Prévia do material em texto
TECIDO CONJUNTIVO DE SUPORTE PROFA. DRA FABIANA LUCA ALVES 2023 TECIDO ÓSSEO Tecido ósseo Suporte e proteção. Matriz extracelular bastante rígida. Local de armazenamento de íons de cálcio e fosfato que serão mobilizados para o organismo conforme a necessidade. TIPOS CELULARES ● Osteócitos ● Osteoblastos ● Osteoclastos ● Células osteogênicas - periósteo e endósteo - células mesenquimais indiferenciadas OSTEÓCITOS • Os osteócitos são células achatadas encontradas no interior da matriz óssea e ocupam espaços denominados lacunas. • Das lacunas partem vários canalículos que contém prolongamentos dos osteócitos das quais fazem contato com prolongamentos de osteócitos adjacentes por onde podem passar pequenas moléculas e íons de um osteócito para o outro. • Não existe difusão de substâncias através da matriz calcificada do osso, pois esta é impermeável. Em síntese ESTÁ ENVOLVIDA NA MANUTENÇÃO DO TECIDO ÓSSEO. - OSTEOBLASTOS • Dispõem-se sempre nas superfícies ósseas, lado a lado, em um arranjo que lembra um epitélio simples. • Os osteoblastos são as células que sintetizam a parte orgânica da matriz óssea (colágeno tipo I, proteoglicanos e glicoproteínas) e fatores que influenciam a função de outras células ósseas. • Eles são capazes de concentrar fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz. Em síntese - SÍNTESE DA MATRIZ ORGÂNICA - MATURAÇÃO DA MATRIZ ORGÂNICA - CONTROLE DA MINERALIZAÇÃO - CONTROLE DA AÇÃO DOS OSTEOCLASTOS OSTEOCLASTOS • São derivados de monócitos que, no interior do tecido ósseo, fundem-se para formar os osteoclastos multinucleados. • São células móveis, de tamanho muito grande e multinucleadas, responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo. • Os osteoclastos situam-se na superfície do tecido ósseo ou em túneis no interior das peças ósseas. Em síntese - REABSORÇÃO ÓSSEA - REMODELAÇÃO ÓSSEA Como ocorre a reabsorção óssea? • A superfície ativa dos osteoclastos está voltada para a superfície óssea. • Ela apresenta inúmeros prolongamentos irregulares com formato de folhas ou pregas que se ramificam. • Em torno dessa área com prolongamentos há uma região de citoplasma, a zona clara, que é pobre em organelas. • A zona clara é um local de adesão do osteoclasto à matriz óssea e cria um microambiente fechado entre a superfície ativa da célula e a superfície óssea, no qual ocorre a reabsorção. • Os osteoclastos secretam ácido para o interior desse microambiente sob a forma de íons de hidrogênio (H+), além de colagenase e outras hidrolases que atuam localmente, tanto digerindo a matriz orgânica como dissolvendo os cristais de sais de cálcio. PERIÓSTEO E ENDÓSTEO • A superfície externa e interna dos ossos é recoberta por uma camada composta de tecido conjuntivo e de células osteogênicas, constituindo, respectivamente, o periósteo e o endósteo. • A camada mais externa do periósteo contém principalmente fibras colágenas e fibroblastos. A camada interna do periósteo, justaposta ao tecido ósseo, é mais celularizada e apresenta células osteoprogenitoras, • Essas células se multiplicam por mitose e se diferenciam em osteoblastos, desempenhando papel importante no crescimento dos ossos. • O endósteo reveste as superfícies internas do osso . CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO OSSO COMPACTO E ESPONJOSO • Observando-se macroscopicamente um osso serrado, verifica-se, do ponto anatômico, que sua superfície é formada por tecido ósseo sem cavidades visíveis, o osso compacto, e, interiormente, por uma parte com muitas cavidades intercomunicantes, o osso esponjoso. • Nos ossos longos, as extremidades ou epífises são formadas por osso esponjoso revestido por uma delgada camada superficial de osso compacto A diáfise (parte cilíndrica) é quase totalmente formada por osso compacto, com pequena quantidade de osso esponjoso na sua superfície interna, delimitando o canal medular. Você sabia? As cavidades do osso esponjoso e o canal medular da diáfise dos ossos longos são ocupados pela medula óssea. No recém-nascido, toda a medula óssea tem cor vermelha, devido à sua grande quantidade de sangue, e é ativa na produção de células do sangue (medula óssea hematógena). Pouco a pouco, com a idade, vai sendo infiltrada por tecido adiposo, com diminuição da atividade hematógena, transformando-se na medula óssea amarela. TECIDO ÓSSEO LAMELAR E NÃO LAMELAR • Do ponto de vista histológico, existem dois tipos de tecido ósseo: o imaturo, primário ou não lamelar; e o maduro, secundário ou lamelar. Ambos contêm os mesmos tipos celulares, e os constituintes da matriz são muito semelhantes. Tecido ósseo imaturo, primário ou não lamelar • O tecido primário é sempre o primeiro a ser formado, tanto no desenvolvimento embrionário como na reparação das fraturas. • No tecido ósseo primário, as fibras colágenas se dispõem irregularmente, sem orientação definida. • Em cada osso o primeiro tecido ósseo a ser formado é do tipo primário (não lamelar), sendo substituído gradativamente por tecido ósseo lamelar ou secundário. • No adulto é muito pouco encontrado, persistindo apenas próximo às suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos dentários e em alguns pontos de inserção de tendões Tecido maduro, secundário ou lamelar • O tecido ósseo secundário é a variedade mais encontrada no adulto. • Sua principal característica é ser formado por fibras colágenas organizadas em lamelas, que têm de 3 a 7 μm de espessura, são planas ou têm forma de anéis. • A diáfise dos ossos é quase toda composta de osso lamelar e se constitui em um bom material para analisar a distribuição e a organização das lamelas nesse tipo de osso. Suas lamelas ósseas organizam-se em arranjo bastante característico, formando quatro arranjos principais: os sistemas de Havers, os sistemas circunferenciais interno e externo e os sistemas intermediários HISTOGÊNESE HISTOGÊNESE ● O tecido ósseo é formado por dois processos: ossificação intramembranosa, que ocorre no interior de uma membrana conjuntiva, ou ossificação endocondral, que se inicia sobre um molde de cartilagem hialina que é gradualmente substituído por tecido ósseo Ossificação Intramembranosa • A ossificação intramembranosa ocorre no interior de membranas de tecido mesenquimal durante a vida intrauterina e de membranas de tecido conjuntivo na vida pós-natal • É o processo formador dos ossos frontal e parietal e de partes do occipital, do temporal e dos maxilares superior e inferior. Contribui também para o crescimento dos ossos curtos e para o aumento em espessura dos ossos longos. ETAPAS 1. Células osteogênicas originadas das células do mesênquima formam conjuntos chamados blastemas ósseos. 2. Depois de diferenciadas em osteoblastos, sintetizam matriz orgânica óssea. 3. Esta é, em seguida, mineralizada, aprisionando osteoblastos que se transformam em osteócitos. 4. Simultaneamente novas células osteogênicas são adicionadas à periferia do osso inicial, proporcionando seu crescimento. • A ossificação endocondral tem início sobre uma peça de cartilagem hialina, cujo formato é semelhante ao do osso que se vai formar, porém de tamanho menor. • Esse tipo de ossificação é o principal responsável pela formação dos ossos curtos e longos. Ela consiste essencialmente em dois processos: Ossificação Endocondral • Ela consiste essencialmente em dois processos: - As células da cartilagem hialina sofrem várias modificações, inclusive a hipertrofia dos condrócitos, que aumentam muito de volume. A matriz cartilaginosa situada entre os condrócitos hipertróficos reduz-se a finos tabiques e sofre calcificação. Assim, ocorre a morte dos condrócitos por apoptose. Ossificação Endocondral - As cavidades previamente ocupadas pelos condrócitos são invadidas por capilares sanguíneos e células osteogênicasvindas do tecido conjuntivo adjacente. - Essas células se diferenciam em osteoblastos, que depositarão matriz óssea sobre os tabiques de cartilagem calcificada. - Os osteócitos derivados dos osteoblastos são envolvidos por matriz óssea; dessa maneira, aparece tecido ósseo onde antes havia tecido cartilaginoso, sem que ocorra transformação deste tecido naquele. Crescimento de ossos longos • O disco epifisário é, portanto, um disco de cartilagem hialina situado entre a epífise e a diáfise, que não foi penetrado por tecido ósseo durante a ossificação. • Ele será responsável pelo crescimento longitudinal do osso após sua histogênese inicial. • Seu desaparecimento, por ossificação, aproximadamente aos 18 a 20 anos de idade, determina a parada do crescimento longitudinal dos ossos. CURIOSIDADES OSTEOPOROSE Plasticidade • A posição dos dentes na arcada dentária pode ser modificada por pressões laterais exercidas por aparelhos ortodônticos. • Ocorre reabsorção óssea no lado em que a pressão da raiz do dente atua sobre o osso alveolar e a neoformação óssea no lado oposto, que está sujeito a uma tração por meio do ligamento periodontal. • Desse modo, o dente é deslocado na arcada dentária à medida que o osso alveolar é remodelado. Esse é um exemplo da plasticidade do tecido ósseo, apesar das suas características de rigidez. CONSOLIDAÇÃO DE FRATURAS PAPEL METABÓLICO DO TECIDO ÓSSEO Papel Metabólico do Osso - Controle hormonal • O esqueleto contém 99% do cálcio do organismo e funciona como uma reserva desse íon, cuja concentração no sangue (calcemia) deve ser mantida constante para o funcionamento normal de inúmeros processos no corpo. • Há um intercâmbio contínuo entre o cálcio do plasma sanguíneo e o dos ossos. • O cálcio absorvido da alimentação, e que faria aumentar a concentração sanguínea desse íon, é depositado rapidamente no tecido ósseo; inversamente, o cálcio dos ossos é mobilizado quando sua concentração diminui no sangue. TECIDO CARTILAGINOSO Tecido cartilaginoso CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO CARTILAGINOSO CARTILAGEM HIALINA ● No adulto, a cartilagem hialina é encontrada principalmente na parede das fossas nasais, na traqueia e nos brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos (articulações com grande mobilidade). ● Além disso, esse tipo de cartilagem constitui o primeiro esqueleto do embrião, que posteriormente é substituído por um esqueleto ósseo. ● Entre a diáfise e a epífise dos ossos longos em crescimento, observa-se o disco epifisário, formado por cartilagem hialina, que é responsável pelo crescimento do osso em extensão durante a vida intrauterina e após o nascimento até o fim do crescimento corporal. Matriz Cartilaginosa • A cartilagem hialina é formada, em 40% do seu peso seco, por fibrilas de colágeno tipo II associadas a ácido hialurônico e a outros glicosaminoglicanos, proteoglicanos muito hidratados e glicoproteínas. Pericôndrio • Todas as cartilagens hialinas, exceto as articulares, são envolvidas por uma camada de tecido conjuntivo denso denominado pericôndrio. • Além de ser uma fonte de novos condrócitos para o crescimento, o pericôndrio é responsável por nutrição, oxigenação e eliminação dos refugos metabólicos da cartilagem, porque nele estão localizados vasos sanguíneos e linfáticos, inexistentes no interior do tecido cartilaginoso. Condroblastos e Condrócitos CONDROBLASTOS: são células jovens com alto poder de síntese, apresentam forma alongada e sintetizam os elementos da cartilagem. CONDRÓCITOS: são arredondados e aparecem em grupos de até oito células, chamados grupos isógenos, porque suas células são originadas de um único condrócito. CARTILAGEM FIBROSA ● A cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem é um tecido com características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso modelado e a cartilagem hialina. É encontrada nos discos intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamentos se inserem nos ossos, e na sínfise pubiana. CARTILAGEM ELÁSTICA • É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe. • Basicamente, é semelhante à cartilagem hialina, mas inclui, além das fibrilas de colágeno (principalmente do tipo II), uma abundante rede de fibras elásticas, como a elastina.