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Semana 01 e 02 FL U ÊN C IA E D IS FL U ÊN C IA - S EM A N A 0 1 E 0 2 Kleythiane Regina Introdução O esperado a todos os individuos é que sejam fluentes, quando algo atrapalha essa fluência, dizemos que existe uma disfluência. A fluência da fala é caracterizada por 4 parâmetros: Continuidade Velocidade Ritmo Esforço A fala é a forma mais importante da comunicação humana e a mais eficiente forma de transmissão de informações. Ela é considerada um ato complexo, linguístico e motor, que exige precisão e organização temporal adequada, sendo a fala uma das características que define o ser humano. A fluência precisa do simbólico e do sistema de sinais para que a mensagem idealizada chegue ao córtex motor. A fluência é um aspecto de produção da fala que se refere a continuidade, velocidade e/ou esforço com as quais as unidades fonológicas, lexicais, morfológicas e/ou sintáticas de linguagem são expressas. (ASHA, 1999.) Isto sob o ponto de vista do desenvolvimento típico, e de fala hábil. Mecanismos que precisam estar preservados para a fluência Definição de Fluência Não Confundir! Linguagem Oral se refere a expressão, recepção e subsistemas. Fluência é só sobre FALA. A fala fluente possui... Como a fala é uma função neural complexa, ela envolve 2 sistemas, sendo: Simbólico: Cognitivo Linguístico Segmentos da fala Que dizem respeito a forma e ao conteúdo da mensagem. Kleythiane Regina Sinais: Prosódia Paralinguística Que dizem respeito a intensidade, altura, qualidade e duração. Ou seja, estamos falando sobre fala, produção de fala, fluxo de fala e sobre fluência de fala, sendo aspectos quantitativos e qualitativos da nossa produção oral. Fala Fluente sem interrupções sem alterações de velocidade prosódia adequada sem esforço A fala fluente se apresenta de forma contínua, ou seja, sem interrupções, sem alteração de velocidade, com prosódia adequada e sem esforço, uma vez que o falante se atenta a ideia e não no ato da fala. A sincronicidade desses parâmetros propicia a transmissão da mensagem com naturalidade. A prosódia adequada refere-se ao uso correto dos padrões rítmicos, melódicos e de entonação na fala. Esses padrões incluem variações de altura, intensidade, duração e pausas que ajudam a transmitir significado além das palavras. Em distúrbios como a gagueira, por exemplo, é comum haver essas interrupções, o que compromete a fluência. Sem alterações de velocidade: A velocidade da fala é estável, sem mudanças abruptas de ritmo. Em uma fala fluente, o falante mantém uma cadência adequada ao contexto, sem falar rápido demais (taquifemia) ou muito devagar (bradifemia). A variação de velocidade de forma natural e gradual pode ocorrer, mas não de maneira desorganizada ou que prejudique a compreensão. Sem interrupções: A fala fluente não apresenta pausas ou quebras inesperadas no fluxo de palavras. Isso significa que o falante consegue se expressar de forma contínua, sem hesitações frequentes, repetições de sons, sílabas ou palavras, e sem bloqueios. Sem esforço: A fala fluente é produzida sem tensão ou esforço perceptível nos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, mandíbula). Não há sinais de esforço físico, como respiração ofegante ou contração muscular exagerada. O que pode alterar/variar a minha fluência? Existem alguns aspectos de variabilidade da fluência, que podem interferir no fluxo de fala, sendo eles: Aspetos ambientais: estão relacionados às circunstancias sociais, fala do interlocutor, a pressão do tempo e as reações dos ouvintes. Aspectos linguísticos: associados à produção de fala, bem como, a posição da sentença, tipo e extensão da palavra. Aspectos pessoais: o quão desenvolvida é a habilidade de fala do indivíduo, se diz respeito as habilidades motora e linguística, maturidade emocional e desenvolvimento cognitivo Kleythiane Regina Aspetos temporais: presença de rupturas na fala e variações de humor. Disfluência Disfluência é qualquer interrupção no fluxo normal da fala, caracterizada por pausas, repetições de sons, sílabas ou palavras, prolongamentos, ou bloqueios. Esses episódios podem ocorrer de forma ocasional em falantes típicos, mas quando são frequentes e intensos, como no caso da gagueira, podem comprometer a fluência da comunicação. Se tratando dos distúrbios da fluência, abordaremos a Gagueira e a Taquifemia. Gagueira A Gagueira é considerada o principal distúrbio da fluência ela pode ter início na infância paralela ao desenvolvimento de linguagem e persistir até a idade adulta, caracterizada pela manifestação de rupturas involuntárias na fala que podem prejudicar a suavidade e a taxa de elocução da fala. Elementos qualitativos: aumento da tensão fisica; contorções faciais; movimentos de braços, cabeça ou mandíbula; tensão cervical e da cintura escapular; tremor nos labios; uso do ar residual durante fala e anormalidades vocais. É através do histórico que conseguimos definir se é uma gagueira do desenvolvimento ou se é uma Gagueira adulta. Taquifemia A taquifemia é caracterizada pela velocidade de fala percebida como rápida e/ou irregular, acompanhada de no mínimo um dos seguintes sintomas: aumento na ocorrência das disfluências, sendo que a maioria não é típica da gagueira; coarticulação entre os sons; pausas em posições atípicas Associada a distúrbios motores, de linguagem, do processamento auditivo central, ao transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, Sindrome de Tourette, bem como distúrbios neurológicos e casos de ma-formação congênita. Bem comum em pacientes ansiosos. Ela é acompanhada de no mínimo um desses sintomas, ou seja quando está aumentando essas disfluências que não são do tipo gaga, portanto a maioria não é típica da gagueira. Ou uma coarticulação entre os sons, e pausas em posições atípicas. Quase 100% possui concomitante físico, e possui uma causa multifatorial. Anamnese Estabelecer uma comunicação eficaz durante a anamnese cria um ambiente de confiança e permite que o paciente se sinta ouvido e compreendido e cause impacto positivo no engajamento do paciente no tratamento. A história clínica traz como os principais objetivos: Kleythiane Regina Reconhecer a queixa fonoaudiológica principal e o motivo da procura por parte do pacientes e/ou responsáveis; Conhecer a história do paciente, desde informações gestacionais até o presente momento; Identificar as hipóteses diagnósticas fonoaudiológicas; Solicitar exames e avaliações complementares. Qual a diferença entre Concomitante físico e Tique? Concomitante físico: Refere-se a movimentos corporais ou comportamentos não verbais que acompanham a fala de forma involuntária, mas que têm a função de auxiliar ou facilitar a comunicação. Por exemplo, pessoas que balançam o corpo, pisam no chão ou fazem gestos com as mãos enquanto falam podem estar tentando ajudar na organização das palavras ou aliviar a tensão durante a fala. Esses concomitantes não são necessariamente patológicos e ocorrem em alguns distúrbios de fluência, como a gagueira. Tique: Os tiques são movimentos rápidos, súbitos, repetitivos e involuntários, que geralmente não têm uma relação direta com a fala ou a facilitação da comunicação. Eles podem ser motores (como piscar os olhos, encolher os ombros) ou vocais (sons ou palavras involuntárias) e tendem a ocorrer em quadros neurológicos, como a Síndrome de Tourette. Ao contrário dos concomitantes físicos, os tiques não têm a função de auxiliar a fala ou aliviar a tensão comunicativa. Anamnese Específica da Fluência Pode acrescentar perguntas e direcionamentos ao decorrer da conversa, o que auxilia o seu raciocínio clínico acerca da hipótese diagnóstica. Visa conhecer os fatores de risco para a cronicidade da gagueira, ou seja, fatores psicológicos e as atitudes que podem prejudicar a fluência. Incluem o ambiente comunicativo e as interações interpessoais negativas, às quais podem gerar medo de palavras e de situações comunicativas Essas dificuldades podemdeixar a criança ou adulto mais isolado. Kleythiane Regina Um dos aspectos que os Transtornos do Neurodesenvolvimento podem afetar são as relações sociais e interpessoais. Etapas da Anamnese • Identificação: onde serão coletadas informações como nome, endereço, data de nascimento, idade, escolaridade/ profissão,naturalidade, religião. Queixa principal: o principal motivo pela procura fonoaudiológica, como exemplo: "Meu filho tem dificuldade com a fala", "Percebo que meu filho apresenta repetições nas palavras", "Eu percebo que em situações de nervosismo começo a gaguejar" sempre finalizar a queixa com (SIC) - Segundo Informações Colhidas visto que é uma fala do paciente e/ou responsáveis. Questione também se a queixa é por parte dos familiares, escola e paciente. Informações pré-natais: Relacionadas ao desenvolvimento gestacional, intercorrências e medicações. Informações perinatais: Detalhes sobre o parto e o pós-parto. Histórico familiar/genético: Se há casos na família, como a gagueira, que podem ter origem genética. Desenvolvimento de linguagem: Quando o paciente começou a falar, se houve atraso ou disfluências, e se essas disfluências são paralelas ou posteriores ao desenvolvimento da linguagem, com detalhes sobre repetições, pausas e bloqueios. Percepção do paciente: Perguntar sobre como o paciente ou seus responsáveis percebem a fala, se é difícil falar e em quais situações evitam falar. Questionar também as expectativas quanto à evolução da fala. Atendimentos anteriores: Verificar se o paciente já teve acompanhamento com fonoaudiólogo, médico, psicólogo ou realizou exames. Medicação: Saber se o paciente utiliza medicamentos de uso contínuo e para qual patologia. Transtorno de Disfluência não é para gaguejar na leitura, se gaguejar na leitura é Transtorno de Aprendizagem com foco em Leitura. Kleythiane Regina Portanto... A Gagueira é considerada o principal distúrbio da fluência. Início do distúrbio ocorre de forma predominante em idade pré-escolar de forma paralela ao desenvolvimento de linguagem. A idade média do surgimento das rupturas no fluxo de fala é de 30 meses. Ou seja, com 2 anos e 6 essa criança já possui um repertório de fala maior, facilitando a percepção. A criança que gagueja aos quatro anos de idade provavelmente já manifestou o distúrbio, pode ocorrer dos dois aos sete anos de idade. Em fase adulta é mais raro, geralmente pode se relacionar a algum motivo evidente como trauma emocional ou dano cerebral. É esperado que o indivíduo em momento de estresse, ou ansiedade, gagueje mais, e não somente naquele momento. De acordo com o DSM-5 a Gagueira são perturbações na fluência normal e no padrão temporal da fala inapropriadas para a idade e para as habilidades linguísticas do indivíduo persistentes e caracterizadas por ocorrências frequentes e marcantes de um (ou mais) entre os seguintes: Repetições de sons e sílabas;1. Prolongamentos sonoros das consoantes e das vogais; 2. Palavras interrompidas (p. ex., pausas em uma palavra); 3. Bloqueio audível ou silencioso (pausas preenchidas ou não preenchidas na fala); 4. Circunlocuções (substituições de palavras para evitar outras problemáticas); 5. Palavras produzidas com excesso de tensão física; 6. Repetições de palavras monossilábicas (p. ex., "eu-eu-eu-eu vejo"). 7. A perturbação causa ansiedade em relação à fala ou limitações da comunicação efetiva, na participação social ou no desempenho acadêmico ou profissional, individualmente ou em qualquer combinação. O início dos sintomas ocorre precocemente no período do desenvolvimento. (Nota: Casos de início tardio são diagnosticados como transtorno da fluência com início na idade adulta). A perturbação não é passível de ser atribuída a um déficit motor da fala ou sensorial, a disfluência associada à lesão neurológica (p. ex., acidente vascular cerebral, tumor, trauma) ou a outra condição médica, não sendo mais bem explicada por outro transtorno mental." Kleythiane Regina Aumento das disfluências típicas da gagueira, são repetições de palavras, sílabas, prolongamento ou bloqueio. A Persistente é mais preocupante, pois a súbita é passível de ser "preparada". Marcador clínicos: Fatores qualitativos que podem agravar o quadro clínico são as tensões musculares, concomitantivo, sentimento e atitude negativa. Disfluências típicas da gagueira como elementos da fala observáveis na fala: repetições de partes de palavras (RPP); repetições de palavras monossilábicas (RPM); prolongamentos (P) e bloqueios (B) sonoros. Pode apresentar episódios de tensao muscular, concomitantes físicos, sentimentos e atitudes negativas relacionadas a fala e/ou comportamentos compensatórios Segundo a literatura os fatores de risco para a gagueira se distinguem em quatro categorias: biológicos, relacionados a fala, linguísticos e cognitivos/ emocionais. Idade cronológica e idade no surgimento da gagueira (após os 3,5 anos maior o risco de persistência do distúrbio); Sexo (masculino) Histórico familiar (presença de familiar com gagueira). Fatores de risco relacionados à fala podemos esperar por: • Prevalencia de disfluencias tipicas da gagueira (principalmente bloqueios e prolongamentos); *Bloqueios e prolongamentos são disfluências típicas da gagueira descritas como principais manifestações do distúrbio, existem outras, mas essas duas são as principais. Kleythiane Regina O prolongamento é a tipologia mencionada pela literatura como marcador clínico do distúrbio em crianças, a presença desta disfluência reduz a possibilidade de recuperação espontânea Tempo de duração das disfluências (após 12 meses a chance de recuperação espontânea é menor); Evolução do quadro clínico (piora das manifestações indica maior risco); Presença de concomitantes físicos relacionados. Se a criança tem 4 anos e tem prolongamento, a chance dessa gagueira (sessar) de forma espontânea, é mínima. Entre 2 anos e 6 meses até 3 anos, existe uma janela de chance da criança sessar a gagueira de forma espontânea, porém o prolongamento diminui essa chance. Fatores linguísticos não apresentam consenso na literatura, porém, um estudo menciona que escores de linguagem acima da média e alterações fonológicas que ocorrem de forma concomitante ao início da gagueira podem apresentar maior risco. A consciência da gagueira pode interferir no surgimento de reações emocionais e comportamentais em resposta à fala fluente e eventualmente ocasiona consequências devastadoras nos domínios emocional e social da vida do indivíduo, afetando a escolha da carreira e o sucesso geral. os fatores de risco podem ser divididos em: primários, secundários e terciários, os mesmos serão apresentados abaixo: Os fatores de risco primários apresentam maior influência em comparação aos secundários e terciários. A ordem de apresentação dos fatores primários sugere um critério de relevância para risco de gagueira. As implicações clínicas no processo diagnóstico da gagueira visam: realizar o diagnóstico precoce, levar em consideração as queixas dos familiares e o fonoaudiólogo deve estar preparada para atender casos de gagueira leve a grave. As implicações clínicas voltadas ao processo terapêutico envolvem: iniciar a terapia o mais precoce possível, orientar e incluir os pais no processo terapêutico, os mesmos devem entender as estratégias estabelecidas e objetivos a serem atingidos e um dos principais objetivo é principais e previnir o surgimento de novas manifestações da gagueira. Fatores cognitivos e/ou emocionais são descritos por: A criança ter percepção do distúrbio; Presença de sentimentos e atitudes negativos relacionados à fala (reações de fuga comunicativa podem apresentar maior risco para a persistência do distúrbio). Kleythiane Regina Porque é importante o Diagnóstico Precoce? Disfluências - Importante DTG - Disfluência Típica da Gagueira, sintomas: Repetição de sons. Repetição de sílabas. repetição de palavras monossilábicas. prolongamentos de sons bloqueios. As disfluênciastípicas da gagueira caracterizam a principal manifestação do distúrbio, ou seja, a presença de rupturas no fluxo da fala. O esperado é que em 80% destas crianças essas disfluências desaparecem em seis meses e a fala começa a se estabilizar a partir do momento em que adquirem um maior domínio das características morfológicas, sintáticas e semânticas que constituem a sua língua. As disfluências são rupturas que podem ocorrer no fluxo da fala, a presença de disfluências na fala pode ser algo distrativo ao ouvinte e para o falante pode exigir mais tempo para transmitir sua fala. É comum a presença de disfluências durante a infância devido ao fato de se encontrarem em processo de aquisição e desenvolvimento de linguagem, geralmente ocorre a presença de pausas, hesitações, repetição de sons, sílabas ou palavras. Outras disfluências / Disfluências Comuns interjeições Revisões Repetições de palavra não monossilábica, exemplo (paralelepípedo). Para iniciar a intervenção precoce, assim pode-se aproveitar que a criança ainda não foi afetada emocionalmente pela gagueira, facilitando o prognóstico e prevenindo o surgimento de novas manifestações. Kleythiane Regina Prolongamentos e bloqueios são as tipologias consideradas como fatores de risco para a gagueira persistente sinal de maior gravidade da gagueira. Os prolongamentos são disfluências mais incomuns e mais características que os ouvintes percebem como gagueira. Essas disfluências têm uma relação negativa mais forte com a velocidade de fala quando comparadas com as outras disfluências apresentadas pelas crianças com gagueira Critérios para Avaliação Reforçando nas Disfluências Comuns não existem concomitantes físicos, mas na gagueira sim. Amostra de Fala - Transcrição de Fala. A transcrição da fala faz parte do processo diagnóstico de gagueira, uma vez que a partir da transcrição, é possível pontuar e classificar a presença das disfluências na fala do indivíduo, bem como a presença de concomitantes físicos. O registro audiovisual consiste em uma amostra de fala espontânea do paciente; a filmagem pode ocorrer por meio de uma conversa entre fonoaudiólogo e paciente ou durante um momento de interação entre ambos. O registro audiovisual é a indicado pelo fato da gagueira apresentar componentes visuais como: presença de tensão, concomitantes físicos, bloqueios e pausas. A literatura apresenta que a fala espontânea favorece a ocorrência da gagueira. Dessa forma a fala espontânea é comumente utilizada para realizar a transcrição de fala, por isso é a mais adequada para avaliar a fluência, uma vez que exige maior complexidade motora e melódica. Dura de 10 a 20min e precisa-se captar 200 sílabas fluentes, pois somente através disto será possível diagnosticar. As disfluências na transcrição elas devem ser marcadas em negrito e a fala do fonoaudiólogo não é transcrita - deve-se usar duas barras (//) Kleythiane Regina Não pode ocorrer correções gramaticais. São utilizados três quadros para finalizar o processo de transcrição: o quadro um 1 deverá conter a transcrição com todas as disfluências marcadas, o quadro 2 deverá conter a transcrição com as palavras fluentes, o qual as disfluências serão excluídas e o quadro 3 será apresentando as sílabas fluentes, o qual deverá apresentar 200 sílabas fluentes. Avaliação Portanto a avaliação da fluência ocorre por meio de um registro audiovisual de uma amostra de fala espontânea do paciente, existem dois parâmetros que precisam ser considerados, o primeiro se refere aos fatores qualitativos que correspondem a uma qualidade que não pode ser mensurada, e são representados pela caracterização das tipologias de disfluências e concomitantes físicos. Já o segundo, refere-se aos parâmetros quantitativos que podem ser pontuados pelas características e que podem ser medidas, como fluxo de sílabas e palavras por minuto. Kleythiane Regina O cálculo da porcentagem das disfluências típicas da gagueira, outras disfluências e o total de disfluências ocorre por meio da soma das tipologias apresentadas na amostra, multiplica-se por 100 e divide-se por 200 que corresponde ao total de sílabas fluentes. Fatores Qualitativos, qual a qualidade dessa fala? Tipologia das disfluências Caracterização dos concomitantes físicos Frequência de ocorrência disfluências (porcentagem de disfluências da gagueira, típicas e total) + importante Duração média das DTG Silabas por minuto (SPM) + importante Palavras por minuto (PPM) + importante Fatores Quantitativos, qual a porcentagem dessas ocorrências? A fluência apresenta dois distúrbios: a gagueira e a taquifemia e é por meio da avaliação da fluência que podemos diagnosticá-los e realizar o planejamento terapêutico individual de acordo com as necessidades do paciente. Pode-se observar no quadro acima, marcadas em negrito, as tipologias de disfluências foram destacadas e classificadas, bem como a descrição de um concomitante físico o qual o paciente apresenta “tensão facial” após um bloqueio. Caso não ocorra a presença de 200 sílabas fluentes, o cálculo deve ser realizado com o valor obtido em sílabas fluentes. Kleythiane Regina Para outras disfluências ou disfluências comuns, a porcentagem registrada precisa ser maior que 10%. Na disfluência comum é aceitavel até 10%. Se mais de 2,5% de disfluências típicas da gagueiras forem registradas, já é considerado Gagueira. Se a fala do paciente levou o tempo de 48 segundos, a partir desse valor é possível realizar o cálculo de sílabas por minuto. Já no cálculo de palavras por minuto, é necessário utilizar os dados que são inseridos no quadro 2, ou seja, o que representa o número de palavras fluentes. A avaliação e reavaliação da fluência de fala pode ser utilizada para reavaliar a fluência do paciente durante o processo terapêutico, a fim de acompanhar a evolução do quadro clínico. Os cálculos sempre devem ser em segundos, então é preciso converter minutos em segundos. Caso o resumo seja compartilhado para além de seu comprador, fica aqui acordado que não será vendido mais resumos a pessoa cujo compartilhamento iniciou! Referência Bibliográficas Conteúdo Retirado dos Livros do Ava e da Aula da Professora. Direitos reservado a eles.Kleythiane Regina