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Sim, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) compartilha muitas semelhanças estruturais com as línguas orais, mas também possui importantes diferenças, principalmente em sua forma de expressão e estrutura gramatical. Ambas as línguas são naturais e possuem uma estrutura gramatical complexa e regras próprias de uso, a Libras é uma língua visual-espacial, já as línguas orais são predominantemente sonoras.
 Algumas das principais diferenças entre a Libras e as línguas orais são:
Em relação à Modalidade Visual-Espaço e a Modalidade auditiva, na Libras se expressa por meio de sinais realizados com as mãos, expressões faciais, e movimento do corpo, dentro de um espaço tridimensional. A comunicação ocorre não apenas por sinais manuais, mas também pelo posicionamento e movimento das mãos, o uso de expressões faciais e a utilização do corpo para indicar aspectos importantes da mensagem. Enquanto que nas línguas orais, a comunicação depende do som e do ritmo da fala. A estrutura fonológica é construída por sons e sua transmissão ocorre por meio da audição.
Quanto a Estrutura Gramatical, a Libras possui uma estrutura gramatical própria que pode ser muito diferente das línguas orais. Por exemplo, a ordem das palavras na frase pode ser diferente daquela das línguas orais e o uso das expressões faciais e dos movimentos corporais contribui para a construção gramatical e para o significado das frases. Enquanto que nas línguas orais normalmente seguem uma estrutura de ordem de sujeito, que pode variar dependendo da língua, mas sem o uso de expressões faciais e do espaço como elementos gramaticais.
 A transcrição de Libras para a escrita não é direta, pois a língua é visual e assim acaba por ter limitações para um bom entendimento, pois não pode transmitir de forma completa as nuances de significado que os sinais manuais e não-manuais adicionam, como por exemplo, as expressões faciais e corporais. Enquanto que a transcrição das línguas orais é realizada através de uma ordem alfabética, o que facilita a captura dos sons e palavras.
O uso do espaço da Libras é fundamental, os sinais podem ser realizados em diferentes locais dentro do espaço visual, por exemplo: à frente, à esquerda, à direita, acima ou abaixo. O uso do espaço para representar pronomes, tempos verbais e outros elementos da frase é uma característica única da língua. Nas Línguas orais o espaço não desempenha o mesmo papel, pois são limitadas à comunicação por meio do som. 
Na Libras as expressões Faciais e Corporais desempenham um papel importante, não sendo apenas um complemento, mas um elemento gramatical. As expressões faciais podem indicar emoção, intenção, e aspectos gramaticais como a pergunta, a negação ou o tempo verbal. Além disso, os movimentos corporais e a postura também podem influenciar o significado de um sinal. Nas línguas orais, a linguagem corporal também tem seu papel, mas não desempenham um papel tão importante na construção de significados gramaticais.
Por fim, a Libras compartilha muitas características fundamentais com as línguas orais, como sua capacidade de gerar significados complexos e sua estrutura gramatical, mas ela é uma língua visual-espacial que depende de gestos, expressões faciais e uso do espaço para sua compreensão. A transcrição da Libras apresenta desafios específicos devido a essas diferenças estruturais, já que muitas das suas características não podem ser facilmente representadas no formato escrito tradicional, como acontece com as línguas orais.
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