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1 
 
 
DIREITO E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 
1 
 
 
Sumário 
Sumário ........................................................................................................... 1 
NOSSA HISTÓRIA .......................................................................................... 3 
Princípios Próprios do Direito Ambiental ......................................................... 4 
Princípio do Direito Humano Fundamental ao Meio Ambiente Sadio ........... 5 
• Princípio da Interdisciplinaridade ............................................................ 6 
• Princípio da Precaução (Prudência ou Cautela) ..................................... 6 
• Princípio da Prevenção........................................................................... 8 
• Princípio do Universalismo ..................................................................... 9 
• Princípio do Desenvolvimento Sustentável........................................... 10 
• Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais ........................ 10 
• Princípio da Preservação ...................................................................... 11 
• Princípio da Cooperação ...................................................................... 12 
• Princípio do Limite ................................................................................ 14 
• Princípio do Poluidor-Pagador .............................................................. 15 
• Princípio da Informação ........................................................................ 17 
• Princípio da Responsabilização ............................................................ 18 
Conceitos Ambentais ..................................................................................... 19 
Legislação Ambiental – Conceito ................................................................... 20 
Legislação Ambiental Brasileira- Situação atual ........................................ 20 
Legislação Ambiental – Documentos ......................................................... 21 
Noções Básica-Legislação Ambiental ............................................................ 28 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL .......................................................................... 28 
Da Significação Geral Dos Enunciados ..................................................... 29 
Da Repartição De Competências ............................................................... 30 
Política Nacional do Meio Ambiente .............................................................. 33 
DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - PNMA – LEI FEDERAL 
nº 6.938, DE 31/08/81. ......................................................................................... 33 
DO SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – SISNAMA...................... 34 
Dos Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente ......................... 35 
Instrumentos de Controle Ambiental .............................................................. 36 
2 
 
 
Do Licenciamento. ..................................................................................... 36 
DA RESOLUÇÃO CONAMA Nº 237, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1997 .... 36 
Indústria de Produtos Minerais não Metálicos............................................ 37 
Indústria Mecânica ..................................................................................... 38 
Indústria de Material Elétrico, Eletrônico e Comunicações ........................ 38 
Indústria de Material de Transporte ........................................................... 39 
Indústria de Madeira .................................................................................. 39 
Indústria de Papel e Celulose .................................................................... 39 
Indústria de Borracha ................................................................................. 39 
Indústria de Couros e Peles ....................................................................... 40 
Indústria Química ....................................................................................... 40 
Indústria de Produtos de Matéria Plástica .................................................. 41 
Indústria de Produtos Alimentares e Bebidas ............................................ 41 
Indústria de Fumo ...................................................................................... 42 
Indústrias Diversas ..................................................................................... 42 
Obras Civis................................................................................................. 42 
Serviços de Utilidades ................................................................................ 42 
Transporte, Terminais e Depósitos ............................................................ 43 
Turismo ...................................................................................................... 43 
Atividades Diversas .................................................................................... 43 
Atividades Agropecuárias .......................................................................... 43 
Uso de Recursos Naturais ......................................................................... 43 
Das Licenças Ambientais ........................................................................... 44 
Referências ................................................................................................... 45 
 
 
3 
 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de 
um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz 
de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua 
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, 
técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e 
propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras 
normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de 
forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma 
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma 
das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
4 
 
 
Princípios Próprios do Direito Ambiental 
 
O Direito Ambiental é referido como um dos chamados "direitos de terceira 
geração", juntamente com o direito ao desenvolvimento, o direito à paz, o direito de 
propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade e o direito de comunicação. 
Este ramo do Direito é formado por uma série de princípios diferenciados 
daqueles que usualmente servem de pilar para dos demais ramos da ciência jurídica. 
Alguns doutrinadores se referem ao Direito Ambiental como sendo uma 
especialização do Direito Administrativo ou ainda, definindo-o como o estudo das 
normas que tratam das relações do homem com o espaço no qual ele se insere. É, 
pois, o conjunto de normas que regem as relações entre o homem e o meio ambiente. 
Os princípios do Direito Ambiental estão voltados para a finalidade básica de 
proteger a vida em quaisquer das formas em que esta se apresente e, para garantir 
um padrão de existência digno para os seres humanos, desta e das futuras gerações. 
O Direito Ambiental tem ainda o propósito de conciliar a pretensão da 
sociedade de evoluir tecnologicamente e socialmente, com a necessidade de garantir 
a preservação do equilíbrio ambiental, situação referida na doutrinaOperação (LO) - autorizando, após as verificações 
necessárias, o início da atividade licenciada e o funcionamento de seus equipamentos 
de controle de poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévia e de Instalação.
45 
 
 
 
Referências 
AGUIAR, Armando Ramos de Aguiar, Direito do Meio Ambiente e Participação 
Popular, IBAMA, Brasília - 1994. 
 
ANTUNES, Paulo de Bessa, Curso de Direito Ambiental, 2ª ed., Renovar, Rio 
- 1992. 
 
APOSTILA DE DIREITO AMBIENTAL ROGERIO SANTANA DA SILVA, 
Advogado no Estado do Rio de Janeiro, Coordenador e Professor da Pós-
Graduação em Direito do Petróleo da Universidade Cândido Mendes – Centro, 
Rio de Janeiro – RJ, Professor de Direito Ambiental do Curso Ênfase - Rio de 
Janeiro – RJ, Professor de Direito Econômico do Curso CEPAD, Especializado 
em Direito Econômico Internacional pela PUC-RJ e em Direito do Petróleo, Gás 
Natural e Energia pela UCAM - Centro. Advogado da Petrobras Distribuidora S.A. 
– BR, onde exerce a função de Coordenador de Direito Ambiental. 
 
 BENJAMIN, Antônio Herman (Coordenador), Dano Ambiental: prevenção, 
reparação e repressão (vários artigos), Edit. Revista dos Tribunais, São Paulo - 1993. 
 
 BENJAMIN, Antônio Herman (fundador), Direito Ambiental Revista 5, Ano 2, 
Edit. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1997. 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988, 
CAPÍTULO VI-DO MEIO AMBIENTE, Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 
 
Disponível em https://amazonia.org.br/,acessado em 07 de março de 2020,às 
09h 43min; 
 
Disponível em https://www.jurisite.com.br/wordpress/wp-
46 
 
 
content/uploads/2017/03/direito_ambiental.pdf, acessado em 07 de março de 
2020,as 08h21min; 
 
 FARIAS, Bernadete Ferreira, Lições de Direito Ambiental (para aluno de 
graduação), Edit. CAMPGRAF - 1998. 
 
FILHO, Wanderley Rebello e Christianne Bernardo, Guia Prático de Direito 
Ambiental, Edit. Lumen Juris, 2ª Edição, Rio de Janeiro, 1999. 
 
 FREITAS, Vladimir Passos de Freitas, Gilberto Passos de, Crimes Contra a 
Natureza, Edit. RT, São Paulo - 1990. 
 
 FREITAS, Vladimir Passos de, Direito Administrativo e Meio Ambiente, 2ª ed., 
Edit. Juruá, Curitiba - 1998. 
 
 FREITAS, Vladimir Passos de, (organizador), Direito Ambiental em Evolução, 
Edit. Juruá Curitiba, 1998. 
 
LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Dispõe sobre a Política Nacional 
do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras 
providências. 
 
MACHADO, Paulo Affonso Leme, Ação Civil Pública (ambiente, consumidor, 
patrimônio cultural) e Tombamento, Edit. Revista dos Tribunais, São Paulo – 1986 
 
 MACHADO, Paulo Affonso Leme, Direito Ambiental Brasileiro, 7ª ed., Edit. 
Malheiros, São Paulo - 1998. 
MACHADO, Paulo Affonso Leme, Estudos de Direito Ambiental, Edit. 
Malheiros, São Paulo - 1994 
 
 MANUAL de Diretrizes Para Avaliação de Impactos Ambientais, CPRH/GTZ, 
Edit. Bip Comunicação e Arte, Recife - 1998. 
 
47 
 
 
MANUAL de Fiscalização Ambiental, CPRH/GTZ, Edit. Bip Comunicação e 
Arte, Recife - 1998. 
 
 MANUAL de Licenciamento Ambiental, CPRH/GTZ, Edit. Bip Comunicação e 
Arte, Recife - 1998. 
 
 MAZZELLI, Hugo Nigro, A Defesa dos Interesses Difusos em Juízo, 7ª ed., 
Edit. Saraiva, São Paulo - 1995. 
 
 MEIRELLES, Hely Lopes, Mandado de Segurança e Ação Popular, 17ª ed., 
Edit. Malheiros - 1996. 
 
 MUKAI, Toshio, Direito Ambiental Sistematizado, 1ª ed., Edit. Forense 
Universitária, Rio de Janeiro - 1992. 
 
 SILVA, José Afonso da, Direito Ambiental Constitucional, 2ª ed., Edit. 
Malheiros, São Paulo - 1995.e na própria 
legislação ambiental como sustentabilidade. 
Os princípios jurídicos ambientais podem ser implícitos e explícitos. Explícitos 
são aqueles que estão claramente escritos nos textos legais e, fundamentalmente, na 
Constituição da República. Implícitos serão aqueles que decorrem do sistema 
normativo, em que pese não se encontrem escritos. 
 
Isso equivale a dizer que, no ordenamento jurídico brasileiro, deve-se buscar 
os princípios ambientais, primeiro, em nossa Carta Constitucional, sem prejuízo de 
alcançá-los nas normas infraconstitucionais e nos fundamentos éticos e valorativos 
que, antes de tudo, devem nortear as relações entre o homem e as demais formas de 
vida ou de manifestação da natureza. 
 
5 
 
 
alguns princípios a que demos destaque, dada a relevância que têm alcançado 
na doutrina e na jurisprudência e, principalmente, em provas de concursos públicos. 
São eles: 
 
Princípio do Direito Humano Fundamental ao Meio Ambiente Sadio 
O Princípio do Direito Humano ao Meio Ambiente Sadio tem berço no art. 225, 
caput da Constituição da República. Este princípio busca garantir a utilização 
continuidade dos recursos naturais, que apesar de poderem ser utilizados, carecem 
de 4 proteção, para que também possam ser dispostos pelas futuras gerações. Para 
tanto é necessário que as atuais gerações tenham o direito de não serem postas em 
situações de total desarmonia ambiental. 
 
Temos o direito de viver em um ambiente sadio e livre de poluição sobre 
qualquer das formas, sem que sejamos postos diante de situações que acarretem 
prejuízos à qualidade de vida, em razão de posturas contrárias aos dogmas de 
preservação do meio ambiente. 
 
Trata-se de um dos mais importantes princípios do Direito Ambiental, tanto no 
âmbito nacional, como no internacional. Tanto é que a Declaração de Estocolmo de 
1972 trouxe como direito fundamental do ser humano, a garantia de condições de 
vida adequadas, em um meio ambiente de qualidade, suficiente para assegurar o 
bem-estar 
Este princípio, que reputamos ser o mais importante a sustentar o Direito 
Ambiental, deve ser lido como um alerta ao aplicador das normas ambientais. Isto 
porque além de representar uma garantia ao ser humano, representa também a 
exigência de que o administrador público destine especial atenção à preservação do 
meio ambiente nas mais diversas formas apresentadas pela legislação ambiental. 
Neste sentido e, por sua topografia no texto constitucional, o Princípio do 
Direito Humano Fundamental ao Meio Ambiente Sadio deve ser interpretado como a 
necessidade de o Estado focar suas ações em medidas de preservação, apenas 
6 
 
 
acolhendo subsidiariamente outras medidas de repressão ou de recomposição dos 
prejuízos ambientais. 
 
• Princípio da Interdisciplinaridade 
O estudo do Direito Ambiental requer o conhecimento daqueles que se 
dedicam a conhecê-lo, de outros temas que circundam e subsidiam a aplicabilidade 
dos dispositivos cogentes de natureza ambiental. 
Como definir que houve o crime de causar poluição previsto no art. 54 da Lei 
nº 9.605/1998, sem que haja suporte técnico hábil a configurar a incidência do art. 3º, 
III da Lei nº 6.938/1981? Como poderá o profissional do Direito atestar que há 
poluição? Será necessária a interferência de profissionais capacitados tecnicamente, 
que atestarão a ocorrência da poluição. 
 Como definir as medidas técnicas hábeis a recompor a degradação ambiental, 
requisito para que, na forma do art. 27 da Lei nº 9.605/1998, possa ser oferecida a 
proposta de transação penal descrita no art. 89 da Lei nº 9.099/1995 quando se tratar 
de crime de menor potencial ofensivo de natureza ambiental? 
 O apoio técnico e de outras disciplinas que não apenas o Direito serão próprias 
e necessárias para que se dê suporte à aplicação das normas ambientais. 
O Direito Ambiental é fundamentalmente interdisciplinar. 
 
• Princípio da Precaução (Prudência ou Cautela) 
 
O Princípio da Precaução, ao lado do Princípio do Direito Humano 
Fundamental ao Meio Ambiente Sadio representa a grande base de sustentação da 
manutenção da sadia qualidade de gozo e disposição dos bens ambientais para a 
atual e para as futuras gerações. 
 
7 
 
 
O fato é que a efetivação da tutela ambiental deve impor limitações à plena 
liberdade de manifestação em outros segmentos da sociedade, de modo a que sejam 
conservadas as condições ambientais necessárias à sadia qualidade de vida. 
No entanto, antes de impor limitações com o propósito de guardar proteção à 
tutela do meio ambiente, deve ser garantida a possibilidade ao titular do direito em 
contraposição ao meio ambiente, demonstrar que adota medidas aptas a garantir a 
não ocorrência de danos ou mesmo, que venham a reduzir os impactos ambientais 
negativos. 
A não demonstração destas circunstâncias e, a falta de solução técnica, de 
acordo com o estado da arte, capaz de reduzir ou eliminar os impactos ambientais 
negativos, deve ser própria a dar efetividade ao Princípio de Precaução, no sentido 
de que não seja permitida a disposição do direito que pode ocasionar prejuízos ao 
meio ambiente. 
 
Este princípio se consubstancia pela adoção de posturas conservadoras, ou 
seja, na dúvida ou na incerteza, não se deve praticar tal ato ou permitir o uso ou a 
produção de determinadas substâncias e/ou o desenvolvimento de certa atividades 
ou implantação do empreendimento. Diante da incerteza científica, tem sido 
entendido que a prudência é o melhor caminho, evitando-se a ocorrência de danos 
que, muitas vezes, não poderão ser recuperados. 
 
Ou seja, o princípio da precaução orienta que não seja produzida intervenção 
no meio ambiente antes de se ter a certeza de que ela não se qualifica como adversa, 
a partir de um juízo de valor sobre a sua qualidade e uma análise do custo/benefício 
do resultado da intervenção projetada. 
 
Nesta linha vejamos precedente do Tribunal Regional Federal da Primeira 
Região, tutelando o meio ambiente, mediante a efetivação do Princípio da Precaução 
no caso em concreto: 
Meio ambiente – Implantação de usina hidroelétrica – Licença prévia 
concedida sem a participação do Ibama no processo – Inadmissibilidade – 
8 
 
 
Empreendimento que poderá influenciar diretamente no equilíbrio ecológico 
de parque nacional – Observância do princípio da precaução – AgIn 
2000.01.00.136704-6-GO – 5.ª T. – TRF-1.ª Reg. – rela. Desa. Federal 
SELENE MARIA DE ALMEIDA (Grifamos) 
 
Na dúvida pare! 
 
• Princípio da Prevenção 
 
O Princípio da Prevenção em muito se aproxima do Princípio da Precaução, 
embora com ele não se confunda. 
O Princípio da Prevenção se aplica a impactos ambientais já conhecidos e que 
tenham uma história de informações sobre eles, de modo que a ciência já se debruçou 
sobre suas conseqüências e apontou a solução técnica apta a reduzir ou eliminá-los. 
 
Assim como o Princípio da Precaução, o Princípio da Prevenção será exercido 
de forma ordinária no curso do processo administrativo de licenciamento ambiental e, 
em circunstâncias que envolvam impactos ambientais significativos, diante dos 
resultados do estudo de impacto ambiental, instrumentos de política ambiental. 
A falta de resposta ao conhecimento já adquirido ensejará a aplicação do 
Princípio da Precaução, que vimos anteriormente, para negar o desenvolvimento da 
atividade potencialmente poluidora. Por seu turno, a existência de resposta na ciência 
apta a reduzir ou eliminar os impactos ambientais negativos, dará efetivação do 
Princípio da Prevenção. 
Explica-se: o Princípio da Prevenção exigirá que a solução técnica seja 
aplicada, para que a Administração Pública possa autorizar o exercício da atividade 
potencialmente poluidora. 
 
Como exemplo podemos citar a construção de uma fábrica que lançará 
partículas poluentes para a atmosfera por sua chaminé. Neste caso poderá ser 
exigida a instalação de um filtro tecnicamenteselecionado, para que se elimine o grau 
9 
 
 
de contaminação capaz de ocasionar prejuízos à saúde da comunidade vizinha de 
onde se instalará o empreendimento. 
 
• Princípio do Universalismo 
 
Aja localmente e pense globalmente! 
A poluição não guarda respeito às fronteiras criadas por convenções do ser 
humano, os rios e os mares começam e terminam onde a natureza os coloca. 
De mesma forma, os danos ambientais gerados em determinada localidade 
podem alcançar extensões diferentes daquelas que inicialmente sustentavam a 
pretensão do poluidor, na medida em que não há como controlar as conseqüências 
dos danos ao meio ambiente. 
Exemplo claro desta característica universalista do meio ambiente é a geração 
de gases do efeito estufa. A redução da emissão de poluentes empreendida no Brasil 
tem a capacidade de alcançar regiões muito distantes, na medida em que reduzem a 
possibilidade global de aumento das temperaturas, ocasionando a minoração dos 
danos ambientais pelo descongelamento das geleiras. 
Diante da amplitude dos impactos que podem ser ocasionados pelo não 
atendimento das normas de natureza ambiental, deve ser validada a vocação 
universalista do Direito Ambiental, mormente no âmbito internacional. 
É diante deste cenário e como forma de efetivação do Princípio do 
Universalismo que surge a necessidade de os Estados nacionais buscarem, no 
âmbito 7 internacional, ajustes que primem pela preservação do meio ambiente, 
mediante o estabelecimento de metas de redução dos fatos geradores da poluição. 
É neste contexto que podemos citar, exemplificativamente, o Protocolo de 
Quioto , onde os paises mais desenvolvidos assumiram o compromisso de reduzir a 
emissão de gases poluentes geradores do efeito estufa para a atmosfera. 
 
10 
 
 
• Princípio do Desenvolvimento Sustentável 
 
O Princípio do Desenvolvimento Sustentável representa um dos mais 
importantes princípios do Direito Ambiental, na medida em que dá operabilidade aos 
demais princípios, como o do Direito Humano ao Meio Ambiente Sadio, da Precaução 
e da Prevenção. 
 
O Princípio do Desenvolvimento Sustentável operacionaliza os demais 
princípios, pois permite o consensualismos entre as perspectivas de desenvolvimento 
econômico, tecnológico e social e, garante a preservação dos recursos ambientais 
para as presente e futuras gerações. 
 
Este Princípio tem por berço no caput do art. 225 da Constituição da República. 
Nada obstante, temos ainda no ordenamento jurídico brasileiro outras normas que 
apontam este princípio como pilar, como por exemplo, o art. 2º, II, da Lei nº 9.433/97, 
Lei de Gerenciamento de Recursos Hídricos e o art. 4º, IV, da Lei nº 9.985/2000, Lei 
do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, sem prejuízo de sua 
reprodução em outros dispositivos normativos. 
 
Em suma, o Princípio do Desenvolvimento Sustentável clama pela coexistência 
entre o desenvolvimento econômico e da preservação do meio ambiente, 
compatibilizando ambos princípios, que guardam proteção no corpo da Constituição 
da República, também, em seu art. 170, caput e inciso VI. 
 
• Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais 
 
A Constituição da República, em seu art. 225, destacou o meio ambiente como 
bem difuso. Neste sentido, mostra-se equivocada qualquer restrição não 
11 
 
 
fundamentada e desarrazoada, que venha a ser imposta ao acesso aos recursos 
naturais. 
É portanto inconstitucional, as limitações de acesso e uso dos recursos 
naturais, desde que seus utilitários ajam no sentido de preservar o meio ambiente. 
Nada obstante, esclareça-se que existem situações em que a própria Constituição da 
República reserva caráter privado a determinados bens que à primeira vista poderiam 
ser listados como públicos. 
É o que ocorre, por exemplo, em relação art. 26, II da CRFB in fine, que refere 
a possibilidade de haver ilhas sob o domínio de terceiros. Nestes casos, carece de 
efetividade o Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais, pois em relação 
àqueles recursos que estiverem nestas ilhas não serão usufruídos por aqueles que 
sobre elas não tenham domínio. 
 
Decerto que a reserva do domínio de bens ambientais, como previsto no inciso 
II do art. 26 da Constituição da República, merecerá a estipulação de contrapartidas 
em favor da coletividade, de modo a que sejam compensados os titulares deste bem, 
pelas restrições que lhes são impostas. Trata-se da efetivação dos Princípio do 
Poluidor Pagador e do Consumidor Pagador. 
 
• Princípio da Preservação 
 
O Princípio da Preservação do Meio Ambiente está vinculado à idéia de 
proteção e conservação da boa qualidade do meio ambiente, de modo a garantir 
existência digna. 
Consiste em uma decorrência lógica e direta do dever imposto a todos - Poder 
Público e coletividade – de manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado1. 
O contexto de preservação do meio ambiente não se sustenta apenas de 
primados conservadores. É necessário e efetivado por normas legais de proteção 
 
1 CRFB, art. 225, caput. 
12 
 
 
ambiental, que haja a responsabilização pela prática de condutas contrárias à 
conservação do meio ambiente. 
 
Neste contexto temos, por exemplo, a previsão constitucional inserta no §3º do 
art. 225, de responsabilização administrativa, cível e penal daqueles que adotarem 
condutas contrárias à garantia de preservação do meio ambiente. 
 
• Princípio da Cooperação 
 
O Princípio da Cooperação poderia ser lido como consectário do Princípio do 
Universalismo, na medida em que sua efetivação garantirá a redução das medidas 
agressivas ao bem ambiental. 
Conforme esclarecido quando da análise do Princípio do Universalismo, é 
importante considerar que as conseqüências benéficas e maléficas da gestão 
ambiental não conhece fronteiras. 
 A contaminação perpetrada no Brasil pode gerar conseqüências no solo 
africano e vice-versa. É neste sentido que o Princípio da Cooperação se mostra apto 
a corroborar com posturas de preservação do meio ambiente. 
Nada obstante, em razão da soberania própria dos Estados, é necessário que 
a cooperação seja articulada e consensada por meio de ajustes plurilaterais ou 
bilaterais. É neste contexto que verificamos a celebração de convenções 
internacionais com o objeto de preservação do meio ambiente. 
 Temos por exemplo a Declaração da RIO/92, que em seus enunciados 9, 12, 
13 e 24 abarca o Princípio da Cooperação entre Estados, como instrumento de 
solução de questões relacionadas ao meio ambiente. 
 
Nada obstante a possibilidade de ajuste internacional para garantir a 
preservação do meio ambiente, temos que internamente, em sede constitucional, o 
Princípio da Cooperação ganhou especial proteção. 
13 
 
 
A Constituição da República outorgou a todos os entes da federação 
competência comum para a defesa do meio ambiente42 . 
 Na verdade, como anteriormente esclarecemos, não se trata de mera outorga 
de competência, mas sim, a imposição de um poder-dever, dada a inderrogabilidade 
da obrigação de preservar o meio ambiente, conferida aos entes da federação. 
 
Neste sentido, é importante destacar que Supremo Tribunal Federal 3 , 
provocado a se manifestar sobre a efetivação do Princípio da Cooperação, diante de 
conflito entre os entes federativos no exercício da competência para o licenciamento 
ambiental, decidiu que não deveria haver o exercício pleno de apenas um dos entes 
da federação no procedimento de licenciamento ambiental, mas sim, a 
complementaridade deste procedimento, pela atuação de todos os que de alguma 
forma possam ser atingidos pela atividade potencialmente poluidora. 
 
No mesmo sentido tem sido o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, 
conforme se extrai da decisão proferida no Recurso Especial nº 588022/SC, 1ª Turma, 
tendo como Relator o Min. José Delgado, na qual se decidiu que poderia haver a 
duplicidade do licenciamento ambientalpor entes federativos diferentes. 
Além dos citados precedentes de jurisprudência, no sentido de afirmar a 
incidência do Princípio da Cooperação, temos que o simples fato de a Constituição 
da República ter estatuído que a defesa do meio ambiente como dever de todos, já 
traz a idéia da necessidade de haver cooperação entre todos, pessoas físicas ou 
jurídicas, de direito privado ou público, no sentido de que seja garantida a preservação 
do meio ambiente. 
 
 
2 Art. 23, incisos VI, VII, IX e XI da CRFB. 
3 AC 981/BA - BAHIA. Rel. Min. Sepúlveda Pertence 
14 
 
 
• Princípio do Limite 
O princípio do limite é fundamentando pelas disposições do inciso V do §1º do 
artigo 225 da Lei Fundamental. Nada obstante, sua caracterização exige respaldo na 
Lei nº 6.938/81, que em seu art. 3º aponta os conceitos próprios de Direito Ambiental. 
Dentre os conceitos apontados no art. 3º da Lei nº 6.938/1981, o mais 
contundente é o de poluição, apontado no inciso III do referido artigo. Isto porque o 
limite da atuação com vistas à preservação do meio ambiente estará justamente na 
possibilidade de caracterização da ocorrência de poluição. 
O limite da atuação livre é a postura que causa poluição. Mas quais serão os 
limites de tolerabilidade, de modo a que não se caracterize a ocorrência poluição? É 
neste momento que se verifica a interdisciplinaridade do Direito Ambiental. 
As ciências que interagem com o Direito Ambiental, como a engenharia, a 
geologia e biologia é que serão norte para que se estabeleça o limite de interferência 
da atividade potencialmente poluidora no meio ambiente gerando, por conseguinte, 
padrões gerais de comportamento. 
 A título de exemplo podemos citar que a ninguém é desconhecido que o 
arremesso de papel em via pública ocasiona poluição. Que o despejo de esgoto em 
córregos é prejudicial ao meio ambiente. Estes são padrões-limite que pelo estado da 
arte já nos são notórios. 
Não obstante, a potabilidade da água é determinada por padrões outros, que 
não são definidos diante de conhecimentos do homem médio. É exigida a inteiração 
de outras ciências para que se determine quais são os limites de potabilidade da água 
e ainda, se tais limites foram atendidos. 
A imposição do limites de tolerabilidade de interferência no meio ambiente são 
determinados por normas de fundo técnico, sendo papel da Administração Pública, 
diante de seu poder-dever de proteção ambiental garantir o atendimento aos limites 
estabelecidos. 
 A violação dos limites fixados é o que se denomina, na dicção do inciso III do 
art. 3º da Lei nº 6.938/1981 de poluição. A observância dos padrões de tolerância é o 
que dá efetividade ao Princípio do Limite, como ícone da garantia da preservação do 
meio ambiente. 
15 
 
 
 
• Princípio do Poluidor-Pagador 
Antes de adentrarmos na análise propriamente dita do Princípio do 
PoluidorPagador, é importante espancar alguns conceitos nefastos que pairam sobre 
ele. A efetivação do Princípio do Poluidor-Pagador não revela a possibilidade de 
existir um direito subjetivo de pagar para poder poluir. 
 Primeiro porque não há norma que garanta um direito neste sentido, qual seja 
pagar para poluir e em segundo lugar, porque não há a possibilidade de transacionar 
com o direito ao meio ambiente equilibrado e sadio. 
 O grande embaraço à descaracterização do Princípio do Poluidor-Pagador 
como o direito de pagar para poder poluir foi justamente a edição da Lei nº 9.985, de 
18 de julho de 2000, que sem eu art. 366 trouxe o instituto da compensação ambiental. 
Como veremos adiante ao tratarmos do licenciamento ambiental e suas 
características, a compensação ambienta é imposição da obrigação, instituída no 
curso do procedimento de licenciamento ambiental, de depositar no fundo das 
unidades de conservação ambiental, valor não inferior a meio por cento do valor total 
do empreendimento, como forma de compensar os significativos impactos ambientais 
que serão gerados pela atividade poluidora. 
 
A questão foi levada à apreciação do Supremo Tribunal Federal na Ação Direta 
de Inconstitucionalidade nº 3378/DF, tendo como Relator o Min. Carlos Ayres de Britto. 
A decisão não enfrentou as questões sobre o direito de pagar para poluir, no entanto, 
manteve, em caráter liminar, a possibilidade de cobrança da compensação ambiental, 
sob o argumento de que se tratava de expressão do Princípio do PoluidorPagador. 
 
A nosso ver não se trata do direito de pagar para poluir, mas sim, da 
antecipação da indenização devida à coletividade, pelos danos ambientais que serão 
causados pela atividade que, apesar de suas características, é necessária aos 
interesses da coletividade. Não obstante, frise-se, também não foi esta a posição 
adotada pelo STF na ADI nº 3387/DF. 
16 
 
 
 
Entendemos que na verdade o Princípio do Poluidor-Pagador tem 
representatividade em razão da natureza do meio ambiente, bem difuso. Daí a 
necessidade daquele que de maneira individualizada se utiliza dos recursos 
ambientais, em compensar a coletividade por seus desfrute. 
 
Como o meio ambiente é bem de todos, deve ser eqüitativamente utilizado. No 
entanto, existirão situações em que os valores em ponderação exigirão que a 
utilização dos recursos naturais seja outorgada a uma única pessoa, com o propósito 
de salvaguardar outros interesses tão ou mais importantes, que a necessidade de no 
caso em concreto, proteger o meio ambiente. 
 
Diante desta hipótese, é razoável que aquele que se utiliza dos recursos 
naturais de forma individualizada seja chamado a compensar a coletividade por não 
poder dispor do bem ambiental. 
 
O instrumento constitucionalmente garantido para dar corpo ao Princípio do 
Poluidor-Pagador é o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto 
Ambiental4 , sem prejuízo do suporte de outras soluções técnicas apontadas pelas 
normas ambientais, como por exemplo, o Estudo de Impacto de Vizinhança5. 
Questão que se apresenta como de suma importância quando se analisa o 
Princípio do Poluidor-Pagador, é justamente a possibilidade de escassez dos bens 
ambientais. 
A regulação intervencionista do Estado em relação ao meio não guardar 
contornos apenas diante da possibilidade de afetação à qualidade de vida, em uma 
visão antropocentrista do Direito Ambiental. 
 
4 Art. 225, § 1º, inciso IV da CRFB e Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. 
5 Art. 23, inciso IX da CRFB e arts. 2º, IV, 4º, VI e 36 da Lei nº 10.257/2001, Estatuto da Cidade. 
17 
 
 
Temos também a necessidade de avaliação do valor do bem ambiental e das 
conseqüências que sua escassez pode ocasionar para os mercados, gerando por 
conseguinte desestabilizações incomensuráveis nas economias dos diversos países. 
 
Daí decorrem perguntas que instigam a evolução tecnológica como qual será 
a forma de plantio e de cultivares a ser adotada diante da escassez de água? Como 
funcionarão as industrias que depender deste bem ambiental no seu processo de 
produção? Quais serão os impactos macroeconômicos da falta de água no planeta? 
 Quantificar o bem ambiental, de modo a demonstrar o valor que ele possui foi 
uma das formas utilizadas pelo legislador infraconstitucional, para demonstrar o custo 
da proteção ambiental e incentivar a economia dos recursos naturais. 
 
É o que vemos no art. 19 da Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que institui 
a Política Nacional de Recursos Hídricos e que busca trazer, na cobrança para 
utilização do bem ambiental água, as considerações: a) gerar no usuário o 
reconhecimento de que a água é um bem econômico, b) que a água tem um valor; c) 
incentivar a racionalização do uso da água; d) captar recursos financeiros para 
custear programas que tenham por propósito a preservação dos recursos hídricos. 
 Como se vê, pela expressão da Lei nº 9.433/1997, a efetivação do Princípio 
do Poluidor-Pagador não tem por pressuposto permitir que se perpetre a poluição,sob o argumento de que houve o justo pagamento para tanto. 
A Lei nº 9.433/1997 traz sim, a justa medida da utilização de mecanismos 
econômicos, que levem à necessidade de conscientização da importância da 
preservação dos recursos ambientais, no caso, a água. É clara expressão do Princípio 
do PoluidorPagador, nos termos que é apontado neste trabalho. 
 
• Princípio da Informação 
 
O meio ambiente tem natureza jurídica difusa. E, como tal, pertence a toda 
coletividade que dele pode dispor, sem que, no entanto, ocasione-lhes prejuízos. 
18 
 
 
 
Para que seja possível aproveitar os recursos ambientais e ainda, exercer o 
poder-dever de protegê-lo paras as presente e futuras gerações, é necessário que 
seja permitido à coletividade em toda sua extensão, conhecer quais são as medidas 
que são conduzidas pelo Poder Público e por particulares, com vistas à proteção do 
meio ambiente. 
 
A informação é o primeiro instrumento de proteção do meio ambiente. Trata-
se de subespécie do Princípio da Publicidade, orientando a preservação do meio 
ambiente. Encontra apoio no inciso VI do § 1º do art. 225 da CRFB, que informa como 
instrumento de efetivação do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a 
educação ambiental e a conscientização pública. 
 
Trata-se de Princípio com vocação acessória em relação aos demais princípios. 
De modo a conferir efetividade ao Princípio da Informação, nada obstante sua 
referência em outros diplomas legais, a edição da Lei nº 10.650/2003, em 14 de abril 
de 2003, conferiu clara positivação a este princípio, no sentido de exigir que todos os 
atos administrativos ambientais de relevância coletiva sejam públicos, mediante 
disposição nos mais diversos meios de comunicação, tais como jornais e rede 
mundial de computadores 
 
Entretanto, apesar de a Lei nº 10.650/2003 apontar todos os elementos hábeis 
a permitir seu atendimento pelos órgãos ambientais e demais entes legitimados à 
tutela do meio ambiente, não temos nos deparado com o cumprimento desta norma. 
 
• Princípio da Responsabilização 
Nada obstante a referência constitucional que se extrai deste princípio pela 
interpretação do §3º do art. 225 da CRFB, temos algumas reservas quanto à sua 
efetivação, as quais são melhor esclarecidas quando é tratada a questão da 
responsabilidade cível ambiental. 
19 
 
 
O Princípio da Responsabilização traz a nota de que o poluidor deverá 
responder por suas ações ou omissões em detrimento da preservação do meio 
ambiente, de modo a que sejam desmotivadas condutas contrárias ao bem ambiental 
e que seja garantida a obrigação de recomposição dos danos causados. 
A efetivação do Princípio da Responsabilização impede que o custo da 
utilização individualizada desastrosa do bem ambiental venha a ser suportada por 
toda a coletividade. 
Deve o aplicador do Direito deve buscar sempre, como primeira razão, a 
recomposição do dano ambiental, de modo a que a sejam restabelecidas as 
condições ambientais iniciais. Em não sendo possível a completa reparação do dano 
ambiental, situação que corresponde, pelo prisma técnico e não jurídico, à grande 
maioria dos casos, deve haver a compensação pelo equivalente, ou seja, admite-se 
a substituição da obrigação de fazer ou de não fazer, pelo pagamento de indenização 
em valor equivalente ao justo para a compensação pelos danos ambientais causados. 
Conceitos Ambentais 
 
Os conceitos que elegemos como fundamentais dentro do contexto ambiental, 
ressalvando a importância dos demais, são: 
a) Meio Ambiente: 
 Art. 3º, I da Lei 6938/81 - é o conjunto de condições, leis, influências e 
interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em 
todas as suas formas (Art. 3°, I da Lei n° 6.938/81). 
 b) Risco Ambiental: 
 O risco ambiental pode ser definido como a possibilidade de ocorrência de 
degradação ambiental em virtude da atividade antrópica no meio ambiente, ou seja, 
a possibilidade de alteração adversa das características do meio ambiente. 
 
 c) Poluição: 
20 
 
 
 Consiste na degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que, 
direta ou indiretamente, prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da 
população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem 
desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio 
ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais 
estabelecidos (Art. 3°, III da Lei n° 6.938/81). 
d) Agente Poluidor: 
 É a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta 
ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental (Art. 3°, IV da Lei 
n° 6.938/81). 
 e) Dano Ambiental: 
 Poluição – art. 3º, III da Lei n° 6938/81 - o dano ambiental consiste em 
qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, 
causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas 
que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança, o bem estar da população; 
as atividades sociais e econômicas; a biota (fauna e flora de uma determinada região); 
as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e, enfim, a qualidade dos 
recursos ambientais. 
 
Legislação Ambiental – Conceito 
Conjunto de regulamentos jurídicos especificamente dirigidos às atividades que 
afetam a qualidade do meio ambiente ./SHANE apud Interim Mekong Committee, 
1982. 
Legislação Ambiental Brasileira- Situação atual 
A nova Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98) infelizmente não trouxe 
benefício algum à proteção dos animais silvestres brasileiros. 
21 
 
 
O crime não foi tipificado, ou seja, teoricamente a quem for pego vendendo 5 
coleirinhas, por exemplo, a 2 reais cada um, será aplicada pena semelhante ou igual 
a quem for pego com 500 filhotes de papagaio. 
Em função das penas previstas na lei serem inferiores a 2 anos, o julgamento 
ocorre através dos juizados especiais criminais, sendo o traficante de animais 
beneficiado pela Lei 9.099, que é referente aos juizados especiais criminais. 
Desta forma o traficante jamais poderá ir para a cadeia, e sua pena será 
restrita, normalmente, ao pagamento de algumas cestas básicas à comunidade ou 
à prestação de serviços também à comunidade - procedimentos estes que estão 
muito distantes da reparação do dano causado. 
Legislação Ambiental – Documentos 
 Manifesto em Defesa da Reforma Tributária Ambiental; 
O alcance da legislação territorial; 
Tabelas: O Alcance Territorial da Legislação Territorial; 
Projeto de Lei do Senado nº 100 , de 13 de março de 2007; 
LEI N° 8.961, DE 18 DE AGOSTO DE 2008. 
Despacho Nº 580, de 1º de agosto de 2008; 
Decreto nº 6.527, de 1º de agosto de 2008; 
Instrução Normativa 183, de 17 de julho de 2008; 
Instrução Normativa 184, de 17 de julho de 2008; 
Portaria 21, de 17 de julho de 2008; 
Relatório do TCU de Auditoria Operacional; 
Portaria No- 145 , De 2 de junho de 2008; 
22 
 
 
Decreto Nº 6.321, de 21 de dezembro de 2007; 
INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 44, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2008; 
Instrução Normativa sobre o embargo de área desmatada; 
Portaria nº 28, de 24 de janeiro de 2008; 
RESOLUCAO 3.545; 
INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 1, DE 29 DE FEVEREIRO DE 2008; 
Íntegra do decreto Nº 6.321, assinado pelo presidente Lula e pela ministra 
Marina Silva (Meio Ambiente) em 21 de dezembro de 2007; 
Projeto de Lei que altera o Código Florestal; 
Certificação Ambiental - Uma estratégia para a conservação da Floresta 
Amazônica; 
Decisão de Ação Civil Pública - Assentamentos irregulares; 
Versão 3.0 de Minuta de Decreto para regulamentação da Lei de Gestão de 
Florestas Públicas. 
Documento de Origem Florestal - Perguntas e respostas; 
Projeto de Lei da Câmara no. 62, de 2005; 
Decreto de 02 de janeiro de 2006; 
Resolução Conama 001/86; 
Emendas do Senado ao PL de Gestão de Florestas Públicas; 
Projeto de lei nº4.776, de 06 de julho de 2005 - Gestão de Florestas Públicas; 
Aplicação da Lei de Crimes Ambientais pela Justiça Federal no setor florestal 
do Pará; 
23 
 
 
Decreto de 18 de fevereiro de 2005 do Presidente da República; 
Medida Provisória No 239, de 18 de fevereiro de 2005 - Acrescenta artigo à Lei 
no 9.985, de 18 de julho de 2000, que regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e 
VII da Constituição Federal e institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação 
da Natureza. 
Decreto de 8 de novembro de 2004 - Dispõe sobre a criação da Reserva 
Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, PA; 
Decreto de 8 de novembro de 2004 - Dispõe sobre a criação da Reserva 
Extrativista Verde para Sempre, em Porto de Moz, PA; 
Decreto de 15 de março de 2004 - Altera o Decreto de 3 de julho de 2003, que 
cria o Grupo Permanente de Trabalho Interministerial para propor medidas para 
redução dos índices de desmatamento na Amazônia Legal; 
Decreto de 15 de março de 2004 - Cria Grupo de Trabalho para coordenar a 
implementação do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Região de 
Influência da Rodovia BR-163; 
Decreto de 3 de janeiro de 2004 - Cria a Comissão de Políticas de 
Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Brasileira; 
Decreto 4.864, de 24 de outubro de 2003 - Acresce e revoga dispositivos do 
Decreto 3.240 que dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Florestas; 
Decreto de 23 de outubro de 2003 - Cria o Comitê Nacional daz Zonas Úmidas; 
Portaria 56, de 7 de outubro de 2003 - Institui o Centro Nacional de Apoio ao 
Manejo Florestal - Cenaflor; 
 Instrução Normativa No 7, de 22 de agosto de 2003 - Sobre o manejo florestal 
sustentável do mogno; 
24 
 
 
Portaria 303, de 30 de julho de 2003 - Resolve que as autorizações para 
desmatamento na Amazônia Legal serão concedidas mediante o Licenciamento 
Ambiental em Propriedade Rural, a partir de 1 de julho de 2004; 
Decreto de 3 de julho de 2003 - Institui Grupo Permanente de Trabalho 
Interministerial para propor medidas contra o desmatamento na Amazônia; 
Decreto de 3 de julho de 2003 (Republicado no dia 07 de julho de 2003) - Institui 
Grupo Permanente de Trabalho Interministerial sobre o desmatamento na Amazônia; 
Decreto 4.722, de 5 de junho de 2003 - Estabelece critérios para a exploração 
do mogno; 
Portaria 558, de 8 de maio de 2003 - Destina à Roraima contribuição financeira 
para melhoria nas ações emergenciais de combate aos incêndios florestais e 
assistência à população atingida; 
Decreto 4.684, de 28 de abril de 2003 - Promulga o Acordo entre o Governo da 
República Federativa do Brasil e o Governo da República Federal da Alemanha sobre 
Cooperação Financeira para a Execução de Projetos para a Preservação das 
Florestas Tropicais (1997-2000). 
Instrução Normativa nº 1, de 23 de abril de 2003 - Institui o Sistema Integrado 
de Monitoramento e Controle dos Recursos e Produtos Florestais-SISPROF 
 
Lei Nº 10.650, de 16 de abril de 2003 - Dispõe sobre o acesso público aos 
dados e informações ambientais existentes nos órgãos e entidades integrantes do 
Sistema Nacional do Meio Ambiente - Sisnama 
 Portaria IBAMA 18, de 11 de abril de 2003 - Cria o Conselho Consultivo da 
Floresta Nacional do Jamari (RO); 
Portaria Ibama Nº 19, de 11 de abril de 2003 - Institui a Declaração de 
Acompanhamento e Avaliação de Plano de Manejo Florestal Sustentável - DAAPMF, 
25 
 
 
que deverá ser apresentada pelos responsáveis técnicos dos Planos de Manejo 
Florestal Sustentável; 
Portaria Nº 152, de 28 de março de 2003 - Institui Grupo de Trabalho para 
estabelecer a segunda fase do Programa Piloto para a Proteção das Florestas 
Tropicais do Brasil; 
Decreto nº 4.593, de 13 de fevereiro de 2003 - Suspende a exploração da 
espécie Mogno por 150 dias; 
Decreto nº 4.592, de 11 de fevereiro de 2003 - Acresce parágrafo ao art. 47-A 
do Decreto no 3.179, de 21 de setembro de 1999, que dispõe sobre a especificação 
das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; 
Projeto de Lei que "Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998"; 
Projeto de Lei que "Altera a Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000"; 
Projeto de Lei que "Dispõe sobre o processo administrativo disciplinar." 
Portaria 161, de 24 de dezembro de 2002 - Aprova o Plano de Manejo da 
Estação Ecológica de Anavilhanas; 
Portaria 162, de 24 de dezembro de 2002 - Aprova o Plano de Manejo da 
Estação Ecológica Juami-Japurá; 
Portaria 164, de 24 de dezembro de 2002 - Aprova o Plano de Manejo do 
Parque Nacional da Serra do Divisor; 
Portaria 168, de 24 de dezembro de 2002 - Aprova o Plano de Manejo da 
Reserva Biológica de Uatumã; 
Portaria 621, de 9 de outubro de 2002 - Institui Comissão Técnico-Científica 
para formular projeto de pesquisa para o Parque Nacional Montanhas do 
Tumucumaque e cercanias; 
Decreto de 19 de setembro de 2002 - Amplia os limites da Reserva Biológica 
de Uatumã, no Amazonas; 
26 
 
 
Decreto de 19 de setembro de 2002 - Cria a Floresta Nacional do Jatuarana, 
no Amazonas; 
Decreto de 19 de setembro de 2002 - Cria a Reserva Extrativista do Cazumbá-
Iracema, no Acre; 
Decreto de 22 de agosto de 2002 - Cria o Parque Nacional Montanhas do 
Tumucumaque, no Amapá; 
Decreto nº 4.339, de 22 de agosto de 2002 - Institui princípios e diretrizes para 
a implementação da Política Nacional de biodiversidade; 
Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002 - Regulamenta artigos da Lei nº 
9.985, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da 
Natureza - SNUC; 
Portaria Nº 408, de 16 de agosto de 2002, instituindo o Comitê de Programa 
de Áreas Protegidas da Amazônia - ARPA; 
 
 
 
Decreto nº 4.335, de 14 de agosto 2002 - Suspende a exploração do mogno 
na Amazônia por seis meses; 
Decreto 4.326, de 8 de agosto de 2002 - Institui, no âmbito do Ministério do 
Meio Ambiente, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia - ARPA; 
Decreto de 16 de julho de 2002, cria a Reserva Extrativista do Rio Jutaí, no 
Amazonas; 
Decreto nº 4.297, de 10 de julho de 2002 - Sobre os critérios para o 
Zoneamento Ecológico-Econômico do Brasil; 
27 
 
 
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº5, de 18.03.02, sobre uso de imagens de 
Unidades de Conservação, com formulário para SOLICITAÇÃO DE LICENÇA PARA 
A REALIZAÇÃO DE FILMAGENS, GRAVAÇÕES E PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS; 
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº3, de 04.03.02, publicada em 06.03.02, sobre 
conversão para uso do solo (reedição da IN 003, de 10.05.01, publicada em 14.05.01); 
 
Portaria 94, de 04.03.02, publicada em 06.03.02, instituindo o Sistema de 
Licenciamento Ambiental Único em propriedade rurais da Amazônia Legal; 
Resolução Nº 289, de 25 de outubro de 2001 do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (CONAMA) do Ministério do Meio Ambiente; 
Ibama - INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 17, DE 19 DE OUTUBRO DE 2001 - 
Normas e precauções para a utilização das florestas e da proibição ou limitação do 
corte de espécies ameaçadas de extinção; 
Medida Provisória 2.166-67, de 24 de agosto 2001 - Altera e acresce 
dispositivos à Lei 4.771, que institui o Código Florestal, bem como altera a Lei 9.393, 
que dispõe sobre o ITR; 
 
 
Lei Complementar Nº 233, de 06 de junho de 2000. Dispõe sobre o 
Zoneamento Socioeconômico-Ecológico do Estado de Rondônia; 
Programa Nacional de Florestas - Decreto No 3.420, de 20 de abril de 2000; 
Portaria 88, dé 6 de outubro de 1999 - Proíbe a obtenção de terras rurais em 
áreas de floresta primária na Floresta Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal Mato-
Grossense; 
ANA - Agência Nacional de Águas; 
Base de Dados de Legislação Ambiental - Lema - Ibama; 
28 
 
 
Código Florestal; 
Decreto de Criação do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; 
Instituto Ambiental Vidágua - Legislação Ambiental; 
Íntegra das principais leis ambientais; 
Justificativa para a criação do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; 
 
 Legislação Federal; 
Lei de Crimes Ambientais; 
LicenciamentoAmbiental - Ibama; 
Relação dos Dispositivos das Constituições Estaduais sobre o Meio Ambiente 
e Legislação Ambiental dos Nove Estados da Amazônia; 
SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação; 
SNUC - Texto final do Sistema Nacional de Unidades de Conservação; 
SNUC - Vetos e justificativas; 
Lei Complementar Estadual - 3819/95 - Código Ambiental do Mato Grosso; 
Noções Básica-Legislação Ambiental 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
DO MEIO AMBIENTE 
O Direito Ambiental encontra seu conteúdo normativo destacado no Capítulo 
VI, da Constituição Federal de 1988, em seu único artigo – art. 225 com seus 
Parágrafos e incisos. 
Eis o texto do “Caput”, do Art. 225: 
29 
 
 
“Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo – se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e 
futuras gerações”. 
Da Significação Geral Dos Enunciados 
➩ Poder Público - é a expressão genérica que se refere a todas as entidades 
territoriais públicas. 
➩ Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – pertence a todos, 
incluindo aí as gerações presentes e as futuras, sejam brasileiros ou estrangeiros. 
 ➩ Dever de defender o meio ambiente e preservá – lo – é imputado ao Poder 
Público e à coletividade. 
➩ Meio ambiente é bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade 
de vida – é um bem que não está na disponibilidade particular de ninguém, nem de 
pessoa privada, nem de pessoa pública. 
➩ Processos ecológicos – são aqueles que asseguram as condições 
necessárias para uma adequada interação biológica. ➩ Prover o manejo ecológico 
das espécies – significa lidar com as espécies de modo a conservá–las, recuperá –
las, quando for o caso. 
 ➩ Prover o manejo dos ecossistemas – significa cuidar do equilíbrio das 
relações entre a comunidade biótica e o seu habitat. 
 ➩ Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético – quer dizer 
preservar todas as espécies, através do fator caracterizante e diferenciador da imensa 
quantidade de espécies vivas do País. 
➩ Definir espaços territoriais e seus componentes – significa estabelecer a 
delimitação da área ecologicamente relevante, onde o uso do patrimônio, ali inserido, 
ficará condicionado às disposições constantes de Lei. 
 ➩ Estudo Prévio de Impacto Ambiental – constitui um instrumento de 
prevenção de degradações irremediáveis. 
30 
 
 
➩ Promover a Educação Ambiental – significa, no futuro, o exercício de 
práticas consciente. 
Da Repartição De Competências 
A definição de competências é de fundamental importância para que possamos 
saber quais as entidades responsáveis pela fiscalização de determinadas áreas da 
sociedade. Tal competência é definida na Constituição Federal de 1988, onde estão 
discriminadas as atribuições conferidas a cada ente federado. 
 Segundo o ilustre Procurador Edis Milaré, essas competências desdobram–
se em dois segmentos: 
I – AS COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS (ou de execução de tarefas) – 
que conferem ao Poder Público o desempenho de atividades concretas, através do 
exercício do seu poder de polícia; 
II – AS COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS – que tratam do poder outorgado a 
cada ente federado para elaboração das leis e atos normativos. Na repartição de 
competências legislativas aplica–se o Princípio da Predominância do Interesse, 
cabendo à União legislar sobre as matérias de interesse nacional, aos Estados as de 
interesse regional, enquanto aos Municípios as de interesse meramente local. 
Da Competência Administrativa 
– A proteção do meio ambiente como um todo, bem como o combate a poluição 
em qualquer de suas formas, a preservação das florestas, da flora e da fauna, e a 
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios, estão incluídas entre 
as matérias de Competência Comum (art. 23, incs. III, VI e VII). 
Esta competência comum de que trata o art. 23, na realidade se refere a uma 
cooperação administrativa e conforme nos ensina o mestre JOSÉ CRETELLA 
“Competência Comum é cooperação administrativa, tendo em vista o equilíbrio do 
desenvolvimento do bem – estar, em âmbito nacional, entre a União e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios...”. 
Conforme preceitua o Parágrafo Único do citado artigo, Lei Complementar irá 
estabelecer a forma como as instâncias de poder cuidarão das matérias elencadas 
no art. 23. 
31 
 
 
 Enquanto esta Lei não sair, a responsabilidade pela proteção do meio 
ambiente é comum e solidária, ou seja, todos são co-responsáveis. 
A problemática está em saber, em cada caso concreto de competência comum, 
a que ente público está afeto o poder de polícia ambiental. 
 Adotamos, neste caso, a sábia interpretação do ilustre Paulo Régis Rosa da 
Silva, o qual nos ensina que a regra do art. 23 da Constituição Federal/88, deve ser 
interpretada da seguinte forma: 
a) “matérias de interesse local, isto é, que não extrapolem os limites 
físicos do Município, devem ser administradas pelo executivo 
Municipal”; 
b) “quando a matéria extrapola os limites físicos do Município, ou seja, os 
seus efeitos não ficam confinados na área física do Município ou envolvam 
mais de um Município, desloca – se a competência do executivo Municipal para 
o executivo Estadual”; 
 c) “tratando – se de bens públicos estaduais e de questões ambientais 
supramunicipais, a competência será do executivo Estadual”; 
d) “nas hipóteses em que as matérias envolvam problemas internacionais 
de poluição transfronteiriça ou duas ou mais unidades federadas brasileiras, a 
competência será do Executivo Federal”. 
DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA 
- O art. 24 e incisos I, VI e VII da CF/88, determina competir à União, 
aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: florestas, 
caça, pesca, fauna, conservação, defesa do meio ambiente e dos recursos 
naturais, proteção ao meio ambiente e controle da poluição, proteção ao 
patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico. 
Podemos observar que este artigo não explicita a competência 
legislativa do Município, o que pode levar à conclusão precipitada de que o 
Município não tem competência legislativa em matéria ambiental. Porém, ao 
observarmos os artigos 23, 30 e 225 da CF/88, não teremos nenhuma margem 
de dúvida de que o Município poderá legislar em matéria ambiental. 
32 
 
 
No Âmbito Da Competência Concorrente. 
A competência concorrente implica que a União deve estabelecer 
parâmetros gerais a serem observados pelos Estados e Municípios. 
 A União legislará e atuará em face de questões de interesse nacional, 
e as suas normas devem servir de referencial para os Estados e Municípios. 
Os Estados legislarão diante de problemas regionais, devendo 
observar os princípios e fundamentos genéricos previstos pela legisla ção 
federal. 
 Os Municípios legislarão apenas quando o interesse for estritamente 
local, devendo observar os princípios e fundamentos genéricos previstos pela 
legislação federal. 
Ressaltamos que, caso a União não legisle sobre normas gerais, 
poderão os Estados ocupar os espaços em branco, exercendo a Competência 
Legislativa Plena para atender às suas peculiaridades. Contudo, a 
superveniência de Lei Federal sobre normas gerais suspende a Lei Estadual 
no que lhe for contrário. 
Sinteticamente temos: 
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA ADMINISTRATIVA 
(Constituição Federal de 1988) 
 
Figura 1-repartição de competência em matéria Administrativa 
 
33 
 
 
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA (Constituição Federal de 
1988) 
 
Figura 2-Repartição de Competência Legislativa 
Política Nacional do Meio Ambiente 
DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - PNMA – LEI 
FEDERAL nº 6.938, DE 31/08/81. 
 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria 
e recuperação da qualidade ambiental propíciaà vida, visando assegurar, no País, 
condições ao desenvolvimento sócio - econômico, aos interesses da segurança 
nacional e à proteção da dignidade da vida humana (art. 2º, da Lei Federal nº 
6.938/81). 
Visando um melhor entendimento, o mencionado diploma legal, nos fornece 
algumas definições (art. 3º, da Lei Federal nº 6.938/81): 
➩ Meio Ambiente - o conjunto de condições, leis, influências e interações de 
ordem física e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. 
 ➩ Degradação da Qualidade Ambiental - a alteração adversa das 
características do meio ambiente. 
34 
 
 
➩ Poluição - a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades 
que, direta ou indiretamente: 
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem - estar da população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
 e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais 
estabelecidos. 
➩ Poluidor - a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, 
responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação 
ambiental. 
 ➩ Recursos Ambientais - a atmosfera, as águas interiores, superficiais e 
subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da 
biosfera, a fauna e a flora. 
Da Responsabilidade Objetiva. 
A Política Nacional do Meio Ambiente consagra um Princípio muito importante 
quanto à responsabilidade do poluidor. Em questões ambientais ela é objetiva, isto é, 
independente da existência de dolo (intenção de causar o dano) ou culpa (negligência, 
imperícia ou imprudência). 
 O poluidor é responsável pelos danos causados ao Meio Ambiente e a 
terceiros, devendo repará-los, isto porque, como bem diz o Prof. Paulo Affonso Leme 
Machado “a atividade poluente acaba sendo uma apropriação pelo poluidor dos 
direitos de outrem, pois, na realidade, a emissão poluente representa um confisco do 
direito de alguém em respirar ar puro, beber água saudável e viver com tranqüilidade”. 
DO SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – SISNAMA 
O art. 6º, da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA, determina 
quais os Órgãos e entidades que constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente 
– SISNAMA, senão vejamos: 
35 
 
 
“ Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, 
responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o 
Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, assim estruturado: 
 I - Órgão Superior: - O Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente 
da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio 
ambiente e os recursos ambientais; 
II – Órgão Consultivo e Deliberativo – O Conselho Nacional do Meio Ambiente – 
CONAMA, com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de 12 Governo, 
diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, 
no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente 
ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida; 
III - Órgão Central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com 
a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a Política 
Nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; 
IV - Órgão Executor: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis, com a finalidade de executar e fazer executar, como órgão federal, a política e 
diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; 
 V - Órgãos Seccionais: são órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução 
de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a 
degradação ambiental; 
 VI -Órgãos locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e 
fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições”. 
Dos Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente 
Acresça-se, que a referida Lei Federal nº 6.938/81, ao elencar os instrumentos 
da Política Nacional do Meio Ambiente, arrola, dentre eles (art.9º): 
 ➩ O estudo de impacto ambiental, o que foi fortalecido pela CF/88, que dispõe 
no art. 225, § 1º, que é poder – dever do Poder Público, exigi-lo; 
➩ O zoneamento ambiental; 
 ➩ O licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente 
poluidoras. 
36 
 
 
Instrumentos de Controle Ambiental 
Do Licenciamento. 
O art. 10, da Lei Federal nº 6.938/81, trata do licenciamento ambiental, 
definindo as atividades e os empreendimentos, que dependerão de prévio 
licenciamento. 
 “Art. 10: A construção, instalação, ampliação e funcionamento de 
estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como os capazes, 
sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio 
licenciamento de órgão estadual competente, integrante do Sistema 
Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, e do Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, em caráter 
supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis”. 
 
DA RESOLUÇÃO CONAMA Nº 237, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1997 
 
O art. 1º, da Resolução CONAMA nº 237/97, nos dá as seguintes definições: 
 
➩ Licenciamento Ambiental - procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de 
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados 
efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam 
causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares 
e as normas técnicas aplicáveis ao caso. 
 ➩ Licença Ambiental - ato administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, 
instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos 
ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob 
qualquer forma, possam causar degradação ambiental. 
 ➩ Estudos Ambientais - são todos e quaisquer estudos relativos aos 
aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de 
uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise da 
37 
 
 
licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de controle ambiental, 
relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de 
recuperação da área degradada e análise preliminar de risco. 
 
➩ Impacto Ambiental Regional - é todo e qualquer impacto que afete 
diretamente (área de influência direta do projeto), no todo ou em parte, o território de 
dois ou mais Estados. 
 
– Das Atividades e Empreendimentos que Estão Sujeitos ao 
Licenciamento Ambiental 
 
O § 1º, do art. 2º da RESOLUÇÃO CONAMA nº 237/97, trata das atividades e 
empreendimentos que estão sujeitos ao licenciamento ambiental, e que são: 
 
ANEXO I ATIVIDADES OU EMPREENDIMENTOS SUJEITOS AO 
LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
Extração e Tratamento de Minerais 
 ➩ Pesquisa mineral com guia de utilização; 
➩ Lavra a céu aberto, inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento; ➩ 
Lavra subterrânea com ou sem beneficiamento; 
 ➩ Lavra garimpeira; 
 ➩ Perfuração de poços e produção de petróleo e gás natural. 
Indústria de Produtos Minerais não Metálicos 
➩ Beneficiamento de minerais, não metálicos, não associados à extração; 
38 
 
 
➩ Fabricação e elaboração de produtos minerais não metálicos tais como: 
produção de material cerâmico, cimento,gesso, amianto e vidro, entre outros. 
Indústria Metalúrgica 
➩ Fabricação de aço e de produtos siderúrgicos; 
 ➩ Produção de fundidos de ferro e aço/ forjados / arames / relaminados com 
ou sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia; 
 ➩ Metalurgia dos metais não-ferrosos, em formas primárias e secundárias, 
inclusive ouro; 
➩ Produção de laminados / ligas / artefatos de metais não-ferrosos com ou 
sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia; 
 ➩ Relaminação de metais não - ferrosos, inclusive ligas; ➩ Produção de 
soldas e anodos; 
 ➩ Metalurgia de metais preciosos; 
➩ Metalurgia do pó, inclusive peças moldadas; 
➩ Fabricação de estruturas metálicas com ou sem tratamento de superfície, 
inclusive galvanoplastia; 
➩ Fabricação de artefatos de ferro / aço e de metais não-ferrosos com ou sem 
tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia; 
➩ Têmpera e cementação de aço, recozimento de arames, tratamento de 
superfície. 
 Indústria Mecânica 
 ➩ Fabricação de máquinas, aparelhos, peças, utensílios e acessórios com ou 
sem tratamento térmico e/ou de superfície. 
Indústria de Material Elétrico, Eletrônico e Comunicações 
 ➩ Fabricação de pilhas, baterias e outros acumuladores; 
39 
 
 
 ➩ Fabricação de material elétrico, eletrônico e equipamentos para 
telecomunicação e informática; 
 ➩ Fabricação de aparelhos elétricos e eletrodomésticos. 
 Indústria de Material de Transporte 
 ➩ Fabricação e montagem de veículos rodoviários e ferroviários, peças e 
acessórios; 
 ➩ Fabricação e montagem de aeronaves; 
 ➩ Fabricação e reparo de embarcação e estruturas flutuantes. 
Indústria de Madeira 
 ➩ Serraria e desdobramento de madeira; 
➩ Preservação de madeira; ➩ Fabricação de chapas, placas de madeira 
aglomerada, prensada e compensada; 
➩ Fabricação de estruturas de madeira e de móveis. 
 Indústria de Papel e Celulose 
➩ Fabricação de celulose e pasta mecânica; 
 ➩ Fabricação de papel e papelão; 
➩ Fabricação de artefatos de papel, papelão, cartolina, cartão e fibra prensada. 
Indústria de Borracha 
➩ Beneficiamento de borracha natural; 
 ➩ Fabricação de câmara de ar e fabricação e recondicionamento de 
pneumáticos; 
➩ Fabricação de laminados e fios de borracha; 
 ➩ Fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de borracha, 
inclusive látex. 
40 
 
 
Indústria de Couros e Peles 
➩ Secagem a salga de couros e peles; 
 ➩ Curtimento e outras preparações de couros e peles; 
 ➩ Fabricação de artefatos diversos de couros e peles; 
➩ Fabricação de cola animal. 
 Indústria Química 
➩ Produção de substâncias e fabricação de produtos químicos; ➩ Fabricação 
de produtos derivados do processamento de petróleo, de rochas betuminosas e da 
madeira; 
 ➩ Fabricação de combustíveis não derivados de petróleo; 
➩ Produção de óleos / gorduras / ceras vegetais-animais / óleos essenciais 
vegetais e outros produtos da destilação da madeira; 
➩ Fabricação de resinas e de fibras e fios artificiais e sintéticos e de borracha 
e látex sintéticos; 
➩ Fabricação de pólvora / explosivos / detonantes / munição para caça-
desporto, fósforo de segurança e artigos pirotécnicos; 
 ➩ Recuperação e refino de solventes, óleos minerais, vegetais e animais; 
 ➩ Fabricação de concentrados aromáticos naturais, artificiais e sintéticos; 
 ➩ Fabricação de preparados para limpeza e polimento, desinfetantes, 
inseticidas, germicidas e fungicidas; 
 ➩ Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, 
solventes e secantes; 
➩ Fabricação de fertilizantes e agroquímicos; 
➩ Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários; 
 ➩ Fabricação de sabões, detergentes e velas; 
41 
 
 
 ➩ Fabricação de perfumarias e cosméticos; 
 ➩ Produção de álcool etílico, metanol e similares. 
 Indústria de Produtos de Matéria Plástica 
 ➩ Fabricação de laminados plásticos; 
 ➩ Fabricação de artefatos de material plástico. Indústria Têxtil, de Vestuários, 
Calçados e Artefatos de Tecidos 
 ➩ Beneficiamento de fibras têxteis, vegetais, de origem animal e sintéticos; 
➩ Fabricação e acabamento de fios e tecidos; 
➩ Tingimento, estamparia e outros acabamentos em peças do vestuário e 
artigo diversos de tecidos; 
➩ Fabricação de calçados e componentes para calçados. 
 Indústria de Produtos Alimentares e Bebidas 
 ➩ Beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos alimentares; 
 ➩ Matadouros, abatedouros, frigoríficos, charqueadas e derivados de origem 
animal; ➩ Fabricação de conservas; 
 ➩ Preparação de pescados e fabricação de conservas de pescado; ➩ 
Preparação, beneficiamento e industrialização de leite e derivados; 
➩ Fabricação e refinação do açúcar; 
➩ Refino / preparação de óleo e gorduras vegetais; 
 ➩ Produção de manteiga, cacau, gorduras de origem animal para alimentação; 
➩ Fabricação de fermentos e leveduras; 
 ➩ Fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais; 
 ➩ Fabricação de vinhos e vinagre; 
 ➩ Fabricação de cervejas, chopes e maltes; 
42 
 
 
 ➩ Fabricação de bebidas não alcoólicas, bem como engarrafamento e 
gaseificação de águas minerais; 
 ➩ Fabricação de bebidas alcoólicas. 
 Indústria de Fumo 
 ➩ Fabricação de cigarros / charutos / cigarrilhas e outras atividades de 
beneficiamento do fumo. 
 Indústrias Diversas 
 ➩ Usinas de produção de concreto; 
 ➩ Usinas de asfalto; 
➩ Serviços de galvanoplastia. 
Obras Civis 
➩ Rodovias, ferrovias, hidrovias, metropolitanos; 
➩ Barragens e diques; 
 ➩ Canais para drenagem; 
 ➩ Retificação de curso de água; 
➩ Abertura de barras, embocaduras e canais; 
➩ Transposição de bacias hidrográficas; 
 ➩ Outras obras de arte. 
Serviços de Utilidades 
➩ Produção de energia term oelétrica; 
 ➩ Transmissão de energia elétrica; 
➩ Estações de tratamento de água; 
➩ Interceptores, emissários, estação elevatória e tratamento de esgoto 
sanitário; 
43 
 
 
 ➩ Tratamento e destinação de resíduos industriais (líquidos e sólidos); ➩ 
Tratamento / disposição de resíduos especiais tais como: de agroquímicos e suas 
embalagens usadas e de serviço de saúde, entre outros; 
 ➩ Tratamento e destinação de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles 
provenientes de fossas; 
➩ Dragagem e derrocamentos em corpos d’água; ➩ Recuperação de áreas 
contaminadas ou degradadas. 
Transporte, Terminais e Depósitos 
➩ Transporte de cargas perigosas; 
 ➩ Transporte por dutos; 
 ➩ Marinas, portos e aeroportos; 
➩ Terminais de minérios, petróleo e derivados e produtos químicos; 
➩ Depósitos de produtos químicos e produtos perigosos. 
 Turismo 
 ➩ Complexos turísticos e de lazer, inclusive parques temáticos e autódromos. 
Atividades Diversas 
➩ Parcelamento do solo; 
 ➩ Distrito e pólo industrial. 
Atividades Agropecuárias 
 ➩ Projeto agrícola; 
➩ Criação de animais; 
 ➩ Projetos de assentamentos e de colonização. 
Uso de Recursos Naturais 
➩ Silvicultura; 
➩ Exploração econômica da madeira ou lenha e subprodutos florestais; 
44 
 
 
 ➩ Atividade de manejo de fauna exótica e criadouro de fauna silvestre; 
 ➩ Utilização do patrimônio genético natural; 
 ➩ Manejo de recursos aquáticos vivos; 
 ➩ Introdução de espécies exóticas e/ou geneticamente modificadas; 
 ➩ Uso da diversidade biológica pela biotecnologia. 
 
Das Licenças Ambientais 
 
DOS TIPOS DE LICENÇA (Abordagem no Âmbito Federal) O Poder Público, 
no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: (art. 19, 
do Dec. Federal nº 99.274/90). 
 I - Licença Prévia (LP) – na fase preliminar do planejamento de atividade, 
contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação 
e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo. 
 II - Licença de Instalação (LI) – autorizando o início da implantação, de 
acordo com as especificações constantes do Projeto Executivo aprovado; e 
 III. - Licença de

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