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LEGADOS 
Os Bens deixados pelo De cujos se divide em: 
- Herança legítima – herdeiros necessários 
- Parte disponível – a que pode ser testada – é possível deixar “algo” para alguém. 
Deixo meu navio para Joana – deixo um LEGADO – algo que pode ser determinado 
(aquilo que está sendo deixado) – herdeiro legatário. 
Herdeiro instituído ou legatário = são os rescipiendários da parte disponível; 
Os Sujeitos do Legado são: Testador e Legatário (herdeiro instituído) 
Regime Jurídico dos Legados: 
Precisa o legado ser do testador no momento da morte – 1.912, CC 
O Legatário recebe o legado no momento da morte do jeito e na quantidade que 
tiver – 1.916, CC: Se João deixou 2 vacas para José – se no momento da morte havia 
somente 1, José não poderá cobrar dos herdeiros mais 1 vaca. 
É possível legar apenas parte de 1 bem – 1.914, CC – Um imóvel que possui dois 
proprietários (João e Maria) cada um tem 50% - João pode deixar por legado para 
Joaquim a sua fração ideal; quando ele falecer Joaquim terá os 50% que lhe foi 
legado. Então se pode deixar algo todo ou parte de algo. 
- 1.915, CC - É possível deixar por legado coisa fungível (quanto é trocável, 
substituível e continua sendo aquele bem art. 80 CC) ou infungível (algo que é 
único, tem identificação é insubstituível) (parte geral do Código civil – Assim é 
possível deixar aquela vaca específica (infungível) ou é possível deixar uma vaca 
(fungível); O Legado é certo e determinado UMA VACA, mas dai a se escolher a vaca 
– mas é possível escolher (determinável). 
- 1.940 – Legado alternativo – quando se deixa mais de uma opção para o 
LEGATÁRIO escolher – deixo para José a minha moto placa X ou o meu Jet-ski. 
- LEGADO DE IMÓVEL – se eu leguei um imóvel é aquele imóvel que estava no 
momento do testamento. Se depois eu acresci o imóvel, esse acrescido não irá para 
o LEGATÁRIO; este só fica com o imóvel do jeito que estava no momento do 
testamento – 1922; A Lei só permite que ele receba com as benfeitorias (os 
consertos). Se disser: deixo para José a construção que está pronta no meu terreno. 
Mas eu construo mais duas no meu terreno e depois mais uma casa; Só irá como 
LEGADO o imóvel que estava no momento do testamento; os demais não irão. 
- O legado tem que estar no local que eu disse o testamento – 1.917; Ex.: Deixo para 
José os bois que estão na minha Fazenda Santo Antônio. Outros que estejam em 
outras Fazenda não serão dele. 
- No momento da partilha o Legado precisar ser transportando para ir para o 
Legatário – as despesas de transporte correm por conta dele 1936; Não são os 
herdeiros que irão custear. 
- LEGADO DE CRÉDITO – dinheiro a receber; um cheque pré-datado que o de cujus 
tinha a receber; entre atos intervivos isso se chama cessão de crédito (obrigações); 
isso é possível causa mortes 1.918 - ele pode deixar o crédito a receber (descrever 
o título que represente o crédito); 
- Se o LEGATÁRIO está devendo dinheiro para o De cujus, este pode fazer o perdão 
(remissão) de dívida – fazer um LEGADO DE PERDAO DE DÍVIDA. 
- Se José está devendo (vai dever para o espolio) e o de cujus quer deixar um crédito 
para ele – NÃO VAI HAVER COMPENSAÇÃO AUTOMÁTICA – 1.919; O De cujus 
precisa dizer no testamento se estará compensando a dívida que teria que receber 
com a que está deixando, pois se não disser será entregue o crédito para o 
LEGATÁRIO e ele ainda será cobrado pelo espólio; No caso de LEGADO DE PERDÃO, 
são só as dividas até o momento da lavratura do testamento (1.918, p. 2º) – as 
dívidas futuras, depois que escreveu o testamento até a data que o de cujus morreu 
não estão inclusas no perdão – só se deixar expresso no testamento; PERDÃO DE 
DÍVIDA é para até o momento até a lavratura; no momento da entrega do LEGADO – 
será entregue o título – para ele cobrar o crédito (1.918, p. 1º). 
- 1.918 – existe LEGADO PARCIAL DO CRÉDITO e PERDÃO PARCIAL 
- LEGADO DE ALIMENTOS – deixo pensão alimentícia para Marcia minha namorada 
– 1.920 – o valor se não deixou certinho – é um valor tal que cubra as quatro verbas 
– casa (habitação), sustento, cura e vestuário. Se for menor também EDUCAÇÃO 
(até a maioria) – a duração, se nada for dito, é por toda a vida, no limite das forças 
da herança (1.921) – dos bens(dinheiro) que deixou para custear; 
- 1.938 - EXISTE LEGADO com encargo (com obrigação) – deixo um avião para José 
e do dinheiro que conseguir explorando o avião deve pagar 100,00 por mês um 
salário-mínimo para a Comunidade X; se ele não quiser cumprir o encargo o supõe-
se renunciou o legado (1.913). 
- 1.921 – LEGADO DE USUFRUTO – se concede alguém usar e colher frutos de um 
bem móvel ou imóvel – posso permitir que José fique usando meu imóvel, mesmo 
sem ser dono – se não disser o prazo é por toda vida; pode nomear mais um 
usufrutuário – 1,946; se um falecer antes – existe o negócio chamado direito de 
acrescer o usufruto – 1.946, p. único; quando morrer o último ou quando acabar o 
prazo acaba o usufruto – é possível que o testador exclua o direito de acrescer o 
usufruto (1.941, final) – deixo minha casa em endereço X em usufruto para João e 
Maria; a medida que forem morrendo a cota parte correspondente irá para a 
legítima 1.944; Se não disser prazo é para vida toda; e se não disser quanto é a parte 
de cada supõe que é dividido por igual; 
ENTREGA DOS LEGADOS 
Quem recebe por último é o legatário – 1.924 o Código civil diz que quem recebe 
primeiro é os herdeiros (legítimos e instituídos) só depois que o Legatário vai 
receber; 
Só que tudo que for dele é dele desde o momento da morte. Quando ele receber 
tudo é calculado desde a morte – se tem pensão, calculado desde a morte – 1.923; 
se ele tiver algum bem que tenha gerado frutos lhe são entregue os frutos 
retroativamente, desde o momento da morte – 1.923, p. 2º; agora se o LEGADO é 
em dinheiro conta desde a MORA (a partir do momento em que ele cobre o dinheiro 
que lhe pertença 1.925) terminou a discussão ele pode cobrar; 
A posse só lhe dado após a discussão encerrada, tudo que for período (como 
pensão) só pode ser exigido no prazo (1.928) – quando se trata de alimentos é 
sempre no começo de cada mês, semestre. 
1.936 – risco e despesa com algo a ser entregue ao LEGATÁRIO é tudo por conta 
dele (FRETE, POR EXEMPLO) 
Legado alternativo – VÁRIAS opções para que cada seja entregue ao Legatário – 
quem escolhe? No silêncio do testamento (1.932) é algum dos herdeiros – tem que 
ser pelo termo médio (não pode escolher o pior) – 1.932 
Se quem tiver que escolher não quiser ou não puder – 1.930 o Juiz escolhe; mas se 
morreu (1.932) o herdeiro desse escolhe; 
Se a escolher (1.931) ficou ao próprio LEGATÁRIO não precisa ser pelo termo médio, 
ele pode escolher o melhor; 
Se o legado tiver encargo 1.937 – se ele renunciar ao encargo, estará renunciando 
ao encargo 1.938 e 1.913 
Se houver mais de um LEGATÁRIO chamado CO-LEGATÁRIO, recebendo o mesmo 
bem com encargo, aquele que compre o encargo pode cobrar a cota parte do outro 
(1.935) ; os dois receberam o carro mas terão que entregar 50 reais por mês à igreja, 
se só um pagar, poderá cobrar do outro. 
 
 
 
 
DIREITO DE ACRESCER 
Se algo for legado a mais de um, aquilo que um LEGATÁRIO não quiser ou não puder 
receber (se ele for excluído ou renunciar ou tiver morrido antes do De cujus) IRÁ 
para o outro (tudo para o outro LEGATÁRIO; 
Se este outro renunciar a parte acrescida, automaticamente estará renunciando a 
sua parte, ficará sem LEGADO – 1.945 – o remanescente é “obrigado” a aceitar a 
parte acrescida, sob pena de renunciar a parte que lhe caberia; e tudo aquilo que 
não for acrescido porque o outro não quis, vai para a parte legítima 1.944; 
IMPORTANTE – é possível o testador dispor de modo diferente – 1.941, final. Colocar 
deixo essa casa para Maria e João, caso ela renuncie que essa metade vá para a 
Instituição X. Direito de acrescer pode ser disposto de modo diferente ou não haver 
esse direito se assim tiver no testamento. 
No Usufruto – 1946 tambémtem direito de acrescer – se algo é deixado para mais 
de um usufrutuário quando vai morrendo o usufrutuário vai ficando remanescente 
para o que eu ficar vivo. 
CADUCIDADE DO LEGADO – significa a perda do efeito do legado, caso ocorra uma 
das 5 situações: 
- Se o legatário desnaturar a coisa – 1.939, I – se no tempo entre a feitura do 
testamento e a morte, o testador mude a coisa; imagine que eu teste um navio para 
João; só que eu transformo o Navio em uma Balsa; ele deixa ser um navio(que era 
no momento que eu testei); nesse caso o LEGATÁRIO não vai receber porque no 
momento da morte não existe mais o LEGADO. 
- Se o bem foi alienado – 1.939, II – daqui para morte eu vendi o carro, doei, fiz uma 
permuta – então o bem não existe porque eu me desfiz da coisa 
- Se a coisa se perder – 1.39, III – se eu deixo um rebanho – e daqui até eu morrer ele 
morre – deixou de existir 
- Se o legatário for excluído da sucessão 1939 IV – deserdação, indignidade 
- Se o legatário morrer antes do testador – 1.39, V – João que ia receber o Legado 
morreu antes do Testador.

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