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História da Loucura
História da Loucura
Loucura:
Não se enquadrava na 
sociedade, ameaça 
Escárnio,
marginalizado
Michel Foucault 
Filósofo francês sec. 
XX Contexto histórico 
Exclusão do louco 
Leprosários
Grécia Antiga:
Manifestação
divina
Nau dos Loucos
A história da
Loucura Michel
Foucault
Lepra – substituída pela loucura, 
sem compreensão da causa ou 
tratamento
Maus tratos e exclusão da 
sociedade
Renascimento
Natureza divina para Desrazão, 
transgressor da lei e moral,
ameaça loucura e razão
Sec. XVII – Mercantilismo
População bem maior da nação –
LUCRO. Malucos – banidos da
sociedade
na vigilância, controle eSistema de exclusão do sujeito baseado 
disciplina com dispositivos de punição e repressão.
Intervenção focada na doença e não no sujeito, tratado como doente,
desviante, o que pressupõe uma lógica de ser contextual: social, político e cultural.
O modelo psiquiátrico nasce do modelo biomédico: sistema terapêutico
baseado em internação, manicômio.
Saúde Mental
• A Reforma Psiquiátrica é processo político e social complexo, composto de atores, instituições e
forças de diferentes origens, e que incide em territórios diversos, nos governos federal,
estadual e municipal, nas universidades, no mercado dos serviços de saúde, nos conselhos
profissionais, nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos
movimentossociais,e nosterritórios do imaginário sociale da opinião pública.
• Compreendida como um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e
sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o
processoda Reforma Psiquiátrica avança,marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios.
Reforma Psiquiátrica: Conceito
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
 INÍCIO: Anos70, denúncias de maus tratos e negligência nos hospitais 
psiquiátricos, desinstitucionalização e crítica radical ao manicômio, no Brasil há 
história própria;
 OBJETIVO: mudança dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde, 
superação da violência asilar.
 INFLUÊNCIAS: Movimento Sanitário (Itália), Comunidades Terapêuticas 
(Inglaterra e EUA) e Psicoterapia Institucional (França).
 Críticas ao modelo de assistência centrado no hospital (hospitalocêntrico), ao 
saber psiquiátrico;
 1978 – Movimento Social no Brasil pelos direitos dos pacientes psiquiátricos,
 Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM) – movimento plural 
formado por trabalhadores integrantes do movimento sanitário, associações de 
familiares, sindicalistas, membros de associações de profissionais e pessoas 
com longo histórico de internações psiquiátricas.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 1987 - MTSM (Bauru, SP) – adota o lema “Por uma sociedade sem manicômios”. 
Neste mesmo ano, é realizada a I Conferência Nacional de Saúde Mental (Rio de 
Janeiro).
• 1987 - surgimento do primeiro CAPS – no Brasil, na cidade de São Paulo, 
implementação do Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) que funcionam 24 horas, 
são criadas cooperativas, residências para os egressos do hospital e associações. 
(Santos SP)
• 1988 - é criado o SUS – Sistema Único de Saúde, formado pela articulação entre as 
gestões federal, estadual e municipal, sob o poder de controle social, exercido 
através dos “Conselhos Comunitários de Saúde”.
• 1989 – Projeto de Lei Paulo Delgado – propõe a regulamentação dos direitos da 
pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 1992 – Movimentos sociais inspirados na Lei de Paulo Delgado auxiliam na aprovação 
de várias leis específicas em diversos estados brasileiros que determinam a 
substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma rede integrada de atenção à 
saúde mental.
• Déc. 90 - Declaração de Caracas e pela realização da II Conferência Nacional de 
Saúde Mental, entra em vigor as primeiras normas federais regulamentando a 
implantação de serviços de atenção diária, fundadas nas experiências dos primeiros 
CAPS, NAPS e Hospitais-dia, e as primeiras normas para fiscalização e classificação dos 
hospitais psiquiátricos.
• 1992 – Expansão dos CAPS e NAPS e normatizações do Ministério da Saúde, sem 
ainda linha específica de financiamento para os CAPS e NAPS, ou redução de leitos 
psiquiátricos.
• 2000 - 208 CAPS, mas cerca de 93% dos recursos do Ministério da Saúde para a 
Saúde Mental ainda são destinados aos hospitais psiquiátricos.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 1992 – Movimentos sociais inspirados na Lei de Paulo Delgado auxiliam na 
aprovação de várias leis específicas em diversos estados brasileiros que determinam a 
substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma rede integrada de atenção à 
saúde mental.
• Déc. 90 - Declaração de Caracas e pela realização da II Conferência Nacional de 
Saúde Mental, entra em vigor as primeiras normas federais regulamentando a 
implantação de serviços de atenção diária, fundadas nas experiências dos primeiros 
CAPS, NAPS e Hospitais-dia, e as primeiras normas para fiscalização e classificação dos 
hospitais psiquiátricos.
• 1992 – Expansão dos CAPS e NAPS e normatizações do Ministério da Saúde, sem 
ainda linha específica de financiamento para os CAPS e NAPS, ou redução de leitos 
psiquiátricos.
• 2000 - 208 CAPS, mas cerca de 93% dos recursos do Ministério da Saúde para a 
Saúde Mental ainda são destinados aos hospitais psiquiátricos.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 2001 – a Lei Paulo Delgado é sancionada no país – 11 anos após o Projeto de lei
• Lei Federal 10.216:
• Redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de 
tratamento em serviços de base comunitária,
• Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas 
não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
• Impõe novo impulso e novo ritmo para o processo de Reforma Psiquiátrica no 
Brasil.
• Ministério da Saúde – linhas específicas de financiamento para serviços abertos e 
substitutivos ao hospital psiquiátrico e novos mecanismos são criados para a 
fiscalização, gestão e redução programada de leitos psiquiátricos.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 2003 – Lei n 10.708, 31 de Julho – auxílio reabilitação psicossocial e Programa “De 
Volta para Casa” - processo de desinstitucionalização de pessoas longamente 
internadas.
• 2004 - Congresso Brasileiro de Centros de Atenção Psicossocial - em São Paulo, 
reunindo dois mil trabalhadores e usuários de CAPS.
• Uma política de recursos humanos para a Reforma Psiquiátrica é construída e é 
traçada a política para a questão do álcool e de outras drogas, incorporando a 
estratégia de redução de danos.
• Ações dos governos federal, estadual, municipal e dos movimentos sociais, para 
efetivar a construção da transição de um modelo de assistência centrado no hospital 
psiquiátrico, para um modelo de atenção comunitário.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• Dois movimentos simultâneos
• a construção de uma rede de atenção à saúde mental substitutiva ao 
modelo centrado na internação hospitalar,
• fiscalização e redução progressiva e programada dos leitos psiquiátricos 
existentes.
• 2006 – Marco na consolidação da Rede de Serviços Psicossociais do Brasil: 
maior investimento em ações comunitárias do que em Hospitais Psiquiátricos.
• 2009 – Reconhecimento pela OMS do modelo de atenção à saúde mental 
brasileiro
• 2010 – IV Conferência Nacional de Saúde Mental (Brasília) – intersetoriais, com 
o tema “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e 
enfrentar desafios”.
Reforma Psiquiátrica: Contexto Histórico
• 2011 – Portaria GM/MS 3.088/2011 – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
• Organiza o atendimento destinado às pessoas em sofrimento psíquico e/ou com 
necessidades decorrentes do uso de substâncias.• Base territorial e comunitária, com oferta de estratégias de cuidados diversificados, 
incluindo ações intersetoriais, que devem se adequar às necessidades de seus 
usuários e familiares e garantir a autonomia, à liberdade e o exercício da cidadania 
durante esse processo de cuidado.
Reflexões...
Atividade em Grupo 
• Leitura do TXT2 – Lei Federal nº10.216 de 6 de abril de 
2001
• Destaque 2 pontos que acharam importante e justifiquem
• Registrem suas respostas e coloquem os nomes dos 
participantes
• Socialização e Debate
Lei Federal nº10.216 de 6 de abril de 
2001
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:
Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de
transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem
qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo,
orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade,
família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo
de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.
Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer
natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão
formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo
único deste artigo.
Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno
mental:
I. - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde,
consentâneo às suas necessidades;
II.- ser tratada com humanidade e respeito e no interesse
exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua
recuperação pela inserção na família, no trabalho e na
comunidade;
III.- ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV.- ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V.- ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para
esclarecer a necessidade ou não de
sua hospitalização involuntária;
VI.- ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII.- receber o maior número de informações a respeito de sua
doença e de seu tratamento;
VIII.- ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos
invasivos possíveis;
IX.- ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de
saúde mental.
Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da
política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de
saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida
participação da sociedade e da família, a qual será prestada em
estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as
instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos
portadores de transtornos mentais.
Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será
indicada quando os
recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.
§ 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a
reinserção social do paciente em seu meio.
§ 2o O tratamento em regime de internação será estruturado
de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de
transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência
social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de
transtornos mentais em instituições com características
asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos
mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os
direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.
Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual
se caracterize situação de grave dependência institucional,
decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte
social, será objeto de política específica de alta planejada e
reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da
autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser
definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do
tratamento, quando necessário.
Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante 
laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação 
psiquiátrica:
I.- internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do 
usuário;
II.- internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do 
usuário e a pedido de terceiro; e
III.- internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou
que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma
declaração de que optou por esse regime de tratamento.
Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por
solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico
assistente.
Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será
autorizada por médico devidamente registrado no Conselho
Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o
estabelecimento.
§ 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de
setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público
Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no
qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser
adotado quando da respectiva alta.
§ 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação
escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando
estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.
Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com
a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta
as condições de segurança do estabelecimento, quanto à
salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.
Art. 10º Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica
grave e falecimento comunicados
estabelecimento de
serão 
saúde mental aos familiares,
pela direção do
ou ao
representante legal do paciente, bem como à autoridade
sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas
da data da ocorrência.
Art. 11º Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou
terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento
expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a
devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e
ao Conselho Nacional de Saúde.
 Art. 12º O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua
atuação, criará comissão nacional para acompanhar a
implementação desta Lei.
 Art. 13º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Reflexões...
81 98585 0669
 Psicóloga Clínica - Terapia Cognitiva-Comportamental
 Professora de graduação e pós-graduação
 Palestrante e Facilitadora de Treinamentos Comportamentais e de Gestão de Pessoas 
(turmas corporativas e turmas abertas)
 Supervisora de novos psicólogos - Terapia Cognitivo-Comportamental
 Mestra em Gestão Empresarial com foco em Gestão de Pessoas
 Pós-graduada em Administração de Marketing
 Pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental
 LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/patr%C3%ADcia-carla-reis-2928b169/
 Instagram Pessoal: 
https://www.instagram.com/patriciacarlareis?igsh=Z242emc2MGs3anpz
 Instagram Psi: 
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Patricia Reis
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0 CVV - Centro de Valorização da Vida 
realiza apoia emocional e prevenção do suicídio, 
atendendo voluntária e gratuitamente 
todas as pessoas que querem e precisam conversar, 
sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias
https://www.cvv.org.br/
	Slide 1: Temas em Psicologia Social SLD3 Saúde Mental na visão Psicossocial – História da Loucura e Reforma Psiquiátrica
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	Slide 3: História da Loucura
	Slide 4: Saúde Mental
	Slide 5: Reforma Psiquiátrica: Conceito
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