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Normas e Legislação 
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Uerley Magalhães Franchi 
Revisão Textual:
Profa. Ms. Natalia Conti
Normas e Obrigações Básicas do Empregador:
SESMT, PPRA, PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
• As Relações entre CIPA e SESMT
• Normas Regulamentadoras
• A Função do Mapa de Riscos Ambientais dentro das Empresas
• Tipos de Inspeção
• As Etapas de Elaboração do Mapa de Riscos Ambientais
• O papel da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)
Dentro das Organizações.
• O Papel dos Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
• Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO
 · Filtrar para o aluno as principais normas técnicas aplicáveis ao 
ambiente de trabalho.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Normas e Obrigações Básicas do
Empregador: SESMT, PPRA, PCMSO, 
CIPA e Mapa de Risco
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também 
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, 
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato 
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
As Relações entre CIPA e SESMT
Participam do grupo de segurança do trabalho os profissionais técnicos e 
engenheiros de segurança do trabalho, além de médicos, enfermeiros e auxiliares 
em enfermagem do trabalho; assim, é a formado o SESMT – Serviço Especializado 
em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Os representantes do 
empregador e dos empregados são representados pela CIPA - Comissão Interna 
de Prevenção de Acidentes é a responsável por representar o empregador e os 
empregados lhe sendo atribuído auxiliar o SESMT nas rotinas de prevenção.
Normas Regulamentadoras
As especificações sobre o SESMT são verificadas na NR 4. Estão previstas nesta 
norma, as obrigações para empresas públicas e privadas que tenham trabalhadores 
na forma de contratação prevista na CLT e a organização a ser mantida para o seu 
adequado funcionamento, garantindo a saúde e integridade do trabalhador.
Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA, NR 5. Esta norma orienta 
as empresas públicas e privadas para a devida organização e funcionamento por 
estabelecimento da comissão formada especificamente por empregados, com o 
principal objetivo da prevenção de acidentes laborais, que por meio das sugestões e 
recomendações que são dadas ao empregador possibilite a melhoria das condições 
de trabalho, eliminando os elementos causadores de acidentes de trabalho e das 
doenças ocupacionais.
A NR 7 divulga informações sobre a elaboração e implantação por empregadores 
e empregados do programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO. 
Esta ação tem como objetivo principal promover e preservar a saúde de forma 
conjunta dos trabalhadores.
NR 9 orienta sobre a elaboração e implantação a serem desenvolvidas pelos 
empregadores e instituições que têm trabalhadores como empregados no Programa 
de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Busca garantir a saúde e integridade 
física dos empregados por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e 
controle dos riscos, que já estão presentes ou que possam vir a surgir, promovendo 
a proteção do trabalhador, meio ambiente e recursos naturais.
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9
A Função do Mapa de Riscos Ambientais 
dentro das Empresas
As inspeções de segurança se caracterizam pelas vistorias e observações realizadas 
nas áreas de trabalho, com o objetivo de identificar as situações de riscos à saúde 
e integridade física do trabalhador. Para a prevenção da ocorrência de acidente 
de trabalho utiliza-se das inspeções de segurança como fonte de informação que 
determina as medidas a serem tomadas. Sua aplicação deve seguir toda extensão 
para que haja resultados compensatórios. Quando bem elaboradas, de forma que 
envolva todos a assumir parte de sua responsabilidade, as inspeções alcançam seus 
principais objetivos:
• Determinar os meios de prevenção antes que ocorram os acidentes;
• Auxiliar os trabalhadores de forma que sejam fixados a mentalidade a respeito 
da segurança e da higiene do local de trabalho;
• Motivar os trabalhadores para que sejam promovidas as ações de inspeção nos 
ambientes de trabalho;
• Aprimorar as relações entre os serviços de segurança e os departamentos 
da empresa;
• Promover e fortalecer nos trabalhadores o interesse da empresa acerca da 
segurança do trabalho;
• Incentivar nos trabalhadores a confiança a respeito da administração de forma 
a conquistar a colaboração de todos sobre a prevenção de acidentes.
Tipos de Inspeção
São várias as modalidades de inspeções, dividindo-se em:
• Inspeções-gerais: se caracterizam por inspeções que compreendem todos os 
setores da empresa no que diz respeito à segurança, higiene e medicina do 
trabalho. De grande valia no mandato dos cipeiros;
• Inspeções parciais: este tipo de inspeção é feito em áreas específicas, em 
setores ou atividades, onde já foram identificados problemas;
• Inspeções de rotina: esse tipo de expressão é promovido pela CIPA em 
conjunto com os outros setores de segurança e manutenção, com foco nas 
prioridades identificadas. Tem como objetivo melhorar a organização do 
trabalho. Classificam-se nesse grupo de inspeção as promovidas pelos próprios 
trabalhadores em suas máquinas e ferramentas;
9
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
• Inspeções periódicas: são desenvolvidas pelos setores de manutenção e 
engenharia, possibilitando a identificação de riscos em ferramentas, máquinas, 
equipamentos e instalações elétricas;
• Inspeções eventuais: são as inspeções sem data ou períodos marcados, 
permitindo que sejam realizadas por diversos técnicos com o objetivo de 
solucionar problemas enquadrados como urgentes;
• Inspeções oficiais: desenvolvidas por agentes de órgãos oficiais e empresas 
de seguro;
• Inspeções especiais: desenvolvidas por meio de aparelhos de testes, são 
controladas por técnicos especializados. As medições de ruído ambiental e de 
temperatura podem ser exemplos de inspeções especiais.
Com a constante regularização de inspeções, ocorre a diminuição dos riscos, reduzindo 
os acidentes e lesões. Também é possível identificar os riscos que não foram descober-
tos ou os novos riscos presentes. Somente por meio da vigilância de forma contínua, 
educação e treinamentos específicos é possívelidentificar práticas inseguras existentes 
nos trabalhos, para que posteriormente haja correção de forma satisfatória.
As inspeções de segurança são divididas em etapas listadas a seguir:
a) Observação
 · Analisar o que se pretende ver;
 · Verificar lado material e humano;
 · Verificar por meio de dados já identificados em conjunto com a experiência 
do dia a dia;
 · Buscar colaboração de todas as pessoas que estão envolvidas nas atividades;
 · Elucidar sobre os motivos da observação a todas as pessoas envolvidas.
b) Informação
 · Divulgar as irregularidades aos responsáveis dos setores;
 · Expor as irregularidades de forma a discutir e adotar a medida ou atitude 
mais adequada.
c) Registro
 · Registrar os itens analisados por meios de formulários especiais (relatórios 
de inspeção);
 · Nos relatórios devem ser registrados o que foi observado, o local de 
observação e as recomendações necessárias.
d) Encaminhamento
 · As informações registradas nas inspeções desenvolvem importante papel 
para levantamentos estatísticos, possibilitando o encaminhamento de 
pedido de reparo ou de solicitação de compra;
10
11
 · Os processos de atendimento de novas solicitações são desencadeados pe-
los registros de inspeção.
e) Acompanhamento
 · Depois de realizado e encaminhado o registro, deve ser feito o acompanha-
mento do processo até que haja a execução final.
Mapa de Riscos 
O mapa de risco representa por meio gráfico os pontos de riscos localizados 
em cada setor da empresa, facilitando e agilizando a identificação dos riscos de 
acidentes de trabalho. Aponta os riscos para a CIPA, promovendo a visualização 
do ambiente para todos os trabalhadores que atuam no local, por meio do serviço 
de segurança e medicina do trabalho e da administração da empresa ou pelos 
próprios visitantes.
As Etapas de Elaboração do Mapa
de Riscos Ambientais
Uma das etapas básicas para que seja desenvolvido o mapa de riscos ambientais 
é a inspeção de segurança. Após análise desse mapa é possível adotar medidas 
necessárias para recuperação do ambiente e desenvolvimento de plano de trabalho 
por meio da obtenção e implantação de medidas corretivas. Foi adotada uma cor 
para identificar cada tipo de risco no mapa de riscos, representada por círculos, 
utilizados em três tamanhos, cada um evidenciando um grau de risco:
• Círculo grande: risco grave;
• Círculo médio: risco médio;
• Círculo pequeno: risco leve.
Caso seja identificada a incidência de mais de um risco de igual gravidade, é 
utilizado um mesmo círculo apenas dividido em partes.
Grande
Médio
Pequeno
Risco Químico
Risco de Acidente
Risco Biológico
Risco Físico
Ergonômico
Figura 1
11
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
Etapas de criação do mapa de risco:
a) Possuir conhecimento a respeito do processo de trabalho que é 
desenvolvido no local a ser verificado:
 · Verificar os instrumentos e materiais que são utilizados nos processos de 
trabalho, que estão sendo analisados;
 · Verificar as atividades desenvolvidas
 · Conhecer todo ambiente
b) Pesquisar a respeito dos riscos existentes no local analisado, facilitando o 
apontamento das informações no mapa de risco ambientais.
c) Verificar as medidas preventivas necessárias e a eficácia da aplicação:
 · De medidas que visam proteger não só um grupo em especial, mais sim 
uma proteção coletiva;
 · Das ações que contribuem para a organização da rotina de trabalho;
 · Dos métodos que garantem a proteção individual dos trabalhadores;
 · De rotinas de higiene e conforto envolvendo áreas das empresas, como 
banheiros, vestiários, refeitório, área de lazer e etc.
d) Estudar os indicadores de saúde, possibilitando as seguintes verificações:
 · As queixas mais comuns realizadas pelos trabalhadores que estão expostos 
aos riscos no desenvolvimento de suas atividades;
 · Analisar as doenças profissionais identificadas;
 · Levantar as causas mais comuns das faltas no trabalho.
e) Investigar os levantamentos ambientais anteriores já realizados nas 
empresas, possibilitando conhecer o histórico anterior.
f) Criar o mapa de risco considerando cada área da empresa, apontando 
por meio de círculo no próprio mapa de riscos as situações a seguir:
 · Qual o grupo o risco em que se enquadra, por meio de cor padrão;
 · O número de trabalhadores que ficam sujeitos a este risco deve estar 
apontado no interior de cada círculo, conforme a área;
 · A descrição do agente de risco (hexano, ritmo excessivo e etc.), esta 
informação deve também constar dentro do círculo;
 · Quanto maior o risco na percepção dos trabalhadores, maior será o círculo 
a ser representado no mapa.
Após a análise e aprovação pela CIPA, o mapa de risco deve ser inserido em 
local apropriado, seja completo ou por setor, desde que possibilite a sua visualização 
por todos os trabalhadores. Para as empresas nas áreas de industrialização ou 
de construção, o mapa de riscos deve ser desenvolvido conforme as etapas de 
industrialização ou de desenvolvimento das obras, sendo necessária a revisão sempre 
que houver um fato novo que venha a modificar a atual situação dos riscos.
12
13
Após a elaboração do Mapa de Riscos, deve ser realizada a sua análise observando 
os pontos a seguir:
Quais os riscos de maior nível de gravidade, sendo considerados os riscos 
prioritários no momento de solucionar as irregularidades.
 · Com a solução das irregularidades, os círculos indicadores dos problemas 
seriam retirados do mapa de risco;
 · Caso tenha ocorrido apenas reduzido, o círculo deve ser substituído por um 
menor, que represente a redução do risco localizado;
 · Com a identificação de novos riscos, deve haver a sinalização por meio de 
círculos correspondentes nos mapas de risco.
Os riscos ambientas são classificados por grupos, conforme podemos observar 
a seguir:
Grupo Riscos
Cor de 
Identifi cação
Descrição
1 Físicos Verde Ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações ionizantes e não 
ionizantes, vibrações, etc.
2 Químicos Vermelho Poeiras, fumos, gases, vapores, névoas, neblinas, etc.
3 Biológicos Marrom Fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários, insetos, etc.
4 Ergonômicos Amarelo
Levantamento e transporte manual de peso, monotonia, 
repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, posturas 
inadequadas de trabalho, trabalhos em tumos, etc.
5 Acidentais Azul
Arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e 
explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, 
quedas e animais peçonhentos.
Fonte: https://goo.gl/KmgSeg
A seguir verificamos a simbologia das cores, presentes nos mapas de risco:
Simbologia das Cores
No mapa de risco, os riscos são 
representados e indicados por 
círculos coloridos de três tamanhos 
diferentes, a saber:
Risco Químico Leve Risco Mecânico Leve
Risco Químico Médio Risco Mecânico Médio
Risco Químico Elevado
Risco Mecânico 
Elevado
Risco Biológico Leve
Risco Ergonômico 
Leve
Risco Físico Leve
Risco Biológico Médio Risco Ergonômico 
Médio Risco Físico Médio
Risco Biológico Elevado Risco Ergonômico 
Elevado Risco Físico Elevado
Fonte: https://goo.gl/t2WD7a
13
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
A seguir é ilustrado um Mapa de Risco com a sinalização por meio de círculos:
Figura 2
O Papel da Comissão Interna de Prevenção 
de Acidentes (CIPA) dentro das Organizações
A CIPA foi criada na década de 1940 pelo Governo Federal, com o objetivo de 
reduzir o número de acidentes de trabalho presentes nas empresas, principalmente 
no setor industrial. É formado por representantes dos empregados e empregador, 
treinados especialmente para contribuir na prevenção dos acidentes. A atuação 
efetiva de trabalhadores nessas condições é o que sustenta os programas voltados 
para a prevenção dos acidentes. A CIPA atribui os acidentes de trabalho às causas 
que podem ser eliminadas ou reduzidas, sejam pelo empregador e empregado ou 
pela ação emconjunto de ambos. Por meio dessa união é possível identificar meios 
e soluções que possibilitem níveis mais altos de segurança nos locais de trabalho e 
aos trabalhadores.
As empresas, sejam elas públicas ou privadas, e os órgãos governamentais que 
mantenham empregados pelas Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT estão 
obrigados a manter funcionando de forma organizada a CIPA, sendo que no grupo 
de participantes deve existir ao menos uma pessoa com o curso de CIPA. As 
instruções previstas para CIPA estão na Norma Regulamentadora - NR 5, onde 
a composição é baseada de acordo com o número de funcionários e classe da 
empresa. Conforme quadro I da referida norma, a CIPA deve ser formada a partir 
de processo eleitoral. Após sua formação, deve haver o registro no órgão regional 
do Ministério do Trabalho no prazo de 10 dias após a eleição.
14
15
Principais responsabilidades da CIPA
• Debater sobre os acidentes ocorridos;
• Propor medidas de prevenção de acidentes necessárias, considerando que 
as inciativas sejam elas próprias ou as que são sugeridas por empregados, 
encaminhando-as posteriormente aos Serviços Especializados em Segurança 
e Medicina do Trabalho (SESMT) e também ao empregador;
• Divulgar, preservar o segmento das normas de Segurança e Medicina do Trabalho, 
dos regulamentos e instrumentos de serviços que são emitidos pelo empregador;
• Criar o interesse dos empregados para que seja mantida a preservação de 
acidentes e doenças ocupacionais, de forma que seja mantida a fim de adotar 
um comportamento preventivo durante o trabalho;
• Orienta os trabalhadores sobre as ações necessárias nas áreas de saúde e 
segurança do trabalho, promovendo a semana interna de prevenção de 
acidentes de trabalho (SIPAT), em parceria com o SESMT;
• Atuar na Campanha Permanente de Prevenção de Acidentes que é desenvolvida 
nas empresas;
• Indica as ATAS das reuniões da CIPA, notificando por meio de cópias o 
empregador e o SESMT;
• Com a colaboração do SESMT, verificar as causas e consequências decorrentes 
dos acidentes e doenças ocupacionais, atuando para implantar as ações corretivas;
• Desenvolver nos casos de denúncias de risco, sejam eles por iniciativa própria me-
diante aviso aos SESMT e ao empregador, vistoria nas dependências da empresa, 
dando ciência aos riscos localizados a este e ao responsável pelo departamento;
• Promover cursos, treinamentos e campanhas necessários para aprimorar o 
desempenho dos empregados em relação à Segurança e Medicina do Trabalho;
• Preencher todas as informações dos anexos I e II (Ficha de Informações da 
Empresa e Ficha de Análise de Acidentes), arquivados de forma que a qualquer 
momento o acesso possa ser possível, ficando de livre escolha o método a ser 
utilizado como forma de arquivamento;
• É imprescindível o envio do anexo I ao empregador no período trimestral;
• Reunir as pessoas que atuam na empresa, quando necessário, para que possam 
ser colhidas informações, dados ilustrativos, depoimentos ou esclarecimentos 
necessários para investigação dos acidentes de trabalho ou outras situações;
15
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
O Papel dos Programas de Prevenção 
de Riscos Ambientais
A norma Regulamentadora NR-9 orienta sobre a obrigatoriedade da elaboração 
e implantação do PPRA, com o objetivo de garantir a saúde e integridade física 
dos trabalhadores, busca prever antecipadamente, avaliar e controlar os riscos 
presentes nas atividades de trabalho, controlando os riscos existentes e também os 
que venham a surgir.
O PPRA tem com o objetivo atingir medidas mais extensas previstas na Norma 
Regulamentadora – NR 7, utilizando não somente o PPRA, mas o PCMSO e o 
PPPA como ferramentas.
Por meio do PPRA é possível obter a redução das perdas, ocasionadas por 
várias situações como as que verificamos a seguir:
• As circunstâncias que ocasionaram os acidentes de trabalho, propiciando o 
afastamento do trabalhador;
• As doenças ocupacionais, responsáveis por promover o afastamento do empregado;
• Estabilidade funcional;
• Ocorrências de fiscalizações, oriundas de Delegacias Regionais do Trabalho e 
Sindicatos da categoria;
• Resultante de ações trabalhistas e ações cíveis.
O PPRA atua para que haja a prevenção dos acidentes e doenças ocupacionais, 
reduzindo os riscos nas atividades de trabalhadores e terceiros, garantindo a 
qualidade dos negócios, prestando suporte para as organizações em geral, 
garantindo a imagem da empresa no mercado no qual atua.
A adequada abordagem é extremamente importante para o desenvolvimento do 
PPRA, principalmente nas áreas de higiene e segurança ocupacional, que por meio 
da utilização dos recursos disponíveis na organização, possibilita a ação em conjunto 
com a direção da empresa, permitindo que sejam atribuídas responsabilidades, 
visando a integração do serviço de segurança e saúde do trabalho em toda a 
empresa. Ações como essas possibilitam a integração e comprometimento dos 
trabalhadores, além do fornecimento de documentações e treinamentos específicos.
Cabe ao empregador elaborar e implementar o PPRA, zelando por sua eficácia, 
garantindo que a profundidade e abrangência sejam dependentes das características 
dos riscos e das necessidades de controle.
16
17
Considerando as informações anteriores, ficam estabelecidas como responsabi-
lidades do empregador:
Instituir, executar e garantir o cumprimento do PPRA, tornando-o uma atividade 
definitiva na instituição ou empresa.
Aos trabalhadores são atribuídas as responsabilidades a seguir:
• Contribuir e atuar na implantação e desenvolvimento do PPRA;
• Cumprir as orientações fornecidas por meio dos treinamentos do PPRA;
• É fundamental notificar o superior hierárquico das ocorrências que ocasionem 
riscos à saúde dos trabalhadores.
O PPRA deve ter a estrutura básica a seguir, garantindo a sua eficácia:
• Programação anual para que sejam estabelecidas as metas, em conjunto com 
as prioridades e cronograma a ser cumprido;
• Desenvolvimento de estratégias e metodologias de ação;
• Formato de registro, divulgação e manutenção das informações;
• Os períodos e tipos de avaliação utilizados para analisar o desenvolvimento.
A análise do PPRA é realizada anualmente ou sempre que houver alguma 
mudança nas atividades de trabalho, dessa forma é possível verificar o adequado 
desenvolvimento, e caso necessário desenvolver ajustes e inserir metas e prioridades.
Deve ser utilizado um documento base com a descrição do PPRA, onde são 
verificados todos os aspectos estruturais.
Em conjunto com a CIPA, devem ser analisados e discutidos os documentos 
base, conforme orientado na norma regulamentadora NR-5; a cópia dessa análise 
deve estar contida no livro de atas da comissão.
A documentação acima deve estar disponível às autoridades, garantido o acesso 
imediato a todas as informações que forem necessárias.
As etapas necessárias para a elaboração e execução do PPRA devem ser 
devidamente sinalizadas nos cronogramas dentro das organizações.
São várias as etapas existentes nos programas de Prevenção de Riscos 
Ambientais, como as indicadas a seguir:
• A antecipação e reconhecimento dos riscos;
• Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
• Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
• Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
• MOnitoramento da exposição aos riscos;
• Registro e divulgação dos dados.
17
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
Programa de Controle Médico de 
Saúde Ocupacional - PCMSO
Fazem parte das medidas integrantes do conjunto de iniciativas criadas pelo 
empregador o PPRA e o PCMSO; essas medidas têm o objetivo de garantir a saúde 
e integridade física dos trabalhadores.
Por meio da NR 7, este programa é estabelecido, além de verificar a obriga-
toriedade do desenvolvimento e implementação por empregadores e instituições 
que tenham emseu quadro de funcionários trabalhadores como empregados. As 
normas de segurança e saúde ocupacional são obrigatórias para todas as empresas 
que possuem trabalhadores no regime de contratação da Consolidação das Leis do 
Trabalho – CLT. A norma regulamentar n° 7 prevê o Programa de Controle Mé-
dico de Saúde Ocupacional – PCMSO, definindo as ações a serem tomadas pelo 
empregador para garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores, como a 
realização de exames médicos clínicos e complementares conforme os riscos iden-
tificados no PPRA.
Desta forma, considerando a NR - 7, o PCMSO busca garantir a promoção e 
preservação da saúde dos trabalhadores em conjunto, ressalta-se que o programa 
deve ser coordenado por um médico do trabalho.
O empregador está ou não obrigado a desenvolver e implantar o PPRA e o PCMSO? 
É obrigatório o PPRA e PCMSO para as instituições que possuam trabalhadores, 
conforme verificado nas normas regulamentadoras NR- 7 e NR-9.
Não é facultativa a elaboração e implementação desses programas por parte dos 
empregadores, ou seja, esta é uma obrigação.
Nas normas não há previsão de uma quantidade limite em relação aos empregados 
para que se torne obrigatória a implementação do PPRA e do PCMSO pelo 
empregador, se tornando obrigatória a partir do momento que o empregador tenha 
ao menos um empregado na empresa. No artigo 157, inciso I, da Consolidação 
das Leis do Trabalho - CLT está determinado o que é de “dever das empresas 
cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho”.
Ratificando, na admissão de trabalhador empregado, o empregador fica obrigado 
a elaborar e implementar o PPRA e o PCMSO no estabelecimento, garantindo 
que no decorrer de uma fiscalização do Ministério do Trabalho, caso não sejam 
identificados esses programas, podem ser aplicados multas ou até mesmo a 
interdição do estabelecimento.
De acordo com o estabelecido na Norma Regulamentadora 7, é de competência 
do empregador:
18
19
• Assegurar o desenvolvimento e implementação do PCMSO, zelando por 
sua eficácia;
• Promover os procedimentos necessários para a implantação do PCMSO, 
garantindo que não haja prejuízo ao trabalhador;
• Indicar o responsável por desenvolver o PCMSO na equipe de médicos e 
profissionais do SESMT;
Se a empresa não for obrigada a manter um médico do trabalho internamente, 
pode a mesma indicar um médico do trabalho, seja ele empregado ou não 
responsável pela coordenação do PCMSO;
É possível que a empresa contrate médico de formação diferente da neces-
sária para coordenar a elaboração e execução do PCMSO, desde que na região 
onde a empresa está localizada não possua profissional credenciado na área 
específica. A seguir temos uma ilustração sobre a obrigatoriedade da indicação 
de médico coordenador:
Possuir até 25
empregados.
Estar no grau
de risco 1 e 2.
Empresas
desobrigadas a
indicar médico
coordenador.
Possuir até 10
empregados.
Estar no grau
de risco 3 e 4.
Mais de 25 até
50 empregados.
Estar no grau
de risco 1 e 2.
Empresas
desobrigadas a
indicar médico
coordenador
mediante a
acordo coletivo.
Mais de 10 até
20 empregados.
Estar no grau de
risco 3 e 4.**
** Obrigatório pro�ssional do órgão Regional especializado em segurança e saúde no trabalho.
Figura 3
19
UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
Havendo a determinação do delegado regional do trabalho baseado em pa-
recer técnico conclusivo, as orientações anteriores devem ser desprezadas, pas-
sando as empresas a serem obrigadas a indicar médico do trabalho para coor-
denador responsável. 
Em condições de potencial risco a saúde e segurança dos trabalhadores, as 
empresas passam a ser obrigadas a apresentar médico do trabalho coordenador.
São atribuições do médico coordenador:
• Realizar exames médicos ou apontar profissional responsável especializado na 
patologia ocupacional, suas causas e os riscos que os trabalhadores examinados 
estarão expostos.
• É o responsável por exames complementares previsto nos itens, quadros e 
anexos das normas regulamentadoras profissionais, entidades devidamente 
capacitadas equipadas e qualificados.
A norma regulamentadora estabelece que o coordenador do PCMSO faça 
parte da equipe de médicos do trabalho que participar do SESMT. Desta forma 
é possível encarregar outro profissional médico, responsável por realizar os 
exames médicos admissionais, periódicos, de mudança de função, de retorno ao 
trabalho, demissionais e complementares. Não é necessário que este profissional 
seja empregado da empresa, mas sim, que tenha a qualificação e conhecimento 
acerca dos princípios, patologias ocupacionais e suas causas, tal como o ambiente 
e condições de trabalho e os riscos aos quais cada trabalhador possa estar exposto 
de acordo com sua função. É fundamental que quando o médico coordenador 
designe a outro médico a função de realizar os exames, sejam mantidos esses 
procedimentos por meio de documentos. O relatório anual sobre o PCMSO deve 
ser arquivado, estando disponível para o agente de inspeção do trabalho, além 
de ser utilizado na discussão da CIPA e mantido na empresa, possibilitando a 
elaboração do plano de trabalho para o próximo ano.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Programas de Saúde e Segurança
https://goo.gl/ju3azY
NR-7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)
https://goo.gl/RL9xj
 Leitura
O que são PPRA e PCMSO?
https://goo.gl/hhjU2q
O que são PPRA e PCMSO?
https://goo.gl/hhjU2q
Mapa de Risco no Brasil: As Limitações da Aplicabilidade de um modelo Operário
https://goo.gl/6YY3mg
Análise de Processos e a Implantação do Mapa de Risco Ocupacional em Serviços de Saúde: um Estudo no Serviço 
de Hemoterapia de uma Instituição Pública Federal
https://goo.gl/CuZdGN
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UNIDADE Normas e Obrigações Básicas do Empregador: SESMT, PPRA,
PCMSO, CIPA e Mapa de Risco
Referências
Acidente do Trabalho entre a seguridade social e a responsabilidade civil: 
elementos para uma teoria do bem-estar e da justiça social. SANTOS, Marco 
Fridolin Sommer. Acidente do trabalho entre a seguridade social e a responsabilidade 
civil: elementos para uma teoria do bem-estar e da justiça social. São Paulo: LTr, 
2005. 176 p. ISBN 8536107383.
CAMPOS, José Luiz Dias; CAMPOS, Adelina Bitelli Dias. Acidentes do trabalho: 
prevenção e reparação (de acordo com a nova lei da seguridade social, plano 
de custeio, planos de benefícios da previdência social, nova lei de acidentes do 
trabalho). 3. ed. São Paulo: LTr, 1996.
CARNEIRO, Antonio Dimas Cruz; PRESTES, Luiz Fernando Migliori. Acidentes 
do Trabalho. 2. ed. atual. e aum. São Paulo: Saraiva, 1987.
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CARNEIRO, Antonio Dimas Cruz; PRESTES, Luiz Fernando Migliori. Acidentes 
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Conceito de Ambiente de Trabalho - O que é, Definição e Significado http://
conceito.de/ambiente-de-trabalho#ixzz4fwSGcpD6
Gestão e Prevenção (livro eletrônico) / Editora saberes – Curitiba, 2014. (e-book)
Legislação Comentada: Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde do 
Trabalho - 2008 SESI. Departamento Regional da Bahia.
NR: Normas Regulamentadoras Relativas à Segurança e Saúde no Trabalho 
/ organização Marcos Garcia Hoeppner .6 ed. – São Paulo: Ícone, 2015.
OLIVEIRA, José de. Acidentes do Trabalho: teoria, prática, jurisprudência. 3. 
ed., atual. eampl. São Paulo: Saraiva, 1997.
OLIVEIRA, José de. Acidentes do Trabalho: teoria, prática, jurisprudência. 3. 
ed., atual. eampl. São Paulo: Saraiva, 1997.
OPITZ, Oswaldo. Acidentes do Trabalho e Doenças Profissionais: inteligência 
e aplicação das Leis ns. 6.367/76 e 6.195/75 e seus regulamentos, Decretos ns. 
83.080/79, 87.374/82 e 83.081/79. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1988.
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Sites Visitados
http://www.fiepr.org.br/sindicatos/sindicalpr/FreeComponent3302con-tent19865.shtml acesso em 27/06/2017
https://carlosmodanesdossantos.jusbrasil.com.br/artigos/311632261/o-empre-
gador-esta-obrigado-a-elaborar-e-implementar-o-ppra-e-o-pcmso-em-seu-estabe-
lecimento - acesso em 27/06/2017
http://redeetec.mec.gov.br/images/stories/pdf/eixo_ctrl_proc_indust/tec_au-
tom_ind/seg_trab/161012_seg_do_trab.pdf- acesso em 27/06/2017
http://blog.inbep.com.br/responsabilidades-pcmso-empregador-medico-coorde-
nador/ - acesso em 27/06/2017
http://www.asoassessoria.com.br/pcmso-responsabilidade-do-empregador/ - 
acesso em 27/06/2017
http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI176748,81042-Obrigatorie-
dade+de+todo+e+qualquer+empregador+ter+o+PCMSO+e+o+PPRA - acesso 
em 27/06/2017
https://docente.ifsc.edu.br/felipe.camargo/MaterialDidatico/MECA%201%20
-%20SEG.%20DO%20AMB.%20E%20DO%20TRAB./mapa%20de%20risco.
pdf - acesso em 27/06/2017
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