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COMPETITIVIDADE E ESTRATEGIA EMPRESARIAL: UM ESTUDO DE CASO DA INDUSTRIA AUTOMOBILISTICA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 1990
 	A competitividade das empresas brasileiras ganhou relevância diante das transformações econômicas, como a abertura de mercado e a estabilidade monetária, que obrigaram as organizações a focarem em estratégias de longo prazo. Até os anos 1990, muitas indústrias, incluindo a automobilística, priorizavam ganhos financeiros em tempos de alta inflação e a proteção do mercado. Com a globalização e novas exigências de qualidade, a indústria automobilística teve que se adaptar por meio de investimentos em modernização e alinhamento com estratégias globais. O estudo aborda as estratégias da indústria automotiva a partir de 1994, explorando conceitos de concorrência e competitividade e mostrando como a dinâmica do mercado capitalista e o ambiente concorrencial influenciam as empresas a buscar inovação e sobrevivência no sistema econômico.
 	A capacidade de uma empresa se destacar no mercado depende de fatores sistêmicos, estruturais e internos. Fatores sistêmicos incluem forças externas que impactam o ambiente econômico, como políticas monetárias, infraestrutura e educação, além de regulamentações governamentais e fluxos internacionais que influenciam o mercado. Já os fatores estruturais referem-se ao ambiente específico de mercado da firma, envolvendo a relação oferta-demanda, configuração industrial e regras de concorrência, que podem ser parcialmente influenciados pela empresa. Por fim, os fatores internos abrangem a capacidade empresarial, gestão estratégica, inovação e adaptação ao mercado, que dependem das características e visão de cada firma. Esses três níveis de fatores combinam-se para definir a competitividade, exigindo das empresas uma gestão dinâmica e adaptativa para se manterem ou expandirem no mercado.
 	Ao longo das décadas a estratégia empresarial tem evoluído para responder ao aumento da competitividade global e às mudanças econômicas trazidas pela Terceira Revolução Industrial. Segundo Mintzberg e outros autores, estratégia envolve um plano, um padrão, uma posição no mercado, uma perspectiva de atuação e, às vezes, uma manobra para superar concorrentes. A elaboração estratégica pode adotar uma abordagem mais mecânica, estruturada por especialistas, ou artesanal, baseada na experiência e sensibilidade do empreendedor. A competitividade exige uma estratégia adaptável, que conjugue uma direção planejada e deliberada com a flexibilidade para aproveitar oportunidades emergentes. Nesse contexto, o sucesso estratégico depende da capacidade da empresa de entender e se posicionar no mercado, renovando suas competências para alcançar lucro e sustentabilidade.
 	Desse modo, a indústria automobilística brasileira, nas últimas décadas, passou por uma transformação significativa devido à abertura de mercado e à reestruturação tecnológica. As montadoras locais adotaram estratégias que priorizam a integração com fornecedores, o que inclui o uso de práticas como just-in-time e follow sourcing, visando reduzir custos e aumentar a eficiência. A relação cliente-fornecedor tornou-se uma co-participação estratégica, com as montadoras contando cada vez mais com fornecedores especializados que participam desde o desenvolvimento até a entrega sincronizada dos componentes. Essas estratégias fortaleceram a competitividade, especialmente no segmento de carros populares, onde empresas como Fiat e Volkswagen buscavam liderar. A desvalorização do real também incentivou a transferência de operações para o Brasil, consolidando o país como um centro de inovação e produção para mercados emergentes.

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