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PORTFÓLIO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA I. IDENTIFICAÇÃO DO GRUPO Curso: Segunda Licenciatura em Letras - Português Nome do acadêmico 1: Lindimar Alexandre Pereira Matrícula: 5432755 Nome do Acadêmico 2: Matrícula: Nome do Acadêmico 3: Matrícula: Nome do Acadêmico 4: Matrícula: II. ATIVIDADES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO 2° MÓDULO (DESCRIÇÃO) Observar aulas em todos os níveis de ensino para os quais seu curso o habilita (educação infantil, anos iniciais, anos finais, ensino médio) (30h/a). Verificar com a escola e o professor da área quais as turmas disponíveis para realizar a aplicação de suas sequências didáticas (2 sequências didáticas de 5h/a cada uma). Compreender o contexto e as necessidades da turma escolhida. Elaborar uma sequência didática com o desenvolvimento de um produto educacional, que pode ser físico (mapa, jogo etc) ou virtual/digital (e-book, game, quiz, podcast, vídeo etc). Aplicar a sequência didática desenvolvida. Posteriormente, no seu grupo de trabalho, relatar sobre a sua observação e prática e em conjunto construir um texto síntese da aplicação e impressões sobre a prática docente (parte do portfólio). Este portfólio deve conter: · Roteiro de observação (de cada integrante do grupo) · Planos de Aula das Sequências Didáticas com Roteiro descritivo do Produto educacional. (de cada integrante do grupo) · Apreciação da aplicação das sequências didáticas preenchidas pelo professor regente. (de cada integrante do grupo) · Texto síntese (elaborado pelo grupo) III. TEXTO SÍNTESE ELABORADO PELO GRUPO ACERCA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS AO LONGO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO 2° MÓDULO A Prática Pedagógica desenvolvida pelo acadêmico Lindimar Alexandre Pereira, foi realizada na escola Luciana Dutra Vale, disciplina de Língua Portuguesa. A sequência didática 1 foi aplicada com a turma do 6º ano A, composta por 20 estudantes, na faixa etária de 11 a 13 anos, tratando do tema Conto literário, num total de 5h/a, utilizando o Produto Educacional QUIZ, que se constitui em um recurso pedagógico através de perguntas que têm como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto, por exemplo, na atividade proposta aos estudantes, foi utilizado o quiz, com perguntas sobre o conto " O peru de natal " de Mario de Andrade, no qual os estudantes divididos em grupos deveriam responder as perguntas, para assim pontuar. O acadêmico Lindimar Alexandre Pereira, desenvolveu a sequência didática 2 com a turma 7º ano A, composta por 25 estudantes, na faixa etária de 12 a 14 anos, abordando a temática: Era uma vez um conto, utilizando o Produto Educacional QUIZ, que se constitui em um recurso pedagógico através de perguntas com múltiplas escolhas que têm como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto. Além da aplicação das sequências didáticas, foram realizadas 30h de observação das práticas escolares. Assim presente PRÁTICA PEDAGÓGICA: Literatura e sociedade, foi bastante proveitosa a medida que nos proporcionou a aquisição de experiências singulares, mediante as atividades desenvolvidas nas turmas, a partir do gênero discursivo conto literário, o qual nos proporcionou o desafio de trabalhar o gênero conto, algo que mediante as observações realizadas, não é um tema abordado com frequência com esse alunado, o que nos estimulou a trabalhar com mais empenho, para proporcionar mais conhecimento e interesse aos alunos pelo tema. Dessa forma experienciar às situações vividas no contexto da prática pedagógica, compreendendo o papel do docente, estimulou a reflexão e compreensão do nosso papel enquanto, futuros profissionais da área, pois nos proporcionaram a adquisição de subsídios teórico - práticos para nossa prática pedagógica futura, visto que, mediante as atividades da disciplina, o objetivo de aperfeiçoar a atuação profissional do acadêmico, pode-se considerar alcançado, pois foi um processo enriquecedor e significativo a medida que nos permitiu uma aproximação com a realidade e a vivência de uma práxis enriquecedora, para o nosso desenvolvimento pessoal, profissional e social. IV. DOCUMENTOS, PRODUÇÃO E EVIDÊNCIAS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA (anexar o que está sendo solicitado) ANEXO 1: 1. Roteiro de Observação do Acadêmico 1 Diário de bordo A observação que será realizada a partir do roteiro descrito no presente diário de bordo, será realizada nas turmas do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental anos finais, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luciana Dutra Vale, localizada na Vila Nazaré - Km 74, zona rural do município de Viseu - PA. Ambas as salas de aula, são salas com dimensões não tão grandes, mas conseguem acomodar de forma satisfatória uma quantidade de até 35 alunos, sem ficar muita cheia, a mesma tem poucos recursos disponíveis, nas paredes, ficam expostos alguns trabalhos realizados pelos estudantes, as carteiras são organizadas em fileiras, de acordo com a quantidade de alunos, quanto a questão de limpeza podemos dizer que são bem higienizadas, a estrutura é razoavelmente boa, a temperatura não favorece o espaço, pois não tem ar condicionado e os ventiladores não são suficientes, visto que o clima na região norte éo clima equatorial pode ser úmido e semiúmido, no verão as temperaturas podem chegar a 35°C durante o dia. Os estudantes são filhos de moradores da própria comunidade, tem idade entre 11 a 13 anos os alunos do 6º ano e entre 12 a 14 anos os alunos do 7º ano, a grande maioria são negros, do sexo masculinos, em ambas as turmas, há uma maior quantidade de meninos. A grande maioria relata gostar da disciplina, só reclamam de ter que escrever textos longos, ou fazer leitura para a classe, a grande maioria apresenta bom comportamento, embora gostem de conversar assuntos paralelos, o que muitas vezes atrapalha a aula, a interação entre eles é muito boa, mas há alguns estudantes, mais retraídos, que ficam acomodados pelos cantos da sala, sem muita interação com os demais. Não foi obseravdo maiores conflitos entre os estudantes. O professor precisa ser muito ativo para fazer a divisão do tempo da aula, para dar conta de toda demanda que ocorre em uma sala de aula com muitos alunos adolescentes, mas o que foi observado é que a professora da disciplina Língua Portuguesa consegue fazer uma boa divisão do seu tempo, geralmente chega explanando sobre o conteúdo a ser trabalhado, fazendo alguns questionamentos, para averiguar o conhecimento prévio dos alunos, em seguida disribui cópias ou escreve o conteúdo no quadro, após faz uma explicação sobre a temática que está na folha impressa ou no quadro, muitas vezes interagindo com os alunos, com uma linguagem bem clara e eficaz, sempre buscando envolver os alunos na dinâmica da atividade proposta. O professor desenvolveu atividade com os alunos de escrita de texto , no qual os estudantes deveriam a partir de determinado tema, elaborar um texto e socializar com os colegas, vale ressaltar que a grande maioria teve dificuldade nessa atividade, outros se recusaram a fazer por ser uma atividade que exige dos alunos a participação intelectual crítica e uma postura autônoma, o que muitos demonstram dificuldade. O comportamento dos estudantes são os mais variados, alguns estão atentos aos conteúdos outros não, grande parte se engaja na atividades, mas há alguns que nã, muitos falam sem permissão, o que atrapalha a aula. Em algum momento, sim, houve situação de conflito em que certo aluno, se recusou a realizar a atividade proposta e se exaltou em conversas que acabaram atrapalhando a aula, sendo necessario a intervenção da coordenadora pedagógica, na sala de aula, mas logo tudo se tranquilizou e a professora pode desenvolver sua aula. Dessa forma a construção do presente diário foi de suma importância como um norte para organização das sequências didáticas, que posteriormente serão aplicadas nas referidas turmas, além de contribuir para o meu desenvolvimento como futuro professor conviver com essa realidade educativa evidencia a relação do docente no seu âmbito de trabalho, aplicandouma forma diferenciada que leva o aluno a compreender melhor, facilitando no seu ensino a aprendizagem e encontrando formas de lidar com as diferentes situações que surgem durante as aulas. 2. Sequências Didáticas e Produtos Educacionais do Acadêmico 1 3. Apreciação da aplicação das sequências didáticas preenchida pelo professor regente, do acadêmico 1 SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM PRODUTO EDUCACIONAL IDENTIFICAÇÃO ACADÊMICA: Nome: Lindimar Alexandre Pereira Matrícula: 5432755 Disciplina: Prática Pedagógica:Literatura e sociedade SEQUÊNCIA DIDÁTICA 1 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 1 Escola: Municipal de Ensino Fundamental Luciana Dutra Vale Professor: Lindimar Alexandre Pereira Tema Geral: Estudando um conto Componente Curricular: Língua Portuguesa Unidade temática: Leitura/Oralidade/ Escrita Objeto de conhecimento: Adesão as práticas de leitura / Produção de textos orais/ Estratégias de produção: planejamento, textualização e revisão/edição Turma: 6o ano A. Duração: 5 horas/aula Período: De: 20/11/2023 até:24/11/2023 OBJETIVOS Proporcionar aos discentes a compreensão do gênero conto, e através deste desenvolver atividades de leitura, escrita e oralidade. COMPETÊNCIAS 9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura. HABILIDADES (EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror, humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto. (EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão. AVALIAÇÃO GERAL Observação da participação dos estudantes ao longo de cada etapa. REFERÊNCIAS Listar nomes de sites, livros, e outros tipos de materiais utilizados para a construção dessa sequência didática, de acordo com as normas da ABNT.Complete essa lista após finalizar os planos de aula dessa sequência didática. OBS.: Os recursos/materiais didáticos e procedimentos metodológicos, são descritos em cada um dos planos de aula (total de 5h/a). PLANO DE AULA 1 Tempo Estimado (nº de aulas): 2 aulas/90 min. RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Data show; piloto; Impressão dos “O peru de natal”; papel; lápis; caneta, TNT. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 1- Será apresentado a proposta da aula para os alunos. Explique que a sequência de atividades que será desenvolvida envolverá o trabalho com a leitura de um conto; 2- Explique que o texto que será lido é de autoria de Mário de Andrade. Questionar se eles já ouviram algo sobre esse autor. Se julgar necessário apresentar a biografia do mesmo, utilize o material disponível aqui https://www.ebiografia.com/mario_andrade/ ; 3- Questionar se eles conhecem o gênero conto. Após eles responderem, solicitar que anotem em seu caderno o conceito do gênero (de forma resumida), seguida da explicação; 4- Após a explanação sobre o gênero perguntar aos alunos se eles já leram algum conto (Aguardar respostas). 5- Distribuir uma cópia do texto que será lido para cada aluno, fazer a projeção do texto no datashow; 6- Antes da leitura do conto, realizar um debate oral em sala, a partir do título do texto. Apresentar o título do texto aos alunos e perguntar a eles: Vocês já leram algum conto com esse título? Que tipo de assunto esse texto pode tratar? Escolha alguns alunos para que possam responder individualmente. Acolha as respostas dos alunos. 7- Peça à classe que comecem a leitura, e que nesse momento, é necessário silêncio e concentração na leitura do texto. A leitura deve ser realizada nos slides ou nas filipetas de papel distribuídas. Comece a realização da leitura, é interessante que seja feita uma leitura expressiva, criando expectativas e envolvendo os alunos no mundo imaginário do conto. 8- Após a leitura, vamos a compreensão do conto, a partir das seguintes questões, as quais os estudantes devem escrever no caderno e responder para posterior disputa entre grupos que ocorrerá através de um QUIZ( aula seguinte). 8.1-Quem é o narrador da história? O narrador está incluído na história? 8.2-O que está sendo tratado no texto? 8.3-Quais são os personagens envolvidos na história? 8.4-Onde acontecem os fatos narrados? 8.5-Há no conto, expressões que indicam o tempo em que se desenrolam as ações. Que expressões são essas? 8.6-O tempo de duração dessa história se caracteriza por apresentar fatos marcados cronologicamente, a ceia de Natal, depois da Missa do Galo e fatos rememorados pelo narrador personagem. Qual dos dois tempos são decisivos para o restabelecimento das relações familiares? 8.7-O conto pode ter tanto o narrador observador quanto narrador personagem. O conto “O peru de Natal” apresenta narrador personagem. Justifique essa afirmação. Após a escrita, por conta do tempo, a atividade ficou para ser retomada na próxima aula. AVALIAÇÃO DA AULA Participação e empenho na realização das atividades propostas. REFERÊNCIAS https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ ANEXOS PLANO DE AULA 1 O Peru de Natal (Mário de Andrade) O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres. Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizadopra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a ideia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto. Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a ideia de fazer uma das minhas chamadas “loucuras”. Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de “louco”. “É doido, coitado!” falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada. Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes…), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”: – Bom, no Natal, quero comer peru. Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto. – Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania… Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo… – Meu filho, não fale assim… – Pois falo, pronto! E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa. Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus “gostos”, já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja. Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a… culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral: – É louco mesmo!… Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado: assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão. – Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso! Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus… Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas. – Eu que sirvo! “É louco, mesmo” pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heroica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da “casca”, cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru: – Se lembre de seus manos, Juca! Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime. – Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não! Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos… Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado. Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido. Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imagineique gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora. – Só falta seu pai… Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste: – É mesmo… Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente… (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família. E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que “vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai”, um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso. Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever “felicidade gustativa”, mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber. Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade! A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor… Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de “bem-casados”. Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação. Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!… PLANO DE AULA 2 Tempo Estimado (nº de aulas): 2 aulas/90minutos RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Projetor de mídia; lápis; pincel para quadro; computador. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 1- Retomar a aula conversando sobre o gênero da aula anterior. Perguntando se todos responderam as questões. E explicando que hoje nossa aula será com as questões da aula anterior, então antes iremos novamente ler o texto, para que aqueles que não responderam ou tem dúvidas possam verificar suas respostas e sanar suas duvidas. 2- Após novamente relermos o texto vamos dividir a classe em 2 grupos. 3- Em seguida prosseguir com o QUIZ, com as questões sendo projetadas para que todos pudessem ver; 3.1-Quem é o narrador da história? O narrador está incluído na história? 3.2-O que está sendo tratado no texto? 3.3-Quais são os personagens envolvidos na história? 3.4-Onde acontecem os fatos narrados? 3.5-Há no conto, expressões que indicam o tempo em que se desenrolam as ações. Que expressões são essas? 3.6-O tempo de duração dessa história se caracteriza por apresentar fatos marcados cronologicamente, a ceia de Natal, depois da Missa do Galo e fatos rememorados pelo narrador personagem. Qual dos dois tempos são decisivos para o restabelecimento das relações familiares? 3.7-O conto pode ter tanto o narrador observador quanto narrador personagem. O conto “O peru de Natal” apresenta narrador personagem. Justifique essa afirmação. ( Além dessas, outras questões foram inseridas no QUIZ) O membro da equipe que chegar primeiro a determinado ponto responde a pergunta, se acertar, soma ponto para seu grupo, caso erre, o outro grupo responde. Ao final a equipe que obteve mais acertos foi vencedora. AVALIAÇÃO DA AULA Foram avaliados, participação, comportamento, e as respostas corretas respondidas por cada grupo. REFERÊNCIAS https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ https://wordwall.net/pt/create/editcontent?guid=9f18c52964734ade928e5d5dcc2f4e7e ANEXOS PLANO DE AULA 2 Materiais utilizados na aula. Título: QUIZ SOBRE O CONTO "O PERU DE NATAL" MÁRIO DE ANDRADE OBJETO DO CONHECIMENTO Adesão as práticas de leitura/ Oralização/ Compreensão de texto OBJETIVO DIDÁTICO DO PRODUTO EDUCACIONAL Averiguar o entendimento dos estudantes sobre o texto estudado. DESCRIÇÃO DO PRODUTO EDUCACIONAL E FORMAS DE UTILIZAR o Produto Educacional QUIZ, que se constitui em um recurso pedagógico através de perguntas que têm como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto, por exemplo, na atividade proposta aos estudantes, foi utilizado o quiz, com perguntas sobre o conto " O peru de natal " de Mario de Andrade, no qual os estudantes divididos em grupos deveriam responder as perguntas, para assim pontuar. IMPORTANTE: Se o Produto Educacional se constituir de vídeo, podcast, jogo ou outro recurso disponível virtualmente, deverá incluir o link de acesso. REFERÊNCIAS O peru de natal. Disponívem em: https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ Acesso em: 15 de nov.2023. https://wordwall.net/pt/resource/64977384/question%c3%a1rio-sobre-o-texto-o-peru-de-natal ANOTAÇÕES, OBSERVAÇÕES E/OU ANEXOS na atividade proposta aos estudantes, foi utilizado o quiz, com perguntas sobre o conto " O peru de natal " de Mario de Andrade, no qual os estudantes divididos em grupos deveriam responder as perguntas, para assim pontuar. PLANO DE AULA 3 Tempo Estimado (nº de aulas): 1 aula/45 min RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Papel e caneta ou lápis, cópias do texto impressas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Nesse terceiro encontro com a turma, continou-se as atividades utilizando o conto " O peru de Natal" no qual foi proposto uma atividade de produção de , voltada para a reflexão sobre os temas sociais e familiares presente no conto lido. Pensando nisso e no texto lido, sabemos que o autor do conto escreveu para nós leitores. Agora é sua vez, pense como é seu Natal? Como é a sua relação familiar? Como você gostaria que fosse? Há preparativos para o Natal na sua família? Agora organize suas anotações e redija um texto, assim como fez Mário de Andrade. Não se esqueça de que as histórias são contadas pelo narrador, o qual pode ser personagem da história ou não. Vamos lá? Escreva em uma folha à parte, passe a limpo e leia-o para os seus colegas. Não se esqueça de dar um título ao seu texto. Após todos escreverem, vamos a socialização, cada aluno deverá ler o seu texto para a turma, e por fim apontar as semelhanças e diferenças entre o Natal do conto de Mario de Andrade e o seu. AVALIAÇÃO DA AULA Será avaliado a participação de todos na aula, além da produção textual. Descrever critérios e instrumentos que serão utilizados nessa aula. REFERÊNCIAS O peru de natal. Disponívem em: https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ Acesso em: 15 de nov.2023. ANOTAÇÕES, OBSERVAÇÕES E/OU ANEXOS Materiais utilizados na aula. SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM PRODUTOEDUCACIONAL IDENTIFICAÇÃO ACADÊMICA: Nome: Lindimar Alexandre Pereira Matrícula: 5432755 Disciplina: Prática Pedagógica:Literatura e sociedade SEQUÊNCIA DIDÁTICA 2 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 2 Escola: Municipal de Ensino Fundamental Luciana Dutra Vale Professor: Lindimar Alexandre Pereira Tema Geral: Era uma vez um conto Componente Curricular: Língua Portuguesa Unidade temática: Leitura/Oralidade/ Escrita Objeto de conhecimento: Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção. Apreciação e réplica. Estratégias de leitura/ Adesão as práticas de leitura Turma: 7o ano A. Duração: 5 horas/aula Período: De: 13/11/2023 até:17/11/2023 OBJETIVOS Compreender e discutir mediante a leitura do conto "Entre a espada e rosa" o papel da mulher em diferentes épocas. COMPETÊNCIAS 9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura. HABILIDADES (EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror, humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto. (EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção. (EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão. AVALIAÇÃO GERAL Ocorrerá através da observação da participação dos estudantes ao longo de cada etapa das atividades realizadas durante a prática pedagógica (escrita e explanação do gênero, leitura, participação nos diálogos, interação com colegas, registros realizados no caderno, resultados dos quizzes etc.). REFERÊNCIAS https://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com/2015/07/entre-espada-e-rosa-marina-colasanti.html https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/9ano/lingua-portuguesa/leitura-de-um-conto-contemporaneo-para-entender-o-empoderamento-feminino/3286#section-slide2 https://wordwall.net/pt/resource/65059107/atividade-sobre-o-conto-entre-a-espada-e-a-rosa Listar nomes de sites, livros, e outros tipos de materiais utilizados para a construção dessa sequência didática, de acordo com as normas da ABNT.Complete essa lista após finalizar os planos de aula dessa sequência didática. OBS.: Os recursos/materiais didáticos e procedimentos metodológicos, são descritos em cada um dos planos de aula (total de 5h/a). PLANO DE AULA 1 Tempo Estimado (nº de aulas): 1 aulas/45 minutos RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Cópias dos textos e das atividades, projetor multimídia, computador, quadro. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 1- Será apresentado a proposta da aula para os alunos. Explique que a sequência de atividades que será desenvolvida envolverá o trabalho com a leitura de um conto; 2- Explique que o texto que será lido é de autoria de Marina Colasanti. Questionar se eles já ouviram algo sobre essa autora. Sugerir que leiam a biografia da mesma; 3- Questionar se eles conhecem o gênero conto. Após eles responderem, solicitar que anotem em seu caderno o conceito do gênero (de forma resumida), seguida da explicação; 4- Após a explanação sobre o gênero perguntar aos alunos se eles já leram algum conto (Aguardar respostas). 5- Distribuir uma cópia do texto que será lido para cada aluno, fazer a projeção do texto no datashow; 6- Antes da leitura do conto, pedir que escrevam no caderno algumas questões, a partir do título do texto " Entre a espada e a rosa". Apresentar o título do texto aos alunos e perguntar a eles: Vocês já leram algum conto com esse título? Que tipo de assunto esse texto pode tratar? Quais personagens podem fazer parte dessa história? O que a palavra espada sugere sobre o tipo de personagem? A palavra rosa pode sugerir a presença do que na história? Por que poderia ocorrer uma situação de escolha entre a espada e a rosa? Essa atividade deverão ser respondidas no caderno para posterior comparação com o que realmente acontece no texto. AVALIAÇÃO DA AULA Participação e empenho na realização das atividades propostas. REFERÊNCIAS https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ Listar nomes de sites, livros, e outros tipos de materiais utilizados para a construção dessa aula, de acordo com as normas da ABNT. ANEXOS PLANO DE AULA 1 Materiais utilizados na aula. PLANO DE AULA 2 Tempo Estimado (nº de aulas): 2 aulas/90minutos RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Projetor de mídia; lápis; pincel para quadro; computador. Descrever todos os recursos/materiais necessários para a realização desta aula. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 1- Iniciar a aula retomando algumas informações sobre a aula anterior. Selecionar alguns alunos para ler para os demais suas hipóteses, a partir do questionário pré-estabelecido na aula anterior. Após peça à classe que comecem a leitura do texto e que nesse momento, é necessário silêncio e concentração na leitura do texto. A leitura deve ser realizada nos slides ou nas filipetas de papel distribuídas. É interessante que seja feita uma leitura expressiva, criando expectativas e envolvendo os alunos no mundo imaginário do conto. Após a leitura retome as hipóteses levantadas pelos alunos, de forma oral, escolhendo alguns para responderem se acertaram ou não as suas hipóteses, além disso outras perguntas devem ser feitas, para que respondam após a leitura: Quem são as personagens do conto? São personagens conhecidas? Onde e quando a história se passa? A primeira pergunta feita pelo narrador no início do texto foi respondida? Como? O que a mente da Princesa poderia ter ordenado? O que vocês acham que vai acontecer em seguida? AVALIAÇÃO DA AULA Foram avaliados, participação, comportamento, e as respostas corretas respondidas por cada grupo. REFERÊNCIAS Atividade de português. Disponívelem: https://jamalvesmira.wordpress.com/2020/06/30/disciplina-de-lingua-portuguesa-4/ Acesso em:10 de nov.2023 Listar nomes de sites, livros, e outros tipos de materiais utilizados para a construção dessa aula, de acordo com as normas da ABNT. ANEXOS PLANO DE AULA 2 Materiais utilizados na aula. PLANO DE AULA 3 Tempo Estimado (nº de aulas): 2 aulas de 45 minutos RECURSOS/MATERIAIS DIDÁTICOS Datashow, notebook com acesso a internet Descrever todos os recursos/materiais necessários para a realização desta aula. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Nessa aula continuou o desenvolvimento das atividade sobre o conto " Entre a espada e a rosa" Através de um jogo game show de tv, no qual os alunos deveriam responder as perguntas para pontuar na atividade. As perguntas foram as seguintes 01) Segundo o texto, qual é a hora de casar? 02) Em troca de que o Rei daria a Princesa em casamento? O que você pensa a respeito disso? 03) O que a mente da princesa ordenou? Qual foi a consequência disso? 04) Qual foi a reação do Rei? Por que ele agiu dessa maneira? O que você faria no lugar dele? 05) O que a princesa levou consigo ao deixar o castelo? 06) Por que ela precisou vender as suas jóias? 07) Quais foram os serviços que a Princesa procurou e por que ela foi rejeitada? As perguntas foram respondidas com a turma dividida em dois grupos. AVALIAÇÃO DA AULA A participação durante as atividades REFERÊNCIAS Atividade de Língua Portuguesa. Disponível em: https://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com/2015/07/entre-espada-e-rosa-marina-colasanti.html Acesso em: 10 de nov 2023 Listar nomes de sites, livros, e outros tipos de materiais utilizados para a construção dessa aula, de acordo com as normas da ABNT. ANEXOS PLANO DE AULA 3 ROTEIRO DESCRITIVO DO PRODUTO EDUCACIONAL Título: GAME SHOW DE TV, SOBRE O CONTO "ENTRE A ESPADA E A ROSA" OBJETO DO CONHECIMENTO Reconstrução das condições de produção, circulação e recepção. Apreciação e réplica. Estratégias de leitura/ Adesão as práticas de leitura OBJETIVO DIDÁTICO DO PRODUTO EDUCACIONAL Averiguar as habilidades de interpretação do texto lido DESCRIÇÃO DO PRODUTO EDUCACIONAL E FORMAS DE UTILIZAR O produto educacional utilizado foi um Game shpw de tv, disponível em https://wordwall.net/pt/resource/65059107, o qual consiste em um recurso pedagógico através de perguntas que têm como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto, por exemplo, na atividade proposta aos estudantes, foram com perguntas sobre o conto " Entre a espada e a rosa ", no qual os estudantes divididos em grupos deveriam responder as perguntas, para assim pontuar. REFERÊNCIAS Atividade sobre o conto entre a espada e a rosa. Disponível em: https://wordwall.net/pt/create/editcontent?guid=9f18c52964734ade928e5d5dcc2f4e7e Acesso em:10 de nov.2023 ANOTAÇÕES, OBSERVAÇÕES E/OU ANEXOS Espaço reservado para anotações e observações referentes ao produto educacional, que não tenham sido contempladas nos itens anteriores e que você considere importante mencionar. 01) Segundo o texto, qual é a hora de casar? A hora que o pai escolhe 02) Em troca de que o Rei daria a Princesa em casamento? O que você pensa a respeito disso? Se era velho e feio, que importância tinha frente aos soldados que traria para o reino, às ovelhas que poria nos pastos e às moedas que despejaria nos cofres? penso que ele é um ditador 03) O que a mente da princesa ordenou? Qual foi a consequência disso? Que ela ficasse com a barba. o noivo não a quis mais 04) Qual foi a reação do Rei? Por que ele agiu dessa maneira? O que você faria no lugar dele? Ele a expulsou do castelo. porque o outro rei não a quis. no lugar dele nem teria marcado o casamento. 05) O que a princesa levou consigo ao deixar o castelo? uma trouxa pequena com suas jóias, escolheu um vestido de veludo cor de sangue 06) Por que ela precisou vender as suas jóias? Porque não conseguia arrumar serviço.a Princesa vendeu suas jóias para um armeiro, em troca de uma couraça, uma espada e um elmo. E, tirando do dedo o anel que havia sido de sua mãe, vendeu-o para um mercador, em troca de um cavalo 07) Quais foram os serviços que a Princesa procurou e por que ela foi rejeitada? procurou todo tipo de comida, mas uns não a aceitavam porque era trabalho de mulher e e alegavam que ela fosse homem e outros pelos mesmos motivo, mulher. Inserir aqui o detalhamento das questões (perguntas e respostas) quando se tratar de um questionário (virtual ou impresso); inserir o roteiro do vídeo/podcast; etc. ANEXO 1 – Registros do Acadêmico 1 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.jpeg image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png