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Ruan Amorim | Integração Ensino - Serviço - Comunidade I | Palestra
Princípios e Diretrizes do SUS
(Resumo)
PRINCÍPIOS
UNIVERSALIDADE
→ Todas as pessoas têm direito ao SUS,
independentemente de renda, raça e se
está ou não trabalhando; Saúde é um
direito de todos e dever do estado,
segundo a const 88.
EQUIDADE
→ Todo cidadão é igual perante o SUS e
será atendido de acordo com suas
necessidades;
→ O SUS deve tratar desigualmente os
desiguais, visto que pessoas diferentes
vivenciam situações diferentes
(socioeconômicos e regionais por
exemplo);
→ Equidade ≠ Igualdade. Com equidade,
precisa mais é atendido (ex: emergência).
INTEGRALIDADE
→ É o conjunto de serviços executados
pela equipe de saúde que atendam às
necessidades da população adscrita nos
campos do cuidado, da promoção e
manutenção da saúde, da prevenção de
doenças e agravos, da cura, da
reabilitação, redução de danos e dos
cuidados paliativos.
→ Reconhecimento das necessidades
biológicas, psicológicas, ambientais e
sócio causadoras de doenças
DIRETRIZES
REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO
→ Os serviços devem ser organizados
em níveis de complexidade tecnológica
crescente, dispostos em uma área
geográfica delimitada e com a definição
da população a ser atendida;
DESCENTRALIZAÇÃO
→ Redistribuição da responsabilidade
entre as 3 esferas de poder;
RESOLUTIVIDADE
→ Quando um indivíduo busca o
atendimento ou surge um problema de
impacto coletivo na saúde, o serviço
correspondente deve estar capacitado
para enfrentar e resolver até o nível de
sua complexidade;
PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
→ Controle social;
→ Acontece por meio dos conselhos e
conferências;
COMPLEMENTARIDADE DO PRIVADO
→ Se o setor público for insuficiente,
pode-se utilizar setor privados sob 3
condições:
- A celebração do contrato deve
ser feita conforme as normas do
direito público;
- A instituição privada deve estar de
acordo com os princípios básicos
e normas técnicas do SUS;
- A integração dos serviços privados
deve acontecer na mesma lógica
do SUS em termos de posição
definida na rede regionalizada e
hierarquizada dos serviços;
→ Dentre os serviços privados, os de
preferência são os não lucrativos;
LEI 8080
→ Capítulo II: dos princípios e diretrizes
→ Art. 7º As ações e serviços públicos
de saúde e os serviços privados
contratados ou conveniados que
integram o Sistema Único de Saúde
(SUS), são desenvolvidos de acordo com
as diretrizes previstas no art. 198 da
Constituição Federal, obedecendo ainda
aos seguintes princípios:
I - Universalidade de acesso aos
serviços de saúde em todos os
níveis de assistência;
II - Integralidade de assistência,
entendida como conjunto articulado
e contínuo das ações e serviços
preventivos e curativos, individuais
e coletivos, exigidos para cada
caso em todos os níveis de
complexidade do sistema;
III - preservação da autonomia das
pessoas na defesa de sua
integridade física e moral;
IV - Igualdade da assistência à saúde,
sem preconceitos ou privilégios de
qualquer espécie;
V - Direito à informação, às
pessoas assistidas, sobre sua saúde;
VI - Divulgação de informações
quanto ao potencial dos serviços
de saúde e a sua utilização pelo
usuário;
VII - utilização da epidemiologia para
o estabelecimento de prioridades, a
alocação de recursos e a
orientação programática;
VIII - participação da comunidade;
IX - Descentralização político
administrativa, com direção única
em cada esfera de governo:
ênfase na descentralização dos
serviços para os municípios;
regionalização e hierarquização da
rede de serviços de saúde;
X - Integração em nível executivo
das ações de saúde, meio ambiente
e saneamento básico;
XI - conjugação dos recursos
financeiros, tecnológicos, materiais
e humanos da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios
na prestação de serviços de
assistência à saúde da população;
XII - capacidade de resolução
dos serviços em todos os níveis
de assistência; e Isabela Souza
Amaral
XIII - organização dos serviços
públicos de modo a evitar
duplicidade de meios para fins
idênticos.
XIV – organização de atendimento
público específico e especializado
para mulheres e vítimas de violência
doméstica em geral, que garanta,
entre outros, atendimento,
acompanhamento psicológico e
cirurgias plásticas reparadoras, em
conformidade com a Lei nº 12.845,
de 1º de agosto de 2013. (Redação
dada pela Lei nº 13.427, de 2017)
→ O SUS está presente em todas as
cidades brasileiras, e abrange desde
medidas simples até medidas mais
complexas.
→ Foi a constituição federal de 1988
que estabeleceu o conceito básico de
saúde “Saúde é direito de todos e dever
do estado”.
→ Como funciona o sus? Integração
entre sistema federal, estadual e
municipal.
1. Ministério da saúde: principal gestor do
SUS, sendo responsável pela formulação,
fiscalização, monitoramento e avaliação
das políticas públicas e ações.
É responsável pela criação do Plano
Nacional de Saúde, com uma comissão
tripartite
Obs: O Plano Nacional de Saúde (PNS) é o
instrumento norteador no planejamento
das atividades e das programações de
cada nível de direção do Sistema Único
de Saúde (SUS), com vigência de quatro
anos.
São integrantes dessa estrutura a
Anvisa, fiocruz, funasa, hemobrás e inca.
2. Secretaria Estadual: cada estado tem
uma secretaria de saúde, atuando junto
com os municípios daquele estado, para
aplicar o plano estadual de saúde.
3. Secretaria municipal de saúde: essa
secretaria planeja, avalia e executa as
ações do plano municipal de saúde, com
os conselhos de saúde.
Conselhos de Saúde: possuem membros
representantes de diferentes órgãos e
camadas da população.
Além de todas essas secretarias e
conselhos, existem comissões
especializadas que são formadas em
virtude de alguma situação que o país
enfrenta. (Ex: no período da covid foram
montados comitês de combate ao vírus).
Até 1988, ano em que o SUS foi criado, a
saúde pública ficava a cargo do Instituto
Nacional de Assistência Médica da
Previdência Social (Inamps) e era coisa
para poucos — estima-se que em torno
de 45% da população brasileira era
atendida pelo governo em meados dos
anos 80.

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