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Direito Processual Civil; Recurso, Procedimentos especiais e Cumprimento de sentença/processo de execução
· PROCESSO DE CONHECIMENTO; processo é um procedimento de conjunto de atos encadeados em contraditório. O processo de conhecimento busca o acertamento do direito material (conhecer ou identificar se houve lesão/ameaça a direitos). 
	O PROCEDIMENTO COMUM é o procedimento que se aplica a todas as causas de pedir, sendo elas específicas (especiais ou extravagantes) ou pode ser aplicado subsidiariamente aos demais modelos procedimentais. O procedimento comum é composto por 4 fases, sendo elas;
1. Fase POSTULATÓRIA
Começa pela petição inicial (art. 319), judicialização, contestação, defesa (art. 335 a 342). É na petição inicial que a prova documental é feita, a defesa também poderá produzir. 
2. Fase SANEADORA 
É a fase destinada para a correção e organização do processo, previsto no artigo 357.
3. Fase PROBATÓRIA 
É a fase onde se começa a produzir as provas, provas materiais e provas orais. 
4. Fase DECISÓRIA
É a fase onde se é proferida uma sentença. Sentença essa que poderá ser “sentença decisiva, ou seja, com resolução de mérito, tipificada no art. 487” ou a “sentença terminativa, onde não há resolução do mérito, tipificada no art. 485”.
· Pergunta para a próxima aula; “arquivamento é uma decisão sem resolução de mérito?
· PROCEDIMENTO ESPECIAIS;
Os procedimentos especiais são exceções, só podem ser adotados por lei, e tem um objetivo de ser uma adaptação do procedimento comum para questões que o legislador entende ser importante a prática de procedimentos especiais (questões diversas, diferente do que ocorre no comum). 
Para fins de esclarecimento, o procedimento comum e o procedimento especial tem o mesmo objetivo de reconhecer a lesão ou a ameaça. 
CARACTERÍSTICAS DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS; 
· Só existe por lei;
· Exclui o procedimento comum;
· Na falta de norma especial, aplica-se subsidiariamente às normas do procedimento comum (art. 318). 
Observação; art. 283 - O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais, ou seja, se não resultar prejuízo à defesa. 
TIPOS DE PROCEDIMENTOS ESPECIAIS;
· Procedimentos especiais típicos, são procedimentos que estão previstos no CPC. Exemplos: ADC, ADO, ADI, ADPF, Juizado especial. 
· Procedimentos especiais extravagantes, estão fora do código, são leis extravagantes. 
· Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa, são procedimentos que há lide, ou seja, há conflito.
· Procedimentos especiais de jurisdição voluntária, são procedimentos que não possuem lide, ou seja, não há conflitos. (divorcio consensual, interdição geralmente nos voluntários, não há contestação). Neste caso, o judiciário só entra para garantir que os procedimentos não sejam fraudulentos e não cause lesão a terceiros. 
RECURSO CÍVEIS
aula dia 20/02/24
Recurso é um meio de impugnação das decisões judiciais / meios de diálogo com as decisões judiciais (provas+direito). 
· A impugnação deverá ser com fundamentos fáticos jurídicos, ou seja, tem que ter prova + lei (interpretação). 
Fundamentos para recorrer/ quando usar os recursos; 
· no inconformismo em relação a decisão judicial 
· na correção de um erro / erro in judicando (aplicação da lei) e erro in procedendo (aplicação do procedimento.
· buscar “justiça” nas decisões 
Meios de impugnação das decisões;
1. Recurso 
2. Ações autônomas ou incidente de impugnação das decisões 
756+mentos judiciais recorríveis (art. 203, 204 CPC); são atos processuais praticados pelo juiz. Os pronunciamentos são;
· Sentença; art. 203 § 1º
· Decisão interlocutória; art 203 §2º, ressalvadas algumas sentenças judiciais. Resolve questão incidente (toda vez que o juiz resolve um conflito entre as partes é uma decisão interlocutória, porém não pode resolver o mérito, se resolver é uma sentença). 
· Acórdão; art. 204; é o julgamento colegiado proferido pelos tribunais. 
· Despachos; art 203 §3º; pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte. 
Os pronunciamentos jurisdicionais que comportam recursos são;
· sentença
· decisão interlocutória 
· acórdão
Os pronunciamentos jurisdicionais que não são recorríveis;
· despachos (art. 226), porém cabe “correição parcial” que é um procedimento administrativo que busca punir o juiz e corrigir o procedimento, em razão do despacho. Ela é feita pela Corregedoria de Justiça (tem finalidade de fiscalizar o juiz). Art 225 do CPC 
· Hoje em dia podemos pleitear a correição direto no CNJ. 
· A correição parcial se encontra nos regimentos internos dos tribunais. 
Normas diretivas para recorrer (princípios processuais recursais);
· Princípio da legalidade ou da reserva legal;
Só existe recurso se houver lei (art 994 do CPC). 
· Princípio da taxatividade;
O rol do art 994 do CPC é taxativo, não podendo haver interpretação expansiva. 
· Princípio da unirrecorribilidade das decisões;
Ou seja, para uma decisão só cabe um único recurso - art 1009 do CPC e art 1015 do CPC, e dentro do prazo de 15 dias. 
· Princípio da fungibilidade recursal;
 Art 188 do CPC; informalismo, o que importa é obter o resultado e não a forma, isso significa que é possível excepcionalmente interpor um recurso e o tribunal julgá-lo como se fosse outro. É o aproveitamento das ações recursais e promover o julgamento independentemente da forma.
Para adotar a fungibilidade, existem critérios;
· não pode ser um erro grosseiro; 
· o recurso deve ser apresentado no prazo; 
· o recurso tem que possuir todos os requisitos do recurso que deveria ser o correto;
Exemplo: art. 1024, §3º. 
· Princípio do duplo grau de jurisdição;
1º grau de jurisdição / 2º grau de jurisdição 
As decisões são revistas pelo 2º grau de jurisdição, e essa revisão pode acontecer mediante dois requisitos; 
· MEDIANTE RECURSO - duplo grau de jurisdição facultativo, pois posso ou não interpor um recurso, se não for interposto o recurso poderá sofrer uma preclusão (perda do direito de se manifestar algo) ou gerar coisa julgada (pedra que põe fim a coisa). O recurso impede a preclusão ou a coisa julgada. 
· INDEPENDER DO RECURSO - duplo grau de jurisdição obrigatório, ou, remessa necessária; art 496 CPC. Mesmo sem recurso, o processo será revisto pela segunda vez, ou seja, a decisão só valerá após a análise do segundo grau. A decisão dada em 1º grau não vale até ser confirmada pelo 2º grau, decisão em acórdão. 
Obs: condenações que têm o valor baixo não vão subir para o 2º grau - art. 495 §3º, critérios objetivos. Também não se aplica o duplo grau de jurisdição nos casos ditos no §4º deste mesmo artigo, critérios subjetivos (ressalvas para ver se vai ou não subir). 
AULA DIA 21/02 
Princípio da subsidiariedade: na falta de nome especial aplica-se o procedimento comum: art. 318.
· PROCEDIMENTO ESPECIAL 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO; 
É um procedimento típico, previsto no CPC (art. 539/547), e tem a função de permitir ao devedor se exonerar de uma dívida do credor, e buscar a quitação. Se eu quero pagar e o credor não quer receber, eu tenho a ação de consignação em pagamento.
· Pagamento - cumprimento da obrigação (dinheiro, coisa, fazer ou não fazer).
É um procedimento que permite ao devedor se exonerar de dívida e buscar a quitação. 
Quando cabe essa ação: art. 335 do CC.
Art. 335. A consignação tem lugar:
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
Legitimidade: partes: quem poderá ser parte.
· legitimidade ativa: autor, aquele que sofreuser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.
Tutela provisória é gênero, entre ela há a de; 
· urgência; cautelar {proteger o direito} ou antecipatória do mérito {deferir o direito, realização do direito material}. 
· evidência art. 311; é possível obter o divórcio em tutela provisória da evidência, fundada na evidência. 
É possível que após a defesa, o juiz possa realizar o julgamento parcial antecipado do mérito; que está previsto no art. 356. SÓ PARA O DIVÓRCIO. 
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles:
I - mostrar-se incontroverso;
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 .
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra essa interposto.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
AULA DIA 23/04/24
RECURSO ORDINÁRIO 
ART. 1027/1028 CPC
CONCEITO: O recurso ordinário é um meio de impugnação das decisões proferidas pelos tribunais (acórdão) em razão da competência originária e em limitadas matérias (mandado de segurança, habeas corpus, mandado de injunção e habeas data). 
CABIMENTO; art. 1027; 
Art. 1.027. Serão julgados em recurso ordinário:
I - pelo Supremo Tribunal Federal, os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão;
II - pelo Superior Tribunal de Justiça: 
a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;
b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.
§ 1º Nos processos referidos no inciso II, alínea “b”, contra as decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, nas hipóteses do art. 1.015 .
§ 2º Aplica-se ao recurso ordinário o disposto nos arts. 1.013, § 3º , e 1.029, § 5º .
· decisão denegatória - teremos o recurso ordinário para o próprio STF (única instância). 
· decisão denegatória - teremos o recurso ordinário para o próprio STJ (instância inferior, TRF e TJ).
Cabe mandado de segurança quando houver uma autoridade coatora violando o direito líquido e certo. 
· Quando a autoridade coatora é um juiz, caberá recurso em primeiro grau no TRIBUNAL. 
TEMPESTIVIDADE: 15 dias para apresentar recurso e 15 para apresentar contrarrazões - art. 1003 §5º.
PREPARO: Obrigatório no recurso ordinário; art. 1007 §1º.
O recurso ordinário é semelhante ao recurso de apelação; aplica-se o princípio da subsidiariedade ao recurso ordinário (o que faltar no ordinário, poderemos aproveitar do de apelação). 
EFEITOS: Os mesmos do de apelação; devolutivo e suspensivo; art. 1012 e 1013 do CPC. 
STJ: 33 ministros - turmas recursais possuem 5 ministros ( 5 civil e 4 penal).
STF: 11 ministros - turmas recursais possuem 5 ministros e 2 turmas (matérias constitucionais). 
JUÍZO DE INTERPOSIÇÃO: o recurso ordinário é direcionado para o relator da turma que designou a ordem.
JUÍZO DE JULGAMENTO: Turma recursal (STJ e STF).
PROCEDIMENTO RECURSAL: 
obs 1: a maioria (50%) do STF aceita a fungibilidade recursal entre o recurso de apelação e o recurso ordinário.
obs 2: a maioria (40%) do STJ não aceita a fungibilidade pois trata-se de erro grosseiro
· Não cabe a técnica do julgamento expansivo para o recurso ordinário; art. 942 cpc.
Obs: Caberá a interposição de recurso ordinário na modalidade adesiva pela aplicação subsidiária do recurso de apelação; art. 997 cpc + 1027, §2º do cpc. Entendimento jurisprudencial. 
AULA DIA 24/04
PROCEDIMENTO ESPECIAIS:
INVENTÁRIO E PARTILHA: art. 610/ 667 do cpc; procedimento especial com o objetivo de arrecadar os bens do falecido, identificar os herdeiros, pagar eventuais dívidas, pagar impostos e partilhar os bens. 
CARACTERÍSTICAS: o inventário se pauta por provas documentais, questões complexas não são resolvidas pelo inventário (questões que vão precisar de outros tipos de provas, ex: provas periciais - as questões complexas devem ser resolvidas em outro procedimento) art. 612 do cpc, a paternidade e a propriedade também não serão tratados no inventário; serão resolvidas pela ação autônoma no procedimento comum - vias ordinárias. 
O inventário terá um prazo para ser instaurado em até 2 meses a contar da morte; art. 611 cpc. Se não instaurar nesse tempo, você pagará uma multa/diária que será cobrada pelo Estado. 
FALECIDO / DE CUJO: é a pessoa natural que perdeu a personalidade jurídica, quando você não pode mais assumir direitos e obrigações. HERANÇA: é o patrimônio (conjunto de bens e direitos) que serão transmitidos aos herdeiros. HERDEIRO: sucessor dos bens e dos direitos do falecido, podemos ter:
· sucessor a título singular; um bem específico. Poderá ser chamado de legatário - aquele que recebe um bem específico em razão de um testamento. 
· sucessor a título universal; porcentagem dos bens do falecido / quinhão (25%). 
ESPÓLIO: é o conjunto de bens, direitos e dívidas do falecido.
INVENTARIANTE: é uma pessoa natural, geralmente é parente do falecido que assume o compromisso de administrar os bens, os direitos e pagar as dívidas até a transmissão para os herdeiros. 
· O inventariante representa ativa e passivamente o espólio em juízo, art. 73 do cpc. 
INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL: art. 610, §1º do cpc - inventário cartorário. Mas existirá algumas condições;
· todos os herdeiros sejam maiores e capazes;
· não tenha testamento;
· herdeiros devem estar em acordo quanto à partilha da herança;
· precisa da participação de um advogado (indispensável); o advogado é responsável por fazer a minuta da escritura que indicará os dados do falecido, se ele deixou cônjuge, herdeiros, bens / direitos, tem que indicar a partilha dos bens, indicar o pagamento das dívidas e o pagamento do imposto (ITCMD/ITCD = imposto Estadual, a aliqua dele é entre 5 a 8%). 
· a escritura será levada ao cartório de títulos e documentos e assim lavra-se a escritura pública - tem que pagar de 1 a 2 %. 
· os honorários do advogado serão pagos a 6 % do total dos bens que foram partilhados. 
INVENTÁRIO JUDICIAL, art. 615 até 657 do cpc; começa com uma simples petição (que poderá ser requerida pelos credores; parente; herdeiro; mp…) que fará a comunicação da morte (certidão de óbito), esta petição vai para o judiciário competente (art. 48 cpc / foro do último domicílio do autor da herança, o falecido). 
O judiciário percebendo a morte, irá escolher e nomear um inventariante. Após isso o inventariante contrata um advogado, no prazo de 20 dias o inventariante terá que apresentar as primeiras declarações (dados do falecido, cônjuge, herdeiros, bens, dívidas), junto com as primeiras declarações apresentará os documentos de tudo. 
Feitas as declarações pelo inventariante, procede-se a citação dos demais herdeiros, para dizer que estão citadospara no prazo legal (15 dias) para dizer se concorda ou discorda das primeiras declarações;
· discordando: o inventariante terá que fazer a retificação das primeiras declarações.
· concordando: passará para a próxima etapa.
A próxima etapa irá acontecer as avaliações dos bens para pagar o imposto (ITCD), depois analisará as dívidas e fazer as últimas declarações (dados do falecido, cônjuge, herdeiros / legatário, bens, dívidas / impostos, plano de partilha), depois das últimas declarações virá a sentença da partilha - será homologada.
Havendo a sentença e não interposto o recurso, será expedido o formal de partilha (documento que autoriza os herdeiros a transmitir os bens para sua propriedade). 
ARROLAMENTO JUDICIAL: art. 659 até 667 do cpc: é um procedimento de inventário simplificado; se todos os herdeiros forem maiores e capazes, e estiverem de acordo com a partilha de bens e não quiserem passar pelo judicial, existe o arrolamento. 
Petição inicial com os dados do falecido, se tem cônjuge, herdeiros, quais são os bens, se tem dívidas e já apresenta o plano de partilha. Na própria petição inicial você já apresenta o comprovante do pagamento do imposto. 
O juiz verifica se está tudo de acordo, e se tiver tudo certo, o juiz já homologa a partida e expedirá o formal de partilha. 
· o juiz poderá fazer o saneamento, se perceber que tem alguma coisa errada. 
· Muitas vezes a petição já vem assinada por todos os herdeiros ou às vezes fazem procuração para um mesmo procurador. 
AULA DIA 30/04
RECURSO ESPECIAL E RECURSO EXTRAORDINÁRIO
FUNÇÕES DO STF E STJ:
· STF: art. 102, CR - controle de constitucionalidade (controle concentrado e controle difuso (recurso extraordinário) + Formação dos precedentes (decisão judicial com efeito erga omnes), precedentes é unificar interposição/unificar/padronizar decisão). Possui 11 ministros 
· STJ: srt. 105 CR - controle de legalidade (Lei Federal) + Formação dos precedentes. Possui 33 ministros
CARACTERÍSTICAS DO RECURSO ESPECIAL E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: 
I. As matérias de cabimento do resp/rext estão na CR/88. Resp (art. 105, III) e Rext. (art. 102, III)
II. Resp/Rext - recursos constitucionais 
III. Resp/Rext - só discute questão/questões de direito, é vedado discutir questões de fato/prova. Não pode ser confundido com 3º grau de jurisdição pelo fato de não analisar provas
IV. Exaurimento dos recursos ordinários para interposição do resp e rext. 
V. Resp - controle de legalidade; Rext - controle de constitucionalidade difusa 
VI. Resp/Rext - buscam unificação de interpretação da lei federal/constituição
CABIMENTO DO RESP: STJ; art. 105, III, CR;
a. contrariar tratado/lei federal ou negar vigência
b. julgar válido ato de grau local em face da lei federal 
c. divergência jurisprudencial (interposição divergente dos tribunais)
CABIMENTO DO REXT: STF; art. 102, III, CR;
a. contrariar dispositivo desta CR
b. declarar inconstitucional de tratado/lei federal
c. julgar válida a lei/ato de grau local em face da CR
d. julgar válida lei local contestada em face da lei federal (conflito norma)
TEMPESTIVIDADE: O prazo é comum para os dois recursos, no caso, 15 dias para ambos. Em regra, eu devo apresentar os dois recursos, não preciso apresentar no mesmo dia, mas deverá interpor os dois; isso porque se há violação de um dispositivo há violação da constitucionalidade. 
PREPARO: obrigatório, art. 1.007 do CPC, salvo os beneficiários de justiça gratuita. A ausência de preparo leva a deserção 
JUÍZO DE INTERPOSIÇÃO/JUÍZO A QUO: sempre para o presidente ou vice -presidente do tribunal a quo, do tribunal que emitiu a decisão que está sendo recorrida (TJ ou TRF), art. 1.029 do CPC. Quem decide se é vice ou o presidente é o regimento interno do tribunal (em Minas é o vice). 
JUÍZO DE JULGAMENTO/JUÍZO AD QUEM: é quem vai decidir pelo recurso, será decidido pelo STJ, no caso de recurso especial, e o STF, no caso de recurso extraordinário. 
FILTROS RECURSAIS: 
· No STF, para interposição dos recursos extraordinários criou-se a cláusula de repercussão geral, que o recorrente deve justificar que seu recurso extraordinário tem transcendência para outros (a causa não serve só para mim, mas para todos); art. 102 §3º CR. As cláusulas podem envolver questões políticas, jurídicas, econômicas e sociais. A cláusula da repercussão geral leva ao efeito erga omnes 
· No STJ, para interposição dos recursos especiais, foi criado pela Emenda Constitucional 125/2022 - criou o artigo 105 §3º da Constituição que fala sobre a clausula da relevância - deve o recorrente demonstrar a transcendência para outras questões similares/outros casos. Relevância são questões penais, ações de improbidade administrativa, ações que tratam sobre causas superiores a 500 salários mínimos, inelegibilidade, contrariar jurisprudência dominante do STJ. 
PROCEDIMENTO:
· Havendo omissão no acórdão, antes de apresentar o resp/rext; deve-se impetrar o embargos de declaração para pré-questionamento da lei/const. Porém não é obrigatório, se já houve o exaurimento. 
Publicado o ED; o prazo para interpor o resp e o rext será de 15 dias, para o presidente ou o vice; art.1029, cpc. Notou a interposição, no prazo de 15 dias haverá intimação ao recorrido para apresentar as contrarrazões do resp e rexp. 
Terminada a contrarazões, volta para o presidente ou vice que terá algumas ações, art. 1030 cpc;
· Pode o vice ou presidente negar o seguimento do resp ou proext. 
· Pode o vice ou presidente em casos de decisões contrárias ao regimento, intimar a turma que emitiu o acordão para retratar - juízo de retratação.
· Pode o vice ou presidente quando houver vários recursos com uma mesma matéria, sobrestar o recurso (guardar o recurso e quando for julgado a decisão vai englobar todos) - sobrestado.
· Pode o vice ou precisamente fazer a seleção dos recursos e manda, o restante fica sobrestado aguardando a resposta.
· Pode o vice ou presidente fazer o juízo de admissibilidade, pode inadmitir ou admitir o recurso; se admitir encaminha para o devido tribunal. Vai dizer se admite o recurso, se tem os pressupostos recursais processuais ou inadmite (ausência de pressupostos processuais recursais). 
Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: 
I – negar seguimento: 
a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; 
b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; 
II – encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de retratação, se o acórdão recorrido divergir do entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça exarado, conforme o caso, nos regimes de repercussão geral ou de recursos repetitivos; 
III – sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não decidida pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se trate de matéria constitucional ou infraconstitucional; 
IV – selecionar o recurso como representativo de controvérsia constitucional ou infraconstitucional, nos termos do § 6º do art. 1.036; 
V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que: 
a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de julgamento de recursos repetitivos; 
b)o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia; ou 
c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação. 
§ 1º Da decisão de inadmissibilidade proferida com fundamento no inciso V caberá agravo ao tribunal superior, nos termos do art. 1.042. 
§ 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. 
RECURSO ADMITIDO - ART. 1031 cpc: se apenas um dos recursos for admitido encaminha-se para o devido tribunal. Se ambos os recursos forem admitidos, encaminha-se primeiro ao STJ para resolver a legalidade para depois julgar a constitucionalidade = STF. 
Art. 1.031. Na hipótese de interposição conjunta de recurso extraordinário e recurso especial, os autos serão remetidos ao Superior Tribunal de Justiça.
§ 1º Concluído o julgamento do recurso especial, os autos serão remetidos ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do recurso extraordinário, se este não estiver prejudicado.
§ 2º Se o relator do recurso especial considerar prejudicial o recurso extraordinário, em decisão irrecorrível, sobrestará o julgamento e remeterá os autos ao Supremo Tribunal Federal.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se o relator do recurso extraordinário, em decisão irrecorrível, rejeitar a prejudicialidade, devolverá os autos ao Superior Tribunal de Justiça para o julgamento do recurso especial.
Chegando nos devidos tribunais - os procedimentos internos, serão os mesmos. Automaticamente ele será distribuído para um ministro relator que faz parte de uma turma recursal que é composta por 5 ministros (o relator, o 1° vogal, 2° vogal o 3° vogal e o 4° vogal - o STJ possui 6 turmas sendo 4 cíveis e 2 penais, o STF possui 2 duas, cada turma julgando matéria constitucional). 
As funções do ministro relator estão previstas no art. 932 do cpc; homologar o acordo; dar a tutela provisória, fazer um juízo de admissibilidade, negar provimento (decisão monocrática), dar provimento (de forma monocrática). 
· AS DECISÕES PROFERIDAS PELO RELATOR SÃO PASSÍVEIS DE AGRAVO INTERNO, DE ACORDO COM O ARTIGO 1021 DO CPC. 
Sendo admitido o recurso, o relator irá emitir um relatório (resumo do caso e das principais questões jurídicas), feito o relatório o próprio relator já faz sua proposta de voto (por escrito), ele pedirá o dia (marcará a sessão de julgamento, presencial), reunindo-se a turma recursal. 
1. o relator lê o relatório 
2. os advogados podem fazer sustentação oral art. 937 do cpc
3. o relator profere seu voto (que já estava escrito) ou poderá pedir vista
4. passa a palavra para o 1° vogal - voto ou pedir vista 
5. depois passa para o 2° vogal - voto ou pedir vista 
6. 3° vogal - voto ou pedir vista 
7. 4° vogal - voto ou pedir vista 
8. resultado do julgamento - placar, 30 dias (úteis) depois da sessão de julgamento que haverá a publicação do acórdão, poderá ser passível de embargos de declaração. 
Art. 932. Incumbe ao relator:
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal;
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
IV - negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
VI - decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado originariamente perante o tribunal;
VII - determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
VIII - exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível. 
Observações:
· julgamento virtual - plenário virtual; o relator disponibiliza o voto em sistema eletrônico e depois o primeiro vogal tem 20 dias após a disponibilização do voto do relator para poder depositar seu voto, e depois de 20 dias o segundo vogal terá 20 dias para emitir seu voto. 
· a sustentação oral - vídeo; os advogados deixam o vídeo no sistema. 
Da decisão que nega e inadmitiu o recu
rso cabe agravo em resp/rext
QUESTÃO DE PROVA: Quais recursos não cabem o efeito suspensivos?
· segunda parte do art. 1012 do CPC. 
AULA DIA 08/05
AÇÃO MONITÓRIA, art. 700 / 702 do cpc
Título executivo judicial - sentença 
Título executivo extrajudicial - documento (lei) que estabelece uma relação de crédito e débito. 
· Lei - CPC
1. nota promissória
2. cheque 
3. contrato 
Não possuem eficácia de título executivo extrajudicial; (lei)
1. boleto bancário 
2. fatura do cartão de crédito 
3. vale / notinha (pagar no final do mês) 
4. documento qualquer sem eficácia de título executivo judicial 
5. controle / tíquete
6. recibo 
7. email 
8. mensagem de wpp 
CONCEITO; ação monitória é um procedimento de conjunto de atos encadeados que tem como objetivo buscar o adimplemento de obrigação (pagar, dar, fazer ou não fazer) disposta em documento sem eficácia de título executivo extrajudicial, ou seja, a lei não prevê que é um título executivo, pois se for, você já pode começar na fase executória. 
CABIMENTO; art. 700 do cpc; cabe para aquele que tenha prova escrita que obrigue a pagar, dar, fazer ou não fazer. (Prova escrita é um documento físico ou eletrônico). Poderá ser feita através de uma ata notarial, e posso com base testemunhal reduzir a termo a relação de crédito e débito (art. 700 §1°)
LEGITIMIDADE; o autor é sempre o credor (quem exige a obrigação), o réu é sempre o devedor (quem deve cumprir a obrigação). 
COMPETÊNCIA; art. 46 do CPC; que é o foro de domicílio do réu, ou seja, do devedor. 
PROCEDIMENTO DA AÇÃO MONITÓRIA: começa com uma petição inicial (art. 319, 320 do cpc). Essa petição tem que observar o art. 700 §2°, que dirá que o embasamento tem que ter uma prova escrita. 
· importância devida 
· valor do bem 
· proveito econômico 
Feito isso, o próximo passo é apresentar em juízo competente previsto no art. 46 do CPC, o judiciário irá determinar a citação (poderá ser feita pelos moldes do art. 216 do cpc; citação por meio eletrônico) do réu ou do devedor. A citação tem 2 objetivos:
· no prazo de 15 dias adimplir (cumprir a obrigação), se cumprida, haverá o pagamento de apenas 5% de honorário advocatício. Haverá a extinção com resolução de mérito art. 487 cpc. 
· ou apresentar defesa/contestação (contestação, art. 335, 392) pode haver a reconvenção (art. 343) - embargos art. 702 do CPC,não apresentado os embargos será considerado a revelia, considerando a revelia o juiz poderá fazer o julgamento antecipado do mérito, proferindo uma sentença (art. 355). Com a sentença teremos um título executivo judicial e com isso vem o cumprimento de sentença, e chegar ao final com o adimplemento da obrigação. 
A apresentação dos embargos suspende a ordem de pagamento, apresentando embargos, defesa ou contestação, no prazo de 15 dias, o autor terá vista dos embargos e apresentará impugnação aos embargos (após a impugnação caberá audiência de conciliação). Apresentada a impugnação, teremos a fase de saneamento (art. 357), probatória (art. 369)e decisória (art. 487), com a sentença teremos o cumprimento de sentença (título executivo judicial) e a adimplência.
OBSERVAÇÕES: 
Não cabe o procedimento monitório no juizado especial cível. O procedimento do juizado é inconciliável do procedimento monitório. 
É cabível a audiência de conciliação no procedimento monitório (art. 334 do CPC), sempre após a defesa. 
É cabível o procedimento monitório contra a fazenda pública (contra a União, aos Estados, aos Municípios, Autarquias e Fundações Públicas). 
Cabe ao credor optar pelo procedimento monitório ou pelo procedimento comum (ação de cobrança), se for o comum a citação será para comparecer na audiência de conciliação, e se for a monitória a citação é para adimplir. 
Da sentença cabe o recurso de apelação (art. 1009, cpc). 
Se a petição não obedecer o artigo 700 §2° (observância aos requisitos do art, 700 §2°) gera a emenda da petição e caso o autor não corrija, haverá o indeferimento da petição inicial. Em nome do princípio da primazia da decisão de mérito, sempre que possível, antes de mandar extinguir, deverá ser emendado ou corrigido. - pergunta de prova 
AULA DIA 15/05
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
EMBARGOS DE TERCEIROS - art. 674/681 CPC
CONCEITOS: procedimento que tem como objetivo proteger a posse/propriedade de uma pessoa que foi turbada ou esbulhada em razão de constrição patrimonial praticada pelo Estado-judiciário (age a requerimento do credor).
TERCEIRO: sujeito que não é parte mas está sofrendo constrição patrimonial (penhora, arresto, sequestro, busca e apreensão), em razão de um processo judicial. Tem que provar a qualidade de terceiro. 
LEGITIMIDADE: o autor é o terceiro (busca defender a sua posse ou propriedade), o réu é o requerente da constrição judicial (credor). 
COMPETÊNCIA: é competente para processar e julgar os embargos de terceiro no mesmo juízo competente para ação principal.
EMBARGOS DE TERCEIRO (ação incidental - proposta sempre no curso de outra ação): se constitui de ação que depende da existência de outra ação (ação principal). Distribuído por dependência ao processo principal. Procedimento idêntico às ações possessórias. 
PROCEDIMENTO DOS EMBARGOS DE TERCEIRO: na ação principal, a partir do momento que houver uma constrição judicial, nasce o direito de ajuizar embargos de terceiro. Cabe embargos de terceiro no processo de conhecimento se houver constrição; a qualquer tempo e antes do trânsito em julgado. Cabe embargos de terceiro no processo de cumprimento de sentença se houver constrição; a qualquer tempo mas até 5 dias antes da arrematação (venda).
Procedimento: inicia com uma petição inicial (art. 319/320 + 674+677) requerendo a retirada da constrição ou a manutenção de posse ou a reintegração de posse.
· Requisitos da petição; incube o embargante comprovar sua posse + propriedade, provar que é terceiro, rol de testemunha (no máximo 10 testemunhas), documentos. 
· É possível cumular a retirada ou a manutenção de posse com dano moral, dano material e multa. 
Depois de apresentar a petição, ela deverá ser levada ao judiciário competente do mesmo juízo que determinou a constrição. 
· Art. 676. Os embargos serão distribuídos por dependência ao juízo que ordenou a constrição e autuados em apartado.
Parágrafo único. Nos casos de ato de constrição realizado por carta, os embargos serão oferecidos no juízo deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida a carta.
O juízo poderá determinar a liminar (tutela provisória) mediante documento comprobatório que poderá suspender o processo principal ou determinar a manutenção ou reintegração.
Art. 678. A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção ou a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido.
Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração provisória de posse à prestação de caução (PODE SER PESSOAL OU REAL - BENS OU DINHEIRO) pelo requerente, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente.
O juízo também poderá designar uma audiência preliminar, se não houver documento comprovando o terceiro - audiência de justificação onde se ouvirá as testemunhas para comprovar que o autor é terceiro. Comprovado, o juiz poderá deferir ou indeferir a liminar (da decisão interlocutória caberá agravo de instrumento sob o art. 1015, I). 
Com o deferimento, o juiz fará a citação (art. 246 cpc, qualquer modalidade). Citado o réu terá o prazo de 15 dias para a contestação (tem que ser feita observando o art. 335, 337, 342 e 341).
Contestação:
1. preliminares
2. defesas de mérito 
3. se for o caso, a eventual reconvenção (art. 343 do cpc)
Art. 679. Os embargos poderão ser contestados no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual se seguirá o procedimento comum.
DEPOIS DA CONTESTAÇÃO SEGUIRÁ O PROCEDIMENTO COMUM;
1. CONTESTAÇÃO (art. 679 cpc)
2. SANEAMENTO (art. 357 cpc)
3. PROVAS (art. 369 cpc)
4. SENTENÇA (art. 487, I, cpc + 681 cpc).
 Art. 681. Acolhido o pedido inicial, o ato de constrição judicial indevida será cancelado, com o reconhecimento do domínio, da manutenção da posse ou da reintegração definitiva do bem ou do direito ao embargante.
· OBSERVAÇÕES;
Art. 677 §3°, cpc (adv) + Art. 105 cpc (receber citação + especial = escrito / expresso = procuração) ou seja, o advogado do réu só poderá receber a citação em nome do cliente se tiver escrito na procuração, salvo isso, a citação será sempre ao réu. 
Art. 680 cpc; a contestação quando for feita em embargos de terceiros com garantia real tem matérias limitadas para a defesa do embargado. Trata-se de um rol taxativo. 
Art. 680. Contra os embargos do credor com garantia real, o embargado somente poderá alegar que:
I - o devedor comum é insolvente;
II - o título é nulo ou não obriga a terceiro;
III - outra é a coisa dada em garantia.
AULA DIA 21/05
AGRAVO EM RESP/REXT
CABIMENTO: art. 1042 do CPC (decisão - presidente/vice - inadmitindo)
TEMPESTIVIDADE - 15 dias (para ambos)
PREPARO - isento
JUÍZO DE INTERPOSIÇÃO - presidente/vice - tribunal recorrido
JUÍZO DE JULGAMENTO- turma recursal do STJ/STF
PROCEDIMENTO:
EFEITOS - o efeito é somente devolutivo, exceção; suspensivo - perigo de dano. 
obs: para inadmissão do resp, cabe a resp, inadmissão do rext, cabe rext. São peças autônomas
obs: havendo a interposição de resp e rext, primeiro deve-se encaminhar ao STJ e depois para o STF. 
obs: sendo dado provimento no recurso de resp/rext, na mesma sessão será também julgado o resp/rext. 
obs: agravo em recurso especial não cabe sustentação oral. 
JUÍZO DE RETRATAÇÃO: antes de enviar para o STJ é possível um juízo de retratação, art. 1042, § 2° do cpc. 
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA art. 1043 do cpc
CABIMENTO - art. 1043 cpc; quando houver dois acórdão sobre a mesma matéria com conclusões distintas. 
Art. 1.043. É embargável o acórdão de órgão fracionário (turma recursal) que:
I - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito;
III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia;
§ 1º Poderão ser confrontadas teses jurídicas contidas em julgamentos de recursos e de ações de competência originária.
§ 2º A divergência que autoriza a interposição de embargos de divergência pode verificar-se na aplicação do direito material ou do direito processual.
§ 3º Cabem embargos de divergência quando o acórdão paradigma for da mesma turma que proferiu a decisão embargada, desde que sua composição tenha sofrido alteração em mais da metade de seus membros.
§ 4º O recorrente provará a divergência com certidão, cópia ou citação de repositório oficial ou credenciado de jurisprudência, inclusive em mídia eletrônica, onde foipublicado o acórdão divergente, ou com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de computadores, indicando a respectiva fonte, e mencionará as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados.
TEMPESTIVIDADE - 15 dias (recurso e contrarrazões)
PREPARO - obrigatório 
JUÍZO DE INTERPOSIÇÃO - relator da turma recursal (o que julgou anteriormente)
JUÍZO DE JULGAMENTO - órgão pleno (STJ; 15 ministros, STF; 11 ministros)
PROCEDIMENTO - 
obs; os embargos de divergência tem o objetivo de uniformizar entendimento e jurisprudência. 
obs; quem interpõe embargos de divergência deve obrigatoriamente demonstrar que o acórdão julgado e o acórdão paradigma tratam sob as mesmas questões jurídicas. 
obs; após a decisão que resolve embargos de divergência pode o tribunal (stj ou stf) emitir súmula (resumo do julgamento e da interpretação dada pelo tribunal quanto as questões jurídicas - orientação de entendimento)
· recurso contra súmula - recurso de apelação e o relator já está autorizado a dar uma decisão de forma monocrática e dar provimento para modificação da sentença que violou a súmula. 
A súmula vinculante é diferente da súmula tratada aqui, a vinculante é o resumo do julgamento feito pelo STF em matérias constitucionais. 
· todas as vezes que o tribunal sob deliberação de 2 ⁄ 3 dos ministros (8) cria uma súmula vinculante, ela obrigará todos a seguir. É quase que uma lei, tem caráter abstrato e é uma orientação de como agir. 
EFEITOS - em regra é o devolutivo, a exceção é o suspensivo quando houver perigo de dano. 
AULA DIA 29/05
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E PROCESSO DE EXECUÇÃO
Processo de conhecimento - procedimento comum (4 fases + fase recursal): Há direitos (lesão ou ameaça)? 
Exaurido todos os recursos temos a formação da coisa julgada (imodificável idade da sentença em razão dos recursos; a sentença passa a ser imutável - imutável pelo exaurimento dos recursos/prazo).
O cumprimento de sentença busca o adimplemento (pagar, dar, fazer ou não fazer).
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - O cumprimento de sentença é o conjunto de atos procedimentais que buscam o adimplemento pagamento ou cumprimento de uma obrigação disposta em sentença. Busca a efetividade da sentença. A busca pelo adimplemento da obrigação tem como objetivo aplicar os chamados “meios coercitivos pelo Estado Judiciário”
Meios coercitivos: podem ser divididos em dois:
· Meios coercitivos diretos: é o Estado buscando patrimônio do devedor, expropriando bens do devedor para pagar o credor. O estado tem um mecanismo de persecução patrimonial. 
· Meios coercitivos indiretos: busca uma pressão psicológica do devedor. Não vai diretamente no patrimônio (inadimplemento = multa, suspensão da atividade apresentada, prisão civil (para o caso de prisão alimentícia).
Princípios processuais executivos: 
· Princípio da patrimonialidade /responsabilidade: significa que o devedor responde pelo pagamento das dívidas com seus bens (presentes e futuros). Isso significa que o Brasil (art. 789) adotou - o pagamento de dívidas não ultrapassa o limite do patrimônio do devedor. + art. 5 inciso 67 (LXVII) da CR- não haverá prisão por dívida, salvo no caso de devedor de pensão alimentícia. 
· Princípio da dignidade da pessoa humana: vai dizer que o devedor responde com seus bens, mas sem levá-lo a um estado de miserabilidade absoluta e em condições indignas (art. 1 da CR + art. 833 do cpc).
a) bem de família - a casa de morada do devedor não pode ser expropriada e nem os móveis. Lei 8009/90. 
Exceções: você perde o bem de família
· IPTU
· PENSÃO ALIMENTÍCIA 
· FIADOR EM CONTRATO DE ALUGUEL
· DÍVIDAS DO CONDOMÍNIO 
b) salário, remuneração, honorários - estão protegidos e não podem ser utilizados para pagamento de dívidas. 
AULA DIA 04/06 
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E PROCESSO DE EXECUÇÃO
Cumprimento de sentença - conjunto de atos procedimentais embasado em título executivo judicial que busca o adimplemento de obrigação 
PROCESSO DE EXECUÇÃO - Processo de execução - conjunto de atos procedimentais embasado em título executivo extrajudicial que busca o adimplemento de obrigação 
Título executivo - é um documento (físico ou eletrônico) que contém uma relação de crédito e débito. Vai dizer quem é o credor (quem pode exigir o cumprimento ou adimplemento ou pagamento da obrigação) e quem é o devedor (quem pode ter o seus bens utilizados para o cumprimento da obrigação)
· O título depende da lei 
O título executivo judicial - documento fornecido pelo judiciário - ex: sentença, decisões interlocutórias - art. 515 do cpc: 
· sentença condenatória (pagar, dar
· decisão homologatório - autocomposição (acordo judicial) 
· decisão homologatória - autocomposição extrajudicial (acordo extrajudicial) 
· formal de partilha - certidão de partilha 
· crédito de auxiliar de justiça (perito) 
· sentença penal condenatória transitada em julgado 
· sentença arbitral (equiparada à sentença judicial) - porque houve a equiparação. 
· sentença e decisão interlocutória estrangeira 
Título executivo extrajudicial - documento tornado em razão da vontade das partes art. 784 do cpc. 
São títulos executivos extrajudiciais:
· título de crédito 
· a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor (confissão de dívida) 
· Documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas - os contratos eletrônicos dispensam as duas testemunhas do art. 784 parágrafo 4 do cpc. 
· os contratos em geral (todos) 
· chamado termo de ajustamento (utilizado pelo MP - termo de ajustamento da conduta) - MP, partes, advogados, def. pública. 
(No Brasil existem 30 tipos de títulos de crédito) 
FUNÇÕES DO TÍTULO - o título tem uma função de garantia (o credor não pode exigir mais do que está no título e o devedor não pode pagar menos), definir o procedimento, o título define quem são as partes (pretensão creditória e pretensão debitaria), definir a competência. 
COMPETÊNCIA: onde irei processar e executar.
· Se for título executivo judicial art. 516: quem deu a sentença é competente para instaurar o cumprimento de sentença 
· Se for extrajudicial o art. 46 do cpc: no foro de domicílio do devedor, salvo se houver foro de eleição art. 66 do cpc. 
CARACTERÍSTICAS DO TÍTULO: 
· liquidez - valor quantidade e espécie
· certeza - existência cumprimento e requisitos legais 
· exigibilidade - ausência de condição / termo 
MULTA EXECUTIO SINE TITULO: art. 804 cpc - sem título não há C.S/ P. E 
FORMAS DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA / PROCESSO DE EXECUÇÃO 
· TEJ - cumprimento de sentença - obrigação de pagar, cumprimento de sentença - obrigação de dar, cumprimento de sentença obrigação de fazer/não fazer. 
· TEE - processo de execução obrigatório pagar, dar, fazer/ não fazer. 
AULA DIA 05/06 
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR 
· art. 513/527 cpc - art. 24/909 cpc
Título executivo judicial + inadimplemento (ausência de pagamento).
Requerimento - adv. art. 523/524: manifestação de vontade do credor para praticar atos executórios do devedor, petição. {memória de cálculo - atualização do valor disposto em sentença / juro simples}.
judiciário - intimação - advogado do devedor: 15 dias para fazer o pagamento, e se não pagar haverá multa de 10% sobre o valor da causa e 10% de honorários e penhora (ato de apreensão de bens do devedor).
· Todos os bens podem ser penhorados, salvo aqueles previstos no art. 833 do cpc.
· A penhora requer a persecução patrimonial (ato de apreensão de bens do devedor + retirar da posse do devedor + individualização do bem + atribui valor ao bem)
Feito a penhora, haverá nomeação de um depositário (PF ou PJ), passado essa fase é dado o valor ao bem, você espera o depósito ser feito e pede uma nova avaliação do bem. 
· (ausência de bens leva a suspensão do processo - art. 921 o processo fica suspenso por 1 ano e depois começa a contar o prazo de 5 anos para prescrição). 
Essa nova avaliação é uma fase processual em que a nomeação de um perito para em laudo pericial informar o valor do bem. É uma fase facultativa 
Logo depois vem a alienação - fase de venda dos bens1. alienação por iniciativa do particular (credor)
2. alienação judicial - feito por leilão virtual; possui 2 datas (1ª data - avaliação; 2ª data - até 50% da avaliação). 
Após a alienação, vem a fase do pagamento - entrega do dinheiro ao credor se sobrar devolve para o devedor 
Havendo o pagamento haverá a extinção. 
PROCESSO DE EXECUTIVO DE OBRIGAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR - art. 824/908 
Título executivo extrajudicial + inadimplemento 
Petição inicial executiva - art. 319/320 + art. 824 (memória de cálculo, é a atualização {juro simples} do valor disposto)
Judiciário - foro do domicílio do réu 
Citação - devedor - é uma citação para no prazo de 3 dias realizar o pagamento, e se caso não tiver o pagamento não há multa, tem penhora. 
Depois da alienação poderá ocorrer a adjudicação - o credor ficará com os bens penhorados e só poderá adjudicar com o valor da avaliação. 
Se houver o pagamento haverá a extinção. 
Tanto o procedimento de cumprimento de sentença e execução possuem 5 fase;
1. fase postulatória;
2. fase de apreensão; 
3. fase de avaliação; 
4. fase de alienação;
5. fase de pagamento; 
TEST FOR HOME: Quais as diferenças dos procedimentos de cumprimento de sentença e execução de obrigação de pagar? 
AULA DIA 11/06
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER OU NÃO FAZER - art. 536 cpc
O TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL É SENTENÇA OU DECISÃO INTERLOCUTÓRIA 
Começa com uma sentença - um título executivo judicial + o inadimplemento (para instaurar o cumprimento tem que ter um título executivo judicial e o inadimplemento).
· o título executivo judicial poderá ser uma conduta positiva (fazer), e poderá ser uma conduta negativa (não fazer). Essas obrigações podem ser personalíssima ou não personalíssima. 
O próximo passo é fazer um requerimento (uma petição simples - é uma manifestação do credor para exigir o cumprimento de sentença do devedor, ou fazer algo ou não fazer). 
· esse requerimento segue os mesmos requisitos dos artigos 523 + 524. Poderá ser somado com o art. 536.
Art. 536 - Feito o requerimento o devedor será intimado na pessoa do seu advogado para cumprir a obrigação no prazo que o juiz assinar, será um prazo judicial (15, 20, 50 dias …). 
Adimplemento - fazer ou não fazer algo. Se cumprir a obrigação haverá a extinção nos termos do artigo 924 do cpc. 
Não cumpriu a obrigação, houve o inadimplemento - havendo o inadimplemento haverá a multa, que será fixada diariamente e limitada a um valor ou a um número de dias. 
· depois que a multa incidir o devedor poderá quitar a obrigação, porém ele terá que cumprir a obrigação e ainda pagar a multa.
Se o devedor continuar inadimplente aí teremos 3 situações, essas situações ficará a critério do credor.
1. posso contratar um terceiro para quitar a dívida (apenas em obrigações não personalíssimas).
2. o próprio credor poderá cumprir a obrigação em nome do devedor e depois poderá cobrar do devedor.
3. poderá apurar as perdas e danos (apuração dos lucros cessantes e dos danos emergentes). Depois de apurar os valores, o judiciário vai determinar a penhora de bens do devedor. 
PROCESSO DE EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER OU NÃO FAZER - art. 814/826 cpc
Você tem um título executivo extrajudicial mais o inadimplemento.
Tendo isso haverá a elaboração da petição inicial executiva (art. 319 e 320 + art 814 do cpc).
Apresento a petição no judiciário competente (art. 46 - foro de domicílio do devedor). 
Após haverá a citação do devedor - pessoal, deverá ser direto no devedor (art. 238 a 246 do cpc). 
A citação é para dentro de um prazo fixado pelo juiz (prazo judicial):
· cumprir a obrigação - adimplemento. Cumprindo a obrigação haverá a extinção. 
Não cumprindo a obrigação - havendo o inadimplemento, haverá multa diária limitada. 
· se ele cumprir, deverá quitar a obrigação e pagar a multa.
Se não cumprir poderá ocorrer 3 coisas:
1. terceiro 
2. credor 
3. perdas e danos - penhora
· OBSERVAÇÕES:
O prazo para cumprimento da obrigação é judicial e não legal. 
A multa é cabível no cumprimento de sentença e no processo de execução nas obrigações de fazer ou não fazer. 
A multa é fixada pelo juiz, visando impor ao devedor o cumprimento da obrigação. Está autorizado, no entanto, pode o juiz majorar ou minorar a multa do devedor se verificar a sua excessividade ou a sua inefetividade. 
A multa é sempre fixada diariamente e limitada, para ter um prazo fatal. 
O adimplemento só se dá com a quitação da obrigação e da multa, não pagando a multa haverá a penhora. A multa é revertida para o credor. 
Se a multa não surtir efeito as 3 opções são opções a escolha do credor; cumprimento por terceiro, pelo credor ou ser perda e danos. 
Quando a obrigação for cumprida por terceiro ou pelo credor, o devedor ficará responsável pelo pagamento das despesas. 
Só é possível o cumprimento de obrigação por terceiro ou pelo credor nas obrigações não personalíssimas.
As obrigações personalíssimas resolvem-se em perdas e danos. 
É possível que o credor faça requerimento para cumprimento da obrigação de fazer com situações diversas das previstas em lei. 
· fechamento do estabelecimento; 
· suspensão temporária de funcionamento;
· condições para funcionamento;
· dentre outras opções.a lesão, é o devedor.
· legitimidade passiva: réu, aquele que lesou o direito, é o credor. 
Competência: quem pode processar e julgar; artigo 540.
- Local do pagamento, onde o devedor combinou de entregar o pagamento ao credor. (Geralmente é no judiciário estadual). 
Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente.
Procedimento extrajudicial de consignação em pagamento; art 539, parágrafos 1, 2, 3 e 4 (só é cabível quando a obrigação é de dinheiro) 
Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida.
§ 1º Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser depositado em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa.
§ 2º Decorrido o prazo do § 1º, contado do retorno do aviso de recebimento, sem a manifestação de recusa, considerar-se-á o devedor liberado da obrigação, ficando à disposição do credor a quantia depositada.
obs: o procedimento extrajudicial não é pressuposto para o procedimento judicial: isso significa que o devedor não precisa passar pelo extra pra depois chegar no judicial. O devedor pode escolher qual o melhor procedimento. 
Procedimento judicial da consignação de pagamento: admite tanto o depósito de dinheiro, quanto de coisa. 
- A coisa é obrigatória na coisa judicial. 
A Petição Inicial segue os artigos 319, 320 e 542 do CPC. 
· O art. 542 estabelece o que tem que estar especialmente em petição inicial. 
Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá:
I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3º ;
II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação.
Parágrafo único. Não realizado o depósito no prazo do inciso I, o processo será extinto sem resolução do mérito.
Citação: meio eletrônico; art. 246 a 259 do CPC. Convocação do réu para comparecer ao juízo. A convocação também serve para o réu receber o depósito do dinheiro ou da coisa, no prazo de 15 dias ou apresentar defesa à contestação. 
Defesa (contestação): art 544 do CP (matérias de mérito). É possível alegar matérias de processo ou preliminares (artigo 337 do CPC). 
· não houve recusa ou mora 
· justa a recusa 
· não se efetuou no prazo e nem no lugar 
· não é integral 
O réu junto ou independente da contestação poderá pedir a liberação do valor incontroverso. Artigo 545, parágrafo primeiro do CPC. 
Art. 545. Alegada a insuficiência do depósito, é lícito ao autor completá-lo, em 10 (dez) dias, salvo se corresponder a prestação cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato.
§ 1º No caso do caput , poderá o réu levantar, desde logo, a quantia ou a coisa depositada, com a consequente liberação parcial do autor, prosseguindo o processo quanto à parcela controvertida.
§ 2º A sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe o cumprimento nos mesmos autos, após liquidação, se necessária.
É possível que após a contestação no prazo de 15 dias, que o autor possa complementar o depósito. 
Se não houver a complementação do valor, o autor poderá apresentar réplica (art. 350 e 351) manifestação do autor sobre defesa do réu, depois da réplica vem a fase do saneamento. 
· Réplica = impugnação 
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337 , o juiz determinará a oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova.
Ultrapassado a fase do saneamento, teremos a fase de provas, que passará pelo procedimento comum. Depois da fase de provas, vem a fase decisória. 
Na fase saneadora, provas e decisões - princípio da subsidiariedade (art. 318).
Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei.
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.
Provas: art. 369 a 483 
· testemunhal
· pericial 
· confissão
· prova documental
· inspeção judicial 
Sentença: art 545 parágrafo segundo: tem caráter de duplicidade pode ser favorável ao credor ou ao devedor, sem precisar de reconversão. 
· Quitação (exoneração) 
· O credor terá uma sentença favorável e poderá instaurar cumprimento de sentença. Ou seja, depois da fase decisória, o credor passa a ter direito de instaurar o cumprimento de sentença (545 parágrafo 2). A sentença é um título executivo que me possibilita o cumprimento de sentença.
Art. 545. Alegada a insuficiência do depósito, é lícito ao autor completá-lo, em 10 (dez) dias, salvo se corresponder a prestação cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato.
§ 1º No caso do caput , poderá o réu levantar, desde logo, a quantia ou a coisa depositada, com a consequente liberação parcial do autor, prosseguindo o processo quanto à parcela controvertida.
§ 2º A sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe o cumprimento nos mesmos autos, após liquidação, se necessária.
AULA DO DIA 27/02/24
Normas diretivas recursais / princípio processual recursal.
Dialeticidade; o significado dessa norma é que todo recurso deve dialogar ou criticar a decisão recorrida. É preciso impugnar uma decisão, é isso que se espera quando se faz um recurso. Art. 111, 116 CPC
· O recurso estabelece um diálogo com a decisão. Se não fizermos esse diálogo, o recurso poderá ser ignorado ou até piorar a situação do réu. A falta de dialeticidade recursal impede a reforma ou a modificação ou a anulação da decisão ou até mesmo impede o julgamento do recurso. (Art. 1010 CPC). 
Recurso sem dialogo é como se não houvesse recurso 
Princípio da voluntariedade, art. 998, 999 e 1000 do CPC: diante de uma decisão o recorrente poderá recorrer ou não recorrer, então o recurso é voluntário. 
· O recurso poderá ser renunciado, é uma manifestação de vontade em não interpor recurso, isso durante o prazo para apresentar recurso. Caso eu não manifeste e perder o prazo, ocorre a coisa julgada ou a preclusão. 
· Essa manifestação poderá ser expressa (a parte não irá apresentar recurso…) ou tácita (um ato pode ser considerado uma renúncia). 
Pode acontecer de interpor o recurso e depois apresentar a desistência. A desistência também é uma manifestação de vontade do recorrente em não ter o seu recurso julgado. A desistência é um ato unilateral, praticado pelo recorrente e não precisa da anuência da parte contrária, mas existe uma única exceção; nos casos em que seu recurso for afetado para julgamento e formação de precedente, a desistência não será admitida pelo judiciário (por questão de ordem pública, uma decisão vale para todos). 
· renúncia = antes de apresentar o recurso 
· desistência = depois de apresentar o recurso 
Pode desistir do recurso até o julgamento. 
Irrecorribilidade das decisões interlocutórias; em regra as decisões interlocutórias (art. 203 § 2º do CPC) são irrecorríveis. Excepcionalmente, as decisões interlocutórias podem ser recorridas através de agravo de instrumento, conforme o art. 1015 do CPC.
· Em regra, quando chegar a sentença, eu posso recorrer da sentença e fazer um recurso de apelação recorrendo da sentença e da decisão interlocutória que tem tese que prejudicou a sentença. 
· As decisões interlocutórias em regra são não preclusivas (se eu não interpuser recurso elas não precluem).
art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutóriasque versarem sobre: (algumas decisões cabe o recurso de agravo)
I - tutelas provisórias;
II - mérito do processo;
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem;
IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;
VI - exibição ou posse de documento ou coisa;
VII - exclusão de litisconsorte;
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º ;
XII - (VETADO);
XIII - outros casos expressamente referidos em lei.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário.
Princípio da vedação ao reformatio in pejus; art. 1939 do CPC é proibido reformar a decisão para prejudicar os interesses do recorrente. 
· Se houver um recurso em que o conteúdo prejudica, o tribunal poderá manter a decisão, reformar ou modificar a decisão para majorar, não poderá reformar para prejudicar ou diminuir o valor da decisão.
· Quem recorre só pode melhorar e nunca piorar. 
Exceção da reformatio in pejus; nestes casos que o tribunal reconhecer uma questão de ordem pública não vigora o reformatio in pejus 
· legitimidade
· falta de interesse processual 
· coisa julgada 
· perempção 
· litispendência 
Decisões com sucumbencias recíprocas, nessas decisões (o réu e o autor perdem) é igual a uma decisão que condena ambas as partes, e as partes interpor o recurso não vigora a proibição do reformatio in pejus. 
· Quais são as exceções pro reformatio in pejus? questão de prova 
Irrecorribilidade dos despachos, Art. 1.001. Dos despachos não cabe recurso.
O conteúdo do despacho significa a ausência de decisão, despacho não resolve nada, mas cabe correição parcial. 
Contraditório, o recurso é um prolongamento do exercício do contraditório para as partes, é através do recurso que você dialoga com a sentença.
· Contraditório; quadrinômio do contraditório; informação / publicidade, reação / recurso, diálogo / dialeticidade / críticas, influência / judiciário deve enfrentar os argumentos trazidos pela parte. 
AULA DIA 28/02/24
Procedimento Especial 
Ação de Exigir Contas: Procedimento, Fases e Prazo de Presta (jusdocs.com)
Ação de exigir contas; art. 550 a 553 do CPC. É um procedimento especial típico, aplica-se o princípio da subsidiariedade (previsto no art. 318). 
· Conceito: É um conjunto de atos encadeados com a observância do contraditório, que tem o objetivo de discutir/apreciar as contas. (Contas = receita, despesa e saldo + os comprovantes). 
Legitimidade; Pode ser autor de uma ação de exigir contas quem tem dinheiro administrado por outrem. Pode ser réu em uma ação de exigir contas quem administra o dinheiro de outrem.
· condômico x condomínio (o condomínio poderá exigir as contas do condomínio)
· cliente x advogado (a)
· familiar x curador//tutor 
Não é objetivo da ação de exigir contas discutir superfaturamento de produtos ou serviços. 
Competência;
1. Competência em razão da matéria (competência constitucional) de natureza absoluta (não pode ser modificada) pode ser do judiciário federal (art. 109 CF) ou judiciário estadual (art. 125 CF).
2. Competência em razão do local, CPC - regra do art. 46 do CPC (foro do domicílio do réu) / exceção; se houver eleição do foro (art. 66 do CPC). 
Procedimento judiciário; O procedimento judicial de exigir contas é um procedimento bifásico - possui duas fases:
1. Discutir a legitimidade e a obrigatoriedade de apresentar as contas. 
2. Discutir e julgar das contas (saber se as contas estão corretas ou não). 
Petição inicial: O procedimento começa com a petição inicial (art. 319 e 320), além desses requisitos, devemos observar os requisitos especiais (art. 559 § 1º). 
· Na petição inicial o autor tem que afirmar e demonstrar que é o sujeito que pode exigir contas e afirmar e demonstrar que o réu deve prestar contas. 
· Apresentando a petição ao juízo competente e se nada não houver mudanças o juiz irá citar o réu (citação por meio eletrônico).
· Citado, o réu terá 15 dias para prestar contas (receitas, despesas, saldo, comprovantes art. 551) ou apresentar a contestação 
Citação; art. 550 do CPC;
Art. 550. Aquele que afirmar ser titular do direito de exigir contas requererá a citação do réu para que as preste ou ofereça contestação no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 1º Na petição inicial, o autor especificará, detalhadamente, as razões pelas quais exige as contas, instruindo-a com documentos comprobatórios dessa necessidade, se existirem.
§ 2º Prestadas as contas, o autor terá 15 (quinze) dias para se manifestar, prosseguindo-se o processo na forma do Capítulo X do Título I deste Livro.
§ 3º A impugnação das contas apresentadas pelo réu deverá ser fundamentada e específica, com referência expressa ao lançamento questionado.
§ 4º Se o réu não contestar o pedido, observar-se-á o disposto no art. 355 .
§ 5º A decisão que julgar procedente o pedido condenará o réu a prestar as contas no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar.
§ 6º Se o réu apresentar as contas no prazo previsto no § 5º, seguir-se-á o procedimento do § 2º, caso contrário, o autor apresentá-las-á no prazo de 15 (quinze) dias, podendo o juiz determinar a realização de exame pericial, se necessário.
Conta / contestação; 
Prestar contas; prestada as contas pelo réu, o autor será intimado para no prazo de 15 dias se manifestar sobre as contas apresentadas pelo réu, a chamada impugnação das contas. 
Art. 551. As contas do réu serão apresentadas na forma adequada, especificando-se as receitas, a aplicação das despesas e os investimentos, se houver.
§ 1º Havendo impugnação específica e fundamentada pelo autor, o juiz estabelecerá prazo razoável para que o réu apresente os documentos justificativos dos lançamentos individualmente impugnados. (Prazo para o réu juntar alguns documentos para as contas apresentadas)
§ 2º As contas do autor, para os fins do art. 550, § 5º , serão apresentadas na forma adequada, já instruídas com os documentos justificativos, especificando-se as receitas, a aplicação das despesas e os investimentos, se houver, bem como o respectivo saldo.
· Provas; Depois da impugnação, o juiz nomeará uma prova judicial contábil, para analisar as informações dadas pelas partes. As normas do procedimento comum são aplicadas no procedimento especial 
· Sentença: Depois da prova judicial contábil, o juiz proferirá a sentença podendo ser de dois jeitos; Art. 552. A sentença apura o saldo e constituirá título executivo judicial.
1. Contas boas
2. Contas não boas / recomposição do saldo 
Contestação: depois da impugnação das contas (art. 350 e 351), entraremos na fase de provas testemunhal, e depois vem a fase decisória, a fase decisória terá 15 dias para o réu prestar as contas, e com isso, começa a segunda fase do procedimento de exigir contas. 
AULA DIA 05/03
RECURSO CÍVEL
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS RECURSAIS/REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO: requisitos previstos em lei para atendimento do recorrente e para permitir o julgamento no recurso.
Recurso admitido significa dizer que o seu recurso atende todos os pressupostos processuais recursais. 
CABIMENTO; observar / atender ao recurso previsto em lei para uma determinada decisão (art. 994 CPC) + Para cada decisão há uma recurso cabível. 
 Art. 994. São cabíveis os seguintes recursos:
I - apelação;
II - agravo de instrumento;
III - agravo interno;
IV - embargos de declaração;
V - recurso ordinário;
VI - recurso especial;
VII - recurso extraordinário;
VIII - agravo em recurso especial ou extraordinário;
IX - embargos de divergência.
LEGITIMIDADE RECURSAL; quem pode interpor recurso, quem poderá recorrer (art. 996 CPC).Parte sucumbente (vencida) pode haver a sucumbência recíproca ambas as partes podem propor recurso. 
Pelo terceiro prejudicado, o terceiro é um sujeito estranho à relação autor e réu, não participa da lide mas é prejudicado pela sentença. 
Ministério Público, legitimidade extraordinária (no cível, o MP é o titular da ação civil pública e faz papel de fiscal da lei), se o MP exige um papel de autor e perde o seu pleito, ele é parte sucumbente e pode fazer um recurso. Art. 178 CPC custos legis 
Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual.
INTERESSE RECURSAL; é a apresentação de motivos para a reforma da decisão, “por que que você está acionando o recurso?”. Demonstrar os prejuízos (art. 996 CPC). - Não levar em consideração a lei, os fatos. 
Para estar em juízo como autor ou como réu, como recorrente ou recorrido, tem que ter legitimidade e interesse (possibilidade jurídica do recurso tenha força de mudar uma decisão)
Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual.
TEMPESTIVIDADE; a interposição de recurso dentro de determinado prazo. (art. 1003 CPC).
Dies a quo - dia do início; se você pratica o ato antes do prazo, será extemporâneo
Dies ad quem - dia do fim; se você pratica o ato depois do prazo, será intempestivo.
1. O recurso deve ser interposto entre o dies a quo e dies ad quem (esse período entre esse dies se chama tempestivo). 
2. Dies a quo, pelo artigo 1003 conta-se da data da publicação da decisão para as partes. 
3. O recurso extemporâneo (apresentado antes da publicação) poderá ser aproveitado e convalidado, basta que o prazo começa a fluir que será convalidado, não preciso apresentar a petição novamente. Já o recurso intempestivo levará a inadmissão do recurso. 
· Unirrecorribilidade; apenas um recurso sem possibilidade de modificação. No recurso extemporâneo, não preciso de petição de requerimento, e não poderei aditar ou acrescer as razões recursais pela preclusão consumativa e pelo princípio da unirrecorribilidade. 
4. Todos os recursos possuem o prazo de 15 dias para interposição e 15 dias para resposta ao recurso (contrarrazões recursais) exceto os embargos de declaração cujo prazo é de 5 dias. 
· Razões recursais - recurso - recorrente 
· Resposta ao recurso - contrarrazões recursais - recorrido
5. Contagem do prazo para a interposição do recurso; Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento. Sábado e domingo não conta, somente conta em dias úteis. Exclui o dia do início (dies aquo, dia da publicação) e inclui o dia do fim. 
6. A contagem somente acontece em dias úteis (feriados depende de lei); quando se tratar de petição eletrônica poderá ser apresentada no dia último até as 23:59. 
Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão.
§ 1º Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for proferida a decisão.
§ 2º Aplica-se o disposto no art. 231 , incisos I a VI, ao prazo de interposição de recurso pelo réu contra decisão proferida anteriormente à citação.
§ 3º No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada em cartório ou conforme as normas de organização judiciária, ressalvado o disposto em regra especial.
§ 4º Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será considerada como data de interposição a data de postagem.
§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
§ 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso.
PREPARO; realizar o pagamento das custas recursais.
 Art 1007 CPC; No ato da interposição, deve o recorrente juntar o preparo, sob pena de deserção (recursos sem pagamento do preparo pelo recorrente). 
· Isenção do preparo; beneficiário da justiça gratuita (pobre) - art 98 CPC (autodeclaração de pobreza + prova). 
· São isentos por lei; União, Estados, Municípios, Autarquia, Funcionário Público e MP. 
Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
§ 1º São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 3º É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos eletrônicos.
§ 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
§ 5º É vedada a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4º.
§ 6º Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo.
§ 7º O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.
Hipóteses para o preparo; 
1. Recurso - sem pagamento do preparo; o judiciário deverá intimar o recorrente para no prazo de 5 dias o recorrente apresentar o preparo em dobro. Se essa hipótese não for realizada o recurso será inadmitido.
2. Recurso - com o pagamento do preparo mas não houve a juntada nos autos; o judiciário não sabe o que aconteceu, então ele dirá que o recorrente para comprovar o pagamento ou fazer o pagamento em dobro. Para comprovar o pagamento o prazo será o mesmo do recurso. 
3. Recurso - com requerimento para justiça gratuita, o judiciário vai precisar de provas, dando 5 dias para essa comprovação de hipossuficiência. O judiciário poderá pedir uma correção no prazo de 5 dias também. 
AUSÊNCIA DE DESISTÊNCIA / RENÚNCIA; a desistência significa que você interpôs o recurso e manifestou desistência, é ato unilateral do recorrente que deseja o não julgamento do recurso. Renúncia é um ato anterior, unilateral, em que a parte não interpõe recurso. 
· Desistência e renúncia não dependem da anuência da parte contrária, pode ser expressa ou tácita. 
REGULARIDADE FORMAL; é sinônimo de procedimento recursal, cabe ao recorrente adotar o procedimento recursal devido, deverá seguir o que determina a lei. Cada recurso tem o “iter procedimental”. 
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE; análise feita pelo judiciário sobre o atendimento ou não dos PPP (admissibilidade / inadmissibilidade). Somente com a admissibilidade que o mérito será julgado
JUÍZO DE MÉRITO; judiciário decidindo sobre as questões impugnadas (direito processual / direito material) no recurso. Decidirá se houve ou não admissibilidade. Encontraremos o provimentoou negaremos o provimento.
· O judiciário faz dois juízo para apreciação do recurso; sendo o primeiro o da admissibilidade e o segundo o de mérito. 
AUSÊNCIA DE COISA JULGADA; sentença pode ser terminativa (485 CPC) e definitiva (487 CPC). Encaminhamento dos recursos (lei), exaurimento do prazo. 
Coisa julgada - qualidade da sentença imutável, irretratável, irrenunciável. 
· Não cabe recurso sob decisão que está sob o manto da coisa julgada (art. 503/506 CPC).
AULA DIA 06/03
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS; 
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
Procedimento do juizado especial cível (procedimento sumaríssimo) - veio para atender ao acesso à justiça. 
CONCEITO: é o procedimento especial atípico (fora do CPC) Lei nº 9.099/95 - lei extravagante. 
· No procedimento sumaríssimo (não se pode falar em fases) temos uma sobreposição / concentração de fases, as fases se interpenetram e nesse caso não saberemos quais fases estamos começando ou terminando, que difere do procedimento comum, que se caracteriza pelas 4 fases (post, san, prob, dec).
Características do Juizado Especial Cível:
1. Celeridade processual;
2. Permitir a prestação jurisdicional mediante um ”iter procedimental” diferenciado. Esse iter procedimental é uma sobreposição de fases.
PRINCÍPIOS; art 1º / art. 2º; 
· Oralidade significa a prática de atos por lei oral. 
· Simplicidade os atos processuais cabíveis no JE não podem ser complexos (atos complexos; perícia, citação por edital) 
· Informalidade os atos processuais são praticados de forma informal (art. 188 do CPC)
· Economia processual é praticar atos processuais concentrados e com mais eficiência (marcarei um dia pra resolver tudo) 
· Celeridade é a rapidez 
· Conciliação e transação causas que só comportam direitos disponíveis e que cabem conciliação e transação. 
Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.
Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.
CABIMENTO; art. 3º da lei 9.099/95; tem cabimento para as causas de menor complexidade. 
I. 40 salário mínimo; critério sobre o valor da causa
II. matérias previstas no art. 275 do cpc de 1973; critério em razão da matéria (independe do valor da causa) 
obs1) o autor poderá deduzir pretensão acima de 40 salários mínimos, mas terá que renunciar ao valor excedente; art. 3º §3º - § 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação.
obs2) o art. 275 do cpc/73, traz algumas matérias; essas matérias independem do valor da causa 
a. acidente de trânsito
b. para cobrança de taxas condominiais 
c. cobrança de honorários de profissão autônomo
Nessas matérias, o autor não precisa renunciar ao valor excedente a 40 salários mínimos. - interpretação jurisprudencial. 
III. ação de despejo para uso próprio; imóveis até 40 SM
IV. ação possessória até 40 SM
obs3) art 3º § 2º; ficam fora do cabimento no juizado especial;
· alimentos
· falência
· imposto
· estado
· acidente trabalhista 
· resíduos 
· curatela/tutela 
 Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:
I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;
II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;
III - a ação de despejo para uso próprio;
IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.
§ 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:
I - dos seus julgados;
II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei.
§ 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
§ 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação.
CARACTERÍSTICAS DO PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
· O procedimento do juizado especial cível é opcional, a escolha cabe ao autor.
· Até 20 salários mínimos, o advogado pode ser dispensado art. 9º, acima de 20 até 40 salários mínimos a assistência é obrigatória (art. 133, CF/88 - indispensável). 
· As custas iniciais são isentas em primeiro grau. 
· Não existem honorários advocatícios sucumbenciais em primeiro grau (art. 85,§2º, cpc).
· Celeridade.
· Possibilidade de uma simplificação recursal, (sentença - recurso).
COMPETÊNCIA:
Em razão da matéria - Art. 1º; justiça comum estadual 
Em razão ao local - art. 4º
· foro do domicílio do réu (regra)
· local de cumprimento da obrigação (contrato)
· foro do domicílio do autor ou do local do ato / fato para ações de reparação de danos. 
Obs: A competência em razão do local prevista no (art 4º), no juizado especial cível é absoluta. 
Obs: Havendo equívoco na fixação da competência do juizado, haverá a extinção do processo sem a resolução do mérito (art. 51, lei 9.099/95). 
No CPC (procedimento comum) - equívoco na fixação da competência importa no fenômeno da declinação. 
LEGITIMIDADE: art 8º; 
· autor; pessoa natural + maior + capaz; pessoa jurídica (micro/pequena empresa)
· réu; pessoa natural + maior + capaz; pessoa jurídica (micro/pequena/média/grande)
obs; Não pode ser autor o nascituro, menor ou incapaz.
obs; Não pode ser autor empresa de médio / grande porte. 
obs; Condomínios podem ser autores/réus no juizado especial cível. 
PROCEDIMENTO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL; Os requisitos da petição inicial do juizado especial estão previstos no art. 14º. 
· Escrita/oral. 
· Não há custas judiciais. 
· O advogado pode ser dispensado; art 9º. 
Art. 14. O processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido, escrito ou oral, à Secretaria do Juizado.
§ 1º Do pedido constarão, de forma simples e em linguagem acessível:
I - o nome, a qualificação e o endereço das partes;
II - os fatos e os fundamentos, de forma sucinta;
III - o objeto e seu valor.
§ 2º É lícito formular pedido genérico quando não for possível determinar, desde logo, a extensão da obrigação.
§ 3º O pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado, podendo ser utilizado o sistema de fichas ou formulários impressos.
Elaborada a petição inicial ao juizado automaticamente a petição estará definida (a petição estará sempre deferida. 
É possível que, ao deferir a petição inicial, cabe uma tutela provisória (Decisão urgentes art. 300 CPC, fumus + periculum in mora). 
Deferido a petição, haverá a citação do réu e depois será marcada uma audiência de conciliação. 
Não havendo acordo marcar outro dia e outra hora para uma audiência de instrução e julgamento A.I.J.
A.I.J
1. tentativa de nova conciliação (juiz)
2. não tem como fazer a conciliação, haverá apresentação da contestação (réu)
3. impugnação à contestação (réplica) (autor) (20 min)
4. provas (documentos, dep. pessoal, testemunha) (3test) não precisa de rol. 
5. alegações finais orais + sentença (a sentença poderá ser definida em AIJ ou até 30 dias art. 226, CPC)
Contestação; após a tentativa de conciliação e antes do início da instauração. Poderá ser por forma oral ou escrita e a presença do advogado para causas de até 20 salários mínimos é facultativo. 
· Não existe juízo de admissibilidade da petição inicial do Jesp Cível. 
· Cabe tutela provisória no juizado. 
· O autor ao apresentar a P.I já sai intimado do dia/hora da audiência conciliação. 
· O réu será citado para comparecer na audiência de conciliação 
· Cabe todas as modalidades de citação no Jesp, salvoa citação por edital. Havendo necessidade da citação por edital, haverá a extinção do procedimento sem a resolução de mérito (art. 51, lei 9.009/95).
· As partes obrigatoriamente devem comparecer na audiência de conciliação ou enviar representante (preposto). 
· A ausência do autor na audiência de conciliação leva à extinção do processo sem a resolução do mérito (art. 51, Lei 9.099/95), e ele deverá pagar as custas. 
· A ausência do réu na audiência leva a revelia (art. 20 da lei), revel é o réu que não comparece na audiência de conciliação, a consequência é a presunção de verdade. 
· Audiência de conciliação; pode ser virtual ou telepresencial ou videoconferência. 
· Admite-se todos os meios de prova no juizado especial, salvo a prova pericial (prova pericial - extinção do processo, sem resolução de mérito art. 51). 
· Da sentença cabe recurso (sem nome) no prazo de 10 dias. 
· Cabe da sentença omissa, obscura ou contraditória o recurso de embargos de declaração, no prazo de 5 dias. 
· Para recorrer, haverá o pagamento das custas iniciais (1º grau) + as custas recursais (2º grau). Para recorrer, independente do valor é necessário ter adv. 
AULA DIA 19/03
RECURSO
Art. 994; Embargos de declaração (E.D) - art. 1022 - 1026 CPC
CONCEITO: 
a. E.D não é um recurso propriamente dito
b. E.D, em regra, não permite a modificação/alteração da decisão
c. E.D são recebidos e julgados pelo mesmo juízo que proferiu a decisão 
d. E.D possuem a finalidade de resolver obscuridade, sanar omissão, resolver questões contraditórias 
CABIMENTO: art. 1022 CPC (qualquer decisão; sentença ou decisão interlocutória ou acórdão) 
· Obscuridade (ausência de clareza) 
· Omissa (ausente de resolução de questão debatida pelas partes) 
· Contraditória (fundamentos da decisão são opostos ou a conclusão não é possível de inferir dos fundamentos das decisões) 
TEMPESTIVIDADE: prazo de 5 dias; arts 1003 e 1023 do CPC;
· 5 dias para razões recursais/embargante 
· 5 dias para a resposta ao recurso de E.D (embargado) 
PREPARO: isento - art. 1023 CPC
EFEITOS DO EMBARGO DE DECLARAÇÃO: 
a. Efeito devolutivo (regra) - a matéria embargada é devolvida para reapreciação do judiciário (art. 1028 CPC).
b. Efeito suspensivo - em regra, a decisão não será suspensa (pode ser exigido o cumprimento da decisão, salvo em razão de perigo na demora ou para evitar dano irreparável, direito reparador) - efeito de exceção.
c. Efeito interruptivo - interrompem a contagem do prazo para interposição do recurso principal. 
d. Efeito infringente (modificação) - excepcionante, o embargos de declaração podem modificar/alterar a decisão. 
obs: os fundamentos não compõe a coisa julgada, que se mostra no dispositivos 
JUÍZO DE INTERPOSIÇÃO: direcionamento do embargo de declaração 
Para quem irei interpor ou direcionar o recurso?
· O juízo será o mesmo que proferiu a decisão. 
JUÍZO DE JULGAMENTO: Quem irá julgar será o juízo de julgamento ou o do mérito recursal; o mesmo juízo que proferiu a decisão. 
PROCEDIMENTOS: embargos de declaração:
· 1º Grau de jurisdição; 
Decisões que são proferidas em 1º grau - sentença e decisão interlocutória. 
· 2º Grau de jurisdição;
Decisões que são proferidas em 2º grau - acórdão (decisão colegiada; 3 ou mais) e decisão monocrática (dada pelo desembargador relator).
OBSERVAÇÕES:
1. A resposta aos embargos de declaração/contra razões recursais: somente é obrigatória se os embargos tiverem potencial para modificar ou alterar a decisão embargada.
2. A utilização indiscriminada dos embargos de declaração com intuito protelatório poderá ensejar multa de 2% sobre o valor da causa (litigância de má-fé - art. 1026 §2º do CPC) e se reiterado, a multa subirá para 10% e o embargante ficará condicionado a pagar a multa para interpor o recurso próprio. 
3. Os embargos de declaração em segundo grau poderão sofrer com a fungibilidade recursal art. 1024 §3º. O relator poderá receber os embargos de declaração como agravo interno (art. 1021 do CPC). 
4. Os embargos de declaração podem ter finalidade de prequestionamento (questões constitucionais ou questões federais). 
AULA DIA 03/04
RECURSO CÍVEL 
APELAÇÃO
RECURSO DE APELAÇÃO: art. 1009/1014 do CPC
CABIMENTO: art. 1009 - Cabe recurso de apelação contra a sentença;
· sentença terminativa (art. 485, cpc/ sem resolução de mérito)
· sentença definitiva (art, 487, cpc/com resolução de mérito) 
· decisões interlocutórias não preclusivas.
O recurso de apelação discute as decisões interlocutórias (preliminarmente) e discute sobre a sentença. 
TEMPESTIVIDADE: art. 1003, §5º do cpc - 15 dias / apelado (resposta) 15 dias. 
PREPARO: art. 1007, cpc - obrigatório, salvo as isenções legais (fazenda pública, MP, pobre) art. 1007 §1º.
EFEITOS DO RECURSO DE APELAÇÃO (consequência): 
1. devolutivo: toda matéria impugnada é devolvida para reapreciação pelo tribunal (art. 1013, cpc)
2. suspensivo: suspende-se a eficácia (cumprimento) da sentença até o julgamento do recurso de apelação (art. 1012, cpc) 
A regra é que todo recurso de apelação tem o efeito devolutivo e suspensivo.
Exceção: em alguns casos o recurso de apelação tem o efeito devolutivo e portanto a sentença poderá ser cumprida imediatamente art. 1012, §1º,cpc.
· ex: a sentença que condena a prestação de alimentos caberá o recurso de apelação e esse recurso será devolutivo. 
Em casos de sentenças com sucumbências recíprocas: 
FORMAS DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO: art. 997
1. cada parte interpôs seu recurso no prazo de 15 dias - Forma de interposição independente ou autônoma.
2. o autor ou o réu esperam o recurso de apelação do autor ou do réu (recurso de apelação principal), e apresentado o recurso a outra parte será intimada para no prazo de 15 dias apresentar as contrarrazões e no mesmo prazo poderá apresentar um recurso de apelação adesiva (recurso de apelação subordinado) art. 997, cpc - Forma de interposição adesiva ou subordinada. 
Características do recurso na modalidade adesiva:
· Sentença: sucumbencia recíproca.
· O recurso de apelação adesiva tem os mesmos requisitos ou pressupostos do recurso de apelação principal.
· O recurso de apelação, recurso especial.
· Se o recurso de apelação principal for inadmitido, o recurso de apelação adesiva também será inadmitido. 
· Se o recurso de apelação principal tiver manifestação de desistência fica prejudicado o julgamento do recurso de apelação adesiva.
REQUISITOS DA PETIÇÃO DE APELAÇÃO: art. 1010, cpc 
1. síntese da decisão
2. fundamentos para reformar, modificar, anulação da decisão 
3. pedido de reforma, modificação e anulação 
PROCEDIMENTO E JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO:
O recurso de apelação será dividido em duas partes, sendo eles: pressupostos processuais recursais (cabimento, legitimidade e interesse, tempestividade e preparo) e mérito recursal (art. 1010, cpc). 
Da sentença eu apresento apelação no prazo de 15 dias. O recurso de apelação tem o juízo de interposição pelo artigo 1010 do CPC, é o mesmo juízo que emitiu a sentença. Apresentado o recurso dentro do prazo legal, o próprio juiz sentenciante vai intimar a parte contrária para no prazo de 15 dias apresentar contrarrazões. Apresentado o juiz sentenciante, sem qualquer manifestação (sem qualquer juízo de admissibilidade), envia o pedido para o tribunal para julgamento. 
Quando o tribunal receber o recurso de apelação, o tribunal fará uma distribuição e nomeará um desembargador relator que é parte de uma turma (a turma recursal possui; relator, 1ª vogal e 2ª vogal). 
· quem julga ou quem faz o juízo de mérito é uma turma recursal 
FUNÇÕES DO RELATOR: art. 932, cpc:
1. Proferir uma decisão monocrática que poderá dar provimento ou negar o recurso de apelação, isso se dá se a questão debatida já estiver pacificada. 
2. O relator pode analisar a situação e atribuir o efeito suspensivo ao recurso. 
3. O relator poderá emitir uma decisão em tutela provisória. 
4. O relator poderá fazer um juízo de admissibilidade (pressupostos recursais), e poderá admitir e inadmitir o recurso. 
Feito isso, o relator vai emitir o relatório (resumo dasquestões e do recurso de apelação e das contrarrazões). E depois da emissão do relatório, ele irá elaborar uma proposta de voto (dar provimento ou negar o provimento). Feito isso, irá pedir ao presidente da câmara para a sessão de julgamento, neste dia reúne-se a turma recursal. 
· Terminado a leitura do relatório, o advogado do apelante terá 15 minutos para a sustentação oral (art. 937 do cpc). 
· Depois da leitura do relatório o relator irá pedir os votos, se o primeiro vocal concordar ele não precisará fundamentar, se ele discordar terá que fundamentar, o segundo vogal irá concordar com o relator ou com o vogal.
RESULTADO DO JULGAMENTO:
Resultados unânimes; 
· 3X0 - deu provimento ao recurso
· 0X3 - negou o provimento 
Resultados não unânimes;
· 2X1 - deu provimento e tem um voto vencido 
· 1x2 - negou provimento e tem um voto vencido
Se acontecer esse resultado, teremos a técnica do julgamento expandido do recurso de apelação - marca-se outro julgamento e convoca-se mais dois julgadores, compondo uma câmara cível (relator, 1º 2º 3º 4º vogal) e dai tudo acontecerá novamente e os resultados poderão ser;
· 5x0 0x5 
· 4x2 2x2
· 3x2 2x3
Depois da sessão de julgamento sairá o acórdão; o acórdão sairá 30 dias depois da sessão de julgamento.
· Acórdão; decisão colegiada de segundo grau. 
AULA DIA 09/04
RECURSO CÍVEL 
AGRAVO DE INSTRUMENTO
AGRAVO DE INSTRUMENTO: meio de impugnação das decisões interlocutórias preclusivas (art. 1015/1020 CPC).
· decisões preclusivas: o termo preclusivo significa dizer que existe um certo momento que eu devo instaurar meu recurso, passado esse tempo, o meu direito de recusar estará precluso. 
CABIMENTO: art. 1015 CPC - rol.
· Tutela provisória (art. 294/311)
· Decisões parciais de mérito (art. 356)
· Rejeição da alegação condutora de arbitragem
· Incidente de despersonalidade da personalidade jurídica (art. 133 CPC)
· Rejeição ou acolhimento da gratuidade de justiça (art. 98 do CPC)
· Exibição de documento ou coisa 
· Exclusão de litisconsórcio (art. 113 CPC)
· Rejeição de limitação do litisconsórcio (art. 113 CPC) 
· Admissão, inadmissão de terceiro (assistente, denunciação da lide, chamamento do processo, interesse de terceiro)
· Efeito suspensivo aos embargos à execução.
· Redistribuição do ônus de prova (art. 373 CPC). O ônus da prova é de ambos.
· PU. Decisão interlocutória (liquidação - apuração de valores / cumprimento / procedimento de execução / inventário). 
TAXATIVIDADE MITIGADA: STJ precedente
Precedente do STJ: criou o rol com taxatividade mitigada - o rol de decisões interlocutórias previstas no artigo 1015 do cpc, é de taxatividade mitigada, ou seja, em alguns casos não previstos em lei poderá o tribunal admitir o agravo de instrumento, desde que fique demonstrado o prejuízo ou o dano irreparável ou de difícil reparação.
· Há hipóteses em que o agravo não tem previsão no artigo 1015 e ainda sim, será cabível, desde que se demonstre os requisitos acima. 
TEMPESTIVIDADE: 15 dias para interpor recurso, mais 15 dias para apresentar resposta ao recurso, previsão no artigo 1003 §5º.
PREPARO: Obrigatório - art. 1007, CPC (Isenção - art. 1007 §1º)
EFEITOS: Regra: efeito devolutivo - devolve ao tribunal a matéria impugnada
· Exceção: efeito suspensivo - suspende a decisão interlocutória impugnada até o julgamento do recurso. Para a obtenção é necessário apresentar o fumus bonis iuris + periculum in mora (possibilidade de extinção do direito alegado + probabilidade de dano).
PROCEDIMENTO DE INTERPOSIÇÃO E JULGAMENTO DO AGRAVO: 
A decisão foi dada no procedimento em 1º grau, proferida por um juiz de direito. O agravo de instrumento apresentado ao juízo de interposição é diretamente ao tribunal art. 1016 - ao egrégio tribunal. Esse recurso deverá conter alguns requisitos: 
· É necessário que você coloque o nome do agravante e o nome do agravado.
· Indicação do advogado das partes. 
· Resumo da decisão.
· Apresentar as razões da reforma da decisão.
· Apresentar um pedido de reforma. 
Junto com o agravo, deverá ser apresentado os documentos necessários (PJe - todos os documentos juntados no 1º grau, serão automaticamente juntados ao recurso). 
O tribunal irá sortear um relator, nomeado o relator automaticamente está nomeado o 1 e o 2 vogal. Daí formará a turma recursal. As funções do relator estão no art. 932 do CPC. 
(Juízo de retratação: art 1018; pode acontecer do juiz retratar e manter a decisão. Se caso o juiz retratar, não precisará de continuar o procedimento recursal, o agravo de instrumento fica prejudicado, se ele não retratar, continuará correndo sem prejuízo)
FUNÇÕES DO RELATOR: 
O relator como primeira função, poderá dar provimento ou negar provimento em decisão monocrática (tem coisa que já está pacificado). O relator poderá conferir tutela provisória, pode ser que tenha um pedido de tutela provisória. Conferir efeito suspensivo ao agravo. Pode o relator, ao realizar o juízo de admissibilidade (análise dos pressupostos recursais), poderá admitir (intima-se a parte contrária para no prazo de 15 dias apresentar razões recursais. Pode o relator, conforme o art. 932 pedir esclarecimento para o juiz que proferiu a decisão, o relator também poderá inadmitir, após isso o relator fará um relatório e fará o voto.
Após o relatório e o voto, o relator pedirá dia e hora para a audiência. Após isso vai ocorrer a sessão de julgamento; 
1. Nesta sessão de julgamento, a sustentação oral só caberá em agravo de instrumento que decidiu sobre tutela provisória, nas demais não cabe (art. 937), porém existe uma lei 14.635/2002 que diz que cabe sustentação oral em todos os recursos. 15 minutos para as partes. 
2. O relator lê o relatório e profere o seu voto, termina de ler o voto, do 1º vogal vai dizer se concorda ou discordo, o 2º profere seu voto (tudo de forma oral, menos o relator). 
Resultados: unânimes; 3x0 - dar provimento; 0x3 - não dar provimento.
Resultados: não unânimes; 2x1 - dar provimento; 1x2 - não dar provimento. 
3. Cabe a técnica de julgamento estendido no agravo de instrumento, conforme o artigo 952 §3° do CPC. Quando houver reforma da decisão parcial do mérito, somente nessa hipótese. 
Feito a sessão de julgamento, em 30 dias será publicado o acórdão. 
AULA DIA 10/04
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
AÇÕES POSSESSÓRIAS
POSSE: exercício de fato sobre um bem (usar, gozar, fruir).
PROPRIETÁRIO: usar, gozar, fruir e dispor. 
PROTEÇÃO POSSESSÓRIA: instrumento para o exercício da posse. Quem tem posse tem proteção possessória
POSSUIDOR (DIRETO/INDIRETO): proteção possessória 
VIOLAÇÃO DA POSSE: 
· Turbação: perda parcial do exercício da posse; limitação de um dos direitos do possuidor 
· Esbulho: perda total do exercício da posse; limitação de todos os direitos do possuidor 
· Ameaça de turbação ou esbulho: atos preparatórios para a realização de turbação ou esbulho. 
PROTEÇÃO POSSESSÓRIA: cpc; ação possessória de força nova.
TURBAÇÃO E O ESBULHO: dentro de 1 ano e 1 dia - ação possessória de força nova. Depois de 1 ano e 1 dia a ação possessória será de força velha, ou seja, usará o procedimento comum (4 fases; post. san. prob. dec). 
PROTEÇÃO POSSESSÓRIA: vai depender do ato praticado
· Turbação: manutenção de posse
· Esbulho: reintegração de posse 
· Ameaça: interdito proibitório (medidas para segurar/proteger/evitar a turbação ou esbulho). 
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE: Para o código de processo civil vigora o princípio da fungibilidade/princípio da informalidade art. 554 do cpc. 
· O Estado dará a proteção possessória independentemente da demonstração da turbação ou do esbulho ou da ameaça, provando que houve a violação da posse, o Estado já dará a proteção possessória. 
PROTEÇÃO POSSESSÓRIA E DA PROPRIEDADE: não depende da existência da propriedade e é vedado nas ações possessórias discutir propriedade (não quero saber quem é proprietário, quero saber quem tem posse) art. 557 do cpc. 
PROCEDIMENTO POSSESSÓRIO: é um procedimento único, nas três hipóteses de violação será um único procedimento, o que vai mudar será o pedido, manutenção, reintegração e interdito proibitório.art. 554 até 568 cpc.
PETIÇÃO INICIAL: requisitos gerais (art. 319 e 320) e requisitos especiais (art. 561); incube ao possuidor autor, na petição, provar quatro coisas:
1. existência da posse.
2. ocorrência da turbação do esbulho ou da ameaça
3. a data da turbação ou do esbulho
4. se a violação ainda continua (se está se perpetuando no tempo)
Artigo 555 do código de processo civil: pode o autor além de fazer o pedido principal (manutenção/reintegração/segurança) cumular o pedido de indenização, multa e condenação a uma obrigação de fazer ou não fazer. 
JUDICIÁRIO: é o judiciário competente; que será o judiciário, art. 47 CPC - o foro competente para questões possessórias é o da situação da coisa/ onde ela se localiza. Competência absoluta! 
· Judiciário estadual, no foro da situação da coisa.
Apresentado no judiciário competente, o juiz poderá deferir a liminar possessória, que é uma decisão interlocutória, é uma tutela provisória proferida sem ouvir o réu - com o atendimento dos requisitos do art. 562 cpc - liminar (manutenção, reintegração, interdito).
Caso os documentos não estejam corretos, o juiz irá designar uma audiência de justificação. Fase probatória. 
Após a audiência, ou o deferimento e for confirmado tudo certo, sairá uma liminar possessória. 
· O indeferimento da liminar possessória caberá agravo de instrumento, nos termos do art. 1015 I do cpc. 
Deferido ou não a liminar, o próximo passo será a citação do réu. Feito a citação o réu terá o prazo de 15 dias para oferecer contestação no art. 564 do cpc. Se não apresentar contestação ele será considerado revel, acontecerá a revelia. 
· Mas é possível que dentro da contestação o réu apresenta reconvenção art. 556 e art. 343; pode o réu na sua defesa dizer que não violou o autor, e poderá dizer que quem violou foi o autor ao réu. E poderá pedir as mesmas coisas que o autor (art. 555). Poderá refutar apresentando fatos impeditivos, modificativos e extintivos (contestação), e poderá deduzir pretensão em desfavor do autor (reconvenção). 
Ultrapassada a fase de defesa, teremos a fase de saneamento (art. 357) aplica-se subsidiariamente o procedimento comum. Nesta fase analisa se se está tudo correto, passado essa fase iremos para a probatória (pode haver julgamento) as provas serão orais + perícia e agora o réu poderá arrolar a testemunha. 
Passada essas fases, chegaremos na fase decisória - combinada com a sentença;
· Sentença definitiva; julga o mérito 
· Sentença terminativa; sem a resolução do mérito 
Emitida a sentença, imediatamente a sentença será cumprida. O cumprimento da sentença é feito atraves de um oficial de justiça que através de um mandado vai até o local e expulsa a pessoa que está violando. 
Na sentença cabe recurso de apelação, art. 1009; porém se houve liminar o efeito é devolutivo art. 1012, V. 
LIMINAR = sem ouvir a parte contrária. 
Observações: Para conflitos ou litígios coletivos da posse art. 565 cpc, nesses conflitos a participação do MP (fiscalizador da ordem jurídica) é obrigatória, poderá haver uma audiência de conciliação das partes, o Estado verificará a oportunidade e o interesse em desapropriar o bem para distribuir ao requerentes. (INCRA). Até o Estado decidir se tem ou não interesse, a causa fica suspensa. 
AULA DIA 16/04
RECURSO CÍVEL
AGRAVO INTERNO (art. 1021 cpc)
DO AGRAVO INTERNO
 Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
§ 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno.
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final.
CONCEITO: meio de impugnação de decisões proferidas pelo relator (monocraticamente) 
CABIMENTO: art. 1021 cpc; caberá agravo interno das decisões proferidas pelo relator. 
DECISÕES PROFERIDAS: art. 932 cpc
· Dar ou negar provimento
· Tutela provisória recusável 
· Inadmitir recurso 
OBJETIVO DO AGRAVO INTERNO: buscar retomar a decisão monocrática proferida pelo relator, com uma decisão colegiada (3).
TEMPESTIVIDADE: prazo 15 dias (a contar da aplicação da decisão) 15 dias para contrarrazões art. 1003, § 5º cpc. 
PREPARO: regimento interno (obrigatório; isento {ex: TJMG} art. 1007 do cpc, §1º. Se for obrigado a fazer o preparo e não o fizer, deverá ser pago em dobro, caso contrário o recurso será deserto (não será conhecido/admitido por falta de preparo). 
PROCEDIMENTO DO AGRAVO INTERNO: art. 1021 § 2º do cpc. 
Diante de uma decisão do relator, apresentará o recurso de agravo interno. O recurso deverá ser apresentado para o mesmo relator que proferiu a decisão (juízo de interposição). 
Essa petição recursal deverá ser escrita e tem que ter determinados requisitos; incube quem apresenta o recurso interno: agravante. 
· comprovar os pressupostos processuais recursais (cabimento, tempestividade, preparo);
· razões para a reforma da decisão;
· pedido para a reforma da decisão. 
O agravo interno será apresentado no prazo de 15 dias. Apresentado o próprio relator verificará e intimará a parte contrária para no prazo de 15 dias apresentar contra razões recursais. Depois disso, voltará para o relator, que poderá fazer duas coisas;
· Realizar um juízo de retratação;havendo juízo de retratação, o agravo interno está prejudicado (não será julgado e nem analisado em razão do pedido de retratação. 
· Se não houver o juízo de retratação, o recurso será encaminhado para um novo relator escolhido mediante sorteio, uma nova turma irá se formar, que tem objetivo de analisar a decisão proferida pelo outro relator. 
O novo relator irá preparar um voto, e logo em seguida irá marcar sessão de julgamento onde os vogais vão concordar ou discordar de seu voto. 
RESULTADOS: {3X0 0X3 / 2X1 1X2}. Cabe ou não cabe sustentação oral? Vai de acordo com o regimento interno, porém no nosso regimento a sustentação oral não tem cabimento. 
Da sessão de julgamento, depois de 30 dias pública-se o acórdão (decisão colegiada). 
Artigo 1021 §3º; a decisão dada no agravo interno não pode se limitar a reproduzir a decisão dada pelo relator; é vedado à turma reproduzir os mesmos fundamentos da decisão agravada. 
· Os acórdão em sede de agravo interno precisam ser fundamentados;
· A fundamentação deve enfrentar os argumentos do agravo interno sob pena de nulidade; 10021§3º c/c 93 IX CF: toda decisão deve ser fundamentada sob pena de nulidade.
Artigo 1021 §4º Inadmissível/Improcedente 3x0 unânime - o agravante será multado sob 1 a 5% do valor da causa. 
O STJ firmou jurisprudência interpretando o artigo da seguinte maneira: não basta para a aplicação da multa que o agravo interno seja inadmitido ou improcedente, é preciso para aplicar a multa demonstrar e provar a má-fé do agravante. 
· Para apenas o litigante de má-fé art. 80 de cpc. 
· A má-fé não se presume, deverá ser mostrada e comprovada. 
Artigo 1021 §5º Se for aplicado a multa é obrigação do recorrente realizar o depósito do valor da multa e caso não o faça o recurso será inadmissível. 
· A Fazenda Pública e o pobre, vão pagar a multa ao final do processo. 
FUNGIBILIDADE RECURSAL DO AGRAVO INTERNO: (fungibilidade = admitir um recurso como se fosse outro). Art. 1024,§3º do cpc. 
Pode o relator determinar a conversão dos embargos de declaração em agravo interno. O relator intimará o agravante, para no prazo de 5 dias, e pedir para ele modificar e fazer a petição com os requisitos do agravo interno. 
· A decisão que converter os embargos de declaração em agravo de interno cabe recurso? Não, caberá recurso, pois não existe um recurso para isso. 
AULA DIA 17/04/24
RECURSO ESPECIAL
AÇÕES DE FAMÍLIA; art. 693/699-A cpc
DAS AÇÕES DE FAMÍLIA
 Art. 693. As normas deste Capítulo aplicam-se aos processos contenciosos de divórcio, separação, reconhecimento e extinção de união estável, guarda, visitação e filiação.
Parágrafo único. A ação de alimentos e a que versar sobre interesse de criança ou de adolescente observarão o procedimento previsto em legislação específica, aplicando-se, no que couber, as disposições deste Capítulo.
 Art. 694. Nas ações de família, todos os esforços serão empreendidos para a solução consensual da controvérsia, devendo o juiz dispor do auxílio de profissionais de outras áreas de conhecimento para a mediação e conciliação.
Parágrafo único. A requerimento das partes, o juiz pode determinar a suspensão do processo enquanto os litigantes se submetem a mediação extrajudicial ou a atendimento multidisciplinar.
 Art. 695. Recebida a petição inicial e, se for o caso, tomadas as providências referentes à tutela provisória, o juiz ordenará a citação do réu para comparecer à audiência de mediação e conciliação, observado o disposto no art. 694.
§ 1º O mandado de citação conterá apenas os dados necessários à audiência e deverá estar desacompanhado de cópia da petição inicial, assegurado ao réu o direito de examinar seu conteúdo a qualquer tempo.
§ 2º A citação ocorrerá com antecedência mínima de 15 (quinze) dias da data designada para a audiência.
§ 3º A citação será feita na pessoa do réu.
§ 4º Na audiência, as partes deverão estar acompanhadas de seus advogados ou de defensores públicos.
 Art. 696. A audiência de mediação e conciliação poderá dividir-se em tantas sessões quantas sejam necessárias para viabilizar a solução consensual, sem prejuízo de providências jurisdicionais para evitar o perecimento do direito.
 Art. 697. Não realizado o acordo, passarão a incidir, a partir de então, as normas do procedimento comum, observado o art. 335 .
 Art. 698. Nas ações de família, o Ministério Público somente intervirá quando houver interesse de incapaz e deverá ser ouvido previamente à homologação de acordo.
Parágrafo único. O Ministério Público intervirá, quando não for parte, nas ações de família em que figure como parte vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha). 	 (Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019)
 Art. 699. Quando o processo envolver discussão sobre fato relacionado a abuso ou a alienação parental, o juiz, ao tomar o depoimento do incapaz, deverá estar acompanhado por especialista.
Art. 699-A. Nas ações de guarda, antes de iniciada a audiência de mediação e conciliação de que trata o art. 695 deste Código, o juiz indagará às partes e ao Ministério Público se há risco de violência doméstica ou familiar, fixando o prazo de 5 (cinco) dias para a apresentação de prova ou de indícios pertinentes. (Incluído pela Lei nº 14.713, de 2023)
Procedimento especial com o objetivo de resolver questões relacionadas às famílias.
Art. 693. As normas deste Capítulo aplicam-se aos processos contenciosos de divórcio, separação, reconhecimento e extinção de união estável, guarda, visitação e filiação.
Parágrafo único. A ação de alimentos e a que versar sobre interesse de criança ou de adolescente observarão o procedimento previsto em legislação específica, aplicando-se, no que couber, as disposições deste Capítulo.
Rol taxativo. Se aplica a todas as formas de família. 
CARACTERÍSTICA: Existência e potencialização da conciliação e da mediação. É possível haver mais de uma sessão de conciliação ou de mediação. - Art. 694; Princípios da conciliação e mediação, art. 166: 
· autonomia da vontade das partes;
· se faz sobre sigilo; o mediador e o conciliador não pode gravar nada;
· deve ser afastada do juiz, para evitar a contaminação das partes para uma futura sentença;
· dever de decidir de forma esclarecida; as partes ao fazer acordo elas devem saber quais são as consequências em caso de descumprimento (decisão informada).
O judiciário poderá fazer jus aos assistentes judiciários (profissionais que trabalham ao lado do judiciário para ajudá-los = profissionais multidisciplinares). 
· psicólogo;
· assistente social;
· conselho tutelar. 
Art. 694. Nas ações de família, todos os esforços serão empreendidos para a solução consensual da controvérsia, devendo o juiz dispor do auxílio de profissionais de outras áreas de conhecimento para a mediação e conciliação.
Parágrafo único. A requerimento das partes, o juiz pode determinar a suspensão do processo enquanto os litigantes se submetem a mediação extrajudicial ou a atendimento multidisciplinar.
LEGITIMIDADE: O titular da família poderá ser réu ou autor. 
COMPETÊNCIA: Art. 53 inciso I;
 Art. 53. É competente o foro:
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável:
a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); SERÁ SEMPRE NO DOMICÍLIO DA VÍTIMA. 
SIGILO NAS AÇÕES: As ações de família sempre correm em sigilo processual/ dados processuais; art. 189 do código de processo civil. 
PROCEDIMENTO; temos um procedimento extrajudicial; artigo 733 do cpc;
É possivel fazer o chamado divórcio cartório ou extrajudicial; esse divórcia vai precisar de alguns requisitos;
1. os cônjuges devem estar em acordo
2. não pode haver menores e nem incapazes 
3. lavratura de uma escritura pública 
Para orientar a escritura, há a necessidade da participação do advogado para redigir o conteúdo que irá para a escritura pública e levar ao cartório. 
PROCEDIMENTO JUDICIAL: a petição inicial terá que ser elaborada e observar os arts. 319 e 320 e o 695. 
· Os temas tratados dentro da petição inicial são; divórcio, dissolução, alimentos, guarda, visita e partilha de bens. CAUSA DE PEDIR 
Apresentada a petição inicial ao judiciário competente (art. 53) e poderá acontecer que é possível que o judiciário possa conferir duas medidas; 
· deferir a tutela provisória (é uma medida emergencial; está prevista nos artigos 294 a 310 do CPC; é possível na petição inicial, alegar urgência e pedir uma separação de posse).
· deferir os alimentos provisórios. 
· guarda provisória. 
SEQUESTRO DE BENS: o pedido de tutela provisória poderá ser feito o bloqueio dos bens (o judiciário determina que 50% de um valor seja reservado por um fundo de partilha). Pode também ter o arrolamento de bens. 
O cumprimento dessas decisões promove a citação do réu, que terá que ser feito nos termos do art, 246 do cpc. Feita a citação o próximo passo é marcar a audiência de conciliação ou mediação (art. 694 e 334). 
· Se houver acordo, ocorre a sentença homologatória do acordo - art. 484, inciso II do CPC. 
· Não havendo acordo, começará a correr o prazo de 15 dias para que o réu ofereça contestação, essa contestação é apresentada observando o art. 335 e o art. 342 do CPC. Apresentada a contestação o procedimento se torna comum (4 fases). 
Em caso que houver menores ou incapazes é obrigatório a participação do MP (art. 178 e 698 do cpc) MP = custos legis = fiscal da ordem jurídica. 
DA TUTELA DA EVIDÊNCIA
 Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;
II - as alegações de fato puderem

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