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1 ESTÉTICA E DESIGN APLICADO A PUBLICIDADE 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de em- presários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Gradua- ção e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua forma- ção contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, ci- entíficos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de for- ma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das ins- tituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário NOSSA HISTÓRIA ...................................................................................................... 2 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 4 MARCA ....................................................................................................................... 5 CARACTERÍSTICA DA MARCA ............................................................................... 5 IDENTIDADE VISUAL ............................................................................................... 6 IMPORTÂNCIA DA IDENTIDADE VISUAL............................................................. 7 LINGUAGEM VISUAL ............................................................................................... 8 ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL .......................................... 9 DESENVOLVIMENTO DE UMA IDENTIDADE VISUAL ...................................... 11 FERRAMENTA ESTRATÉGICA .............................................................................. 16 A CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA OU O CRIADOR 'MILAGROSO' => ATUAÇÃO NOTÁVEL ENTRE AS DÉCADAS DE 1980 ............................................................ 33 A ESTÉTICA DA CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA IMPRESSA: UM DIÁLOGO ENTRE O VERBAL, O ICÔNICO E A TECNOLOGIA .......................................................... 34 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 35 4 INTRODUÇÃO Jamais em nenhum momento da história da humanidade, fomos subme- tidos a tanta carga visual como nos dias de hoje. Os meios são cada vez mais poderosos e não param de se multiplicar. Hoje é possível obter informações visuais produzidas pelo homem em quase qualquer lugar do planeta. Mesmo que muitas vezes as pessoas não se deem conta da sua pre- sença, ela se encontra em toda parte: nos papéis espalhados sobre a mesa, nos artigos oferecidos pelas lojas, na identidade visual de lugares, produtos, empresas etc. Mas nem por isso a comunicação visual tornou-se mais madura ou fácil. A relação continua mal resolvida e cada vez mais incompreendida, especial- mente para profissionais confrontados com uma linguagem com a qual não possuem qualquer familiaridade. Para Dondis (1991), “o consumidor da maior parte da produção dos meios de comunicação educacionais não seria capaz de identificar (para recorrermos a uma analogia com o alfabetismo verbal) um erro de grafia, uma frase incorretamente estruturada ou um tema mal for- mulado”. Isso faz com que cada dia mais as referências visuais ao nosso redor tornem-se menos atraentes e impactantes, causando um grande número de elementos de comunicação visual poluentes, que entram no mercado para competir e brigar entre si, sem nem mesmo analisarem os conceitos e padrões básicos para se ter uma boa ima- gem nesse mercado tão competitivo e diversificado. Uma identidade visual reúne toda a referência visual que leva a identifi- car uma empresa ou produto vinculando-os em suas diversas variações. Reúne também as informações visuais como os logotipos, os símbolos, as cores, os tipos, as disposições e os arranjos gráficos que devem sempre se manter dentro de um padrão para estabelecer a consolidação de uma marca e de seu produto. Na sociedade atual que valoriza tanto a imagem, uma profusão de ima- gens bombardeia o cidadão comum criando espaços para induzir gostos, prefe- rências e interpretações sem uma cuidadosa análise crítica. Em categorias profissionais onde a conexão direta com a linguagem não se torna clara e objetiva, o que se observa é uma grande lacuna, pois quando a 5 tarefa é comunicar produtos de complexo entendimento visual, essa deficiência fica ainda mais ressaltada nos resultados finais das peças gráficas. Todo conteúdo de um material tem que ser organizado de forma coeren- te, diagramado e ilustrado visando atrair a atenção do público ou consumidor a ser conquistado. Isso é atribuição do programador visual, bem como o desenho de embalagens e rótulos, que constituem a identidade visual do produto. Perante esta situação, descobriu-se a necessidade de produzir um ma- terial que possa auxiliar a criação de novas e corretas marcas e identidades visuais. MARCA É todo sinal distintivo, incluindo nomes, figuras ou formas tridimensio- nais, que identifica e distingue produtos e serviços de outros análo- gos, de procedência diversa, bem como certifica a conformidade dos mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas (SAMPAIO, 2002). Marca é o conjunto de elementos gráficos que identificam empresas, instituições ou produtos. A marca é a essência de um bom programa de identidade visual (RIBEIRO, 1987). A marca é um nome, normalmente representado por um desenho (lo- gotipo e/ ou símbolo), que, com o tempo, devido às experiências reais ou virtuais, objetivas ou subjetivas que vamos relacionando a ela, passa a ter um valor específico (STRUNCK, 2001). A marca é a alma do negócio. É ela que faz a diferença entre o seu produto e o do seu concorrente. É com ela que o consumidor sonha e suspira (MAR- TINS, 2000). CARACTERÍSTICA DA MARCA Uma marca: é um estandarte, uma assinatura, um emblema; não vende diretamente, ela identifica; raramente é a descrição de um negócio; deriva seu significado da qualidade do que simboliza. Uma marca eficiente depende da sua diferenciação, visibilidade, fácil utilização, facilidade de ser lembrada, uni- versalidade, durabilidade e temporalidade. 6 Formas de apresentação de uma marca Nominativa: é aquela constituí- da por uma ou mais palavras no sentido amplo do alfabeto romano, compreen- dendo, também, os neologismos e as combinações de letras e/ou algarismos romanos e/ou arábicos. Figurativa: é aquela constituída por desenho, figura ou qualquer forma estilizada de letra e número, isoladamente. Mista: é aquela constituída pela combinação de elementos nominativos e figurativos ou de elementos nominativos, também chamados de marca com- posta, cuja grafia se apresente de forma estilizada. IDENTIDADE VISUAL A identidade corporativa é um tema bastante complexo que envolve mui- tos conceitos: a cultura, a visão, o posicionamento, a imagem, objetivos, estra- tégias, foco e tudo o mais que possa influenciar a gestão de uma empresa. Ocorre que, a forma mais aparente desta estrutura, e a que possui a responsabilidade de sintetizar a personalidade da empresa é a sua identifica- ção visual. Todasas partes envolvidas no processo sejam acionistas, colabo- radores, parceiros, clientes e fornecedores deveriam reconhecer a empresa e identificar suas principais características no seu projeto de identidade visual. Em síntese, a identificação visual da empresa é o fator responsável por materi- alizar a sua identidade, sendo, portanto, um ponto de importância estratégica para o sucesso da comunicação. Martins (2000, p. 73) afirma que “(...) por mais que um nome pareça perfeito e seja exclusivo, ele apenas existirá como marca quando pu- der ser percebido como um sinal gráfico pelos consumidores”. Quando uma ideia ou um nome sempre é representado visualmente sob uma determinada forma, podemos dizer que ele tem uma identidade visual. Quando uma empresa, ao prestar algum tipo de serviço, apresenta uma mes- ma imagem em seus impressos, uniformes, veículos etc., essa empresa passa a ter uma identidade visual que, nesses casos, também pode ser chamada de identidade empresarial ou identidade corporativa. 7 A identidade visual é o conjunto de elementos gráficos que irão formali- zar a personalidade visual de uma ideia, produto, nome ou serviço. Deve infor- mar, substancialmente, à primeira vista, estabelecendo com quem os vê um nível ideal de comunicação. É fundamental para o sucesso das marcas apresentarem identidades visuais consistentes, que propiciem seu efeito acumulativo (STRUNCK, 2001). Dos seus primórdios até nossos dias, a identida- de visual percorreu um longo caminho. A venda de produtos e servi- ços se desenvolveu muito nos últimos 25 anos. Hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa uma boa impressão à primeira vista, isso irá certamente refletir em sua receita. Segundo Ribeiro (1987), identidade visual é um conjunto sistematiza- do de elementos gráficos que identificam visualmente uma empresa, uma instituição, um produto ou um evento, personalizando-os, tais como um logotipo, um símbolo gráfico, uma tipografia, um conjunto de cores. Em outras palavras, identidade visual é o conjunto visual projetado para representar graficamente uma instituição. Peón (2000) ressalta que identidade visual: é a apresentação de uma empresa ou empreendimento; constitui-se do design ou re-design de seu sinal principal: marca, logotipo ou símbolo; e da organização dos seus componentes: padrões tipográficos, cromáticos, associações, assinaturas, amostra de cores, reprints e/ou arquivos digitais dos si- nais gráficos e aplicações específicas (papelaria, formulários, sinali- zação, frotas, uniformes e etc). IMPORTÂNCIA DA IDENTIDADE VISUAL A venda de produtos se desenvolveu muito nos últimos 25 anos. Ressaltando Strunck (2001), “hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa uma boa impressão a primeira vista e isso com certeza irá refletir no seu crescimento e na sua valorização no mercado”. Há muito tempo estamos acostumados com o mundo de símbolos e lo- gotipos que existem ao nosso redor. Esses símbolos são úteis a quem os pro- duz, vende e consome, porque distinguem e identificam uma marca num con- texto global. Permite-se também a sua concretização de forma racional. 8 Antigamente, os consumidores solicitavam a espécie de produto de que necessitavam aos balconistas. A marca era indicada por esses. A Identidade Visual é fundamental em termos de comunicação, pois, seus dotes e suas vir- tudes são incomparáveis. Os elementos institucionais são a síntese visual de suas personalidades para seus consumidores, é a forma instantânea de buscar em suas mentes as vivências e emoções armazenadas ou relacionadas a uma marca. A criação de um projeto de identidade visual é um negócio que exige muita seriedade, que demanda tempo, persistência e dinheiro. Não é só ne- cessário que o logotipo tenha um bom desenho e que o símbolo seja a cara do produto. É necessário estabelecer todo um conjunto de relações na aplicação desses elementos. Será mais forte uma identidade visual bem implantada e conservada, que seja construída a partir de elementos institucionais fracos, do que uma identidade com elementos fortes, mas, que caba se perdendo na sua aplica- ção. Respeitar os conceitos corretos, os elementos institucionais e as relações que regem seu emprego são o segredo de uma boa e valorizada identidade visual. LINGUAGEM VISUAL O processo de criar imagens mentais contribui, muitas vezes, para a busca de soluções práticas utilizando unicamente conceitos. Por essa linha de raciocínio, a evolução da linguagem começa em imagens, avança para pictogramas, cartuns autoexplicativos, unidades fonéti- cas até finalmente chegar ao alfabeto, considerado a matemática do significado (DONDIS, 1991). Sem dúvida, a linguagem verbal tem sido uma poderosa ferramenta de comunicação, mas não se basta. Continua-se utilizando a linguagem visual cada vez com mais intensida- de, algumas vezes caminhando irresponsavelmente para resultados imprevisí- veis. Dondis (1991), ainda enfatiza a importância dessa questão quando afirma que “a visão é natural; criar e compreender mensagens visuais 9 é natural até certo ponto, mas a eficácia, em ambos os níveis, só po- de ser alcançada através do estudo”. ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL Segundo Ostrower (1996), "(...) há um dado deveras surpreendente! Se fôssemos perguntar de quantos vocábulos se constitui a lingua- gem visual, de quantos elementos expressivos, a resposta seria: de cinco. São cinco apenas: a linha, a superfície, o volume, a luz e a cor. Com tão poucos elementos, e nem sempre reunidos, formulam-se to- das as obras de arte, na imensa variedade de técnicas e estilos (..)". Cores O uso de cores é um elemento que merece atenção por parte do editor de arte. Embora experimentos científicos tenham comprovado que a sensibili- dade humana se altera quando exposta às mais variadas gamas de cores, não há um estudo específico que ofereça a receita ideal para a utilização de cores quando empregadas em projeto visual gráfico. Na verdade, o editor de arte deve se valer de conceitos sensitivos rela- cionados à alegria (cores vivas como o azul, por exemplo), tristeza (cores pe- sadas, como o preto) etc. aliados a conceitos de harmonia e de contraste. A harmonia ocorre quando cada uma das cores tem uma parte de cor comum a todas as demais, é o oposto do fenômeno de contraste. Esses dois conceitos devem ser sempre considerados. A opção pelo contraste ou pela harmonia será regida pelo assunto es- tampado. O tom (ou o peso) da mensagem pode ser evidenciado pelas cores empregadas. A adoção criteriosa de todos esses elementos na elaboração de um pro- jeto gráfico deve existir também no momento de alteração do aspecto visual de um produto já existente. Manter atualizado o design requer uma atenção espe- cial por parte do editor de arte (RIBEIRO, 1987). A cor como elemento da identidade visual Dondis (2000, p. 64) afirma que "cada uma das cores tem inúmeros significados associativos e 10 simbólicos. Assim, a cor oferece um vocabulário enorme e de grande utilidade para o alfabetismo visual". No âmbito do desenvolvimento de um projeto de identidade visual, é ne- cessário que o designer conheça as relações entre as cores e o significado cul- tural delas com o público alvo ao qual se destina o produto. A cor desempenha um papel muito importante na formação de impressões e conceitos. Ela é ele- mento preponderante na imagem corporativa, que é a forma como o público (interno e externo) vê a empresa. Schmitt e Simonson (2000, p. 109) declaram: "a cor permeia a identi- dade corporativa e a marca. Logotípicas geralmente são coloridas, produtos são coloridos e tecidos de uniformes de empresas são colo- ridos; paredes internas e externas de prédios são coloridas; anúncios são coloridos; embalagens nos atraemcom diversas cores". Além das implicações culturais e interpretações sociológicas para cada cor, existem algumas características que provocam reações comporta- mentais que independem do contexto social. Segundo Schmitt e Simonson (2000): [...] quanto mais saturada a cor, maior a sensação de que o objeto está se mexendo. Quanto mais lu- minosa a cor, maior a impressão de que o objeto está mais próximo do que na verdade está. Matizes em um extremo da luz visível (ver- melho, laranja e amarelo) tendem a ser percebidos como mais ener- géticos e descontraídos, enquanto os do outro (verde, azul e roxo) parecem mais calmos e introvertidos. Matizes diferentes também causam impressões variadas de distância: azul e verde parecem mais distantes do que o vermelho, laranja e marrom. Combinação de cores As cores isoladas provocam associações psicológicas e efeitos emocio- nais em quem a vê, mas a associação de cores pode contribuir ainda mais para a formação de uma identidade, em alguns casos. Segundo Gomes Filho (2000): As cores dependendo de como se or- ganizam, podem fazer algo recuar ou avançar de acordo com o con- texto em que atuam. O próprio volume do objeto pode ser alterado pelo uso da cor. A cor pode ser um elemento de pés; uma composi- ção, por exemplo, pode ser equilibrada dentro de um espaço bidi- mensional, pelo jogo das cores que nele atuem. 11 “O uso proposital, por exemplo, do claro-escuro e de cores quentes- frias pode fazer com que os objetos pareçam mais leves ou mais pe- sados, mais amenos ou mais agressivos”. DESENVOLVIMENTO DE UMA IDENTIDADE VISUAL A Identidade Visual é hoje fundamental para uma empresa, talvez até mais importante que sua presença física, é a sua identidade visual. A identidade visual de uma empresa não se resume a sua marca, mas sim, a tudo que caracteriza a sua identidade; tal como logo, tipografia, cartões de visita, folders, anúncios, produtos, uniformes de funcioná- rios, sinalização, dentre outros. A criação da identidade visual da em- presa é baseada em conceitos de marketing, pesquisa de mercado, criatividade, linguagens visuais, estudo de cores, tipografia, formas, etc (STRUNCK, 2001). Como criar uma identidade? Antes de iniciar a criação da identidade do negócio, a primeira etapa é responder às seguintes questões: • Qual é a sua missão? O que você quer informar? Qual imagem você quer transmitir? Quais são as palavras que melhor descrevem o seu negócio? É imprescindível ter todas estas respostas antes de começar a criar a marca. Como começar um projeto de identidade visual Existem várias maneiras de começar. O primeiro passo é uma investiga- ção com quem está encomendando o projeto. Não se deve subestimar o clien- te, ele pode não saber traduzir muito bem o que quer, mas, provavelmente, é o que mais entende do seu negócio. Segue abaixo um exemplo de briefing que é o segundo passo para criação de uma identidade. Briefing Briefing são as principais informações e detalhes da empresa passadas ao prestador de serviço pelo cliente. Dependendo do projeto a complexidade do briefing se altera. No entanto, existem alguns requisitos básicos a seguir: 12 • Qual o objetivo do projeto? Qual o tipo de negócio da empresa? O que vende ou que tipo de serviço presta? Qual seu posicionamento mercadológico? Qual tipo de conceito a ser passado a seus públicos? Que publico é esse? Qual o tamanho do negócio (Faturamento, número de funcionários)? Está associado a algum grupo? Isso deverá ficar explícito no projeto? Qual a sua posição em relação à concorrência hoje? Como acha que será essa posição daqui há uns 3 anos? Pretende alguma alteração de mercado em ter- mos de negócio? E em termos geográficos? Quais os itens prováveis nos quais a identi- dade visual irá se manifestar? Quais os meios prováveis de reprodução dos elementos institucionais? Uma vez determinadas às respostas para estas per- guntas, é necessário analisar as identidades memoráveis e logotipos existen- tes. Uma vez estabelecido o nome e o logotipo do negócio, deve-se con- siderar o restante da estratégia de identidade da marca. Isto inclui co- res corporativas, tipos de faces, slogans e todas as outras maneiras pelas quais a identidade visual puder ser implementada (STRUNCK, 2001). Metodologia para criação de identidade visual Nesse momento, é feito um levantamento da identidade visual dos con- correntes, bem como a análise de imagens e dos aspectos interessantes que venham acrescentar algo ao projeto. Análise do ambiente: Deve se levar em consideração o ambiente no qual está inserido o produto, definido durante o briefing: público-alvo, posição no mercado, níveis de consumo, políticas internas do cliente, aplicações. Geração de Ideias: Com todas as informações coletadas e organizadas, a equipe ou indivíduo inicia um processo para gerar ideias e conceitos a serem trabalhados, por um lado mais criativo e menos racional. Nesta etapa poderá ser feito um brainstorming para iniciar o processo criativo. 13 Definição do Conceito Após o brainstorming, ocorre uma filtragem do que será utilizado e de- senvolvido, ou seja, um conceito a ser trabalhado será definido nesta etapa. Desenvolvimento do Conceito (Layout): Inicia-se o processo de desen- volvimento do conceito escolhido, preferencialmente através de esboços em papel, para depois serem finalizados em computador. Apresentação: Com a finalização da ideia, deve ser feita uma apresen- tação da solução através de pranchas impressas. Na apresentação é relevante constar uma prancha com a solução, e uma prancha com as aplicações (redu- ções, preto e branco, negativo, opções de cores), explicação do conceito traba- lhado, fontes e cores utilizadas. No caso de mais de uma solução, devem ser feitas pranchas individuais e apresentadas separadamente. Nesta etapa o cli- ente irá aprovar a solução, e solicitar as alterações se necessárias. Correções: Nesta etapa, se necessário serão feitas as modificações e adaptações solicitadas pelo cliente. Apresentação Final: Será feita uma nova apresentação nos moldes da primeira, onde novas correções poderão ser soli- citadas. Se aprovada a solução apresentada, o projeto está pronto a ser finali- zado. Manual de identidade corporativa ou visual Manual que reúne os elementos de identificação visual de uma empresa ou produto. Os manuais não significam rigidez ou excesso de detalhes. Na verdade, devem ser sintéticos e expressar um conceito previamente estabele- cido para que a flexibilidade não implique na perda de identidade, indispensá- vel para se evitar o desgaste ou cansaço de leitura da identidade visual. Alguns itens obrigatórios para manuais: especificação da cor, recomen- dações e proibições para uso da marca, diferentes posições de assinatura, ver- tical ou horizontal, criação de tipografia para uso em todas as aplicações, origi- nais para reprodução - normalmente em preto e branco - e amostras de cor para papéis brilhantes e foscos, para fundos pretos e coloridos. Deve-se, ainda, observar outros itens, tais como: regras de quadrícula da marca e espacejamento entre as letras do logotipo, limites de redução da marca e do logotipo, padrões cromáticos, proteções (áreas mínimas de não interferência), identificação externa (sinalização) etc. 14 Projeto de identidade visual A identidade de uma organização é um processo em permanente de- senvolvimento, em que o grupo produz e comunica um discurso sobre si. A comunicação visual deve participar desse movimento gerativo de identidade, contribuindo para um renovado e continuado olhar para o grupo, bem como para os indivíduos singulares que o constituem. Acreditamos que, mais do que elaborar um discurso arbitrário represen- tando conceitos estabelecidos e uniformizar a comunicação visualpara garantir uma unidade, os elementos gráficos podem participar da constituição de uma personalidade coletiva em permanente desenvolvimento; promovendo, assim, relações cada vez mais profundas e significativas entre imagens e novas signi- ficações, entre informações estéticas e dados objetivos, entre os indivíduos no interior do grupo ou destes com seu público. Uma empresa deve adotar como prioridade a criação de sua marca, desde o nome até sua apresentação, pois este será seu diferencial num mer- cado competitivo. Muitas empresas não levam isto em consideração, desenvol- vendo suas marcas sem conceitos e padrões, enviando mensagens conflitan- tes e confusas que não atingem a fidelidade do consumidor. O processo criativo na construção de uma identidade visual deve ser planejado, seguindo todos os parâmetros para que a marca seja nítida e eficaz, além de estar vinculada à visão da empresa e a sua cultura. Desta forma, será alcançada a adesão e a compreensão da organização como um todo. Infeliz- mente, muitos empreendedores ainda preferem investir em pessoal e na infra- estrutura, deixando por último a identidade visual da empresa, a “cara” do ne- gócio, achando que é luxo, mera cosmética ou acessório, simplesmente algo irrelevante. A identidade visual precisa ser vista não como um custo, mas como uma estratégia de negócios, sem a qual a empresa não cria sua identidade própria, obtendo mais dificuldade em competir no mercado. A partir de um planejamento racional e consciente, qualquer empreen- dimento, independentemente do tamanho, pode, e deve, investir em identidade visual. Para a continuidade deste trabalho, poderá ser elaborada uma pesquisa mais aprofundada sobre marcas e outros temas relacionados à comunicação visual. 15 O impacto da atmosfera, do design físico ou de elementos decorati- vos no comportamento de clientes e funcionários, é reconhecido na práxis gerencial e mencionado em quase todos os textos de marke- ting para o varejo e comportamento organizacional (BITNER, 1992). Kotler (1973) foi um dos primeiros autores a chamar a atenção para este tema, o qual, a despeito da quantidade e da qualidade das pes- quisas desenvolvidas ao longo das últimas décadas, segue tendo destaque acadêmico e gerencial no ambiente de marketing. O interesse crescente por esse assunto é ratificado por estudos re- centes a ele dedicados. Muitos desses trabalhos têm como ponto de partida o framework criado por Russell e Mehrabian (1976), pesqui- sadores de Psicologia Ambiental, e como referência o estudo de Bit- ner (1992) sobre os “cenários de serviços” (GATTO, 2002; ZORRIL- LA, 2002; LIBERALI e outros, 2003; CARVALHO e MOTTA, 2002). Apesar de todos os estudos que se seguem ao longo do tempo, se- gundo Carvalho e Motta (2002), os efeitos reais do ambiente ainda continuam pouco explorados e inadequadamente conceituados, e su- as implicações nos comportamentos de compra carecem de docu- mentação científica, mesmo quando são consideradas somente as instalações físicas dos cenários. Esses autores defendem que os es- tudos sobre os espaços de serviços precisam de mais proposições de instrumentalização teórica. A relevância desses estudos também encontra justificativa nas cons- tatações de Zorrilla (2002), que alertam para a eficiência decrescente das fórmulas do marketing tradicional no varejo (produto, preço, pro- moção e praça), estimulando os empresários do setor a se esforça- rem para conquistar o consumidor buscando novas ideias para reter e tornar fieis os clientes que demandam mais valor para seu dinheiro e seu tempo. O ambiente comercial, portanto, vem se destacando como um com- ponente estratégico que permite diferenciar e posicionar as marcas dos varejistas, além de proporcionar uma experiência que venha a re- forçar as percepções sobre o produto a adquirir ou sobre a qualidade do serviço prestado (ZORRILLA, 2002). Nesse sentido, este artigo apresenta os detalhes de um estudo que ob- jetivou ampliar a compreensão sobre as experiências dos consumidores nes- ses ambientes, por meio da avaliação do impacto de fatores visuais de design sobre a percepção de valor por parte dos clientes de um ponto de venda com autosserviço. 16 Ademais, o artigo explora a discussão dos resultados de uma etapa qua- litativa preliminar, desenvolvida para identificar os principais fatores visuais de design de lojas de varejo de autosserviço, bem como valores utilitá- rios/funcionais e hedônicos na percepção dos clientes desse setor. Os resultados encontrados foram a base para a análise e discussão de implicações acadêmicas e gerenciais, contribuindo para a ampliação dos traba- lhos que abordam o tema. FERRAMENTA ESTRATÉGICA Em um sentido amplo, a experiência proporcionada aos consumidores de serviços vem sendo considerada uma ferramenta estratégica colocada a serviço da vantagem competitiva nas empresas. Pine II e Gilmore (1998) sustentam que, depois das commodities, bens e serviços, a experiência pode ser definida como a quarta oferta econômica. Esses autores defendem que, enquanto as commodities se gastam com o uso, os bens são tangíveis e os serviços intangí- veis, as experiências são memoráveis, existem internamente na men- te de um indivíduo que as vivenciou, seja emocional, física, intelectu- al, ou mesmo espiritualmente. Zorrilla (2002), por sua vez, argumenta que para os consumidores mais exigentes o varejo de experiência é a oportunidade emergente. Segundo Gatto (2002), pesquisas têm ratificado essa disposição ao demonstrarem que a dimensão lúdica do shopping tem se tornado mais decisiva na formação dos modelos de comportamento do con- sumidor. Ao incorporar elementos sensoriais à experiência, esta é capaz de atrair e reter os consumidores na busca crescente de vivên- cias de compra entusiasmantes e envolventes (GATTO, 2002). Nesse sentido, além da importância da funcionalidade do ambiente da loja para os clientes, foram desenvolvidos estudos relacionando estímulos e evidências físicas do ambiente de varejo e sua influência sobre os estados emocionais dos clientes e sobre as experiências de consumo. Uma das primeiras propostas de criação de um modelo conceitual da influência do ambiente nas respostas emocionais dos clientes foi apresentada por Russell e Mehrabian, (1976). 17 Esses autores, psicólogos ambientais, reconheceram que estímulos físi- cos, presentes em um determinado ambiente, conjuntamente com a personali- dade dos consumidores, influenciam diretamente estados emocionais de um indivíduo e, por consequência, seu comportamento. Estudos posteriores, como o de Bitner (1992), Sherman e outros (1997), Baker e outros (2002), Gatto (2002) e Zorrilla (2002), aprofun- daram essas questões trazendo o conceito de “cenários de serviços”. No modelo apresentado por Bitner (1992), o cenário de serviços pos- sui quatro dimensões ambientais que interferem na qualidade perce- bida do serviço. São elas: condições da atmosfera, do design físico ou de elementos decorativos no comportamento de clientes e funcionários, é reconhe- cido na práxis gerencial e mencionado em quase todos os textos de marketing para o varejo e comportamento organizacional (BITNER, 1992). Kotler (1973) foi um dos primeiros autores a chamar a atenção para este tema, o qual, a despeito da quantidade e da qualidade das pes- quisas desenvolvidas ao longo das últimas décadas, segue tendo destaque acadêmico e gerencial no ambiente de marketing. O interesse crescente por esse assunto é ratificado por estudos re- centes a ele dedicados. Muitos desses trabalhos têm como ponto de partida o framework criado por Russell e Mehrabian (1976), pesqui- sadores de Psicologia Ambiental, e como referência o estudo de Bit- ner (1992) sobre os “cenários de serviços” (GATTO, 2002; ZORRIL- LA, 2002; LIBERALI e outros,2003; CARVALHO e MOTTA, 2002). Apesar de todos os estudos que se seguem ao longo do tempo, se- gundo Carvalho e Motta (2002), os efeitos reais do ambiente ainda continuam pouco explorados e inadequadamente conceituados, e su- as implicações nos comportamentos de compra carecem de docu- mentação científica, mesmo quando são consideradas somente as instalações físicas dos cenários. Esses autores defendem que os es- tudos sobre os espaços de serviços precisam de mais proposições de instrumentalização teórica. A relevância desses estudos também encontra justificativa nas cons- tatações de Zorrilla (2002), que alertam para a eficiência decrescente das fórmulas do marketing tradicional no varejo (produto, preço, pro- moção e praça), estimulando os empresários do setor a se esforça- rem para conquistar o consumidor buscando novas ideias para reter e tornar fieis os clientes que demandam mais valor para seu dinheiro e seu tempo. 18 O ambiente comercial, portanto, vem se destacando como um com- ponente estratégico que permite diferenciar e posicionar as marcas dos varejistas, além de proporcionar uma experiência que venha a re- forçar as percepções sobre o produto a adquirir ou sobre a qualidade do serviço prestado (ZORRILLA, 2002). Nesse sentido, este artigo apresenta os detalhes de um estudo que objetivou ampliar a compre- ensão sobre as experiências dos consumidores nesses ambientes, por meio da avaliação do impacto de fatores visuais de design sobre a percepção de valor por parte dos clientes de um ponto de venda com autosserviço. Ademais, o artigo explora a discussão dos resultados de uma etapa qua- litativa preliminar, desenvolvida para identificar os principais fatores visuais de design de lojas de varejo de autosserviço, bem ambientais; espaço-função; si- nais, símbolos e objetos; e social. As respostas dos indivíduos a cenários encontram seu fundamento na psicologia ambiental, que pode ser resumida no seguinte modelo simplificado: as características físicas dos ambientes influenciam algum estado interno do consumidor, que, por sua vez, influencia o seu comportamento dentro do cená- rio. Funcionários e clientes reagem às dimensões físicas do seu entorno físico de modo cognitivo, emocional e psicológico, de maneira clara- mente interdependente (ZEITHAML e BITNER, 2003). Numa linha similar, mas buscando mais especificamente o entendi- mento da relação entre evidências físicas e os estados emocionais dos consumidores, Sherman e outros (1997) avaliaram fatores de de- sign para medir os efeitos do ambiente de pontos de venda nas emo- ções do consumidor e no seu comportamento. Os fatores de design desses autores denotaram características do am- biente como: organização, dimensão dos espaços de circulação, limpeza e ex- posição das mercadorias. Baker e outros (2002) trataram da percepção do cliente de varejo em relação à qualidade, preço e valor e, para tanto, expandiram o modelo conceitual de Sherman e outros (1997), incluindo além dos fatores de design, os fatores sociais e ambientais. Os fatores sociais referem-se a interações entre funcionários e clientes e clientes entre si. Os fato- res ambientais envolvem temperatura, cheiros e sons, percebidos no subconsciente dos consumidores. Os fatores de design seguem a li- 19 nha de Sherman e outros (1997) e dizem respeito a aspectos mais vi- suais e conscientes, se comparados aos fatores ambientais. Diferentemente dos estudos anteriormente discutidos de Bitner (1992), Sherman e outros (1997) e Baker (2002), Gatto (2002) traz uma abordagem mais ampla do ambiente de varejo, relacionando-o como um aspecto de reforço dos vínculos com o cliente. A autora apresenta o conceito de atmosfera do ponto de venda e agrupa os fatores que caracterizam esta “atmosfera” em: táteis (referentes aos materi- ais utilizados, à temperatura e à qualidade do ar); sonoros (os apreendidos pe- la música ambiente e ruídos do ponto de venda); olfativos (emanados por aro- mas artificiais ou naturais); visuais (percebidos por meio das cores, dos materi- ais, da arquitetura interna e do merchandising); sociais (propiciados pelo conta- to entre clientes e funcionários e pela densidade de clientes); e gustativos (pro- vidos pela degustação dos alimentos). A atmosfera do ponto de venda é uma variável de marketing a ser ge- renciada estrategicamente por ser um importante instrumento de dife- renciação do varejo e do posicionamento da marca (GATTO, 2002). Num entendimento bastante similar ao de Gatto (2002) no que se re- fere à utilização do ambiente na experiência de compra e no reforço e posicionamento de marca, mas partindo das dimensões de Bitner (1992), o modelo conceitual proposto por Zorrilla (2002) divide o chamado ambiente global de um ponto de venda em quatro dimen- sões assim denominadas: exterior; condições ambientais; interior; e social. Segundo essa autora, o ambiente global pode influir favora- velmente na experiência de compra, na percepção da mercadoria, no serviço e na imagem e posicionamento do estabelecimento. Em decorrência, essa influência pode fortificar os vínculos de fideli- dade e de satisfação, prolongando a permanência do consumidor no estabelecimento e podendo trazer maior rentabilidade ao varejista. Zorrilla (2002) recomenda, ainda, que aspectos intangíveis emocio- nais não sejam menosprezados em projetos de ambientes comerci- ais, pois podem servir para reforçar o valor de compra hedonista, aportando valor agregado ao valor funcional. O prazer que deriva dessa experiência é, segundo a mesma autora, um aspecto que surge como uma alternativa estratégica para com- pensar as opções de compra via telefone ou on-line, atualmente valo- rizadas pelo consumidor, graças a sua eficiência. Entendendo o valor de compra como uma resposta interna do consumidor ao ambiente de varejo, os autores têm dividido esses valores em utilitários e hedôni- 20 cos (BABIN, DARDEN e GRIFFIN, 1994). Os valores de compra utili- tários emergem quando a tarefa de compra é completada com suces- so e eficiência (BABIN e BABIN, 2001). Nesse sentido, eles são provenientes de resultados relativamente tangíveis da experiência de compra, como uma aquisição eficiente de um produto (BABIN e ATTAWAY, 2000). Portanto, os valores utilitá- rios são primariamente funcionais e racionais, e representam o quan- to o “trabalho de compra” é bem-feito (BABIN, GONZALES e WATTS, 2007). Já os valores de compra hedônicos são resultado de uma gratificação pessoal imediata derivada do entretenimento e de benefícios emocio- nais e sociais resultantes das atividades de compra (BABIN e BABIN, 2001), entre os quais a recreação, a imersão e a alegria na experiên- cia de compra (BABIN e ATTAWAY, 2000), sendo primariamente afe- tivos (BABIN, GONZALES e WATTS, 2007). Como decorrência, Babin e Attaway (2000) postulam que os pesqui- sadores reconhecem que o valor da compra engloba mais do que simplesmente uma utilidade funcional. A compra pode ser valorizada a partir de uma perspectiva orientada para a tarefa na qual os consumidores encontram um item que procuram, recebem um serviço pretendido ou adquirem uma informação útil, englobando aspectos mais tangíveis. Porém, a compra também pode gerar valor a partir de uma ex- periência na forma de gratificação pessoal, englobando assim aspectos mais intangíveis e emocionais. Portanto, os valores chamados utilitários são mais orientados à tarefa, e os valores hedônicos, mais orientados pela experiência de compra em si. Bus- cando um resgate dos estudos anteriormente apresentados, observa-se que os clientes percebem na experiência de compra valores utilitários e hedônicos, e que os autores utilizam conceitos complementares e nomenclaturas diversas para caracterizar as evidências decorrentes do ambiente de prestação de ser- viço do varejo. O“ambiente global” de um ponto de venda referido por Zorrilla (2002), mencionado como “atmosfera”, por Gatto (2002) e como “evi- dência física” nos “cenários de serviços” por Zeithman e Bitner (2003), pode ser, de maneira mais ampla, definido como “o ambiente onde o serviço é executado e onde a empresa interage com o cliente, ou seja, qualquer componente tangível que facilite o desempenho ou a comunicação do serviço” (ZEITHMAN e BITNER, 2003, p. 232). 21 A evidência física dos “cenários de serviços” e seus impactos na per- cepção e comportamento do consumidor aparecem sob diversas abordagens na literatura de marketing de serviços e de design. O fato é que os clientes têm dificuldade para compreender o conceito dos serviços e até mesmo de certos produtos, dada sua intangibilidade. Diante dessa dificuldade, os consumidores tentam reduzir suas incer- tezas procurando “sinais” da qualidade do serviço a partir de indicati- vos tangíveis, ou evidências físicas dos equipamentos utilizados, das pessoas envolvidas e das comunicações que recebem (LOVELOCK e WRIGHT, 2001; ZEITHAML e BITNER, 2003). Para Lovelock e Wright (2001), a evidência física é um dos oito com- ponentes da administração integrada do serviço, e diz respeito aos objetos tangíveis encontrados pelos clientes no ambiente de sua rea- lização, bem como às metáforas tangíveis utilizadas em comunica- ções como propaganda, símbolos e marcas registradas. Entre os exemplos de elementos genéricos das evidências físicas estão todos os aspectos das instalações físicas da organização. A aparência de edifícios, jardins, veículos, mobília interior, equipa- mentos, membros do quadro de pessoal, placas, material impresso e outras indicações visíveis fornece evidências tangíveis da qualidade do serviço de uma organização (LOVELOCK e WRIGHT, 2001). Já Zurlo (2003) traz à tona o conceito de Sistema Produto-Serviço (SPS), que, segundo esse autor, é um conjunto harmônico e coerente de produto, serviço, comunicação e outros elementos que registram os momentos de contato entre a empresa e seu consumidor: da lo- gomarca ao ponto de venda, da publicidade ao comportamento dos funcionários em contato com os clientes. Sob a ótica do marketing tradicional, a noção de SPS surge a partir da evolução da ideia do produto per se, para uma entidade material com inseparáveis componentes intangíveis, ou seja, um sistema de serviços dentro do qual o produto é usado. Sob a ótica do marketing de serviços, um SPS é a evolução de um serviço tradicional, standard e genérico, em direção a um serviço personalizado (ex: Internet Ban- king) (MORELLI, 2002). O modelo conceitual de um SPS, encontrado também nos estudos de Mont e Plepys (2003), demonstra que os consumidores de um SPS estão expostos tanto à dimensão do produto quanto à do serviço. Esses consumidores, além disso, contam com os elementos tangíveis das dimensões infraestrutura e network, que apoiam a entrega do 22 SPS. A combinação dos estímulos, ou evidências físicas, presentes na atmosfera de um estabelecimento induz diferentes emoções, fa- zendo com que os consumidores tenham diferentes experiências de compra (ZEITHAML e BITNER, 2003). Nesse sentido, Schimitt (2000) argumenta que a experiência é a am- pliação da oferta de bens e serviços que pode ser atingida por meio do uso estratégico de estímulos sensoriais que influenciam emotiva- mente os clientes e a equipe de vendas. Essa experiência emocional do cliente no ambiente de compra deve ser entendida como uma estratégia para agregar valor ao cliente, na qual entrete- nimento e criatividade são apenas alguns dos ingredientes utilizados. Para tanto, a empresa deve, em primeiro lugar, perceber as “pistas”, ou seja, as indicações de como será a experiência que oferece a seus clientes (BERRY e outros, 2003). Além da concepção de “pistas”, a literatura aborda, nesse contexto, outros conceitos, tais como os “provedores-chave de experiência” de Schimitt (2000) e “palco” de Pine II e Gilmore (1998). Diante desse rol de estudos, percebe-se na literatura uma preocupação recorrente em articular metodologicamente a instrumentação e a gestão dos com- ponentes de um ambiente de serviço, a fim de favorecer os seus usu- ários em aspectos cognitivos e emocionais. O Quadro 1 apresenta uma síntese dos principais estudos sobre o tema, referindo os respectivos autores, as dimensões propostas nesses estudos e os elementos tangíveis componentes das dimensões. O método utilizado para estimar o impacto de fatores visuais de de- sign sobre a percepção de valor, por parte dos clientes, de um ponto de venda com autosserviço foi a avaliação das relações estruturais propostas entre as variáveis latentes (Hair e outros, 1998), por meio da aplicação de modelagem de equações estruturais (Hoyle, 1995), utilizando-se a estratégia de modelagem confirmatória (HAIR e ou- tros, 1998; HOYLE, 1995). Para tanto, foram considerados os dados coletados em um cross- sectional survey (MALHOTRA, 2001), realizado com estudantes de universidades brasileiras, tendo como referência três livrarias com au- toatendimento, ilustradas por fotos. O estudo, desenvolvido em duas etapas, envolveu uma fase quantitati- va, com a aplicação de questionário estruturado, precedida por uma etapa qua- litativa, que identificou os principais fatores visuais de design de lojas de varejo 23 de autosserviço, bem como valores utilitários e hedônicos na percepção dos clientes desse setor. A partir das descobertas da análise dos dados qualitativos e da sua de- vida contraposição com os fundamentos teóricos sobre o tema, foi possível a formulação de hipóteses relativas ao impacto dos fatores visuais de design so- bre o valor de compra percebido pelo cliente, compondo o modelo estrutural testado na etapa quantitativa. Os detalhes dos procedimentos metodológicos utilizados na realização das duas etapas desta pesquisa são apresentados a seguir. Etapa qualitativa O método aplicado exigiu a elaboração de instrumentos de coleta pa- ra a mensuração dos construtos envolvidos na pesquisa, ou seja, a identificação dos indicadores de mensuração dos fatores visuais de design e dos valores percebidos pelo consumidor no varejo de autos- serviço. Para tanto, foram realizadas entrevistas em profundidade, organizou-se um grupo de foco e aplicou-se a técnica projetiva de 24 “resposta por imagem” (MALHOTRA, 2001). Os dados qualitativos fo- ram analisados mediante a técnica de análise de conteúdo (BARDIN, 1977), com a abordagem temática ou categorial. Os resultados foram analisados em função das ideias ou palavras que continham (enunciados), sendo estas determinadas a partir do referencial teóri- co e diretamente relacionadas às dimensões pesquisadas. O conteúdo foi ordenado e integrado em função dos objetivos persegui- dos. Os resultados encontrados foram comparados entre si, buscando-se as convergências e discrepâncias entre eles. Esses procedimentos foram com- plementados pela revisão da literatura. As entrevistas em profundidade foram realizadas com sete profissionais especializados na elaboração de projetos para ambientes comerciais, partindo- se de roteiro estabelecido com base na revisão da literatura. Com o intuito de ratificar as conclusões alcançadas a partir dos dados obtidos com o grupo de foco e as entrevistas em profundidade, aplicou-se a técnica projetiva de “resposta por imagem” a um grupo de dezenove estudan- tes universitários, reunidos em sala de aula. Solicitou-se aos membros desse grupo que, individualmente, escrevessem as suas percepções relacionadas a aspectos de três ambientes apresentados por meio de um projetor na forma de fotos, quais sejam: aquela mais criticada na avaliação do grupo de foco (Loja 1); uma livraria com um projeto de interiores com característicasrecomendadas pelos por profissionais do setor (Loja 2); e a livraria eleita a melhor pelo grupo de foco (Loja 3). A análise dessas percepções ratificou os resultados obtidos com as en- trevistas em profundidade e o grupo de foco. Etapa quantitativa A partir dos resultados da etapa qualitativa, elaborou-se um questionário para permitir a mensuração da intensidade dos fatores visuais de design e de valores percebidos pelos clientes nos três pontos de venda com autosserviço propostos. O instrumento de coleta se compunha de cinco blocos: um bloco inicial com informações pertinentes ao perfil da amostra; um segundo bloco para a 25 avaliação da importância absoluta de cada um dos fatores visuais de design (Quadro 2); e três blocos consecutivos para a avaliação relativa dos fatores visuais de design e dos valores percebidos (Quadro 2) em três lojas distintas a partir das três fotos selecionadas, conforme supra referido. Com a finalidade de obter uma maior confiabilidade das respostas con- seguidas, o questionário contou também com uma pergunta filtro que inquiria com que frequência o respondente visitava livrarias. Isso possibilitou eliminar da amostra os respondentes que admitiram não frequentar esse tipo de varejo. Seguindo linha de estudos semelhantes, como o de Wolff (2002) e Tramotin (2000), optou-se pela mensuração dos indicadores de fato- res visuais de design e de valores percebidos pelos consumidores em varejo de autosserviço mediante perguntas estruturadas e a escala intervalar de sete pontos. O questionário resultante desta etapa foi submetido à avaliação de dois especialistas, um da área de pesquisa, que sugeriu mudanças na ordem das perguntas, e outro da área de comunicação visual, que sugeriu a presença de pessoas em todas as fotos que retravam os ambientes submetidos à aprecia- ção dos respondentes. Atendidas as sugestões supracitadas, o questionário foi previamente testado em um grupo de dezessete acadêmicos de um curso de graduação de Design de Interiores. Na ocasião foram testadas duas formas distintas para a apresentação das imagens, ou seja, impressas ou projetadas. Cabe salientar que em cada questionário estavam incluídas as percep- ções dos clientes quanto às três livrarias propostas como modelo para avalia- ção, além da avaliação da importância absoluta de cada um dos fatores visuais de design. Nesse sentido, buscando a adequação da avaliação oferecida pelos clientes a cada uma das três lojas, seguindo sugestão oferecida por Rossi e Slongo (1997), ponderou-se cada um dos fatores visuais de design com a sua respectiva importância, por meio da operação de multiplicação das duas variáveis, para cada uma das lojas, em cada um dos questionários considerados da amostra. Conforme sinalizado no método, a apreciação das relações existentes entre os fatores visuais de design e percepção de valor de compra de clientes de varejo de autosserviço foi avaliada pela estratégia de modelagem confirma- 26 tória. Essa avaliação foi precedida de uma etapa qualitativa que identificou os indicadores dos construtos envolvidos na pesquisa, permitindo a formulação de hipóteses de impacto dos fatores visuais de design na percepção de valor de compra por parte dos clientes, conforme descrito a seguir. Resultados da fase qualitativa A partir da análise de conteúdo dos resultados obtidos das entrevistas em profundidade, do grupo de foco e da técnica projetiva (“resposta por imagem”), os dados foram divididos nas duas categorias de foco do estudo, quais sejam: valores de compra em termos utilitários e he- dônicos, seguindo as propostas de Babin e outros (1994) e Zorrilla, (2002); e características dos fatores visuais de design, respeitando as definições de Sherman e outros (1997), Baker e outros (2002) e Zeithaml e Bitner (2003), tendo sido os fatores visuais fortemente re- latados e referidos como geradores ou antecedentes do valores de compra dos consumidores avaliados. Seguindo as definições de Babin e outros (1994), tendo como foco os valores de compra para um consumidor de varejo de autosserviço, os resultados obtidos nas entrevistas em profundidade, no grupo de foco 27 e na técnica projetiva – “resposta por imagem” – foram analisados sob as perspectivas funcional e hedônica. Inicialmente, sob o ponto de vista de valores utilitários, a avaliação de algumas citações desta- cadas do conjunto de dados colhidos sugere que o consumidor de au- tosserviço prefere sentir-se livre e no controle da situação durante a tarefa de compra, ou seja, não ter que pedir ajuda para completar sua tarefa de compra. De forma complementar, de acordo com as opiniões manifestas pelos entrevistados, os consumidores parecem não querer despender muito tempo para completar a sua tarefa de compra, buscando um processo de compra rá- pido. Por outro lado, expressões de encantamento, puro divertimento, exci- tação e espontaneidade, que segundo Babin e outros (1994) tradu- zem os valores hedônicos, surgem nos depoimentos dos entrevista- dos em referência a ambientes onde há sofás, vegetação, iluminação natural e uso de cores. A análise dos depoimentos dos consumidores expressou a sua vontade de procurar a mercadoria desejada, além de sugerir tanto o anseio por uma experiência de compra prazerosa quanto a aspiração de se sentir à vontade, como se estivesse em casa, demonstrando uma identidade ou familiaridade com um dado ambiente de varejo de autosserviço. Na concepção teórica de Russell e Mehrabian (1976), “prazer” refere- se à medida pela qual a pessoa se sente bem, feliz ou satisfeita na in- teração com um ambiente. Segundo esses autores, o prazer (ou des- prazer) é um dos estados emocionais que reflete o comportamento de aproximação ou afastamento das pessoas, em particular dos consu- midores, de um determinado local. Esse comportamento relaciona-se ao desejo de permanecer no am- biente, explorar o meio, movimentar-se no cenário, retornar outras vezes ao lugar ou, ao contrário, ir embora e não voltar por sentir ansi- edade ou nervosismo por estar ali. Além do prazer, para Russell e Mehrabian (1976), a excitação é outro estado de reação emocional que pode mediar o comportamento de aproximação ou afastamento dos consumidores em relação a um lugar. Esse estado emocional tra- ta do grau em que a pessoa se sente alerta, estimulada ou ativa no ambiente. 28 Nesse sentido, os participantes do grupo de foco manifestam não se sentir à vontade em ambientes onde se percebem características que inibem ou constrangem a tarefa de compra. Ocorreram, ainda, manifestações de consumidores que se sentiram to- talmente à vontade em um ambiente. Nessa linha, o anseio de sentir-se “como se estivesse em casa” sugere que um ponto de venda deva ter características que sejam familiares ao consumidor. Essa percepção de familiaridade é determinante para a escolha de um ponto de venda pelo consumidor, segundo as recomendações dos arquitetos entrevistados. Vale ressaltar ainda que, para Babin e outros (1994), uma experiência de compra pode agregar valor tanto pela plena satisfação dos objeti- vos previstos com essa compra como pelo prazer que ela possa pro- porcionar ao consumidor. Com esses pressupostos, o valor provém da experiência de compra como um todo e não simplesmente pela aquisição de um produto. Para Zorrilla (2002), o valor de compra é uma resposta interna do consumidor ao ambiente global de um varejo onde é realizada uma experiência de compra. Assim, Babin e outros (1994) afirmam que essa experiência pode evocar tanto valores utilitários quanto valores hedônicos, destacando a subjetividade deles em virtude das questões emocionais envolvidas, além da dificuldade de tratá-los separada ou isoladamente. Quanto às características dos fatores visuais de design,os depoimen- tos foram agrupados segundo o conceito de fatores de design de Ba- ker e outros (2002) e os itens da dimensão física do ambiente propos- tos por Zeithaml e Bitner (2003), destacando-se os itens leiaute, ilu- minação e sinalização. A Tabela 1 apresenta o número de menções feitas pelo grupo de foco e durante a técnica projetiva, em que os participantes manifestaram livremente suas percepções a partir de imagens de varejos de autosserviço. Na mesma linha, o leiaute foi o fator visual de design com o maior núme- ro de menções feitas tanto pelos participantes do grupo de foco quanto pelos respondentes da técnica projetiva. Essas menções foram agrupadas, segundo classificação de Sherman e outros (1997) para as características de leiaute, em: organização do 29 ambiente, dimensão dos corredores, circulação sem obstáculos, ex- posição das mercadorias e limpeza do ambiente. Durante a sondagem com clientes de autosserviço, com base em ima- gens de ambientes de varejo apresentadas, constatou-se que a percepção da falta de organização do espaço físico provoca manifestações de extremo des- conforto. Dos depoimentos, depreende-se que a percepção de desordem pode afetar negativamente as emoções do consumidor. Isso sugere que um ambien- te de ponto de venda organizado seja um padrão esperado pelo consumidor de autosserviço. Por outro lado, a interpretação dos resultados sugere que a lim- peza, assim como a organização, é uma característica desejada para o ambi- ente comercial de varejo. Segundo Zeithaml e Bitner (2003), muitos itens do ambiente físico servem como sinais explícitos ou implícitos da comunicação de um “cenário de serviços”, facilitando o processo de localização das mer- cadorias. Essas autoras citam materiais e cores usadas na constru- ção, assim como imagens, placas e objetos em geral expostos no ambiente, como sendo itens que têm as funções de criar uma impres- são estética genérica e de agregar significado ao ambiente. Dessa forma, H3 – a adequação da sinalização afeta positivamente a percepção de valor de compra por parte do cliente. As hipóteses supracitadas formaram o modelo estrutural considerado para a avaliação do impacto dos fatores visuais de design sobre a percepção de valor de compra por parte do cliente, cujos detalhes são apresentados a seguir. Avaliação quantitativa do impacto dos fatores visuais de design Inicial- mente, na etapa quantitativa, verificou-se a percepção dos respondentes quan- to aos fatores visuais de design. A Tabela 2 apresenta as médias obtidas para cada fator visual de de- sign. Note-se que as médias identificadas para o conjunto de fatores em relação às lojas propostas no questionário corroboraram os resulta- dos obtidos na fase qualitativa, ou seja, a Loja 1 como sendo a mais criticada, a Loja 3 eleita a melhor e a Loja 2 com uma situação inter- mediária. Já a avaliação das relações de impacto dos fatores visuais de design sobre a percepção do valor de compra por parte do cliente, respeitando as hipóteses formuladas para o estudo, seguiu os passos recomendados por Hair e outros. (1998), utilizando-se o software es- tatístico AMOS®. 30 O modelo estrutural analisado envolveu o conjunto de valores utilitá- rios e hedônicos percebidos pelo consumidor no varejo com autos- serviço como sendo um construto de primeira ordem (BAGOZZI e EDWARDS, 1998), formado pelos cinco indicadores identificados na etapa qualitativa, considerando-o como uma resposta interna do con- sumidor ao ambiente do varejo (ZORRILLA, 2002), de forma agrega- da (BABIN e outros, 1994). Por outro lado, no que tange à integração dos fatores visuais de de- sign, ressalta-se que a opinião dos arquitetos e designers entrevista- dos corrobora a posição de Zeithaml e Bitner (2003) sobre o assunto. Tais autoras defendem que os fatores visuais de design são percebidos em conjunto pelos clientes e funcionários de um “cenário de serviços”, como um padrão integrado de estímulos. Nesse sentido, com o intuito de avaliar o impacto individual de cada fator visual de design, o modelo estrutural incorporou os fatores visuais como variá- veis observáveis com impacto direto sobre o construto de primeira ordem su- pracitado, tendo sido inseridas covariâncias entre todos os fatores visuais. A Figura 1 apresenta o modelo de mensuração utilizado. 31 O cálculo dos índices de ajustamento (Tabela 2) demonstrou uma boa adequação do modelo à realidade mensurada nos três conjuntos de dados tes- tados, segundo padrões sugeridos por Hair e outros (1998). Já o exame das propriedades de unidimensionalidade, confiabilidade, validade convergente e validade discriminante demonstrou que todos os construtos envolvidos no es- tudo apresentaram validade de construto, seguindo recomendações de Garver e Mentzer (1999). O exame da significância e magnitude dos parâmetros esti- mados (cargas fatoriais padronizadas), apresentados na Tabela 3, permitiu a verificação das hipóteses formuladas quanto ao impacto dos fatores visuais de design sobre a percepção do valor por parte dos clientes de um ponto de ven- da com autosserviço, uma vez confirmado o seu ajustamento, consideradas as três situações propostas (lojas 1, 2 e 3). Note-se que a influência positiva e significativa (pde peças publicitárias, elaboração de estratégias, pes- quisa o perfil do público-alvo, concebe desde a produção da arte de embala- gens até a identidade corporativa. A linguagem publicitária aperfeiçoa-se, continuamente, utilizando recur- sos semióticos que invocam reflexão aos leitores, pelo jogo de palavras, pela polissemia, pelas figuras e pelos neologismos. Assim como a linguagem literária, a publicidade de se criar uma publici- dade, pode enriquecer e empobrecer. A criação de um anúncio publicitário não se faz para provar quem é mais criativo e engraçado... Gillette escreveu seus anúncios de uma forma que com- bina com o estilo estético Vintage de publicidade retrô, com os modismos da geração atual, utilizando termos como omg, que significa oh my god em inglês, e é mais. A criação publicitária organiza-se seguindo padrões estéticos próprios, porém, por meio da criação, mudança ou reforço de imagens e atitudes. A publicidade aproveita os movimentos de vanguarda, depois de eles já terem. Transformar a vida em argumento, criando soluções que emocionam, vendem e apresentam produtos que revolucionarão o mercado é a diversão de todo publicitário. De forma geral, identificamos a Arte e a Publicidade em três tipos de re- lação: o trabalho artístico desenvolvido na construção de um anúncio (ver exemplo); a criação de campanhas publicitárias para anunciar e divulgar acon- tecimentos ou produtos de caráter artístico (ver exemplo); e a arte como maté- ria-prima na criação. A CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA OU O CRIADOR 'MILAGROSO' => ATUAÇÃO NOTÁVEL ENTRE AS DÉCADAS DE 1980 Toda campanha publicitária, assim como qualquer projeto, começa pelo planejamento. E é nessa fase que são decididos os objetivos, a linguagem e a cara da peça. Com relação à fotografia, é possível seguir por dois caminhos: a utilização de fotos de bancos de imagem ou a criação da foto. 34 O publicitário é o profissional preparado para atuar na criação de cam- panhas e de peças publicitárias. Ele trabalha durante todo o processo de cria- ção de um produto, para promover sua venda e garantir a boa imagem da mar- ca ou empresa perante ao público. A ESTÉTICA DA CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA IMPRESSA: UM DIÁ- LOGO ENTRE O VERBAL, O ICÔNICO E A TECNOLOGIA Desde as duas últimas décadas, a Publicidade contemporânea destina- da à mídia impressa tem se firmado em uma estética formal fundamentada. Todas as campanhas publicitárias precisam e são orientadas por um tema. O tema é um conceito que os criativos (diretor de arte e redator) estabe- lecem antes de criarem as peças. Para traçarmos um paralelo entre a influência do movimento e a criação de campanhas publicitárias, é importante frisar que não temos em sua essên- cia, uma publicidade surrealista, e, sim, uma publicidade com elementos surre- alistas, ou seja, que explora e baseia-se em suas técnicas elementos criados com o intuito. 35 REFERÊNCIAS AZEVEDO, Wilton. O que é design. São Paulo: Editora Brasiliense, 1998. ______Os signos do design. São Paulo: Editora Global, 1996. BÜRDEK, Ber- nhard E. Diseño. Historia, teoría y práctica del diseño industrial. 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