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09/10/2023
1
CLÍNICA MÉDICA DE SUÍDEOSCLÍNICA MÉDICA DE SUÍDEOSCLÍNICA MÉDICA DE SUÍDEOSCLÍNICA MÉDICA DE SUÍDEOS
Profº. Dr. Luiz Eduardo Cruz dos Santos Correia
IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução
A suinocultura é o segmento da 
Zootecnia destinada à criação de 
suínos com a finalidade de 
produzir carne e derivados.
09/10/2023
2
Origem e 
história dos 
suínos
Origem e história dos 
suínos
 Pesquisas paleantológicas registram a
presença de suínos junto à vida humana
desde 3.000 anos a.C. no continente
asiático.
 Historiadores defendem que o suíno
doméstico descende do javali selvagem.
Javali Selvagem
09/10/2023
3
Domesticação dos 
suínos 
 O histórico da criação de suínos aponta que a
domesticação na China há 4.900 a.C.
 Porém, muitos povos da Ásia e egípcios não
comiam carne de porco com medo de contrariarem
lepra, o que levou a não expansão da espécie em
alguns países.
Domesticação dos 
suínos 
 Os gregos admiravam e criavam esses
animais para oferecerem em sacrifício
às divindades de seus deuses.
 Já os romanos eram apreciadores da
carne suína e chegavam a abrigar cerca
de 4.000 animais.
09/10/2023
4
Classificação científica dos suínos 
Classificação científica dos suínos domésticos.
Reino: Animalia 
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Suidae
Gênero: Sus 
Espécie: Sus domesticus
Suínos na América
09/10/2023
5
Suínos na América
Os primeiros suínos que 
chegaram à América foram 
trazidos por Cristóvão Colombo 
por volta do ano de 1493 e foram 
criados de forma simples.
Muitos escaparam e se embrenharam 
pelas matas, formando grupos 
independentes.
Suínos na América 
 Nativos caçavam porcos selvagens e criavam os leitões 
capturados como animais de estimação dentro das 
moradias.
Com o passar do tempo...
Transformações morfológicas e fisiológicas.
09/10/2023
6
Suínos Suínos Suínos Suínos 
no no no no 
BrasilBrasilBrasilBrasil
Suínos no Brasil
 1532  Martins Afonso de Souza.
 Os animais pertenciam às raças da Península
Ibérica e desembarcaram no litoral paulista
na Capitania de São Vicente.
09/10/2023
7
Evolução dos 
suínos
Javali Selvagem Porco tipo banha (domesticação)
Porco tipo carne (suíno moderno) Suíno moderno (após a segunda 
Guerra Mundial)
09/10/2023
8
A partir daí a suinocultura 
cresceu! 
Nutrição
Genética
Sanidade
Produção 
ranking mundial
Fonte: USDA | Foreign Agricultural Service
Toneladas/ano
09/10/2023
9
Consumo 
doméstico 
ranking mundial
Fonte: USDA | Foreign Agricultural Service
Toneladas/ano
Exportação 
ranking mundial
Fonte: USDA | Foreign Agricultural Service
Toneladas/ano
09/10/2023
10
Importação 
ranking mundial
Fonte: USDA | Foreign Agricultural Service
Toneladas/ano
Fluxo de produção de suínos Fluxo de produção de suínos Fluxo de produção de suínos Fluxo de produção de suínos 
Gestação
Cobrição 
Pré-cobrição 
Maternidade Creche
Crescimento 
Terminação
• Pré-parto
• Desmame (30 dias)
Fase de adaptação e transição
(pós-desmame)
Engorda até os
100 – 110 dias
ABATE
Retorno da 
matriz
09/10/2023
11
3. Patologias infecciosas e parasitárias em 3. Patologias infecciosas e parasitárias em 3. Patologias infecciosas e parasitárias em 3. Patologias infecciosas e parasitárias em suídeossuídeossuídeossuídeos
Principais doenças bacterianas em suínos:Principais doenças bacterianas em suínos:Principais doenças bacterianas em suínos:Principais doenças bacterianas em suínos:
• Salmonelose
• Erisipela suína
• Rinite atrófica suína
• Pleuropneumonia
• Pneumonia enzoótica suína
• Brucelose
• Tuberculose
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12
SALMONELOSE SUÍNASALMONELOSE SUÍNASALMONELOSE SUÍNASALMONELOSE SUÍNA
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
• Doença entérica de alta prevalência em granjas;
• Bactérias da família Enterobacteriaceae;
• Principais agentes etiológicos:
 Salmonella choleraesuis
 Salmonella typhimurium
09/10/2023
13
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
Fator de virulência:
• Adesão as células da mucosa intestinal;
• Invasão celular;
• Citotoxicidade;
• Resistência a fagócitos.
Transmissão fecal-oral
Fonte: Zanchim et al., 2013
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
Severidade do caso pode variar:
Virulência da 
cepa infectante
Sistema imunológico 
do animal
Atenção ao 
estresse!
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SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
• Doença pode ocorrer em qualquer idade;
+ frequente em suínos em crescimento (≥ 8 semanas);
• Incomum a doença em leitões neonatos (proteção pelo colostro).
Risco potencial para a saúde humana:
Bactérias no intestino do suíno podem contaminar 
a carcaça durante o abate no matadouro.
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
Sinais clínicos:
• Diarreia  principal
• Febre
• Apatia
• Perda de apetite
• Tosse (pneumonia)
• Congestão das orelhas, nariz e cauda
• Sinais nervosos (raro)
Infecção generalizada em casos 
graves (septicemia)
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• Achados macroscópicos:
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
09/10/2023
16
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
09/10/2023
17
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
09/10/2023
18
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
Diagnóstico:
• Sinais clínicos
• Necropsia
• Cultura bacteriana
• PCR
Colheita de amostras para exame microbiológico 
ou histopatológico
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Porções de 10 cm (microbiológico) das 
alças intestinais amarradas nas 
extremidades.
 1 Fragmento de jejuno
 1 Fragmento de íleo
 1 Fragmento de cólon
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20
Porções de 2 cm de comprimento 
(histopatológico) das alças intestinais 
colhidas em formol 10% tamponado.
 1 Fragmento de jejuno
 1 Fragmento de íleo
 1 Fragmento de cólon
SalmoneloseSalmoneloseSalmoneloseSalmonelose suínasuínasuínasuína
Tratamento e controle:
• Antibióticos podem controlar a doença, mas não elimina o patógeno.
• Vacinação  controle da doença clínica e reduz excreção da bactéria.
• Limpeza e desinfecção das granjas.
• Controle de roedores.
• Não utilizar na dieta gordura de origem animal.
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ERISIPELA SUÍNAERISIPELA SUÍNAERISIPELA SUÍNAERISIPELA SUÍNA
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
• Doença causada por bactérias do gênero Erysipelothrix sp.
• Resistem a várias semanas na água e no solo em pH alcalino.
• Infectam aves, peixes, mamíferos e humanos.
• Principais agentes em suínos:
 Erysipelothrix rhusiopathiae
 E. tonsillarum (não patogênica)
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22
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
• Infecção natural  ingestão de alimento ou água contaminada ou 
feridas na pele, invadindo a corrente sanguínea.
• Porcas podem transmitir para os leitões durante amamentação
(anticorpos maternos podem não prevenir a infecção)
• Fase sensível  entre 3 a 36 meses de vida.
• Fase resistente  acima de 36 meses de vida.
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Fator de virulência:
Erysipelothrix rhusiopathiae
Hialuronidase Neuraminidase
Remoção do ácido siálico
na superfície celular
Penetração bacteriana na célula
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Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Fator de virulência:
• Período de incubação  até 7 dias.
• Invasão na corrente sanguínea (bacteremia)
• Septicemia
Coração, baço, rins e articulações
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
• Suínos podem ser portadores de
Erysipelothrix spp. nas tonsilas e
outros tecidos linfoides.
• Expelem as bactérias nas fezes,
urina, saliva e secreções nasais,
contaminando solo, alimentos e
água.
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Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Sinais clínicos:
• Febre alta.
• Pode afetar o sêmendurante todo o período
do desenvolvimento de 5 a 6 semanas.
Varrões
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Sinais clínicos:
Doença subaguda Doença aguda Doença crônica
Falta de apetite Febre alta Forma subaguda ou aguda
Infertilidade Abortos (mumificação) Claudicação crônica
Lesões cutâneas características Erupção cutânea Coração aumentado
Temperatura corporal variável Infecção nas articulações
Morte súbita
Matrizes
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Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Sinais clínicos:
Doença subaguda Doença aguda Doença crônica
Forma mais frequente Febre alta Edema nas articulações
Podem ter lesões de pele Lesões cutâneas 
características
Claudicação
Não parecem estar doentes Morte súbita
Pode produzir artrite crônica e 
inflamação
Creche e engorda
Achados macroscópicos:
Fonte: https://www.3tres3.com.br/atlas/
Lesão na pele em 
formato de diamante
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Necrose de orelha
Manchas romboides na pele
Endocardite
Petéquias de pulmão
Esplenomegalia
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Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Diagnóstico:
• Sinais clínicos (especialmente lesão de pele “forma de diamante)
• Cultura bacteriana  hemocultura
• PCR
• Sorologia
No caso de lesões necróticas na epidermite
exsudativa, retirar a escarra com uma pinça ou
bisturi e colher umedecido da ferida subjacente.
Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Tratamento:
• Penicilina ou amoxiciclina:
Caso esporádico – Uma só injeção do fármaco de ação prolongada.
Caso de muitos animais – Utilizar o antibiótico na água de bebida.
Em surtos prolongados, a medicação pode ser aplicada via alimento.
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Erisipela suínaErisipela suínaErisipela suínaErisipela suína
Controle:
• Limpeza e desinfecção das granjas.
• Vacinação anual (reprodutores e matrizes).
• No caso de surtos continuados em porcos em crescimento pode
ser necessário vacinar os animais às 8 semanas e revacinar duas
semanas depois.
RINITE ATRÓFICARINITE ATRÓFICARINITE ATRÓFICARINITE ATRÓFICA
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
• Doença infecto-contagiosa de alta transmissibilidade.
• Inflamação dos tecidos das narinas.
• Mantém-se no rebanho sem causar mortalidade.
Bordetella bronchiseptica
Pasteurella multocida
Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Transmissão:
• Contato direto (aerossóis).
• Animais susceptíveis  3 a 8 semanas de vida.
• Pode ser introduzida por outras espécies.
Matriz cronicamente infectada
Transmissão via aerógena
(contato nasal)
PERIGO!
Fonte ativa de infecção na granja
CRECHE CRESCIMENTO E 
TERMINAÇÃO
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
• Fator de virulência:
• Fixação da B. bronchiseptica nas células
do sistema respiratório superior.
• Toxinas da bactéria promovem a ciliostase;
• Paralisia das células ciliadas;
• Acúmulo de muco nas vias aéreas.
• Período de incubação  2 a 3 semanas.
• Produção de toxinas dermonecróticas
Pode causar perda parcial dos ossos das conchas nasais.
09/10/2023
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Fonte: BRAGA, JFV et al. Ocorrência de rinite atrófica e pneumonia
em suínos híbridos e sem raça definida em criação intensiva. 2016.
Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Sinais clínicos: Matrizes:
• Geralmente não há sintomas
• Pode apresentar focinho torto
(concha nasal afetada)
09/10/2023
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Sinais clínicos: Leitões de maternidade:
• Espirros;
• Descargas nasais (as vezes com sangue);
• Focinho torto.
Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Sinais clínicos: Creche, crescimento e engorda:
• Espirros (manchas de sangue);
• Focinho torto, encurtado ou amassado;
• Redução da conversão alimentar;
• Redução do ganho de peso diário;
• Doença respiratória aumentada.
09/10/2023
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Diagnóstico:
• Sinais clínicos
• Necropsia (“Apreciação Visual dos Cornetos”)
• Cultura bacteriana (swab nasal)
Colheita de secreção nasal (A). Introdução de swab nasal na direção dorso-medial acompanhando o
septo nasal (B). Fonte: Schaefer et al. 2013.
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Tratamento:
• Sulfas (Trissulfin – 100 mg/kg durante 4 dias consecutivos)
• Tetraciclinas
Ourotetra – 30 mg/kg durante 5-14 dias consecutivos.
Doxifin – 20 mg/kg durante 3-5 dias consecutivos.
Em casos esporádicos, pode realizar cirurgia
(correção da deformidade nasal)
Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Prevenção e controle:
• Programa de vacinação:
 Leitões – 1ª a 3ª semana de idade
 Marrãs – 5ª e 3ª semana antes do parto (primíparas)
 Matrizes – 3ª semana antes de cada parto (nulíparas)
 Reprodutores – uma dose a cada 6 meses.
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Rinite atróficaRinite atróficaRinite atróficaRinite atrófica
Prevenção e controle:
• Rigoroso manejo de limpeza e desinfecção;
• Desmame precoce (INTERVALOINTERVALOINTERVALOINTERVALO