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ANTROPOLOGIA 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Rafael Pons Reis 
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CONVERSA INICIAL 
Nesta etapa, veremos na primeira seção o surgimento do campo de 
estudo da antropologia a partir de uma perspectiva histórica, dando destaque 
para os desdobramentos das Grandes Navegações, em face de relatos e livros 
escritos por viajantes que haviam tido contato com povos e culturas exóticas até 
então desconhecidas. Na segunda seção, apresentaremos as contribuições do 
etnocentrismo e do relativismo cultural sobre os estudos da antropologia. Na 
sequência, daremos ênfase ao evolucionismo, também chamado por darwinismo 
social, em que pese as diferenças entre as culturas em relação aos estágios de 
desenvolvimento. Na quarta seção, apresentaremos a importância assumida 
pelo trabalho de campo sobre a construção de um novo método de estudo 
antropológico, qual seja, a etnografia. E, por fim, evidenciaremos os limites da 
pesquisa de campo e a construção da antropologia pós-moderna. 
TEMA 1 – SURGIMENTO DA ANTROPOLOGIA 
O termo Antropologia, conforme vimos na etapa passada, deriva dos 
substantivos que a compõem, ambos de origem grega: anthropos (homem) e 
logos (estudo, razão, lógica). Em linhas gerais, podemos definir Antropologia 
como o “estudo do homem” ou a “lógica do homem”, duas definições que apesar 
de distintas, são convergentes. No primeiro caso, a Antropologia faz parte do 
campo de estudo das ciências humanas, como a Economia e a Sociologia; na 
segunda definição, ela está relacionada a temas que estão presentes no campo 
da Filosofia, da Metafísica e da Lógica. Apesar de a derivação do termo vir do 
grego, não foram os gregos1 que inventaram a Antropologia. “Eles [os gregos] 
se consideravam tão superiores aos povos e nações vizinhos, seus 
contemporâneos, a quem chamavam de ‘bárbaros’, que mal tinham olhos para 
os ver e os apreciar” (Gomes, 2008, p. 11). 
Na Antiguidade Clássica é possível encontrar vários relatos de gregos e 
romanos sobre “curiosidades” dos povos conquistados. Contudo, foi na Idade 
Média que a produção da mirabilia (relatos maravilhosos) se constituiu como 
forma de produção literária e passou a ser consumida pela nobreza. Importante 
 
1 Importante lembrarmos que os gregos são considerados os precursores da História e da 
Filosofia. 
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ressaltarmos que nesse período não havia uma delimitação clara entre ciência e 
religião: o imaginário geográfico e a visão de mundo dos europeus à época eram 
permeados pela doutrina católica cristã2. 
A partir do século XV com o advento das Grandes Navegações, foi 
possível obter o estabelecimento de contato entre povos além-mar, momento em 
que cada vez mais se conhecia relatos e livros escritos por viajantes que haviam 
estado com povos até então desconhecidos. O alargamento dos limites 
geográficos e, por extensão, da maior interação entre as culturas, que vinha se 
expandindo desde a Idade Média ganhou especial atenção com a descoberta 
das Américas (Novo Mundo), o que, por sua vez, contribuiria significativamente 
para a construção de uma nova base filosófica na Europa, que veremos nas 
seções seguintes. 
TEMA 2 – ETNOCENTRISMO E RELATIVISMO CULTURAL 
Vimos até aqui que a cultura, metaforicamente, pode ser entendida como 
uma lente pela qual enxergamos o mundo e damos sentido a ele, o que inclui a 
construção de uma dada percepção sobre outros povos e sociedades distantes 
da nossa. Quando a realidade do modo de vida (valores, ética, estética, hábitos, 
rituais) de outros povos nos causa certo estranhamento, fazendo com que “nosso 
olhar” classifique e rotule outros grupos e sociedades com base em nossos 
valores, damos nome a isso de etnocentrismo. Em outras palavras, 
etnocentrismo pode ser definido como a tendência em observar o mundo a partir 
da lente cultural a que pertence o observador. 
O etnocentrismo é universal, ele está presente em todas as culturas e, 
consequentemente, faz parte do comportamento dos seus membros. Segundo 
Gomes (2008, p. 54), o etnocentrismo é “[...] o modo incontornável de 
autovalorização de cada cultura que faz com que seus membros acreditem que 
o que é próprio de sua cultura é o ‘natural’, o certo, o real e o racional”. Em uma 
perspectiva histórica, a mentalidade dos países europeus em julgar sua cultura 
superior às demais serviu como justificativa para políticas de colonização e 
extermínio de povos e civilizações inteiras, como aconteceu com a extinção de 
 
2 Neste período, um exemplo bastante ilustrativo deste contexto consistia na percepção de que 
os homens, filhos de Adão (ver o livro de Gênesis, na Bíblia), não poderiam existir em outras 
regiões. 
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algumas civilizações pré-colombianas com a chegada dos espanhóis. Importante 
mencionarmos que o etnocentrismo europeu ultrapassa o período colonial, pois 
encontramos elementos de etnocentrismo na Alemanha nazista, em face da 
defesa da superioridade da raça ariana branca em relação às demais, 
justificando a perseguição e o extermínio de povos de outras origens, em 
especial os judeus. 
Em outra perspectiva de análise, quando procuramos nos distanciar de 
nossos valores a fim entender o outro a partir dos seus próprios termos, damos 
nome a esse processo de relativismo cultural. Isso significa dizer que ao 
relativizarmos uma dada cultura, não estamos procurando enquadrar o que 
outros grupos estão fazendo, mas entender por que estão se comportando 
daquela maneira. Segundo Ribeiro (2016, p. 73), “[...] procuramos por um 
sentido, pois entendemos que há lógica e coerência nas ações daqueles grupos 
que, para nós, parecem diferentes”. 
De forma resumida, podemos entender os conceitos de etnocentrismo e 
de relativismo cultural da seguinte forma: i) ambos são faces da mesma moeda, 
ou seja, são produzidos a partir de uma relação de estranhamento (choque 
cultural); ii) enquanto no etnocentrismo procuramos entender o outro a partir de 
nosso próprio julgamento (nosso sistema de crenças e valores); iii) no relativismo 
cultural, por sua vez, procuramos entender o outro a partir do estudo de suas 
próprias crenças, valores e visões de mundo. 
Dentre os autores evolucionistas mais importantes, destacamos James 
Frazer (1854-1941), autor da famosa obra O ramo de ouro, publicada em 1890, 
que discutia os meios pelos quais se poderia considerar a magia primitiva como 
antecessora da ciência, por pretender controlar as forças e os fenômenos da 
natureza. Igualmente relevante é a obra A sociedade antiga, publicada por Lewis 
Morgan (1818-1881), que tinha como cerne a evolução das relações sociais 
tendo como base o grau de parentesco. 
 
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TEMA 3 – EVOLUCIONISMO 
Em meados do século XIX, os estudos da antropologia ganharam uma 
nova perspectiva quando Charles Darwin publicou o livro A Origem das 
Espécies, em 1859. Darwin foi um geólogo, naturalista e biólogo britânico, e ficou 
mundialmente conhecido em divulgar a tese do evolucionismo nas ciências 
biológicas. Em síntese, Darwin defende o argumento de que todos os seres vivos 
descendem de um ancestral em comum, tese amplamente aceita pela 
comunidade científica, e de que os ramos evolutivos são resultantes do processo 
de seleção natural e sexual em face da luta pela sobrevivência. 
O evolucionismo foi a principal linha investigativa das pesquisas 
antropológicas no final do século XIX e começo do século XX. De acordo com 
essa perspectiva, a humanidade passaria por estágios evolutivos partindo do 
primitivo, passando pela barbárie (que seria um estágio intermediário), até 
chegar ao modelo decivilização tal como a conhecemos: monogâmica, quando 
um indivíduo tem apenas um parceiro amoroso; patriarcal, sistema social em que 
os homens exercem o controle e autoridade sobre várias áreas da vida em 
sociedade; com modelo político formado por Estados nacionais, voltados para o 
crescimento e desenvolvimento econômico, aos avanços tecnológicos e às 
descobertas científicas. Nesse sentido, as demais sociedades (primitivas e 
tribais) localizadas nas colônias estariam em estágios inferiores na escala da 
evolução social, fato esse que servia de justificativa para os colonizadores 
“ajudá-las” em seu desenvolvimento (Ribeiro, 2016). 
No período de predominância do darwinismo social (1860-1910), as 
pesquisas partiam do método comparativo entre o estágio de desenvolvimento 
de culturas estrangeiras (localizadas em regiões nas quais o colonialismo se 
fazia presente) com o passado das culturas europeias. O método comparativo 
permitia que, caso alguns elementos fundamentais de uma determinada cultura 
fossem conhecidos, se saberia em que fase ela se encaixaria, uma vez que 
determinados costumes e práticas seriam próprias de tais ou quais fases, 
respectivamente (Gomes, 2008). 
A despeito do mérito das teorias evolucionistas terem contribuído para a 
consolidação da ideia de unidade lógica da espécie humana, elas não se 
desvencilharam da visão etnocêntrica, isto é, daquela percepção equivocada 
segunda a qual o modelo de sociedade europeia seria considerado superior em 
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relação às demais. No início do século XX, Franz Boas (conforme mencionado 
em conteúdos anteriores), utilizando o conceito de cultura, fez duras críticas à 
história conjectural do evolucionismo, uma vez que, por meio de sua pesquisa 
de campo, defendeu o argumento sobre a impossibilidade de se pensar na 
existência de uma histórica universal das sociedades humanas. Em tese, o 
referido autor ressaltou a ideia de que cada cultura detinha desenvolvimento e 
história próprios, e que o estudo de sua evolução deveria ser compreendido no 
interior de cada cultura, analisada de forma independente. 
Importante lembrarmos que nesse período a antropologia era 
caracterizada pelo trabalho de gabinete, isto é, o pesquisador não saía de seu 
gabinete (escritório) para conhecer outras culturas, ele não fazia trabalho de 
campo. Sendo assim, era comum o estudioso fazer uso de fontes secundárias 
(relatos de viajantes e missionários), cuja base de dados não era confiável, por 
possuir considerações e pontos de vista do observador (etnocêntrica), que 
veremos com mais detalhes no próximo tópico. 
TEMA 4 – TRABALHO DE CAMPO 
À medida que avançavam os estudos de pesquisadores nas populações 
das colônias inglesas na África e na Oceania, a antropologia britânica começava 
a estabelecer uma crítica contundente ao evolucionismo, contestando a história 
conjectural. Dentre os principais opositores ao método histórico, destaca-se 
Radcliffe-Brown, que fazia pesquisas de campo em algumas ilhas próximas da 
Índia e na Austrália. Pelo fato de as sociedades tribais não possuírem 
documentos escritos, não era possível realizar a pesquisa histórica. 
Nesse contexto, o famoso antropólogo polonês, Bronislaw Malinowski, 
questionou também o método histórico e defendeu o argumento de que cabia ao 
pesquisador de campo procurar desenvolver uma linha de raciocínio capaz de 
compreender a totalidade da sociedade estudada, bem como ser capaz de 
estabelecer a relação de cada uma das partes (parentesco, economia, política, 
rituais etc.) como um todo (Ribeiro, 2016). Sua obra publicada em 1922, 
Argonautas do Pacífico Ocidental, contribuiu por sistematizar o método para a 
pesquisa de campo, sendo assim, Malinowski criou a etnografia, que consiste no 
método utilizado pela antropologia na coleta de dados. Segundo Ribeiro (2016, 
p. 79), o livro Argonautas, “[...] aponta para a necessidade de imersão no 
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universo do outro, para que seja possível conhecê-lo e compreendê-lo. Além 
disso, esclarece que desvendar outras realidades não é uma tarefa fácil, uma 
vez que a vida social é complexa e composta por várias camadas”. 
Por meio da etnografia, o antropólogo seria capaz de desvendar as 
múltiplas camadas da realidade social, de modo a compreender os variados 
aspectos da vida social em sua totalidade. Mas de que modo ele conseguiria 
proceder essa análise? Ele deveria fazer uma imersão na sociedade estudada, 
isto é, participando e vivenciando o dia a dia do nativo, não apenas dos 
momentos solenes, mas também das atividades corriqueiras, que, por sua vez, 
também indicam dimensões e aspectos importantes da vida social. Sendo assim, 
chamamos de observação participante o nome do convívio prolongado com a 
sociedade estudada. 
TEMA 5 – LIMITES DA PESQUISA DE CAMPO 
À medida que se desenvolvia a produção acadêmica dos estudos 
antropológicos, as pesquisas revelavam que a totalidade social de que falavam 
os primeiros pesquisadores de campo consistia apenas em mais um modelo 
analítico para analisar a realidade. Para o antropólogo estadunidense, Clifford 
Geertz, a análise do antropólogo é sempre incompleta, uma vez que a realidade 
não está plenamente acessível. Em outras palavras, o autor defende o 
argumento que o antropólogo faz uma leitura da realidade de forma incompleta, 
com base nas interpretações que os nativos fazem da própria realidade. A fim 
de resolver esse impasse metodológico, Geertz propõe na substituição da ideia 
de observação participante por interpretação. 
A mudança proposta por Geetz abriu caminho para a emergência de uma 
nova e mais avançada antropologia, a antropologia pós-moderna, uma proposta 
de ciência reflexiva de si mesma e, portanto, crítica quanto à sua neutralidade 
em relação à produção de saber e ao seu alcance para a compreensão da 
realidade. O desenvolvimento de um novo olhar pela antropologia pós-moderna 
permitiu levantar alguns questionamentos sobre as relações de poder existentes 
entre pesquisador e pesquisado, e de um olhar mais atento sobre as questões 
éticas do trabalho de campo. 
Dentre as preocupações sentidas pela antropologia pós-moderna, a 
escrita etnográfica trazia um desafio substancial para os antropólogos 
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resolverem, pois implicava problema que surge da relação de “estar lá, escrever 
aqui”, no sentido de como se o antropólogo, e apenas ele (por meio da pesquisa 
de campo), tivesse acesso àquele conhecimento. 
Para o antropólogo estadunidense, Roy Wagner, a questão crucial 
levantada pela antropologia pós-moderna não consistia apenas em um problema 
de escrita, mas de criação. As múltiplas camadas da realidade não podem ser 
entendidas em sua totalidade, uma vez que o antropólogo, ao fazer sua pesquisa 
(etnografia), interpreta a realidade social com base em suas próprias crenças, 
visões de mundo e sistema simbólico. 
Importante mencionarmos que o campo de estudos da antropologia 
nasceu nas sociedades coloniais em face do choque cultural estabelecido com 
o exótico, com o diferente. Apesar de até meados de 1930 as pesquisas 
antropológicas não terem recebido aportes financeiros se comparados com os 
de outras áreas (agricultura e medicina), a criação de vários centros de pesquisa 
(com financiamento de fundações prestigiosas como a Rockefeller) sinalizou um 
interesse pelo desenvolvimento de pesquisas ligadas aos objetivos coloniais, 
quais sejam, a de produzir um conjunto de conhecimentos descritivos sobre a 
organização política, social e econômica. Pensava-se, à época, que conflitos 
entre agentes coloniais e populações locais eram oriundos de equívocos, falta 
de comunicação ou mal-entendidos. Sendo assim, os antropólogosacreditavam 
que a etnografia poderia contribuir no sentido de servir como ferramenta para 
auxiliar a administração colonial. 
O surgimento da primeira geração de antropólogos “nativos” permitiu uma 
significativa mudança na epistemologia dos estudos antropológicos, isto é, uma 
mudança na forma de produção de conhecimento da ciência. Os estudos 
realizados passaram a ser rigorosamente questionados e, segundo Ribeiro 
(2016, p. 85), “[...] a autoridade da escrita etnográfica se tornou foco de 
discussão”. O resultado prático da revisão dos estudos antropológicos traduziu-
se na criação de uma divisão na área de pesquisa, uma antropologia da 
metropolitana e outra da periferia. 
A antropologia passou a ser uma disciplina plural, isto é, tornaram-se 
múltiplas antropologias, pois cada uma delas trabalhava com diferentes objetos 
de estudo em relação aos diferentes contextos históricos, geográficos e sociais 
de cada localidade. Nesse sentido, os objetivos da antropologia metropolitana 
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eram substancialmente distintos, por exemplo, dos da antropologia da periferia. 
Como exemplo dos objetivos de pesquisa desta última, citamos o Brasil, dada a 
preocupação para entender os processos de construção de identidade, e as 
relações entre as comunidades locais com o governo central. 
NA PRÁTICA 
A partir das importantes contribuições da Antropologia para o estudo da 
cultura, recomendamos fortemente a leitura do segundo capítulo de nosso livro-
base, a saber, Teoria e prática em antropologia. Além disso, recomendamos a 
leitura do livro de Mércio Pereira Gomes, com o título Antropologia: ciência do 
homem: filosofia da cultura, especificamente do capítulo intitulado “Metodologia”. 
E, por fim, não poderíamos deixar de indicar a leitura do livro de Allan de Paula 
Oliveira, Antropologia: questões, conceitos e histórias, especificamente o item 
“2.1” relacionado ao Etnocentrismo. 
FINALIZANDO 
Ao longo do presente texto foi possível conhecer mais sobre o surgimento 
da antropologia a partir de uma perspectiva histórica, em que pese a importância 
dos desdobramentos das Grandes Navegações para o incremento de contato 
entre povos além-mar. Vimos na primeira seção que por meio de relatos e obras 
escritas por viajantes que haviam estado em regiões até então desconhecidas, 
surge no início do século XIX um novo método de estudo da antropologia, 
conhecido por etnocentrismo. Na segunda seção apresentamos a distinção entre 
o etnocentrismo e o relativismo cultural, e na seção seguinte, o evolucionismo, a 
partir dos argumentos defendidos por Charles Darwin, dada a importância 
assumida pelo darwinismo social sobre os estudos antropológicos de povos e 
sociedades tidas como exóticas pelo olhar europeu. Na quarta seção discutimos 
a importância atribuída ao trabalho de campo em relação ao método de pesquisa 
da antropologia, momento em que surge a etnografia, que consiste em uma nova 
perspectiva pela antropologia na coleta de dados. E, por fim, na última seção, 
delineamos os limites da pesquisa de campo em relação aos estudos 
antropológicos, fato esse que permitiu a emergência de uma nova e avançada 
antropologia, a antropologia pós-moderna. 
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REFERÊNCIAS 
GOMES, M. P. Antropologia: ciência do homem: filosofia da cultura. São Paulo: 
Contexto, 2008. 
OLIVEIRA, A. de P. Antropologia: questões, conceitos e histórias. Curitiba: 
Intersaberes, 2018. 
RIBEIRO, A. S. P. Teoria e prática em antropologia. Curitiba: Intersaberes, 
2016. 
 
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