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Serviço Social AULA PRÁTICA ROTEIRO 6 INSERÇÃO DE SONDA NASOENTÉRICA EM PEDIATRIA Objetivo: Proporcionar nutrição ou administração de medicamento. Responsabilidade: Enfermeiros Materiais: - Sonda de poliuretano ou silicone 6 Fr. - Bandeja. - Xilocaína gel (com discussão multidisciplinar) - Seringa de 10 ml. - Gaze. - Cadarço. - Estetoscópio. - Fita adesiva. - Luvas de procedimento não estéreis. - 01 fixador de Sonda ou micropore, - Toalha. Passos para a Inserção de Sonda Nasoentérica em Pediatria 1. Lavar as mãos para evitar infecção cruzada. 2. Reunir o material e levar junto ao paciente. 3. Orientar o paciente e os pais em relação ao procedimento, isso minimiza a ansiedade. Se possível, realizar brinquedo terapêutico. Informar que podem ocorrer náuseas, vômitos, desconforto nasal e lacrimejamento. Orientar a criança, se possível, que ela aja como se estivesse deglutindo. Manual de Estágio 4. Elevar a cabeceira do leito em torno de 45º ou colocar a criança em decúbito lateral direito com a cabeça fletida. 5. Proteger o tórax com a toalha de rosto. 6. Calçar as luvas de procedimento. 7. Inspecionar as narinas em busca de desvio de septo ou outras anormalidades, remover sujidades e observar possível obstrução para introdução da sonda. 8. A medida externa relacionada ao trajeto da sonda deve ser verificada com a criança deitada no leito, cabeça ereta e em posição de alinhamento mentoesternal. Medir o comprimento da sonda a ser introduzido da ponta do nariz, ao lóbulo da orelha e deste ao apêndice xifoide (posição gástrica), continuar até a cicatriz umbilical e, depois, até a crista ilíaca direita. Marcar sonda com fita adesiva. 9. Lubrificar a sonda sempre que possível somente com soro fisiológico (cerca de 10 cm), se houver necessidade do uso de xilocaína gel o mesmo deverá ser discutido com o pediatra responsável, apoiando-a sobre a gaze. 10. Introduzir a sonda por uma das narinas e, após a introdução da parte lubrificada, flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se aproxime do tórax. Pedir para o paciente deglutir durante a passagem da sonda pelo esôfago, se possível. Introduzir a sonda até a marca da fita adesiva. 11. Observar durante o procedimento: dispneia, cianose, tosse, que podem indicar que a sonda está na traqueia. Nesse caso, deverá ser imediatamente retirada lentamente. 12. Testar a localização da sonda. 13. Injetar de 2 a 10 mL (avaliar a idade da criança) de ar na sonda e com a colocação do estetoscópio posicionado na região epigástrica proceder à ausculta gástrica. 14. Aspirar a sonda com a seringa de 5 mL, usando pouca pressão e observar o retorno do conteúdo gástrico. Serviço Social 15. Fixar a sonda no nariz com fixador para sonda ou Micropore, evitando trações que possam provocar ulcerações e verificar número da graduação que foi fixada. 16. Retirar o fio guia (Obs.: sendo necessária a mobilização da sonda, não deverá ser introduzido o fio guia). 17. Deixar o paciente em decúbito lateral D para facilitar a migração da sonda, enquanto aguarda o exame de Raio X. 18. Desprezar o material e lavar as mãos. 19. Manter o paciente em decúbito mínimo de 30º. 20. Solicitar RX para confirmar a posição da sonda sempre. 21. Recolher material e deixar a unidade em ordem. 22. Lavar as mãos. 23. Uma vez obtida a radiografia de controle do posicionamento da sonda enteral, o enfermeiro solicita ao médico responsável a liberação da infusão de dieta e ele deverá registrar em prontuário a liberação e utilização da sonda para uso. Manual de Estágio AULA PRÁTICA ROTEIRO 7 INSERÇÃO DE SONDA NASOGÁSTRICA EM PEDIATRIA Objetivo Proporcionar preparo pré-operatório. Coletar suco gástrico para exame. Realizar drenagem de secreção gástrica. Aliviar distensões abdominais. Proporcionar a administração do medicamento (Carvão Ativado) ou demais medidas terapêuticas (Lavagem Gástrica). Na criança ainda pode ser utilizada para administração de dieta e de medicamentos. Responsabilidade: Enfermeiros. Serviço Social Materiais: - Sonda GÁSTRICA TIPO LEVINE (4, 6 ou 6). - Bandeja. - Xilocaína gel, se necessário. - Seringa de 10 mL. - Gaze. - Cadarço. - Estetoscópio. - Fita adesiva. - Luvas de procedimento não estéreis. - 01 fixador de Sonda ou micropore. - Toalha. - Extensor. - Saco coletor. Passos para a Inserção de Sonda Nasoentérica em Pediatria 1. Higienizar as mãos e reunir o material e levar para junto do paciente. 2. Orientar o paciente e os pais em relação ao procedimento, isso minimiza a ansiedade. Se possível, realizar brinquedo terapêutico. Informar que podem ocorrer náuseas, vômitos, desconforto nasal e lacrimejamento. Orientar a criança, se possível, que ela aja como se estivesse deglutindo. 3. Colocar o paciente em posição de Fowler, se houver condições, paciente com suspeita de lesão de coluna devem ser sondados em DDH (decúbito dorsal horizontal). 4. Proteger o tórax com a toalha. 5. Medir o comprimento da sonda a ser introduzida: da ponta do nariz ao lóbulo da orelha até o apêndice xifoide e marcar sonda com fita adesiva. Novos protocolos sugerem que seja realizada a medição até o ponto médio entre o processo xifoide e a cicatriz umbilical. Manual de Estágio 6. Marcar com uma tira de fita adesiva. 7. Calçar as luvas. 8. Limpar a narina com solução fisiológica com gaze não estéril, se necessário. 9. Lubrificar a sonda sempre que possível somente com soro fisiológico (em torno de 10 cm), se houver necessidade do uso de xilocaína gel, o mesmo deverá ser discutido com o pediatra responsável, apoiando-a sobre a gaze. 10. Introduzir a sonda por uma das narinas e após a introdução da parte lubrificada, flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se aproxime do tórax, permanecendo assim até que a sonda atinja o esôfago. Pedir para o paciente deglutir durante a passagem da sonda pelo esôfago, se possível. 11. Observar durante o procedimento se sonda não está na cavidade oral e se há sinais de dispneia, cianose, tosse, que podem indicar que a sonda está na traqueia. Nesse caso, deverá ser imediatamente retirada lentamente. 12. Introduzir a sonda até a marca da fita adesiva. 13. Testar se a sonda está no estômago, utilizando os seguintes métodos abaixo: � �Colocar o estetoscópio na região epigástrica do paciente e injetar 10 mL de ar. Se houver ruído, sugere que está em posição correta. � Aspirar com uma seringa o conteúdo gástrico até observar presença de secreção na sonda. � Testes adicionais para confirmação podem ser utilizados, sendo o mais recomendado avaliar pH. 14. Remover a oleosidade do nariz e da região frontal onde será fixada a fita adesiva, amarrar o cadarço na sonda rente ao nariz e fixá-lo sobre a fita adesiva aderida anteriormente. 15. Conectar sonda gástrica ao conector e este ao saco coletor. 16. Retirar as luvas. Serviço Social 17. Manter o paciente em decúbito elevado. 18. Recolher o material e deixar a unidade em ordem. 19. Higienizar as mãos. 20. Registrar o procedimento segundo normas de anotação de enfermagem da instituição. Observação: A asa do nariz não deve permanecer tracionada após a fixação. Caso ocorra resistência ao introduzir a sonda, recomenda-se não forçar, para evitar possíveis traumas. Tente introduzir a sonda na outra narina. Se a sonda gástrica permanecer aberta, conectar uma extensão com saco coletor, fixando-a ao tronco do paciente. Na manutenção da sonda gástrica aberta é importante: Controlar o volume e característica da secreção drenada. Ordenhar, conforme prescrição de enfermagem para manter permeabilidade. Caso o paciente apresente lesão cervical ou fratura odontoide, não flexionar o pescoço. A utilização da sonda para medicação deve ser feita apenas por indicação médica, em situação de emergência e sob supervisão do enfermeiro. No caso de dúvida quanto ao posicionamento, mesmo após os testes acima mencionados, solicitar o auxílio de outro profissional para confirmar o posicionamentoda sonda. Manual de Estágio AULA PRÁTICA ROTEIRO 8 BOLSA DE COLETA DE URINA NA PEDIATRIA Higienize os genitais da criança. Destaque o adesivo do coletor pediátrico, abrindo o orifício central. Para meninas, afastar os lábios, mantendo a pele esticada Figura 1 – Colocação do coletor de urina pediátrico. Para meninos, colocar o pênis e o escroto dentro da bolsa, se possível (conforme figura). Coloque o coletor na criança e troque o saco de acordo com o protocolo da instituição (normalmente 60 minutos para a troca do saco coletor). Após a criança urinar, retire imediatamente o saco coletor e despeje o conteúdo (mínimo de 10 mL) no frasco de coleta para análise. Serviço Social AULA PRÁTICA ROTEIRO 9 SONDAGEM VESICAL NA PEDIATRIA Indicações para sondagem de alívio ou de demora: Controle rigoroso do débito urinário em pacientes críticos. Recuperação pós-operatória em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos de trato geniturinário. Coletar urina para exames laboratoriais. Mensurar o volume urinário. Por se tratar de um procedimento invasivo de relativa complexidade, devemos assegurar que somente profissional Enfermeiro devidamente treinado, com conhecimento técnico e experiência na sua execução, deva realizá-lo, conforme Resolução Cofen 0450/2013. Sondagem Vesical de Demora Masculina na Pediatria Materiais - 1 Kit sondagem vesical (cuba rim, pinça pean, cúpula). - Kit com 1 campo estéril e 1 campo fenestrado. - 01 seringa de Xylocaína gel (uso único) ou 1 tubo de lidocaína geleia a 2% lacrado. – seu uso deverá ser discutido com a equipe multidisciplinar - 2 Pacotes de gaze estéril. - 1 Par de luvas de procedimento. - 1 Par de luvas estéril. Manual de Estágio - Solução antisséptica Clorexidina aquoso 0,2 ou 0,5%. - Saco de lixo comum. - EPIs (óculos de proteção, máscara comum e avental descartável). - Coletor de urina estéril (sistema fechado, com válvula antirrefluxo). - 1 Seringa de 5 mL bico slip. - 1 Agulha 40x12. - 1 Ampola de água destilada. - Dispositivo de fixação padrão de sonda ou fita adesiva porosa. - Material para higiene íntima (Clorexidina degermante 2% ou sabão neutro, 1 toalha, panos de limpeza descartáveis). - Biombo, se necessário. Método 1. Verificar e conferir prescrição médica. 2. Higienizar as mãos. 3. Identificar-se e explicar ao paciente e família o procedimento. 4. Separar o material. 5. Realizar a desinfecção da mesa auxiliar com o pano descartável e álcool a 70%. 6. Abrir o saco de lixo e colocá-lo próximo ao leito. 7. Promover a privacidade do paciente. 8. Dispor o material na mesa auxiliar próximo ao leito do paciente. 9. Higienizar as mãos. 10. Calçar as luvas de procedimento, máscara e óculos de proteção. 11. Posicionar o paciente em decúbito dorsal expondo somente os genitais, mantendo os membros inferiores em pequena abdução. 12. Realizar a higiene íntima com clorexidina degermante. 13. Recolher o material da higiene íntima e desprezar as luvas de procedimento. Serviço Social 14. Higienizar as mãos. 15. Calçar as luvas de procedimento, máscara e óculos de proteção. 16. Abrir campo estéril do kit cateterismo na técnica com cuidado para não contaminar. 17. Abrir a gaze na cúpula e embeber com clorexidina aquosa. 18. Abrir a xylocaína gel e desprezar dentro da cuba rim. A depender da idade da criança e condição clínica, o uso de xylocaína deverá ser discutido com a equipe multidisciplinar. 19. Abrir o restante do material sobre o campo. 20. Abrir o kit com os campos estéril e reservar. 21. Realizar a desinfecção da ampola de água destilada com swab de álcool, abrir e deixar sobre a mesa. 22. Higienizar as mãos. 23. Abrir o campo estéril sem fenestra pela borda externa com cuidado para não contaminar a parte que será utilizada para o apoio. 24. Calçar o par de luvas estéril. 25. Aspirar a água destilada, com auxílio da seringa e agulha, sem tocar na ampola. 26. Desconectar a agulha da seringa. 27. Conectar o bico da seringa na válvula na via distal da sonda, infundir a água destilada de acordo com o volume máximo indicado pelo fabricante para testar o balonete. 28. Observar se há vazamento no balonete, se houver, a sonda deve ser trocada. 29. Aspirar o volume injetado, esvaziar o balão deixando o volume na seringa. 30. Conectar o coletor fechado à sonda vesical e certificar-se sobre a completa conexão entre sonda e o coletor e se o bico de esvaziamento do coletor está fechado. 31. Retirar a sonda totalmente da embalagem (segundo invólucro estéril). 32. Realizar a sequência da antissepsia com a gaze embebida em clorexidina aquoso com auxílio da pinça: corpo do pênis em sentido único de cima para baixo estendendo para região suprapúbica, raiz da coxa e bolsa escrotal (utilizando uma gaze para cada região Manual de Estágio anatômica). Com a mão dominante, retirar o prepúcio e não retirar as mãos. Proceder a limpeza da glande e depois do meato urinário, sendo uma gaze para cada região. 33. Inserir a xylocaína gel no meato uretral lentamente para dilatar e dilatar a uretra. 34. Segurar o corpo do pênis com a mão não dominante, elevando em um ângulo de 60 a 90 graus. 35. Introduzir toda a sonda no meato uretral até o final e aguardar a drenagem espontânea da urina (não insuflar o balão antes disso). 36. Insuflar o balonete lentamente SOMENTE após observar o refluxo de urina, com o volume de água recomendado. Atenção: interrompa a insuflação do balonete caso o paciente sinta dor ou tenha resistência, pois a sonda pode não estar na bexiga. 37. Tracionar lentamente a sonda até encontrar resistência. – Retirar os EPIs. 38. Higienizar as mãos. 39. Fixar a extensão da bolsa coletora na região inguinal ou abdome com fixador padronizado. 40. Prender a bolsa coletora de urina em local apropriado no leito do paciente abaixo do nível da cintura (nunca nas grades da cama). 41. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem NOTA: Para os procedimentos, realizar o registro da data, hora do procedimento, tipo de sonda utilizada, calibre da sonda, volume, aspecto e cor da urina drenada e intercorrências, se houver. Sondagem Vesical de Demora Feminina na Pediatria No que se refere ao procedimento, siga as mesmas etapas da sondagem vesical masculina. Realize a antissepsia da região genital da menina da seguinte maneira: � Com a mão dominante, realizar antissepsia com a gaze embebida em Serviço Social clorexidina aquoso com auxílio da pinça, utilizar uma gaze para antissepsia no grande lábio direito, outra gaze para o grande lábio esquerdo, outra gaze para o pequeno lábio direito, outra gaze para o pequeno lábio esquerdo, afastando-os com a mão não dominante, aplicar novamente outra gaze no meatro uretral em sentido unidirecional de cima para baixo. Observações Números mais comuns de sondas utilizados em crianças: Folley French 4, 6 e 8, demais numerações conforme avaliação do enfermeiro ou prescrição médica. O procedimento deve ser realizado em dupla. A passagem do cateter é privativa do enfermeiro, porém o auxiliar/técnico de enfermagem poderá realizar a higiene íntima, o preparo do paciente e do material. Não há limite para troca de sonda e do sistema coletor, devendo proceder a troca nas seguintes situações: obstrução ou funcionamento inadequado do sistema, violação do sistema fechado, mudança do aspecto da urina com o aparecimento de sedimentos etc. No caso de retirada de sonda, utilizar luva de procedimento e seringa de 5 mL (ponta fina) para esvaziamento do balão e tracionar a sonda. Sondagem Vesical de Alívio A técnica do procedimento será a mesma, utilizando sonda uretral, não será necessário o material para insuflar o balão. Colocar a extremidade da sonda uretral dentro da cuba rim ou do saco coletor infantil. Deixar a urina drenar na cuba rim ou no saco coletor infantil. Após a drenagem da urina, retirar a sonda delicadamente. Manual de Estágio AULA PRÁTICA ROTEIRO 10 OXIGENOTERAPIA POR CATETER NASAL Objetivos: Melhorar a ventilaçãopulmonar, a perfusão tecidual e corrigir acidose respiratória, elevar ou manter a saturação de oxigênio acima de 90%, corrigindo os danos da hipoxemia. Materiais - Bandeja. - Umidificador. - Água destilada, - Fluxômetro. - Luvas de procedimento. - Soro fisiológico. - Cateter nasal nº 6, 8 ou 10. - Material para verificação dos sinais vitais. Método 1. Higienizar as mãos. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente. 3. Montar o umidificador, colocando água destilada até o nível indicado no recipiente, e conectar o cateter. 4. Explicar o procedimento ao paciente e ao acompanhante e solicitar cooperação. 5. Conectar o umidificador à rede de oxigênio através do fluxômetro. Serviço Social 6. Calçar as luvas de procedimento. 7. Limpar uma das narinas do paciente com gaze umedecida em soro fisiológico. 8. Adaptar o cateter óculos. 9. Colocar os “pinos” do cateter nas narinas do cliente, passar a extensão do cateter ao redor do ouvido do paciente e sob o queixo. 10. Abrir o fluxômetro regulando a quantidade de oxigênio em litros por minuto, de acordo com a PM. 11. Recolher todo o material e fazer higienização das mãos. 12. Checar a prescrição médica e fazer anotações de enfermagem. Importante: O uso de oxigênio por períodos prolongados, seja por cateter, ou por máscara facial, deve ser feito com prescrição médica. Equipe de enfermagem deve observar e anotar os seguintes sinais em pacientes que estão recebendo oxigênio: perfusão periférica, frequência respiratória e cardíaca, alterações de pressão sanguínea e alterações no nível de consciência e padrão respiratório. Manual de Estágio OXIGENOTERAPIA POR MÁSCARA DE VENTURI Objetivos: Fornecer aporte de oxigênio, corrigir acidose metabólica e fluidificar secreções. Materiais - Bandeja. - Nebulizador ou umidificador (Venturi). - Traqueia ou extensão. - Adaptadores de Venturi com diferentes porcentagens de oxigênio. - Máscara. - Fluxômetro. - Água destilada. - Cadarço ou elástico e material para verificação dos sinais vitais. Métodos 1. Higienizar as mãos. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente. 3. Explicar o procedimento ao paciente e ao acompanhante e solicitar cooperação. 4. Colocar o paciente em posição fowler. 5. Montar o sistema e conectar o nebulizador à rede de oxigênio através do fluxômetro. 6. Colocar água destilada até o nível indicado no recipiente. 7. Abrir o fluxômetro que regula a quantidade de oxigênio em litros por minuto, de acordo com a Prescrição Médica (PM), ou a indicação do conector da máscara de Venturi certificando-se de sua permeabilidade e verificar o borbulhamento. 8. Colocar a máscara sobre a face do paciente delicadamente e ajustar o cadarço ou elástico para fixá-la. Serviço Social 9. Observar o paciente por alguns minutos e verificar a pressão arterial, pulso e frequência respiratória. 10. Deixar o ambiente em ordem e realizar a higienização das mãos conforme orientações da CCIH. 11. Checar a prescrição médica e fazer anotações necessárias na prescrição de enfermagem. Importante: O uso de oxigênio por períodos prolongados, seja por cateter, ou por máscara facial, deve ser feito com PM. Equipe de enfermagem deve observar e anotar os seguintes sinais em pacientes que estão recebendo oxigênio: perfusão periférica, frequência respiratória e cardíaca, alterações de pressão sanguínea e alterações no nível de consciência e padrão respiratório. Fonte: https://fibracirurgica.vteximg.com.br/arquivos/ids/166199-1000-1000/Mascara-de-Oxigenio- Pediatrico-Venturi_2.jpg?v=635531311187730000 Manual de Estágio OXIGENOTERAPIA POR INALAÇÃO Objetivos:Umidificar as vias aéreas, fluidificar secreções da membrana mucosa do trato respiratório, facilitando sua expulsão e ajudar no tratamento medicamentoso de doenças pulmonares. Materiais - Bandeja. - Kit de Inalação. - Seringa de 10 mL. - Agulha 40 x12. - Ampola de SF 0,9%. - Medicamento prescrito. - Fluxômetro de O2. Métodos 1. Higienizar as mãos. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente. 3. Explicar o procedimento ao paciente e ao acompanhante e solicitar cooperação. 4. Colocar de 3 a 5 mL de SF 0,9% e/ou medicação conforme prescrição médica e levar no quarto do paciente. 5. Conectar o inalador ao tubo extensor e ligar no fluxômetro. 6. Abrir o fluxômetro entre 3 a 7 L/min e verificar se há saída de névoa do inalador. 7. Colocar a máscara próxima ao rosto do paciente, de forma a cobrir o nariz e a boca. 8. Orientar o paciente para respirar tranquilamente e verificar se mantém a posição correta da cabeça e do inalador. Serviço Social 9. Solicitar ao paciente que force a tosse, para expelir a secreção. 10. Após o término da solução, desligar o fluxômetro e proteger o inalador com saco plástico transparente. 11. Recolher todo o material. 12. Higienizar as mãos e realizar anotação de enfermagem. Fonte: https://bisturi.com.br/6449-large_default/protec-umidificador-oxigenio-250ml-extensao-mas cara.jpg Fonte: https://http2.mlstatic.com/kit-conjunto-para-inalador-ns-compativel-para-ar-hospitalar-D_N Q_NP_820067-MLB31147574926_062019-F.jpg Manual de Estágio AULA PRÁTICA ROTEIRO 11 ASPIRAÇÃO DE VIA AÉREA SUPERIOR Objetivos: Manter vias aéreas pérvias. Melhorar o padrão respiratório e o conforto do paciente. Coletar secreção para exame laboratorial. Materiais - Aspirador portátil ou sistema de aspiração. - EPI (Máscara, Óculos de proteção. Avental. Luva de procedimento). - Sonda de aspiração. - Luva de procedimento. - Recipiente com água potável. Método 1. Higienizar as mãos. 2. Reunir o material e levar para junto do paciente. 3. Explicar o procedimento ao paciente e solicitar cooperação. 4. Paramentar-se com os EPIs. 5. Testar o sistema de aspiração. 6. Conectar a sonda, mantendo-a protegida na própria embalagem. 7. Calçar a luva. 8. Com a mão não dominante, segure a sonda de aspiração, perto da região da válvula. 9. Introduzir a sonda de aspiração sem sucção, delicadamente, em cada narina, alternadamente, aproximadamente até a faringe ou até provocar tosse ou ter resistência, tracionar um pouco. Serviço Social 10. Tracione um pouco e inicie a aspiração (Retirar a sonda lentamente realizando a sucção, com movimentos circulares, ocluindo a válvula com o dedo polegar). 11. Repetir o procedimento quantas vezes forem necessárias. 12. Realizar a aspiração oral, delicadamente, introduzindo a sonda sem sucção na boca, até a faringe e aspirar delicadamente, ocluindo a válvula com o dedo polegar. 13. Aspirar em pontos diferentes da cavidade oral. 14. Após aspiração, limpar o sistema aspirando água após o procedimento. 15. Deixar montado o sistema de aspiração e proteger a extremidade. 16. Retirar as luvas. 17. Retirar os demais EPIs. 18. Recolher o material. 19. Deixar a unidade em ordem. 20. Higienizar as mãos. 21. Anotar o procedimento realizado e intercorrências. Observações: Se o paciente apresentar desconforto respiratório, deixe-o descansar por alguns segundos. Faça intervalos de 30 segundos entre cada aspiração. Cuidado para não lesar a mucosa. Em caso de aspiração naso ou orotraqueal, hiperestender o pescoço com o apoio de coxins e introduzir a sonda durante a fase inspiratória, até o estímulo da tosse e aspirar. A aspiração de via aérea inferior deve ser realizada com técnica estéril (utilizar luva estéril), seguindo a seguinte ordem: tubo naso/orotraqueal, narinas e boca. Manual de Estágio AULA PRÁTICA ROTEIRO 12 SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE Serviço Social Fluxograma 1 – Atendimento da PCR em ambiente extra-hopitalar. Manual de Estágio - Posicionamento correto das mãos: � Crianças: (1 ou 2 mãos na metade inferior do esterno). � Bebês: Se 1 socorrista: 2 dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha mamilar. Se 2 socorristas ou mais: técnica dos 2 polegares no centro do tórax, logo abaixo da linha mamilar. Frequência de compressão 100-120/min. Profundidade da compressão:� Crianças: pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm). � Bebês: pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 4 cm). Espere o retorno total do tórax após cada compressão, não se apoie sobre o tórax após cada compressão. Limite as interrupções nas compressões torácicas a menos de 10 segundos. Funcionamento do DEA Liga o DEA. Coloca as pás de tamanho correto para a idade da vítima. Afasta os socorristas para que o DEA analise o ritmo (pressiona o botão ANALYZE – “Analisar”, se instruído pelo dispositivo. Isola a vítima e administra o choque. Reinicia as compressões torácicas imediatamente após a administração do choque. Não desligar o DEA durante a RCP. Troca de função durante a fase de análise do DEA. Serviço Social AULA PRÁTICA ROTEIRO 13 OVACE – OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO Obstrução Leve (adulto, criança e bebê) � O profissional não deve interferir. � Incentivar a tosse. � Ficar alerta ao lado da vítima. Grave � Sinais e sintomas: (Adulto/Criança) � Dificuldade para falar/não fala. � Dificuldade para respirar. � Tosse fraca/não tosse/tosse silenciosa. � Cianose/oxigenação inadequada. Sinal de angústia (sinal universal da asfixia). Manual de Estágio Em caso de obstrução grave, agir imediatamente: MANOBRA DE HEIMLICH Posicione-se atrás da vítima, circunde seus braços na cintura da vítima. Se for criança pequena, ajoelhar-se, posicionando-se atrás da criança. Feche o punho de uma das mãos. Dosar a força conforme o tamanho da vítima. Posicione o punho com polegar voltado para o abdômen da vítima, e a outra mão sobre o punho. Aplicar pressionando para dentro e para cima, na região logo acima da cicatriz umbilical. VÍTIMA INCONSCIENTE – visualizar a cavidade oral e, se objeto estiver visível e alcançável, retirá-lo. Caso não consiga, iniciar RCP. BEBÊS d 1 ano Sinais de OBSTRUÇÃO GRAVE: Choro fraco/não chora. Cianose de extremidades. Dificuldade de expandir o tórax. Serviço Social AÇÃO 1. Visualizar a cavidade oral, se o objeto estiver visível e alcançável, retirá-lo. 2. Ajoelhe-se ou sente-se. 3. Segure o lactente em pronação (de barriga para baixo) com a cabeça levemente mais baixa que o tórax, apoiada no seu braço e na sua coxa ou colo. 4. Efetue 5 golpes nas costas. (entre as escápulas) 5. Gire o lactente, segure-o de costas. 6. Efetue 5 compressões torácicas, para baixo. (1 cm abaixo da linha intermamilar – na frequência de 1 por segundo) 7. Repita a sequência de procedimento se a obstrução persistir.