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RESENHA CRÍTICA
DE SOUZA, Priscylla Alves. ASSÉDIO MORAL NO AMBIENTE DE TRABALHO À LUZ DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. Disponível em: https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/41520/1/PRISCYLLA_ALVES.pdf. Acesso em 20 de novembro de 2024. 
O trabalho de Priscylla Alves de Souza aborda uma problemática crescente e atual e ainda pouco discutido no contexto corporativo: o assédio moral no ambiente de trabalho. A autora, propõe de maneira clara e fundamentada, uma análise de como essa prática afeta a dignidade dos trabalhadores e compromete seus direitos garantidos pela constituição. Também analisa não apenas o impacto individual sobre as vítimas, mas também os reflexos sociais e organizacionais.
Logo no início, é definido o assédio moral como um conjunto de comportamentos repetitivos e degradantes que têm como objetivo desestabilizar psicologicamente o trabalhador. Diferencia o assédio de conflitos normais no ambiente profissional, destacando a relação de poder entre agressor e vítima. Essa distinção é importante para evitar mal-entendidos e reforçar que o assédio moral não é apenas um problema de comportamento interpessoal, mas uma violação dos direitos humanos.
Um dos pontos fortes do trabalho é a análise das consequências do assédio moral. Aborda não apenas os danos psicológicos, como depressão e ansiedade, mas também os efeitos sobre a família da vítima e o ambiente organizacional. É argumentado que o assédio moral compromete a produtividade e cria um ambiente de trabalho tóxico, o que acaba afetando a própria empresa. Isso reforça a ideia de que combater o assédio não é apenas uma questão ética, mas também econômica e estratégica para as organizações.
Embora mencione dispositivos do Código Civil, da CLT e da Constituição Federal, a autora argumenta que a falta de uma regulamentação clara e objetiva dificulta a punição dos agressores. Sugerindo que o princípio da dignidade da pessoa humana pode ser utilizado como um parâmetro ético e jurídico para proteger os trabalhadores, mas reconhece que essa abordagem tem limitações. Nos revelando um dos principais desafios enfrentados pelo sistema jurídico brasileiro ao tratar desse assunto. 
O trabalho poderia ter sido aprofundado em propostas para fortalecer a legislação e promover mudanças no ambiente corporativo, incluindo estudos de caso e iniciativas bem sucedidas. Também é abordado a responsabilidade dos gestores, mas não é discutido como a cultura organizacional pode ser transformada para evitar a prática de assédio moral. Concluindo que o assédio não se limita apenas a figura do agressor, mas também do ambiente como um todo. 
Em conclusão, o oferece uma análise crítica e bem fundamentada do assédio moral no ambiente de trabalho, destacando a importância de proteger a dignidade dos trabalhadores. Apesar de algumas lacunas em relação às soluções práticas, o texto cumpre seu objetivo de alertar o leitor para a gravidade desse problema e para a necessidade de fortalecer a legislação e a cultura organizacional. 
de outros locais onde o assunto é mais trabalhado, poderia enriquecer a discussão e apontar alternativas legislativas ou políticas eficazes. Além disso, dados concretos como entrevistas ou estudo de caso, poderia trazer uma maior dimensão ao estudo.
A autora poderia ter aprofundado mais a discussão da dificuldade de se provar o assédio moral, embora seja mencionado a importância de provas documentais e testemunhais, e explorar os desafios enfrentados por vítimas do assédio moral e as inovações jurídicas ou psicológicas que podem facilitar esse processo. 
Em síntese, o trabalho é uma contribuição sólida para o estudo do assédio moral, destacando-se pela clareza na exposição do tema e pela ênfase em medidas preventivas. Mesmo com suas limitações, traz reflexões importantes e reforça a necessidade de um maior comprometimento das empresas, do estado e da sociedade, para a construção de um ambiente de trabalho mais digno.

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