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REQUERIMENTOSNUTRICIONAIS NO ENDURANCE: PRÉ-COMPETIÇÃO, COMPETIÇÃO, PÓS-COMPETIÇÃO. ENDURANCE/ULTRAENDURANCE TREINAMENTOS E COMPETIÇÕES: exaustivas sessões de esforço físico prolongado • endurance: 1 - 4 h • ultraendurance: 4 – 24 h ou diasmúltiplos (vários estágios ou contínuos). intensidade •baixa,moderada ou alta. uma ou váriasmodalidades esportivas CORRIDA: • Reposição líquidos (treino empiscina) • Competição: consumo imediatamente pré- e esforço e na transição •Meia-maratonas •Maratonas • Ultramaratonas •Marcha atlética •dificuldade ematingir recomendações energéticas •alimentação durante treinos prolongados •A disponibilidade de suporte nutricional pode estar limitada, durante o exercício. CICLISMO: • Estrada •Mountain-bike • Pista (circuito) NATAÇÃO: •Maratonas aquáticas • Travessias de ultraendurance •necessidade de apoio técnico para suporte nutricional durante treinos ou competições, TRIATLON: •envolve trêsmodalidades esportivas •treinos e provas comduração variada (1 - 24h) NATAÇÃO • Reposição líquidos (treino empiscina) • Competição: consumo imediatamente pré- e esforço e na transição. - bebida esportiva, gel CICLISMO •melhormomento para repor líquidos e CHO. •forma do carboidrato depende do evento curtos: bebida esportiva e gel longos: +frutas secas, bolachas, suplementos de CHO + PTN, sanduíche, etc… CORRIDA •forma do cho depende do evento curtos - bebida esportiva e gel longo - +frutas secas, bolacha, suplementos de CHO + PTN , sanduíches, etc… CORRIDA DE AVENTURA: Modalidadesmais comuns: • Trekking •Mountain bike • Canoagem • Rapel • Duração variada (2 h a 7 dias) • Exercício extenuante, privação de sono • Elevado gasto energético • Dificuldade ematingir as recomendações energéticas • Provas comou semapoio técnico • Disponibilidade de suporte nutricional pode estar limitada, durante o exercício • Atenção à segurança alimentar RESPOSTAS FENOTÍPICAS ADAPTATIVAS TÍPICAS: ▪ Transição fibra tipo II→I ▪ Biogênesemitocondrial ▪ Capacidade oxidativa ▪Mobilização e oxidação de LIP ▪ Capilarizaçãomuscular ▪ Captação de glicose ▪ Defesa antioxidante ESTÍMULOS ESPECÍFICOS ASSOCIADOS AO EXERCÍCIO: •EXTRÍNSECOS (FÍSICOS) (estressemecânico, estiramento, injúria celular) *Ativação demúltiplas vias de sinalização intracelulares que integramestas informações - *Alterações na expressão gênica - *treinamento - Alterações fenotípicas: característicasmorfológicas,metabólicas e funcionais •INTRÍNSECO (BIOLÓGICOS) ([Ca2+]i, [AMP]:[ATP]i, hipóxia, espécies reativas) PERFORMANCE DE ENDURANCE/ULTRA elevadas demandas fisiológicas,metabólicas e nutricionais. potencialmáximo de performance •Programade Treinamento Específico •recuperação •planejamento dietético adequado PRINCIPAIS CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS ASSOCIADAS À FADIGA, COM IMPLICAÇÕES NUTRICIONAIS: •depleção de glicogêniomuscular e hepático •nível baixo de glicose sanguínea •concentração baixa de bcaa sanguíneo •nível alto de amônia no plasma músculos •níveis altos de ácido graxos plasmáticos •baixo volume sanguíneo corporal •alta temperatura corporal •desequilíbrio eletrolítico MOBILIZAÇÃODE ENERGIA: Metabolismo oxidativo - (glicolítico / lipolítico) Sistemas anaeróbicos: • “sprints”, ataque , contra-ataque • treinamento intervalado • circuito íngreme (montanhas, ladeiras) • provas curtas ADEQUAÇÃO ENERGÉTICA: estimativa do gasto calórico considerar: • Modalidade, duração e intensidade do exercício • Resistência da água ou ar na velocidade • Temperatura ambiente AVALIAÇÃODAADEQUAÇÃO ENERGÉTICA DE ATLETAS DE ENDURANCE/ULTRA: *baixa ingestão energética • Performance - baixo rendimento e fadiga crônica • Composição corporal - Rápida perda de peso • Resposta imune - Infecções frequentes • Parâmetros de comportamento/mentais -Mau humor, dificuldades na realização de exercícios, exaustãomental • Ciclosmenstruais - Oligomenorréia ou amenorreia BALANÇO ENERGÉTICONEGATIVO EMATLETAS DE ENDURANCE/ULTRA: •dificuldade em realizarmaior ingestão calórica •escolha não apropriada de alimentos •disponibilidade limitada de alimentos durante os treinos •desconforto gástrico durante os treinos •plenitude gástrica pelo alto conteúdo de fibras de certos alimentos (esvaziamento lento, flatulência, distensão) •supressão do apetite (treinamento intenso e prolongado, calor excessivo, “jet-lag”. UTILIZAÇÃODAS RESERVAS DE GLICOGÊNIO DURANTE O EXERCÍCIO PROLONGADO: • 65%VO2máx: •Lenta depleção dos estoques de glicogênio •Predominância na utilização de lipídeos - Importância das reservas de CHO: • Poupador de proteínas •Manutenção da glicemia • Prevenção da fadiga central • Principal combustível empercursos íngremes • Efeito positivo no sistema imune • >65 - 85%VO2máx: - disponibilidade de CHO Determinante da capacidade demanutenção de trabalho emmoderada ou alta intensidade -Moderada à quase exclusiva confiança no CHO - Estoques de glicogênio são depletadosmais rapidamente - Endurance relacionada comníveis iniciais de glicogênio e oferta de CHO exógeno durante o exercício DÉFICIT DE CARBOIDRATO E FADIGA: - Possíveismecanismos envolvidos : •Hipoglicemia •SNC diminui a habilidade de comando voluntário à junção neuromuscular (Fadiga Central) •Comprometimento do processo de contração muscular, em função do fornecimento inadequado de energia (Fadiga Periférica). BAIXO ESTOQUE DE CARBOIDRATONO EXERCÍCIO PROLONGADO: •aumenta epinefrina, glucagon, cortisol e GH e baixa insulina *aumenta AG circulantes •aumento do eixo adrenal-hipotalâmico = aumento cortisol •aumento da atividade da BCKDH nomúsculo *aumenta NH3 plasmática - contribuempara instalação da fadiga central EXERCÍCIOS DIÁRIOS EXAUSTIVOS E/OU PROLONGADO - BAIXA INGESTÃODE CHO: • Crônica depleção de glicogênio e fadiga •baixa performance •baixa massamagra •baixa resposta imune RECOMENDAÇÕES DE CARBOIDRATO: •60 – 70%VET ou 8 – 10g. Kg -1 . dia -1 (WALBERG-RANKIN, 1995) •14g. kg -1 . dia -1 (BRONS et al., 1989) •Adequado restabelecimento das reservas de glicogêniomuscular e hepático. PROTEÍNAS EXERCÍCIOS PROLONGADOS: •maior degradação de proteína corporal •baixa síntese proteica •Importantes alterações nometabolismo de aminoácidos. UTILIZAÇÃODE AMINOÁCIDOS DURANTE O EXERCÍCIO PROLONGADO: •produção de energia (bcaa, ala, glu, asp) •remoção daNH3 + intramuscular •gliconeogênese •síntese de glutamina - Aumenta coma redução na disponibilidade de CHO e no consumo energético. AMINOÁCIDOS PARA PRODUÇÃODE ENERGIA: •Contribuição de proteínas durante o exercício: 5 - 10% do gasto total •Oxidação de BCAA→(0.6 – 1.0g. kg -1 . dia -1 ) •sembenefícios na performance coma transdução do sinal insulínico: • O complexo INS - Zn apresenta ação hipoglicemiante émais prolongada) Estabilização de grupos tióis e fosfolipídeos da membrana (mantéma fluidez e susceptibilidade a ação de RL) BAIXACONCENTRAÇÃODE ZINCO PLASMÁTICO EM ATLETAS DE ENDURANCE/ULTRA Fatores Contribuintes: • ingestão insuficiente • suplementações inadequadas (Fe, Cu ouCa) • perda excessiva no exercício (suor e urina) • expansão do volume plasmático • redistribuição para outros tecidos ATLETAS ALTAMENTE TREINADOS: Baixa correlação entre a ingestão de Zn e o [Zn] plasmático, porém significativamente correlacionada como Zn eritrocitário Sudorese excessiva excreção de Zn Baixa ingestão Zn + elevada excreção Zn = deficiência de Zn COBRE: Importantes atuações: Componente de várias enzimas tais como: • citocromo-c oxidase • ceruloplasmina (ferroxidase I) • superóxido dismutase • dopamina -hidroxilase (síntese de catecolaminas) •MAO (catabolismo de dopamina, noradren. e serotonina) • lisil-oxidase (conformação do colágeno e da elastina) Manutenção da integridade da defesa imunológica: • atividades de linfócito T, neutrófilos emacrófagos • produção de anticorpos FONTES: fígado, frutos domar, castanhas, cacau, cereais integrais, leguminosas secas, passas, carne, frango,melado. RDA: homens emulheres: 900 g/dia UL: 10mg/dia *exercício prolongado: > perda de Cu pelo suor, urina e fezes. CROMO: Principal atuação: Constituinte do fator de tolerância à glicose (FTG) FTG + Cr - Associado aomecanismo de amplificação do sinal insulínico. FONTES: levedo de cerveja, carnes, cereais integrais, batata, pepino, ervilha, ameixa seca,milho. AI: homens: 35 g/diamulheres: 25 g/dia (não temUL). *Sudorese excessiva - excreção de Cr MAGNÉSIO: Importantes atuações: Cofator de enzimas envolvidas na hidrólise e transferência de fosfato: • ATPase -Mg2+ • Hexoquinase e glicoquinase (glicólise e gliconeogênese) • Adenilato ciclase (formação de AMPc) • DNA e RNA polimerase (síntese de DNA E RNA) • Aminoacil-RNAt-sintetase (síntese proteica) MAGNÉSIO Manutenção integridade estrutural das membranas celulares emacromoléculas (ex. DNA e RNA) TREINAMENTO -[Mg] plasmade repouso e excreção urinária basal semelhantes entre indivíduos treinados e não treinados (SINGH et al., 1990) Sudorese excessiva - excreção deMg FONTES: vegetais verde escuro, grão de bico*, castanhas, cereais emgrãos,melado. * 119mg/100g RDA: homens: 400mg/dia (19 - 30 anos) 420mg/dia (>30 anos) mulheres: 310mg/dia (19 - 30 anos) 320mg/dia (>30 anos) SÓDIO E EXERCÍCIO PROLONGADO: sudorese elevada -maior excreção de Na+ e Cl- *Atletas bem treinados aclimatados→ produção de suormais diluído. HIPONATREMIA ASSOCIADAAO EXERCÍCIO: Na+ plasmático 135mmol/L ACSM: Exercício Prolongado (>4 h) -> risco de hiponatremia • Sudorese intensa • Aclimatação • “Suor salgado” HILLER, 1989: “... resulta de uma intensa depleção de sódio devido a uma sudorese excessiva, não compensada pela ingestão de soluções que contenhamconcentrações adequadas desse eletrólito”. NOAKES, 1991: -“...hiponatremia do exercício não é causada exclusivamente pelo progressivo déficit de Na+ que se desenvolve durante o esforço...” -“...resulta de anormalidades na distribuição de fluidos entre os diferentes compartimentos, em indivíduos que ingeremexcesso de fluidos durante o exercício.” Noakes et al., 2005: -Trêsmecanismos independentes parecemexplicar a razão de alguns atletas desenvolveremHAE e EHAE: • Falha namobilização dos estoques Na+ osmoticamente inativo e/ou a inativação não apropriada do sódio circulante; • Consumo excessivo de líquidos (ativação da sede ou condicionamento do comportamento); • Falha na supressão da secreção do hormônio antidiurético (a retenção hídrica pode ocorrermesmo com leve hiperhidratação). FATORES DE RISCO PARAAHIPONATREMIA ASSOCIADA AO EXERCÍCIO: • Baixo peso corporal • Sexo feminino • Exercício 4 horas de duração • Ritmo de performance lento • Inexperiência emcompetição • Hábito de hidratação excessiva • Alta disponibilidade de líquidos • Condições ambientais extremamente quentes ou frias • Capacidade renal de excreção de água alterada (potencialmente prejudicada por drogas, tais como AINEs, doença renal intrínseca ou SIADH) ➢Não ingerir sódio pormeio bebidas esportivas, suplementos de sódio ou lanches salgados não tem semostrado comoum fator de risco, durante eventos que duram