 
contribuição, a parte que exceder será desconsiderada para efeito de cálculo do SC. 
Como podemos analisar a assertiva está correta. 
Gabarito: CERTO. 
 
 (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao salário de 
contribuição, julgue o item a seguir: 
O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja 
remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Esta questão foi bem elaborada. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso 
vamos ver o que diz a lei: 
Lei 8212/91. 
 Art. 28. §3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da 
categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme 
o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
 (Destaques Nossos). 
Sendo assim podemos concluir que, para o segurado empregado, o salário mínimo apenas é 
considerado quando inexiste piso salarial da categoria. Portanto a assertiva é falsa. 
Gabarito: ERRADA. 
CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO 
EMPREGADO DOMÉSTICO 
Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de 
contribuição, para o empregado doméstico: 
Art. 28. (...) 
II - a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as 
normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício 
e do valor da remuneração. 
 
 
Limites do Salário De Contribuição - Segurado Empregado Doméstico 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado 
empregado doméstico encontram-se abaixo discriminado: 
 
 
 
 
 
Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME 
Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. 
 
Limite Mínimo: É o piso salarial legal ou normativo da categoria ou, 
inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário 
ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o 
mês. 
 
 3.5. Conceito de Salário de Contribuição - Segurado Contribuinte Individual 
Nos termos do art. 28, inciso III, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de 
contribuição, para o contribuinte individual: 
Art. 28. (...) 
III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade 
por conta própria, durante o mês. 
 
Limites do Salário de Contribuição - Segurado Contribuinte Individual 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado 
contribuinte individual encontram-se abaixo discriminado: 
 
 
 
 
 
Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME 
Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. 
 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. 
*ATENÇÃO: O limite mínimo do salário de contribuição para o contribuinte 
individual é apenas o salário mínimo no seu valor mensal, independentemente de 
quantos dias tenha trabalhado no mês. 
 
 
CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADO 
FACULTATIVO 
Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de 
contribuição, para o segurado facultativo: 
Art. 28 (...) IV - “o valor por ele declarado”. 
 
 
Limites do Salário De Contribuição - Segurado Facultativo 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo 
encontram-se abaixo discriminado: 
 
 
 
 
 
Limite Máximo: Nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME 
Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. 
 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. 
ATENÇÃO: O limite mínimo do salário de contribuição para o segurado facultativo, 
assim como ocorre com o contribuinte individual, é apenas o salário mínimo no seu 
valor mensal. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016) 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca denos lucros ou resultados da empresa, 
quando paga ou creditada de acordo com lei específica. 
 
o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-
PASEP (CORRETA): Tais valores não sofrem incidência de contribuição previdenciária, pois, além de 
não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 
8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 (TRT - 15ª Região – Juiz) - Integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a 
transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para 
trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força 
da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo 
Ministério do Trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao 
empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de 
obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de 
proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho não integram o salário de contribuição, nos 
termos da alínea “m” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91. Assim sendo, está incorreta a presente 
assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 (PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) - Com relação às normas constitucionais 
que regem a previdência social, os ganhos habituais do empregado, inclusive o valor pago, em 
dinheiro, a título de vale-transporte, incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição 
previdenciária e consequente repercussão em benefícios. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Em regra, os ganhos habituais do empregado integram o salário de contribuição. Contudo, em 
relação ao vale-transporte, o STF, tem se posicionado no sentido de que, mesmo sendo pago em 
dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste entendimento do STF, o 
STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. 
Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN 
emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, a não 
interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento 
relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale 
transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, 
conforme segue (A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de 
contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro: 
"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, 
considerando o caráter indenizatório da verba". 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 (DETRAN-ES - Advogado) - Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de 
previdência social, o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao 
segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o 
segurado facultativo, o valor por ele declarado. 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo encontram-se 
abaixo discriminado: 
Limite Máximo: Nos termos da Portaria MF nº 15, de 16/01/2018, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2018 é de R$ 5.645,80. 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 954,00) 
Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição é um instituto de direito 
previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 (PGE-CE - Procurador de Estado) - Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. 
Nessa situação, o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos 
habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 
 
Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o 
empregado doméstico: 
“a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a 
serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da 
remuneração”. 
Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição de Telma é o valor total recebido, 
incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e moradia, sendo 
considerado, tão somente, o valor registrado em sua carteira de trabalho. 
GABARITO: ERRADO 
 (PGE-CE - Procurador de Estado) - Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, 
oferece programa de previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e 
dirigentes. Nessa situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da 
pessoa física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de 
contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa 
de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus 
empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. 
Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, 
consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e 
obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. 
Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela 
empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. 
Irrelevante o fato desses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física beneficiária, 
para ser ou não consideradas parcelas integrantes do salário de contribuição. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 (Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) - Carlos advogava para diversas empresas na 
justiça do trabalho, sem manter vínculo de emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma 
delas. Nessa situação, o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as 
remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Carlos é segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual. Nos termos do art. 
28, inciso III, da Lei nº 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte 
individual: 
“Art. 28. 
(...) 
III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta 
própria, durante o mês”. 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado contribuinte individual 
encontram-se abaixo discriminado: 
Limite Máximo: Nos termos da Portaria MF nº 15, de 16/01/2018, o limite máximo do salário de 
contribuição para o ano de 2018 é de R$ 5.645,80. 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 954,00) 
Logo, incorreta a assertiva, pois afirma que o salário de contribuição de Carlos corresponde à soma 
de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
( TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) - De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram 
o salário de contribuição a parcela in natura recebida de acordocom os programas de alimentação 
aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de 
abril de 1976. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do Trabalho, quando 
devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da lei, permite que a empresa forneça 
alimentação e cestas básicas a seus segurados, sem que tais valores integrem a base de cálculo das 
contribuições previdenciárias. 
A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social incidentes sobre 
os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa a seus trabalhadores, quando as 
mesmas não estavam inscritas no PAT ou descumpriam algum de seus requisitos legais. 
Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento de que, 
mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de Alimentação do 
Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição previdenciária sobre a alimentação 
e cestas básicas fornecida aos trabalhadores. 
 
 
 
 
 
Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a Fazenda Nacional, 
haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria administração pública reconheceu tal 
entendimento e, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, emitiu o Parecer nº 
2.117/2011. Neste parecer recomenda-se a não apresentação de contestação, a não interposição 
de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas 
ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio-
alimentação não há incidência da contribuição previdenciária. 
Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de contribuição 
previdenciária sobre parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação, a 
melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores não integram o salário de 
contribuição. 
Outrossim, caso o auxílio alimentação seja fornecido em dinheiro, a RFB considera que tais valores 
integram o salário de contribuição e sobre eles deve haver cobrança de contribuição previdenciária. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (INSS - Técnico do Seguro Social) - A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um 
valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide 
contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de 
participação nos lucros. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, 
desvinculada da remuneração. 
Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: 
“Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada 
de acordo com lei específica”. 
A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é 
a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: 
A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus 
empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum 
acordo: 
comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato 
da respectiva categoria; 
 
 
 
 
 
convenção ou acordo coletivo. 
Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à 
fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de 
aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, 
período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os 
seguintes critérios e condições: 
índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; 
programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. 
O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. 
É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação 
nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em 
periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. 
Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, 
quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. 
Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de 
contribuições previdenciárias. 
Na presente questão, Maurício recebe, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, 
que é apurado mensalmente. Nesta situação, a empresa paga participação nos lucros em desacordo 
com o previsto em lei específica, pois efetua tais pagamentos mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano 
civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Assim sendo, por descumprir a legislação 
pertinente, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a 
título de participação nos lucros. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (INSS - Técnico do Seguro Social) - Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa 
eletrodomésticos. A título de incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas 
um plano de previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os 
valores pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a programa 
de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus 
empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, 
consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e 
obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. 
Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados pela 
empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. 
Na presente questão, apenas os empregados do setor de vendas recebem um plano de previdência 
privada. Assim sendo, por não estar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, integra 
o salário de contribuição. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (INSS - Técnico do Seguro Social) - Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o 
vale-transporte junto às demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente 
depositada em sua conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os 
valores recebidos por Mateus a título de vale-transporte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 7.418/85, 
regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – RFB tinha entendimento de 
que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador sofria a incidência da contribuição 
previdenciária, pois não estaria sendo paga na forma da legislação própria. 
Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago em 
dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste entendimento do STF, o 
STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo sentido. 
Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN 
emitiu o Parecer nº 2.120/2011,recomendando a não apresentação de contestação, a não 
interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento 
relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento de vale 
transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. 
No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre o tema, 
conforme segue: 
"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, 
considerando o caráter indenizatório da verba". 
A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de contribuições 
previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. 
 
 
 
 
 
Na presente questão, ainda que Mateus receba o vale-transporte junto com as demais rubricas que 
compõem sua remuneração, através de depósito em sua conta bancária, não incidirá contribuição 
previdenciária sobre os valores por ele recebidos a este título. 
 
GABARITO: ERRADA 
 
(AFRFB - Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto 
afirmar que, dentre elas, temos a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em 
decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso VII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, senão vejamos: 
Lei 8.212/91 
Art. 28 (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local 
de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; 
Assim dispõe o art. 470 da CLT: 
“Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” 
As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as 
despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. 
ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, a ajuda de custo deverá ser 
paga em parcela única. Caso seja paga em 2 ou mais parcelas, haverá a incidência da contribuição 
previdenciária sobre todas elas. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto 
afirmar que, dentre elas, temos a importância recebida a título de bolsa de complementação 
educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IX, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando 
paga nos termos da Lei (atualmente Lei nº 11.788/2008), não integra o salário de contribuição, pois, 
neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele 
recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do 
contrato de estágio, não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação 
educacional. 
Contudo, se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o estagiário será segurado obrigatório, 
na qualidade de empregado, e a bolsa integrará o salário de contribuição e sobre ela incidirá, 
consequentemente, contribuições previdenciárias. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto 
afirmar que, dentre elas, temos a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga 
ou creditada de acordo e nos limites de lei específica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso X, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que paga ou 
creditada nos termos da lei. 
 
 
 
 
 
A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou resultados, 
desvinculada da remuneração. 
Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: 
“Art. 28... 
(...) 
§ 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada 
de acordo com lei específica”. 
A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa é 
a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: 
A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus 
empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum 
acordo: 
comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato 
da respectiva categoria; 
convenção ou acordo coletivo. 
Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à 
fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de 
aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, 
período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os 
seguintes critérios e condições: 
índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; 
programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. 
O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. 
É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação 
nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em 
periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. 
Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da empresa, 
quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de contribuição. 
Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de cálculo de 
contribuições previdenciárias. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto 
afirmar que, dentre elas, temos o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de 
Assistência ao Servidor Público-PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XI, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: 
“Art. 239. (...) 
§3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de 
Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois 
salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, 
computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam 
dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição.” 
Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de contribuição 
previdenciária,pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente previstos no 
§9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de contribuição. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto 
afirmar que, dentre elas, temos a importância paga ao empregado a título de complementação ao 
valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo aos demais 
empregados da empresa. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XIII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária não integra o salário de contribuição, desde que este direito seja extensivo à totalidade 
dos empregados da empresa. 
A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação do auxílio por 
incapacidade temporária não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias, é a 
obrigatoriedade de que este direito seja extensivo a todos os empregados da empresa. 
O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao segurado que se 
encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua atividade habitual por período superior 
a quinze dias consecutivos, seja por motivo de doença ou acidente. A renda mensal deste benefício 
é de 91% do salário de benefício do segurado. 
Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração mensal do 
trabalhador. Para evitar que o trabalhador tenha uma redução em sua renda, algumas empresas 
complementam tal valor, pagando a diferença entre o valor do auxílio por incapacidade temporária 
pago pelo INSS e o valor da remuneração do empregado, buscando manter o poder aquisitivo de 
seus empregados durante o gozo do benefício. 
No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de contribuição se for 
extensiva à totalidade de empregados da empresa. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para 
os segurados empregado e trabalhador avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, 
assim entendida a totalidade dos rendimentos que lhe são pagos, devidos ou creditados a qualquer 
título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as 
gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste 
salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador 
ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou de acordo 
coletivo de trabalho ou de sentença normativa, observados os limites mínimo e máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição dos segurados empregados e trabalhadores avulso. 
Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 
nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição para os 
segurados empregado e trabalhador avulso. 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para 
o segurado empregado doméstico, a remuneração registrada em sua CTPS ou comprovada 
mediante recibos de pagamento, observados os limites mínimo e máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do empregado doméstico. 
Nos termos do art. 214, inciso II, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição 
para o segurado empregado doméstico. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para 
o segurado contribuinte individual, independentemente da data de filiação ao RGPS, considerando 
os fatos geradores ocorridos desde 1º de abril de 2003, a remuneração auferida em uma ou mais 
empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites 
mínimo e máximo do salário de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do contribuinte individual. 
Nos termos do art. 214, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de contribuição 
para o segurado contribuinte individual. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 (AFRFB – Receita Federal). Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para 
o segurado especial que usar da faculdade de contribuir individualmente, considera-se salário de 
contribuição o valor por ele declarado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do segurado facultativo. 
Nos termos do art. 200, § 2º, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 
nº 3.048/99, o segurado especial, além da sua contribuição obrigatória, poderá contribuir, 
facultativamente, tal qual o contribuinte individual. 
Neste caso, nos termos da IN RFB 971/2009, art. 55, V, o salário de contribuição do segurado 
especial, que usar da faculdade de contribuir individualmente, será o valor por ele declarado. 
Por oportuno, devemos lembrar que o recolhimento de contribuições facultativas sobre o salário 
de contribuição não desobriga o segurado especial de continuar contribuindo normalmente sobre 
a receita bruta da comercialização da sua produção rural. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição o valor recebido a título de indenização 
por despedida sem justa causa nos contratos de trabalho por prazo determinado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o 
empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos 
efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não 
integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é 
incorreta a presente assertiva. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a parcela recebida de acordo com 
programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei da 
Alimentação do Trabalhador. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que fornecidas de 
acordo com o Programade Alimentação do Trabalhador - PAT. 
Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos 
legais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de 
contribuição previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma 
vez que não possui natureza salarial 
No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele integra a base de 
cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o entendimento da Turma Nacional de 
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), conforme segue: 
 
TNU – Súmula 67 – O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral 
da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência de contribuição 
previdenciária. 
 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é 
incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 (ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a importância recebida a título de férias 
indenizadas e respectivo adicional constitucional. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IV, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é 
incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
(ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição o valor recebido como indenização de 
40% do montante depositado no FGTS, como proteção à relação de emprego contra despedida 
arbitrária ou sem justa causa. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais devidas, o 
empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o montante dos depósitos 
efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros capitalizados. 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta forma, não 
integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é 
incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
(ATRFB – Receita Federal). Integra o salário de contribuição a remuneração auferida, a qualquer 
título, em uma ou mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o 
trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o salário 
de contribuição. 
Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 
nº 3.048/99, a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, por trabalhador 
avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho, integra o conceito de salário de contribuição 
para o trabalhador avulso, bem como para o segurado empregado. 
Como o enunciado afirma corretamente que tais verbas integram o salário de contribuição, é 
correta a presente assertiva. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
Questões Comentadas para Fixação 
 
1. (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) 
Acerca do custeio da seguridade social, julgue o próximo item. 
O salário-de- contribuição de segurado empregado deverá corresponder à integralidade de 
uma remuneração auferida durante o mês de trabalho. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A contribuição do segurado empregado possui uma base de cálculo a qual conhecemos 
como salário-de-contribuição. Vejamos a definição de salário-de-contribuição: 
Lei 8.212./91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços 
nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa; 
(...) 
§ 5º O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), 
reajustado a partir da data da entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices 
que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. 
(grifos nossos) 
 
 
 
 
 
 
Portanto, para os segurados empregados e trabalhadores avulsos, o salário de contribuição 
compreende basicamente a remuneração auferida em uma ou mais empresas, ainda que 
essa remuneração ainda não tenha sido efetivamente paga pelo empregador, mas apenas 
creditada. 
 
Entretanto, ao contrário do que afirma o enunciado, nem sempre o salário-de-contribuição 
será correspondente à integralidade da remuneração recebida, uma vez que existem 
algumas parcelas que a lei exclui expressamente do salário-de-contribuição, como podemos 
citar o vale transporte pago de acordo com a lei específica. Além disso, o salário de 
contribuição possui um limite máximo, conforme § 5º do art. 28 da Lei 8.213/91. O valor do 
limite máximo do salário-de-contribuição para 2022 é de R$ 7.087,22. O valor da 
remuneração do empregado que ultrapasse esse limite não fará parte do salário de 
contribuição. 
Por todo o exposto, chegamos à conclusão de que a questão está ERRADA. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
2. (CESPE – Analista Administrativo – EBSERH – 2018) 
Julgue o item subsecutivo, relativo às Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.º 
971/2009 e n.º 1.234/2012 e à Lei Complementar n.º 116/2003. 
 Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições previdenciárias do 
empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão está correta, a importância recebida a título de férias indenizadas e o respectivo 
adicional constitucional, incluindo o valor correspondente à dobra da remuneração de férias 
não integram o salário de contribuição. Não precisávamos conhecer os normativos previstos 
no enunciado para acertar a questão, uma vez que há previsão nesse sentido na Lei 
8.212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
 
 
 
 
 
(...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor 
correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-
CLT; 
(grifos nossos) 
 
As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro 
do seu contrato de trabalho. Além disso, prevê a lei trabalhista que empregado deve ter 
suas férias concedidas durante o período de 12 meses que sucedem à data em que ele 
adquiriu o direito. Se as férias forem concedidas após esse período, o empregador deverá 
pagá-lasem dobro, que é a chamada dobra da remuneração de férias. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
3. (CESPE – Delegado de Polícia Federal – 2018) 
Roberto é empregado da empresa XYZ ME há trinta anos e pretende requerer ao INSS, em 
1.º/10/2018, a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
O salário de contribuição de Roberto corresponde ao valor de sua remuneração, respeitados 
os limites mínimo e máximo desse salário. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A contribuição do segurado empregado possui uma base de cálculo a qual conhecemos 
como salário-de-contribuição. Vejamos a definição de salário-de-contribuição: 
Lei 8.212./91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços 
nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa; 
(...) 
 
 
 
 
 
§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da 
categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, 
conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
(...) 
§ 5º O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), 
reajustado a partir da data da entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices 
que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. 
(grifos nossos) 
 
Portanto, para os segurados empregados e trabalhadores avulsos, o salário de contribuição 
compreende basicamente a remuneração auferida em uma ou mais empresas, ainda que 
essa remuneração ainda não tenha sido efetivamente paga pelo empregador, mas apenas 
creditada. 
 
A lei prevê os limites mínimos e máximos do salário de contribuição, conforme § 3º e § 5º 
da Lei 8.212/91 do artigo 28 da Lei 8.212/91. O valor do limite máximo do salário-de-
contribuição para 2022 é de R$ 7.087,22. O valor da remuneração do empregado que 
ultrapasse esse limite não fará parte do salário de contribuição. 
 
Gabarito: CORRETO. 
 
4. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
NÃO integram o salário- de- contribuição para os fins da Lei nº 8.212/1991, exclusivamente, 
as importâncias recebidas a título de férias 
 
a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a 
título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra 
legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
 
 
 
 
 
d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao 
empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo 
a alguns empregados da empresa. 
e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância 
paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para respondermos à questão, devemos encontrar aquela parcela que NÃO integra o salário 
de contribuição, de acordo com a Lei, como citado no enunciado. A lei 8.212/91 traz uma 
lista dos itens que não integram o salário de contribuição. Vejamos: 
 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor 
correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-
CLT; 
(...) 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
(grifos nossos) 
 
 
 
As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro 
do seu contrato de trabalho. De acordo com a lei, não incidirá contribuição social no 
recebimento deste valor e do respectivo adicional constitucional. 
Quanto à hipótese prevista no art. 28, § 9º, “n” da Lei 8.212/91, algumas empresas 
fornecem o benefício de complementação do valor do auxílio por incapacidade temporária 
para seus funcionários, uma vez que o valor desse auxílio nem sempre é igual à remuneração 
que o segurado recebe na empresa. Se o benefício de complementação do auxílio por 
incapacidade temporária for extensível aos funcionários da empresa, ele não será parcela 
integrante do salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
 
Feitas essas considerações iniciais, vamos avaliar as assertivas. 
a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a 
título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
Não existe a importância paga ao segurado facultativo a título de complementação do 
auxílio-moradia. Alternativa ERRADA. 
 
b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra 
legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
Sobre as férias gozadas e respectivo adicional, de acordo com a Lei, incide a contribuição 
previdenciária. Além disso, a importância que a empresa paga é complementação de auxílio 
por incapacidade temporária, e não de auxílio-acidente. Alternativa ERRADA. 
 
c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
A parcela não integrante do salário de contribuição é a dobra da remuneração legal de férias, 
e não metade, como afirmado. O empregado deve ter suas férias concedidas durante o 
período de 12 meses que sucedem à data em que ele adquiriu o direito. Se as férias forem 
concedidas após esse período, o empregador deverá pagá-las em dobro. 
Além disso, não existe complementação do auxílio-moradia, mas sim do auxílio por 
incapacidade temporária. Alternativa ERRADA. 
 
d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao 
empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivoa alguns empregados da empresa. 
A dobra ocorre sobre o valor da remuneração das férias, e não do décimo-terceiro salário. 
A questão também erra ao afirmar que a complementação é do auxílio-acidente. Alternativa 
ERRADA. 
 
 
 
 
 
 
e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância 
paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio- doença, desde que 
extensivo à totalidade de empregados da empresa. 
Eis o nosso gabarito. A alternativa está em conformidade as alíneas “d”e “n” do § 9º do art. 
29 da Lei 8.212/91. Alternativa CORRETA. 
 
Gabarito: E. 
 
5. (FCC – Técnico Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
Com base na Lei nº 8.212 de 1991, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, 
a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior 
ao salário mínimo. 
b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição 
do empregado. 
c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional integram o salário de contribuição. 
d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não 
integram o salário de contribuição. 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos 
empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. 
 
COMENTÁRIOS: 
a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior 
ao salário mínimo. 
O salário-maternidade, nos termos da lei, integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição 
previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a 
inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária 
patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se adequarem, 
mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a 
seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o 
salário maternidade". 
 
 
 
 
 
 
Independente do seu valor, o salário maternidade não irá integrar o salário de contribuição. 
Alternativa ERRADA. 
 
b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição 
do empregado. 
Lei 8.212/91 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida 
a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir 
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e 
os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo 
à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou 
acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 
(grifos nossos) 
 
As gorjetas, pagas a qualquer título, ainda que pagas espontâneamente pelo cliente, serão 
parte integrante do salário de contribuição. Alternativa ERRADA. 
 
c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional integram o salário de contribuição. 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor 
correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-
CLT; 
(...) 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
(grifos nossos) 
 
As férias indenizadas são aquelas que não chegaram a ser gozadas pelo trabalhador dentro 
do seu contrato de trabalho. De acordo com a lei, não incidirá contribuição social no 
recebimento deste valor e do respectivo adicional constitucional. Alternativa ERRADA. 
 
d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não 
integram o salário de contribuição. 
Lei n. 8.212/ 91 
 
 
 
 
 
Art. 28, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
h) as diárias para viagens; 
 
As diárias para viagem, independentemente de seu valor, não integrarão o salário de 
contribuição. Alternativa ERRADA. 
 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos 
empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. 
Algumas empresas fornecem o benefício de complementação do valor do auxílio por 
incapacidade temporária para seus funcionários, uma vez que o valor desse auxílio nem 
sempre é igual à remuneração que o segurado recebe na empresa. Se o benefício de 
complementação do auxílio por incapacidade temporária for extensível aos funcionários da 
empresa, ele não será parcela integrante do salário de contribuição. 
 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
(grifos nossos) 
 
Portanto, a assertiva está correta. 
 
Gabarito: E. 
 
6. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento 
 
a) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os 
padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
 
 
 
 
 
b) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com 
os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
c) apenas das remunerações creditadas a alguns dos segurados a seu serviço, de acordo com 
os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
d) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço de outrem, de 
acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade 
Social. 
e) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo 
com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão é um assunto cobrado com menos frequência nas provas de concurso: obrigações 
acessórias. As obrigações acessórias são estipuladas para acessoramento da atividade de 
arredação e fiscalização das contribuições sociais. Vejamos o texto da Lei 8.212/91 que 
estipula a obrigação exigida nessa questão: 
Lei 8.212/91 
Art. 32. A empresa é também obrigada a: 
I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, 
de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; 
(...) 
(grifos nossos) 
 
Sendo assim, a empresa é obrigada a preparar a folha das remunerações de todos os 
segurados que lhe prestaram serviços, tenham essas remunerações sido pagas ou creditadas 
para pagamento posterior. 
A alternativa que “b” é a reprodução do art. 32, “I”da Lei 8.212/91. 
 
Gabarito:B. 
 
7. (INÉDITA) 
O adicional de transferência, que é o valor pago mensalmente de forma complementar ao 
salário contatual ao empregado quando transferido provisoriamente para outro local de 
trabalhado, implicando mudança de residência, é parcela integrante do salário de 
contribuição. 
 
 
 
 
 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
Como corretamente afirma a assertiva, o adicional de transferência é o adicional de pelo 
menos 25% do salário contratual do empregado que deve ser pago pelo empregador quando 
o empregado seja transferido PROVISORIAMENTE para outro local de trabalho, implicando 
mudança de residência. Esta parcela é integrante do salário de contribuição. 
 
Atenção: não confundir o adicional de transferência com a ajuda de custo, paga em parcela 
única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança DEFINITIVA de local de 
trabalho do empregado. Esta não é parte integrante do salário de contribuição. 
Gabarito: CERTA. 
8. (INÉDITA) 
Josué é empregado da empresa Melado Soluções S.A, localizada no município de Ribeirão 
Preto, e recebeu no mês de abril de 2019 R$2.500,00 reais a título de diárias, em decorrência 
de uma viagem que fez para São Paulo no interesse da empresa. Considerando que o salário 
normal de Josué é R$2000,00 mensais, podemos afirmar que o valor recebido a título de 
diárias será parte não integrante do salário de contribuição de Josué, para fins de cálculo da 
contribuição previdenciária. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão tem um texto bem grande para nos cansar, mas a maior parte do texto não é 
importante para a resolução. O que nos interessa saber é se o valor das diárias integrará ou 
não o salário de contribuição de Josué, e para isso devemos recorrer ao § 9º do art. 28 da 
Lei 8.212, em que estão listadas taxativamente as parcelas não integrantes do salário de 
contribuição. Diz tal artigo: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
h) as diárias para viagens; 
 
 
 
 
 
 
Conforme a previsão da Lei, as diárias para a viagem serão parcela não integrante do salário-
de-contribuição, não havendo restrição de valor. Portanto, o enunciado da questão está 
correto. 
 
Gabarito: CERTA. 
 
9. (INÉDITA) 
Quanto ao salário-de-contribuição dos segurados do RGPS, podemos afirmar que a 
importância paga pelo empregador a título de complementação do auxílio por incapacidade 
temporária é parte não integrante do salário de contribuição, ainda que este direito não seja 
extensivo à totalidade de empregados da empresa. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
As parcelas não integrantes do salário de contribuição são expressas em rol taxativo pela Lei 
8.212/91. Vejamos: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
(grifos nossos) 
 
Pelo texto da Lei vemos que a importância paga a título de complementação do auxílio por 
incapacidade temporária não será parcela integrante do salário de contribuição quando o 
direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. Portanto, a questão está 
incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 
 
 
 
 
 
10. (INÉDITA) 
De acordo com o entendimento jurisprudencial, integram o salário de contribuição: 
a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por 
motivo de doença ou acidente de trabalho. 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. 
c) O aviso prévio indenizado. 
d) O auxílio-alimentação pago in natura. 
e) O décimo-terceiro salário. 
 
COMENTÁTIOS: 
 
a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por 
motivo de doença ou acidente de trabalho. 
O STJ, no julgamento do REsp nº 1.230.957/RS, entendeu pela exclusão da remuneração 
(paga pelo empregador ao empregado nos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador 
que antecedem o auxílio por incapacidade temporária) da base de cálculo da contribuição 
previdenciária patronal disciplinada no art. 22, I, da Lei nº 8.212, de 1991. 
Esse mesmo entendimento foi replicado para a contribuição do empregado, as 
contribuições de terceiros e do SAT/RAT. 
Dessa forma, com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
editou o PARECER SEI Nº 16120/2020/ME e o PARECER SEI Nº 1446/2022/ME, incluindo 
esse tema na lista de dispensa de contestar e de recorrer. 
Portanto, o entendimento jurisprudencial é de que não incide contribuição previdenciária 
sobre essa parcela. Alternativa ERRADA. 
 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. 
Havia divergência entre a lei e a jurisprudência sobre o tema em questão. Porém, com o 
julgamento do RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.072.485 PARANÁ, o Supremo Tribunal Federal 
- STF, por maioria, apreciando o tema 985 da repercussão geral, deu parcial provimento ao 
recurso extraordinário interposto pela União, assentando a incidência de contribuição 
previdenciária sobre valores pagos pelo empregador a título de terço constitucional de 
férias gozadas, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 
Diante do exposto, o Supremo Tribunal Federal publicou, em 02/10/2020, o acórdão de 
mérito da questão constitucional suscitada no RE 1.072.485, do respectivo tema 985, cuja 
tese foi firmada nos seguintes termos: “É legítima a incidência de contribuição social sobre 
o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias”. 
 
 
 
 
 
Como a tese também teve repercussão geral reconhecida, deve ser aplicada no âmbito de 
todos os órgãos do Poder Judiciário, de forma a garantir a racionalidade dos trabalhos e a 
segurança dos jurisdicionados. 
Deve-se destacar que a posição do STF se aplica apenas ao terço constitucional que incide 
sobre as férias gozadas. Isso porque, com relação às férias indenizadas (e respectivo 
adicional de 1/3), o art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/1991, determina expressamente a não 
incidência de contribuição social. 
Alternativa CORRETA. 
 
c) O aviso prévio indenizado. 
Essa é outra divergência entre a lei e a jurisprudência. Nos termos da lei, o aviso prévio 
indenizado é parte integrante do salário de contribuição e já a jurisprudência entende que 
não incidirá contribuição previdenciária sobre essa parcela. Vejamos parte do julgamento 
do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014 pelo STJ: 
DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO 
PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). Não incide contribuição 
previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de aviso prévio indenizado. 
Alternativa ERRADA. 
 
d) O auxílio-alimentação pago in natura. 
O entendimento consolidado da jurisprudência é de que não incide contribuição 
previdenciária sobre o auxílio-alimentação, seja ele pago em dinheiro ou in natura. 
Alternativa ERRADA. 
 
e) O décimo-terceiro salário. 
O entendimento sumulado do STF é de que o décimo-terceiro integra o salário de 
contribuição, vejamos: 
“Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. 
Portanto, esse é o nosso gabarito. 
 
Gabarito: No momento da aplicação da prova o gabarito era "E". Atualmente, com a 
alteração da jurisprudência, estão corretas as alternativas "B" e "E". 
 
 
 
 
 
 
 
11. (INÉDITA) 
De acordo com a Lei 8.212/91, não constitui base de incidência dos encargos 
previdenciários: 
a) o auxílio-acidente; 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; 
c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do 
empregado; 
d) Os adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno; 
e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. 
 
 COMENTÁTIOS: 
 
a) o auxílio-acidente; 
Os benefícios previdenciários são parcelas não integrantes do salário de contribuição e 
sobre eles não incidem os encargos previdenciários, estando a alternativa está correta. 
Devemos que ficar atentos porque apesar de não incidir contribuição previdenciária sobre 
o auxílio-acidente, no momento dos cálculos de benefício, o auxílio-acidente será 
adicionado ao salário de contribuição. Alternativa CORRETA. 
 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; 
Sobre as férias gozadas e respectivo adicional, de acordo com a Lei, incide a contribuição 
previdenciária. Não será parte integrante do salário de contribuição as férias indenizadas e 
o respectivo adicional. Alternativa ERRADA. 
 
c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do 
empregado; 
 
Lei n. 8.212/ 91 
Art. 28, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
h) as diárias para viagens; 
 
 
 
 
 
 
As diárias para viagem, independentemente de seu valor, não integrarão o salário de 
contribuição. Alternativa ERRADA. 
 
d) Os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno; 
Tais adicionais são parcelas integrantes do salário de contribuição. Alternativa ERRADA. 
 
e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. 
O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social-RGPS que estiver exercendo ou que 
voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a 
essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da 
Seguridade Social. Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: A. 
 
Questões resolvidas ao longo da aula 
 
12. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013). 
Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o 
salário-de-contribuição é a remuneração auferida em: 
a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem 
vínculo empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, 
quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador 
ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo 
coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou 
creditados a qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer 
que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e 
os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
 
 
 
 
 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a 
qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo 
empregatício, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital 
investido, quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob 
a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador 
de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de 
trabalho ou sentença normativa. 
e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que 
seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para resolver essa questão, apesar das assertivas serem muito grandes, basta uma leitura 
atenta às alternativas e ter observado o comando da questão. Do ponto de vista de 
conhecimento de leis, bastaria lembrar de um único inciso (o primeiro, que por sinal é muito 
importante para o nosso estudo), do Art. 28, Lei 8.212/91. Vejamos o que ele nos diz: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços 
nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa; 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva “E” é a correta. Apesar de serem assertivas 
grandes, a questão é simples, pois a assertiva trata da literalidade da lei. Como dissemos, 
com uma leitura atenta, o candidato preparado resolve. Portanto, não se assuste com 
 
 
 
 
 
questões longas na hora da prova. Ser longa, não necessariamente significa que a questão é 
difícil. 
Gabarito: E. 
13. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe 
remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa 
situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de 
ambos os empregos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos 
recorrer a ele para responder a esta questão. 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, 
assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante 
o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços 
nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa; 
(Destaques Nossos). 
Lembrando que salário de contribuição é diferente do salário do segurado, este é um dos 
componentes daquele. 
Lembremos ainda que, no caso de a soma dos dois salários ultrapassar o teto do salário de 
contribuição, a parte que exceder será desconsiderada para efeito de cálculo do SC. 
Como podemos analisar a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
14. (CESPE- Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja 
remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário 
mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Esta questão foi bem elaborada. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por 
isso vamos ver o que diz a lei: 
Lei 8212/91. 
 Art. 28. §3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou 
normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário 
ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
 (Destaques Nossos). 
Sendo assim podemos concluir que, para o segurado empregado, o salário mínimo apenas 
é considerado quando inexiste piso salarial da categoria. Portanto a assertiva é falsa. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
15. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa 
situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o 
teto máximo fixado em portaria interministerial. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 
 
De fato, é assim que funciona. Para responder a esta questão iremos recorrer ao art. 214 do 
RPS — Decreto 3.048/99, pois lá estão listadas as parcelas integrantes e não integrantes do 
salário de contribuição, além de estar conceituado o salário de contribuição de cada 
categoria de segurado. 
Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os 
§ 3º e §5º; (...) 
§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: 
I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo; (...) 
§ 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do 
Ministério da Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. 
 (Destaques Nossos). 
Obs: Atualmente a citada portaria é publicada pelo Ministério da Fazenda. 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva é verdadeira. 
 
Gabarito: CERTA. 
 
16. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015). 
Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação 
aplicável à matéria, é correto afirmar: 
a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador 
e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. 
b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência 
Social. 
c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a 
contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada 
na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma 
natureza jurídica e destinação. 
e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de 
contribuição. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91. 
 
 
 
 
 
Vamos às assertivas: 
a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador 
e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. 
Incorreta, uma vez que não incide contribuição previdenciária sobre aposentadorias e 
pensões, nem tampouco sobre qualquer benefício previdenciário, conforme podemos 
verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) 
 
Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o 
salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário 
nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que 
instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-
maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda 
Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da 
Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar 
e recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É 
inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador 
sobre o salário maternidade" 
 
b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência 
Social. 
Incorreto. São coisas diferentes. O salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da 
contribuição dos segurados, mas não o valor da contribuição em si. Revisitemos a definição 
do salário de contribuição, conforme o Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
 I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços 
nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa; 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência 
Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo 
empregatício e do valor da remuneração; 
 
 
 
 
 
III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício 
de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; 
 IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere 
o § 5o. 
 
c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a 
contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada 
na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
Correta, conforme podemos verificar no Art. 28, da Lei 8.212/91, em seu inciso II, abaixo 
transcrito: 
 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência 
Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo 
empregatício e do valor da remuneração; 
 
d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma 
natureza jurídica e destinação. 
Incorreta, pois o salário de contribuição, como dissemos, é base de cálculo par o valor a ser 
recolhido (pago) como contribuição, já o salário de benefício, como estudaremos adiante, 
guarda relação com o valor do benefício previdenciário (a ser recebido). 
 
e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de 
contribuição. 
Incorreta. O salário de contribuição possui limite máximo (teto) e também limite mínimo. O 
valor máximo é reajustado anualmente. Para este último caso, por exemplo, podemos citar 
o art. 28 da Lei 8.212/91: 
Art. 28.(...) 
 § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo,salário-de-contribuição, seguida 
de uma assertiva a ser julgada. 
Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa situação, o 
salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o teto máximo fixado 
em portaria interministerial. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
De fato, é assim que funciona. Para responder a esta questão iremos recorrer ao art. 214 do RPS 
— Decreto 3.048/99, pois lá estão listadas as parcelas integrantes e não integrantes do salário de 
contribuição, além de estar conceituado o salário de contribuição de cada categoria de segurado. 
Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
 
 
 
 
 
VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os § 3º e 
§5º (...) 
§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: 
I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo; (...) 
§ 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da 
Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. (Destaques Nossos). 
Obs: Atualmente a citada portaria é publicada pelo Ministério da Economia. 
 
Gabarito: CERTA. 
 
(FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015) 
Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação aplicável 
à matéria, é correto afirmar: 
a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos 
demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. 
b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. 
c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição 
a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho 
e Previdência Social. 
d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza 
jurídica e destinação. 
e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91. 
Vamos às assertivas: 
a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador e dos 
demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. 
Incorreta, uma vez que não incide contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões, nem 
tampouco sobre qualquer benefício previdenciário, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 
8.212/91: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) 
 
 
 
 
 
 
Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de contribuição e 
sobre ele incidia contribuição previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, declarou 
a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição 
previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a Procuradoria Geral da 
Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para 
se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão tem repercussão geral, 
tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do 
empregador sobre o salário maternidade" 
 
b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência Social. 
Incorreto. São coisas diferentes. O salário de contribuição é, em regra, a base de cálculo da 
contribuição dos segurados, mas não o valor da contribuição em si. Revisitemos a definição do 
salário de contribuição, conforme o Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
 I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, 
destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da 
lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, 
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e 
do valor da remuneração; 
III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de 
sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; 
 IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. 
 
c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a contribuição 
a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada na Carteira de Trabalho 
e Previdência Social. 
Correta, conforme podemos verificar no Art. 28, da Lei 8.212/91, em seu inciso II, abaixo transcrito: 
 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, 
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e 
do valor da remuneração; 
 
d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma natureza 
jurídica e destinação. 
Incorreta, pois o salário de contribuição, como dissemos, é base de cálculo par o valor a ser 
recolhido (pago) como contribuição, já o salário de benefício, como estudaremos adiante, guarda 
relação com o valor do benefício previdenciário (a ser recebido). 
 
 
 
 
 
e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de contribuição. 
Incorreta. O salário de contribuição possui limite máximo (teto) e também limite mínimo. O valor 
máximo é reajustado anualmente. Para este último caso, por exemplo, podemos citar o art. 28 da 
Lei 8.212/91: 
Art. 28.(...) 
 § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da 
categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o 
ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
 
Gabarito: C. 
 
REAJUSTAMENTO 
Nos termos do art. 28, § 5º, da Lei n 8.212/91, o limite máximo do salário de 
contribuição será reajustado na mesma época e com os mesmos índices que os do 
reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. 
No ano de 2022, o reajustamento do limite máximo do salário de contribuição 
ocorreu por meio da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE 
JANEIRO DE 2022, que reajustou em 5,45%, a partir de 1º de janeiro de 2022, os 
benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bem como os 
valores da Tabela de Salários de Contribuição aplicável aos segurados 
empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. 
Os valores foram atualizados segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao 
Consumidor), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
 
 
 
 
 
 
PAGAMENTO “PELO TRABALHO” X PAGAMENTO “PARA O 
TRABALHO” 
Integram o salário de contribuição as parcelas remuneratórias, ou seja, aquelas 
compreendidasda 
categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, 
conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
 
Gabarito: C. 
 
 
 
 
 
 
 
17. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença-
maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor 
recebido por Bruna a título de salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o 
único benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a 
incidência de contribuição: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-
maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada correta na ocasião da aplicação da prova. 
 
Obs: Apesar de ter sido considerada correta na época da aplicação da prova, 
atualmente foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição 
previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, 
atualizamos o gabarito para assertiva INCORRETA.; 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
18. (CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). 
Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. 
Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos 
benefícios do RGPS, incluído o salário-maternidade. 
 
 
 
 
 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único 
benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de 
contribuição: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-
maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. 
 
Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente 
foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a 
cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito 
para assertiva CORRETA. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
19. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). 
No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. 
Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único 
benefício previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de 
contribuição: 
Art. 28. da Lei 8.212/91: 
 
 
 
 
 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-
maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. 
 
Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente 
foi declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a 
cargo do empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito 
para assertiva CORRETA. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
20. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas 
remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo 
terceiro salário), conforme entendimento do STF. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para o candidato despreparado, é fácil errar esta questão. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por 
isso vamos ver o que diz a lei: 
 
Lei 8212/91. 
Art. 28. (...) 
§ 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o 
cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
(Destaques Nossos). 
 
 
 
 
 
A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a 
Súmula 688, senão vejamos: 
 “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. 
Como podemos perceber, segundo a lei e segundo o STF, a gratificação natalina integra 
normalmente o salário de contribuição e, sobre ela, deverá incidir contribuição 
previdenciária . 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
21. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). 
Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. 
Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse 
mesmo regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma 
alíquota aplicada aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere 
o limite máximo estabelecido para o referido regime. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Para embasar nossa resposta, vamos recorrer ao Art. 195 da 
Constituição Federal. 
Art. 195. (...) 
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre 
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201. 
(Destaques Nossos). 
Vejamos, agora, o que diz a Lei 8.212/91 sobre tal assunto: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...) 
(Destaques nossos) 
 
 
 
 
 
Assim sendo, podemos concluir que aposentadoria ou pensão, quando são concedidas pelo 
Regime Geral, não sofrem incidência de contribuição previdenciária. Por outro lado, no 
Regime Próprio de Previdência Social – RPP, incidirá contribuição quando os proventos 
ultrapassarem o teto do RGPS. Portanto, assertiva incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
22. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
 O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes 
que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de 
contribuição previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias 
vencidas e sobre o respectivo adicional constitucional. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso 
recorramos a ele para responder esta questão. 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; 
(Destaques Nossos). 
Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está 
incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
23. (CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). 
De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade 
social, julgue o item seguinte. 
 
 
 
 
 
Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, 
as parcelas referentes ao salário e àsférias, ainda que indenizadas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Ora, foi o "ainda que indenizadas" do examinador que tornou essa resposta incorreta. 
Sabemos que férias gozadas e salário integram o salário-de-contribuição. Já quanto às férias 
indenizadas, é diferente. Sobre férias indenizadas, não incide a contribuição para a 
Seguridade Social. Vejamos o Decreto 3048/98 em alguns trechos que selecionamos: 
Art. 214. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
IV - as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho; (...) 
§ 14. A incidência da contribuição sobre a remuneração das férias ocorrerá no mês a que elas se 
referirem, mesmo quando pagas antecipadamente na forma da legislação trabalhista. 
(Destaques nossos) 
Portanto, assertiva incorreta. 
Gabarito: ERRADO 
24. (CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). 
No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. 
Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre 
importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário de contribuição é detalhado pelo art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, por isso vamos 
recorrer a ele para responder à questão. 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
e) as importâncias: (...) 
5. recebidas a título de incentivo à demissão; 
6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; 
 
 
 
 
 
(Destaques Nossos). 
Como podemos verificar a assertiva diz exatamente o contrário da lei, por isso está 
incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
25. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o 
salário de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Via de regra, indenizações não integram o salário de contribuição. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91. 
Vejamos o que diz a lei, especificamente sobre esta questão: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
(Destaques Nossos). 
Ademais, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago 
em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária, em virtude de sua 
natureza não salarial. Diante deste entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento 
anterior e passou a decidir no mesmo sentido. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
26. (FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). 
De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: 
a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta 
por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário 
de contribuição. 
c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário 
mensal do empregado integra o salário de contribuição. 
d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de 
regulamento interno da empresa. 
e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado 
pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os 
empregados. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa os seus conhecimentos a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91, 
que trata do assunto parcelas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição. 
Vamos às Assertivas: 
a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta 
por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. 
Incorreta. Essa era a regra antes da Lei 13.467/17. A redação do dispositivo correspondente 
foi alterada, conforme podemos verificar: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
h) as diárias para viagens; (...) 
 
b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário 
de contribuição. 
Correta. Basta conferir no Art. 28 da Lei 8.212/91 (mesma alínea que analisamos acima): 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
h) as diárias para viagens; 
Dica: não que isso seja uma regra absoluta, mas preste atenção quando há alternativas com 
conceitos totalmente (ou mesmo parcialmente) opostos nas assertivas de uma mesma 
questão. Pois, quando isto acontece, é comum a resposta correta estar em uma das 
alternativas com ideias opostas. 
 
c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário 
mensal do empregado integra o salário de contribuição. 
Incorreta, pois, como vimos, com a Lei 13.467/17, as diárias para viagem deixaram de 
integrar o salário de contribuição, sem limite de valor. 
 
 
 
 
 
 
d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de 
regulamento interno da empresa. 
Incorreta. Antes da Lei 13.467/17, havia uma pequena restrição normativa em relação aos 
prêmios e abonos, que não poderiam ser habituais ou contratuais. No entanto, atualmente 
prêmios e abonos não integram mais o salário de contribuição, em qualquer caso. Vamos 
conferir agora como ficou a Lei, após as mudanças feitas no §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
z) os prêmios e os abonos. 
 
e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado 
pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os 
empregados. 
Incorreta. Antes das alterações trazidas pela Lei 13.467/17, tais valores não integrariam o 
Salário de Contribuição desde que disponível à totalidade dos empregados e dirigentes da 
empresa. Após as modificações, foi eliminado esse condicionante, conforme podemos ver 
em §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou 
por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos 
ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; 
(...) 
Gabarito: B 
 
27. (FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). 
Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social 
no Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: 
a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela 
recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e 
resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em 
Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em 
regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da 
remuneração. 
 
 
 
 
 
c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto 
para o cálculo do salário de benefício. 
d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional 
constitucional, inclusiveo valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da 
CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou 
mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, 
observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 e atenção, pois o examinador 
pede a alternativa incorreta. 
Vamos às assertivas: 
a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela 
recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e 
resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
Incorreta, conforme veremos abaixo: 
Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; 
h) as diárias para viagens 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; 
Notem que a alínea “h” foi alterada, exatamente onde podemos encontrar o primeiro erro 
da assertiva. 
Além disso, a parcela recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria (item “f” 
acima) e a participação nos lucros e resultados da empresa (item “j” acima) não integram o 
salário de contribuição. Assim sendo, temos 3 erros na mesma assertiva. 
Portanto, está será o gabarito da questão. 
 
b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em 
Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em 
regulamento para comprovação de vínculo empregatício e os limites mínimo e máximo da 
remuneração. 
Correta, conforme podemos verificar na Lei 8212/91: 
 
 
 
 
 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
 II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência 
Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo 
empregatício e do valor da remuneração; 
 
c) A gratificação natalina integra o salário de contribuição da empregada urbana, exceto 
para o cálculo do salário de benefício. 
Correta, conforme podemos verificar no mesmo artigo da Lei 8212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
§ 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o 
cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
(Destaques Nossos) 
 
d) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas com o respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor da dobra da remuneração de férias, prevista no art. 137, da 
CLT não integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
Assertiva também correta, conforme podemos verificar na mesma lei: 
Lei 8212/91: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; 
 
e) O salário de contribuição do contribuinte individual é a remuneração auferida em uma ou 
mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, 
observados os limites mínimo e máximo previstos no decreto regulamentador. 
Correta, conforme também podemos verificar na: 
Lei 8212/91 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:(...) 
II - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício 
de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o 
 
Portanto, gabarito: A. 
 
 
 
 
 
 
28. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015). 
A respeito do salário de contribuição, conforme estabelecido pela Lei nº 8.212/1991, é 
correto afirmar: 
a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e 
limites legais. 
b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando 
o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. 
c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à 
demissão. 
d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive 
para o cálculo de benefício. 
e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas 
e respectivo adicional constitucional. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige o seu conhecimento a respeito do art. 28 da LOCSS — Lei 8.212/91 
Vamos às Assertivas: 
 
a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e 
limites legais. 
Correto, conforme podemos verificar no art. 28. da Lei 8.212/91: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); 
Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta regra, pois integrava o salário de 
contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, 
declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da 
contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base nesse entendimento, a 
Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os 
órgãos da Administração para se adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e 
recorrer. A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a 
incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade; 
 
 
 
 
 
 
b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, mesmo quando 
o montante não exceder a 50% da remuneração mensal. 
Assertiva incorreta, senão, vejamos o que diz a lei (atualizada): 
Art. 28. Lei 8212/91.(...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; 
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinquenta por cento) da remuneração 
mensal; 
h) as diárias para viagens 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica; 
Notem que a alínea “h” foi alterada. 
 
c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à 
demissão. 
Incorreta. Incentivo à demissão é claramente excluído da contribuição: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
e) as importâncias: (...) 
5. recebidas a título de incentivo à demissão; 
 
d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive 
para o cálculo de benefício. 
Realmente existe incidência sobre o 13º salário da contribuição, só que conforme podemos 
verificar na lei ele não entra no cálculo do benefício: 
Art. 28. (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, 
exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
 
e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas 
e respectivo adicional constitucional. 
Lembre-se pagamento de férias indenizadas e respectivo adicional constitucionalnão 
integram o salário de contribuição. Assertiva incorreta, conforme podemos verificar abaixo: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
 
 
 
 
 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho; (... 
Gabarito: Letra A. 
 
29. (FCC - Analista Judiciário - TRT 15ª Região – Judiciária – 2013). 
Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir contribuições previdenciárias: 
a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social 
a empregados, nos termos e limites legais. 
b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados 
pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 
c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. 
d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança 
de local de trabalho do empregado. 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos 
empregados. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão sobre os itens que integram (ou não integram) o salário de contribuição exige 
seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. 
Analisemos as assertivas: 
 
a) o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pagos pela Previdência Social 
a empregados, nos termos e limites legais. 
Incorreto. O auxílio por incapacidade temporária, bem como o auxílio acidente, não 
integram o salário de contribuição, nos termos do art. 28. da Lei 8.212/91: 
 Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); 
 
b) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados 
pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
 
 
 
 
Incorreto, conforme podemos verificar no mesmo Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (...) 
 
c) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; (...) 
 
d) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança 
de local de trabalho do empregado. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 
de outubro de 1973; 
 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, quando este direito não seja extensivo à totalidade dos 
empregados. 
Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
(Destaques Nossos). 
Portanto, a situação hipotética da questão integraria o salário de contribuição. 
Gabarito: Letra E. 
 
30. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2013). 
Integra o salário-de-contribuição, devendo incidir as contribuições previdenciárias: 
a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional. 
 
 
 
 
 
b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo 
com lei específica. 
c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência 
complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos 
empregados. 
d) O valor correspondente ao vale-cultura. 
e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao 
empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre a Lei 8.212/91 Art. 28. 
Vamos às assertivas: 
a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, 
inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; 
b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo 
com lei específica. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica; 
c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência 
complementar, aberto ou fechado, quando tal direito não seja disponível à totalidade dos 
empregados. 
Correto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência 
complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e 
dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; 
(Destaques Nossos) 
 
 
 
 
 
d) O valor correspondente ao vale-cultura. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. 
(...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
y) o valor correspondente ao vale-cultura. 
e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao 
empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. 
Incorreto, conforme podemos verificar no Art. 28. Da Lei 8.212/91: 
Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e 
utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; 
 
Gabarito: Letra C 
 
31. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre 
elas, temos a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência 
de mudança de local de trabalho do empregado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso VII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, 
senão vejamos: 
Lei 8.212/91 
Art. 28 (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança delocal 
de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; 
 
 
 
 
 
Assim dispõe o art. 470 da CLT: 
“Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador.” 
As ajudas de custo têm a finalidade de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando 
as despesas do trabalhador com a transferência para local diverso do seu domicílio. 
ATENÇÃO: Para que não sofra incidência de contribuição previdenciária, a ajuda de custo 
deverá ser paga em parcela única. Caso seja paga em 2 ou mais parcelas, haverá a incidência 
da contribuição previdenciária sobre todas elas. 
 
GABARITO: CERTO 
 
32. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre 
elas, temos a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de 
estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IX, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, 
quando paga nos termos da Lei (atualmente Lei nº 11.788/2008), não integra o salário de 
contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado segurado obrigatório do RGPS 
e os valores por ele recebidos não são considerados remuneração. Assim sendo, se 
cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, não incidirá contribuição 
previdenciária sobre sua bolsa de complementação educacional. 
Contudo, se o estágio for realizado em desacordo com a lei, o estagiário será segurado 
obrigatório, na qualidade de empregado, e a bolsa integrará o salário de contribuição e 
sobre ela incidirá, consequentemente, contribuições previdenciárias. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
 
33. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre 
elas, temos a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou 
creditada de acordo e nos limites de lei específica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso X, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado 
pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, desde que 
paga ou creditada nos termos da lei. 
A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou 
resultados, desvinculada da remuneração. 
Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: 
“Art. 28... 
(...) 
§ 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
(...) 
j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de 
acordo com lei específica”. 
A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da 
empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: 
• A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e 
seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas 
partes de comum acordo: 
o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante 
indicado pelo sindicato da respectiva categoria; 
o convenção ou acordo coletivo. 
• Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas 
quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, 
 
 
 
 
 
inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do 
acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do 
acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: 
o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; 
o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. 
• O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos 
trabalhadores. 
• É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de 
participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo 
ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. 
Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da 
empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de 
contribuição. 
Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de 
cálculo de contribuições previdenciárias. 
GABARITO: CERTO 
 
34. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre 
elas, temos o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência 
ao Servidor Público-PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XI, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
A CF/88, em seu art. 239, §3º, dispõe que: 
“Art. 239. (...) 
§3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração 
Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos 
de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste 
 
 
 
 
 
valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos 
programas, até a data da promulgação desta Constituição.” 
Tais valores, denominados abono do PIS/PASEP, não sofrem incidência de contribuição 
previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão expressamente 
previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não integrantes do salário de 
contribuição. 
GABARITO: CERTO 
 
35. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre as verbas que não integram o salário de contribuição é correto afirmar que, dentre 
elas, temos a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do 
auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo aos demais 
empregados da empresa. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso XIII, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária não integra o salário de contribuição, desde que este direito seja 
extensivo à totalidade dos empregados da empresa. 
A palavra-chave que devemos memorizar, necessária para que a complementação do auxílio 
por incapacidade temporária não integre a base de cálculo das contribuições 
previdenciárias, é a obrigatoriedade de que este direito seja extensivo a todos os 
empregados da empresa. 
O auxílio por incapacidade temporária é um benefício previdenciário devido ao segurado 
que se encontra temporariamente incapaz para o exercício da sua atividade habitual por 
período superior a quinze dias consecutivos, seja por motivo de doença ou acidente. A renda 
mensal deste benefício é de 91% do salário de benefício do segurado. 
Em regra, o valor do auxílio por incapacidade temporária é inferior à remuneração mensal 
do trabalhador. Para evitar queo trabalhador tenha uma redução em sua renda, algumas 
empresas complementam tal valor, pagando a diferença entre o valor do auxílio por 
 
 
 
 
 
incapacidade temporária pago pelo INSS e o valor da remuneração do empregado, buscando 
manter o poder aquisitivo de seus empregados durante o gozo do benefício. 
No entanto, tal complementação somente deixará de integra o salário de contribuição se 
for extensiva à totalidade de empregados da empresa. 
GABARITO: CERTO 
 
36. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para os segurados 
empregado e trabalhador avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, 
assim entendida a totalidade dos rendimentos que lhe são pagos, devidos ou creditados 
a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a 
sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos 
termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou de acordo coletivo de trabalho 
ou de sentença normativa, observados os limites mínimo e máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição dos segurados empregados e trabalhadores avulso. 
Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de 
contribuição para os segurados empregado e trabalhador avulso. 
 
GABARITO: CERTO 
 
37. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado 
empregado doméstico, a remuneração registrada em sua CTPS ou comprovada mediante 
recibos de pagamento, observados os limites mínimo e máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do empregado doméstico. 
Nos termos do art. 214, inciso II, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de 
contribuição para o segurado empregado doméstico. 
GABARITO: CERTO 
 
38. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado 
contribuinte individual, independentemente da data de filiação ao RGPS, considerando 
os fatos geradores ocorridos desde 1º de abril de 2003, a remuneração auferida em uma 
ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, 
observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do contribuinte individual. 
Nos termos do art. 214, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado 
pelo Decreto nº 3.048/99, tal assertiva reproduz com perfeição o conceito de salário de 
contribuição para o segurado contribuinte individual. 
 
GABARITO: CERTO 
 
39. (ESAF – AFRFB – 2012). 
Sobre o conceito de salário de contribuição, é correto afirmar que para o segurado 
especial que usar da faculdade de contribuir individualmente, considera-se salário de 
contribuição o valor por ele declarado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca do conceito do salário de 
contribuição do segurado facultativo. 
Nos termos do art. 200, § 2º, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, o segurado especial, além da sua contribuição obrigatória, poderá 
contribuir, facultativamente, tal qual o contribuinte individual. 
Neste caso, nos termos da IN RFB 971/2009, art. 55, V, o salário de contribuição do segurado 
especial, que usar da faculdade de contribuir individualmente, será o valor por ele 
declarado. 
Por oportuno, devemos lembrar que o recolhimento de contribuições facultativas sobre o 
salário de contribuição não desobriga o segurado especial de continuar contribuindo 
normalmente sobre a receita bruta da comercialização da sua produção rural. 
 
GABARITO: CERTO 
 
40. (ESAF – ATRFB – 2012). 
Integra o salário de contribuição o valor recebido a título de indenização por despedida 
sem justa causa nos contratos de trabalho por prazo determinado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais 
devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o 
montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros 
capitalizados. 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta 
forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições 
previdenciárias. 
 
 
 
 
 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de 
contribuição, é incorreta a presente assertiva. 
GABARITO: ERRADO 
 
41. (ESAF – ATRFB – 2012). 
Integra o salário de contribuição a parcela recebida de acordo com programa de 
alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei da 
Alimentação do Trabalhador. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso III, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição, 
desde que fornecidas de acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. 
Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais 
do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição 
previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores, uma vez que não possui 
natureza salarial 
No entanto, se o pagamento do auxílio-alimentação for feito em dinheiro, ele integra a base 
de cálculo das contribuições previdenciárias. Este, inclusive, é o entendimento da Turma 
Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), 
conforme segue: 
TNU – Súmula 67 – O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral da 
Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à incidência de contribuição previdenciária. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de 
contribuição, é incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
42. (ESAF – ATRFB – 2012). 
Integra o salário de contribuição a importância recebida a título de férias indenizadas e 
respectivo adicional constitucional. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso IV, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de 
contribuição, é incorreta a presente assertiva. 
GABARITO: ERRADO 
 
43. (ESAF – ATRFB – 2012). 
Integra o salário de contribuição o valor recebido como indenização de 40% do montante 
depositadono FGTS, como proteção à relação de emprego contra despedida arbitrária ou 
sem justa causa. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, § 9º, inciso V, item “c”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, 
aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, tais valores não integram o salário de contribuição. 
Na ocorrência de despedida arbitrária ou sem justa causa, além das parcelas salariais 
devidas, o empregado receberá uma indenização compensatória igual a 40% sobre o 
montante dos depósitos efetuados ao FGTS, acrescidos da correção monetária e dos juros 
capitalizados. 
 
 
 
 
 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, natureza salarial. Desta 
forma, não integram o salário de contribuição e não serão base de cálculo das contribuições 
previdenciárias. 
Como o enunciado afirma equivocadamente que tais verbas integram o salário de 
contribuição, é incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
44. (ESAF – ATRFB – 2012). 
Integra o salário de contribuição a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou 
mais empresas, por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Nos termos do art. 214, inciso I, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto nº 3.048/99, a remuneração auferida, a qualquer título, em uma ou mais empresas, 
por trabalhador avulso, durante o mês, destinado a retribuir o trabalho, integra o conceito 
de salário de contribuição para o trabalhador avulso, bem como para o segurado 
empregado. 
Como o enunciado afirma corretamente que tais verbas integram o salário de contribuição, 
é correta a presente assertiva. 
 
GABARITO: CERTO 
 
45. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) 
Não integram o salário de contribuição: a parcela recebida a título de vale-transporte, na 
forma da legislação própria; a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente 
em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da 
CLT; as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor. 
 
 
 
 
 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: 
• a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria 
(CORRETA): a 
• Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que 
não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “f” do 
mencionado texto legal, aparece a parcela recebida a título de vale-transporte, na 
forma da legislação própria. 
 
• a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de 
mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT (CORRETA): 
a Lei nº 8.212/91 apresenta, em seu art. 28, § 9º, uma lista exaustiva das parcelas que 
não integram o salário de contribuição. Dentre elas, de acordo com a alínea “g” do 
mencionado texto legal, aparece a presente verba. A ajuda de custo tem a finalidade 
de indenizar o empregado, ressarcindo ou antecipando as despesas do trabalhador 
com a transferência para local diverso do seu domicílio. 
 
• as diárias para viagens, qualquer que seja o seu valor (CORRETA): a partir da vigência 
da Lei nº 13.467/2017, o total das diárias pagas, ainda quando excedentes a 
cinquenta por cento da remuneração mensal, não mais integrarão o salário de 
contribuição, em qualquer caso. 
 
GABARITO: CERTO 
 
46. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) 
Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título de bolsa de 
complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; 
a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da 
 
 
 
 
 
empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa 
de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que NÃO 
INTEGRAM o salário de contribuição. 
Vamos analisar cada uma das verbas apresentadas no enunciado: 
• a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de 
estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77 (CORRETA): Nos termos da 
alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/9, a importância recebida a título de bolsa 
de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei, não 
integra o salário de contribuição, pois, neste caso, o estagiário não é considerado 
segurado obrigatório do RGPS e os valores por ele recebidos não são considerados 
remuneração. Assim sendo, se cumpridos os preceitos legais do contrato de estágio, 
não incidirá contribuição previdenciária sobre sua bolsa de complementação 
educacional. 
• a remuneração trezena ou 13° salário (INCORRETA): O 13º salário integra o salário de 
contribuição. A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º 
salário, o STF editou a Súmula 688, senão vejamos: “Súmula 688: É legítima a 
incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. 
• a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de 
acordo com lei específica (CORRETA): Nos termos da alínea “j” do § 9º do art. 28 da 
Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a participação dos 
empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de 
acordo com lei específica. 
• o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao 
Servidor Público-PASEP (CORRETA): Tais valores não sofrem incidência de 
contribuição previdenciária, pois, além de não serem pagos pelo empregador, estão 
expressamente previstos no §9º, do art. 28, da Lei n 8.212/91 como parcelas não 
integrantes do salário de contribuição. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
47. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) 
Integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a transporte, alimentação 
e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em 
localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da 
atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas 
pelo Ministério do Trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O enunciado pede que analisemos a presente assertiva, acerca das verbas que INTEGRAM o 
salário de contribuição. 
Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa 
ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em 
canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, 
observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho não integram 
o salário de contribuição, nos termos da alínea “m” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91. 
Assim sendo, está incorreta a presente assertiva. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
48. (CESPE - 2011 - PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) 
Com relação às normas constitucionais que regem a previdência social, os ganhos 
habituais do empregado, inclusive o valor pago, em dinheiro, a título de vale-transporte, 
incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente 
repercussão em benefícios. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Em regra, os ganhos habituais do empregado integram o salário de contribuição. Contudo, 
em relação ao vale-transporte, o STF, tem se posicionado no sentido de que, mesmo sendo 
pago em dinheiro, não sofre incidência de contribuiçãoprevidenciária. Diante deste 
 
 
 
 
 
entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo 
sentido. 
Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – 
PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, 
a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro 
fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o 
pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. 
No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre 
o tema, conforme segue (A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo 
a cobrança de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro: 
"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, 
considerando o caráter indenizatório da verba". 
 
GABARITO: ERRADO 
 
49. (CESPE - 2010 - DETRAN-ES - Advogado) 
Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de previdência social, 
o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado 
facultativo que não exerce atividade remunerada. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 28, inciso IV, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, 
para o segurado facultativo, o valor por ele declarado. 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado facultativo 
encontram-se abaixo discriminado: 
Limite Máximo: Nos termos da Portaria Interministerial MTP/ME Nº 12, DE 17/01/2022, o 
limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2022 é de R$ 7.087,22. 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 1.212,00) 
Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição é um instituto de direito 
previdenciário inaplicável ao segurado facultativo que não exerce atividade remunerada. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
50. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) 
Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. Nessa situação, o salário 
de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma 
de utilidade, tais como alimentação e moradia. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 28, inciso II, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, 
para o empregado doméstico: 
“a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a 
serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da 
remuneração”. 
Desta forma, é incorreto afirmar que o salário de contribuição de Telma é o valor total 
recebido, incluindo os ganhos habituais na forma de utilidade, tais como alimentação e 
moradia, sendo considerado, tão somente, o valor registrado em sua carteira de trabalho. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
51. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) 
Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, oferece programa de 
previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e dirigentes. Nessa 
situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa 
física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de 
contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a 
programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à 
totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, 
consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e 
obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. 
Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados 
pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. 
Irrelevante o fato desses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa física 
beneficiária, para ser ou não consideradas parcelas integrantes do salário de contribuição. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
52. (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) 
Carlos advogava para diversas empresas na justiça do trabalho, sem manter vínculo de 
emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma delas. Nessa situação, o salário de 
contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, 
independentemente de qualquer limite. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Carlos é segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual. Nos termos do art. 28, 
inciso III, da Lei nº 8.212/91, entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual: 
“Art. 28. (...) 
III - a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta 
própria, durante o mês”. 
Os limites mínimo e máximo do salário de contribuição para o segurado contribuinte 
individual encontram-se abaixo discriminado: 
Limite Máximo: Nos termos da Portaria Interministerial MTP/ME Nº 12, DE 17/01/2022, o 
limite máximo do salário de contribuição para o ano de 2020 é de R$ 7.087,22. 
Limite Mínimo: É o salário mínimo, tomado no seu valor mensal. (Atualmente R$ 1.212,00) 
Logo, incorreta a assertiva, pois afirma que o salário de contribuição de Carlos corresponde 
à soma de todas as remunerações percebidas, independentemente de qualquer limite. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
53. (INSTITUTO CIDADES - 2008 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) 
De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a 
parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril 
de 1976. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, aprovado pelo Ministério do Trabalho, 
quando devidamente cumprido pelo contribuinte, nos exatos termos da lei, permite que a 
empresa forneça alimentação e cestas básicas a seus segurados, sem que tais valores 
integrem a base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
A Receita Federal do Brasil - RFB, até 2011, apurava e cobrava contribuição social incidentes 
sobre os valores de alimentação e cesta básica fornecidas pela empresa a seus 
trabalhadores, quando as mesmas não estavam inscritas no PAT ou descumpriam algum de 
seus requisitos legais. 
Entretanto, o STJ, por diversas vezes, decidiu em sentido contrário, ao firmar entendimento 
de que, mesmo não inscrita e não cumprindo os requisitos legais do Programa de 
Alimentação do Trabalhador – PAT, não deveria haver incidência de contribuição 
previdenciária sobre a alimentação e cestas básicas fornecida aos trabalhadores. 
Diante da jurisprudência já pacificada, e buscando evitar maiores prejuízos para a Fazenda 
Nacional, haja vista as sucessivas derrotas na esfera judicial, a própria administração pública 
reconheceu tal entendimento e, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – 
PGFN, emitiu o Parecer nº 2.117/2011. Neste parecer recomenda-se a não apresentação de 
contestação, a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que 
inexista outro fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de 
que sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência da contribuição 
previdenciária. 
Desta forma, para questões de prova que discorram sobra a incidência ou não de 
contribuição previdenciária sobre parcela in natura recebida de acordo com os programas 
de alimentação, a melhor resposta em qualquer desses casos, e que tais valores nãointegram o salário de contribuição. 
Outrossim, caso o auxílio alimentação seja fornecido em dinheiro, a RFB considera que tais 
valores integram o salário de contribuição e sobre eles deve haver cobrança de contribuição 
previdenciária. 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
54. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à 
participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição 
previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação 
nos lucros. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
A CF/88, em seu art. 7º, inciso XI, afirma ser direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem à melhoria de sua condição social, participação nos lucros, ou 
resultados, desvinculada da remuneração. 
Sobre a questão, assim dispõe a alínea “j” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991: 
“Art. 28. (...) 
§ 9º Não integram o salário de contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) 
j) a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de 
acordo com lei específica”. 
A lei específica que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da 
empresa é a Lei no 10.101/2000, cujas principais disposições são mencionadas a seguir: 
• A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e 
seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas 
partes de comum acordo: 
o comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante 
indicado pelo sindicato da respectiva categoria; 
o convenção ou acordo coletivo. 
• Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas 
quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, 
inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do 
acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do 
acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: 
o índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; 
o programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. 
• O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos 
trabalhadores. 
 
 
 
 
 
• É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de 
participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo 
ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. 
Desta forma, a importância paga a título de participação nos lucros ou resultados da 
empresa, quando paga nos termos da Lei no 10.101/2000, não integra o salário de 
contribuição. 
Por outro lado, se descumpridos os requisitos legais, tal verba será considerada base de 
cálculo de contribuições previdenciárias. 
Na presente questão, Maurício recebe, a cada mês, um valor referente à participação nos 
lucros, que é apurado mensalmente. Nesta situação, a empresa paga participação nos lucros 
em desacordo com o previsto em lei específica, pois efetua tais pagamentos mais de 2 (duas) 
vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil. Assim sendo, 
por descumprir a legislação pertinente, incide contribuição previdenciária sobre o valor 
recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. 
GABARITO: CERTO 
 
55. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de 
incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de 
previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores 
pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
O valor das contribuições efetivamente pagas pelo empregador, pessoa jurídica, relativo a 
programa de Previdência Complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à 
totalidade de seus empregados e dirigentes, não integra o salário de contribuição. 
Contudo, para que tais valores não integrem o salário de contribuição e não haja, 
consequentemente, incidência de contribuições previdenciárias sobre eles, é necessário e 
obrigatório que tal benefício seja disponibilizado a todos os empregados e dirigentes. 
Caso seja concedido em favor de apenas de alguns segurados, sobre tais valores repassados 
pela empresa haverá incidência de contribuições previdenciárias. 
 
 
 
 
 
Na presente questão, apenas os empregados do setor de vendas recebem um plano de 
previdência privada. Assim sendo, por não estar disponível à totalidade de seus empregados 
e dirigentes, integra o salário de contribuição. 
GABARITO: CERTO 
 
56. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o vale-transporte junto às 
demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente depositada em sua 
conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores 
recebidos por Mateus a título de vale-transporte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com base no art. 28, § 9º, alínea “f” da Lei nº 8.212/91, combinada com a Lei nº 7.418/85, 
regulamentada pelo Decreto nº 95.247/87, a Receita Federal do Brasil – RFB tinha 
entendimento de que o vale-transporte pago em dinheiro ao trabalhador sofria a incidência 
da contribuição previdenciária, pois não estaria sendo paga na forma da legislação própria. 
Todavia, o STF, tem se posicionado no sentido de que o vale-transporte, mesmo sendo pago 
em dinheiro, não sofre incidência de contribuição previdenciária. Diante deste 
entendimento do STF, o STJ revisou seu entendimento anterior e passou a decidir no mesmo 
sentido. 
Reconhecendo a jurisprudência já pacificada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – 
PGFN emitiu o Parecer nº 2.120/2011, recomendando a não apresentação de contestação, 
a não interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro 
fundamento relevante, nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o 
pagamento de vale transporte em dinheiro não há incidência da contribuição previdenciária. 
No mesmo ano, foi publicada a Súmula nº 60, de 08 de dezembro de 2011 dispondo sobre 
o tema, conforme segue: 
"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, 
considerando o caráter indenizatório da verba". 
A presente Súmula vincula a RFB e a Fazenda Nacional, impedindo a cobrança de 
contribuições previdenciárias sobre tais verbas, ainda que pagas em dinheiro. 
 
 
 
 
 
Na presente questão, ainda que Mateus receba o vale-transporte junto com as demais 
rubricas que compõem sua remuneração, através de depósito em sua conta bancária, não 
incidirá contribuição previdenciária sobre os valores por ele recebidos a este título. 
GABARITO: ERRADA 
 
LISTA DAS QUESTÕES 
1. (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) 
Acerca do custeio da seguridade social, julgue o próximo item. 
O salário-de- contribuição de segurado empregado deverá corresponder à integralidade de 
uma remuneração auferida durante o mês de trabalho. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
2. (CESPE – Analista Administrativo – EBSERH – 2018) 
Julgue o item subsecutivo, relativo às Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.º 
971/2009 e n.º 1.234/2012 e à Lei Complementar n.º 116/2003. 
 Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições previdenciárias do 
empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
3. (CESPE – Delegado de Polícia Federal – 2018) 
Roberto é empregado da empresa XYZ ME há trinta anos e pretende requerer ao INSS,em 
1.º/10/2018, a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
O salário de contribuição de Roberto corresponde ao valor de sua remuneração, respeitados 
os limites mínimo e máximo desse salário. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
 
 
 
 
 
4. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
NÃO integram o salário- de- contribuição para os fins da Lei nº 8.212/1991, exclusivamente, 
as importâncias recebidas a título de férias 
a) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias, além da importância paga ao segurado facultativo a 
título de complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
b) gozadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra 
legal da remuneração de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
c) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
metade da remuneração legal de férias, além da importância paga ao empregado a título de 
complementação ao valor do auxílio-moradia, desde que extensivo à totalidade de 
empregados da empresa. 
d) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração do décimo terceiro salário, além da importância paga ao 
empregado a título de complementação ao valor do auxílio-acidente, desde que extensivo 
a alguns empregados da empresa. 
e) indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à 
dobra legal da remuneração de férias prevista na legislação pertinente, além da importância 
paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapacidade 
temporária, desde que extensivo à totalidade de empregados da empresa. 
 
5. (FCC – Técnico Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
Com base na Lei nº 8.212 de 1991, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, 
a) o salário-maternidade integra o salário de contribuição, desde que pago em valor superior 
ao salário mínimo. 
b) as gorjetas, com exceção das espontâneas do cliente, integram o salário de contribuição 
do empregado. 
c) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional integram o salário de contribuição. 
d) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal, não 
integram o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
e) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por 
incapacidade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos 
empregados da empresa, não integra o salário de contribuição. 
 
6. (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) 
A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento 
a) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os 
padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
b) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com 
os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
c) apenas das remunerações creditadas a alguns dos segurados a seu serviço, de acordo com 
os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
d) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço de outrem, de 
acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade 
Social. 
e) apenas das remunerações pagas a todos os segurados a serviço de outrem, de acordo 
com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. 
 
7. (INÉDITA) 
O adicional de transferência, que é o valor pago mensalmente de forma complementar ao 
salário contatual ao empregado quando transferido provisoriamente para outro local de 
trabalhado, implicando mudança de residência, é parcela integrante do salário de 
contribuição. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
8. (INÉDITA) 
Josué é empregado da empresa Melado Soluções S.A, localizada no município de Ribeirão 
Preto, e recebeu no mês de abril de 2019 R$2.500,00 reais a título de diárias, em decorrência 
de uma viagem que fez para São Paulo no interesse da empresa. Considerando que o salário 
normal de Josué é R$2000,00 mensais, podemos afirmar que o valor recebido a título de 
diárias será parte não integrante do salário de contribuição de Josué, para fins de cálculo da 
contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
9. (INÉDITA) 
Quanto ao salário-de-contribuição dos segurados do RGPS, podemos afirmar que a 
importância paga pelo empregador a título de complementação do auxílio por incapacidade 
temporária é parte não integrante do salário de contribuição, ainda que este direito não seja 
extensivo à totalidade de empregados da empresa. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
10. (INÉDITA) 
De acordo com o entendimento jurisprudencial, integram o salário de contribuição: 
a) O pagamento relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do empregado por 
motivo de doença ou acidente de trabalho. 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas. 
c) O aviso prévio indenizado. 
d) O auxílio-alimentação pago in natura. 
e) O décimo-terceiro salário. 
 
 
11. (INÉDITA) 
De acordo com a Lei 8.212/91, não constitui base de incidência dos encargos 
previdenciários: 
a) o auxílio-acidente; 
b) O adicional constitucional referente às férias gozadas; 
c) As diárias pagas para viagem, somente quando excederem a 50% da remuneração do 
empregado; 
d) Os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno; 
e) A remuneração do aposentado que volta a trabalhar. 
 
 
 
 
 
 
 
12. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 6ª Região – 2013). 
Exclusivamente para os casos do segurado empregado e do segurado trabalhador avulso, o 
salário-de-contribuição é a remuneração auferida em: 
a) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho sem 
vínculo empregatício, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos 
eventuais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, 
quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador 
ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo 
coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
b) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos ou 
creditados a qualquer título, durante a quinzena, destinados a retribuir o trabalho, qualquer 
que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos eventuais sob a forma de utilidades e 
os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
c) uma empresa, assim entendida a totalidade dos rendimentos devidos ou creditados a 
qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir apenas o trabalho com vínculo 
empregatício, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
d) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho e o capital 
investido, quaisquer que sejam as suas formas, inclusive as gorjetas,no conceito de remuneração e pagas ao trabalhador em retribuição 
ao serviço prestado. Tais parcelas são pagas PELO TRABALHO (destinadas a 
retribuir o trabalho), representando um acréscimo ao patrimônio do trabalhador. 
O art. 457 da CLT dispõe, acerca da remuneração, que a mesma é composta pelo 
salário mais as gorjetas, senão vejamos: 
“Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, 
além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do 
serviço, as gorjetas que receber.” 
Por outro lado, temos parcelas recebidas pelo trabalhador com o objetivo de dar 
condições ou facilitar a execução do trabalho, ou a ressarcir um valor que o 
empregado tenha tido que desembolsar em razão da sua atividade. 
Neste caso, dizemos que tais valores foram pagos PARA O TRABALHO, sem 
representar um acréscimo patrimonial. Assim sendo, não deverão integrar o salário 
de contribuição. 
Em regra, os valores pagos, visando uma indenização ou ressarcimento do 
trabalhador, não são considerados como parcelas integrantes do salário de 
contribuição. 
Importante destacar que, apesar de remuneração e de salário de contribuição ter 
conceitos diferentes dentro do direito previdenciário, as parcelas que não integram 
o salário de contribuição não integrarão, também, a remuneração. 
 
 
 
 
 
 
 
INDENIZAÇÃO E RESSARCIMENTO 
Para melhor compreensão do assunto, vamos conceituar indenização e 
ressarcimento: 
Indenização: destina-se a reparar um dano, não integrando o salário de 
contribuição. 
 
Ressarcimento: é o reembolso de despesas pagas pelo trabalhador, 
quando executa alguma atividade de interesse do empregador, não 
integrando, também, o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
 
 PARCELAS INTEGRANTES DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 
As parcelas integrantes do salário de contribuição são estudadas de forma 
exemplificativa, pois a legislação previdenciária relaciona de forma exaustiva em 
seu texto, tão somente, as parcelas não integrantes do salário de contribuição. 
Assim sendo, podemos concluir que, em regra, todas as parcelas cuja legislação 
previdenciária não afaste expressamente do campo de incidência e se enquadrem 
no conceito de remuneração (direta ou indireta), serão consideradas parcelas 
integrantes do salário de contribuição e, consequentemente, estarão no campo de 
exigência tributária. 
Para efeito de prova, segue relação com as principais parcelas que integram o 
salário de contribuição: 
 
 Salário 
Assim dispõe o § 1º do art. 457 da CLT acerca do salário: 
“Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões 
pagas pelo empregador.” 
Além do salário, também integram o salário de contribuição o saldo de salário 
pagos na rescisão do contrato de trabalho, pois são pagos pelos dias trabalhados 
pelo empregado no mês da rescisão. Desta forma, incidirá contribuição 
previdenciária sobre o salário e respectivo saldo pago na rescisão. 
 
 Salário Maternidade (cota patronal deixou de integrar o salário de contribuição) 
Assim dispõe o § 2º do art. 28 da Lei nº 8.212/91: 
“O salário-maternidade é considerado salário de contribuição”. 
 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso 
Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da 
Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal (a 
 
 
 
 
 
cargo do empregador) sobre o salário-maternidade. Com base nesse 
entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI 
Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se 
adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão 
tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a 
incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário 
maternidade". 
 
Salário-maternidade é um benefício previdenciário devido à segurada em função 
de: 
• Parto; 
• Adoção; 
• Guarda judicial para fins de adoção; ou 
• Aborto não criminoso 
IMPORTANTE: o salário-maternidade era o único dos benefícios devidos 
pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que integrava o salário 
de contribuição. Agora nenhum benefício do RGPS integra o salário de 
contribuição para o empregador. Contudo, o entendimento da 
Procuradoria da Fazenda Nacional e da Secretaria da Receita Federal do 
Brasil é no sentido de que continua incidindo a contribuição do segurado 
sobre a parcela de salário-maternidade. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, seguida 
de uma assertiva a ser julgada. 
Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença-maternidade. 
Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor recebido por Bruna 
a título de salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício 
previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada correta na ocasião. 
 
Obs: Apesar de ter sido considerada correta na época da aplicação da prova, atualmente foi 
declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do 
empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva 
INCORRETA. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
(CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). 
Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. 
Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos benefícios do 
RGPS, incluído o salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício 
previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: 
Art. 28. Da Lei 8.212/91. 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. 
Obs: Apesar de ter sido considerada incorreta na época da aplicação da prova, atualmente foi 
declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do 
empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva 
CORRETA. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). 
No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. 
Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Conforme podemos verificar no Art. 28. da Lei 8.212/91, salário maternidade era o único benefício 
previdenciário, concedido pelo RGPS, sobre o qual a lei prevê a incidência de contribuição: 
Art. 28. da Lei 8.212/91: 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; 
 
Portanto assertiva foi considerada errada na ocasião. 
 
Obs: Apesar de ter sido considerada errada na época da aplicação da prova, atualmente foi 
declarado pelo STF como inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do 
empregador sobre o salário maternidade". Por tal motivo, atualizamos o gabarito para assertiva 
CORRETA. 
 
Gabarito: CERTO.os ganhos habituais sob 
a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador 
de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de 
trabalho ou sentença normativa. 
e) uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que 
seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente 
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos 
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
 
 
 
 
 
 
13. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe 
remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos, respectivamente. Nessa 
situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de 
ambos os empregos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
14. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja 
remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo é o salário 
mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
15. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa 
situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário mínimo e o 
teto máximo fixado em portaria interministerial. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
16. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro – 2015). 
Quanto ao custeio da Seguridade Social, conforme normas constitucionais e da legislação 
aplicável à matéria, é correto afirmar: 
a) As contribuições sociais sempre incidirão sobre aposentadoria e pensão, do trabalhador 
e dos demais segurados, concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social. 
 
 
 
 
 
b) O salário de contribuição se confunde com o valor da contribuição recolhida à Previdência 
Social. 
c) Entende-se por salário de contribuição o valor base sobre o qual será determinada a 
contribuição a ser recolhida; para o empregado doméstico será a remuneração registrada 
na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
d) O salário de benefício é sinônimo de salário de contribuição, possuindo assim mesma 
natureza jurídica e destinação. 
e) Não há previsão legal para fixação de limites mínimo e máximo para o salário de 
contribuição. 
 
17. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de-contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de licença-
maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre o valor 
recebido por Bruna a título de salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
18. (CESPE - Advogado da União – AGU - 2015). 
Acerca do RGPS, julgue o item subsequente. 
Conforme entendimento do STF, não há incidência de contribuição previdenciária nos 
benefícios do RGPS, incluído o salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
19. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TC/ DF – 2014). 
No que se refere ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue o item seguinte. 
Não é considerado salário de contribuição o salário-maternidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
20. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas 
remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo 
terceiro salário), conforme entendimento do STF. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
21. (CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). 
Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. 
Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse 
mesmo regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma 
alíquota aplicada aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere 
o limite máximo estabelecido para o referido regime. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
22. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca de salário-de- contribuição, 
seguida de uma assertiva a ser julgada. 
 O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi rescindido antes 
que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação, haverá a incidência de 
contribuição previdenciária sobre a importância paga a título de indenização das férias 
vencidas e sobre o respectivo adicional constitucional. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
23. (CESPE - Delegado de Polícia Federal - 2013). 
De acordo com as normas constitucionais e legais acerca do financiamento da seguridade 
social, julgue o item seguinte. 
 
 
 
 
 
Integram o salário de contribuição que equivale à remuneração auferida pelo empregado, 
as parcelas referentes ao salário e às férias, ainda que indenizadas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
24. (CESPE - Analista Técnico-Administrativo – DPU – 2016). 
No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. 
Segundo a legislação vigente, deve haver incidência de contribuição previdenciária sobre 
importância recebida a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
25. (CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014). (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Segundo entendimento do STF, a indenização de transporte paga em dinheiro não integra o 
salário de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
26. (FCC – Analista Judiciário - TRT 21ª Região – Judiciária – 2017). 
De acordo com a Lei nº 13.467/2017, para fins de contribuição à Previdência Social: 
a) o total das diárias para viagem pagas pelo empregador, quando excedente a cinquenta 
por cento do salário mensal, integra o salário de contribuição. 
b) as diárias para viagem pagas pelo empregador, em nenhuma hipótese, integram o salário 
de contribuição. 
c) apenas o percentual das diárias para viagem que exceder cinquenta por cento do salário 
mensal do empregado integra o salário de contribuição. 
d) os prêmios e abonos integram o salário de contribuição, desde que decorram de 
regulamento interno da empresa. 
 
 
 
 
 
e) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico conveniado 
pela empresa integra o salário de contribuição, desde que concedido a todos os 
empregados. 
 
27. (FCC - Procurador Autárquico – MANAUSPREV – 2015). 
Nos termos da legislação que institui e regulamenta o Plano de Custeio da Seguridade Social 
no Brasil, sobre salário de contribuição, é INCORRETO afirmar: 
a) O valor de diárias para viagem não excedentes de 50% da remuneração mensal, a parcela 
recebida a título de vale-transporte na forma da lei própria e a participação nos lucros e 
resultados da empresa integram o salário de contribuição do empregado urbano. 
b) O salário de contribuição para o empregado doméstico é a remuneração registrada em 
Carteira de Trabalho e Previdência Social,que seja o seu valor. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
46. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) 
Não integram o salário de contribuição: a importância recebida a título de bolsa de 
complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77; 
a remuneração trezena ou 13° salário; a participação nos lucros ou resultados da 
empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; o abono do Programa 
de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
47. (TRT - 15ª Região – Juiz – 2012) 
Não integram o salário de contribuição: os valores correspondentes a transporte, 
alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para 
trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, 
por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção 
estabelecidas pelo Ministério do Trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
48. (CESPE - 2011 - PREVIC - Analista Administrativo - Área Administrativa) 
Com relação às normas constitucionais que regem a previdência social, os ganhos 
habituais do empregado, inclusive o valor pago, em dinheiro, a título de vale-transporte, 
incorporam-se ao seu salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente 
repercussão em benefícios. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
49. (CESPE - 2010 - DETRAN-ES - Advogado) 
Com relação ao salário de contribuição e ao custeio do regime geral de previdência social, 
o salário de contribuição é um instituto de direito previdenciário inaplicável ao segurado 
facultativo que não exerce atividade remunerada. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
50. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) 
Telma é empregada doméstica e segurada da previdência social. Nessa situação, o salário 
de contribuição de Telma é o valor total recebido, incluindo os ganhos habituais na forma 
de utilidade, tais como alimentação e moradia. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
51. (CESPE - 2008 - PGE-CE - Procurador de Estado) 
Marcos trabalha em uma empresa que, entre outras vantagens, oferece programa de 
previdência complementar aberta, disponível a todos os empregados e dirigentes. Nessa 
situação, pelo fato de esses valores serem dedutíveis do imposto de renda da pessoa 
física beneficiária, a legislação previdenciária considera tais rubricas como salário de 
contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
52. (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Nacional) 
Carlos advogava para diversas empresas na justiça do trabalho, sem manter vínculo de 
emprego, auferindo valores fixos mensais de cada uma delas. Nessa situação, o salário de 
contribuição de Carlos corresponde à soma de todas as remunerações percebidas, 
independentemente de qualquer limite. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
53. (INSTITUTO CIDADES - 2008 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - 1ª Fase) 
De acordo com o artigo 28, da Lei nº 8.212/91, não integram o salário de contribuição a 
parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril 
de 1976. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
54. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à 
participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição 
previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação 
nos lucros. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
55. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de 
incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de 
previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores 
pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
56. (CESPE - 2008 - INSS - Técnico do Seguro Social) 
Mateus trabalha em uma empresa de informática e recebe o vale-transporte junto às 
demais rubricas que compõem sua remuneração, que é devidamente depositada em sua 
conta bancária. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores 
recebidos por Mateus a título de vale-transporte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
GABARITO GERAL 
 
 
 
1- ERRADO 2- CERTO 3- CERTO 4- E 5- E 
6- B 7- CERTO 8- CERTO 9- ERRADO 10- “B” e “E” 11- A 
12 – E 13 – CERTO 14 – ERRADO 15 - CERTO 16 – C 17 – ERRADO 
18 - CERTO 19 – CERTO 20 – ERRADO 21 - ERRADO 22 - ERRADO 23 - ERRADO 
24 - ERRADO 25 – CERTO 26 – B 27 – A 28 - A 29- E 
30 – C 31 – CERTO 32 – CERTO 33 - CERTO 34 - CERTO 35 - CERTO 
36 - CERTO 37 – CERTO 38 – CERTO 39 - CERTO 40 - ERRADO 41 - ERRADO 
42 - ERRADO 43 - ERRADO 44 – CERTO 45 - CERTO 46 - ERRADO 47 - ERRADO 
48 - ERRADO 49 - ERRADO 50 – ERRADO 51 - ERRADO 52 - ERRADO 53 - CERTO 
54 - CERTO 55 – CERTO 56 – ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DA AULA 
 
 
✓ Entende-se por salário de contribuição, para o empregado e trabalhador 
avulso, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a 
totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, 
durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua 
forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e 
os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou 
tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção 
ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa (respeitando-se os 
limites mínimo e máximo); 
 
✓ Entende-se por salário de contribuição, para o empregado doméstico, a 
remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, 
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para 
comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração 
(respeitando-se os limites mínimo e máximo); 
 
✓ Entende-se por salário de contribuição, para o contribuinte individual, a 
remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua 
atividade por conta própria, durante o mês (respeitando-se os limites mínimo 
e máximo); 
 
✓ Entende-se por salário de contribuição, para o segurado facultativo, o valor 
por ele declarado (respeitando-se os limites mínimo e máximo). 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Principais parcelas que não integram o salário de contribuição: 
 
✓ os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais; 
 
o Obs.: O salário-maternidade, entretanto, era exceção a esta 
regra, pois integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia 
contribuição previdenciária. Contudo, Supremo Tribunal Federal 
(STF), no julgamento do Recurso Extraordinário nº 576.967/PR, 
declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 
8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição 
previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Com base 
nesse entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
editou o PARECER SEI Nº 18361/2020/ME, em que orienta os 
órgãos da Administração para se adequarem, mediante 
autorização para dispensa de contestar e recorrer. A decisão 
tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É 
inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a 
cargo do empregador sobre o salário maternidade" 
 
✓ as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta; 
 
✓ a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de 
alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência 
Social; 
 
✓ as importâncias: 
 
o recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da 
remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação 
das Leis do Trabalho-CLT;o recebidas a título de incentivo à demissão; 
 
 
 
 
 
 
o recebidas a título de abono de férias; 
 
o recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos 
expressamente desvinculados do salário; 
 
o recebidas a título de licença-prêmio indenizada; 
 
✓ a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação 
própria; 
 
✓ a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em 
decorrência de mudança de local de trabalho do empregado; 
 
✓ as diárias para viagens; 
 
✓ a importância recebida a título de bolsa de complementação 
educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei; 
 
✓ a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou 
creditada de acordo com lei específica; 
 
✓ o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de 
Assistência ao Servidor Público-PASEP; 
 
✓ os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação 
fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em 
localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local 
que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas 
as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; 
 
✓ a importância paga ao empregado a título de complementação ao 
valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito 
seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
 
 
 
 
 
 
✓ o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica 
relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, 
desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes; 
 
✓ o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou 
odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o 
reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos 
ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares; 
 
✓ o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios 
fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para 
prestação dos respectivos serviços; 
 
✓ o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o 
reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, 
observado o limite máximo de seis anos de idade, quando 
devidamente comprovadas as despesas realizadas; 
 
✓ o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e 
a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às 
atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os 
empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; 
 
o o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica 
e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados 
às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja 
utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os 
empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; 
 
o o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise 
à educação básica de empregados e seus dependentes e, desde 
que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à 
educação profissional e tecnológica de empregados; 
 
 
 
 
 
 
o não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e 
 
o o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, 
considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por 
cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor 
correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo 
mensal do salário de contribuição, o que for maior; 
 
✓ os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; 
✓ o valor correspondente ao vale-cultura. 
✓ prêmios e abonos. 
✓ prêmio de seguro de vida em grupo, desde que: 
o Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
o Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. 
✓ Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do 
empregado por motivo de doença ou acidente. 
✓ Aviso Prévio Indenizado. 
✓ Hora Repouso Alimentação (após a entrada em vigor da Lei 
13.467/2017), tendo em vista sua natureza indenizatória.Férias Gozadas 
Trata-se de um direito assegurado pela CF/88 aos empregados e trabalhadores 
avulsos, que terão direito a férias anuais remuneradas de 30 dias com, pelo menos, 
1/3 a mais que o salário normal, após cada período de 12 meses de trabalho. No 
entanto, tal direito foi estendido, também, aos empregados domésticos pela Lei nº 
11.324/2006. 
FÉRIAS GOZADAS: São aquelas férias usufruídas pelo trabalhador, 
durante a vigência do contrato de trabalho, que se afasta de suas 
atividades laborativas para descansar, recebendo sua remuneração 
acrescida de 1/3. 
 
 
 
 
 
 
Não podemos confundir férias gozadas com férias indenizadas. As férias gozadas 
integram o salário de contribuição. As férias indenizadas, como estudaremos 
adiante, não integram. 
 
FÉRIAS INDENIZADAS: são aquelas que não chegaram a ser gozadas 
pelo trabalhador dentro do seu contrato de trabalho. Neste caso, caso o 
trabalhador já tenha adquirido direito às férias, porém não as tenha 
gozado oportunamente durante o contrato de trabalho, deverão ser 
indenizadas, ou seja, convertidas em dinheiro e pagas ao trabalhador 
quando da rescisão do seu contrato de trabalho. As férias indenizadas, 
pagas ao trabalhador quando da rescisão do contrato de trabalho, não 
integram o salário de contribuição, ou seja, sobre elas não incidirá 
contribuição social previdenciária. 
 
 
A Jurisprudência recente do STJ tem decidido favoravelmente à incidência de contribuição 
previdenciária sobre as férias gozadas, por considerá-la verba de natureza remuneratória e 
salarial, nos termos do art. 148 da CLT, integrando, portanto, o salário de contribuição (Resp 
1240038/PR, DJe 02/05/2014). 
 
Décimo Terceiro Salário (13º Salário) 
Também denominado gratificação natalina, o 13º salário corresponde a 1/12 da 
remuneração devida em dezembro, por mês de serviço no ano ou fração igual ou 
superior a 15 dias de trabalho no mês. 
O 13º salário integra o salário de contribuição para efeito de recolhimento de 
contribuição previdenciária. No entanto, não integrará o cálculo do salário de 
 
 
 
 
 
benefício, para apuração da renda mensal inicial do benefício a ser pago pelo INSS 
ao segurado ou seu dependente. 
As respectivas contribuições, decorrentes do pagamento do 13º salário, serão 
devidas quando do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do 
contrato de trabalho, sendo calculada sempre em separado da remuneração do 
mês. 
 
A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF 
editou a Súmula 688, senão vejamos: 
 “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Procurador do Estado do Piauí – 2014) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Em relação ao salário de contribuição, julgue o item a seguir: 
Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas remuneratórias 
decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo terceiro salário), conforme 
entendimento do STF. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para o candidato despreparado, é fácil errar esta questão. 
As normas do salário de contribuição estão em grande parte no Art. 28 da Lei 8212/91, por isso 
vamos ver o que diz a lei: 
Lei 8212/91. 
Art. 28. (...) 
§ 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para 
o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. 
(Destaques Nossos). 
 
 
 
 
 
A respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre o 13º salário, o STF editou a Súmula 
688, senão vejamos: 
 “Súmula 688: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário”. 
Como podemos perceber, segundo a lei e segundo o STF, a gratificação natalina integra 
normalmente o salário de contribuição e, sobre ela, deverá incidir contribuição previdenciária . 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
Gabarito: ERRADA. 
Horas Extras 
Hora extra consiste no tempo laborado além da jornada diária estabelecida pela 
legislação. 
Segundo o art. 7º, inciso XVI, da CF/88, são direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a remuneração 
do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal. 
As horas extras têm natureza salarial (e não indenizatória), pois são pagas como 
uma contraprestação pelo trabalho prestado após a jornada normal de trabalho. 
 
O STJ, ao apreciar o REsp1.358.281/SP, em 23/04/2014, decidiu, por unanimidade, que 
incide contribuição previdenciária sobre o adicional de horas extras, devendo tal decisão ser 
observada pelas instâncias inferiores. 
 
Gorjetas 
Considera-se gorjeta a parte da remuneração do empregado que não é paga 
diretamente por seu empregador, mas por terceiros, normalmente clientes, 
denominadas gorjetas espontâneas. 
Também se considera gorjeta a importância cobrada pela empresa do cliente, 
como adicional nas contas, a ser posteriormente distribuída entre seus 
empregados. Trata-se da gorjeta conhecida como compulsória. (exemplo: 10% em 
contas de restaurantes) 
 
 
 
 
 
O art. 457 da CLT dispõe, acerca da remuneração, que a mesma é composta pelo 
salário mais as gorjetas, senão vejamos: 
“Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, 
além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do 
serviço, as gorjetas que receber. 
(...) 
§ 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao 
empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a 
qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados.” 
Como integram o conceito de remuneração, as gorjetas integram o salário de 
contribuição. Desta forma, haverá incidência da contribuição previdenciária sobre 
tais parcelas. 
 
O STJ também tem julgado neste sentido, nos termos do REsp 1.099.319/RJ, 
publicada em 12/09/2012, senão vejamos: 
"A gorjeta, compulsória ou inserida na nota de serviço, tem natureza salarial. Em 
consequência, há de ser incluída no cálculo de vantagens trabalhistas e deve sofrer a 
incidência de tributos e contribuições que incidem sobre o salário” 
 
Comissões e Percentagens 
Comissões é uma recompensa retributiva, na maioria das vezes financeira, 
condicionada a determinado serviço realizado pelo trabalhador, oferecida pela 
intermediação de negócios ou cumprimento de metas ou objetivos definidos 
previamente com o intuito de incentivar os resultados comerciais. 
Segundo o § 1º, do art. 457 da CLT, acerca das parcelas integrantes do salário, 
temos que: 
 
 
 
 
 
“Art. 457... § 1º - Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e 
as comissões pagas pelo empregador”. 
Assim sendo, as comissões e percentagens integram o salário de contribuição e 
fazem parte, portanto, da base de cálculo das contribuições previdenciárias. 
Obs.: Caso o empregado seja remunerado exclusivamente por meio de comissões, 
terá direito a um salário mensal nunca inferior a um salário mínimo. 
 
Salário pago sob a forma de utilidades 
Nos termos do art. 28, inciso I, da Lei n 8.212/91, entende-se por salário de 
contribuição, para o empregado e trabalhador avulso: 
“Art. 28 (...) 
I - a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos 
rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a 
retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos 
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador 
de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de 
trabalho ou sentença normativa.” 
A CLT admiteque uma parte do salário do trabalhador seja paga sob a forma de 
utilidades, também conhecido como salário in natura. No entanto, pelo menos 30% 
do salário deve ser pago em dinheiro. Considera-se pagamento em utilidades o 
fornecimento habitual ao trabalhador de outro bem, diferente do dinheiro, por 
força de contrato ou de costume, como retribuição pelo seu trabalho. 
Consideram-se utilidades, dentre outras: 
• Alimentação (máximo 20% do salário-contratual); 
• Habitação (máximo 25% do salário-contratual); 
• Vestuário; 
• Higiene; 
• Transporte; 
• etc. 
 
 
 
 
 
Tais pagamentos, em regra, integram o salário de contribuição. No entanto, para 
que o salário pago sob forma de utilidades integre o salário de contribuição deverá 
observar as seguintes condições: 
• Fornecimento Habitual; 
• Ser concedida em retribuição ao trabalho prestado, ou seja, pelo trabalho. 
Se a prestação in natura for fornecida para o trabalho, não terá natureza salarial. 
Em relação à alimentação fornecida pela empresa ao trabalhador, não se considera 
salário-utilidade quando tal prestação for fornecida de acordo com o Programa de 
Alimentação do Trabalhador – PAT, como iremos estudar adiante. 
EXEMPLO: Algumas empresas oferecem a seus funcionários do alto 
escalão um imóvel para que o mesmo resida com sua família. A empresa 
paga, em regra, o aluguel, condomínio e, muitas vezes, até mesmo as 
contas de água, luz, telefone, etc. Nesses casos, temos pagamento de 
salários in natura, por meio de utilidades, os quais devem ter seus valores 
somados à respectiva remuneração para fins de incidência de 
contribuições previdenciárias. 
 
Remuneração do aposentado que volta a trabalhar 
Tal situação está prevista no § 4º, do art. 12 da Lei nº 8.212/91, conforme segue: 
“Art. 12... 
... 
§ 4º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que estiver exercendo 
ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em 
relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições previdenciárias, para fins de custeio 
da Seguridade Social”. 
IMPORTANTE: Não confundir a remuneração recebida por aposentado que volte 
a trabalhar, em retribuição a seu trabalho, com a aposentadoria recebida da 
Previdência Social. Apenas a remuneração pelo trabalho integrará o salário de 
 
 
 
 
 
contribuição. A aposentadoria, como benefício previdenciário que é, não sofre 
incidência de contribuição previdenciária. 
 
O próprio STF , ao julgar o RE 437640/RS, publicado em 02/03/2007, decidiu neste 
sentido, conforme segue: 
Contribuição previdenciária: aposentado que retorna à atividade: CF, art. 201, § 4º; L. 
8.212/91, art. 12: aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária da ADIn 3.105, 
red.p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05. A contribuição previdenciária do aposentado que retorna 
à atividade está amparada no princípio da universalidade do custeio da Previdência Social 
(CF, art. 195); o art. 201, § 4º, da Constituição Federal "remete à lei os casos em que a 
contribuição repercute nos benefícios" 
 
Gratificações Ajustadas ou Habituais 
As gratificações ajustadas (combinadas), entre empresa e seus trabalhadores, 
integram o conceito de salário, nos termos do art. 457, § 1º, da CLT. 
Tais ajustes, podem ser expressos ou tácitos: 
AJUSTES EXPRESSOS: São as gratificações previstas em contrato de 
trabalho, convenções coletivas, regulamentos da empresa, etc. 
 
AJUSTES TÁCITOS: São as gratificações não previstas formalmente, mas 
que são fornecidas ao trabalhador com habitualidade. 
 
Neste sentido, temos a Súmula 207 do STF, conforme segue: 
“Súmula 207: As gratificações habituais, inclusive a de Natal, consideram-se tacitamente 
convencionadas, integrando o salário.”. 
 
 
 
 
 
Assim sendo, as gratificações habituais, sejam elas expressas ou tácitas, terão a 
incidência de contribuição previdenciária. Se as gratificações forem eventuais, não 
haverá incidência de contribuição. 
 
Quebra de Caixa 
Quebra de caixa é a verba destinada a cobrir os riscos assumidos pelos 
trabalhadores que lidam com manuseio constante de numerário, diretamente no 
caixa da empresa, fazendo recebimentos e pagamentos em nome do empregador, 
visando compensar possíveis diferenças de caixa. 
Usualmente, é paga aos caixas de banco, de supermercados, agências lotéricas, 
etc. 
Não há, na legislação, obrigatoriedade de pagamento do "Adicional de Quebra de 
Caixa". Porém, é comum que os Acordos ou Convenções Coletivas de Trabalho 
fixem tal obrigatoriedade, em relação àqueles empregados sujeitos ao risco de 
erros de contagem ou enganos relativos a transações de valores monetários. 
 
Assim dispõe a Súmula 247 do TST: 
“Súmula 247: A parcela paga aos bancários sob a denominação quebra de caixa possui 
natureza salarial, integrando o salário do prestador dos serviços, para todos os efeitos 
legais”. 
O STJ também tem entendido que tal verba possui natureza salarial, integrando o 
salário de contribuição e incidindo, sobre ela, contribuição previdenciária. Vejamos 
o julgado REsp 1.397.333/RS, publicado em 09/12/2014: 
1. O Tribunal a quo consignou que a verba referente ao adicional de quebra de caixa possui 
natureza salarial, de modo a integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária. 
2. Quanto ao auxílio "quebra de caixa", consubstanciado no pagamento efetuado mês a 
mês ao empregado em razão da função de caixa que desempenha, por liberalidade do 
empregador, o STJ assentou a natureza não indenizatória das gratificações feitas por 
liberalidade do empregador, devendo incidir nesses casos a contribuição previdenciária. 
 
 
 
 
 
3. Agravo Regimental não provido" 
(STJ, AgRg no REsp 1.397.333/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, 
DJe de 09/12/2014). 
Desta forma, os valores pagos a título de quebra de caixa integram o salário de 
contribuição, havendo, portanto, incidência de contribuição previdenciária. 
 
Adicional por tempo de serviço 
Trata-se do conhecido anuênio, triênio, quinquênio, etc, pagos pela empresa, 
basicamente, como uma forma de incentivar os trabalhadores a permanecerem na 
empresa por mais tempo e beneficiar os trabalhadores mais antigos que possuem, 
teoricamente, mais experiência. 
 
Assim dispõe a Súmula 203 do TST: 
“Súmula 203: A gratificação por tempo de serviço integra o salário para todos os efeitos 
legais.”. 
Desta forma, os valores pagos a título de adicional por tempo de serviço integram 
o salário de contribuição, havendo, portanto, incidência de contribuição 
previdenciária. 
 
Adicionais de Insalubridade, Periculosidade e Noturno 
Nos termos da CLT, consideram-se: 
• ATIVIDADES INSALUBRES: Aquelas que, por sua natureza, condições ou 
métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, 
acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade 
do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 
 
 
 
 
 
Assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 40%, 20% ou 10% sobre o 
salário mínimo (conforme o grau da insalubridade seja, respectivamente, máximo, 
médio ou mínimo) 
 
• ATIVIDADES PERIGOSAS: São consideradas atividades ou operações 
perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, 
impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do 
trabalhador a: 
 
o Inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; 
o Roubos ou outras espécies de violência física nas atividades 
profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. 
 
Assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% sobre o salário básico 
do empregado. 
 
 
• ATIVIDADES NOTURNA: Considera-se noturno o trabalho executado por 
empregado urbano entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
No entanto, em relação ao trabalho rural, considera-se trabalho noturno 
aquele executado entre as 21 horas de um dia e às 5 horas do diaseguinte 
na lavoura. Outrossim, na atividade de pecuária, considera-se noturno 
quando executado entre as 20 horas de um dia às 4 horas do dia seguinte. 
 
Para o empregado urbano, o adicional noturno será de pelo menos 20% sobre a 
hora diurna. 
Para o trabalhador rural, o adicional será de 25% sobre a remuneração normal. 
Tais adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno possuem caráter 
retributivo e, consequentemente, natureza salarial. Desta forma, tais rubricas 
integram o salário de contribuição e sobre estes valores será cobrada contribuição 
previdenciária. 
 
 
 
 
 
 
O STJ, ao julgar o REsp 1.358.281/SP, em 23/04/2014, decidiu, por unanimidade, que incide 
contribuição previdenciária sobre os adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno. 
 
Adicional de Transferência 
Trata-se de um valor adicional pago ao empregado quando transferido 
“provisoriamente” para outro local, importando mudança de residência. Tal 
adicional não é devido nas transferências definitivas. 
No caso de transferências provisórias, o empregador é obrigado a pagar um valor 
complementar, de pelo menos 25% do salário contratual que o empregado estiver 
recebendo na nova localidade, pelo tempo que durar a transferência provisória. 
Tal adicional deverá integrar o salário de contribuição, incidindo sobre ele, 
portanto, contribuição previdenciária. 
 
Aviso-Prévio 
O aviso-prévio é a notificação de rompimento do contrato de trabalho que uma 
das partes (empregado ou empregador), dá à outra, sem motivo justificado. 
O objetivo do aviso-prévio é: 
• dar tempo ao empregado de procurar outro serviço, caso seja dado pelo 
empregador; 
• permitir ao empregado ter tempo de contratar um novo colaborador, caso 
seja dado pelo empregado. 
Além disso, o aviso-prévio se aplica somente a: 
 
• contratos de trabalho de prazo indeterminado; 
• contratos de trabalho de prazo determinado nos quais há uma cláusula que 
assegure o direito de ambas as partes rescindirem antecipadamente. 
 
 
 
 
 
Observação: o aviso-prévio não se aplica a empregados atuando sob 
contrato de experiência, de maneira que, em casos assim, qualquer uma 
das partes possa rescindi-lo sem que haja necessidade de notificar a outra 
com antecedência. 
O prazo do aviso-prévio é proporcional ao tempo de serviço do empregado na 
mesma empresa, sendo que não pode ser menor do que 30 dias ou maior do que 
90 dias. 
Funcionários com até 1 ano no serviço têm direito a aviso-prévio de 30 dias. A cada 
ano trabalhado, ganham direito a mais 3 dias, não podendo exceder o limite 
máximo de 90 dias. 
A contagem do prazo começa no dia seguinte ao da notificação de uma das partes. 
Existem dois tipos de aviso-prévio, o trabalhado e o indenizado, conforme 
explicado abaixo: 
AVISO-PRÉVIO TRABALHADO: o empregado trabalha normalmente 
durante o período de aviso prévio, não importando se a decisão de 
desligamento foi tomada por parte dele ou pelo empregador. 
 
AVISO-PRÉVIO INDENIZADO: a empresa dispensa o colaborador e paga 
a ele o valor correspondente ao seu aviso prévio, de modo que o 
funcionário não precise trabalhar durante o período. 
Quando o aviso-prévio é trabalhado, não há dúvidas de que o valor recebido tem 
natureza salarial, integrando o salário de contribuição e sofrendo incidência de 
contribuição previdenciária. 
No entanto, quando o aviso-prévio é indenizado, temos uma divergência entre lei 
e jurisprudência. 
Para a lei, incide contribuição previdenciária tanto no aviso-prévio trabalhado, 
quanto no indenizado. 
 
 
 
 
 
 
No entanto, no julgamento do REsp 1.230.957/RS, em 26/02/2014, o STJ decidiu 
pela não incidência de contribuição previdenciária sobre o aviso-prévio indenizado, 
conforme segue: 
DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO 
PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 
543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). 
Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de 
aviso prévio indenizado. A despeito da atual moldura legislativa (Lei 9.528/1997 e Decreto 
6.727/2009), as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a 
serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador, não ensejam a incidência de 
contribuição previdenciária. A CLT estabelece que, em se tratando de contrato de trabalho 
por prazo indeterminado, a parte que, sem justo motivo, quiser a sua rescisão, deverá 
comunicar a outra da sua intenção com a devida antecedência. Não concedido o aviso prévio 
pelo empregador, nasce para o empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo 
do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, § 
1º, da CLT). Desse modo, o pagamento decorrente da falta de aviso prévio, isto é, o aviso 
prévio indenizado, visa reparar o dano causado ao trabalhador que não fora alertado sobre 
a futura rescisão contratual com a antecedência mínima estipulada na CF (atualmente 
regulamentada pela Lei 12.506/2011). Dessarte, não há como se conferir à referida verba o 
caráter remuneratório, por não retribuir o trabalho, mas sim reparar um dano. Ressalte-se 
que, se o aviso prévio é indenizado, no período que lhe for correspondente o empregado 
não presta trabalho algum, nem fica à disposição do empregador. Assim, por ser não 
coincidir com a hipótese de incidência, é irrelevante a circunstância de não haver previsão 
legal de isenção em relação a tal verba. 
 
Em prova de concursos, temos que responder da seguinte forma: 
Caso a questão pergunte sobre o aviso-prévio indenizado “NOS TERMOS 
DA LEI”: Responda que incide contribuição previdenciária. 
 
Caso a questão pergunte sobre aviso-prévio indenizado “SEGUNDO 
ENTENDIMENTO DA JURISPRUDÊNCIA”: Responda que não incide 
contribuição previdenciária 
 
 
 
 
 
 
Repouso Semanal Remunerado 
O descanso semanal remunerado é um direito que todo trabalhador possui e, como 
o nome sugere, trata-se de um dia na semana que o trabalhador é dispensado do 
trabalho sem prejuízo do salário. 
É assegurado aos trabalhadores urbanos e rurais o repouso semanal remunerado, 
preferencialmente aos domingos, nos termos o art. 7º, inciso XV, da CF/88. 
Durante o repouso semanal remunerado, mesmo sem trabalhar, o empregador é 
obrigado a pagar o salário do empregado. 
Tais valores, pagos pelos dias não trabalhados decorrentes de repouso semanal 
não remunerado, bem como os valores pagos pelos feriados não trabalhados, 
integrarão o salário de contribuição e, consequentemente, sofrerão incidência de 
contribuição previdenciária. Esse também é o entendimento do STJ. 
 
No julgamento do REsp 1.444.203/SC, o STJ entendeu que é “insuscetível classificar como 
indenizatório o descanso semanal remunerado, pois sua natureza estrutural remete ao 
inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial, sendo irrelevante que inexiste 
a efetiva prestação laboral no período, porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai 
a incidência tributária sobre a indigitada verba.” 
Para o STJ, não importa o fato de que não houve contraprestação do trabalhador. 
Acrescenta ainda que: “a ausência de serviço prestado ou mesmo de tempo à disposição 
do empregador, consoante aduz a recorrente, não tem o condão de desconfigurar o caráter 
remuneratório da verba, pois, do contrário, não seria devida a contribuição em nenhuma 
das hipóteses de afastamento legalmente instituído, tal como ocorre sobre as férias 
gozadas.” 
 
Auxílio-Moradia 
A parcela paga a título de auxílio-moradia não está relacionada entre as exceções 
legais para deixar de integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária. 
Além disso, o STJ já decidiu que o auxílio-moradia tem natureza remuneratória, 
 
 
 
 
 
integrando, consequentemente, o salário de contribuição e sofrendo incidência de 
contribuição previdenciária. 
Vejamos abaixo um julgado neste sentido: 
 
PROCESSUAL CIVILE TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA DE GERENTES DE 
AGÊNCIAS. AUXÍLIO-MORADIA. HABITUALIDADE. CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIÁRIA. 
INCIDÊNCIA. NATUREZA REMUNERATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. 
1. O Tribunal regional, com base na análise acurada do "Programa de Residência de 
Gerentes de Agências" e das provas dos autos, consignou que a parcela paga a título de 
auxílio-moradia na espécie tem notadamente natureza remuneratória. Rever tal premissa 
esbarra no óbice da Súmula 7/STJ. 
2. Incide contribuição previdenciária sobre o "total da remuneração" paga ou creditada aos 
trabalhadores, a qualquer título, exceto as verbas listadas no art. 28, 9º, da Lei 8.212/1991. 
Precedentes: AgRg nos EDcl no REsp 1.098.218/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda 
Turma, DJe 09/11/2009; REsp 486.697/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ 17/12/2004. 
3. A hipótese em apreço pagamento de auxílio-moradia , não está arrolada dentre as 
exceções legais. 
4. Agravo regimental não provido. 
AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 42.673/RS, Relator Ministro castro Meira, 
DJe 09/12/2014. 
 
Licença Casamento 
Nos termos do inciso II do art. 473 da CLT, o empregado poderá deixar de 
comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, até 3 (três) dias consecutivos, em 
virtude de casamento. 
Os valores recebidos durante a licença casamento possuem clara natureza 
remuneratória. Além disso, os valores pagos a título de licença casamento não 
 
 
 
 
 
estão relacionados entre as exceções legais para afastar a incidência contribuição 
previdenciária. 
 
Sobre a questão, o STJ já decidiu que a licença casamento tem natureza 
remuneratória, integrando, consequentemente, o salário de contribuição e 
sofrendo incidência de contribuição previdenciária, senão vejamos: 
“PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO-
PATERNIDADE. INCIDÊNCIA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM REPETITIVO. RESP 
PARADIGMA 1230957⁄RS. FÉRIAS GOZADAS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. SÚMULA 
83⁄STJ. SERVIÇO ELEITORAL. LICENÇA CASAMENTO. CARÁTER REMUNERATÓRIO. 
ÔNUS DO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. 
 (...) 
3. Insuscetível classificar como indenizatória a licença para prestação do serviço eleitoral (art. 
98 da Lei n. 9.504⁄97) ou a licença casamento (art. 473, II, da CLT), pois sua natureza 
estrutural remete ao inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial cujo ônus 
é do empregador, sendo irrelevante a inexistência da efetiva prestação laboral no período, 
porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai a incidência tributária sobre as 
indigitadas verbas. 
4. A recorrente defende tese de que a ausência de efetiva prestação de serviço ou de efetivo 
tempo à disposição do empregador justificaria a não incidência da contribuição, ou seja, 
qualquer afastamento do empregado justificaria o não pagamento da exação. 
5. Tal premissa não encontra amparo na jurisprudência do STJ, pois há hipóteses em que 
ocorre o afastamento do empregado e ainda assim é devida a incidência tributária, tal como 
ocorre quanto às férias gozadas. 
6. O parâmetro para incidência da contribuição previdenciária é o caráter salarial da verba. 
A não incidência ocorre nas verbas de natureza indenizatória.” 
 
 
 
 
 
 
Licença para Prestação de Serviço Eleitoral 
Nos termos do art. 98 da Lei 9.504/97, os eleitores nomeados para compor as 
Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos 
serão dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, 
sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos 
dias de convocação. 
Os valores recebidos durante a licença para prestação de serviço eleitoral possuem 
clara natureza remuneratória. Além disso, os valores pagos a título de licença para 
prestação de serviço eleitoral não estão relacionados entre as exceções legais para 
afastar a incidência contribuição previdenciária. 
 
Sobre a questão, o STJ já decidiu que a licença para prestação de serviço eleitoral 
tem natureza remuneratória, integrando, consequentemente, o salário de 
contribuição e sofrendo incidência de contribuição previdenciária, senão vejamos: 
“PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO-
PATERNIDADE. INCIDÊNCIA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM REPETITIVO. RESP 
PARADIGMA 1230957⁄RS. FÉRIAS GOZADAS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. SÚMULA 
83⁄STJ. SERVIÇO ELEITORAL. LICENÇA CASAMENTO. CARÁTER REMUNERATÓRIO. 
ÔNUS DO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. 
(...) 
3. Insuscetível classificar como indenizatória a licença para prestação do serviço eleitoral (art. 
98 da Lei n. 9.504⁄97) ou a licença casamento (art. 473, II, da CLT), pois sua natureza 
estrutural remete ao inafastável caráter remuneratório, integrando parcela salarial cujo ônus 
é do empregador, sendo irrelevante a inexistência da efetiva prestação laboral no período, 
porquanto mantido o vínculo de trabalho, o que atrai a incidência tributária sobre as 
indigitadas verbas. 
4. A recorrente defende tese de que a ausência de efetiva prestação de serviço ou de efetivo 
tempo à disposição do empregador justificaria a não incidência da contribuição, ou seja, 
qualquer afastamento do empregado justificaria o não pagamento da exação. 
 
 
 
 
 
5. Tal premissa não encontra amparo na jurisprudência do STJ, pois há hipóteses em que 
ocorre o afastamento do empregado e ainda assim é devida a incidência tributária, tal como 
ocorre quanto às férias gozadas. 
6. O parâmetro para incidência da contribuição previdenciária é o caráter salarial da verba. 
A não incidência ocorre nas verbas de natureza indenizatória.” 
 
Salário Paternidade 
Considera-se salário paternidade os valores recebidos pelo trabalhador durante sua 
licença paternidade, que é um direito constitucional que garante aos homens 
empregados o direito de estarem afastados de suas atividades no trabalho durante 
cinco dias, em razão do nascimento de filho, sem qualquer prejuízo do salário. Pais 
adotivos também possuem este direito e fazem parte dos beneficiados. 
Ao contrário do que ocorre com o salário maternidade, o salário paternidade 
constitui ônus da empresa, ou seja, não se trata de benefício previdenciário. Desse 
modo, em se tratando de verba de natureza salarial, é legítima a incidência de 
contribuição previdenciária sobre o salário paternidade. 
Ressalte-se que "o salário-paternidade deve ser tributado, por se tratar de licença 
remunerada prevista constitucionalmente, não se incluindo no rol dos benefícios 
previdenciários" (AgRg nos EDcl no REsp 1.098.218/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Herman 
Benjamin, DJe de 9.11.2009). 
 
Valor da Compensação Pecuniária a ser paga no âmbito do Programa de Proteção 
ao Emprego (PPE) 
O Programa de Proteção ao Emprego – PPE, instituído pela Lei 13.189/2015, é um 
programa que visa preservar os empregos dos trabalhadores de empresas que se 
encontram temporariamente em situação de dificuldade econômico-financeira. 
No período de adesão ao PPE, os empregados beneficiários do PPE têm jornada 
de trabalho reduzida, em até 30%, com redução proporcional do salário. 
 
 
 
 
 
Durante o Programa, os empregados beneficiados recebem compensação 
pecuniária de até 50% do valor da redução salarial, limitado ao montante 
correspondente a 65% da parcela máxima do benefício do seguro-desemprego. 
O Programa possibilita a preservação dos empregos em momentos de retração da 
atividade econômica, além de favorecer a recuperação econômico-financeira das 
empresas; contribui para sustentar a demanda agregada em momentos de 
adversidade; estimula a produtividade do trabalho, por meio do aumento da 
duração do vínculo empregatício e fomentar a negociação coletiva e aperfeiçoar as 
relações de emprego. 
Todas as empresas que atenderem aos critérios estabelecidos pelo Programa 
poderão solicitar adesão ao PPE. 
Os valores pagos a título de compensação pecuniária, no âmbito do Programa de 
Proteçãoao Emprego – PPE, integrarão o salário de contribuição e irão compor a 
base de cálculo da contribuição previdenciária. 
 
Seguro Desemprego 
 
Nos termos da lei 8.212/91, com as alterações trazidas pela MP 905/2019 (revogada 
e com vigência encerrada), o beneficiário do Seguro-Desemprego concedido nos 
termos da lei é segurado obrigatório da previdência social. 
Durante os meses de percepção, o valor do seguro-desemprego será considerado 
salário de contribuição, devendo-se descontar, nos pagamentos ao beneficiário, a 
respectiva contribuição previdenciária. 
Tal período será computado como tempo de contribuição para efeito de concessão 
de benefícios previdenciários. 
Observação: A Medida Provisória nº 905/2019 foi REVOGADA pela MP 955, 
publicada em 20 de abril de 2020. Dessa forma, as alterações e inovações 
promovidas pela MP 905/2020 perdem a eficácia. A revogação se deu em razão 
da iminente caducidade da MP que fora revogada. 
 
 
 
 
 
Terço Constitucional de Férias Gozadas (1/3 de Férias Gozadas) 
Trata-se de um direito assegurado pela CF/88 aos empregados, inclusive 
domésticos, e trabalhadores avulsos, que terão direito a férias anuais remuneradas 
de 30 dias com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário normal, após cada período 
de 12 meses de trabalho. 
1/3 de FÉRIAS GOZADAS: Férias gozadas são aquelas férias usufruídas 
pelo trabalhador, durante a vigência do contrato de trabalho, que se 
afasta de suas atividades laborativas para descansar, recebendo sua 
remuneração acrescida de 1/3. 
Segundo entendimento da Receita Federal, o terço constitucional de férias, 
incidente sobre as férias gozadas, integrará o salário de contribuição. Como as 
férias gozadas têm natureza salarial, entende que o terço constitucional também 
deverá ter tal natureza. 
Contudo, havia divergência entre a lei e a jurisprudência sobre o tema em questão. 
Porém, com o julgamento do RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.072.485 PARANÁ, o 
Supremo Tribunal Federal - STF, por maioria, apreciando o tema 985 da 
repercussão geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário interposto 
pela União, assentando a incidência de contribuição previdenciária sobre valores 
pagos pelo empregador a título de terço constitucional de férias gozadas, nos 
termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 
Diante do exposto, o Supremo Tribunal Federal publicou, em 02/10/2020, o 
acórdão de mérito da questão constitucional suscitada no RE 1.072.485, do 
respectivo tema 985, cuja tese foi firmada nos seguintes termos: “É legítima a 
incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço 
constitucional de férias”. 
Como a tese também teve repercussão geral reconhecida, deve ser aplicada no 
âmbito de todos os órgãos do Poder Judiciário, de forma a garantir a racionalidade 
dos trabalhos e a segurança dos jurisdicionados. 
Deve-se destacar que a posição do STF se aplica apenas ao terço constitucional 
que incide sobre as férias gozadas. Isso porque, com relação às férias indenizadas 
(e respectivo adicional de 1/3), o art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/1991, determina 
expressamente a não incidência de contribuição social. 
 
 
 
 
PARCELAS NÃO INTEGRANTES DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 
As parcelas não integrantes do salário de contribuição estão relacionadas numa 
lista exaustiva e previstas no § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91 e no § 9º do art. 214 
do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99). 
Antes de estudarmos cada uma dessas parcelas que não integram o salário de 
contribuição, vamos aprender algumas dicas que visam facilitar nossa compreensão 
e memorização do assunto. 
Em regra, os valores pagos, visando uma indenização ou ressarcimento do 
trabalhador, são considerados como parcelas não integrantes do salário de 
contribuição. 
Para melhor compreensão do assunto, vamos conceituar, novamente, indenização 
e ressarcimento: 
 
INDENIZAÇÃO: destina-se a reparar um dano, não integrando o salário 
de contribuição. 
 
RESSARCIMENTO: é o reembolso de despesas pagas pelo trabalhador, 
quando executa alguma atividade de interesse do empregador, não 
integrando, também, o salário de contribuição. 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos quais são as parcelas não integrantes do salário de contribuição, previstas 
na legislação previdenciária: 
 
Os Benefícios da Previdência Social, nos termos e limites legais. 
Os benefícios da Previdência Social não integram o salário de contribuição. 
O salário-maternidade, entretanto, era exceção absoluta a esta regra, pois 
integrava o salário de contribuição e sobre ele incidia contribuição previdenciária. 
Contudo, Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso 
Extraordinário nº 576.967/PR, declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da 
Lei 8.212/1991 que instituíam a cobrança da contribuição previdenciária patronal 
(a cargo do empregador) sobre o salário-maternidade. Com base nesse 
entendimento, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o PARECER SEI 
Nº 18361/2020/ME, em que orienta os órgãos da Administração para se 
adequarem, mediante autorização para dispensa de contestar e recorrer. 
A decisão tem repercussão geral, tendo-se fixada a seguinte tese: “É 
inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador 
sobre o salário maternidade". 
IMPORTANTE: o salário-maternidade era o único dos benefícios devidos 
pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que integrava o salário 
de contribuição. Agora nenhum benefício do RGPS integra o salário de 
contribuição a cargo do empregador. Contudo, o entendimento da 
Procuradoria da Fazenda Nacional e da Secretaria da Receita Federal do 
Brasil é no sentido de que continua incidindo a contribuição do segurado 
sobre a parcela de salário-maternidade. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Auditor de Controle Externo – TCE/ RO – Direito – 2013). 
Acerca do financiamento dos RPPSs e do RGPS, julgue o próximo item. 
Os aposentados e pensionistas do RGPS deverão contribuir para o financiamento desse mesmo 
regime com proventos de seus respectivos benefícios, com a incidência da mesma alíquota aplicada 
 
 
 
 
 
aos segurados em atividade, desde que o valor de seus proventos supere o limite máximo 
estabelecido para o referido regime. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Para embasar nossa resposta, vamos recorrer ao Art. 195 da Constituição 
Federal. 
Art. 195. (...) 
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre 
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 
201. 
(Destaques Nossos). 
Vejamos, agora, o que diz a Lei 8.212/91 sobre tal assunto: 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, (...); 
(...) 
Assim sendo, podemos concluir que aposentadoria ou pensão, quando são concedidas pelo Regime 
Geral, não sofrem incidência de contribuição previdenciária. Por outro lado, no Regime Próprio de 
Previdência Social – RPP, incidirá contribuição quando os proventos ultrapassarem o teto do RGPS. 
Portanto, assertiva incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
As Ajudas de Custo e o Adicional Mensal recebidos pelo aeronauta 
AJUDA DE CUSTO: Devido no caso de transferência permanente, com 
mudança de domicílio, por período superior a 120 dias. Nesta situação, 
além do salário, o aeronauta receberá uma ajuda de custo, nunca inferior 
ao valor de 4 meses de salário. 
 
ADICIONAL MENSAL: Devido no caso de transferência provisória, por 
período igual ou inferior a 120 dias. Nesta situação, além do salário, o 
aeronauta receberá um adicional, que nunca poderá ser inferior a 25% do 
salário recebido na base. 
 
 
 
 
 
Tais verbas tem caráter indenizatório, não possuindo, portanto, naturezao recebidas a título de incentivo à demissão; 
 
 
 
 
 
 
o recebidas a título de abono de férias; 
 
o recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos 
expressamente desvinculados do salário; 
 
o recebidas a título de licença-prêmio indenizada; 
 
✓ a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação 
própria; 
 
✓ a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em 
decorrência de mudança de local de trabalho do empregado; 
 
✓ as diárias para viagens; 
 
✓ a importância recebida a título de bolsa de complementação 
educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei; 
 
✓ a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou 
creditada de acordo com lei específica; 
 
✓ o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de 
Assistência ao Servidor Público-PASEP; 
 
✓ os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação 
fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em 
localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local 
que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas 
as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; 
 
✓ a importância paga ao empregado a título de complementação ao 
valor do auxílio por incapacidade temporária, desde que este direito 
seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 
 
 
 
 
 
 
✓ o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica 
relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, 
desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes; 
 
✓ o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou 
odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o 
reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos 
ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares; 
 
✓ o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios 
fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para 
prestação dos respectivos serviços; 
 
✓ o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o 
reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, 
observado o limite máximo de seis anos de idade, quando 
devidamente comprovadas as despesas realizadas; 
 
✓ o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e 
a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às 
atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os 
empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; 
 
o o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica 
e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados 
às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja 
utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os 
empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; 
 
o o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise 
à educação básica de empregados e seus dependentes e, desde 
que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à 
educação profissional e tecnológica de empregados; 
 
 
 
 
 
 
o não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e 
 
o o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, 
considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por 
cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor 
correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo 
mensal do salário de contribuição, o que for maior; 
 
✓ os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; 
✓ o valor correspondente ao vale-cultura. 
✓ prêmios e abonos. 
✓ prêmio de seguro de vida em grupo, desde que: 
o Previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
o Disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. 
✓ Pagamento relativo aos 15 primeiros dias de afastamento do 
empregado por motivo de doença ou acidente. 
✓ Aviso Prévio Indenizado. 
✓ Hora Repouso Alimentação (após a entrada em vigor da Lei 
13.467/2017), tendo em vista sua natureza indenizatória.

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