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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL ÁREA DO CONHECIMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS DINÂMICA TRANSLACIONAL E ROTACIONAL ANY CAROLINY LOPES SILVA (aclsilva1@ucs.br) BEN-HUR GUERRA DALL´AGNOL (b-hgdagnol@ucs.br) EMANUELLE MENDES SANT´ANNA (emsanna@ucs.br) JÚLIA MAZZOCHI BENATTO (jmbenatto@ucs.br) GRUPO SEF (Sempre Em Frente): PROJETO CARRO A PROPULSÃO ELÁSTICA CAXIAS DO SUL 2022 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1- Exemplo de realização de trabalho................................................................. 08 FIGURA 2- Aplicação das energias cinética e potencial gravitacional ............................. 09 FIGURA 3- Energia potencial elástica na corda de um arco ............................................. 10 FIGURA 4- Exemplo de deformação causada em uma mola ............................................ 10 FIGURA 5- Conversão de energia ......................................................................................11 FIGURA 6- Exemplo 1 de CPE ...........................................................................................12 FIGURA 7- Exemplo 2 de CPE ...........................................................................................13 FIGURA 8- Exemplo 3 de CPE ...........................................................................................13 FIGURA 9- Projeto CPE vista 1 ......................................................................................... 15 FIGURA 10- Projeto CPE vista 2 ....................................................................................... 15 FIGURA 11- Materiais ........................................................................................................ 17 FIGURA 12- Base traseira.................................................................................................. 17 FIGURA 13- Amarração base traseira ............................................................................... 17 FIGURA 14- Base frontal ................................................................................................... 17 FIGURA 15- Encaixe ratoeira ............................................................................................ 17 FIGURA 16- Ajuste corda .................................................................................................. 17 FIGURA 17-Elástico para a sustentação............................................................................ 18 FIGURA 18-Roda e Borracha separadas........................................................................... 18 FIGURA 19- CPE sem as borrachas nas rodas.................................................................. 18 FIGURA 20- Rodas traseiras encapadas com balão.......................................................... 19 FIGURA 21- Reposição das borrachas nas rodas traseiras............................................... 19 FIGURA 22-Versão aperfeiçoada do CPE......................................................................... 19 FIGURA 23-Materiais Utilizados ........................................................................................ 20 FIGURA 24- Estrutura para as rodas traseiras .................................................................. 20 FIGURA 25- Encaixe das rodas traseiras .......................................................................... 21 FIGURA 26- Encaixe das rodas dianteiras ........................................................................ 21 FIGURA 27- União da ratoeira com a estrutura ................................................................ 22 FIGURA 28- Carrinho finalizado ........................................................................................ 22 FIGURA 29- Gráfico 1 distância em função do tempo ...................................................... 23 FIGURA 30- Gráfico 2 distância em função do tempo ...................................................... 24 FIGURA 31- Gráfico 3 velocidade em função do tempo ................................................... 24 FIGURA 32- Gráfico 4 velocidade em função do tempo ................................................... 25 FIGURA 33- Gráfico 5 distância em função do tempo .......................................................26 FIGURA 34- Gráfico 6 distância em função do tempo .......................................................27 FIGURA 35- Gráfico 7 velocidade em função do tempo ....................................................27 FIGURA 36- Gráfico 8 velocidade em função do tempo ......................................................28 LISTA DE TABELAS TABELA 1- materiais que serão utilizados, seus valores e quantidades ........................... 15 TABELA 2- resultado dos testes realizados no bloco V .................................................... 20 TABELA 3- resultado dos testes realizados no bloco V .....................................................23 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CPE Carro a Propulsão Elástica UCS Universidade de Caxias do Sul SUMÁRIO 1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................ 06 2. ESTUDO DOS MODELOS DE CPE ............................................................................ 11 3. PROJETO DO CPE ...................................................................................................... 14 4. MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO ............................................................................ 15 5. FLOXOGRAMA ............................................................................................................ 16 6. METODOLOGIA ........................................................................................................... 17 7. ÁNALISE DE DADOS .................................................................................................. 20 8. NOVOS DADOS EXPERIMENTAIS............................................................................. 23 9. APLICANDO A TERORIA NA PRÁTICA .....................................................................26 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................................................................29 7 1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Para que se possa compreender acerca do carrinho de propulsão elástica, é necessário conhecer os conceitos físicos presentes em seu funcionamento. Com esse intuito, o grupo realizou uma pesquisa bibliográfica, baseada no livro “Fundamentos de Física – Volume 1” (Halliday e Resnick, LTC, 10º edição, 30 jun. de 2016), para explicar os seguintes tópicos: Energia, Energia Cinética, Energia Potencial Gravitacional, Energia Potencial Elástica e Conversão de Energia. A fim de dar início à pesquisa, o primeiro conceito a ser trabalhado será o de energia, visto que ele é fundamental para a compreensão de todos os outros. Segundo Halliday e Resnick, não há uma definição simples para a expressão “energia”, em termos técnicos, ela é uma grandeza escalar que se associa ao estado de um ou mais objetos. Outra definição válida, é de que energia é um número associado a um sistema de um ou mais objetos, ou seja, se uma força afeta um objeto e o faz entrar em movimento, por exemplo, o número que descreve a energia do sistema varia. Além disso, se um número for atribuído a ela de forma correta, é possível prever resultados de experimentos, possibilitando inúmeras realizações. A energia se baseia em um princípio fundamental: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma ”- Antoine-Laurent de Lavoisier. Em outrostermos, ela pode mudar de forma e ser transferida de um corpo para outro, mas a quantidade total não se altera (permanece conservada- Lei de Conservação de Energia). Dando continuidade à revisão bibliográfica, o tópico seguinte é a energia cinética, que não deixa de estar relacionado integralmente ao conceito já apresentado. Essa energia, representada pela letra “K”, está associada ao estado de movimento de um objeto, ou seja, quanto mais rápido ele se move, maior é sua energia cinética, consequentemente, quando ele está em repouso, ela é nula. Para calcular a energia cinética, utiliza-se a equação 1: K= mv2 (1) 2 Onde “K” (energia cinética) é medido em Joule (J),” m” (Massa), em Quilograma (Kg), e “v” (Velocidade), em metros por segundo ao quadrado (m/s²), sendo que a velocidade deve possuir valores muito menores que a velocidade da luz. 8 Ao estudar energia, é essencial que se fale de trabalho, visto que ele é, nada menos, que a transferência de energia para um objeto ou de um objeto, por meio de uma força aplicada nele. Na figura 1, é possível observar um exemplo de trabalho, onde o homem aplica uma força “F” sobre o carrinho, fazendo-o se deslocar por uma distância “s”. Figura 1: Exemplo de realização de trabalho Fonte: Prático e Básico, 2016 Um trabalho positivo é aquele em que a energia é transferida para o objeto, quando ela é transferida do objeto, o trabalho realizado é negativo. Ele é representado pela letra “W” e sua unidade é o Joule (J). Para calculá-lo, utiliza-se apenas a componente da força paralela ao deslocamento do corpo, a componente perpendicular não realiza trabalho. Pode-se observar isso na equação 2, onde “F” é a força, medida em Newton (N), “d” o deslocamento, medido em metros (m), e o cos (COLOCAR SIMBOLO ANGULO) é justamente o Fx, que representa a componente paralela ao deslocamento. W= Fd .cos θ (2) Vale ressaltar que só existe trabalho quando há deslocamento, sendo assim, ao aplicar uma força sobre um objeto e ele permanecer imóvel, como é o caso de empurrar uma parede, o trabalho é nulo. Seguindo na mesma linha de raciocínio, o próximo conceito é a energia potencial. Em termos conceituais, é uma energia associada à configuração de um sistema que está sujeito a ação de uma força conservativa (percurso fechado, ou seja, o ponto final coincide com o ponto inicial). Quanto à energia potencial gravitacional, a única discrepância, é que o sistema o qual ela faz parte é formado pela Terra, e uma partícula nas vizinhanças dela. Um exemplo em que envolve tanto a energia cinética como a potencial gravitacional, é quando se joga um objeto para cima. Ao sair da mão do arremessador 9 e ir em direção horizontal para cima, ele está realizando um trabalho negativo, visto que está indo contra a força gravitacional. Nesse momento, o objeto está perdendo velocidade, consequentemente sua energia cinética, até o instante em que para (adquire energia potencial gravitacional) e volta a cair novamente. Ao iniciar o movimento de queda, o trabalho passa a ser positivo, e o corpo começa a ganhar novamente energia cinética, até retornar à mão do arremessador. Na figura 2 é possível observar o exemplo citado. Figura 2: Aplicação das energias cinética e potencial gravitacional. Fonte: Livro Fundamentos de Física – Volume, 2016 Para calcular a energia potencial gravitacional, utiliza-se a equação 3, onde ΔU representa a variação da energia, que é expressa em Joule (J), “m” a massa (Kg), “g” a aceleração da gravidade (aproximadamente 9,8 m/s²) e Δy a variação da altura (m). ∆U= mg (Yf – Yi) = mg. ∆y (3) Dando continuidade, a energia potencial elástica é a energia armazenada a partir de uma constante de deformação. Em termos mais simples, ela é qualquer material que tenha uma certa elasticidade, ou seja, que volte para sua forma inicial. Sua determinação parte do mesmo princípio da energia potencial gravitacional. Sendo assim, podemos pensar que a energia elástica é numericamente igual ao trabalho da força elástica. Essa energia depende de uma constante (K) e da deformação do material (x). Se uma mola possui um comprimento inicial em seu estado original (lo), e essa mola é 10 esticada, ela vai passar a ter um novo comprimento (l), a deformação vai ser quanto a mola esticou. É possível observar isso na equação 4. X=l-lo. (4) Para calcular a energia potencial elástica, utiliza-se a equação 5, onde Epel representa a energia potencial elástica, que é expressa em Joules (J), K é a constante elástica da mola, medida em N/m e x a deformação sofrida pela mola ou pelo elástico, em metros. As figuras 3 e 4 demonstram em exemplos, um pouco do que é a energia potencial elástica na prática. Epel= K. x2 (5) 2 Figura 3: Energia potencial elástica na corda de um arco Fonte: Plataforma Enem, 2020 Figura 4: Exemplo de deformação causada em uma mola Fonte: Projeto Sophia, 2011 A conversão de energia fornece a capacidade de realizar trabalho ou calor. Esta energia, de um sistema físico, é constante, e utiliza-se do princípio da conservação, já citado. No entanto, uma forma de energia pode ser convertida em outra, ou seja, ela jamais se perderá, na realidade, ela é só irá se transformar, como é o caso do calor. Na figura 5 é possível observar essa conversão de energia. 11 Figura 5: Conversão de energia Fonte: Energês- A linguagem da energia, 2022 12 2. ESTUDO DOS MODELOS DE CPE Com base no estudo realizado a partir de vídeos e artigos, o grupo obteve conhecimento acerca da estrutura e funcionamento de um carrinho de propulsão elástica. De maneira geral, o movimento do carrinho se dá a energia conservada na ratoeira, em termos mais específicos, existe um acumulador de energia elástica na mola da ratoeira. O conceito físico principal para que o carrinho consiga entrar em movimento, é o da energia elástica, que posteriormente se converte em cinética. Com o carrinho em repouso, ao armar a ratoeira, a mola existente nela é torcida, fazendo com que aumente a sua energia elástica. No momento em que a ratoeira é desarmada, toda essa energia que foi acumulada é liberada e se transforma em energia cinética, movimentando o carrinho. Existem várias maneiras diferentes de construção de um carrinho de propulsão elástica, feitos a partir de ratoeiras. Aqui serão mostrados alguns modelos já prontos e seus respectivos materiais, com uma breve descrição deles e algumas melhorias para sua eficiência. O primeiro exemplo selecionado, é o carrinho presente na figura 6. Figura 6: Exemplo 1 de CPE Fonte: Instructables circuits, 2022 Neste modelo, além da ratoeira, foram utilizados palitos de picolé para a base, bem como palitos de churrasco e canudos para o eixo das rodas, essas que foram feitas 13 com tampinhas de garrafa. Infelizmente, por serem espessas, possuem mais atrito com o solo, fazendo com que o carrinho perca um pouco de velocidade. Para o segundo modelo, o grupo optou pela escolha do carrinho mostrado na figura 7. Figura 7: Exemplo2 de CPE Fonte: Instructables living, 2022 No segundo exemplo, percebe-se que não foi utilizado nenhum material para base, a não ser a própria ratoeira. As rodas foram feitas de CDs, um ótimo material, visto que sua espessura é muito pequena, ou seja, o atrito é praticamente desconsiderado. Para evitar que estas quebrassem, foram colocadas camadas de borracha. Sendo o último modelo pesquisado, o carrinho presente na figura 8 é o considerado mais elaborado. Figura 8: Exemplo 3 de CPE Fonte: Alunasidesa, 2015 Neste último modelo, para a base, foi utilizado um pedaço de madeira para o suporte da ratoeira. Como a madeira, naturalmente, já é um material considerado pesado, os construtores do carrinho optaram por diminuir a espessura, 14 consequentemente deixando o carrinho mais leve e rápido. Ainda com o pensamento de melhoria, a mola da ratoeira foi substituída por uma maior, o que garantiria mais velocidade. Por mais espessas que as rodas possam ser, seu material é liso e giram com facilidade, além disso, para maior estabilidade, foram colocados pedaços de borracha nas rodas traseiras. 15 3. PROJETO DO CPE Para que a construção do carrinho possa, de fato acontecer, o grupo projetou através do software de modelagem 3D Blender, a estrutura do protótipo em formato tridimensional. Dessa forma, os desenhos permitirão uma melhor compreensão do projeto, bem como facilitarão na hora da montagem do carrinho. As figuras 9 e 10 representam o modelo de CPE criado pelo grupo. Figura 9: Projeto CPE vista 1 Fonte: Própria, 2022 Figura 10: Projeto CPE vista 2 Fonte: Própria, 2022 16 4. MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO Os materiais que serão utilizados para a montagem e construção do carrinho de propulsão elástica, bem como seus respectivos valores e quantidades, estão apresentados na tabela 1. Tabela 1: Materiais para construção Material Quantidade Valor unitário Valor total Ratoeira 1 R$ 8,00 R$ 8,00 Parafuso 2 R$ 0,30 R$ 0,60 Gancho de metal 2 R$ 0,50 R$ 1,00 Arruela 4 R$ 0,10 R$ 0,40 Roda de borracha 4 R$ 7,00 R$ 28,00 Linha 15 cm R$ 3,99 R$ 3,99 Fonte: Própria, 2022 O custo total para construção ficou de R$ 13,99, pois um dos integrantes do grupo possuía as rodas de borracha, com isso diminuiu R$ 28 do valor total, que seria R$ 41,99. 17 5. FLUXOGRAMA 18 Melhorias do CPE Figura 17: Elástico para a sustentação/ Fonte: Própria (2022) Figura 18: Roda e Borracha separadas/ Fonte: Própria (2022) Figura 19: CPE sem as borrachas nas rodas: / Fonte: Própria (2022) Elástico para a sustentação, de maneira que passasse ao redor das peças plástica. Elástico para a sustentação.V Para resolver o problema do atrito, a primeira solução encontrada pelo grupo foi retirar todas as borrachas das rodas. CPE após a retirada das borrachas das quatro rodas. O carrinho foi mais longe? Partir para a fase de testes SIM MIM NÃO Encontrar uma solução. 19 Figura 20: Rodas traseiras encapadas com balão. Fonte: Própria (2022) Figura 21: Reposição das borrachas nas rodas traseiras/ Fonte: Própria (2022) Figura 22: Versão aperfeiçoada do CPE/ Fonte: Própria (2022) Como solução, realizamos o escapamento das rodas traseiras com balão. O carrinho andou? SIM Partir para a fase de testes NÃO Encontrar uma solução. O atrito presente nas rodas não foi suficiente para fazer o carrinho entrar em movimento. Visto isso, a solução foi recolocar as borrachas nas rodas traseiras. A última melhoria que o grupo fez no CPE foi na hora do lançamento. O fio de nylon passou a ser amarrado com um único nó. Carrinho finalizado com sucesso 20 6. METODOLOGIA Para a montagem do carrinho de propulsão elástica, o primeiro passo foi comprar e separar todos os materiais necessários que seriam utilizados no processo. Esses materiais podem ser observados na figura 23, e dentre eles estão: 4 rodas de borracha e suas respectivas hastes de plástico, 1 papel lixa, 1 tábua de madeira, de tamanho 15x8 cm, parafusos, peças de plástico (Lego), 1 ratoeira de metal, arruelas, 1 pistola de cola quente juntamente com o refil, ferramentas (alicates, chave de fenda e chave Philips), fitas métricas, 3 opções de linha e parafusos olhal. Figura 23: Materiais utilizados. Fonte: Própria, 2022 Com os materiais separados e organizados, a equipe iniciou o processo de produção, prendendo dois parafusos olhal (parafusos que possuem um anel circular como cabeça) em uma das faces menores da tábua, deixando 2 centímetros de distância de cada extremidade. Em seguida, inseriu-se a haste de plástico no centro de cada anel, e com o auxílio de 4 arruelas, o grupo fixou a haste, de maneira que ela pudesse girar facilmente, porém sem sofrer o risco de desencaixar. É possível observar o resultado desse processo na figura 24. Figura 24: Estrutura para as rodas traseiras. Fonte: Própria, 2022 21 Para a terceira etapa, a equipe encaixou as duas rodas traseiras na haste já fixada. Com o intuito de melhor estabilidade e segurança, fez-se um suporte com as peças de plástico, e o prendeu na lateral por meio de uma linha, como pode-se observar na figura 25. Figura 25: Encaixe das rodas traseiras. Fonte: Própria, 2022 Dando continuidade, o passo seguinte foi prender as rodas dianteiras ao resto da estrutura. Para isso, utilizou-se das peças de Lego, muito semelhantes às usadas na etapa anterior, e as fixou por meio de parafusos do tipo comum, como é possível observar na figura 26. Figura 26: Encaixe das rodas dianteiras. Fonte: Própria, 2022 O quinto passo foi unir a ratoeira de metal à tábua. Inicialmente o grupo havia pensado em lixar a madeira e colar a ratoeira com cola quente, porém, se tratava de um 22 processo bem mais trabalhoso e que não garantiria total estabilidade, podendo desprender a qualquer momento. Por isso, a solução encontrada foi prender a base da ratoeira, por meio de um parafuso e uma arruela, como mostra a figura 27. Fonte: Própria, 2022 Por fim, na última etapa, a equipe prendeu uma das extremidades de uma linha de pesca (nylon) no martelo da ratoeira e a outra, enrolou na haste das rodas traseiras. Esse processo permite que, ao desarmar a ratoeira, o carrinho consiga se mover. Finalizou-se então o processo de montagem, iniciando assim, a fase de testes. A figura 28 retrata o carrinho montado e finalizado. Figura 28: Carrinho finalizado. Fonte: Própria, 2022 Figura 27 : União da ratoeira com a estrutura. 23 7. DADOS EXPERMENTAIS Após a finalizaçãoda montagem do dispositivo, demarcamos o chão com uma fita métrica e realizamos os primeiros testes para serem inseridos na continuação do relatório. Anotamos as distâncias e os tempos, calculamos a velocidade e a média de acordo com a tabela abaixo: Tabela 2: Resultado dos testes realizados no Bloco V Testes Distância (m) Tempo (s) Velocidade (m/s) 1 2 1,52 1,31 2 2,2 1,79 1,22 3 2,2 1,93 1,13 4 2,3 2,56 0,89 5 2,5 3,65 0,68 Média 2,24 2,29 1,04 Fonte: Própria, 2022 Com os dados obtidos acima, utilizando uma planilha eletrônica do Excel, realizamos a construção de 4 gráficos, os dois primeiros, estão relacionados ao gráfico da distância em função do tempo. Para o primeiro gráfico, consideramos o teste de menor distância, já para o segundo, foi selecionado a maior distância, como pode-se observar nas figuras 29 e 30. Figura 29: Gráfico 1 da distância em função do tempo Fonte: Própria, 2022 0 0,5 1 1,5 2 2,5 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6 D is tâ n c ia ( m ) Tempo (s) Gráfico distância em função do tempo 24 Figura 30: Gráfico 2 da distância em função do tempo Fonte: Própria, 2022 E para finalizar, realizamos a construção dos dois últimos gráficos, o primeiro utilizamos o teste com a menor distância, já para o último, foi selecionado a maior velocidade, como pode-se observar nas figuras 31 e 32. Figura 31: Gráfico 3 da velocidade em função do tempo Fonte: Própria, 2022 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 D is tâ n c ia ( m ) Tempo (s) Gráfico distância em função do tempo 25 Figura 32: Gráfico 4 da velocidade em função do tempo Fonte: Própria, 2022 26 8. NOVO DADOS EXPERIMENTAIS Após a finalização todos os reajustes do dispositivo, demarcamos o chão com uma fita métrica e realizamos novamente os testes para serem inseridos na continuação do relatório. Anotamos as distâncias e os tempos, calculamos a velocidade e a média de acordo com a tabela abaixo: Tabela 3: Resultado dos testes realizados no Bloco V Testes Distância (m) Tempo (s) Velocidade (m/s) 1 4,5 4,15 1,08 2 4,5 4,2 1,07 3 5,4 5,1 1,05 4 4,5 3,6 1,25 5 4,2 4,1 1,02 Média 4,62 4,23 1,09 Fonte: Própria, 2022 Com os dados obtidos acima, utilizando uma planilha eletrônica do Excel, realizamos a construção de 4 gráficos, os dois primeiros, estão relacionados ao gráfico da distância em função do tempo. Para o primeiro gráfico, consideramos o teste de menor distância, já para o segundo, foi selecionado a maior distância, como pode-se observar nas figuras 33 e 34. Figura 33 :Gráfico 5 da distância em função do tempo Fonte: Própria, 2022 0 1 2 3 4 5 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 D is tâ n c ia ( m ) Tempo (s) Gráfico distância em função do tempo 27 Figura 34: Gráfico 6 da distância em função do tempo Fonte: Própria, 2022 E para finalizar, realizamos a construção dos dois últimos gráficos, o primeiro utilizamos o teste com a menor distância, já para o último, foi selecionado a maior velocidade, como pode-se observar nas figuras 35 e 36. Figura 35: Gráfico 7 da velocidade em função do tempo Fonte: Própria, 2022 0 1 2 3 4 5 6 0 1 2 3 4 5 6 D is tâ n c ia ( m ) Tempo (s) Gráfico distância em função do tempo 28 Figura 36: Gráfico 8 da velocidade em função do tempo Fonte: Própria, 2022 29 9. APLICANDO A TEORIA NA PRÁTICA Com base no experimento realizado, é possível concluir que houve um acúmulo de energia potencial elástica no momento antes do lançamento, e no instante que o CPE inicia o movimento, essa energia é convertida em energia cinética. Conservação de energia: A energia cinética da velocidade máxima equivale a energia armazenada na mola, como no cálculo a seguir: Média das velocidades dos 5 testes = 1,094 K=m∗v²/2 K=0,3∗1,094²/2 K=0,1795 Joules Média das distâncias dos 5 testes = 4,62m Aceleração: x = x0 + v0𝑡 + at²/2 4,62 = a.(4,23)² /2 9,24=17,89a a= 0,51 m/s² Trabalho: W = F ∗ D W = (m∗a) ∗ d W = (0,3∗0,51) ∗ 4,62 W= 0,7 Joules O trabalho realizado é resistente, visto que ao final do movimento, o CPE volta a estar em repouso. 30 Rotação das Rodas: Roda maior raio: 3 cm Roda menor: 1,75 cm Circunferência roda maior: 2𝜋𝑟 = 2𝜋3 = 19 centímetros Circunferência roda menor: 2𝜋𝑟 = 2𝜋1,75 = 11 centímetros Distância média percorrida: 4,62m Rotações da roda maior: 4,62/0,19= 24,32 rotações em 4,23 segundos 24,32/4,23=x/60 x=344,91 rotações por minuto Rotações da roda maior: 4,62/0,11= 42 rotações em 4,23 segundos 42/4,23=x/60 x=595,74 rotações por minuto 31 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DESCOMPLICA. 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