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Normas e Legislação Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Uerley Magalhães Franchi Revisão Textual: Profa. Ms. Natalia Conti Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco • As Relações entre CIPA e SESMT • Normas Regulamentadoras • A Função do Mapa de Riscos Ambientais dentro das Empresas • Tipos de Inspeção • As Etapas de Elaboração do Mapa de Riscos Ambientais • O papel da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) Dentro das Organizações. • O Papel dos Programas de Prevenção de Riscos Ambientais • Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO · Filtrar para o aluno as principais normas técnicas aplicáveis ao ambiente de trabalho. OBJETIVO DE APRENDIZADO Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como o seu “momento do estudo”. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo. No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados. Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco As Relações entre CIPA e SESMT Participam do grupo de segurança do trabalho os profissionais técnicos e engenheiros de segurança do trabalho, além de médicos, enfermeiros e auxiliares em enfermagem do trabalho; assim, é a formado o SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Os representantes do empregador e dos empregados são representados pela CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é a responsável por representar o empregador e os empregados lhe sendo atribuído auxiliar o SESMT nas rotinas de prevenção. Normas Regulamentadoras As especificações sobre o SESMT são verificadas na NR 4. Estão previstas nesta norma, as obrigações para empresas públicas e privadas que tenham trabalhadores na forma de contratação prevista na CLT e a organização a ser mantida para o seu adequado funcionamento, garantindo a saúde e integridade do trabalhador. Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA, NR 5. Esta norma orienta as empresas públicas e privadas para a devida organização e funcionamento por estabelecimento da comissão formada especificamente por empregados, com o principal objetivo da prevenção de acidentes laborais, que por meio das sugestões e recomendações que são dadas ao empregador possibilite a melhoria das condições de trabalho, eliminando os elementos causadores de acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. A NR 7 divulga informações sobre a elaboração e implantação por empregadores e empregados do programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO. Esta ação tem como objetivo principal promover e preservar a saúde de forma conjunta dos trabalhadores. NR 9 orienta sobre a elaboração e implantação a serem desenvolvidas pelos empregadores e instituições que têm trabalhadores como empregados no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Busca garantir a saúde e integridade física dos empregados por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos, que já estão presentes ou que possam vir a surgir, promovendo a proteção do trabalhador, meio ambiente e recursos naturais. 8 9 A Função do Mapa de Riscos Ambientais dentro das Empresas As inspeções de segurança se caracterizam pelas vistorias e observações realizadas nas áreas de trabalho, com o objetivo de identificar as situações de riscos à saúde e integridade física do trabalhador. Para a prevenção da ocorrência de acidente de trabalho utiliza-se das inspeções de segurança como fonte de informação que determina as medidas a serem tomadas. Sua aplicação deve seguir toda extensão para que haja resultados compensatórios. Quando bem elaboradas, de forma que envolva todos a assumir parte de sua responsabilidade, as inspeções alcançam seus principais objetivos: • Determinar os meios de prevenção antes que ocorram os acidentes; • Auxiliar os trabalhadores de forma que sejam fixados a mentalidade a respeito da segurança e da higiene do local de trabalho; • Motivar os trabalhadores para que sejam promovidas as ações de inspeção nos ambientes de trabalho; • Aprimorar as relações entre os serviços de segurança e os departamentos da empresa; • Promover e fortalecer nos trabalhadores o interesse da empresa acerca da segurança do trabalho; • Incentivar nos trabalhadores a confiança a respeito da administração de forma a conquistar a colaboração de todos sobre a prevenção de acidentes. Tipos de Inspeção São várias as modalidades de inspeções, dividindo-se em: • Inspeções-gerais: se caracterizam por inspeções que compreendem todos os setores da empresa no que diz respeito à segurança, higiene e medicina do trabalho. De grande valia no mandato dos cipeiros; • Inspeções parciais: este tipo de inspeção é feito em áreas específicas, em setores ou atividades, onde já foram identificados problemas; • Inspeções de rotina: esse tipo de expressão é promovido pela CIPA em conjunto com os outros setores de segurança e manutenção, com foco nas prioridades identificadas. Tem como objetivo melhorar a organização do trabalho. Classificam-se nesse grupo de inspeção as promovidas pelos próprios trabalhadores em suas máquinas e ferramentas; 9 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco • Inspeções periódicas: são desenvolvidas pelos setores de manutenção e engenharia, possibilitando a identificação de riscos em ferramentas, máquinas, equipamentos e instalações elétricas; • Inspeções eventuais: são as inspeções sem data ou períodos marcados, permitindo que sejam realizadas por diversos técnicos com o objetivo de solucionar problemas enquadrados como urgentes; • Inspeções oficiais: desenvolvidas por agentes de órgãos oficiais e empresas de seguro; • Inspeções especiais: desenvolvidas por meio de aparelhos de testes, são controladas por técnicos especializados. As medições de ruído ambiental e de temperatura podem ser exemplos de inspeções especiais. Com a constante regularização de inspeções, ocorre a diminuição dos riscos, reduzindo os acidentes e lesões. Também é possível identificar os riscos que não foram descober- tos ou os novos riscos presentes. Somente por meio da vigilância de forma contínua, educação e treinamentos específicos é possívelidentificar práticas inseguras existentes nos trabalhos, para que posteriormente haja correção de forma satisfatória. As inspeções de segurança são divididas em etapas listadas a seguir: a) Observação · Analisar o que se pretende ver; · Verificar lado material e humano; · Verificar por meio de dados já identificados em conjunto com a experiência do dia a dia; · Buscar colaboração de todas as pessoas que estão envolvidas nas atividades; · Elucidar sobre os motivos da observação a todas as pessoas envolvidas. b) Informação · Divulgar as irregularidades aos responsáveis dos setores; · Expor as irregularidades de forma a discutir e adotar a medida ou atitude mais adequada. c) Registro · Registrar os itens analisados por meios de formulários especiais (relatórios de inspeção); · Nos relatórios devem ser registrados o que foi observado, o local de observação e as recomendações necessárias. d) Encaminhamento · As informações registradas nas inspeções desenvolvem importante papel para levantamentos estatísticos, possibilitando o encaminhamento de pedido de reparo ou de solicitação de compra; 10 11 · Os processos de atendimento de novas solicitações são desencadeados pe- los registros de inspeção. e) Acompanhamento · Depois de realizado e encaminhado o registro, deve ser feito o acompanha- mento do processo até que haja a execução final. Mapa de Riscos O mapa de risco representa por meio gráfico os pontos de riscos localizados em cada setor da empresa, facilitando e agilizando a identificação dos riscos de acidentes de trabalho. Aponta os riscos para a CIPA, promovendo a visualização do ambiente para todos os trabalhadores que atuam no local, por meio do serviço de segurança e medicina do trabalho e da administração da empresa ou pelos próprios visitantes. As Etapas de Elaboração do Mapa de Riscos Ambientais Uma das etapas básicas para que seja desenvolvido o mapa de riscos ambientais é a inspeção de segurança. Após análise desse mapa é possível adotar medidas necessárias para recuperação do ambiente e desenvolvimento de plano de trabalho por meio da obtenção e implantação de medidas corretivas. Foi adotada uma cor para identificar cada tipo de risco no mapa de riscos, representada por círculos, utilizados em três tamanhos, cada um evidenciando um grau de risco: • Círculo grande: risco grave; • Círculo médio: risco médio; • Círculo pequeno: risco leve. Caso seja identificada a incidência de mais de um risco de igual gravidade, é utilizado um mesmo círculo apenas dividido em partes. Grande Médio Pequeno Risco Químico Risco de Acidente Risco Biológico Risco Físico Ergonômico Figura 1 11 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco Etapas de criação do mapa de risco: a) Possuir conhecimento a respeito do processo de trabalho que é desenvolvido no local a ser verificado: · Verificar os instrumentos e materiais que são utilizados nos processos de trabalho, que estão sendo analisados; · Verificar as atividades desenvolvidas · Conhecer todo ambiente b) Pesquisar a respeito dos riscos existentes no local analisado, facilitando o apontamento das informações no mapa de risco ambientais. c) Verificar as medidas preventivas necessárias e a eficácia da aplicação: · De medidas que visam proteger não só um grupo em especial, mais sim uma proteção coletiva; · Das ações que contribuem para a organização da rotina de trabalho; · Dos métodos que garantem a proteção individual dos trabalhadores; · De rotinas de higiene e conforto envolvendo áreas das empresas, como banheiros, vestiários, refeitório, área de lazer e etc. d) Estudar os indicadores de saúde, possibilitando as seguintes verificações: · As queixas mais comuns realizadas pelos trabalhadores que estão expostos aos riscos no desenvolvimento de suas atividades; · Analisar as doenças profissionais identificadas; · Levantar as causas mais comuns das faltas no trabalho. e) Investigar os levantamentos ambientais anteriores já realizados nas empresas, possibilitando conhecer o histórico anterior. f) Criar o mapa de risco considerando cada área da empresa, apontando por meio de círculo no próprio mapa de riscos as situações a seguir: · Qual o grupo o risco em que se enquadra, por meio de cor padrão; · O número de trabalhadores que ficam sujeitos a este risco deve estar apontado no interior de cada círculo, conforme a área; · A descrição do agente de risco (hexano, ritmo excessivo e etc.), esta informação deve também constar dentro do círculo; · Quanto maior o risco na percepção dos trabalhadores, maior será o círculo a ser representado no mapa. Após a análise e aprovação pela CIPA, o mapa de risco deve ser inserido em local apropriado, seja completo ou por setor, desde que possibilite a sua visualização por todos os trabalhadores. Para as empresas nas áreas de industrialização ou de construção, o mapa de riscos deve ser desenvolvido conforme as etapas de industrialização ou de desenvolvimento das obras, sendo necessária a revisão sempre que houver um fato novo que venha a modificar a atual situação dos riscos. 12 13 Após a elaboração do Mapa de Riscos, deve ser realizada a sua análise observando os pontos a seguir: Quais os riscos de maior nível de gravidade, sendo considerados os riscos prioritários no momento de solucionar as irregularidades. · Com a solução das irregularidades, os círculos indicadores dos problemas seriam retirados do mapa de risco; · Caso tenha ocorrido apenas reduzido, o círculo deve ser substituído por um menor, que represente a redução do risco localizado; · Com a identificação de novos riscos, deve haver a sinalização por meio de círculos correspondentes nos mapas de risco. Os riscos ambientas são classificados por grupos, conforme podemos observar a seguir: Grupo Riscos Cor de Identifi cação Descrição 1 Físicos Verde Ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações ionizantes e não ionizantes, vibrações, etc. 2 Químicos Vermelho Poeiras, fumos, gases, vapores, névoas, neblinas, etc. 3 Biológicos Marrom Fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários, insetos, etc. 4 Ergonômicos Amarelo Levantamento e transporte manual de peso, monotonia, repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, posturas inadequadas de trabalho, trabalhos em tumos, etc. 5 Acidentais Azul Arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, quedas e animais peçonhentos. Fonte: https://goo.gl/KmgSeg A seguir verificamos a simbologia das cores, presentes nos mapas de risco: Simbologia das Cores No mapa de risco, os riscos são representados e indicados por círculos coloridos de três tamanhos diferentes, a saber: Risco Químico Leve Risco Mecânico Leve Risco Químico Médio Risco Mecânico Médio Risco Químico Elevado Risco Mecânico Elevado Risco Biológico Leve Risco Ergonômico Leve Risco Físico Leve Risco Biológico Médio Risco Ergonômico Médio Risco Físico Médio Risco Biológico Elevado Risco Ergonômico Elevado Risco Físico Elevado Fonte: https://goo.gl/t2WD7a 13 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco A seguir é ilustrado um Mapa de Risco com a sinalização por meio de círculos: Figura 2 O Papel da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) dentro das Organizações A CIPA foi criada na década de 1940 pelo Governo Federal, com o objetivo de reduzir o número de acidentes de trabalho presentes nas empresas, principalmente no setor industrial. É formado por representantes dos empregados e empregador, treinados especialmente para contribuir na prevenção dos acidentes. A atuação efetiva de trabalhadores nessas condições é o que sustenta os programas voltados para a prevenção dos acidentes. A CIPA atribui os acidentes de trabalho às causas que podem ser eliminadas ou reduzidas, sejam pelo empregador e empregado ou pela ação emconjunto de ambos. Por meio dessa união é possível identificar meios e soluções que possibilitem níveis mais altos de segurança nos locais de trabalho e aos trabalhadores. As empresas, sejam elas públicas ou privadas, e os órgãos governamentais que mantenham empregados pelas Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT estão obrigados a manter funcionando de forma organizada a CIPA, sendo que no grupo de participantes deve existir ao menos uma pessoa com o curso de CIPA. As instruções previstas para CIPA estão na Norma Regulamentadora - NR 5, onde a composição é baseada de acordo com o número de funcionários e classe da empresa. Conforme quadro I da referida norma, a CIPA deve ser formada a partir de processo eleitoral. Após sua formação, deve haver o registro no órgão regional do Ministério do Trabalho no prazo de 10 dias após a eleição. 14 15 Principais responsabilidades da CIPA • Debater sobre os acidentes ocorridos; • Propor medidas de prevenção de acidentes necessárias, considerando que as inciativas sejam elas próprias ou as que são sugeridas por empregados, encaminhando-as posteriormente aos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e também ao empregador; • Divulgar, preservar o segmento das normas de Segurança e Medicina do Trabalho, dos regulamentos e instrumentos de serviços que são emitidos pelo empregador; • Criar o interesse dos empregados para que seja mantida a preservação de acidentes e doenças ocupacionais, de forma que seja mantida a fim de adotar um comportamento preventivo durante o trabalho; • Orienta os trabalhadores sobre as ações necessárias nas áreas de saúde e segurança do trabalho, promovendo a semana interna de prevenção de acidentes de trabalho (SIPAT), em parceria com o SESMT; • Atuar na Campanha Permanente de Prevenção de Acidentes que é desenvolvida nas empresas; • Indica as ATAS das reuniões da CIPA, notificando por meio de cópias o empregador e o SESMT; • Com a colaboração do SESMT, verificar as causas e consequências decorrentes dos acidentes e doenças ocupacionais, atuando para implantar as ações corretivas; • Desenvolver nos casos de denúncias de risco, sejam eles por iniciativa própria me- diante aviso aos SESMT e ao empregador, vistoria nas dependências da empresa, dando ciência aos riscos localizados a este e ao responsável pelo departamento; • Promover cursos, treinamentos e campanhas necessários para aprimorar o desempenho dos empregados em relação à Segurança e Medicina do Trabalho; • Preencher todas as informações dos anexos I e II (Ficha de Informações da Empresa e Ficha de Análise de Acidentes), arquivados de forma que a qualquer momento o acesso possa ser possível, ficando de livre escolha o método a ser utilizado como forma de arquivamento; • É imprescindível o envio do anexo I ao empregador no período trimestral; • Reunir as pessoas que atuam na empresa, quando necessário, para que possam ser colhidas informações, dados ilustrativos, depoimentos ou esclarecimentos necessários para investigação dos acidentes de trabalho ou outras situações; 15 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco O Papel dos Programas de Prevenção de Riscos Ambientais A norma Regulamentadora NR-9 orienta sobre a obrigatoriedade da elaboração e implantação do PPRA, com o objetivo de garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores, busca prever antecipadamente, avaliar e controlar os riscos presentes nas atividades de trabalho, controlando os riscos existentes e também os que venham a surgir. O PPRA tem com o objetivo atingir medidas mais extensas previstas na Norma Regulamentadora – NR 7, utilizando não somente o PPRA, mas o PCMSO e o PPPA como ferramentas. Por meio do PPRA é possível obter a redução das perdas, ocasionadas por várias situações como as que verificamos a seguir: • As circunstâncias que ocasionaram os acidentes de trabalho, propiciando o afastamento do trabalhador; • As doenças ocupacionais, responsáveis por promover o afastamento do empregado; • Estabilidade funcional; • Ocorrências de fiscalizações, oriundas de Delegacias Regionais do Trabalho e Sindicatos da categoria; • Resultante de ações trabalhistas e ações cíveis. O PPRA atua para que haja a prevenção dos acidentes e doenças ocupacionais, reduzindo os riscos nas atividades de trabalhadores e terceiros, garantindo a qualidade dos negócios, prestando suporte para as organizações em geral, garantindo a imagem da empresa no mercado no qual atua. A adequada abordagem é extremamente importante para o desenvolvimento do PPRA, principalmente nas áreas de higiene e segurança ocupacional, que por meio da utilização dos recursos disponíveis na organização, possibilita a ação em conjunto com a direção da empresa, permitindo que sejam atribuídas responsabilidades, visando a integração do serviço de segurança e saúde do trabalho em toda a empresa. Ações como essas possibilitam a integração e comprometimento dos trabalhadores, além do fornecimento de documentações e treinamentos específicos. Cabe ao empregador elaborar e implementar o PPRA, zelando por sua eficácia, garantindo que a profundidade e abrangência sejam dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. 16 17 Considerando as informações anteriores, ficam estabelecidas como responsabi- lidades do empregador: Instituir, executar e garantir o cumprimento do PPRA, tornando-o uma atividade definitiva na instituição ou empresa. Aos trabalhadores são atribuídas as responsabilidades a seguir: • Contribuir e atuar na implantação e desenvolvimento do PPRA; • Cumprir as orientações fornecidas por meio dos treinamentos do PPRA; • É fundamental notificar o superior hierárquico das ocorrências que ocasionem riscos à saúde dos trabalhadores. O PPRA deve ter a estrutura básica a seguir, garantindo a sua eficácia: • Programação anual para que sejam estabelecidas as metas, em conjunto com as prioridades e cronograma a ser cumprido; • Desenvolvimento de estratégias e metodologias de ação; • Formato de registro, divulgação e manutenção das informações; • Os períodos e tipos de avaliação utilizados para analisar o desenvolvimento. A análise do PPRA é realizada anualmente ou sempre que houver alguma mudança nas atividades de trabalho, dessa forma é possível verificar o adequado desenvolvimento, e caso necessário desenvolver ajustes e inserir metas e prioridades. Deve ser utilizado um documento base com a descrição do PPRA, onde são verificados todos os aspectos estruturais. Em conjunto com a CIPA, devem ser analisados e discutidos os documentos base, conforme orientado na norma regulamentadora NR-5; a cópia dessa análise deve estar contida no livro de atas da comissão. A documentação acima deve estar disponível às autoridades, garantido o acesso imediato a todas as informações que forem necessárias. As etapas necessárias para a elaboração e execução do PPRA devem ser devidamente sinalizadas nos cronogramas dentro das organizações. São várias as etapas existentes nos programas de Prevenção de Riscos Ambientais, como as indicadas a seguir: • A antecipação e reconhecimento dos riscos; • Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; • Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; • Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; • MOnitoramento da exposição aos riscos; • Registro e divulgação dos dados. 17 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO Fazem parte das medidas integrantes do conjunto de iniciativas criadas pelo empregador o PPRA e o PCMSO; essas medidas têm o objetivo de garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores. Por meio da NR 7, este programa é estabelecido, além de verificar a obriga- toriedade do desenvolvimento e implementação por empregadores e instituições que tenham emseu quadro de funcionários trabalhadores como empregados. As normas de segurança e saúde ocupacional são obrigatórias para todas as empresas que possuem trabalhadores no regime de contratação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. A norma regulamentar n° 7 prevê o Programa de Controle Mé- dico de Saúde Ocupacional – PCMSO, definindo as ações a serem tomadas pelo empregador para garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores, como a realização de exames médicos clínicos e complementares conforme os riscos iden- tificados no PPRA. Desta forma, considerando a NR - 7, o PCMSO busca garantir a promoção e preservação da saúde dos trabalhadores em conjunto, ressalta-se que o programa deve ser coordenado por um médico do trabalho. O empregador está ou não obrigado a desenvolver e implantar o PPRA e o PCMSO? É obrigatório o PPRA e PCMSO para as instituições que possuam trabalhadores, conforme verificado nas normas regulamentadoras NR- 7 e NR-9. Não é facultativa a elaboração e implementação desses programas por parte dos empregadores, ou seja, esta é uma obrigação. Nas normas não há previsão de uma quantidade limite em relação aos empregados para que se torne obrigatória a implementação do PPRA e do PCMSO pelo empregador, se tornando obrigatória a partir do momento que o empregador tenha ao menos um empregado na empresa. No artigo 157, inciso I, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT está determinado o que é de “dever das empresas cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho”. Ratificando, na admissão de trabalhador empregado, o empregador fica obrigado a elaborar e implementar o PPRA e o PCMSO no estabelecimento, garantindo que no decorrer de uma fiscalização do Ministério do Trabalho, caso não sejam identificados esses programas, podem ser aplicados multas ou até mesmo a interdição do estabelecimento. De acordo com o estabelecido na Norma Regulamentadora 7, é de competência do empregador: 18 19 • Assegurar o desenvolvimento e implementação do PCMSO, zelando por sua eficácia; • Promover os procedimentos necessários para a implantação do PCMSO, garantindo que não haja prejuízo ao trabalhador; • Indicar o responsável por desenvolver o PCMSO na equipe de médicos e profissionais do SESMT; Se a empresa não for obrigada a manter um médico do trabalho internamente, pode a mesma indicar um médico do trabalho, seja ele empregado ou não responsável pela coordenação do PCMSO; É possível que a empresa contrate médico de formação diferente da neces- sária para coordenar a elaboração e execução do PCMSO, desde que na região onde a empresa está localizada não possua profissional credenciado na área específica. A seguir temos uma ilustração sobre a obrigatoriedade da indicação de médico coordenador: Possuir até 25 empregados. Estar no grau de risco 1 e 2. Empresas desobrigadas a indicar médico coordenador. Possuir até 10 empregados. Estar no grau de risco 3 e 4. Mais de 25 até 50 empregados. Estar no grau de risco 1 e 2. Empresas desobrigadas a indicar médico coordenador mediante a acordo coletivo. Mais de 10 até 20 empregados. Estar no grau de risco 3 e 4.** ** Obrigatório pro�ssional do órgão Regional especializado em segurança e saúde no trabalho. Figura 3 19 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco Havendo a determinação do delegado regional do trabalho baseado em pa- recer técnico conclusivo, as orientações anteriores devem ser desprezadas, pas- sando as empresas a serem obrigadas a indicar médico do trabalho para coor- denador responsável. Em condições de potencial risco a saúde e segurança dos trabalhadores, as empresas passam a ser obrigadas a apresentar médico do trabalho coordenador. São atribuições do médico coordenador: • Realizar exames médicos ou apontar profissional responsável especializado na patologia ocupacional, suas causas e os riscos que os trabalhadores examinados estarão expostos. • É o responsável por exames complementares previsto nos itens, quadros e anexos das normas regulamentadoras profissionais, entidades devidamente capacitadas equipadas e qualificados. A norma regulamentadora estabelece que o coordenador do PCMSO faça parte da equipe de médicos do trabalho que participar do SESMT. Desta forma é possível encarregar outro profissional médico, responsável por realizar os exames médicos admissionais, periódicos, de mudança de função, de retorno ao trabalho, demissionais e complementares. Não é necessário que este profissional seja empregado da empresa, mas sim, que tenha a qualificação e conhecimento acerca dos princípios, patologias ocupacionais e suas causas, tal como o ambiente e condições de trabalho e os riscos aos quais cada trabalhador possa estar exposto de acordo com sua função. É fundamental que quando o médico coordenador designe a outro médico a função de realizar os exames, sejam mantidos esses procedimentos por meio de documentos. O relatório anual sobre o PCMSO deve ser arquivado, estando disponível para o agente de inspeção do trabalho, além de ser utilizado na discussão da CIPA e mantido na empresa, possibilitando a elaboração do plano de trabalho para o próximo ano. 20 21 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Sites Programas de Saúde e Segurança https://goo.gl/ju3azY NR-7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) https://goo.gl/RL9xj Leitura O que são PPRA e PCMSO? https://goo.gl/hhjU2q O que são PPRA e PCMSO? https://goo.gl/hhjU2q Mapa de Risco no Brasil: As Limitações da Aplicabilidade de um modelo Operário https://goo.gl/6YY3mg Análise de Processos e a Implantação do Mapa de Risco Ocupacional em Serviços de Saúde: um Estudo no Serviço de Hemoterapia de uma Instituição Pública Federal https://goo.gl/CuZdGN 21 UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco Referências Acidente do Trabalho entre a seguridade social e a responsabilidade civil: elementos para uma teoria do bem-estar e da justiça social. SANTOS, Marco Fridolin Sommer. Acidente do trabalho entre a seguridade social e a responsabilidade civil: elementos para uma teoria do bem-estar e da justiça social. São Paulo: LTr, 2005. 176 p. ISBN 8536107383. CAMPOS, José Luiz Dias; CAMPOS, Adelina Bitelli Dias. Acidentes do trabalho: prevenção e reparação (de acordo com a nova lei da seguridade social, plano de custeio, planos de benefícios da previdência social, nova lei de acidentes do trabalho). 3. ed. São Paulo: LTr, 1996. CARNEIRO, Antonio Dimas Cruz; PRESTES, Luiz Fernando Migliori. Acidentes do Trabalho. 2. ed. atual. e aum. São Paulo: Saraiva, 1987. CARNEIRO, Antonio Dimas Cruz; PRESTES, Luiz Fernando Migliori. Acidentes do Trabalho. 2. ed. atual. e aum. São Paulo: Saraiva, 1987. CARNEIRO, Antonio Dimas Cruz; PRESTES, Luiz Fernando Migliori. Acidentes do Trabalho. 2. ed. atual. e aum. São Paulo: Saraiva, 1987. Conceito de Ambiente de Trabalho - O que é, Definição e Significado http:// conceito.de/ambiente-de-trabalho#ixzz4fwSGcpD6 Gestão e Prevenção (livro eletrônico) / Editora saberes – Curitiba, 2014. (e-book) Legislação Comentada: Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde do Trabalho - 2008 SESI. Departamento Regional da Bahia. NR: Normas Regulamentadoras Relativas à Segurança e Saúde no Trabalho / organização Marcos Garcia Hoeppner .6 ed. – São Paulo: Ícone, 2015. OLIVEIRA, José de. Acidentes do Trabalho: teoria, prática, jurisprudência. 3. ed., atual. eampl. São Paulo: Saraiva, 1997. OLIVEIRA, José de. Acidentes do Trabalho: teoria, prática, jurisprudência. 3. ed., atual. eampl. São Paulo: Saraiva, 1997. OPITZ, Oswaldo. Acidentes do Trabalho e Doenças Profissionais: inteligência e aplicação das Leis ns. 6.367/76 e 6.195/75 e seus regulamentos, Decretos ns. 83.080/79, 87.374/82 e 83.081/79. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1988. 22 23 Sites Visitados http://www.fiepr.org.br/sindicatos/sindicalpr/FreeComponent3302con-tent19865.shtml acesso em 27/06/2017 https://carlosmodanesdossantos.jusbrasil.com.br/artigos/311632261/o-empre- gador-esta-obrigado-a-elaborar-e-implementar-o-ppra-e-o-pcmso-em-seu-estabe- lecimento - acesso em 27/06/2017 http://redeetec.mec.gov.br/images/stories/pdf/eixo_ctrl_proc_indust/tec_au- tom_ind/seg_trab/161012_seg_do_trab.pdf- acesso em 27/06/2017 http://blog.inbep.com.br/responsabilidades-pcmso-empregador-medico-coorde- nador/ - acesso em 27/06/2017 http://www.asoassessoria.com.br/pcmso-responsabilidade-do-empregador/ - acesso em 27/06/2017 http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI176748,81042-Obrigatorie- dade+de+todo+e+qualquer+empregador+ter+o+PCMSO+e+o+PPRA - acesso em 27/06/2017 https://docente.ifsc.edu.br/felipe.camargo/MaterialDidatico/MECA%201%20 -%20SEG.%20DO%20AMB.%20E%20DO%20TRAB./mapa%20de%20risco. pdf - acesso em 27/06/2017 23