Prévia do material em texto
O sistema de punição medieval guardava grande influência do poder da Igreja Católica, cujo modelo de punição continha aspectos que serviam de base para justificar e inspirar o que conhecemos como prisão nos dias de hoje. Acerca dessa afirmação, julgue cada item como verdadeiro (V) ou falso (F). Resposta F São espécies de prisão na Idade Média: Suplício/ Perpétua/ Eclesiástica. Resposta F São espécies de prisão na Idade Média: Suplício/ Perpétua/ Detenção temporal. Resposta F São espécies de prisão na Idade Média: Prisão-custodia/ Suplício/ Eclesiástica. Resposta F São espécies de prisão na Idade Média: Prisão-custodia/ Suplício/ Detenção temporal. Resposta V São espécies de prisão na Idade Média: Prisão-custodia/ Detenção temporal/ Eclesiástica. Feedback Feedback: a prisão na Idade Média apresentava duas modalidades: a prisão-custodia, onde o réu aguardava pela pena a ser aplicada; ou a detenção temporal até segunda ordem, podendo ser perpétua. No entanto, no período também havia uma espécie de prisão denominada Eclesiástica, destinada aos clérigos. Questão 2 Correto Atingiu 2,00 de 2,00 Marcar questão Texto da questão A miséria predominava e culminava no aumento significativo da pobreza, o que gerava o cometimento de delitos cada vez mais acentuados, principalmente os patrimoniais. Esse cenário evidenciou a posição da idade moderna quanto à evolução da pena privativa de liberdade. Nesse sentido, indique se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). Resposta F O surgimento da pena de privação de liberdade não se vincula ao surgimento do capitalismo. Resposta F A prisão na Idade Moderna tem como finalidade única o isolamento do criminoso para que não volte a cometer crimes, não levando em consideração a busca da readaptação. Resposta F A pena privativa de liberdade surgia como meio mais eficaz de controle social, mas não substituiu a pena de morte e suplício. Resposta V A pena privativa de liberdade surgia como meio mais eficaz de controle social, em substituição à pena de morte e ao suplício, que já não respondiam aos anseios de visão de justiça. Resposta F A concepção de prisão na Idade Moderna, assim como no suplício, é a de humilhação moral e física, mas por privação da liberdade. Feedback Feedback: a pena privativa de liberdade surgia como meio mais eficaz de controle social, em substituição à pena de morte e ao suplício, que já não respondiam aos anseios de visão de justiça. Na Idade Moderna, em resposta ao aumento da pobreza associada ao capitalismo e, portanto, ao aumento do cometimento de crimes, a privação da liberdade nascia com o caráter de repressão do delito e na reforma dos delinquentes por meio do trabalho e disciplina. Questão 3 Parcialmente correto Atingiu 0,67 de 2,00 Marcar questão Texto da questão Nos dias atuais, o modelo de privação da liberdade como método de reparação do mal causado ao bem jurídico protegido prevê também a necessidade de ressocialização do preso para seu retorno à sociedade. Tal debate é encontrado nos estudos de August Thompson e José Ricardo Ramalho. Associe os pontos importantes e defendidos por cada um dos autores. Propõe identificar na própria instituição, na cultura prisional e no seu sistema de ação, as causas para explicar o seu fracasso. Resposta 1 August Thompson Prisionização é, para ele, a condição essencial de possibilidade para que o indivíduo preso cumpra sua pena e, ao mesmo tempo, o principal obstáculo para que ele possa voltar a viver na sociedade livre. Resposta 2 José Ricardo Ramalho Na obra “Mundo do Crime: a ordem pelo avesso”, apresenta a descrição das relações sociais estabelecidas na prisão, bem como acerca de críticas desenvolvidas em sua pesquisa empírica, cujo cenário foi a Casa de Detenção de São Paulo. Resposta 3 August Thompson A análise do autor tem como referência a dicotomia mundo do crime e trabalho, refletida não apenas nos valores e comportamento dos presos e servidores da unidade prisional, mas na divisão do próprio presídio. Resposta 4 José Ricardo Ramalho Enfatiza duas importantes vertentes para uma necessária reforma penitenciária: 1) propiciar à penitenciária condições de realizar a regeneração dos presos; 2) Dotar o conjunto prisional de suficiente número de vagas, de sorte a habilitá-lo a Resposta 5 José Ricardo Ramalho recolher toda clientela que, oficialmente, lhe é destinada. Por mais graves que sejam as críticas à cadeia, por mais que se chegue à constatação de que ela não cumpre as finalidades básicas pela qual se justifica que ela exista – punição do infrator e sua “recuperação” para a sociedade – por mais que se conclua que ela pune em excesso e devolve à sociedade um homem marcado para sempre, exatamente por ter passado pela cadeia, ainda assim os autores das críticas, eles mesmos, permanecem irremediavelmente presos à ideia de que a cadeia é vital para a existência da sociedade”. Resposta 6 August Thompson Feedback Sua resposta está parcialmente correta. Você selecionou corretamente 2. Feedback: o texto de August Thompson, no livro “A questão penitenciária” (2002), é um importante marco para a “sociologia criminal”. Tanto o é que, ainda na parte introdutória, enfatiza duas importantes vertentes para uma necessária reforma penitenciária: 1) propiciar à penitenciária condições de realizar a regeneração dos presos; 2) dotar o conjunto prisional de suficiente número de vagas, de sorte a habilitá-lo a recolher toda clientela que, oficialmente, lhe é destinada. A ideia de Thompson, rompendo com tradição existente, cuja análise baseava-se em estudos dos elementos biológicos, raciais ou sociais para a prática do crime, propõe identificar na própria instituição, na cultura prisional e no seu sistema de ação, as causas para explicar o seu fracasso. Prisionização é, para Thompson, a condição essencial de possibilidade para que o indivíduo preso cumpra sua pena e, ao mesmo tempo, o principal obstáculo para que ele possa voltar a viver na sociedade livre. A análise de José Ricardo Ramalho tem como referência a dicotomia mundo do crime e trabalho, refletida não apenas nos valores e comportamento dos presos e servidores da unidade prisional, mas na divisão do próprio presídio. Para José Ricardo Ramalho, “por mais graves que sejam as críticas à cadeia, por mais que se chegue à constatação de que ela não cumpre as finalidades básicas pela qual se justifica que ela exista – punição do infrator e sua “recuperação” para a sociedade – por mais que se conclua que ela pune em excesso e devolve à sociedade um homem marcado para sempre, exatamente por ter passado pela cadeia, ainda assim os autores das críticas, eles mesmos, permanecem irremediavelmente presos à ideia de que cadeia é vital para a existência da sociedade”. A resposta correta é: Propõe identificar na própria instituição, na cultura prisional e no seu sistema de ação, as causas para explicar o seu fracasso. → August Thompson, Prisionização é, para ele, a condição essencial de possibilidade para que o indivíduo preso cumpra sua pena e, ao mesmo tempo, o principal obstáculo para que ele possa voltar a viver na sociedade livre. → August Thompson, Na obra “Mundo do Crime: a ordem pelo avesso”, apresenta a descrição das relações sociais estabelecidas na prisão, bem como acerca de críticas desenvolvidas em sua pesquisa empírica, cujo cenário foi a Casa de Detenção de São Paulo. → José Ricardo Ramalho, A análise do autor tem como referência a dicotomia mundo do crime e trabalho, refletida não apenas nos valores e comportamento dos presos e servidores da unidadeprisional, mas na divisão do próprio presídio. → José Ricardo Ramalho, Enfatiza duas importantes vertentes para uma necessária reforma penitenciária: 1) propiciar à penitenciária condições de realizar a regeneração dos presos; 2) Dotar o conjunto prisional de suficiente número de vagas, de sorte a habilitá-lo a recolher toda clientela que, oficialmente, lhe é destinada. → August Thompson, Por mais graves que sejam as críticas à cadeia, por mais que se chegue à constatação de que ela não cumpre as finalidades básicas pela qual se justifica que ela exista – punição do infrator e sua “recuperação” para a sociedade – por mais que se conclua que ela pune em excesso e devolve à sociedade um homem marcado para sempre, exatamente por ter passado pela cadeia, ainda assim os autores das críticas, eles mesmos, permanecem irremediavelmente presos à ideia de que a cadeia é vital para a existência da sociedade”. → José Ricardo Ramalho. Questão 4 Correto Atingiu 2,00 de 2,00 Marcar questão Texto da questão Diferentemente do momento da sua gênese, a prisão vai lentamente ganhando relevância e protagonismo no decorrer dos períodos históricos. Sobre a sua utilização, indique se as afirmações abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). Resposta V Até fins do século XVIII, a prisão serviu somente à contenção e guarda de réus para preservá-los fisicamente até o momento de serem julgados. Resposta V A prisão era uma espécie de “antessala” de suplícios, pois se usava a tortura, frequentemente, para descobrir a verdade. Resposta F A prisão, desde sua origem, era utilizada como meio principal de punição. Resposta V A prisão foi sempre uma situação de grande perigo, um incremento ao desamparo e, na verdade, uma antecipação da extinção física do indivíduo. Resposta F Ir para a prisão nem sempre era sinônimo de perigo, pois muitas pessoas voltavam dela, com sua inocência comprovada. Feedback Feedback: segundo Bitencourt (2020), até fins do século XVIII, a prisão serviu somente à contenção e guarda de réus para preservá-los fisicamente até o momento de serem julgados. Recorria-se, durante esse longo período histórico, fundamentalmente, à pena de morte, às penas corporais (mutilações e açoites) e às infamantes. Por isso, a prisão era uma espécie de “antessala” de suplícios, pois se usava a tortura, frequentemente, para descobrir a verdade. A prisão foi sempre uma situação de grande perigo, um incremento ao desamparo e, na verdade, uma antecipação da extinção física do indivíduo. Questão 5 Correto Atingiu 2,00 de 2,00 Marcar questão Texto da questão Considerando o uso histórico da prisão e a observação de Foucault sobre a virada crucial na forma como era executada a penalização das pessoas que não cumprissem com as normas sociais estabelecidas e viessem, então, a cometer um crime, marque verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas a seguir: Resposta F Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos não houve mudanças no estilo de pena, mesmo após o desaparecimento dos suplícios. Resposta F Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos houve mudanças no estilo de pena, mas ainda existem os suplícios. Resposta V Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos houve mudanças no estilo de pena como resposta social. Resposta V Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos houve mudanças no estilo de pena, com o desaparecimento dos suplícios e aplicação da prisão como resposta social. Resposta F Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos não houve mudanças no estilo de pena, e o suplício é a resposta social. Feedback Feedback: o surgimento da prisão é anterior ao momento histórico onde os meios punitivos e coercitivos existentes desde a Idade Antiga, eram realizados a partir da lesão do corpo e enquanto forma de demonstração do poder do soberano. Este via o crime enquanto uma ofensa à sociedade e à sua figura de poder. Relatos de Foucault apontam que depois de mais de dois séculos da origem da prisão houve mudanças no estilo das penalizações, com o desaparecimento dos suplícios e aplicação da