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Como estabelecer parcerias para 
garantir refeições nutritivas?
A construção de um programa de alimentação escolar eficaz e nutritivo exige a união de esforços de 
diversas partes interessadas. Nossa experiência mostra que escolas que estabelecem pelo menos 3-4 
parcerias estratégicas conseguem reduzir em até 30% os custos com alimentação, enquanto aumentam 
a qualidade nutricional das refeições. Em um estudo realizado em 50 escolas públicas do estado, 
aquelas com parcerias bem estabelecidas apresentaram uma média de satisfação dos alunos 45% 
maior e um aumento de 60% no consumo de frutas e verduras.
Instituições acadêmicas, como a Faculdade de Nutrição da USP e o Instituto de Gastronomia do SENAC, 
podem oferecer suporte técnico especializado. Por exemplo, nutricionistas e chefs podem realizar 
workshops mensais para capacitar as merendeiras, desenvolver cardápios sazonais que aproveitam 
alimentos da época e criar receitas que atendam às necessidades nutricionais dos alunos - como atingir 
a meta de 400kcal por refeição principal com máximo de 30% de gorduras. O Instituto Federal também 
oferece cursos gratuitos de manipulação de alimentos e gestão de custos para as equipes da cozinha, 
tendo já capacitado mais de 500 profissionais em 2023.
No setor privado, empresas como a Hortifruti Local e a CoopAgrícola podem fornecer produtos frescos 
com descontos de 15-20% através de contratos anuais. Algumas redes de supermercados, como 
exemplo da Rede Bom Preço, já implementaram programas de doação de alimentos próximos ao 
vencimento, mas ainda próprios para consumo, reduzindo o desperdício e complementando a merenda 
escolar. A participação em programas como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) pode 
garantir que 30% dos alimentos venham diretamente da agricultura familiar local. Além disso, startups 
de tecnologia como a NutriGestão têm oferecido sistemas de controle de estoque e planejamento de 
cardápios com desconto de 50% para escolas públicas, permitindo uma economia média de R$2.500 
por mês em desperdício.
O envolvimento da comunidade pode ser estruturado através de um Comitê de Alimentação Escolar com 
8-10 membros, incluindo 2 representantes dos pais, 2 professores, 2 alunos do ensino médio, 1 
nutricionista, 1 merendeira e 2 gestores escolares. Este comitê deve se reunir quinzenalmente para 
avaliar cardápios, sugerir melhorias e coordenar ações com parceiros. Um exemplo de sucesso é a 
Escola Municipal Paulo Freire, que através deste modelo de gestão participativa conseguiu implementar 
uma horta escolar que fornece 25% dos vegetais consumidos na merenda.
Para implementar um programa de parcerias efetivo, recomendamos seguir um cronograma estruturado 
em três fases:
Fase 1 (1-2 meses): Mapeamento inicial de potenciais parceiros na região, formação do comitê 
escolar e definição de metas específicas de nutrição e custos.
Fase 2 (3-4 meses): Estabelecimento dos primeiros acordos de cooperação, início dos treinamentos 
com instituições acadêmicas e implementação do sistema de gestão.
Fase 3 (5-12 meses): Expansão das parcerias, avaliação dos resultados iniciais e ajustes 
necessários. Nesta fase, também se inicia o planejamento de projetos especiais como hortas 
escolares e oficinas culinárias.
O investimento inicial para estabelecer estas parcerias pode variar de R$5.000 a R$15.000, dependendo 
do tamanho da escola e do escopo do programa. No entanto, o retorno sobre investimento (ROI) médio 
observado é de 250% no primeiro ano, considerando a redução de custos com alimentação, a 
diminuição do desperdício e o aumento da qualidade nutricional das refeições. Escolas que 
implementaram este modelo completo relatam uma economia anual média de R$45.000, além de 
melhorias significativas nos indicadores de saúde dos alunos, como redução de 35% nos casos de 
obesidade infantil e aumento de 40% no desempenho escolar.

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