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TÓPICOS INTEGRADORES III
Márcia Cristina Ribeiro Sobrinho Gomes
Matrícula: 01418138
Curso: Fisioterapia
O ciclo cardíaco consiste em duas etapas principais: a sístole e a diástole, que se alternam para assegurar uma circulação sanguínea eficaz no organismo.
A fase de contração do coração é conhecida como "Sístole". Na sístole, os ventrículos contraem-se, elevando a pressão interna e impulsionando o sangue para as artérias: a aorta e a artéria pulmonar. A sístole pode ser segmentada em três fases distintas:
· Contração isovolumétrica: quando os ventrículos iniciam a contração, as válvulas semilunares permanecem fechadas, elevando a pressão sem alterar o volume;
· Ejeção ventricular rápida: as válvulas semilunares se abrem, possibilitando a rápida liberação do sangue dos átrios;
· A ejeção ventricular lenta: ocorre quando o volume de sangue nos ventrículos diminui.
A fase de relaxamento do coração é conhecida como diástole. Na diástole, os ventrículos se contraem e se enchem de sangue proveniente dos átrios, e pode ser segmentada em três fases:
· Relaxamento isovolumétrico: embora os ventrículos estejam relaxados, as válvulas atrioventriculares continuam fechadas;
· Enchimento ventricular rápido: as válvulas atrioventriculares se abrem, possibilitando a rápida passagem do sangue dos átrios para os ventrículos;
· Enchimento ventricular lento: a circulação sanguínea reduz-se e a pressão nos ventrículos cresce de forma gradual.
Levando em conta os sintomas apresentados pelo paciente, como episódios de tontura e cansaço excessivo durante exercícios físicos leves, juntamente com uma frequência cardíaca irregular e um sopro cardíaco leve, pode ser que exista uma mudança na fase de sístole. Uma contração ventricular inadequada pode levar a um suprimento de sangue inadequado para o corpo, particularmente durante exercícios físicos, provocando sintomas como vertigem devido à diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e adormecimento nas extremidades devido à má perfusão.
Ademais, a existência de um sopro cardíaco indica a possibilidade de uma disfunção valvular, como estenose ou insuficiência das válvulas, prejudicando a eficácia do ciclo cardíaco. Por exemplo, uma estenose aórtica pode complicar a saída do sangue durante a sístole, ao passo que uma insuficiência mitral pode permitir o retorno do sangue para o átrio esquerdo durante a sístole, ambos levando a sintomas de má circulação sanguínea.
Logo, parece haver uma alteração na fase de sístole, particularmente na ejeção ventricular, o que explica os sintomas descritos pelo paciente.
REFERÊNCIAS
REBOLLO, R. A.: �A difusão da doutrina da circulação do sangue: a correspondência entre William Harvey e Caspar Hofmann em maio de 1636�. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. 9(3): 479-513, set.-dez. 2002.
DIANA, Juliana. Sístole e diástole. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/sistole-e-diastole/. Acesso em: 1 dez. 2024.
VIEIRA, R. Ciclo Cardíaco. KENHUB. Disponível em: https://www.kenhub.com/pt/library/fisiologia-pt/ciclo-cardiaco. Acesso em: 1 dez. 2024.
MORSCH, J. Ciclo cardíaco: entenda as suas fases e o funcionamento delas. MORSCH TELEMEDICINA. Julho, 2022. Disponível em: https://telemedicinamorsch.com.br/blog/ciclo-cardiaco. Acesso em: 1 dez. 2024.

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