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RESENHA CRÍTICA
ALKIMIM, Gabriel Cavalcante. Assédio moral no ambiente de trabalho sobre a égide da legislação brasileira. 2022. Disponível em: https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/123456789/2140/1/Gabriel%20Cavalcante%20Alkimim.pdf. Acesso em: 05 de novembro de 2024. 
O trabalho intitulado "Assédio moral no ambiente de trabalho sobre a égide da legislação brasileira", aborda um tema relevante ao contexto trabalhista contemporâneo, onde o assédio moral se configura como uma prática prejudicial tanto para as vítimas quanto para as instituições. A pesquisa se aprofunda nas definições, formas e consequências do assédio moral, além de analisar a legislação brasileira vigente e as lacunas jurídicas no tratamento desse fenômeno. 
O autor se baseia em importantes teóricos, como Marie-France Hirigoyen, que caracteriza essa conduta como abusiva, intencional e repetitiva, com o objetivo de humilhar, desestabilizar emocionalmente e prejudicar a dignidade da vítima. Isso permite ao leitor compreender a profundidade do assédio moral e como ele se manifesta nas relações de trabalho. A utilização de categorias como assédio moral vertical, horizontal e misto também contribui para uma análise mais refinada das diferentes formas de agressão psicológica no ambiente de trabalho.
É abordado o avanço do assédio moral no contexto do teletrabalho, denominando-o de "assédio moral virtual", principalmente após a pandemia do COVID-19. Onde uso de tecnologias para intensificar a cobrança de metas abusivas ilustra como o ambiente digital pode aumentar o problema, criando novos desafios para a legislação e a fiscalização.
No trabalho é feito uma crítica a ausência de uma legislação específica que trate do assédio moral como crime, apontando que, embora haja dispositivos legais que podem ser aplicados, como a Constituição Federal e a CLT, a ausência de uma tipificação penal enfraquece a proteção dos trabalhadores. Se discute ainda a tramitação do Projeto de Lei 4742/2001, que visa inserir o assédio moral no Código Penal, mas também reconhece as dificuldades legislativas que atrasam sua aprovação. Evidenciando assim que este assunto embora reconhecido ainda precisa de uma solução legislativa eficaz para sua punição.
É proposto medidas preventivas para coibir o assédio, pois as suas consequências são abordadas de forma clara e impactante, com base em dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O autor descreve os danos físicos e psicológicos sofridos pelas vítimas, como depressão, ansiedade e até mesmo suicídio como a implementação de políticas educacionais e canais de denúncia. A criação de um ambiente de trabalho ético e transparente é apontada como fundamental, destacando a importância de campanhas de conscientização. O autor também sugere a adesão do Brasil à Convenção 190 da OIT, que oferece uma abordagem global para combater a violência no trabalho.
Embora tenha uma análise ampla sobre o tema, o trabalho poderia explorar mais o papel das instituições públicas na fiscalização e implementação de políticas preventivas. Porém, ele oferece uma visão abrangente e crítica sobre um problema complexo, propondo soluções concretas e enfatizando a urgência de mudanças legislativas e culturais no ambiente de trabalho brasileiro.
 trabalho de Priscylla Alves de Souza aborda uma problemática crescente e atual e ainda pouco discutido no contexto corporativo: o assédio moral no ambiente de trabalho. A autora, propõe de maneira clara e fundamentada, uma análise de como essa prática afeta a dignidade dos trabalhadores e compromete seus direitos garantidos pela constituição. Também analisa não apenas o impacto individual sobre as vítimas, mas também os reflexos sociais e organizacionais.
Logo no início, é definido o assédio moral como um conjunto de comportamentos repetitivos e degradantes que têm como objetivo desestabilizar psicologicamente o trabalhador. Diferencia o assédio de conflitos normais no ambiente profissional, destacando a relação de poder entre agressor e vítima. Essa distinção é importante para evitar mal-entendidos e reforçar que o assédio moral não é apenas um problema de comportamento interpessoal, mas uma violação dos direitos humanos.
Um dos pontos fortes do trabalho é a análise das consequências do assédio moral. Aborda não apenas os danos psicológicos, como depressão e ansiedade, mas também os efeitos sobre a família da vítima e o ambiente organizacional. É argumentado que o assédio moral compromete a produtividade e cria um ambiente de trabalho tóxico, o que acaba afetando a própria empresa. Isso reforça a ideia de que combater o assédio não é apenas uma questão ética, mas também econômica e estratégica para as organizações.
Embora mencione dispositivos do Código Civil, da CLT e da Constituição Federal, a autora argumenta que a falta de uma regulamentação clara e objetiva dificulta a punição dos agressores. Sugerindo que o princípio da dignidade da pessoa humana pode ser utilizado como um parâmetro ético e jurídico para proteger os trabalhadores, mas reconhece que essa abordagem tem limitações. Nos revelando um dos principais desafios enfrentados pelo sistema jurídico brasileiro ao tratar desse assunto. 
O trabalho poderia ter sido aprofundado em propostas para fortalecer a legislação e promover mudanças no ambiente corporativo, incluindo estudos de caso e iniciativas bem sucedidas. Também é abordado a responsabilidade dos gestores, mas não é discutido como a cultura organizacional pode ser transformada para evitar a prática de assédio moral. Concluindo que o assédio não se limita apenas a figura do agressor, mas também do ambiente como um todo. 
Em conclusão, o oferece uma análise crítica e bem fundamentada do assédio moral no ambiente de trabalho, destacando a importância de proteger a dignidade dos trabalhadores. Apesar de algumas lacunas em relação às soluções práticas, o texto cumpre seu objetivo de alertar o leitor para a gravidade desse problema e para a necessidade de fortalecer a legislação e a cultura organizacional. 
de outros locais onde o assunto é mais trabalhado, poderia enriquecer a discussão e apontar alternativas legislativas ou políticas eficazes. Além disso, dados concretos como entrevistas ou estudo de caso, poderia trazer uma maior dimensão ao estudo.
A autora poderia ter aprofundado mais a discussão da dificuldade de se provar o assédio moral, embora seja mencionado a importância de provas documentais e testemunhais, e explorar os desafios enfrentados por vítimas do assédio moral e as inovações jurídicas ou psicológicas que podem facilitar esse processo. 
Em síntese, o trabalho é uma contribuição sólida para o estudo do assédio moral, destacando-se pela clareza na exposição do tema e pela ênfase em medidas preventivas. Mesmo com suas limitações, traz reflexões importantes e reforça a necessidade de um maior comprometimento das empresas, do estado e da sociedade, para a construção de um ambiente de trabalho mais digno.

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