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UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA CAMPUS DE JOAÇABA ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIAS CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA PROJETO DE UM EQUIPAMENTO HIDRÁULICO DO REGULADOR DE VELOCIDADE PARA ACIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS HIDRELÉTRICAS GILBERTO BARETTA JOAÇABA 2017 GILBERTO BARETTA PROJETO DE UM EQUIPAMENTO HIDRÁULICO DO REGULADOR DE VELOCIDADE PARA ACIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS HIDRELÉTRICAS Monografia apresentada ao colegiado do curso de Engenharia Mecânica da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Área das Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade do Oeste de Santa Catarina, como requisito parcial à obtenção do grau de Engenheiro Mecânico. Orientador: Prof. Douglas Roberto Zaions, M. Eng. JOAÇABA 2017 GILBERTO BARETTA PROJETO DE UM EQUIPAMENTO HIDRÁULICO DO REGULADOR DE VELOCIDADE PARA ACIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS HIDROELÉTRICAS Monografia apresentada ao colegiado do curso de Engenharia Mecânica da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Área das Ciências Exatas e Teológicas da Universidade do Oeste de Santa Catarina, como requisito parcial à obtenção do grau de Engenheiro Mecânico. Aprovado em 06/12/2017 BANCA EXAMINADORA Prof. Douglas Roberto Zaions, M. Eng. Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC Prof. Sérgio Luis Marquezi, M. Eng. Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC Prof. Cristiano Meneghini, M. Eng. Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC Dedico este trabalho a meus pais, Ilce e Gilmar, fonte de conhecimento e saber. Graças a eles, tornei-me uma pessoa capaz de lutar para que meus sonhos e objetivos fossem sempre alcançados, sem jamais desanimar. Tendo a Sabedoria como companhia. AGRADECIMENTOS A Deus, por estar sempre presente e permitir que pela fé concretizasse mais essa realização. Ao Professor Douglas Roberto Zaions, orientador e amigo que, com boa vontade, compartilhou seus conhecimentos e suas experiências, possibilitando chegar ao final de cada etapa deste estudo. À minha família, fonte de minha força. Aos professores, pela dedicação. Aos meus amigos e colegas pelo incentivo, amizade e companhia nos momentos de estudo. A todos que, de uma forma ou outra, colaboraram para que este trabalho fosse realizado com êxito. “O coração humano projeta o caminho, mas é o Senhor quem dirige os passos”. (Provérbios, 16:9) “Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência”. (Henry Ford) “A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê”. (Arthur Schopenhauer) RESUMO Este trabalho visa estudar e projetar uma Unidade Hidráulica do Regulador de Velocidade, equipamento de suma importância para a regulagem do distribuidor de Turbinas Hidráulicas com alto rendimento. Através desta necessidade interna da empresa em deter o conhecimento sobre equipamentos óleo-hidráulicos, utilizou-se a metodologia de Pahl & Beitz, compreendendo as etapas de planejamento de produto e de projeto, projeto informacional, conceitual, preliminar e detalhado. Com as informações levantadas nas primeiras fases constatou-se que a grande dificuldade encontrada estava no ciclo de especificação técnica da unidade hidráulica realizada atualmente, em relação ao tempo em que se demorava em receber o produto final para comissionamento em campo. Para suprir esta necessidade, foi padronizada uma unidade hidráulica de 100 litros como projeto piloto, podendo-se ser aplicado este processo de padronização para os demais tamanhos de equipamentos utilizados para movimentação do distribuidor de Turbinas Hidráulicas. Os demais requisitos dos clientes e projeto levantados durante o estudo foram possíveis de serem mensurados, sendo que em análise financeira do custo total observou-se a necessidade de otimização do projeto piloto, para viabilizar a inserção do produto no portfólio com conhecimento agregado em projeto de equipamentos hidráulicos como fonte de força para regulagem em turbinas Francis até 3MW. E pela padronização foi possível reduzir o tempo de emissão dos documentos necessários pela Engenharia do Produto, bem como o tempo de entrega do equipamento comercial, alcançando-se as metas e prazos de contrato pré-estabelecido. Palavras-chave: Projeto hidráulico. Unidade hidráulica. Padronização. ABSTRACT This work aims to study and design a Hydraulic Speed Regulator, an equipment of great importance for the regulation of the Hydraulic Turbine distributor with high efficiency. Through this internal need of the company to hold the knowledge about oil-hydraulic equipment, the Pahl & Beitz methodology was used, comprising the steps of product and project planning, informational, conceptual, preliminary and detailed design. With the information collected in the first phases it was found that the great difficulty found was in the technical specification cycle of the hydraulic unit currently performed, in relation to the time in which it was delayed in receiving the final product for commissioning in the field. To meet this need, a hydraulic unit of 100 liters was standardized as a pilot project, and this standardization process can be applied to the other sizes of equipment used to drive the Hydraulic Turbine distributor. The other requirements of the clients and project raised during the study were possible to be measured, and in the financial analysis of the total cost, the need for optimization of the pilot project was made, in order to enable the product insertion in the portfolio with aggregated knowledge in the project. hydraulic equipment as power source for setting up Francis turbines up to 3MW. And by standardization, it was possible to reduce the time required to issue the documents required by the Product Engineering, as well as the delivery time of the commercial equipment, reaching the goals and deadlines of the pre-established contract. Keywords: hydraulic design. Hydraulic unit. Standardization. LISTA DE DESENHOS Desenho 1 - Disposição da regulagem da turbina Kaplan Vertical .......................................... 35 Desenho 2 - Disposição da regulagem da turbina Francis Vertical .......................................... 36 Desenho 3 - Disposição da regulagem da turbina Pelton ......................................................... 37 Desenho 4 - Disposição dos componentes da turbina Kaplan Bulbo ....................................... 38 Desenho 5 - Elucidação da Lei de Pascal ................................................................................. 40 Desenho 6 - Princípio da conservação da energia .................................................................... 40 Desenho 7 - Regra de dobramento de dutos ............................................................................. 42 Desenho 8 - Tipos de bocais de enchimento ............................................................................ 49 Desenho 9 - Cilindro hidráulico linear ..................................................................................... 52 Desenho 10 - Vista isométrica da bomba de engrenagens ....................................................... 54 Desenho 11 - Válvula tipo 4WRA 6 ......................................................................................... 58 Desenho 12 - Acumulador de bexiga .......................................................................................15. 𝐶𝑅 = 𝑉𝑎𝑐𝑢𝑚 + ∆𝑄 + 𝑉𝑚 + 𝐷𝑠 + 𝑉𝑎𝑟 + 𝑉𝑠 (15) Onde: 𝑉𝑎𝑐𝑢𝑚 = Volume acumulador em litros (L); ΔQ = Variação de vazão nos servos motores em litros (L); 𝑉𝑚 = Volume morto do reservatório em litros (L); 𝐷𝑠 = Fator do diâmetro da sucção em litros (L); 𝑉𝑎𝑟 = Volume de ar do reservatório em litros (L); e 𝑉𝑠 = Volume de segurança em litros (L). Para o cálculo do fator do diâmetro da sucção (Øi) utiliza-se a Equação 16. 𝐷𝑠 = 2 ∙ Ø𝑖 (16) Desta maneira, para o cálculo do volume de ar do reservatório teremos a utilização da Equação 17. 𝑉𝑡 = 𝐶 ∙ 𝐿 ∙ 𝐻 (17) Onde: 𝑉𝑡 = Volume total; 51 C = Comprimento do reservatório (cm); L = Largura do reservatório (cm); e H = Altura do reservatório (cm). É necessário calcularmos o volume do tanque para podermos determinar o volume de ar no interior do reservatório pela Equação 18. 𝑉𝑎𝑟 = 0,15 ∙ 𝑉𝑡 (18) Ainda teremos que determinar o volume de segurança do reservatório pela Equação 19 e utilizando o Coeficiente de segurança de 1,25. 𝑉𝑠 =∙ 𝐶𝑠𝑓 ∙ 𝑄𝐵 (19) Contudo, podemos comparar os resultados entre os dois métodos de cálculo e aderir ao que apresente maior volume, pois assim, o sistema estaria dimensionado com segurança. 2.5.4 Filtros O fluido hidráulico deve estar livre de impurezas, pois pelo contrário encurtaremos a vida útil do sistema hidráulico. a. Filtros de linha de pressão O filtro de linha de pressão é utilizado quando se necessita uma perfeita limpeza do fluido a ser introduzido em determinado componente do sistema (PALMIERI, 1991, p.72). b. Filtros de sucção O filtro de sucção se encontra instalado no reservatório abaixo do nível do fluido dentro do reservatório, onde sua função é impedir que corpos sólidos de maior tamanho sejam succionados pela bomba, danificando-a. As malhas devem ser aproximadamente de 149 𝜇 (0,149 mm) (PALMIERI, 1991, p.72). Como recomendação de dimensionamento, o filtro deve deixar passar uma vazão igual ou maior a três vezes a vazão da bomba. c. Filtro de retorno O filtro de retorno é o responsável pela filtragem de todo o fluido que retorna ao tanque, carregado de impurezas que foram absorvidas no sistema. Esse filtro é confeccionado a partir de um papel poroso especial de 10 𝜇 de abertura de poros, assim, quando o elemento filtrante vai ficando contaminado, a pressão vai aumentando até chegar a 1 bar, acionando a mola da válvula em by-pass para tanque (PALMIERI, 1991, p.72). 52 Como recomendação de dimensionamento, o filtro de retorno deve deixar passar uma vazão igual ou maior a três vezes a vazão máxima do sistema. 2.5.5 Cilindros Hidráulicos Palmieri (1991, p.77) ressalta que a função básica de um cilindro hidráulico é transformar força, potência ou energia hidráulica em força, potência ou energia mecânica. Podendo ser divididos em dois tipos: (i) lineares; e (ii) rotativos. Conforme o Desenho 9 que ilustra as principais partes do cilindro hidráulico. Desenho 9 - Cilindro hidráulico linear Fonte: Palmieri (1991, p.77) 2.5.6 Bombas hidráulicas A bomba hidráulica é o equipamento responsável pela geração de vazão em um sistema hidráulico, isto é, convertendo energia mecânica em energia hidráulica. As bombas hidráulicas podem ser subdivididas em dois grupos principais: (i) Bombas de deslocamento não-positivo; e (ii) Bombas de deslocamento positivo (PALMIERI, 1991, p.131). 2.5.6.1 Bombas de deslocamento não-positivo Com este grupo de bombas não é possível obter o rendimento desejado em um circuito hidráulico, pois um pequeno aumento de pressão reduz consideravelmente sua capacidade de vazão, isto, porque não existe um contato direto entre o rotor e a carcaça e nem uma boa vedação entre a sucção e a descarga, gerando uma baixa eficiência volumétrica. (PALMIERI, 1991, p.132). 53 2.5.6.2 Bombas de deslocamento positivo O grupo de bombas de deslocamento positivo pode ser denominado de bombas hidrostáticas, onde possuem uma vedação separando a sucção e a descarga da bomba, proporcionando a sucessão de pequenos volumes de fluido no sistema (PALMIERI, 1991, p.132). Como permitem a transmissão de potência, essas bombas são aplicadas em circuitos hidráulicos onde o dimensionamento refere-se à capacidade máxima de pressão e vazão a partir de uma determinada rotação e potência fornecida. Em sistemas hidráulicos de pressão as bombas mais utilizadas são: (i) Bomba manual; (ii) Bomba de engrenagens; (iii) Bomba parafuso; (iv) Bomba de palheta; (v) Bomba de pistão (radial e axial). Para este estudo a bomba que melhor se adequa no equipamento hidráulico do regulador de velocidade é a bomba de engrenagem externa, onde trabalha na faixa de pressão (90 a 210bar) e vazão (4,1 a 11,3cm³) necessária para o acionamento do distribuidor e seus periféricos. a. Bombas de engrenagens externas Fialho (2004, p.61) destaca que a bomba de engrenagem externa é constituída por um par de engrenagens acopladas, que desenvolve o fluxo transportando o fluido entre seus dentes, sendo uma das engrenagens a motriz acionada pelo eixo a qual gira a outra, montadas numa carcaça com placas laterais de desgaste, conforme o Desenho 10 ilustra uma vista isométrica explodida da montagem da bomba de engrenagens. 54 Desenho 10 - Vista isométrica da bomba de engrenagens Fonte: Apostila M2001-2Br, p. 55 As principais vantagens desta bomba são: (i) Alta eficiência e de projeto simples; (ii) Compacta e leve; (iii) Eficiente a alta pressão de operação; (iv) Resistente a cavitação; (v) Tolerante a contaminação do sistema; (vi) Pode operar a baixas temperaturas; (vii) Forma construtiva com mancais de deslizamento; e (viii) Trabalha com vários tipos de fluidos. I. Dimensionamento de Bombas hidráulicas Para se calcular a vazão por rotação, podemos empregar a Equação 20, segundo Palmieri (1991, p.135). 𝑄 = 𝐿 ∙ 𝐶 ∙ (Ø𝑒 − 𝐶) 282,63 (20) Onde: Q = Vazão (L/rot); L = Largura da engrenagem (cm); C = Distância de centro a centro (cm); Øe = Diâmetro externo (cm); 282,63 = Fator de conversão 55 A partir do volume mínimo teórico que o sistema demanda, utilizaremos para a seleção da vazão mínima que a bomba deve fornecer, a rotação e o rendimento do equipamento, conforme a Equação 21. 𝑄𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎 = 𝑉𝑛 ∙ 𝑛 1000 ∙ 𝜂𝑣 (21) Onde: 𝑄𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎 = Vazão (L/min); 𝑉𝑛 = Volume nominal (cm³); n = Rotação do motor (rpm); 𝜂𝑣 = Rendimento volumétrico (0,9 a 0,95). Determinamos o momento de torção absorvido pela bomba através da Equação 22, conforme Fialho (2004, p.58). 𝑀𝑡 = 𝑄𝐵 ∙ ∆𝑃 100 ∙ 𝜂𝑚ℎ (22) Onde: ∆𝑃 = Variação de pressão (bar); 𝜂𝑚ℎ = Rendimento mecânico – hidráulico [0,82 – 0,97]; Para o cálculo de seleção da potência absorvida pela bomba temos a Equação 22, conforme Fialho (2004, p.58). 𝑁 = 𝑄𝐵 ∙ ∆𝑃 600 ∙ 𝜂𝑡 (22) Onde: 𝜂𝑡 = Rendimento total [0,75 -0,90] = (𝜂𝑚ℎ x 𝜂𝑉); Caso a bomba a ser utilizada necessite uma vazão inferior à 22 L/min, devemos adotar o Quadro 6 para determinar o tamanho nominal. 56 Quadro 6 - Bomba tipo G2 Rexroth Fonte: Fialho (2004, p.60) Porém, em situação que necessite vazão superior a 20 L/min deve-se utilizar o Quadro 7 para seleção da bomba que melhor atenda o projeto. Quadro 7 - Bomba do tipo AZPN Fonte: Rexroth 2.5.7 Válvulas Os sistemas hidráulicos necessitam de meios para se controlar a direção e sentido do fluxo, dentre os diversos tipos de válvulas encontradas no mercado pode-se destacar: a. Válvulas de controle direcional on-off com solenóide: 57 Para a execução do projeto do equipamento hidráulico será utilizada uma válvula direcional 4/2 da Bosch Rexroth (quatro vias/2 posições), conforme a Fotografia 6 ilustra. Fotografia 6 - Válvula Direcional 4/2 de Assento e atuação por solenoide Fonte: Rexroth Fialho (2004, p.89) enfatiza quea perda de carga é encontrada no catálogo do fabricante na forma de um gráfico (perda de carga x vazão) como elucidado pala Fotografia 7. Fotografia 7 - Curvas característica de perda de carga Fonte: Rexroth b. Válvulas direcionais proporcionais: No catálogo de fabricantes para válvulas direcionais proporcionais encontra-se os tamanhos nominais de 6 e 10 com Pressão máxima de operação de 315 bar, onde a vazão máxima para a TN 6 é de 42 L/min e para a TN 10 tem uma vazão máxima de 75 L/min. Essas válvulas são operadas para montagem em placa, onde o acionamento é feito por solenóide proporcional com rosca central e bobina removível através de uma eletrônica de comando externa (tipo WRA) ou através da eletrônica integrada na válvula (tipo WRAE). A sua montagem consiste basicamente em: (1) Carcaça com superfície de conexão; (2) êmbolo; 58 (3) molas de pressão; (4) molas de pressão; (5) Solenóides com rosca central; e (6) Solenóides com rosca central. Conforme o Desenho 11. Desenho 11 - Válvula tipo 4WRA 6 Fonte: Rexroth Considerando-se a perda de carga em diferentes vazões, conforme o Gráfico 1. Gráfico 1 - Perda de carga em função de diferentes vazão Fonte: Rexroth 59 c. Válvula limitadora de pressão: Esta válvula é geralmente utilizada para ligação na linha de sucção do sistema hidráulico. Conforme a Fotografia 8 ilustra uma válvula limitadora de pressão. Fotografia 8 - Válvula limitadora de pressão Fonte: Rexroth Disponível em tamanhos nominais de 6 a 30 da série 1X, com pressão máxima de operação de 630 bar e vazão máxima de 330 L/min. Conforme os Gráficos 2 ilustram os ajustes para os diversos tamanhos. Gráfico 2 - Tamanhos de válvulas limitadoras de pressão Fonte: Rexroth 60 d. Válvula controladora de vazão: Palmieri (1991, p.198) salienta que em um circuito hidráulico existem três maneiras de se utilizar uma válvula de regulagem de vazão: (i) na entrada (Meter-in); (ii) na saída (Meter- out); e (iii) Bleed-of. Conforme o Gráfico 3. Gráfico 3 - Válvula controladora de vazão Fonte: Fialho (2004, p.90) e. Válvula de retenção: A válvula controladora de vazão é utilizada onde se deseja retenção integral do fluido de retorno ou de avanço, conforme o Gráfico 4. Gráfico 4 - Válvula de retenção Fonte: Fialho (2004, p.90) 61 2.5.8 Acumuladores hidráulicos Palmieri (1991, p.227) salienta que são muitas as funções às quais confiamos a utilização dos acumuladores, pois a principal função seria a de acumular uma energia potencial sob pressão, para restituí-la no momento requerido e com rapidez desejada. Para este trabalho abordaremos o tipo de acumulador de bexiga. 2.5.8.1 Acumulador de bexiga: A construção do acumulador de bexiga se dá por uma armadura cilíndrica e com extremidades esféricas, contendo uma válvula para adição e remoção do gás, uma bexiga fabricada com material elástico sintético, uma válvula de retenção e uma tomada para o fluido com opção de um dreno (PALMIERI, 1991, p.232). Como recomendação dos fabricantes desse tipo de acumulador temos que o mesmo seja montado verticalmente, com a válvula do gás na parte superior, o Desenho 12 ilustra a forma construtiva do acumulador. Desenho 12 - Acumulador de bexiga Fonte: Hydac 62 O acumulador a Gás do tipo Bexiga oferece ao projetista de circuitos hidráulicos uma extensa gama de vantagens: (i) perfeita separação entre a câmara correspondente ao gás e a destinada ao líquido; (ii) o elemento separador não apresenta inércia; (iii) por não existir nenhum deslizamento recíproco entre elementos metálicos, não é necessário cuidado particular quanto ao mecanismo interno; e (iv) alta eficiência volumétrica, chegando a 75% do volume da garrafa (FIALHO, 2004, p.136). a. Compressão isotérmica: Em um processo isotérmico todo o calor ganho pelo gás na fase de enchimento é dissipado, isto é, ele não armazena energia calorífica no processo de compressão da mesma temperatura. Obtendo-se como caraterísticas: (i) Compressão lenta; (ii) Ocupa um espaço menor na compressão; (iii) No enchimento armazena mais fluido; (iv) Descarrega mais fluido; e (v) Expandido isotermicamente ocupa mais volume. b. Compressão adiabática: Em um processo adiabático todo o calor ganho pelo gás na fase de enchimento é retido, isto é, ele armazena energia calorífica no processo de compressão com variação de temperatura. Obtendo-se como caraterísticas: (i) ocupa um espaço maior na compressão; (ii) compressão ocorre rapidamente; (iii) no enchimento armazena menos líquido; (iv) descarrega menos fluido; e (v) expandido adiabaticamente ocupa menos volume. c. Dimensionamento do acumulador: Os acumuladores operam segundo a pressão máxima e mínima de trabalho do sistema, a bomba envia fluido para o acumulador até que a pressão máxima seja atingida e volta a ser acionado o fluxo para recarregar o acumulador quando a pressão mínima é atingida. Assim, o volume líquido que é descarregado entre as duas pressões compõe o volume útil do acumulador. O Desenho 13 ilustra, por meio das representações A, B e C, sendo os três estados de operação de um acumulador do tipo bexiga com suas relações de pressão e volume. 63 Desenho 13 - Estado de operação de um acumulador a gás do tipo bexiga Fonte: Fialho (2004, p.150) Nas aplicações de acumuladores o ciclo de carga ou descarga ocorre em tempos inferiores a um minuto, assim, tendo um comportamento do acumulador com sensivelmente adiabático, onde a quantidade de calor (Q) permanece constante, porém com variação de temperatura em função do tempo relativamente curto (FIALHO, 2004, p.151). Utilizando-se a Equação 23 para determinar o volume útil do acumulador. ∆𝑉 = 𝑉0 ∙ ( 𝑃0 𝑃1 ) 1 𝑘 ∙ [1 − ( 𝑃1 𝑃2 ) 1 𝑘 ] (23) Onde: ∆𝑉 = Volume útil do acumulador, é o máximo volume ocupado pelo gás na pressão de pré-carga em litros (L); 𝑉0 = Tamanho do acumulador volume do fluido hidráulico descarregado pelo acumulador em litros (L); 𝑃0 = Pressão de enchimento de gás em (bar); 𝑃1 = Pressão operacional mínima necessária para atuar a válvula em (bar); 𝑃2 = Pressão crítica operacional máxima em (bar); K =Coeficiente de compressão adiabática. 64 2.5.9 Trocadores de calor do sistema hidráulico a. Consideração da influência da temperatura Considerando a influência da variação de temperatura do fluido em um sistema, onde este fluido sob pressão é descarregado através da válvula de alívio, então a energia contida no fluido é liberada na forma de calor (PALMIERI, 1991). Existe uma regra que geralmente é aplicada ao trabalho hidráulico de acordo com (PALMIERI, 1991, p.264). Em um ponto qualquer do sistema, onde o escoamento de fluido cai para um nível de pressão inferior sem realização de trabalho mecânico no processo, certamente grande parte da energia contida no fluido se transforma em calor e a temperatura de descarga do fluido será bem mais elevada do que aquela de admissão do fluido ao sistema. Visto que a condição de montagem do trocador de calor na linha de retorno para o tanque é a forma construtiva mais aplicada para melhorar a eficiência do sistema. Palmieri (1991) aponta que podemos utilizar diversos artifícios para minimizar o superaquecimento como: (i) utilizar um reservatório com a maior superfície (área) possível; (ii) instalar o reservatório em uma região bem ventilada; (iii) projetar o circuito hidráulico de forma que quando não estiver efetuando trabalho, a bomba possa descarregar o fluido livremente para o tanque com a pressão o mais próximo possível de zero; (iv) evitar a utilização de válvulas redutoras de pressão ou de controle de vazão, utilizá-las apenas quando são essenciais ao sistema; e (v) sempre que possível utilizar o sistema de sangria (bleed-off) de controle de vazão como controlador de velocidade dos atuadores. b. Tiposde resfriadores Palmieri (1991, p.264) cita que existem dois tipos principais de resfriadores: (i) Resfriador a ar ou radiador; (ii) Resfriador a água; porém com o avanço da tecnologia teremos os (iii) Trocadores com placas, obtendo maior eficiência com menor espaço ocupado. (i) Resfriador a ar Sua construção é através de dutos envolvidos em aletas de grandes superfícies. Podendo ser realizado a convecção força com auxílio de um ventilador (PALMIERI, 1991, p.265). Conforme Desenho 14. 65 Desenho 14 - Resfriador a ar Fonte: Palmieri (1991, p.264) (ii) Resfriador a água A entrada do fluido refrigerante ocorre do lado oposto a da entrada do fluido a ser refrigerado a fim de evitar o choque térmico e aumentar a eficiência (PALMIERI, 1991, p.265). O Desenho 15 elucida sua construção. Desenho 15 - Resfriado a água Fonte: Palmieri (1991, p.265) (iii) Trocar a placas O manual do trocador de calor a placas fornecido por (BERMO, 2016) explica como é a montagem e o princípio de funcionamento do equipamento, conforme Desenho 16. O trocador de calor consiste em um conjunto de placas de metal corrugado, com orifícios para a passagem dos dois fluidos de transferência de calor. O conjunto de placas é montado entre a placa de estrutura fixa e a placa de pressão móvel, sendo comprimido por parafusos de aperto. As placas são equipadas com uma gaxeta, que veda o canal e direciona os fluidos em canais alternados. O número de placas é determinado pela taxa de fluxo, propriedades físicas dos fluidos, queda de pressão e pelo gradiente de temperatura. As ondulações da placa promovem a turbulência do fluido. A placa fixa e a placa móvel são suspensas a partir de uma barra de transporte 66 superior e localizadas por uma barra de guia inferior, ambas fixadas a uma coluna de suporte. As conexões estão localizadas na placa de estrutura fixa ou móvel e, em ambos os fluidos, pode-se fazer mais do que um único passe no interior da unidade. Desenho 16 - Trocador a placas Fonte: BERMO (2016) c. Dimensionamento de Trocadores de Calor No dimensionamento do trocador de calor considera-se que “[...] a perda de carga em um sistema se traduz em perda de energia ou potência que se transforma em calor” (PALMIERI, 1991, p.267). Utilizando-se a Equação 24. 𝑞 = 𝑄 ∗ ∆𝑃𝑡 ∗ 1,4 (24) Onde: q = Potência transformada em calor (kcal/h); Q = Vazão que gera o calor (l/mim); ∆𝑃𝑡 = Variação da Pressão que gera o calor (bar); Como temos que analisar o calor liberado em cada válvula redutora de pressão, será interessante informarmos quantas válvulas temos no sistema. Onde as pressões de entrada e saída através da válvula são respectivamente na faixa de 160 e 40 bar, e considerando que a mesma funcione apenas 1/3 do ciclo (15 segundos). 67 Palmieri (1991, p.267) relata que “Em um ciclo de trabalho de uma máquina, podemos distinguir em três fases distintas: fase de início de operação; fase de trabalho e fase de desconexão do serviço”. a) Fase de início de operação Supondo que o calor cedido ao meio ambiente é desprezível, pois o tempo de duração dessa fase é relativamente curto, temos pela Equação 25. 𝑞 = (𝑡1 − 𝑡2) ∙ 𝑚 ∙ 𝐶𝑝 (25) Onde: t1 = temperatura do fluido no fim da fase; t2 = temperatura do fluido no início da fase; m = massa do fluido (kg); Cp = Calor específico do fluido (kJ/kg/ºC). b) Fase de trabalho Durante esta fase teremos uma absorção e uma troca de calor, que é cedida para do sistema para o meio ambiente, através desta Equação 26 podemos determinar a área necessária para o reservatório. 𝑞 = 𝐾 ∙ 𝐴 ∙ (𝑡 − 𝑡0) (26) Onde: K = Coeficiente de transmissão total entre a instalação e o meio ambiente (kcal/m²/h/ºC); A = Superfície de intercambio de calor (m²); t = Temperatura atual do fluido compreendida em t2 e t1; 𝑡0 = Temperatura do meio ambiente. c) Fase de desconexão Nesta fase a produção de calor é nula (q=0), conforme Equação 27. −𝑞1 = (𝑡 − 𝑡0) ∙ 𝐺 ∙ 𝐶𝑝 (27) O valor negativo de q1 indica que a temperatura final t1 deve ser mais baixa que a inicial t2 (resfriamento). Considerando que conforme Palmieri (1991, p.268) afirma que o valor de K varia de 9 a 13 kcal/m²/h/ºC. Fixando a variável (t), pode-se calcular a área de troca de calor, sendo que 68 50 % do calor é trocado pelas tubulações e equipamentos do sistema, restando os outros 50 % para ser dissipado pelo reservatório. “Sendo que não se leva em consideração dois tipos de troca de calor, a radiação e a convecção que nos resultaria no cálculo de um reservatório de menor volume” (PALMIERI, 1991, P.269). 2.6 DESCRIÇÃO DO REGULADOR DE VELOCIDADE Futikami (2003, p.5) define que “O regulador de velocidade é um sistema de controle automático cuja função principal é manter a rotação da turbina constante para que o gerador forneça energia ao sistema elétrico na frequência de 60 Hz”. Conforme a Fotografia 9 ilustra a tela principal do regulador de velocidade. Fotografia 9 - Tela principal do regulador de velocidade Fonte: Reivax (2008) Pelo Fluxograma 1 é possível ilustrar o ciclo de sinais que circulam na usina hidrelétrica. 69 Fluxograma 1 - Ciclos de sinais do Regulador de velocidade Válvula Turbina Gerador Síncrono UHRV Energia Cinética Energia Mecânica Regulador de Velocidade Sistema de Transmissão Energia Elétrica Monitorar a abertura da V.B. Atuação V.B. Fonte: Os autores 2.6.1 Partida da unidade geradora; A sequência de partida controla a ordem com que os componentes da Turbina são ligados e desligados de maneira a levar a máquina desde a sua situação de parada total até a sua interligação ao sistema e tomada de carga. a. Acionar a bomba de regulação: Após acionar a motobomba de regulação, aguarda- se 3 segundos para acionar a válvula de pressurização através do sistema. A partir deste momento sendo mantidas as condições de vazão e pressão nos referidos sistemas, pode-se iniciar os comandos dos dispositivos de acionamento. b. Comando de Abertura da válvula borboleta: Aguardando a equalização de pressão entre montante e jusante da válvula borboleta através da indicação de pressão pelos detectores de pressão, onde o diferencial de pressão máximo é de 1,0 bar, assim, 70 após a confirmação da válvula borboleta da unidade aberta pode-se iniciar o fechamento da válvula do by-pass. c. Comando de Partida: Comandar as válvulas de segurança do distribuidor que devem permanecer energizadas constantemente, pois habilitam o controle de posição do distribuidor via válvula proporcional e acionando as válvulas direcionais. Assim temos o sinal para o RV (regulador de velocidade) PARTIR a unidade geradora, assumindo a rampa de velocidade através da válvula proporcional; d. Comando de Excitação: O RV libera a excitação do gerador assumindo a rampa de tensão até o valor nominal, por meio de impulsos. e. Sincronização/paralelo com a rede: Após a excitação da máquina a mesma é deixada pelo menos 30 segundos sem que sejam gerados comandos para alteração da velocidade e tensão, com o objetivo de estabilizar as mesmas. 2.6.2 Parada da unidade geradora A sequência de parada controla a ordem com que os componentes da CGH são ligados e desligados de maneira a levar a máquina desde a situação de operação normal até a sua parada total. A sequência de parada normal faz a parada o mais suave possível para o sistema, diminuindo a potência gerada até aproximadamente zero para só assim abrir o disjuntor de sincronismo, ou seja, está parada ocorre quando nenhum dos dispositivos de segurança estiver atuado. Este procedimento minimiza o efeito da abertura do disjuntor tanto no grupo gerador como no sistema elétrico, pois evita a sobre velocidade na máquina causada por uma rejeição de carga e evita também um balanço no sistema provocado pela retirada de umbloco de geração. Deve-se efetuar o comando de fechamento da válvula borboleta da unidade e parando a bomba do regulador. 71 3 METODOLOGIA APLICADA/MATERIAIS E MÉTODOS Neste capítulo, é determinado o método que será aplicado no desenvolvimento do produto, que descreverá os procedimentos de coleta, análise e interpretação de dados para a realização do projeto do equipamento hidráulico do regulador de velocidade para Centrais Geradoras Hidrelétricas. 3.1 MÉTODO DE PESQUISA A metodologia de pesquisa utilizada refere a abordagem e compreensão do processo informacional e de regulagem de velocidade, podendo ser classificado em um método quali- quantitativo, ou seja, parte sem retorno de dados mensuráveis e outra parte conseguiu-se realizar uma quantificação dos dados. Pela sua natureza de pesquisa experimental, visando solucionar o problema cotidiano tanto para quem convive com o mesmo quanto para quem busca pesquisar sobre o assunto, é possível classificar em pesquisa-ação, ocorrendo uma interação dos pesquisadores com o problema analisado. A partir dos objetivos do presente trabalho, o mesmo envolve uma pesquisa exploratória-descritiva. A parte exploratória consiste na busca de embasamento cientifico em bibliografias, além de entrevistas com pessoas leigas à aquelas familiarizadas com o assunto. Para a descritiva, o projeto fundamentou-se nas propostas técnicas de levantamento de dados e desenvolvimento de projetos apresentadas por Pahl et al. (2005) e adaptada por Back et al. (2008), descritas na metodologia de projeto. 3.2 PROCEDIMENTOS PARA A AQUISIÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A metodologia de projeto constitui-se nos procedimentos para a aquisição, análise e interpretação de dados para a realização de um projeto e segundo Back et al (2008) contribui na velocidade de desenvolvimento de novos produtos de forma sistemática e formal, assim, integrando os demais processos empresariais, com os fornecedores e clientes. Conforme Zaions (2014) apud Back et al (1983), “projeto é a criação de algo novo, de algo que nunca tenha sido montado desta forma e para esta finalidade, mesmo que seja a montagem de peças velhas”. O primeiro passo do planejamento é a definição da categoria de projeto que será desenvolvido. Pahl et al. (2005. p. 50), salienta como os projetos são divididos nas categorias: I. Projeto inovador; 72 II. Projeto adaptativo; III. Projeto alternativo. Onde no projeto inovador o projetista deve-se apoiar-se em produtos da mesma família, segundo a classificação de tipos de produtos. Já o projeto adaptativo, é aquele que adapta sistemas conhecidos com a intenção de mudar a tarefa para as quais foram inicialmente projetados, mantendo os princípios de solução. Por fim, no projeto alternativo existe produto com conceitos similares devendo desenvolver-se um trabalho para definir o ciclo de vida e os atributos do produto (PAHL et al., 2005, p. 50). Assim, as etapas são subdivididas em: (i) Planejamento de produto; (ii) Planejamento de projeto; (iii) Projeto Informacional; (iv) Projeto Conceitual; (v) Projeto Preliminar; (vi) Projeto Detalhado. 3.2.1 Planejamento de produto A ideia de um produto dá-se pela carência de certas empresas ou grupos de pessoas. Back et al. (2008, p.159) apresentam a importância da presença de um método para o desenvolvimento de produto contribui para a atuação das empresas em mercados cada vez mais competitivos, devido a necessidade de reduzir custos, de inovar de forma contínua e rápida para prever futuros produtos dos concorrentes. De acordo com Back et al. (2008, p.165) sustentam que: “A ideia do produto também pode ser entendida como uma especificação de oportunidade, a qual deve conter uma ideia central chamada de benefício básico, [..] conter todos os fatores determinantes do sucesso comercial do produto e deve ser devidamente justificada. ” Conforme Back et al. (2008, p.168) o planejamento do produto deve buscar esgotar as ideias para poder selecionar aquelas mais promissoras para destacar o potencial da empresa no mercado de atuação. Zaions (2014) define as principais questões relacionadas com o planejamento de produtos: Quais são as tecnologias existentes e aquelas e aquelas promissoras durante um período determinado; Como será o monitoramento e avaliação do impacto das tecnologias; Quais será o volume de produção, para estimar as capacidades da organização de novos desenvolvimentos; 73 Qual o tempo estimado de retorno do investimento, para isso, deve-se gerenciar os riscos envolvidos. Segundo Pahl et al. (2005), a classificação do planejamento do produto pode ser entendida através do fluxograma 2 abaixo. Fluxograma 2 - Classificação do planejamento do produto Analisar a situação Formular estratégias de busca Encontrar ideias de produtos Selecionar ideias de produtos Definir produtos Esclarecer e elaborar Projetar CENÁRIO DO MERCADO EMPRESÁRIAL Fonte: Adaptado de Pahl et al. (2005). 3.2.2 Planejamento de projeto Back et al. (2008) afirmam que essa etapa tem por objetivo o planejamento de um novo projeto seguindo as estratégias da empresa. a partir desse planejamento deve ser definida a estrutura funcional do projeto, determinando os envolvidos no processo pelo principais domínios de conhecimentos envolvidos, a forma de comunicação entre os mesmos, o escopo do projeto e o cronograma a ser seguido, recursos e riscos. 3.2.3 Projeto informacional Segundo Zaions (2014), o projeto informacional é o momento de levantar todas as informações pertinentes ao produto a ser desenvolvido, principalmente as necessidades do cliente para converter em requisitos definidos na linguagem usual do usuário. Back et al. (2008, p. 75) afirmam que após iniciada a execução do plano de projeto, são realizadas tarefas com a função de definir os fatores de influência no projeto de produto, sendo que para estabelecer as especificações do projeto devem ser definidas as necessidades do 74 cliente, posteriormente convertidas em requisitos do cliente ou usuário. A partir desses requisitos de usuário são definidos os requisitos de projeto considerando uma série de atributos, como funcionalidade, segurança, confiabilidade, entre outros, sendo que dos requisitos de projeto obtém-se os objetivos a serem atingidos pelo produto. O fluxograma 3 apresenta as diversas etapas desenvolvidas durante a fase de projeto informacional. Fluxograma 3 - Classificação das principais fases do projeto informacional Necessidades dos usuários Requisitos do projeto Requisitos dos usuários Especificações de projeto PRINCIPAIS FATORES QUE INFLUECIAM NO PROJETO Fonte: Adaptado de Back et al. (2008). 3.2.4 Projeto conceitual Back et al. (2008, p.77) salientam que o projeto conceitual tem por finalidade o desenvolvimento da concepção do produto. Mas, para se atingir os objetivos nesta etapa deve obter a estrutura funcional do produto, ser definida a função global a ser executada juntamente com suas subfunções, partindo-se então para o estudo das estruturas funcionais alternativas, selecionando a alternativa mais adequada por meio da comparação entre todas as opções, considerando as especificações do projeto, o custo, os riscos de desenvolvimento, complexidade, entre outros. O fluxograma 4 ilustra as etapas desenvolvidas durante o projeto conceitual. 75 Fluxograma 4 - Concepção do projeto conceitual Estrutura funcional Concepções alternativas Concepção selecionada Aprovação da concepção Análise econômica financeira Atualização do plano do projeto ORIENTAÇÃO DA EQUIPE Fonte: Adaptado de Back et al. (2008). 3.2.5 Projeto preliminar O projeto preliminar é destinado ao estabelecimento do layout final, essa fase consiste notrabalho sob a orientação da equipe de desenvolvimento, onde devem ser realizadas as tarefas de identificação das especificações de projeto, relacionando os requisitos de forma, layout, material, segurança, ergonomia e manufatura, definição dos componentes, considerações acerca de aspectos legais, definição das principais dimensões de componentes, tipos de material, processos de fabricação, análise dos leiautes dimensionais sob o ponto de vista da viabilidade técnica do projeto e dos processos de manufatura (BACK et al., 2008, p.79). O Fluxograma 5 elucida um melhor entendimento das etapas do projeto preliminar. 76 Fluxograma 5 - Etapas do projeto preliminar Princípios de solução Avaliação técnica e econômica Melhor solução Seleção e dimensionamento dos componentes Esboço do protótipo PROJETO PRELIMINAR Fonte: Adaptado de Zaions (2014) e Back et al. (2008). 3.2.6 Projeto detalhado No projeto detalhado deve se realizar a construção e os testes do protótipo, a otimização dos componentes, o plano detalhado de manufatura, fixação das especificações técnicas, bem como devem der elaborados os manuais de instrução, assistência técnica e o catálogo de peças (BACK et al., 2008, p. 81). O fluxograma 5 elucida as principais etapas do projeto detalhado. 77 Fluxograma 6 - Etapas do projeto detalhado Disposição definitiva Finalizar/ completar detalhes do desenho Integrar desenhos totais da disposição, de conjuntos e de peças Documentação PROJETO DETALHADO Originais completos da produção com instruções da manufatura, do conjunto, do transporte e operação Verificar os originais para ver se há padrões, integralidade e exatidão Fonte: Adaptado de Zaions (2014). 3.3 PLANEJAMENTO DA PESQUISA O planejamento utilizado para o desenvolvimento da monografia é descrito nos parágrafos a seguir e pode ser visualizada de modo condensado no Fluxograma 7. 78 Fluxograma 7 - Planejamento empregado para a realização do trabalho de conclusão de curso Etapa 1: Identificação do método de pesquisa científica. Fase I – Planejamento da pesquisa Etapa 2: Descrição da metodologia de projeto que envolve a coleta e análise de dados, para o desenvolvimento do projeto de equipamento hidráulico de regulação de velocidade de acionamento para turbina Francis para Centrais Geradoras Hidrelétricas Etapa 4: Revisão da literatura sobre os tipos de reguladores hidráulicas e seus componentes. Fase II – Revisão bibliográfica Fase III – Resultados e discussões Projeto da Unidade Hidráulica do Regulador de Velocidade Garantir melhor entendimento Etapa 5: Planejamento do Produto Etapa 8: Projeto Conceitual. Etapa 9: Projeto Preliminar Etapa 6: Planejamento do Projeto Etapa 12: Apresentação do trabalho para a banca examinadora Etapa 11: Elaboração do trabalho de conclusão do curso Fase IV – Elaboração e apresentação do trabalho de conclusão do curso Etapa 3: Planejamento da pesquisa. Etapa 7: Projeto Conceitual. Etapa 10: Projeto Detalhado Fonte: Os autores. 3.3.1 FASE I – PLANEJAMENTO DA PESQUISA Compreende o estágio inicial do presente trabalho, a qual proporcionará os fundamentos científicos e informações relevantes para a evolução das demais fases. 79 3.3.1.1 Etapa 1 – Identificação da metodologia de pesquisa científica Esta etapa é a base para todas as etapas subsequentes da Fase I. A identificação da metodologia de pesquisa cientifica utilizada baseia-se em Gil (2002). 3.3.1.2 Etapa 2 – Descrição da metodologia de projeto para a coleta e análise de dados. Sabendo-se da necessidade atual para o desenvolvimento de novos conceitos de aplicações para equipamentos hidráulicos, etapa na qual por intermédio fundamentou-se esta etapa com a análise e processamento de informações utilizando-se a metodologia de Paul e Beitz (2008). 3.3.1.3 Etapa 3 – Planejamento da pesquisa A partir das variáveis de desenvolvidas encontradas na Etapa 2, estuda-se o prazo de conclusão do trabalho, através do planejamento da pesquisa envolvendo todas as atividades que serão realizadas. 3.3.2 FASE II – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Das etapas anteriores comprova-se que a necessidade fundamental para o desenvolvimento de levantamentos de informações sobre os principais assuntos necessários para o equipamento hidráulico de regulação de velocidade. A partir de então se encontram as principais particularidades para realizar o projeto. O referencial bibliográfico adotado foi Macintyre (1983), HISA (2017). 3.3.2.1 Etapa 4 – Revisão da literatura relacionada com os tipos turbinas e equipamentos hidráulicos. Essa etapa de revisão da literatura apresenta os tipos de turbinas hidráulicas mais utilizadas, os tipos de distribuidores utilizados, descrição de forma geral as tecnologias utilizadas em unidades hidráulicas de regulação de velocidade, onde se observa a aplicação do equipamento em estudo. 3.3.3 FASE III – RESULTADOS E DISCUSSÕES Nesta fase engloba o desenvolvimento das atividades do trabalho de conclusão de curso. 80 3.3.3.1 Etapa 5 – Planejamento do produto O Planejamento do Produto é dividido em: (i) Análise do mercado e viabilidade econômica; (ii) Análise das tecnologias e concorrentes; (iii) Análise do consumidor; (iv) Descrição dos requisitos; (v) Avaliação de ideias de produtos e (vi) Vendas do produto e o valor para o consumidor; (vii) Avaliação de pós-venda. Resultando em informações sobre o equipamento, assim analisando-se a viabilidade perante o mercado. 3.3.3.2 Etapa 6 – Planejamento do projeto O Planejamento do Projeto tem o intuito de exibir as sessões do planejamento do projeto que será dividida em: (i) Partes envolvidas no projeto; (ii) Plano de comunicação; (iii) Escopo do projeto; E (iv) Cronograma do projeto. Tem como resultado final a organização das etapas posteriores, definição de datas e o gerenciamento do projeto. 3.3.3.3 Etapa 7 – Projeto Informacional No Projeto Informacional buscam-se as informações mais relevantes para obter a melhor concepção do sistema. Sendo realizadas nas fases mostradas em sequência: (i) Identificação do problema de projeto; (ii) Identificação da demanda; (iii) Identificação do ciclo de vida do produto; (iv) Levantamento das necessidades dos clientes; (v) Requisitos dos clientes; (vi) Requisitos de projeto; (vii) matriz QFD; e (viii) especificação do projeto de produto. Através dessas informações as próximas etapas serão baseadas. 3.3.3.4 Etapa 8 – Projeto Conceitual No Projeto Conceitual buscou-se os princípios de solução para o projeto do equipamento hidráulico do regulador de velocidade para acionamento de Centrais Geradoras Hidroelétricas. As fases são divididas em: (i) Estrutura funcional do produto; (ii) Matriz morfológica; (iii) Matriz de decisão; (iv) Matriz “Passa não passa”; e (v) Matriz avaliação. 3.3.3.5 Etapa 9 – Projeto Preliminar No Projeto Preliminar são desenvolvidos os cálculos para dimensionamento da unidade hidráulica do regulador de velocidade, definindo também as suas interfaces, buscando a solução preliminar do produto, aproximando-se da configuração final do equipamento. 81 3.3.3.6 Etapa 10 – Projeto Detalhado O Projeto Detalhado tem como objetivo a otimização dos componentes propostos e sua documentação através da confecção das folhas de detalhamento do conjunto do equipamento em questão, necessários como forma de avaliação dos processos de manufatura e uso do equipamento. 3.3.4 FASE IV – DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO E SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS 3.3.4.1 Etapa 11 – Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso A elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso compreende a confecção de um projeto de produto por meio das diretrizes para elaboração de trabalhos científicos estabelecidaspela instituição de ensino superior. 3.3.4.2 Etapa 12 – Apresentação do trabalho para a banca examinadora Nesta última etapa, ocorre a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso para a banca examinadora, composta pelo professor orientador em conjunto com dois professores avaliadores, com o objetivo de obtenção de grau no curso de Engenharia Mecânica. 82 4 PROJETO DE UM EQUIPAMENTO HIDRÁULICO DO REGULADOR DE VELOCIDADE PARA ACIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS HIDROELÉTRICAS No presente capítulo são apresentados os resultados e discussões do presente trabalho que envolvem o projeto de um equipamento hidráulico do regulador de velocidade para o acionamento de centrais geradoras hidroelétricas. 4.1 PLANEJAMENTO DE PRODUTO Segundo Zaions (2014) através do planejamento de produtos pode-se apoiar a definição de projetos que serão desenvolvidos, analisando ideias e tecnologias de produtos, volume de produção, retorno de investimento, assim, obtendo informações para a aprovação, ou não do projeto. A seguir serão destacados os seguintes itens: (i) Análise do mercado e viabilidade econômica; (ii) Análise das tecnologias e concorrentes; (iii) Análise do consumidor e estimativa do valor do produto; (iv) Descrição dos requisitos; (v) Avaliação de ideias de produtos; (vi) Vendas do produto e o valor para o consumidor. (vii) Avaliação do pós-venda A partir destas questões buscou-se relacionar com o desenvolvimento do equipamento hidromecânico do regulador de velocidade para Centrais geradoras Hidrelétricas. 4.1.1 Análise do mercado e viabilidade econômica De acordo com a análise do setor de geração de energia Brasileiro gera-se um reflexo da capacidade de absorção de equipamentos, tecnologias e serviços. Segundo ANEEL (2017) “O Brasil possui no total 4.675 empreendimentos em operação, totalizando 152.143.578 kW de potência instalada”. Conforme mostrados no Quadro 8. Quadro 8 – Empreendimentos em Operação no Brasil em 2017 Empreendimentos em Operação Tipo Quantidade Potência Outorgada (kW) Potência Finalizada (kW) % CGH 607 522.839 523.510 0,34 EOL 424 10.393.738 10.393.742 6,83 PCH 435 4.959.487 4.948.243 3,25 UFV 44 27.761 23.761 0,02 UHE 219 101.138.278 93.216.340 61,27 UTE 2944 42.777.026 41.047.982 26,98 UTN 2 1.990.000 1.990.000 1,31 Total 4675 161.809.129 152.143.578 100 Fonte: Adaptado de ANEEL (2017) 83 Ainda dentro destes números apresentados, muitas destas usinas geradoras estão em fase de renovação de concessão juntamente com o governo, caracterizando-se uma fatia de mercado crescente a ser explorado. Outro ponto importante está nas principais mudanças na Medida Provisória 735 conforme destaca o Portal Vetorlog (2016) para a alteração do aproveitamento hidráulico de Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) para potência instalada até 5MW e de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) para potência instalada de 5MW até 50MW. Destacando ainda a alteração da lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, para o titular de outorga de PCH terá a prorrogação do prazo de vigência por 30 anos, após o vencimento do prazo das concessões ou autorizações de geração hidrelétrica. Segundo o Portal Vetorlog (2016) o meio ambiente e sociedade como um todo saíram beneficiados com o veto presidencial ao item que previa a criação de um programa de modernização de parques termelétricos movidos a carvão mineral, combustível fóssil não renovável e altamente poluente. Conforme ANEEL (2017) “Está prevista para os próximos anos uma adição de 24568242 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 232 empreendimentos atualmente em construção [conforme Quadro 9] e mais 585 em empreendimentos com construção não iniciada [conforme Quadro 10]”. Quadro 9 - Empreendimentos em Construção no Brasil em 2017 Empreendimentos em construção Tipo Quantidade Potência Outorgada (kW) % CGH 2 1.298 0,01 EOL 148 3.449.500 38,15 PCH 27 370.011 4,09 UFV 21 616.000 6,81 UHE 6 1.922.100 21,26 UTE 27 1.332.502 14,74 UTN 1 1.350.000 14,93 Total 232 9.041.411 100 Fonte: adaptado de ANEEL (2017) 84 Quadro 10 - Empreendimentos em Construção não iniciada no Brasil em 2017 Empreendimentos com construção não iniciada Tipo Quantidade Potência Outorgada (kW) % CGH 41 34.631 0,22 CGU 1 50 0 EOL 181 4.146.450 26,71 PCH 127 1.653.530 10,65 UFV 90 2.364.397 15,23 UHE 8 731.540 4,71 UTE 137 6.596.233 42,48 Total 585 15.526.831 100 Fonte: ANEEL (2017) No Gráfico 5 pode-se observar a quantidade e a capacidade dos equipamentos hidromecânicos mais utilizados para o nicho de CGHs e PCHs. Gráfico 5 – Quantidade de unidades por tamanho de reservatório Fonte: Os autores Juntamente com a demanda crescente, necessidade de diminuição de tempo de entrega, é natural que existam empresas buscando alternativas de redução de custos através da obtenção de produtos padronizados em seu portfólio de produtos. O estudo divulgado pelo Ministério de Minas e Energia – MME através do Plano Nacional de Energia (200, p. 195) as projeções do mercado a ser supridos por essas centrais geradoras estão na ordem de 934,9 TWh em 2030, conforme elucidado pelo Gráfico 6 abaixo. 85 Gráfico 6 - Projeção do consumo final de eletricidade no Brasil Fonte: Empresa de Pesquisa Energética - EPE No momento atual conforme destacado neste trabalho, o Brasil precisará aumentar sua geração de energia elétrica na ordem de 7 à 8 vezes para suprir a demanda até 2030, assim, justificando a necessidade de novos investimentos que ocupem a capacidade total de geração disponível. Mesmo pela existência de empresas fabricantes de Unidades Hidráulicas consolidadas no mercado, os clientes contam com poucas opções alternativas ao elevado custo de aquisição destes equipamentos, a Fotografia 10 elucida um modelo encontrado comercialmente. Fotografia 10 - Unidade Hidráulica da Parker Fonte: Parker Através de entrevistas realizadas na empresa concedente de Estágio Supervisionado, constatou-se que a falta de conhecimento na área de especificação deste equipamento e a 86 demora em mais de 120 dias para a entregar do produto, sendo que os testes devem ser realizados em outra planta industrial ou muitas vezes em campo acarretando um adicional de custos com peças defeituosas devido ao transporte e armazenamento incorreto, portanto impactando no tempo de comissionamento da máquina geradora de energia. 4.1.2 Análise das tecnologias e concorrentes O equipamento alvo deste projeto é destinado a geração de força hidráulica para o movimento dos servos motores como: do distribuidor da turbina, do contrapeso e do By Pass da válvula borboleta. Conforme mostra a Fotografia 11 uma unidade hidráulica é composta por reservatório, acumulador, visor de nível, tampa de limpeza, dreno, respiro, bloco, válvula proporcional, válvula direcional, válvulas de segurança, válvula de bloqueio, motor, bomba, filtro de retorno, filtro de pressão, mangueiras, conexões, cilindros hidráulicos, pressostatos, quadro elétrico. Durante uma pesquisa na base de dados do Instituto Nacional de Propriedades Industrial foi averiguado e encontrado dois pedidos de patente para um equipamento similar, ou que poderia ser utilizado juntamente com o regulador de velocidade, o Desenhos 17 e 18 elucidam e a Fotografia 11 e 12. Fotografia 11 - Exemplo de Unidade Hidráulica Fonte: Bosch Rexroth 87 Desenho 17 - Consulta a base de dados do INPI Fonte: INPI (2017). 88 Fotografia 12 - Consulta a base de dados do INPI Fonte: INPI (2017). Desenho 18 – Continuação da Consulta a base de dados do INPI acima Fonte: INPI (2017). 89 4.1.3 Análise do consumidor e estimativa do valor do produto Como principal mercado de comercialização do produto pode-se destacar o setor de geração de energia, como citado no item 4.1.1. Quanto aovalor do novo produto, este será abordado mais especificamente no item 4.5.5 com o comparativo do custo de fabricação. 4.1.4 Descrição dos requisitos Este assunto será abordado posteriormente no item Projeto Informacional. 4.1.5 Avaliação de ideias de produtos Analisando os projetos encontrados no mercado conforme a Fotografia 13 elucida os componentes utilizados para uma Unidade Hidráulica padrão como: (1) Drenagem; (2) Visor de nível; (3) Bloco e válvulas; (4) Reservatório; (5) Respiro; (6) Pressostato; e (7) Motor elétrico. Fotografia 13 - Exemplo de equipamento hidráulico Fonte: Catálogo BUCHER Hydraulics 4 2 3 5 7 1 6 90 4.1.6 Vendas do produto e o valor para o consumidor A comercialização do equipamento deve acontecer após o ciclo de construção, teste de qualidade e funcionamento do produto, sendo registrados os parâmetros de qualidade em sua ficha técnica. Através da análise de mercado uma unidade hidráulica do regulador de velocidade composta de 1 motor, 1 bomba, com um reservatório de 100 litros custa em média R$ 20000,00 para o valor de comprar e para o custo de reposição de R$ 18500,00. 4.1.7 Avaliação de pós-venda O suporte ao cliente será realizado por meios como: (i) Treinamentos; (ii) Manual de Operação e Manutenção; (iii) Elaboração do Manual de funcionamento; e (iv) Esquema hidráulico; Esquema elétrico; 4.2 PLANEJAMENTO DE PROJETO A etapa a seguir tem como objetivo elucidar as etapas do planejamento do projeto, onde descrevem-se como: (i) partes envolvidas no projeto; (ii) Plano de comunicação; (iii) Escopo do projeto; e (iv) Tempo. Auxílio do Fluxograma de Project Model Canvas. 4.2.1 Partes envolvidas no projeto O projeto desenvolveu-se pelo próprio acadêmico em conjunto com o setor de Engenharia do produto da empresa Hidráulica Industrial S.A. – HISA e o professor orientador, assim para alcançar resultados satisfatórios é de suma importância o gerenciamento dos prazos e metas. Este projeto possui caráter multidisciplinar, envolvendo áreas de conhecimento da engenharia como: (i) Projetos de sistemas mecânicos; (ii) Transmissão de Calor; (iii) Hidráulica e Pneumática; (iv) Especificações de Motores Elétricos; (v) Eletrotécnica; (vi) Manutenção mecânica; (vii) Desenho Mecânico; (viii) Materiais de construção mecânica; e (ix) Processos de fabricação. 4.2.2 Plano de comunicação O projeto do produto visa suprir as necessidades dos clientes a partir do aprimoramento de ideias já existentes no mercado. Sendo consultados profissionais do ramo, consumidores do produto e fornecedores. 91 Também a coleta de informações penderá de meios eletrônicos, internet e livros que representam a bibliografia técnica sobre o produto. 4.2.3 Escopo do projeto O objetivo do projeto visa elaborar as etapas de planejamento de projeto, planejamento do produto, projeto informacional, projeto conceitual, projeto preliminar e projeto detalhado de um Equipamento Hidráulico do regulador de velocidade de uma Central Geradora Hidrelétrica Francis simples, que será utilizado nas usinas de geração de energia hidrelétrica até 3 MW no intuito de automatizar a regulagem. Na elaboração deste projeto, procura-se desenvolvê-lo no ambiente de engenharia simultânea, considerando todos os aspectos do ciclo de vida do produto e integrando o planejamento do projeto e do produto e o projeto propriamente dito. 4.2.4 Tempo Esta etapa auxilia na previsão e na administração do tempo necessário para assegurar a conclusão do projeto no prazo previsto, envolvendo todas as etapas do projeto. O Quadro 11 apresenta o Diagrama de Gantt com a descrição das atividades do projeto a serem desenvolvidas, juntamente com a estimativa de cada uma delas. 92 Quadro 11 - Diagrama de Gantt Fonte: Os Autores 4.2.5 Project Model Canvas Para auxiliar no entendimento do projeto e seus diversos fatores envolvidos utilizou-se o Fluxograma 8, para reunir em um único quadro todas as informações sobre o projeto que está sendo projetado, tendo a importância de facilitar a busca de dados. Lapso temporal de entrega das unidades Hidráulicas (120 dias) Custo elevado de aquisição Detenção de conhecimento específico sobre o sistema Projetar um equipamento hidráulico do regulador de velocidade para acionamento de CGHs até 3MW Projeto um equipamento hidráulico do regulador de velocidade para acionamento de CGHs até 3MW Domínio de tecnologia Aumento do portfólio de produtos da empresa HISA Diminuição do tempo de entrega do produto ao cliente Objetividade Planejamento de Projeto para UHRV Realização das etapas da metodologia de Pahl & Beitz Utilização de fatores de segurança Apresentação para a banca examinadora Fornecedores de equipamentos Hidráulicos Acadêmico Orientador Não cumprimento do prazo de entrega Custo de fabricação ser maior do valor de mercado Utilização de recursos extras com retrabalhos Planejamento do Produto 25/05/2017 Planejamento do Projeto 01/06/2017 Projeto informacional 25/06/2017 Projeto Conceitual 30/06/2017 Projeto Preliminar05/07/2017 Projeto Detalhado25/08/2017 Entrega Final 25/09/2017 O tempo para a realização do TCC A construção do referencial teórico O ajuste do tema da pesquisa à realidade onde se conduz A delimitação do tema do TCC e o que estará contido nele Acadêmico Orientador Equipe de projeto do produto da empresa HISA Entrega do Projeto Final até mês de outubro de 2017 A empresa Hidráulica Industrial S. A. - HISA O valor do orçamento do projeto fica embutido no valor do produto final F lu x o g ram a 8 – P ro ject M o d el C a n va s F o n te: O s au to res 93 4.3 PROJETO INFORMACIONAL Nesta fase ocorre o desenvolvimento do projeto, onde serão analisadas todas as informações relevantes através de etapas como: (i) Identificação do problema de projeto; (ii) Identificação da demanda; (iii) Identificação do ciclo de vida do produto; (iv) Levantamento das necessidades dos clientes; (v) Requisitos dos clientes; (vi) Requisitos de projeto; (vii) Matriz QFD; e (viii) Especificação do projeto de produto. Através dos requisitos dos clientes obtidos com as necessidades transformando-as em requisitos de projetos, com a linguagem e visão técnica de engenharia. A confecção da matriz QFD – do inglês Quality Function Deployment impõe uma relação com os graus e atribuições de importância das informações coletadas pelos requisitos de clientes e de projeto. Assim, obtêm-se qual quesito desprendera maior esforço e dedicação do projetista. 4.3.1 Identificação do problema de projeto Com a análise dos equipamentos existentes no mercado e pela insatisfação das industrias fabricantes de turbinas hidráulicas que necessitam destes equipamentos para obtenção de Força-hidráulica como forma de acionamento dos seus produtos, do grande tempo de entrega e alto valor agregado. Com isso, buscou-se desenvolver um projeto fundamentando o domínio de tecnologia do produto com aplicação em Centrais Geradoras Hidrelétricas de até 3 MW. 4.3.2 Identificação da demanda A idealização do projeto surgiu no setor de Engenharia do produto da empresa Hidráulica Industrial S. A. – HISA, com o objetivo inicial de reduzir custos demasiadamente altos na compra, do lapso temporal de entrega, da falta de informações sobre o produto, tudo isso acarretando em custos adicionais por não conhecer o produto. Como objetivo secundário através do estudo de custos, deve ter início a fabricação própria destes equipamentos em uma escala padronizada. O projeto visa atender fabricantes de turbinas hidráulicas, podendo ser empregado em outras demandas como nos testes em fábrica e em outras demandas para acionamento de comportas e máquinas de levantamentos. A aplicação deste produto vai além disso, sabe-se queo mesmo tem grande importância em setores de médio e grande porte. 94 95 4.3.3 Identificação do ciclo de vida do produto Podemos classificar o equipamento hidráulico do regulador de velocidade, segundo a classificação básica de produtos, como um bem de capital, pois as fases do ciclo de vida estão associadas à sua complexidade de fabricação e montagem. De acordo com Zaions (2014, p. 7) o ciclo de vida de um produto compreende o período de seu nascimento (ou renascimento) até o seu descarte, ou seja, quando o mesmo entra em desuso, podendo ser ou não reaproveitado. Nessa etapa com auxílio do Fluxograma 9 mostra-se o ciclo de vida do produto. Fluxograma 9 - Etapas do ciclo de vida do produto Projeto Fabricação Uso Montagem Unidade Hidráulica Manutenção Função Transporte Fonte: Os autores A partir da definição do ciclo de vida do produto, podem-se detectar as necessidades dos clientes internos, intermediários e externos, envolvidos e associados a cada uma das fases do ciclo de vida. Como auxilio na estruturação das necessidades dos usuários/clientes, elaborou-se o Quadro 12 de apoio ao levantamento das necessidades, apresentando as etapas em linhas, e os atributos específicos nas colunas. Ciclo de Vida Atributos básicos do produto Funcionamento Confiabilidade Economia Montabilidade Transportabilidad e Segurança Normalização Projeto Acionar Turbinas CGHs Francis até 3MW; Padronizar para otimizar em tempo. Ser confiável; Utilizar materiais de qualidade. Ter baixo custo de fabricação; Ter fabricação simplificada. Prever interface de tubulações e acessórios Interface elétrica Manual de Expedição Garantir a integridade estrutural Estudo de padronização Fabricação Boa qualidade com poucos defeitos Verificar funcionamento dos componentes Tolerâncias maiores; Utilização de máquinas convencionais para a fabricação do equipamento Ter mínimo esforço para transporte Atender as especificações de projeto Ser fabricado com poucos componentes Montagem Possibilitar teste; Manual de Montagem. Diminuir componentes Ter mínimo tempo de montagem. Interface de montagem/ componentes Não apresentar riscos durante a montagem de itens (Eletrônicos) Ter uniões normalizadas em BSP Transporte Ter facilidade em manusear os diversos itens Ser leve Ser fácil de transportar em Pellets Ter caixa de madeira padronizada para o tamanho da UHRV. Uso Possuir sistemas de regulagem Ser preciso; Ser durável. Ter baixo custo operacional Oferecer segurança em funcionamento Ter bloco e válvulas padrão. Função Manual de Funcionamento Precisão dimensional Sem vazamento do sistema Proteção contra explosões Manutenção Facilidade de manutenção Fácil conservação Chave de emergência Baixo custo de manutenção Não apresentar riscos durante a troca de itens Q u ad ro 1 2 - M atriz d e ap o io ao lev an tam en to d as n ecessid ad es d o s clien tes. F o n te: O s au to res. 4.3.4 Levantamento das necessidades do cliente Nessa etapa procurou-se entender os problemas para definir qual a função global do produto. Após reunião com o supervisor do setor de Engenharia do Produto, obteve-se como resultado a seguinte função global: “Acionar Turbinas hidráulicas de Centrais geradoras Hidrelétricas até 3 MW de potência”. Desta reunião com o principal cliente do equipamento obtiveram-se os resultados de necessidades de projeto, onde deve possibilitar a realização de movimentação do distribuidor Francis e comandos na válvula borboleta de forma que possa ser via comandos manuais ou pelo regulador de velocidades. Realizou-se um questionário, que segue o modelo disponível no Apêndice A, e obteve-se os resultados que seguem demonstrados a seguir no Quadro 13. Quadro 13 - Necessidades do Cliente Necessidades do Cliente Grau de importância Ter baixo custo de aquisição 5 Ter baixo tempo de entrega 5 Ter baixo custo de operação 3 Ter baixo custo de manutenção 5 Facilidade de manutenção 4 Ter peças de reposição simples 4 Ser fácil de conservar/limpar 4 Ser ergonômico a IHM 4 Ser estanque 5 Ser compacto 5 Ser confiável 5 Acionar um distribuidor e periféricos 5 Ser durável 5 Ser seguro durante operação 5 Fonte: Os autores 4.3.5 Requisitos do cliente Com base nas necessidades dos clientes citados no Quadro 9 na qual são especificados os critérios de atribuições mais importantes no conjunto funcional do equipamento é realizado um estudo desses requisitos, com relação as suas atribuições e seus graus de importância para que posteriormente sejam usados na montagem da matriz QFD. O Quadro 14 mostra o resultado da análise realizada. 98 Quadro 14 - Requisitos do cliente Requisitos do Cliente Grau de importância Ter baixo custo de aquisição 5 Ter baixo tempo de entrega 5 Ter baixo custo de operação 3 Ter baixo custo de manutenção 5 Facilidade de manutenção 4 Ter peças de reposição simples 4 Ser fácil de conservar/limpar 4 Ser ergonômico a IHM 4 Ser estanque 5 Ser compacto 5 Ser confiável 5 Acionar um distribuidor e periféricos 5 Ser durável 5 Ser seguro durante operação 5 Fonte: Os autores 4.3.6 Requisitos de projeto Com as necessidades dos clientes e com os requisitos dos mesmos, levantou-se os requisitos de engenharia do equipamento hidráulicos do regulador de velocidade. Traduzindo a linguagem dos clientes em requisitos de projeto com auxílio do Quadro 16, esses requisitos podem ser manipulados para que possamos satisfazer os requisitos dos clientes. Os atributos importantes para o projeto são: (i) Geométrico; (ii) Material; (iii) Pressão; (iv) Energia; (v) Fluxo; (vi) Sinais; (vii) Estabilidade; e (viii) Controle. Conforme o Quadro 15. Requisitos de Usuário Atributos Específicos do Produto Geométrico Material Pressão Cinemática Energia Fluxo Sinais Estabilidade Controle Ter baixo custo de aquisição ASTM A-36 Matéria-prima Ter baixo tempo de entrega Padronização do Produto Padronização do processo Controle de Qualidade de expedição. Ter baixo custo de operação Utilização de reservatórios Poucos elementos. Eficiência dos elementos. Controle de Qualidade de usinagem e caldeiraria Ter baixo custo de manutenção Não ter locais que dificultem a troca de componentes Alta resistência. Chave de emergência Ciclo fechado Ter pontos de içamentos Controle de Qualidade de Montagem Ter peças de reposição simples Utilização do tipo de rosca padrão Possuir componentes comerciais. Ser fácil de conservar/ limpar Não ter locais de difícil acesso. Ser resistente a corrosão, oxidação. Ser ergonômico a IHM Evitar cantos vivos nos componentes que estarão em contato direto com o operador. Instalação do painel a uma altura ergonômica Ser estanque Realizar soldagem Ensaios não destrutivos de verificação Ser compacto Ciclo fechado de óleo Sinais de componentes Uso de válvulas. Esquema Hidráulico. Esquema Elétrico. Q u ad ro 1 5 - A trib u to s esp ecífico s d o p ro d u to (C o n tin u a). F o n te: O s au to res. 100 Requisitos de Usuário Atributos Específicos do Produto Geométrico Material Pressão Cinemática Energia Fluxo Sinais Estabilidade Controle Ser confiável Materiais de alta resistência Resistir aos esforços com segurança. Utilização de motor WEG De pressão; Do nível de óleo; De temperatura Acionar um distribuidor e periféricos 160 bar Pelo Regulador de Velocidade;Com ajuste manual. Ser durável Materiais de alta resistência. Evitar a Cavitação. Ser seguro durante a operação Elétrica Informar a corrente de saída. Q u ad ro 1 6 - A trib u to s esp ecífico s d o p ro d u to (co n clu são ). F o n te: O s au to res. 101 Quadro 16 - Requisitos de Projeto Requisitos de Projeto Meta Padronizar o equipamento de acionar do distribuidor e periféricos Para Turbina Francis até 3 MW Vida útil 15 anos Potência consumida 4 CV Temperatura de operação 65°C Diâmetro da tubulação 3/4” Capacidade do reservatórioque os elementos suportam. Desvantagens : Custo elevado. A ci o n ar e q u ip am en to s Fornecer vazão Bomba de eng. externas Bomba de eng. interna Bomba de palhetas Bomba de pistão Vantagem: Fluxo constante de fluido, baixo baixo. Utilizadas para médias pressões. Vantagem: Fluxo constante de fluido. Utilizadas para médias pressões Vantagem: Fluxo constante de fluido. Utilizada para baixas pressões. Vantagem: Fluxo constante de fluido. Utilizadas para médias e altas pressões Desvantagens: Ruído excessivo. Desvantagens: Ruído excessivo. Desvantagens : Perda de pressão do sistema. Desvantagens : Alto custo. Realizar a filtragem Filtro de retorno Filtro de linha Vantagem: Baixo custo. Vantagem: Fácil intalação. 108 Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Princípios de Solução A ci o n ar e q u ip am en to s Desvantagens: Saturação rapida. Desvantagens: Difícil manutenção no local de instalação. Monitorar a filtragem Indicadores eletrônicos Indicadores de pressão Indicadores visuais Vantagem: Ótimo controle. Vantagem: Funcionamento simples. Vantagem: Baixo custo. Desvantagens: Alto valor de compra. Desvantagens: Erro de medições. Desvantagens: Não é possível controlar eletrônicamente Monitorar a pressão Válvula de controle de vazão Transdutor de pressão Válvula de controle de vazão com pressão compensadora Vantagem: Simples operação e controle. Vantagem: Ótima precisão de medição. Vantagem: Vantagem: Desvantagens: Custo médio de aquisição Desvantagens: Desvantagens: Desvantage ns: Monitorar a temperatur a Termopar RTD Termistor PT- 100 Quadro 18 – Matriz Morfológica (continua) 109 Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Princípios de Solução Vantagem: Sinal elétrico de saída. Vantagem: Sinal elétrico de saída. Vantagem: Sinal elétrico de saída. Vantagem: Sinal elétrica de saída. Desvantagens: Custo de aquisição médio. Desvantagens: Baixo custo de aquisição. Desvantagens: Baixo custo de aquisição. Desvantage ns: Custo médio. Monitorar o nível Indicador de nível tipo boia lateral Indicador de Nível eletrônico Indicador de nível tipo boia vertical Visor de nível Vantagem: Sinal elétrico 4 à 10 A. Vantagem: Ótimo controle, alta durabilidade. Vantagem: Sinal elétrico 4 à 10 A. Vantagem: Baixo custo Desvantagens: Dificuldade de medição. Desvantagens: Custo elevado de aquisição Desvantagens: Dificuldade de medição. Desvantage ns: Somente visualização Atuar no controle do fluxo Ação humana Controle por válvulas Mecânico Regulador de velocidade (RV) Vantagem: Baixo custo. Vantagem: Ótimo precisão de controle Vantagem: Baixo custo. Vantagem: Ótimo precisão de controle de sinais. Quadro 18 – Matriz Morfológica (continua) 110 Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Princípios de Solução Desvantagens: Controle inadequado. Desvantagens: Custo elevado de manutenção. Desvantagens: Trabalho lento e impreciso Desvantage ns: Custo elevado de aquisição. Atuar na emergência Acumulador de bexiga Acumulador de pistão Vantagem: vem de fábrica pronto. Vantagem: Vem de fábrica pronto. Desvantagens: Custo médio. Desvantagens: Custo elevado. Armazenar o fluido Reservatório cilíndrico Reservatório prismático Vantagem: Otimização de espaço de instalação. Vantagem: Dispõem de espaço de instalação dos acessórios. Desvantagens: Não dispõem de espaço de instalação dos acessórios. Desvantagens: Maior demora de ajuste e maior custo de fabricação. Conduzir o Fluido Mangueiras tubos Quadro 18 – Matriz Morfológica (continua) 111 Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Princípios de Solução Vantagem: Flexibilidade, melhor manutenabilidade Vantagem: Vida útil elevada. Desvantagens: Vida útil baixa. Desvantagens: Dificuldade de manutenção. A ci o n ar o s is te m a Conectar- se a fonte de energia externa Fio elétrico Linha hidráulica Linha pneumática Vantagem: Menor custo. Vantagem: Custo alto. Vantagem: Custo médio. Desvantagens: Perigo de descargas elétricas. Desvantagens: Equipamentos rusbos e dificil manuseo. Desvantagens: Barulho excessivo. T ra n sm it ir P o tê n ci a/ E n er g ia Acoplar movimento Conexão direta Acoplamento mecânico Acoplamento magnético Acoplamento de engrenagem Vantagem: Baixo custo de fabricação Vantagem: Facilidade de manutenção Vantagem: Facilidade de manutenção Vantagem: Alta vida útil do acoplamento. Desvantagens: Dificuldade de manutenção. Desvantagens: Desvantagens: Alto custo de aquisição. Desvantage ns: Ruído excessivo. Fornecer Potência Motor elétrico Motor Hidráulico Motor Pneumático Vantagem: Alto rendimento e baixo custo de aquisição. Vantagem: Irreversibilidade do fluxo. Vantagem: Respostas rápidas. Quadro 18 – Matriz Morfológica (continua) 112 Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Princípios de Solução Desvantagens: Custo elevado de controle de rotação Desvantagens: Trabalho em condições adversas com controle simples de ser feito. Desvantagens: Pouca potência. Fonte: Os autores 4.4.3 Elaboração da matriz de decisão Constituída a forma dos princípios de soluções dá-se ênfase a montagem da matriz de decisão, onde são ordenadas as opções de alternativas conforme a matriz morfológica das que mais possam trazer proveito de um bom sucesso na finalização do projeto. A identificação das matrizes é a mesma, o que muda realmente é a ordenação dos princípios de soluções. São propostas quatro opções de diferentes formas possíveis de projeto do equipamento hidráulico do regulador de velocidades de acordo com os critérios de projeto estabelecidos. Esses critérios foram avaliados pela equipe de projeto. A Quadro 19 ilustra a escolha das opções que melhor se adequaram ao projeto da máquina. Quadro 19 - Matriz de Decisão Função Princip al Funçã o Parcia l Funções Elementar es Opção I Opção II Opção III Opção IV A ci o n ar d is tr ib u id o r d e T u rb in a F ra n ci s e se u s p er if ér ic o s T ro ca r ca lo r Reservatório Trocador de calor Resfriador a água Reservatório A ci o n ar e q u ip am en to s Fornecer vazão Bomba de eng. externas Bomba de eng. interna Bomba de palhetas Bomba de pistão Quadro 18 – Matriz Morfológica (continua) (Conclusão) 113 Fun ção Prin cipa l Função Parcial Funções Elementares Opção I Opção II Opção III Opção IV A ci o n ar d is tr ib u id o r d e T u rb in a F ra n ci s e se u s p er if ér ic o s A ci o n ar e q61 Desenho 13 - Estado de operação de um acumulador a gás do tipo bexiga ............................. 63 Desenho 14 - Resfriador a ar .................................................................................................... 65 Desenho 15 - Resfriado a água ................................................................................................. 65 Desenho 16 - Trocador a placas ............................................................................................... 66 Desenho 17 - Consulta a base de dados do INPI ...................................................................... 87 Desenho 18 – Continuação da Consulta a base de dados do INPI acima ................................. 88 Desenho 19 - Estrutura conceitual definida para o projeto .................................................... 117 file:///C:/Users/Gilberto%20Baretta/Desktop/Engenharia%20Mecânica/Engenharia%20Mecânica%2010ª%20Fase/TCC%20TRABALHO%20DE%20CONCLUSÃO%20DE%20CURSO/TCC-20-10-2017-R00.docx%23_Toc496276269 LISTA DE DIAGRAMAS Diagrama 1 - Diagrama de variação da viscosidade com a temperatura para diversos tipos de óleo ........................................................................................................................................... 47 Diagrama 2 - Diagrama do memorial de cálculo .................................................................... 128 LISTA DE ESQUEMAS Esquema 1 - Perfil esquemático de usina hidrelétrica .............................................................. 27 LISTA DE FOTOGRAFIAS Fotografia 1 - Exemplo de Turbina Francis.............................................................................. 30 Fotografia 2 - Rotor Kaplan de pás móveis .............................................................................. 31 Fotografia 3 - Turbinas Pelton de dois jatos fabricadas pela HISA ......................................... 32 Fotografia 4 - Turbina Bulbo .................................................................................................... 32 Fotografia 5 - Tipos de Visores de nível .................................................................................. 49 Fotografia 6 - Válvula Direcional 4/2 de Assento e atuação por solenoide ............................ 57 Fotografia 7 - Curvas característica de perda de carga ............................................................. 57 Fotografia 8 - Válvula limitadora de pressão ........................................................................... 59 Fotografia 9 - Tela principal do regulador de velocidade ........................................................ 68 Fotografia 10 - Unidade Hidráulica da Parker.......................................................................... 85 Fotografia 11 - Exemplo de Unidade Hidráulica...................................................................... 86 Fotografia 12 - Consulta a base de dados do INPI ................................................................... 88 Fotografia 13 - Exemplo de equipamento hidráulico ............................................................... 89 Fotografia 14 - Vista isométrica do equipamento hidráulico do regulador de velocidade ..... 118 Fotografia 15 - Seção em corte do Subconjunto motobomba ................................................ 119 Fotografia 16 – Vista Isométrica do layout para o Subconjunto Motobomba ....................... 119 Fotografia 17 - Subconjunto do reservatório .......................................................................... 120 Fotografia 18 - Subconjunto bloco manifold .......................................................................... 121 Fotografia 19 - Subconjunto quadro de bornes ...................................................................... 122 Fotografia 20 - Subconjunto do acumulador .......................................................................... 122 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Perda de carga em função de diferentes vazão ...................................................... 58 Gráfico 2 - Tamanhos de válvulas limitadoras de pressão ....................................................... 59 Gráfico 3 - Válvula controladora de vazão ............................................................................... 60 Gráfico 4 - Válvula de retenção ................................................................................................ 60 Gráfico 5 – Quantidade de unidades por tamanho de reservatório........................................... 84 Gráfico 6 - Projeção do consumo final de eletricidade no Brasil ............................................. 85 LISTA DE FLUXOGRAMAS Fluxograma 1 - Ciclos de sinais do Regulador de velocidade .................................................. 69 Fluxograma 2 - Classificação do planejamento do produto ..................................................... 73 Fluxograma 3 - Classificação das principais fases do projeto informacional .......................... 74 Fluxograma 4 - Concepção do projeto conceitual .................................................................... 75 Fluxograma 5 - Etapas do projeto preliminar ........................................................................... 76 Fluxograma 6 - Etapas do projeto detalhado ............................................................................ 77 Fluxograma 7 - Planejamento empregado para a realização do trabalho de conclusão de curso .................................................................................................................................................. 78 Fluxograma 8 – Project Model Canvas .................................................................................... 93 Fluxograma 9 - Etapas do ciclo de vida do produto ................................................................. 95 Fluxograma 10 - Matriz QFD ................................................................................................. 102 Fluxograma 11 – Funções Elementares do equipamento hidráulico ...................................... 105 Fluxograma 12 - Sequência de detalhamento ......................................................................... 130 file:///C:/Users/Gilberto%20Baretta/Desktop/Engenharia%20Mecânica/Engenharia%20Mecânica%2010ª%20Fase/TCC%20TRABALHO%20DE%20CONCLUSÃO%20DE%20CURSO/TCC-20-10-2017-R00.docx%23_Toc496276321 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ANEEL Agência Nacional de Energia elétrica CGH Central Geradora Hidrelétrica CGU Central Geradora Undi-elétrica EOL Central Geradora Eólica PCH Pequena Central Hidrelétrica UFV Central Geradora Solar Fotovoltaica UHE Usina Hidrelétrica UTE Usina Termoelétrica UTN Usina Termonuclear PDCA Plan (Planejar)/ Do (Fazer)/ Check (Checar)/ Act (Agir). LISTA DE SÍMBOLOS Nq Número Característico Ns Rotação específica Q Vazão H Altura QB Vazão máxima de trabalho da Bomba P Pressão F Força A Área R Número de Reynolds V Velocidade do fluido 𝑣 Viscosidade cinemática D Diâmetro interno da tubulação t Tempo S Curso L Comprimento da tubulação total L Comprimento da tubulação total Ls Comprimento equivalentes L1 Comprimento da tubulação retilínea 𝜌 Massa específica do fluido X Rugosidade da tubulação f Coeficiente de atrito CR Volume do reservatório Vacm Volume acumulador ∆𝑄 Variação de vazão nos servos motores Vm Volume morto do reservatório Ds Fator do diâmetro da sucção Var Volume de ar do reservatório Vs Volume de segurança Vt Volume total Csf Coeficiente de segurança 𝜂𝑣 Rendimento volumétrico N Rotação do motor 𝑉𝑛 Volume nominal 𝜂𝑚𝑛 Rendimento mecânico ∆𝑃 Variação de pressão 𝜂𝑡 Rendimento total 𝑉𝑜 Tamanho do acumulador 𝑃𝑜 Pressão de enchimento de gásu ip am en to s Realizar a filtragem Filtro de retorno Filtro de linha Filtro de retorno Filtro de retorno Monitorar a filtragem Indicadores eletrônicos Indicadores de pressão Indicadores visuais Indicadores visuais Monitorar a pressão Válvula de controle de vazão Transdutor de pressão Válvula de controle de vazão com pressão compensadora Válvula de controle de vazão Monitorar a temperatura PT- 100 RTD Termistor Termopar Monitorar o nível Indicador de Nível eletrônico Indicador de nível tipo boia lateral Indicador de nível tipo boia vertical Visor de nível Quadro 19 – Matriz de Decisão (continua) 114 Fun ção Prin cipa l Função Parcial Funç ões Elem entare s Opção I Opção II Opção III Opção IV A ci o n ar d is tr ib u id o r d e T u rb in a F ra n ci s e se u s p er if ér ic o s A ci o n ar e q u ip am en to s Atuar no contr ole do fluxo Controle por válvulas Ação humana Mecânico Regulador de velocidade (RV) Atuar na emer gênci a Acumulador de bexiga Acumulador de pistão Acumulador de bexiga Acumulador de pistão Arma zenar o fluido Reservatório prismático Reservatório cilíndrico Reservatório prismático Reservatório cilíndrico Cond uzir o Fluid o tubos Mangueiras tubos Mangueiras A ci o n ar o s is te m a Cone ctar- se a fonte de energ ia exter na Fio elétrico Linha hidráulica Linha pneumática Fio elétrico T ra n sm it ir P o tê n ci a/ E n er g ia Acopl ar movi mento Acoplamento mecânico Conexão direta Acoplamento magnético Acoplamento de engrenagem Quadro 19 – Matriz de Decisão (continua) 115 Fun ção Prin cipa l Função Parcial Funçõ es Eleme ntares Opção I Opção II Opção III Opção IV F o rn ec er P o tê n ci a Motor elétrico Motor Hidráulico Motor Pneumático Motor elétrico Fonte: Os autores 4.4.4 Elaboração da matriz “passa não passa” A avaliação e valorização das concepções alternativas para o projeto do equipamento com base nas possíveis estruturas de princípios de soluções será feita com a utilização do método, “Passa não Passa”. A importância deste método é de fazer a definição de comparação dos pontos fracos e fortes de cada opção demonstradas na matriz de decisão, juntamente com as necessidades do cliente definidas na fase de projeto informacional, onde cada definição de solução é comparada com as atribuições de necessidades. Pelos procedimentos de estabelecimento de elaboração da matriz construiu-se uma tabela, onde para cada item das necessidades dos clientes, são avaliados os princípios de soluções levantados anteriormente e definidos como “P”, os que atendem as necessidades e com “NP” os que não atendem as especificações de necessidades. O Quadro 20 apresenta a opção que melhor atende as necessidades do cliente e seguirá como referência para que sejam avaliadas com as outras opções de alternativas na matriz de avaliação. Quadro 20 - Matriz de decisão "Passa não Passa" Necessidades do Cliente Opções I II III IV Ter baixo custo de aquisição P NP NP NP Ter baixo tempo de entrega P NP NP NP Ter baixo custo de operação P P P P Ter baixo custo de manutenção P P P P Facilidade de manutenção P NP NP P Ter peças de reposição simples P P P P Ser fácil de conservar/limpar P P P P Ser ergonômico a IHM P NP NP NP Ser estanque P P P P Ser compacto P P P P Ser confiável P P P P Acionar um distribuidor e periféricos P P NP P Ser durável P P NP P Ser seguro durante operação P NP NP P Fonte: Os autores Quadro 19 – Matriz de Decisão (conclusão) 116 4.4.5 Elaboração da matriz de avaliação Nesta etapa é definido qual das opções determinadas anteriormente é a mais adequada para a sequência do projeto. Os princípios de soluções serão novamente avaliados e comparados um a um, julgando com os critérios de referência escolhidos. Quando o princípio de solução analisado for melhor que a referência, este, será marcado com um sinal de “+”, se for inferior à referência marca-se com um sinal de “-” e se for semelhante ou de mesma igualdade marca-se com um sinal de “=”. Em seguida é feita a soma das pontuações atribuídas no desenvolvimento do trabalho. O Quadro 21 apresenta a alternativa que melhor atende as exigências de cliente para seguir nas posteriores fases do projeto. Quadro 21 – Matriz de Avaliação Opções Necessidades do Cliente Peso II III IV I Ter baixo custo de aquisição 5 -1 -1 -1 R E F E R Ê N C I A Ter baixo tempo de entrega 5 0 0 0 Ter baixo custo de operação 3 0 0 0 Ter baixo custo de manutenção 5 0 0 0 Facilidade de manutenção 4 -1 -1 -1 Ter peças de reposição simples 4 0 0 0 Ser fácil de conservar/limpar 4 -1 -1 -1 Ser ergonômico a IHM 4 -1 -1 -1 Ser estanque 5 0 -1 -1 Ser compacto 5 0 0 0 Ser confiável 5 0 0 0 Acionar um distribuidor e periféricos 5 0 0 0 Ser durável 5 0 0 0 Ser seguro durante operação 5 0 0 0 Total (+) 0 0 0 Total (-) 4 5 5 Total Global (-) + (+) -4 -5 -5 Peso Total -17 -22 -22 Legenda: (=) Atende igual à referência; (-) Atende menos que a referência; (+) Atende mais que a referência. Fonte: Os autores Os cálculos realizados para determinar os valores do total (-), do total (+), do total global e do peso total mostrados anteriormente seguem a seguinte lógica: Total (+): Foram somadas as quantidades de (+) apresentadas em cada opção da Matriz de Avaliação para escolha da concepção, onde foram obtidos os seguintes resultados: Opção II = +0 Opção III = +0 Opção IV =+0 Total (-): Foram somadas as quantidades de (-) apresentadas em cada opção da Matriz de Avaliação para escolha da concepção, onde foram obtidos os seguintes resultados: Opção II = -4 opção III = -4 Opção IV =-4 117 Total Global: Foram somadas as quantidades de (-) e de (+) apresentadas em cada opção da Matriz de Avaliação para escolha da concepção, onde forma os seguintes resultados: Opção II = (+0) + (-4) = (-4) Opção III = (+0) + (-5) = (-5) Opção IV = (+0) + (-5) = (-5) Peso Total: Feito um somatório das quantidades de (-) e de (=) multiplicando cada índice pelo seu respectivo peso, conforme apresentado em cada opção da Matriz de Avaliação para escolha da concepção sendo que o sinal de (=) tem o valor nulo. Assim forma obtidos os seguintes resultados: Opção II = -17 Opção III = -22 Opção IV = -22 Conforme o resultado dos pesos fica estabelecido que a melhor solução a ser seguida na fase de projeto preliminar é a referência seguida da opção II, III e por último a Opção IV. Conforme o Desenho 19 ilustra um croqui do equipamento hidráulico de regulador de velocidade: (01) Motor Elétrico; (02); Acumulador; (03) Válvulas; (04) Visor de nível; (05) Reservatório; e (06) Quadro elétrico. Desenho 19 - Estrutura conceitual definida para o projeto Fonte: Os autores 118 4.5 PROJETO PRELIMINAR Na etapa de projeto preliminar busca definir a avaliação técnica, dimensionamento, e cálculos envolvidos nos componentes que farão parte do equipamento hidráulico do regulador de velocidade, sendo definidas as formas geométricas dos componentes que serão usados no projeto, atendendo as necessidades definidas no projeto informacional. No projeto preliminar foram realizadas as seguintes ações as quais serão descritasem maiores detalhes nas seções deste capítulo: (i) Estudo de layouts; (ii) Estudo das interfaces entre peças, submontagens, montagens; (iii) Estudo dos materiais a serem utilizados na fabricação das peças; (iv) Estudos de fluxo de fluidos, energia e sinais; (v) Estudo do custo; e (vi) Cálculos necessários para a seleção dos equipamentos; e (vii) Estudo de manutenção (aspectos fundamentais e de relevância para a operação de manutenção do produto); 4.5.1 Estudo de layouts Na elaboração dos layouts do equipamento hidráulico do regulador de velocidade considerou-se os requisitos de projeto considerados como prioritários da matriz QFD. Conforme a Fotografia 14 ilustra uma vista isométrica do equipamento hidráulico. Fotografia 14 - Vista isométrica do equipamento hidráulico do regulador de velocidade Fonte: Os autores. 119 4.5.2 Estudo das interfaces entre peças, submontagens e montagens Para o equipamento hidráulico, a montagem será dividida em cinco submontagens sendo estas: (i) Subconjunto motobomba; O Subconjunto Motobomba é composto por: (1) chaveta do eixo para o motor de 4 CV com 4 polos; (2) bomba hidráulica; (3) acoplamento de proteção/fixação da Motobomba; (4) chaveta do eixo da Motobomba; e (5) Acoplamento flexível. Conforme a Fotografia 15 ilustra. Fotografia 15 - Seção em corte do Subconjunto motobomba Fonte: Os autores. A fotografia 16 elucida o estudo de layout utilizado para o Subconjunto da Motobomba Fotografia 16 – Vista Isométrica do layout para o Subconjunto Motobomba Fonte: Os autores. Interface de montagem do Motor/Acoplamento de Proteção Interface de montagem do Acoplamento/Bomba 120 (ii) Interface entre Reservatório e Subconjunto; A montagem dos equipamentos foi concebida na superfície plana superior da tampa removível do Reservatório, como forma de oferecer uma área para interface dos seguintes componentes: (i) parafusos do filtro de retorno; (ii) suporte do Bloco Manifold; (iii) montagem do Motor elétrico e Acoplamento de Proteção; (iv) interface do furo roscado para a válvula limitadora de vazão; (v) ponto de espera de instalação para o cliente (L1); (vi) montagem do filtro de ar; e (vii) montagem do bocal de enchimento. Fotografia 17 - Subconjunto do reservatório Fonte: Os autores. (iii) Subconjunto bloco manifold; O Subconjunto bloco manifold é composto por: (1) bloco manifold; (2) válvula proporcional; (3) válvula direcional 4/3 vias; (4) válvula de retenção pilotada 4/3 vias; (5) adaptador MFA ¼ x ½ BSP; (6) redução reta macho fêmea; (7) conexão cruzeta igual; (8) adaptador macho fêmea; (9) conexão fêmea 90 graus DKO; (10) conexão emenda DKO; (11) Pressostato; (12) Pressostato de embolo; (13) bujão sextavado interno M18; (14) Manômetro; (15) Suporte do bloco; (16) redução reta; (17) adaptador fêmea 1/2”; (18) adaptador macho BSP; e (19) porca DIN 16. Conforme a Fotografia 18 ilustra. Interface de montagem do Motor/Acoplamento de Proteção Interface de montagem do Filtro de retorno Interface de montagem do suporte do Bloco Manifold Interface de montagem do Filtro de ar Interface de montagem do bocal de enchimento Interface de montagem da válvula limitadora de vazão Interface de montagem para o cliente L1 121 Fotografia 18 - Subconjunto bloco manifold Fonte: Os autores. (iv) Subconjunto quadro de bornes. O Subconjunto do quadro de bornes é composto por: (1) tubo quadrado 50 x 50 mm; (2) quadro de bornes; e (3) chapa retangular. Conforme a Fotografia 19. 122 Fotografia 19 - Subconjunto quadro de bornes Fonte: Os autores. (v) Subconjunto do Acumulador O Subconjunto do acumulador é composto por: (1) acumulador; (2) anel de amortecimento; (3) adaptador 3” x ¾” BSP; (4) conexão redução reta; e (5) conexão macho fêmea DKO 90 graus. Conforme a Fotografia 20 elucida. Fotografia 20 - Subconjunto do acumulador Fonte: Os autores. 123 4.5.3 Estudo dos materiais a serem utilizados na fabricação das peças Optou-se para os componentes do reservatório que necessitam de fabricação, por utilizar em toda estrutura o aço SAE 1020 que possui composição química apresentada no Quadro 22 a seguir, apresentando custo relativamente baixo se comparado aos demais produtos de mercado, com boa resistência mecânica com tensão de escoamento aproximadamente de 210 MPa e com boa trabalhabilidade e soldabilidade. Porém, este material não apresenta boa resistência a trabalhos em meios corrosivos, assim, para que o mesmo não sofra corrosão devida a condensação de H2O no interior do reservatório, será realizado pintura em toda superfície. Quadro 22 - Composição química do aço SAE 1020 Composição química ABNT/SAE/AISI C Mn P máx S máx 1020 0,18-0,23 0,30-0,60 0,04 0,05 Fonte: Gerdau (2016). 4.5.3.1 Tubos Hidráulicos É importante selecionar e determinar corretamente a espessura das paredes do tubo e diâmetro interno. São tubos de precisão sem costura conforme norma DIN 2391, trefilados a frio sem solda e normatizados. a. Temperatura para conexões para Tubos Os materiais para conexões suportam temperaturas entre -20°C à 200°C de acordo com a norma ISO 8434. b. Vedações As vedações usadas em válvulas são fabricadas em Borracha Nitrílica - NBR, suportando temperaturas que variam de -35°C à +100°C com dureza de 85 shore. c. Torque de aperto para conexões para tubo Os torques de aperto apresentados no Quadro 23 são para conexões para tubo de aço com roscas macho BSPP ou Métricas, parafusos e uniões orientáveis com bicromatização. 124 Quadro 23 - Torque de aperto em conexões para tubo de aço Roscas Torque de aperto em Nm Torque de aperto para parafusos em Nm Torque de aperto das uniões orientáveis em Nm BSPP 1/8 25 12 25 BSPP 1/4 40 18 40 BSPP 3/8 90 40 80 BSPP 1/2 120 75 120 BSPP 1 370 190 300 BSPP 1.1/4 500 240 300 BSPP 1.1/2 600 300 600 M10 x 1 25 12 25 M12 x 1.5 30 18 30 M14 x 1.5 50 20 50 M16 x 1.5 70 35 60 M18 x 1.5 90 50 70 M20 x 1.5 120 60 110 M22 x 1.5 130 70 130 M26 x 1.5 180 85 140 M27 x 2 220 100 150 M33 x 2 330 150 280 M42 x 2 500 260 280 Fonte: Hennings (2017, p.135) 4.5.4 Estudos de fluxo de fluidos, energia e sinais O fluxo de fluido para o sistema hidráulico tem início com o preenchimento do reservatório com 100 Litros e mais 30% de óleo ISO vg 68 para enchimento das tubulações. Após a motobomba semissubmersível é ligada por meio do regulador de velocidade gerando o movimento de fluxo do óleo através da válvula direcional de enchimento comandada até que se atinja a pressão de trabalho do sistema. 4.5.5 Estudo de custos Para o levantamento de custos do equipamento hidráulico do regulador de velocidade, foi baseando-se em produtos similares já existentes no mercado e os custos de aquisição 125 conforme Quadro 24 e para o tempo de fabricação segundo uma empresa da nossa região, conforme Quadro 25. Quadro 24 - Análise do custo total da UHRV Fonte: Os autores 126 Quadro 25 - Análise de custo de fabricação Conjunto Unidade Hidráulica 100 litros CP-UHRV-00-00 Seq. Operação Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 010 Montar 250 8,00 20 049 Embalar 228 1,00 Total de Horas 9,00 Reservatório CP-UHRV-01-00 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 01 peça Pos.: 01 239 0,05 20 011 Esmerilhar 229 0,05 30 013 Dobrar 229 0,50 40 004 Cortar 01 peça Pos.: 02 239 0,05 50 011 Esmerilhar 229 0,05 60 013 Dobrar 229 0,50 70 004 Cortar 01 peça Pos.: 03 239 0,08 80 011 Esmerilhar 229 0,08 90 013 Dobrar 229 1,00 100 004 Cortar 01 peça Pos.: 05 239 0,02 110 011 Esmerilhar 229 0,01 120 004 Cortar 01 peça Pos.: 06 239 0,02 130 011 Esmerilhar 229 0,01 140 004 Cortar 02 peça Pos.: 07 229 0,08 150 001 Tornear 250 2 160 064 Rebarbar 250 0,08 170 010 Montar Conjunto 250 2,50 180 003 Soldar250 0,70 190 037 Ensaio de líq. penetrante 250 0,75 200 008 Furar 250 1,00 210 064 Rebarbar 250 0,25 220 025 Jatear 228 0,50 230 072 Pintar fundo 228 0,15 240 074 Pintar acabamento 228 0,15 250 086 Retirar isolamento 228 0,16 Total de Horas 10,74 127 Tampa superior CP-UHRV-01-01 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 239 0,08 20 011 Esmerilhar 229 0,05 30 008 Furar 250 2,50 40 064 Rebarbar 250 0,16 Total de Horas 2,79 Fixador Tampa superior CP-UHRV-01-02 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 239 0,02 20 011 Esmerilhar 229 0,02 30 013 Dobrar 229 0,66 Total de Horas 0,70 Chapa de Içamento CP-UHRV-01-03 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 04 peças 239 0,02 20 011 Esmerilhar 229 0,02 Total de Horas 0,04 Proteção do acoplamento CP-UHRV-01-03 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 01 peça Pos.: 01 239 0,05 20 011 Esmerilhar 229 0,02 30 004 Cortar 01 peça Pos.: 02 239 0,02 40 011 Esmerilhar 229 0,02 50 004 Cortar 01 peça Pos.: 03 239 0,02 60 011 Esmerilhar 229 0,02 70 010 Montar Pos 01 a 03 250 0,50 80 003 Soldar 250 0,60 90 037 Ensaio de líq. penetrante 250 0,50 Total de Horas 1,75 Suporte do acumulador CP-UHRV-04-01 Seq. Oper. Descrição Observação C/C Tempo (h) 10 004 Cortar 01 peça Pos.: 01 239 0,02 20 011 Esmerilhar 229 0,02 30 004 Cortar 01 peça Pos.: 02 239 0,03 40 011 Esmerilhar 229 0,03 50 013 Dobrar 229 1,00 60 004 Cortar 01 peça Pos.: 01 239 0,02 70 011 Esmerilhar 229 0,02 Quadro 25 - Análise de custo de fabricação (continua) 128 Suporte do acumulador CP-UHRV-04-01 80 010 Montar 250 0,50 90 003 Soldar 250 0,16 100 037 Ensaio de líq. penetrante 250 0,50 110 008 Furar 250 0,16 120 064 Rebarbar 250 0,05 Total de Horas 2,30 Total 28,25 Fonte: Os autores Assim, temos uma demanda para a fabricação de 28,25 horas. 4.5.6 Cálculos necessários para a seleção dos equipamentos Primeiramente elaborou-se uma Especificação Técnica padrão para o equipamento hidráulico do Regulador de velocidade, conforme Apêndice B. Os cálculos realizados para selecionar os componentes que irão compor o equipamento hidráulico do regulador de velocidade – UHRV, bem como as informações dos catálogos utilizados na seleção encontram-se no Apêndice C. Seguindo o Diagrama 1. Diagrama 2 - Diagrama do memorial de cálculo Fonte: Os autores Quadro 25 - Análise de custo de fabricação (conclusão) 129 4.5.7 Estudo de manutenção A manutenção do equipamento é facilitada pelo uso de componentes comerciais onde há uma maior solicitação mecânica, como no caso: (i) válvulas direcionais proporcionais; (ii) válvulas direcionais de assento; e (iii) atuadores hidráulicos. O equipamento hidráulico do regulador de velocidade foi projetado a fim de gerar a mínima necessidade de manutenção possível e que seja realizada da maneira mais simples, assim, para auxiliar elaborou-se o Manual de Operação e Manutenção do equipamento em Apêndice D. 4.6 PROJETO DETALHADO Esta fase é considerada a última do processo de projeto do produto, tendo-se como objetivo principal a elaboração da documentação para a produção, envolvendo a definição de formas, dimensionamentos, acabamentos e tolerâncias das peças. Estes documentos encontram- se no Apêndice E seguindo o Fluxograma 12 para os desenhos necessário de detalhamento. Para o funcionamento do equipamento hidráulico do regulador de velocidade, elaborou- se o Esquema Hidráulico com base em modelos utilizados no mercado atual, conforme o Apêndice F. 130 Fluxograma 12 - Sequência de detalhamento Fonte: Os autores 131 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o intuito de fabricar um produto hidráulico para regulagem de turbinas hidráulicas, utilizou-se na presente pesquisa a metodologia utilizada de Pahl & Beitz, que se adequa muito bem aos projetos de produtos e de sistemas mecânicos, e dessa forma colaborou para o desenvolvimento do equipamento em questão, com um levantamento de dados preciso e resultados que pudessem tornar o produto ainda mais satisfatório. A fim de analisar as reais necessidades dos possíveis clientes, foram realizadas entrevistas com especialistas da área com anos de experiências em equipamentos hidráulicos, pesquisas dos produtos similares já existentes e aplicados em projetos de Turbinas Francis até 3MW. Em relação aos objetivos específicos apontados no início, pode-se afirmar com relação ao objetivo específico a) o trabalho tornou uma atividade prática de engenharia em uma atividade padronizada, que servirá de modelo de aplicação para as demais unidades hidráulicas utilizadas; Com relação ao objetivo específico b) a metodologia de Pahl & Beitz atendeu as necessidades para a elaboração de um projeto eficaz e de qualidade; Com relação ao objetivo específico c) foi desenvolvido um memorial de cálculo apresentando o dimensionamento e seleção dos principal componentes do equipamento; Com relação ao objetivo específico d) utilizou-se fatores de segurança para o dimensionamento do volume do reservatório e para o cálculo de troca térmica da unidade hidráulica; Com relação ao objetivo específico e) Quanto à experiência adquirida foi muito importante para a formação do futuro engenheiro devido ao contato direto com a prática e as responsabilidades envolvidas durante o estudo do projeto hidráulico. Em termos de custos do produto final, uma estimativa foi realizada obtendo-se valores de R$ 24.032,00 para o projeto inicial ora realizado do equipamento incluindo as horas de projetos e de R$ 21.945,00 para os próximos projetos tendo em vista a padronização realizada, representando uma diminuição de R$ 2.087,00 do custo final. Embora o custo de fabricação não tenha sido abaixo dos praticados pelo mercado, o valor final ficou próximo das melhores marcas, podendo ser estudado outras formas construtivas do esquema hidráulico, sendo recomendada a substituição da válvula proporcional por outras válvulas direcionais que realizem a mesma função. Além disso, através da padronização realizada para sistematizar o processo, foi possível gastar menos tempo de engenharia nos tramites do projeto, ganhando se mais agilidade para 132 checar outros pontos o projeto, ou seja, aplicar a metodologia PDCA (do inglês: Plan, Do, Check, Act). Para unidades até 100 litros não se tornou viável a fabricação, pelo motivo do custo total ser muito elevado comparado com as marcar tradicionais do mercado. Já a partir de 250 litros torna-se viável pois a metodologia de padronização será a mesma aplicada para este trabalho. Como sugestão para trabalhos futuros, será necessário o estudo da interface elétrica da unidade hidráulica (caixa de bornes) com o sistema elétrico da usina, pois o Engenheiro Mecânico não tem atribuições para realizar este projeto elétrico. 133 REFERÊNCIAS ANEEL - Agencia Nacional de Energia Elétrica –. Diretoria-geral: Kelman, Jerson. Atlas da Energia Elétrica do Brasil. 3ª ed. Brasília, 2008. ANEEL – Agencia Nacional de Energia Elétrica. Disponível em: . Acesso em: 23 abril 2017. BACK, N., OGLIARI. A., DIAS, A., SILVA, J.C. da. Projeto integrado de produtos: planejamento, concepção e modelagem. São Paulo. Editora Manole. (No prelo) 2008. BACK, Nelson, FORCELLINI, Fernando A. Projeto de Produtos. Apostila do Curso de PósGraduação em Engenharia Mecânica da UFSC. 1999. BACK, Nelson. Metodologia de Projetos de Produtos Industriais. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois. 1983, 389 p. BERMO. Conduçãoe controle de fluidos. Trocadores de calor a placa. Disponível em: . Acesso em: 27 maio 2017. BUCHER, Hydraulica. Catálogo de Unidades Padronizadas. 20??. Disponível em: . Acesso em: 19 fev 2017. EPE - Empresa de Pesquisa Energética. Plano nacional de energia 2030. Disponível em: Acesso em: 13 maio 2017. Rio de Janeiro. p. 408. FIALHO, Arivelto Busatamante. Automação Hidráulica: Projetos, Dimensionamento e Análise de Circuitos. 2 ed. São Paulo: Érica, 2004. FUTIKAMI, Edmar Eidy et al. Simulador de regulador de velocidade para turbinas hidráulicas Francis. 2003. 85 f. (Trabalho de conclusão de curso). Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2017. HENNINGS. Catálogo Técnico Hennings. Disponível em: . Acesso em: 15 jul 2017. HYDAC. Catálogo acumuladores hidráulicos de Bexiga. Disponível em: . 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Parker Hannifin Ind. Com, Ltda. Disponível em: http://www.tecnoflexpe.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tecnologia- Hidr%C3%A1ulica-Industrial.pdf >. Acesso em: 29 maio 2017. REIVAX, Automação e Controle. Regulador de velocidade: Manual de Operação e manutenção. PCH Tudelândia – HISA. 2008. p.24. REXROTH. Catálogo de válvulas direcionais com solenóide de corrente contínua. Atibaia. Bosch Rexroth. 2004a. Disponível em: . Acessso em 24 jun. 2017. REXROTH. Catálogo de válvulas limitadoras de pressão. Lohr am Main, Germany. Bosch Rexroth. 2006. Disponível em: Acesso em: 02 jul 2017. REXROTH. Catálogo de válvulas direcionais proporcionais. Atibaia. Bosch Rexroth. 2004b. Disponível em: . Acesso em 02 jul 2017. ROVER, Ardinete; PEREIRA, Débora Diersmann Silva. Diretrizes para elaboração de trabalhos científicos: apresentação, elaboração de citações e referências de trabalhos científicos. 1. ed.. Joaçaba: Editora Unoesc, 2013. 140 p. SILVEIRA, Amélia; MOSER, Evanilde Maria; CRISTELLI, Nessi Davina Lenzi; JESUS, Alberto Pereira; RODRIGUES, Leonel Cezar; MACCARI, Émerson Antônio. Roteiro Básico para Apresentação e Editoração de Teses, Dissertações e Monografias. 2. ed. Blumenau: Editora da FURB, 2004. 217 p. VETORLOG. https://vetorlog.com/mercado/governo-aprova-beneficios-para-cghs-e-pchs-na-mp-735/ > http://www.tecnoflexpe.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tecnologia-Hidr%C3%A1ulica-Industrial.pdf http://www.tecnoflexpe.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tecnologia-Hidr%C3%A1ulica-Industrial.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/02-v_lvulas_direcionais/rp_23178.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/02-v_lvulas_direcionais/rp_23178.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/02-v_lvulas_direcionais/rp_23178.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/03-v_lvulas_de_press_o/rp_25402.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/03-v_lvulas_de_press_o/rp_25402.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/v_lvulas/03-v_lvulas_de_press_o/rp_25402.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/05-v_lvulas_proporcionais/01-v_lvulas_direcionais/02-diretamente_operadas/rp_29055.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/05-v_lvulas_proporcionais/01-v_lvulas_direcionais/02-diretamente_operadas/rp_29055.pdf https://dc-br.resource.bosch.com/media/br/01_grupo_de_produtos/hidr_ulica_industrial/05-v_lvulas_proporcionais/01-v_lvulas_direcionais/02-diretamente_operadas/rp_29055.pdf https://vetorlog.com/mercado/governo-aprova-beneficios-para-cghs-e-pchs-na-mp-735/ 136 ZAIONS, D. 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Pressões para cálculo do acumulador em (bar): Pressão máxima de trabalho: Pressão de trabalho: Pressão mínima de trabalho: Pressão crítica: Pressão mínima crítica: Pressão de gás: Pressostato: APÊNDICE C A seguir é exibido os cálculos para a UHRV. APÊNDICE D A seguir é exibido os manuais do produto. MANUAL DE FABRICAÇÃO E MONTAGEM DA UNIDADE HIDRÁULICA DO REGULADOR DE VELOCIDADE Joaçaba – SC 2017 I - INDICAÇÃO DE SEGURANÇA PARA O MONTADOR Qualquer pessoa que for encarregada de montar esta unidade hidráulica, deve previamente ter lido e entendido as instruções de montagem indicadas neste manual. A pessoa que realizará a montagem deve ter conhecimentos técnicos em mecânica, usar EPI´s de segurança, ter condições físicas para a realização das atividades. A máquina deve ser montada de acordo com as orientações deste manual visando a entrega do produto em perfeitas condições e facilitando ao usuário final. FERRAMENTAS E EPI’s NECESSÁRIOS As ferramentas necessárias à montagem desta estão descritas abaixo: Máquina de soldar tipo MIG MAG; Lixadeira; Parafusadeira; Jogo de chaves de boca nº a nº20; Alicates; Os EPI’ s necessários para a proteção do operador e possíveis riscos à saúde são: Luva de Borracha; Óculos de proteção; Protetor auricular; Macacão; Botina de couro. Montagem da máquina Os processos para a montagem desta máquina serão descritos a seguir e devem ser seguidos para o correto funcionamento da mesma. Montagem da estrutura do reservatório As chapas de Aço ASTM A-36 ou 1020 que constituem o reservatório deverá ser cortado nas dimensões de projeto e preparado com chanfro de 45º, possibilitando o encosto da face com outra peça para a soldagem e acabamento posterior com lixamento e pintura interna e externamente A unidade hidráulica é fabricada sob uma estrutura de aço, trazendo modernidade e beleza, sendo constituída com: (1) pontos de içamentos que servirão de base para movimentação; (2) Tampa de inspeção; (3) Ponto de conexão para o cliente; e (4) Tampa superior. Montagem do Subconjunto filtro de pressão O Subconjunto do filtro de pressão deverá ser travado nas faces da estrutura do suporte do acumulador (CP-UHRV-04-01), por parafuso sextavado interno M6x15 DIN 912. Sendo constituído principalmente por: (1) Indicador de ensujamento; (2) Filtro de pressão. Montagem do suporte do acumulador 1 2 3 1 2 4 O equipamento dispõe de um acumulador que deverá ser posicionado centralizado no subconjunto do suporte pos. 2, a fixação do suporte deve ser soldada obedecendo a regra de 0,7 x espessura da chapa. A montagem deste componente deverá estar alinhada com as faces da estrutura, para realizar a soldagem. Montagem do Subconjunto motobomba A montagem deve garantir o alinhamento com o diâmetro da furação do flange do acoplamento de proteção de Ø215 mm, para inserção dos parafusos. 1 2 Solda entre as faces Indicação da face de contato Verificar alinhamento e nivelamento do conjunto motobomba, bem como de todos os conjuntos móveis. Nota: Onde houver necessidade de soldagem utilizar a espessura da chapa X um fator de 0,7, terminando o cordão de solda. Montagem do Subconjunto do filtro de retorno Deve ser montado possibilitando o sentido correto do fluxo de óleo, visto que se instalado ao contrario irá danificar o elemento filtrante. Onde: (1) Filtro de retorno; e (2) Reservatório. Montagem do Subconjunto do bloco Manifold A montagem do sistema de distribuição de óleo será fixado por dois parafuso na tampa superior. Sendo: (1) Subconjunto do bloco manifold; e (2) Reservatório. 1 2 Sistema de interligação elétrica e quadro de comando Evitar emendar o cabo de conexão. Se houver necessidade de aumentar o comprimento do cabo, é recomendável trocar todo o cabo, sendo imprescindível que o trabalho seja efetuado por profissional eletricista, utilizar na montagem um cabo com 3 metros de comprimento para conexão com a rede do local de instalação. Para evitar qualquer problema durante a realização dos trabalhos a unidade conta também com a chave de emergência, o que traz segurança para a realização das tarefas. A montagem de interligação elétrica através: (1) Painel de borne; e (2) Reservatório. 1 2 Verificar se a tensão e corrente de acionamento do motor elétrico e dos componentes elétricos do sistema hidráulico estão corretos e de acordo com a tensão e correntes disponíveis no local da instalação. Procedimentos obrigatórios: Check List URHV Inspeção das instalações mecânicas e aspectos físicos, como pintura e placas de identificação. ( ) ok ( ) Não atendido Conferir o sentido de rotação das bombas ( ) ok ( ) Não atendido Verificar se a pré-carga de nitrogênio nos acumuladores da unidade encontra-se no mínimo à 75% ( ) ok ( ) Não atendido Abastecer o reservatório da unidade com óleo hidráulico ISO VG 68 ( ) ok ( ) Não atendido Regular a pressão do sistema em 30% da pressão de trabalho, pela válvula limitadora de pressão para acionar os cilindros e testar o equipamento. Realizar o teste de “esmagamento” das pás diretrizes. ( ) ok ( ) Não atendido Operação experimental do sistema testando todos os elementos. ( ) ok ( ) Não atendido Regular a pressão da válvula limitadora de pressão na pressão máxima de operação de 160bar. ( ) ok ( ) Não atendido 1 2 Realizar a circulação de óleo no sistema, onde o volume de fluido de pressão presente no sistema deve circular pelo filtro 150 até 300 vezes, grau máximo permitido de contaminação do fluido conforme NAS 6. ( ) ok ( ) Não atendido Realizar a desaeração dos cilindros hidráulicos. ( ) ok ( ) Não atendido Depois de movimentar os cilindros e efetuar os testes iniciais de movimentação, deve-se abrir o filtro de retorno (com a bomba desligada) para verificar o estado do elemento filtrante. Caso o elemento esteja com excesso de impurezas, o mesmo deverá ser substituído.( ) ok ( ) Não atendido Medidas de segurança a serem obedecidas: Não fumar próximo ao sistema hidráulico; Não lavar os componentes com jatos d’água; Não realizar nenhuma manutenção no sistema com a parte elétrica ligada; Não aproximar chamas ou objetos quentes dos componentes hidráulicos. Parâmetros de Controle das vibrações: Intensidade de Vibração Qualidade de Funcionamento Grau Valor Eficaz – mm/s 0,28 0 a 0,28 Bom 0,45 0,28 a 0,45 0,71 0,45 a 0,71 1,12 0,71 a 1,12 1,80 1,12 a 1,80 2,80 1,80 a 2,80 Adequado 4,50 2,80 a 4,50 7,10 4,50 a 7,10 Ainda Admissível 11,20 7,10 a 11,20 18,00 11,20 a 18,00 Inadmissível 28,00 18,00 a 28,00 45,00 28,00 a 45,00 Tabela de referência à classe III – Norma VDI 2056 DESCRITIVO DE FUNCIONAMENTO E DE MANUTENÇÃO DA UNIDADE HIDRÁULICA DO REGULADOR DE VELOCIDADE Joaçaba - SC 2017 I - Descrição do funcionamento Introdução A descrição a seguir tem como objetivo facilitar a compreensão do funcionamento da Unidade Hidráulica do Regulador de Velocidade (UHRV), que comanda os acionamentos como: Cilindro do regulador da turbina; e Cilindro da válvula borboleta. Inicialização A unidade hidráulica possui um conjunto motobomba de engrenagens para o fornecimento de óleo para o sistema: pos. 4, antes da partida do conjunto deve-se garantir o preenchimento com 100 litros de óleo no reservatório e a válvula direcional pos. 3 do subconjunto (CP-UHRV-05-00) deve estar desenergizada para ventagem. Obs: Antes de acionar o conjunto moto-bomba conferir o sentido de rotação. Características Técnicas: Tensão de alimentação: 220 Vca; Frequência: 60 Hz; Dimensões aproximadas: A x L x P (1144,3 x 460 x 1296) A unidade hidráulica possui 01 filtro simples de pressão pos. 6 que opera com indicador de contaminação com dois pontos de comutação 75% e 100%, quando o indicador de ensujamento do filtro indicar filtro sujo (100%) deverá ser efetuada a troca imediata do elemento filtrante. Pressurização Após o acionamento do conjunto motobomba nas condições descritas acima, para a pressurização da linha deve-se proceder da seguinte forma: Energizar o solenóide da válvula direcional pos. 3, a pressão na linha aumenta, podendo ser monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 do subconjunto (CP-UHRV-05-00) e/ou visualizada diretamente no manômetro pos. 13. O equipamento dispõe de rodízios para facilitar a instalação e locomoção, bastando depois de instaladas o travamento dos rodízios. Após o sistema atingir a pressão de trabalho (160bar) monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 e regulado na válvula limitadora de pressão pos. 1 (CP-UHRV-07-00), a solenóide da válvula direcional pos 3 (CP-UHRV-05-00) deverá ser desenergizada. Com o funcionamento do sistema a pressão na linha irá diminuir, e quando atingir o valor da pressão mínima de trabalho (150bar) monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 (CP-UHRV-05-00) a solenoide da válvula direcional pos 3 (CP-UHRV-05-00) deve ser energizada para recarga do acumulador. O funcionamento da unidade hidráulica está ligado diretamente ao ciclo apresentado acima, que ocorre inúmeras vezes durante a operação da turbina. Monitoramento de pressão do sistema O monitoramento de pressão é realizado pelo transdutor de pressão pos. 10 (CP-UHRV- 05-00) que envia um sinal de 4 a 220mA para o CLP do painel da automação e como alternativa pelo Pressostato de êmbolo pos. 11 (CP-UHRV-05-00). O transdutor de pressão pos. 10 (CP-UHRV-05-00) faz a leitura da faixa de pressão de 150bar (mínima de trabalho) a 160bar (normal de trabalho). A faixa de pressão que pode ser medida por este transdutor vária de 0 a 250bar. O Pressostato de segurança pos. 11 (CP-UHRV-05-00) é ajustado em 130bar com a função de, caso ocorra a queda da pressão e falha na indicação de pressão, deve se realizar a parada de emergência da unidade geradora. O sistema de comando da unidade hidráulica deve ser programado conforme pressões indicadas no item 1.4 Controle de pressão do sistema Pressão normal de trabalho – 160bar A válvula direcional pos 3 (CP-UHRV-05-00) deverá ser desenergizada, pois a caraga do acumulador está completa e a pressão normal de trabalho foi alcançada, sendo monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 (CP-UHRV-05-00). Pressão mínima de trabalho – 150bar A válvula direcional pos 3 (CP-UHRV-05-00) deverá ser energizada para repor a carga de óleo no acumulador. Esta pressão será monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 (CP- UHRV-05-00). Pressão crítica/alarme – 130bar Apesar da ação de reposição da carga de óleo no acumulador, a pressão continua a cair por provável problema no sistema, mesmo com a motobomba ligado enviando óleo para a linha. Esta pressão será monitorada pelo transdutor de pressão pos. 10 (CP-UHRV-05-00). Pressão mínima/crítica – 120bar Nesta pressão o distribuidor e válvula borboleta deverão estar fechados, e se a pressão continuar a cair no sistema, por provável problema na unidade hidráulica, a parada de emergência por Trip do relé 86H deve acontecer. Nota: Para efetuar qualquer manutenção no sistema hidráulico devem-se desligar o conjunto moto-bomba e retirar toda a pressão do acumulador através da abertura da válvula de agulha, que fará a descarga do óleo contido no acumulador para o tanque. Obs: A válvula limitadora de pressão pos. 1 (CP-UHRV-07-00) Acionamento dos consumidores Cilindro do regulador da turbina O acionamento do cilindro hidráulico do distribuidor da turbina é comandado pelo regulador de velocidade através do controle da válvula proporcional pos 2 (CP-UHRV-05-00). Antes de realizar a movimentação do distribuidor, a válvula de segurança deve permanecer constantemente energizada. A válvula de segurança deve permanecer constantemente energizada enquanto a turbina estiver apresentando operação normal. Durante o procedimento de partida da unidade a válvula pos 2 (CP-UHRV-05-00) deve permanecer desenergizada até no instante que o comando for passado para o regulador de velocidade, garantindo assim que o distribuidor permanecerá fechado. A operação do sistema de regulagem do distribuidor é feita da seguinte forma: Para efetuar a abertura do distribuidor, a válvula de segurança pos 3.1 (CP-UHRV- 05-00) deve estar energizada, então, deve ser enviado sinal de comando para válvula proporcional pos 2 (CP-UHRV-05-00); Em caso exclusivo de emergência provocada por defeito no regulador de velocidade ou quando for necessário o fechamento total do distribuidor, a solenóide da válvula de segurança pos 3.1 (CP-UHRV-05-00) deve ser desenergizada, para que desta forma ocorra o fechamento imediato do distribuidor e por consequência a parada da turbina. Nota: A alimentação dos Solenóides das válvulas direcionais e da válvula proporcional é em 24 Vcc. Cilindro da válvula Borboleta Após a equalização da pressão entre a caixa espiral e o conduto indicada pelos sensores de pressão montados no montante e na jusante da válvula borboleta, a mesma poderá ser aberta, energizando-se o solenóide da válvula pos 3.2 (CP-UHRV-05-00). Após o cilindro atingir o final do curso a válvula cita deverá ser desenergizada. O fechamento do cilindro da válvula borboleta é feito desenegizando-se o solenóide da válvula e seu retorno ocorre por ação da gravidade. E em caso de emergência, o solenoide da válvula será automaticamente desenergizado, realizando o fechamento automático da válvula borboleta. A velocidade de abertura da válvula borboleta é controlada através do giclê e a velocidade de fechamento controlada pelo registro instalado próximo ao cilindro. II - Instrumentação Esta unidade hidráulica possui: Manômetro pos 13 (CP-UHRV-05-00) para controle visual da pressão do sistema; Filtro de pressão pos 2 (CP-UHRV-06-01) com indicador de filtro sujo de (2 contatos 75% e 100% a 24 Vcc) e filtro de retorno pos 9 (CP-UHRV-00-00) também com filtro sujo pos 8 (CP-UHRV-06-01) (2 contatos 75% e 100% a 24 Vcc); Pressostato pos 11 (CP-UHRV-05-00) para segurança no controle da pressão do sistema; Transdutor de pressão pos 10 (CP-UHRV-05-00) com sinal de saída de 4 a 20mA escala de 0 a 250bar que permite controlar os distintos níveis de operação do sistema. Especificações do fabricante Colocação em operação e manutenção de instalações hidráulicas A durabilidade e funcionamento seguro de instalações hidráulicas, bem como seus componentes dependem da correta operação das mesmas: Garanta uma operação livre de avarias, observando: Instruções específicas de montagem e operação dos componentes; Instruções específicas em casos individuais; Dados técnicos dos catálogos; Colocação em operação e manutenção de instalações hidráulicas (VDI 3027); Norma ISSO 4413. Regras de colocação em Operação e Manutenção Se a montagem foi executada corretamente, então poderá ser iniciada a colocação em operação e controle funcional. Reservatório limpo; Tubulações limpas e corretamente montadas; Conexões, flanges apertados; Tubulações ou componentes corretamente conectados conforme desenho ou esquema; Acumulador de pressão preenchido com nitrogênio. Deve-se preencher com nitrogênio, até ser alcançada a pré-pressão P0 de 90% da pressão mínima crítica (Pressão do Gás = 108bar). Atenção! Utilizar somente nitrogênio como gás! Acumuladores estão sujeitos aos requisitos de segurança no local da sua a instalação. Motor de acionamento e bomba corretamente montados e alinhados; Motor de acionamento corretamente ligado; Filtro utilizado corresponde ao grau de filtragem estabelecido; Filtro montado corretamente quanto ao sentido da vazão; Preenchido com óleo especificado até a marca do nível superior. Como os fluidos hidráulicos no fornecimento nem sempre apresentam a pureza necessária, o preenchimento precisa ocorrer através de um filtro. O grau absoluto de filtração do preenchimento deveria ser no mínimo o mesmo que o dos filtros instalados no equipamento. APÊNDICE E A seguir é exibido as folhas do Projeto detalhado. APÊNDICE F A seguir é exibido o Esquema Hidráulico padronizado para a UHRV.𝑃1 Pressão Operacional mínima 𝑃2 Pressão crítica K Coeficiente de compressão adiabática Q Vazão que gera calor q Potência transformada em calor m Massa ∆𝑃𝑡 Variação da Pressão que gera o calor SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 23 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA.................................................................................................... 23 1.2 OBJETIVOS ......................................................................................................................... 23 1.2.1 Objetivo Geral .............................................................................................................. 23 1.2.2 Objetivos Específicos .................................................................................................... 24 1.3 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................... 24 1.4 QUESTÕES DE PESQUISA .................................................................................................... 24 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ............................................................................................... 25 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................. 26 2.1 PROCESSO DE GERAÇÃO DE ENERGIA ................................................................................. 26 2.1.1 Usina Hidrelétrica ........................................................................................................ 26 2.1.2 Adução da água nos diversos tipos de instalações de turbinas .................................... 27 2.1.2.1 Usinas de derivação ...................................................................................................... 27 2.1.2.2 Usinas de desvio ........................................................................................................... 27 2.1.2.3 Usinas de represamento ................................................................................................ 27 2.1.3 Classificação das Usinas Hidrelétricas segundo sua potência instalada .................... 28 2.2 CLASSIFICAÇÃO DAS TURBINAS HIDRÁULICAS ................................................................... 28 2.2.1 Turbina Radial .............................................................................................................. 28 2.2.2 Turbina Axial ................................................................................................................ 28 2.2.3 Turbina de escoamento misto ou diagonal (ação total) ............................................... 28 2.2.4 Turbina tangencial ou de ação parcial ........................................................................ 29 2.2.5 Turbina Francis ............................................................................................................ 29 2.2.6 Turbina Hélices ............................................................................................................ 30 2.2.7 Turbinas Kaplan ........................................................................................................... 30 2.2.8 Turbinas Dériaz ............................................................................................................ 31 2.2.9 Turbinas Pelton ............................................................................................................ 31 2.2.10 Turbinas Tubulares ....................................................................................................... 32 2.2.11 Turbinas de Bulbo ......................................................................................................... 32 2.2.12 Turbina Straflo .............................................................................................................. 33 2.3 EMPREGO DOS DIVERSOS TIPOS DE TURBINAS .................................................................... 33 2.4 DISTRIBUIDORES E REGULADORES PARA TURBINAS HIDRÁULICAS ..................................... 34 2.4.1 Turbina Kaplan ............................................................................................................. 35 2.4.2 Turbina Francis ............................................................................................................ 35 2.4.3 Turbina Pelton .............................................................................................................. 36 2.4.4 Turbina Kaplan Bulbo .................................................................................................. 37 2.5 SISTEMAS HIDRÁULICOS .................................................................................................... 39 2.5.1 Hidráulica ..................................................................................................................... 39 2.5.1.1 Lei de Pascal ................................................................................................................. 39 2.5.1.2 Princípio da conservação da energia ............................................................................ 40 2.5.1.3 Força e Pressão ............................................................................................................. 41 2.5.1.4 Escoamento do fluido em tubulações ........................................................................... 41 2.5.1.5 Vazão em tubulações .................................................................................................... 42 2.5.1.6 Perda de carga na linha de pressão de um sistema hidráulico ...................................... 43 2.5.2 Fluidos Hidráulicos ...................................................................................................... 45 2.5.3 Reservatório e Acessórios ............................................................................................. 47 2.5.4 Filtros ......................................................................................................................... 51 2.5.5 Cilindros Hidráulicos ................................................................................................... 52 2.5.6 Bombas hidráulicas ...................................................................................................... 52 2.5.6.1 Bombas de deslocamento não-positivo ........................................................................ 52 2.5.6.2 Bombas de deslocamento positivo ............................................................................... 53 2.5.7 Válvulas ........................................................................................................................ 56 2.5.8 Acumuladores hidráulicos ............................................................................................ 61 2.5.8.1 Acumulador de bexiga: ................................................................................................. 61 2.5.9 Trocadores de calor do sistema hidráulico .................................................................. 64 2.6 DESCRIÇÃO DO REGULADOR DE VELOCIDADE .................................................................... 68 2.6.1 Partida da unidade geradora; ...................................................................................... 69 2.6.2 Parada da unidade geradora ........................................................................................ 70 3 METODOLOGIA APLICADA/MATERIAIS E MÉTODOS ................................... 71 3.1 MÉTODO DE PESQUISA ...................................................................................................... 71 3.2 PROCEDIMENTOS PARA A AQUISIÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ................. 71 3.2.1 Planejamento de produto ..............................................................................................72 3.2.2 Planejamento de projeto ............................................................................................... 73 3.2.3 Projeto informacional ................................................................................................... 73 3.2.4 Projeto conceitual ......................................................................................................... 74 3.2.5 Projeto preliminar ........................................................................................................ 75 3.2.6 Projeto detalhado ......................................................................................................... 76 3.3 PLANEJAMENTO DA PESQUISA ........................................................................................... 77 3.3.1 FASE I – PLANEJAMENTO DA PESQUISA ............................................................... 78 3.3.1.1 Etapa 1 – Identificação da metodologia de pesquisa científica .................................... 79 3.3.1.2 Etapa 2 – Descrição da metodologia de projeto para a coleta e análise de dados. ....... 79 3.3.1.3 Etapa 3 – Planejamento da pesquisa ............................................................................. 79 3.3.2 FASE II – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................... 79 3.3.2.1 Etapa 4 – Revisão da literatura relacionada com os tipos turbinas e equipamentos hidráulicos. ................................................................................................................... 79 3.3.3 FASE III – RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................ 79 3.3.3.1 Etapa 5 – Planejamento do produto .............................................................................. 80 3.3.3.2 Etapa 6 – Planejamento do projeto ............................................................................... 80 3.3.3.3 Etapa 7 – Projeto Informacional ................................................................................... 80 3.3.3.4 Etapa 8 – Projeto Conceitual ........................................................................................ 80 3.3.3.5 Etapa 9 – Projeto Preliminar ......................................................................................... 80 3.3.3.6 Etapa 10 – Projeto Detalhado ....................................................................................... 81 3.3.4 FASE IV – DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO E SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS .................................................................................................................. 81 3.3.4.1 Etapa 11 – Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso ........................................ 81 3.3.4.2 Etapa 12 – Apresentação do trabalho para a banca examinadora ................................. 81 4 PROJETO DE UM EQUIPAMENTO HIDRÁULICO DO REGULADOR DE VELOCIDADE PARA ACIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS HIDROELÉTRICAS ............................................................................................................. 82 4.1 PLANEJAMENTO DE PRODUTO ............................................................................................ 82 4.1.1 Análise do mercado e viabilidade econômica .............................................................. 82 4.1.2 Análise das tecnologias e concorrentes ........................................................................ 86 4.1.3 Análise do consumidor e estimativa do valor do produto ............................................ 89 4.1.4 Descrição dos requisitos ............................................................................................... 89 4.1.5 Avaliação de ideias de produtos ................................................................................... 89 4.1.6 Vendas do produto e o valor para o consumidor ......................................................... 90 4.1.7 Avaliação de pós-venda ................................................................................................ 90 4.2 PLANEJAMENTO DE PROJETO ............................................................................................. 90 4.2.1 Partes envolvidas no projeto ........................................................................................ 90 4.2.2 Plano de comunicação .................................................................................................. 90 4.2.3 Escopo do projeto ......................................................................................................... 91 4.2.4 Tempo ......................................................................................................................... 91 4.2.5 Project Model Canvas .................................................................................................. 92 4.3 PROJETO INFORMACIONAL ................................................................................................. 94 4.3.1 Identificação do problema de projeto ........................................................................... 94 4.3.2 Identificação da demanda ............................................................................................. 94 4.3.3 Identificação do ciclo de vida do produto .................................................................... 95 4.3.4 Levantamento das necessidades do cliente ................................................................... 97 4.3.5 Requisitos do cliente ..................................................................................................... 97 4.3.6 Requisitos de projeto .................................................................................................... 98 4.3.7 Matriz QFD ................................................................................................................ 101 4.3.8 Especificação do projeto de produto .......................................................................... 103 4.4 PROJETO CONCEITUAL ..................................................................................................... 104 4.4.1 Elaboração da estrutura funcional do produto .......................................................... 104 4.4.2 Elaboração da matriz morfológica ............................................................................. 106 4.4.3 Elaboração da matriz de decisão ............................................................................... 112 4.4.4 Elaboração da matriz “passa não passa” .................................................................. 115 4.4.5 Elaboração da matriz de avaliação ............................................................................ 116 4.5 PROJETO PRELIMINAR ...................................................................................................... 118 4.5.1 Estudo de layouts ........................................................................................................ 118 4.5.2 Estudo das interfaces entre peças, submontagens e montagens ................................. 119 4.5.3 Estudo dos materiais a serem utilizados na fabricação das peças ............................ 123 4.5.3.1 Tubos Hidráulicos ...................................................................................................... 123 4.5.4 Estudos de fluxo de fluidos, energia e sinais .............................................................. 124 4.5.5 Estudo de custos ......................................................................................................... 124 4.5.6 Cálculos necessários para a seleção dos equipamentos ............................................ 128 4.5.7 Estudo de manutenção ................................................................................................ 129 4.6 PROJETO DETALHADO ...................................................................................................... 129 5 CONSIDERAÇÕESFINAIS ....................................................................................... 131 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................................... 133 APÊNDICE A ........................................................................................................................................................................ 137 APÊNDICE B ........................................................................................................................................................................ 139 APÊNDICE C ........................................................................................................................................................................ 142 APÊNDICE D ........................................................................................................................................................................ 165 APÊNDICE E ........................................................................................................................................................................ 180 APÊNDICE F ........................................................................................................................................................................ 198 23 1 INTRODUÇÃO Quando se trata de geração de energia elétrica sustentável, o Brasil é um dos países com maior capacidade de aproveitamento energético do mundo. Para que o país continue a crescer nos próximos anos, deve incentivar investimentos em infraestrutura de produção de energia nas mais variadas fontes disponíveis. Conforme analises do Banco Central a expectativa do cenário econômico Brasileiro para o ano de 2017 apresenta melhora em 0,42% do PIB do país. A partir desta informação espera- se um crescimento na produção Brasileira, necessitando de investimento em setores como o de Geração de Energia Elétrica, para suprir a demanda do mercado consumidor. Acompanhando esse segmento e através do estágio realizado no setor, percebeu-se a dificuldade encontrada pelas empresas fabricantes de equipamentos destinados a regulagem de velocidades das turbinas hidráulicas, para a verificação dimensional, funcional e principalmente do alto custos de aquisição dos mesmos, além do tempo de entregar ser demorado. Na empresa surgiu a possibilidade de se fabricar o equipamento hidráulico, assim, a proposta repassada é desenvolver um projeto do equipamento capaz de fornecer força hidráulica para a regulagem de turbinas fabricadas pela empresa Hidráulica Industrial S.A., situada na região Meio-Oeste de Santa Catarina. 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA A inexistência de conhecimento concentrado sobre o assunto relacionado com equipamentos hidráulicos destinados a regulagem de velocidade e de abertura de comportas, faz com que a empresa estudada se depare com inúmeras dificuldades, entre elas: o elevado custo de aquisição, o lapso temporal de entrega do produto por empresas terceirizadas e a falta de conhecimento detalhado do produto, desde seu planejamento, projeto e execução. Assim, o presente estudo busca responder as seguintes questões: Como diminuir os custos, tempo de entrega e falta de conhecimento para padronizar o equipamento hidráulico do regulador de velocidade. 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral O objetivo geral é projetar um equipamento hidráulico do regulador de velocidade para acionamento de Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) até 3 MW. 24 1.2.2 Objetivos Específicos Os objetivos específicos almejados com a realização do presente trabalho são: a) Desenvolver um estudo preliminar para referência em futuros trabalhos sobre reguladores de velocidades mecânicos e hidráulicos. b) Aplicar a metodologia de Pahl & Beitz para resolução do projeto de um equipamento hidráulico do regulador de velocidade para acionamento de Centrais Geradoras Hidroelétricas; c) Utilizar cálculos e ferramentas de engenharia para projetar um regulador hidráulico de velocidade que melhor se adeque ao produto. d) Realizar os ajustes necessários para enquadrar o cálculo à realidade, por meio de fatores de segurança; e) A partir da realização do projeto iniciar um processo de aquisição de conhecimento técnico científico sobre o assunto. 1.3 JUSTIFICATIVA O presente trabalho justifica-se pela necessidade encontrada na empresa, para que a mesma detenha o conhecimento nesta área em específico de sistemas hidráulicos aplicados a reguladores de velocidade de turbinas hidráulicas. Entende-se ser imprescindível estudar e apresentar soluções nos mais variados segmentos que necessitem força-precisão no intuito de explorar novos mercados, através do levantando de dados técnicos, funcionais e produtivos para que seja possível solucionar o problema com êxito. 1.4 QUESTÕES DE PESQUISA Para orientar a execução da pesquisa, foram definidas algumas questões a serem investigadas e respondidas a partir dos resultados obtidos. Quais são os requisitos do cliente? Quais são os requisitos de projeto? Quais são as funções do equipamento? Quais os conceitos que atendem as funções do sistema? Quais os métodos de regulagem hidráulicos conhecidos? Quais os principais métodos de automatização utilizados em usinas hidrelétricas? Qual a viabilidade econômica do equipamento? 25 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO A estrutura do trabalho presenta-se seccionada em cinco principais capítulos, os quais serão descritos a seguir. No Capítulo 1, apresenta-se a introdução ao trabalho desenvolvido, em que se definem respectivamente, a contextualização, a definição do problema atual, os objetivos, a justificativa e a estrutura do trabalho. No Capítulo 2, apresenta-se a fundamentação teórica, acerca dos tipos de turbinas, com seus perspectivos modelos de distribuidores, bem como os reguladores de velocidade e seus principais elementos mecânicos, o funcionamento e as tecnologias utilizadas. A metodologia e os procedimentos utilizados para o desenvolvimento da monografia são apresentados no terceiro capitulo. No Capítulo 4, serão apontados e discutidos os resultados obtidos, apresentando-se a proposta de um equipamento hidráulico destinado a regulagem de velocidade para acionamento de Centrais Geradoras Hidroelétricas. Por fim, no Capítulo 5, têm-se as conclusões pertinentes aos resultados obtidos. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Nesse capítulo será realizada uma abordagem sobre os tipos de turbinas, com seus perspectivos modelos de distribuidores, bem como os equipamentos hidráulicos do regulador de velocidade e seus principais elementos mecânicos, o funcionamento e as tecnologias utilizadas. Com embasamento em livros publicados, catálogos, pesquisas cientificas e demais fontes. 2.1 PROCESSO DE GERAÇÃO DE ENERGIA Existem diversas formas de se extrair energia do meio ambiente, dentre elas pode-se citar por usinas hidrelétricas, nuclear, solar, eólica etc. 2.1.1 Usina Hidrelétrica Conforme Aneel (2008, p. 50) “Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio, a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo, sejam eles naturais, como as quedas d’água, ou criados artificialmente”. O Esquema 1 elucida as principais estruturas de uma usina hidrelétrica. Ainda segundo a Aneel (2008, p.: 50) a estrutura de uma usina é composta: Barragem: Tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório, estocando a água, formando um desnível para geração de potência; Sistema de captação e adução de água: São formados por túneis, canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força; Casa de força: Nesta instalação que estão as turbinas, formadas por uma série de pás ligadas a um eixoconectado ao gerador. Vertedouro: Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. 27 Esquema 1 - Perfil esquemático de usina hidrelétrica Fonte: ANEEL (2008) 2.1.2 Adução da água nos diversos tipos de instalações de turbinas 2.1.2.1 Usinas de derivação “Desvia-se a água do rio e por uma tubulação ou túnel conduz-se a mesma até um reservatório ou um poço denominado “chaminé de equilíbrio”, do qual partem as tubulações até as turbinas, de onde a água segue até um outro rio” (MACINTYRE 1983, p. 58). 2.1.2.2 Usinas de desvio Nas usinas de desvio constrói-se uma barragem que permite a água ser conduzida a um canal aberto, um túnel ou uma tubulação que neste caso se liga a uma chaminé de equilíbrio. Após é conduzida às turbinas por tubulações forçadas ou túneis forçados até as máquinas motrizes. Consequentemente nas usinas de desvio, o rio é a jusante, onde a água é devolvida após passar pelas turbinas sendo o mesmo da captação, enquanto que nas de derivação o rio é outro (MACINTYRE, 1983). 2.1.2.3 Usinas de represamento Macintyre (1983, p.: 62) assevera que este tipo de usina se divide em: Usinas de fio d’água: são aquelas que consomem a vazão do rio, não havendo condições para armazenamento de reserva considerável de água para posterior utilização; Usinas com eclusas de navegação; Usinas com reservatório de acumulação. 28 2.1.3 Classificação das Usinas Hidrelétricas segundo sua potência instalada A ANEEL considera três classificações pela Resolução Normativa nº 687/2015: a) Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH): até 3 MW de potência instalada em planta; b) Pequenas centrais Hidrelétricas (PCH): entre 3 e 30 MW de potência instalada em planta; c) Usina Hidrelétricas de Energia (UHE): Acima de 30 MW. 2.2 CLASSIFICAÇÃO DAS TURBINAS HIDRÁULICAS Macintyre (1983, p.51) enfatiza que existem outras classificações além de ação e de reação, conforme explicado abaixo: 2.2.1 Turbina Radial A turbina Radial é aquela em que a partícula líquida na sua ação sobre o rotor mantém-se no plano normal ao eixo da turbina: Centrífuga ou exterior: Tipos Girard e Fourneyron. Centrípeta ou interior: tipo Francis lenta. 2.2.2 Turbina Axial Na turbina Axial as partículas líquidas percorrem trajetórias contidas em superfícies cilíndricas de revolução em torno do eixo da turbina: Tipo Jonval e Fontaine (obsoletos); Tipo Hélice (propeller); Tipo Kaplan; Tipo Tubular, Bulbo, Straflo. 2.2.3 Turbina de escoamento misto ou diagonal (ação total) A Turbina de escoamento misto ou diagonal é aquela em que as trajetórias das partículas líquidas no receptor passam gradativamente da direção radial para a axial e são curvas reversas (de dupla curvatura): Tipos Francis: normal, rápida e extra rápida; Tipo Dériaz: semelhantes a Francis rápida, porém, com as pás do rotor são orientáveis de modo semelhante ao das Kaplan. 29 2.2.4 Turbina tangencial ou de ação parcial A Turbina tangencial ou de ação parcial é aquela em que a água é lançada sob a forma de um jato sobre um número limitado de pás do receptor. Os tipos mais usuais utilizados são: Girard; Schwamkrug (1850) (obsoleta); Zuppinger (1846) (obsoleta); Michell Banki; Pelton (a mais usada da categoria). 2.2.5 Turbina Francis Macintyre (1983, p.33 a 34) salienta que a origem do nome Francis se deve ao engenheiro James Bicheno Francis (1815-1892) que realizou diversos aperfeiçoamentos na turbina Dowd, são turbinas rigorosamente centrípetas, e em 1843 recebeu o uso de um tubo de sucção proposto por Jonval. A evolução deste tipo de máquina continuou a ocorrer surgindo máquinas com velocidades maiores e para ampliar a faixa de valores da queda. Assim, surgiu o receptor Dubs apropriado a velocidades específicas elevadas, para turbina Francis rápida e extra rápida. Essa variação de velocidade depende dos valores de descarga, da queda e do número de rotações para caracterizar a forma de rotor adequada (MACINTYRE, 1983). Macintyre (1983) destaca que as funções de alguns equipamentos das turbinas não diferem para outros tipos, conforme a abaixo: a. Caixa Espiral Geralmente com forma de caracol no tipo fechado, a qual é substituída por uma câmara ou poço de adução, no tipo aberto. b. Distribuidor Macintyre (1983, p.37) identifica o funcionamento do distribuidor: O distribuidor das turbinas tipo Francis é constituído de um conjunto de pás dispostas em volta do receptor, e que podem ser orientadas por meio de um comando especial, de modo a darem, para cada valor da descarga, o ângulo mais conveniente de entrada da água no receptor, isto é, um escoamento com um mínimo de perdas hidráulicas. Uma vez controlado a abertura do distribuidor pelo Regulador de Velocidade, o sistema SCADA é atualizado com a informação de potência gerada, no entanto se necessário deverá ser adequado a abertura do distribuidor para atingir a necessidade de geração. 30 c. Roda A roda é o receptor ou rotor, dotada de pás de formato especial. d. Tubo de Sucção O tubo de Sucção tem “A função de manter a continuidade da massa líquida em escoamento, desde a saída do receptor até o nível da água no poço de escapamento [...] consegue-se desse modo um aumento na potência da turbina” (MACINTYRE, 1983, p.34). e. Anel de Regulagem O anel de regulagem é responsável por guiar as bielas das pás, o qual, por sua vez, é comandado por um eixo graças às bielas que lhe permitem efetuar um movimento de rotação de pequena amplitude. Esse mecanismo foi proposto por Fink e tem o seu nome em homenagem (MACINTYRE, 1983, p.34). Conforme pode-se verificar na Fotografia 1 a caixa espiral, tubo de sucção etc. Fotografia 1 - Exemplo de Turbina Francis Fonte: HISA (2017) 2.2.6 Turbina Hélices Macintyre (1983, p.39) sustenta que este tipo de turbina tem velocidades consideráveis em baixas quedas e grandes descargas, onde o receptor assumiu a forma de uma hélice de propulsão e o distribuidor mantém a distância entre as pás do distribuidor e as do receptor é bem maior do para as Francis de alta velocidade específica. Sua principal característica são suas pás fixas, tendo um menor rendimento comparado com as outras. 2.2.7 Turbinas Kaplan Seu inventor foi o engenheiro Victor Kaplan (1876-1934) através de pesquisas em 1912 concebeu um novo tipo de turbina axial a hélice ajustável, ou seja, um mecanismo alojado numa peça com formato de ogiva e seu comando é realizado pelo regulador automático de velocidade, que permite variar o ângulo de inclinação das pás conforme a descarga, sem variação apreciável do rendimento (MACINTYRE, 1983). 31 Conforme a Fotografia 2 mostra a montagem do rotor Kaplan. Fotografia 2 - Rotor Kaplan de pás móveis Fonte: HISA (2017) 2.2.8 Turbinas Dériaz Seu nome deve-se ao engenheiro suíço que as inventou assemelham-se às turbinas Kaplan e às Francis rápidas, porém as pás do rotor são articuladas e podem trabalhar em quedas acima de 200 m. São designadas por turbinas diagonais, onde funcionam ora como turbina, ora como bomba (MACINTYRE, 1983). 2.2.9 Turbinas Pelton Seu inventor Lester Allen Pelton (1829-1908), engenheiro norte-americano, nascido em Ohio, realizou inúmeros ensaios com vários tipos de pás, e em 1880 patenteou a turbina, vendendo seus direitos a uma empresa que foi fundada para fabricá-la. Seu funcionamento depende do distribuidor que guia a água formando um jato cilíndrico sobre a pá do rotor, o que é conseguido por meio de uma agulha, podendo ser de dois, quatro e seis jatos (MACINTYRE, 1983). Macintyre (1983, p.43) enfatiza que se deve ter auxílio de um defletor de jato: A turbina Pelton possui também um “defletor de jato”, que intercepta o jato, desviando-o das pás, quando ocorre uma diminuição violenta na potência demandadapela rede de energia. Nessa hipótese, uma atuação rápida da agulha reduzindo a descarga poderia vir a provocar uma sobre pressão no bocal, nas válvulas e ao longo do encanamento. O defletor volta à posição primitiva liberando a passagem do jato, logo que a agulha assume a posição que convém, para a descarga correspondente à potência absorvida. À proporção que ocorre a atuação do defletor, atua-se o sistema hidráulico de frenagem para evitar a sobre velocidade, ou seja, que a máquina motriz entre em disparo. 32 A Fotografia 3 ilustra a instalação de uma turbina Pelton dupla com dois jatos em cada rotor. Fotografia 3 - Turbinas Pelton de dois jatos fabricadas pela HISA Fonte: HISA (2017) 2.2.10 Turbinas Tubulares O rotor pode ser de pás fixas ou orientáveis, é colocado em um tubo por onde a água se escoa, e o eixo, horizontal ou inclinado, aciona um gerador externo ao tubo, ou seja, sua construção denomina- se turbina Montante ou Jusante (MACINTYRE, 1983). 2.2.11 Turbinas de Bulbo São consideradas como uma evolução das turbinas tubulares e existe uma espécie de bulbo, colocado no interior do tubo adutor da água, por ser uma câmara blindada pode manter o gerador em seu interior. Dispensa a caixa em caracol e o trecho vertical do tubo de sucção, tendo um menor espaço ocupado em planta e para um mesmo diâmetro do rotor, a turbina Bulbo absorve uma descarga maior que as Kaplan, resultando daí a maior potência a plena carga (MACINTYRE, 1983). Através da Fotografia 4 pode-se verificar a existência do bulbo com seu gerador interno. Fotografia 4 - Turbina Bulbo Fonte: HISA (2017) 33 2.2.12 Turbina Straflo A empresa Escher Wyss desenvolveu uma turbina de escoamento “retilíneo” de volume reduzido e que conduz a considerável economia no custo das obras civis em torno de 10 a 30% a menos, são adequadas para usinas de baixa queda de até 40 m, e diâmetro do rotor de até 10 m. O indutor do alternador é colocado na periferia do rotor da turbina formando um anel articulado nas pontas das pás da hélice, podem ser móveis como as turbinas Kaplan (MACINTYRE, 1983). 2.3 EMPREGO DOS DIVERSOS TIPOS DE TURBINAS “[...] para valores dados de queda e da potência, os custos da turbina e da instalação como um todo diminuem quando a velocidade específica aumenta[...]” (MACINTYRE, 1983, p.120). Macintyre (1983) defende que ao se escolher um tipo turbina, deve-se conhecer a descarga Q, a queda H e o número de rotações por minuto n, e como escolha arbitraria o valor do rendimento ղ, calculando pela Equação 01 o valor da potência N, e pela Equação 02 da velocidade específica 𝑛𝑠. 𝑁[𝑐𝑣] = 1000 ∙ 𝜂 ∙ 𝑄 [ 𝑚3 𝑠 ] ∙ 𝐻[𝑚] 75 (01) 𝑛𝑠[𝑟𝑝𝑚] = 𝑛[𝑟𝑝𝑚] ∙ √𝑁[𝑐𝑣] 𝐻[𝑚] ∙ √𝐻 4 [𝑚] (02) Ou ainda pela Equação 03 do número de rotações-padrão ou número característico de rpm, que dispensa a hipótese prévia quanto ao valor do rendimento. 𝑛𝑝 = 𝑛 ∙ √𝑄 √𝐻34 (03) Macintyre (1983) adota como rendimento ղ=89 % para determinar o shape number, ou rotação específica, utilizando as Equações 04 e 05. 𝑛𝑝 = 𝑛𝑠 ∙ √ 0,075 𝜂 (04) 𝑛𝑞[𝑟𝑝𝑚] = 𝑛𝑠 3,38 (05) O conhecimento das condições das turbinas permitirá diminuir as dúvidas quanto à escolha, assim, para a turbina Pelton 𝑛𝑠do eixo do gerador. O Desenho 4 elucida a planta com os sistemas de pás moveis acionada pela unidade hidráulica de regulação: F o n te N . N . K o v alev (1 9 6 5 , p . 1 4 ) D esen h o 4 - D isp o sição d o s co m p o n en tes d a tu rb in a K ap lan B u lb o 38 2.5 SISTEMAS HIDRÁULICOS Palmieri (1991, p.9) salienta que a força fluída tem sua origem a milhares de anos antes de Cristo. Porém o uso de fluídos sob pressão como meio de transmissão de potência, já é mais recente, sendo que o seu desenvolvimento ocorreu após a primeira guerra mundial. Os dados fundamentais para o dimensionamento do equipamento hidráulico do regulador de velocidade são: (i) Diâmetro do êmbolo; (ii) Diâmetro da haste dos servos motores; (iii) Curso dos mesmos; e (iv) Tempo de fechamento do distribuidor e dos equipamentos periféricos. Estas informações citadas são de responsabilidade do fabricante de turbinas hidráulicas, pois são calculadas em função dos valores unitários de vazão (m³) e queda (m), assim, neste estudo o foco será o projeto de produto que tenha os requisitos para suprir as necessidades de acionamento de uma turbina Francis até 3 MW de potência. Em turbinas Francis é comum termos três atuadores: (i) Atuador do distribuidor; (ii) Atuador da válvula borboleta; e (iii) By-pass da Válvula Borboleta. Os tempos de fechamento do Distribuidor e da Válvula borboleta são determinados para que o golpe de aríete não ultrapasse a pressão de projeto, ou seja, os componentes da turbina são dimensionados para suportar uma certa porcentagem de força ou pressão acima do normal, gerada quando o sistema distribuidor atua em sentido contrário ao fluxo de fluido para deter ou reduzir a vazão, a este excesso de força denomina-se golpe de aríete. A lista de símbolo e gráficos utilizadas para elaboração do esquema hidráulico é conforme a norma ISO 1219 – 1, ISO 1219 – 2 e NBR 10138. 2.5.1 Hidráulica O estudo da Hidráulica se tratar de uma ciência específica, com diversas variáveis complexas de serem analisar para atingir os resultados desejados. Embora este capitulo busque trazer diversos conceitos, serão necessárias muitas considerações práticas de funcionamento para a unidade hidráulica. 2.5.1.1 Lei de Pascal Blaise Pascal enunciou o Princípio Fundamental da Hidráulica “Toda pressão aplicada sobre um fluido confinado a um recipiente fechado, age igualmente em todas as direções dentro da massa fluida e perpendicularmente às paredes do recipiente”. O Desenho 5 elucida este princípio que se aplicarmos uma pressão no ponto “A”, teremos a mesma pressão no ponto “B”. 39 40 Desenho 5 - Elucidação da Lei de Pascal Fonte: Palmieri (1991, p.13) 2.5.1.2 Princípio da conservação da energia Lavoisier enunciou em seu princípio que “Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. Desta forma através da energia cinética e potencial armazenada em uma usina hidrelétrica pode-se transformar em energia mecânica para a energia elétrica. O Desenho 6 elucida a transformação da energia mecânica transformada em hidráulica e, vice-versa. Desenho 6 - Princípio da conservação da energia Fonte: Palmieri (1991, p.14). Palmieri (1991, p.14) exemplifica: [...] podemos observar que o peso de 2000 kg é movimentado em uma distância de 1 centímetro por um outro peso de 1000 kg que se desloca 2 centímetros, em virtude de que a área do pistão “A” é duas vezes menor do que a do “B”. Vimos que com um pequeno esforço e grande deslocamento, conseguimos um grande esforço com pequeno deslocamento, representando trabalhos iguais (força x Deslocamento). 41 Palmieri (1991, p.14) argumenta que “[...] é comum vermos em sistemas hidráulicos a energia elétrica transformada em mecânica (motor elétrico acionando a bomba) e esta última transformada em hidráulica (energia mecânica transferida ao óleo através da bomba)”. 2.5.1.3 Força e Pressão A razão de uma força “F” sobre uma superfície “A” será a definição de pressão “P”, conforme a Equação 06. 𝑃 = 𝐹 𝐴 (06) Em um sistema hidráulico a bomba somente envia uma vazão de óleo, e a partir da resistência produzida a esse fluxo geração a pressão. A unidade de medida para a pressão, segundo o sistema internacional de medidas (SI) deve-se utilizar bar. 2.5.1.4 Escoamento do fluido em tubulações Palmieri (1991, p.18) sustenta que os fluidos tendem a seguir o “caminho mais fácil”, em que: “O tipo de escoamento depende de vários fatores, entre eles, a rugosidade interna e o diâmetro do tubo onde ocorre o escoamento, a velocidade e viscosidade do fluido, etc.”. Através do número de Reynolds obtido utilizando a razão do produto da velocidade do fluido com o diâmetro do duto pela viscosidade cinemática, conforme a Equação 07. 𝑅 = 𝑉 ∙ 𝐷 𝑣 (07) Onde: R = Número de Reynolds; V = Velocidade do fluido (m/s); v = Viscosidade cinemática, em (mPa.s); D = Diâmetro interno da tubulação, em metros. Após definido o número de Reynolds e utilizando o Quadro 2 como auxilio pode-se saber em qual regime de escoamento encontra-se o fluido. Quadro 2 - Classificação do tipo de escoamento Número de Reynolds Tipo de escoamento 0 a 2000 Escoamento laminar 2000 a 3000 Escoamento indeterminado Acima de 3000 Escoamento turbulento Fonte: Adaptado de Palmieri (1991, p.18). 42 O regime de escoamento laminar é o ideal para circuitos hidráulicos, pois garante menores perdas de pressões e sempre de possível evitar o emprego de restrições para evitar o regime turbulento, para isto, pode-se seguir a regra do dobramento de dutos em curva tenha o raio de 2.1/2 a 3 vezes o diâmetro externo do tubo conforme Desenho 7, evitando que o dobramento tenha uma área enrugada e com diminuição da área da secção. Desenho 7 - Regra de dobramento de dutos Fonte: Palmieri (1991, p.25). 2.5.1.5 Vazão em tubulações Palmieri (1991, p.19) informa de três formas distintas a vazão de um fluido, conforme as Equações 08, 09 e 10. 𝑄 = 𝑉 𝑡 (08) 𝑄 = V ∙ 𝐴 (09) 𝑄 = 𝑠 𝑡 ∙ 𝐴 (10) Onde: Q = Vazão em (m³/s); t = Tempo em segundos; V = Velocidade é expressa em (m/s); A = Área em (m²); V = Volume (m³); s = Curso em metros (m). 43 2.5.1.6 Perda de carga na linha de pressão de um sistema hidráulico A perda de carga na linha de pressão de um sistema hidráulico ocorre durante o escoamento do fluido pode ocorrer uma perda de pressão segundo (PALMIERI, 1991 p.20), podendo ser calculada conforme a Equação 11. ∆𝑃 = 𝜑 ∙ 𝐿 𝐷 ∙ v² ∙ 𝜌 9266 ∙ 1 215915 (11) Onde: ∆𝑃 =Perda de Carga (bar); 𝜑 = Fator de Fricção; L =Ll+Ls = comprimento total da tubulação em centímetros (cm); Ll = Comprimento da tubulação retilínea em centímetros (cm); Ls = Comprimento equivalente das singularidades em centímetros (cm); D = Diâmetro interno da tubulação (cm); V = Velocidade de escoamento do fluido em centímetro/segundo (cm/seg); 𝜌 = Densidade do fluido em quilos por metro cúbico (kg/m³). Através do cálculo de perda de carga no sistema hidráulico é possível sabermos se a pressão que fornecemos ao sistema é suficiente para aquilo que o sistema se propõe a fazer, para isto, devemos determinar os parâmetros necessários como: a. Determinação do fator de fricção (f) Palmieri (1991, p.20) informa que: “Esse fator de fricção “f” é devido a temperatura do fluido e rugosidade interna do duto, isto é, quanto mais rugoso for internamente o duto, maior dificuldade terá o óleo para escoar”. Conforme equação 12. 𝑓 = 𝑋 𝑅 (12) Onde: X = Rugosidade da tubulação; R = Número de Reynolds; f = Coeficiente de atrito. b. Determinação de Ls, Ll e L Em componentes como: cotovelos, curvas, registros são denominados de singularidade que causam perda de carga localizada e aquecimento do fluido. À soma de todos os comprimentos equivalentes damos o nomede “Ls” conforme Quadro 3, que será acrescentada 44 ao comprimento da tubulação retilínea “Ll”, fornecendo assim o comprimento total da tubulação “L” Palmieri (1991, p.19). Quadro 3 - Comprimentos equivalentes a perda localizadas Fonte: Palmieri (1991, p.22) c. Determinação do diâmetro interno (d) O diâmetro da tubulação é determinado à partir do cálculo da área da seção do duto “A” obtido através da vazão e velocidade do fluxo do fluido (PALMIERI, 1991, p.23), conforme a Equação 09 e 13. 𝐷 = 1,128 ∙ √𝐴 (13) d. Determinação da Velocidade (V) Palmieri (1991, p.20) cita que se deve seguir as velocidades recomendadas para o escoamento do fluido, conforme o Quadro 4. Quadro 4 - Velocidades de escoamento para óleo hidráulico Tipo Vmin (cm/s) Vmax (cm/s) Sucção e preenchimento 60,96 121,92 Retorno 304,80 457,20 Pressão abaixo de 210 bar 762,20 914,40 Pressão acima de 210 bar 457,20 509,60 Fonte: Adaptado de Palmieri (1997). 45 Essas recomendações são para que não ocorra uma grande perda de carga no sistema, o escoamento deverá ser laminar e o número de Reynolds deverá estar abaixo de 2000. 2.5.2 Fluidos Hidráulicos Para que o fluido Hidráulico tenha um bom rendimento e pouca manutenção no sistema hidráulico deve-se escolher corretamente o fluído hidráulico a ser utilizado (PALMIERI, 1991, p.49). Satisfazendo as principais finalidades básicas: Transmitir com eficiência a potência que lhe é fornecida; Lubrificar os componentes internos do sistema; Transferência de calor; Vedação de folgas entre partes móveis. A compressibilidade varia de 0,5 a 2% a cada 70 bar de acordo com o tipo de fluido utilizado e temperatura de trabalho. Todos os fluidos hidráulicos contêm uma quantidade de contaminantes, onde mais de 75% das falhas em sistemas hidráulicos e de lubrificação são devidos ao excesso de contaminação. Assim, o excesso de contaminação causa: (i) Perda de produção; (ii) Custo de reposição de componentes; (iii) Trocas constantes de fluido; (iv) Custo no descarte do fluido; e (v) Aumento geral dos custos de manutenção. a. Determinação de Gama (𝛾) A variável Gama 𝛾 é a massa específica do fluido em quilograma/metro cúbico (kg/m³) Palmieri (1991, p.23). Pelo Quadro 5 pode-se consultar a massa específica do óleo em (kg/m³) conforme variação da temperatura segundo a ASTM D-341 Charts. 46 Quadro 5 - Mobil hidráulico AW 68 Fonte: Adaptado de ASTM D-341 Charts. b. Viscosidade Palmieri (1991, p.50) ressalta que: “A viscosidade de um fluido é a medida da resistência que ele oferece ao escoamento, assim como a sua capacidade de evitar o contato “metal com metal” e efetuar uma boa lubrificação”. Conforme o Diagrama 1 apresentado podemos consultar a variação da viscosidade pela temperatura. 47 Diagrama 1 - Diagrama de variação da viscosidade com a temperatura para diversos tipos de óleo SAE. Fonte: Zaions (2014) 2.5.3 Reservatório e Acessórios A função do reservatório da unidade hidráulica é contribuir para a troca de calor gerado principalmente pela bomba de deslocamento constante. Uma das soluções seria a utilização de bombas de vazão variável, pois seu princípio de funcionamento tende a diminuir o atrito quando a pressão está equalizada no sistema (Pedrosa, 2006, p. 59). a. Geração de calor A geração de calor em um sistema hidráulico pode ser devida a vários fatores: (i) Perdas mecânicas na bomba ou motor hidráulico; (ii) Restrições na linha devido a curvas mal elaboradas ou introdução de válvulas reguladoras de pressão e vazão; (iii) válvulas mal dimensionadas que possibilitem uma vazão máxima menor do que aquela exigida pelo sistema; 48 (iv) Manifolds com excesso de válvulas; e (v) Fricção com excesso de válvulas (PALMIERI, 1991, p.19). De acordo com a complexidade do circuito hidráulico 50% desse calor pode ser dissipado apenas através das perdas dos cilindros e da tubulação, e os outros 50% pelo reservatório. Onde em contato com as paredes do tanque, o calor do fluido é trocado através da condução e radiação. Como recomendação de nunca se colocar o duto de retorno próximo do duto de sucção, possibilitando a efetuação da troca de calor ao percorrer a chicana vertical como um artifício aprovado como norma pela NFPA. b. Precipitação de impureza A precipitação de impureza ocorre quando o fluido retorna para o reservatório, sua velocidade pode decrescer de 304,80 cm/s (3,048 m/s) até um valor bem abaixo, possibilitando a decantação (PALMIERI, 1991, p.63). c. Circulação interna de ar Para que ocorra a circulação de ar internamente em todo o reservatório deve conter um respiro na base superior, pois quando succionamos fluido para o sistema o nível decresce e aquele espaço antes ocupado pelo fluido, deve ser ocupado por ar atmosférico, assim, não teremos a formação de uma pressão negativa no reservatório (PALMIERI, 1991, p.63). d. Construção do reservatório Para a construção do reservatório se deve seguir as orientações da norma NFPA devem ser seguidas: (i) A capacidade do reservatório deve comportar um volume que supra o sistema durante 3 minutos sem que houvesse retorno do fluido; (ii) A base do reservatório deve ter o fundo suportado por quatro pés de no mínimo 150 mm de altura, para facilitar a sua remoção, drenagem, troca de calor com o ambiente, e possibilitando a fixação do tanque ao solo; (iii) No interior do reservatório deve existir uma chicana vertical para assegurar a circulação do óleo, e se necessário, uma outra chicana horizontal para se evitar a formação de vórtice; (iv) Nas laterais menores devem existir duas tampas de inspeção para auxiliar no momento da limpeza; (v) O fundo do reservatório deve possibilitar a drenagem de todo o fluido; (vi) A parte superior deve ser bem rígida para suportar a montagem dos componentes do sistema; (vii) Todos os dutos devem ter início e fim no reservatório, o duto de sucção deve terminar a uma altura mínima de 50 mm do fundo do tanque e os dutos de retorno e dreno deverão estar mergulhados no mínimo 75 mm abaixo do nível do fluido; e (viii) O reservatório deve ser pintado interna e externamente para se evitar a oxidação (PALMIERI, 1991, p.63). 49 e. Bocal de enchimento Além da função de enchimento do reservatório, pode-se utilizar um filtro acompanhado desse bocal de enchimento para evitar que qualquer objeto sólido entre no sistema (Palmieri, 1991, p.65). O Desenho 8 ilustra o componente. Desenho 8 - Tipos de bocais de enchimento Fonte: Palmieri (1991, p.65) f. Respiro A principal função do respiro é impedir a precipitação de impurezas sobre a tomada de ar. A norma NFPA, informa que o filtro do respiro deve ter malha de no mínimo 40𝜇 (0,04 mm) e que o elemento filtrante deve estar protegido contra danos físicos (PALMIERI, 1991, p.66). g. Indicador de nível A instalação é rápida e fácil sendo que as principais características são: (i) Vedação em borracha nitrílica; (ii) Temperatura máxima de 80 °C; (iii) torque de fixação recomendado de 1,2 kgf.m; e (iv) Versões com ou sem termômetro. Conforme a Fotografia 5 ilustra os tipos de visores de nível. Fotografia 5 - Tipos de Visores de nível Fonte: Rexroth 50 h. Magnetos Magnetos são imãs utilizados para a captação de limalhas contidas no fluido, proveniente do desgaste do equipamento hidráulico ou de outros tipos de impurezas do sistema (PALMIERI, 1991, p.67). i. Dimensionamento do Reservatório Uma regra prática de dimensionamento de reservatório é fazer-se com que o seu volume seja igual ou maior a três vezes a vazão das bombas que alimentam o sistema (PALMIERI, 1991, p.59). Conforme a Equação 14. 𝐶𝑅 ≥ 3 ∙ 𝑄𝐵 (14) Onde: 𝐶𝑅 = Volume do reservatório; QB = Vazão máxima de trabalho. Porém utilizando o método de cálculo da fabricante Bosch Rexroth teremos conforme a Equação