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Aula 03
Gabriela Bexiga
Psicofarmacologia 
Clínica
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA
Projeto Gráfico 
MANUELA CÉSAR ARRUDA
Autor 
EDUARDO NASCIMENTO DE ARRUDA
Desenvolvedor 
CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS
GABRIELA BEXIGA
Olá. Meu nome é Gabriela Bexiga. Sou Farmacêutica Bioquímica 
fiz Mestrado na área da Educação Física, onde pesquisei Feitos do 
treinamento físico aeróbio no pâncreas de camundongos fêmea LDL 
Knockout ovariectomizadas. Avaliei a influência do exercício físico aeróbio 
sobre as diferentes células das ilhotas pancreáticas, através de análises 
Bioquímico, Morfoquantitativa e Imuno-histoquímica. Papiloscopista 
e Diretora da Associação dos Funcionários da Polícia Civil do Estado 
de São Paulo (AFPCESP), faço parte da Comissão Multidisciplinar no 
Departamento de Perícia Médica do estado de SP aos PCDs inscritos e 
aprovados do Concurso Público. Leciono aulas na área da Papiloscopia, 
Anatomia & Fisiologia e áreas da Farmácia. Sou apaixonada pelo que faço 
e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando 
em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder 
ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
Autora
INTRODUÇÃO: 
para o início do 
desenvolvimen-
to de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO: 
houver necessidade 
de se apresentar 
um novo conceito;
NOTA: 
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE: 
as observações 
escritas tiveram 
que ser prioriza-
das para você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado 
ou detalhado;
VOCÊ SABIA? 
curiosidades e inda-
gações lúdicas sobre 
o tema em estudo, 
se forem necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e 
links para aprofun-
damento do seu 
conhecimento;
REFLITA: 
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou 
discutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO: 
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma ativi-
dade de autoapren-
dizagem for aplicada;
TESTANDO: 
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
Iconográficos
Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou a responsável pelo pro-
jeto gráfico de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de 
aprendizagem toda vez que:
SUMÁRIO
As emergências psiquiátricas e sua abordagem terapêutica. 
Insônia e a sua abordagem farmacoterapêutica. O TDAH e sua 
abordagem farmacoterapêutica 12
As emergências psiquiátricas 12
Definições 14
Exames 14
Exame do estado mental (EEM) 15
Comportamento agressivo 16
O papel da equipe 17
Suicídio 17
Intervenções médicas e enfermarias 18
Substâncias dependentes 19
Ataques de Pânicos 19
Psicose Aguda 20
Transtorno de estresse agudo (TEA) 20
Indicação de internação 20
Abordagem terapêutica emergências psiquiátricas 21
Antipsicóticos Típicos 21
Haloperidol (Haldol®) 22
Clorpromazina (Amplictil®) 22
Antipsicóticos Atípicos 23
Clozapina 23
Olanzapina 23
Quetiapina 24
Ziprasidona 24
Risperidona 24
Ansiolíticos 25
Benzodiazepínicos (BDZ) 25
Carbonato de Lítio 26
Insônia e a sua abordagem farmacoterapêutica 26
Causas da insônia 27
Fatores de risco 28
Principais sintomas 29
Tratamento 30
Benzodiazepínicos 30
Agonistas não Benzodiazepínicos GABAA 31
Antidepressivos tricíclicos 31
Antidepressivos tetracíclico 31
Anti-histamínicos 32
Agonistas dos receptores de Melatonina 32
Fitoterápico 32
O TDAH e sua abordagem farmacoterapêutica 33
Diagnóstico 33
Tratamento Psicoestimulantes 36
Metilfenidato (Ritalina e Concerta) 37
Lisdexanfetamina (Venvance) 37
Outros tratamentos (2ª escolha) 38
Antidepressivos tricíclicos 38
Inibidor seletivo de norepinefrina e dopamina 38
Anti-hipertensivo 38
Psicofarmacologia Clínica 9
UNIDADE
03
Psicofarmacologia Clínica10
Você sabia que a Emergência Psiquiátrica é qualquer situação que 
possa ocorrer injúria grave ou risco de morte ao paciente. dependência 
química é uma condição psicológica e física, causada pelo consumo 
de substâncias psicoativas. O suicídio, com quase 900 mil mortes por 
ano, representa a décima principal causa de morte em todo o mundo. 
E a cada três brasileiros, pelo menos um tem insônia. O Transtorno 
Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está em torno de 3 a 5% 
da população infantil do Brasil. E aí. Entendeu? Vamos conhecer este 
mundo da Psicofarmacologia. Ao longo desta unidade letiva você vai 
mergulhar neste universo!
INTRODUÇÃO
Psicofarmacologia Clínica 11
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Descrever as emergências psiquiátricas.
2. Compreender a abordagem terapêutica das emergências 
psiquiátricas.
3. Saber sobre a insônia e seus tratamentos.
4. Entender a TDAH e sua abordagem farmacoterapêutica
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conheci-
mento? Ao trabalho!
OBJETIVOS
Psicofarmacologia Clínica12
As emergências psiquiátricas e sua 
abordagem terapêutica. Insônia e a 
sua abordagem farmacoterapêutica. 
O TDAH e sua abordagem 
farmacoterapêutica.
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
sobre as emergências da psiquiatria e como abordá-
las. Compreenderá sobre a insônia, e sua abordagem 
terapêutica. E também falaremos o Déficit de Atenção com 
Hiperatividade (TDAH), e suas abordagens terapêuticas. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. 
Com o conhecimento, resultará em um atendimento 
seguro e eficaz. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá. Avante!
As emergências psiquiátricas 
A Psiquiatria originou no Século V A.C., do qual doentes mentais 
eram tratados de modo arcaico, com internações em manicômios, 
serviços de saúdes não psiquiátricos ou em instituições políticas e 
religiosas, longe da família e da sociedade, com isso perdendo o seu 
direito de cidadão. 
A reforma psiquiátrica (RP) no Brasil, foi no início da década de 
80, houve movimento dos trabalhadores de Saúde Mental, “Por uma 
sociedade sem manicômios”. 
Em 2001, a lei da Reforma Psiquiátrica entrou em vigor, com 
novos modelos de entendimentos sobre as doenças mentais, ocorrendo 
novas classificações para os transtornos mentais e medicamentos 
psiquiátricos.
Psicofarmacologia Clínica 13
Figura 1- Hospício de Insanos ou Manicômio del Cercado, 
entre 1859 e 1918, era uma instituição mental em Lima (Peru).
Fonte: wikimedia commons
Com o desenvolvimento de novos medicamentos psiquiátricos, 
hoje são tratados com fármacos mais elaborados e tratamentos mais 
humanos. Levando a necessidade da criação de serviços para os 
atendimentos psiquiátricos de volta a sociedade.
A Emergência Psiquiátrica é qualquer situação de natureza 
mental em que existe um risco significativo de morte ou dano grave 
para o paciente ou para terceiros, necessitando de uma intervenção 
terapêutica imediata.
PSIQUIÁTRICAS
Psicoses Crises do pânico
Tentativas de suicídio/depressão Reação de estresse
Esquizofrênicos e maníacos 
descompensados
Vítimas de violência domésticas
Agitação por drogas
Suicídio por superdosagem de 
medicamentos
Psicofarmacologia Clínica14
Definições
 � Emergência Psiquiátrica, risco de vida ou risco social do qual 
necessita da intervenção imediata; 
 � Urgência Riscos menores, mais branda, intervenção de curto 
prazo;
 � Eletivas, intervenção mais rápida, por exemplo uma receita.
Dos atendimentos de emergência, ocorridos em Pronto Socorro, 
6% são considerados emergências psiquiátricas. Devido a isso, a 
necessidade de uma equipe multidisciplinar,médicos, enfermeiros, 
psicólogos e assistentes sociais, com todo o suporte de atendimento. 
Os atendimentos de emergência e urgência psiquiátricas, deve:
 � Estabilizar o quadro (controlar os sintomas);
 � Verificar se está havendo alterações orgânicas, patologias, do 
qual ocasionou as alterações mentais;
 � Exclusão de uma causa orgânica
 � Diagnósticos, exames;
 � Encaminhamento para um acompanhamento do cuidado;
O local do atendimento, deve oferecer um local adequado; seguro, 
sem nenhum objeto perigoso (pontiagudo); com sistema de alarme 
de fácil acesso; medicamentos disponibilizados; equipamentos para a 
necessidade de desforço físico (contenção) próximos; segurança.
O profissional terá que ser bem claro, com palavras fáceis, entendíveis, 
evitando palavras ambíguas, pois o doente estará em alterações mentais 
ocorrendo uma dificuldade de comunicação.
Exames
Na emergência pode realizar diversos tipos de exames, com o 
intuito de avaliar o paciente em que causa pode ter ocorrido a pertur-
bação mental:
 � Exames físicos
 � Eletroencefalograma (ECG)
 � Tomografia computadorizada (CT)
 � Ressonância Magnética (RM)
 � Tomografia por emissão de pósitrons (PET)
Psicofarmacologia Clínica 15
É muito importante os exames, para confirmar ou excluir a 
possibilidade de doenças orgânicas como por exemplo doenças da 
tiroide, tumores cerebrais, ou até mesmo conseguir identificar se está 
tendo auto agressividade.
Exame do estado mental (EEM)
O exame do estado mental (EEM), é o processo do qual 
profissionais da saúde (psiquiatras e psicólogos), examinam o estado 
mental do paciente. Este exame estuda as seguintes características;
 � Aparência: (idade, altura, peso), se está sujo, bizarro, muito 
colorido;
 � Comportamento: como se move, agitação psicomotora, 
tremores, tiques;
 � Discurso: Se fala muito sem parar, se é retraída;
 � Humor e afeto: emoção, humor, eufórico; 
 � Percepção: Como interpreta e recebe o mundo. Alucinações 
ou delírios.
Alucinações auditivas, ouve vozes é muito comum na 
esquizofrenia, agora Humor e afeto são respostas ao contrárias por 
exemplo ao invés de chorar a pessoa ri, e ao contrário também
 � Pensamento: Verifica a estrutura do pensamento (ideias 
obsessivas), o seu conteúdo se tem sentido e também verifica o curso 
ou seja a velocidade e ritmo do pensamento.
 � Cognição: Pensamento abstrato, capacidade de concentração
 � Consciência: nível de consciência: desperto, obnubilado 
(alteração da consciência) e comatoso (estado de coma)
 � Consciência do Eu: da sua identidade
 � Orientação: se ele sabe onde está (orientação espacial) e 
também a orientação temporal (dia/mês/ano), sabe a data que está, e 
se tem a noção da sua situação (orientação auto psíquica)
SAIBA MAIS:
O Exame do estado mental (EEM), também é utilizado nos 
casos de diagnósticos do Mal de Alzheimer.
Psicofarmacologia Clínica16
Comportamento agressivo
Geralmente quadros psiquiátricos ocorrem com comportamentos 
agressivos.
A agressão pode ser definida como um dano mental ou físico, 
dirigido a outra pessoa, ou a autoagressão em que a pessoa doente, 
agride a ela mesma, neste caso temos a necessidade de evitar danos ao 
doente, manter a sua integridade.
A agitação psicomotora é diferente da agressão, sendo a agitação 
psicomotora, uma série de movimentos involuntários e sem nenhum 
propósito, como por exemplo andar em volta de uma cadeira, podendo 
chegar ao ponto de se machucar, por exemplo mastigar os lábios. 
É importante, avaliar o doente para poder prevenir um 
comportamento agressivo. Para isso, é necessário verificar alguns sinais, 
como por exemplo:
 � Violência dirigida ao objeto;
 � Agitação motora;
 � Punhos e dentes cerrados;
 � Exigências e ameaças;
 � Discussão em tom de voz elevado;
 � Afeto ameaçador e desafiador;
 � Exame do Estado Mental (EEM) apresenta alterações, com 
sintomas psiquiátricos específicos
Quando no Exame do Estado Mental, apresentar pensamento 
desorganizado; uma pessoa impulsiva; baixa tolerância a frustrações, 
persecutoriedade ou seja a pessoa se sente perseguido por uma pessoa 
ou até mesmo por um objeto, são indícios de que a pessoa tem o risco 
de ser agressivo.
Fazer uma avaliação para entender o motivo desta atitude 
agressiva, podendo também ser:
 � Doença orgânica;
 � Intoxicação;
 � Abstinência de alguma substância dependente;
Psicofarmacologia Clínica 17
O papel da equipe
A equipe deve ter um preparo para saber como lhe dar com 
possíveis comportamentos agressivos, a fim de prevenir e controlar a 
agressividade, tornando um tratamento eficaz.
O local de atendimento deve ter privacidade, mas também de 
fácil acesso para se possível a necessidade de uma equipe médica de 
saúde e de segurança.
Necessário uma equipe com educação continuada, protocolos, 
rotinas, para o doente se sentir seguro, a fim de evitar uma piora do 
quadro, desencadeando uma agressividade:
 � Evitar movimentos bruscos, excessivos;
 � Evitar superlotação;
 � Estímulos fortes (ruídos, odores);
 � Ter controle da temperatura, luz
 � Evitar toque ao paciente, respeitando o seu espaço físico;
 � Evitar confronto, discussão direto com o paciente;
Conversar com o paciente, em um tom calmo, em uma linguagem 
simples e clara, auxiliar o paciente a entender a realidade, mostrar ao 
paciente que você poderá ajudá-lo.
Com isso terá uma equipe preparada para um tratamento 
produtivo, impedindo a progressão da violência, evitando intervenções 
involuntárias.
Suicídio
O transtorno psiquiátrico muitas vezes está fortemente ligado no 
suicídio, eles andam juntos, se tornando uma emergência psiquiátrica.
Perguntar ao paciente sobre o pensamento suicida, pois falar 
sobre a ideação suicida não aumenta o risco do suicídio, pelo contrário 
só abre espaço para o doente se abrir, e falar sobre o que te faz sofrer.
Esta conversa tem que ser privativo, em um lugar calmo. Se caso 
se abrir dizendo que pensa em suicídio, é necessário levantar alguns 
pontos:
 � Verificar se a pessoa tem algum plano, de como se suicidar;
 � Descobrir qual meio usaria, o que utilizaria e como conseguiria;
 � Verificar se a pessoa tinha uma data específica;
Psicofarmacologia Clínica18
Pacientes que pensam em suicídio, nem sempre querem morrer. 
Geralmente são pensamentos duplos em querer viver e querer morrer.
Devido a isso, temos que motivá-las a aumentar a vontade de 
viver e diminuir a vontade de morrer.
Figura 2 – Dia mundial de Prevenção do Suicídio, dia da conscientização 
10 de setembro, a fim de campanhas para evitar suicídios.
Fonte: freepik
A cada 10 pessoas que se matam, 8 avisam que irão se suicidar. 
Está errado pensar que “quem quer se matar não avisa” CUIDADO É 
MENTIRA ESTA FRASE. Pois quem quer se matar, dá sinais e avisa.
O suicídio passou a ser tratado em 1990 como problema de 
saúde pública, sendo o Brasil o 8º país com mais episódios no mundo 
de suicídios.
As tentativas de suicídios são mais comuns em mulheres, no 
entanto, o suicídio, já são mais comuns em homens. (Bertolote, 2010)
Intervenções médicas e enfermarias
Fazer contato frequente com o paciente que tem o risco de 
suicídio, e ter atitudes conforme diretrizes nacionais e internacionais ao 
indivíduo predisposto ao suicídio. (ASSOCIATION, 2012) 
Psicofarmacologia Clínica 19
 � Levar a sérios os indicativos do suicídio, por mais que pareça 
falso;
 � Priorizar a segurança máxima do indivíduo;
 � Fazer uma avaliação abrangente e completa, se verificar um 
alto risco de suicídio, fazer a internação involuntária;
 � Imobilizar familiares, parentes, amigos próximos, pessoas de 
confiança. Orientar medidas de prevenção ao suicídio;
 � Integração social, bem estar
 � Favorecer a redução de sentimento como os de culpa, 
vergonha e estigma.
 � Favorecer a esperança em casos de clientes pessimistas, 
dentro da realidade;
 � Questionar sobre as consequências do suicídio;
Para cada suicídio, pelo menos mexecom 6 pessoas emocio-
nalmente, e se o suicídio ocorrer em local de trabalho ou escola, impacta 
a vida de centenas.
Substâncias dependentes
Emergências psiquiátricas, 28% das ocorridas é devido o uso de 
substâncias psicoativas. (AMARAL, 2010)
O cuidado nesses casos está em diagnosticar:
 � Tipo da substância (cada substância tem seu tratamento);
 � O tipo da abstinência;
Em caso de abstinência por Álcool, pode estar passando pela 
Abstinência “Delirium Tremens”, são sintomas psicoativas como por 
exemplo delírios, alucinações, agitação, agressividade, hipertensão 
(>140/90mm Hg), taquicardia, temperatura elevada acima de 37ºC.
Ataques de Pânicos
São emergências psiquiátrica, que se caracterizam ao extremo da 
ansiedade, medo e desconforto. Os sintomas incluem:
 � Medo de enlouquecer ou perder o controle, Sentimentos de 
catástrofe, 
 � Despersonalização;
Psicofarmacologia Clínica20
 � Sintomas físicos como por exemplo: dispneia, falta de ar, 
taquicardia;
O tratamento inclui medidas para amenizar os sintomas e diminuir 
a ansiedade
Psicose Aguda
São emergências da psiquiatria, que a pessoa perde o controle da 
realidade com delírios e alucinações, agitação e fala incoerente.
É uma doença caracterizada como esquizofrenia que o tratamento 
deve incluir medicamentos e psicoterapia.
Transtorno de estresse agudo (TEA)
É uma reação disfuncional intensa e desagradável que desen-
cadeia após um evento desagradável, extremamente traumático que 
dura menos de um mês. Receber o apoio adequado familiares ou médico 
ou profissional da saúde, pois a pessoa tem a necessidade de falar do 
momento repetidamente. Se persistir os sintomas mais de um mês, pode 
ser diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático.
O tratamento em emergências psiquiátricas representa um momento 
de fraqueza e instabilidade do cliente, e de grande responsabilidade 
do profissional de saúde. Do qual necessita de um diagnóstico rápido e 
tratamento eficaz. Ansiolítico temporariamente caso necessite.
Indicação de internação
As principais causas para a indicação de internação em psiquiatrias 
são:
 � Risco de suicídio
 � Risco de homicídio;
 � Risco de agressão;
 � Paciente sem apoio familiar, do qual é necessário para o tratamento;
 � Autonegligência grave;
 � Mesmo com tratamentos da esquizofrênica, não está tendo o 
resultado esperado;
 � Troca de tratamento que necessita de acompanhamento, para 
evitar a piora dos efeitos adversos;
Psicofarmacologia Clínica 21
Abordagem terapêutica emergências 
psiquiátricas
Quando as técnicas psicoterápicas não são suficientes, e que 
pacientes se encontram agitados, representam riscos para outro e para 
si, indica-se tratamentos farmacoterapêuticos, sempre utilizando em 
menor dose possível.
O tratamento consiste na estabilização do estado alterado do 
indivíduo que pode ser devido a distúrbios mentais crônicos ou agudos.
Em uma situação de emergência ou urgência psiquiátrica os 
fármacos mais utilizados são:
 � Antipsicóticos, Neurolépticos Típicos e Atípicos;
Utilizado em tratamento sintomático das psicoses, esquizofrênia, 
distúrbios psíquicos e também como anestésicos.
Eles são tratamentos padrão para casos de psicose aguda
 � Benzodiazepínicos dos grupos farmacológicos Ansiolíticos ou 
tranquilizantes;
Não existe regra para o tipo de tratamento, depende da situação, 
do problema, da gravidade, para a decisão do uso de medicamento.
Antipsicóticos Típicos
Os primeiros Antipsicóticos foram desenvolvidos por volta de 
1950 – 1960, conhecidos como primeira geração, sendo típicos devido 
seus efeitos colaterais extrapiramidais.
Sintomas extrapiramidais é uma rede neural, que fica localizado 
na medula espinhal, fazendo parte do sistema motor, coordenação dos 
movimentos. Dependendo do fármaco pode ocasionar em movimentos 
RESUMINDO:
Emergência psiquiátrica 1- Estabilizar o quadro - identificar 
o sintoma-alvo; 2- Descobrir a causa; 3- Exames para 
possíveis exclusões orgânicas; exames laboratoriais, abuso 
de substância; 4- estabilização do quadro, encaminhar 
para internação hospitalar ou ambulatório entre outros, 
dependendo da gravidade.
Psicofarmacologia Clínica22
musculares involuntários e irregulares, normalmente na face, sendo o 
fármaco mais comum o Haloperidol.
Haloperidol (Haldol®)
É um neuroléptico, pertencente ao grupo das butirofenomas, 
tem a função de bloqueio seletivo no sistema nervoso central, como 
competitivo aos receptores dopaminérgicos pós-sinápticos. É um 
bloqueador do receptor da dopamina D2.
É um fármaco eficaz no tratamento de psicoses em geral, utilizado 
para controle de agitação, agressividade, psicose esteroidea, estados 
maníacos, delírios e alucinações. Também exerce a função de sedativo 
em casos de excitação psicomotora.
O Haloperidol é muito utilizado e eficaz em doses baixas, porém 
em via endovenosa é preciso fazer o Eletrocardiograma (ECG), para 
prevenir o risco de torsades de pointes (um tipo de arritmia ventricular 
polimórfica rara).
O Haloperidol é bastante utilizado na forma intramuscular em 
pacientes violentos e agressivos. 
Dose: 5 a 10mg, em intervalos de 30 a 60 minutos, a fim de 
restaurar o paciente a ponto de conseguir dialogar, não é para sedar.
Clorpromazina (Amplictil®)
Neuroléptico tricíclico, sendo protótipo no tratamento de 
pacientes esquizofrênicos. Ele atua como tranquilizante sem efeito 
sedativo, ou seja sem fazer dormir.
Tem efeito extrapiramidal fraco ou médio. Também utilizado como 
antieméticos, anticolinérgicos, hipotensão, e contra os efeitos induzidos 
por abuso de droga em geral.
SAIBA MAIS:
O curioso é que o desenvolvimento do fármaco Clorpro-
mazina foi para tratamento de Anti-histamínico.
Psicofarmacologia Clínica 23
Antipsicóticos Atípicos
Em 1990, foi desenvolvido os Antipsicóticos Atípicos, de segunda 
geração, eles possuem menos efeitos colaterais extra-piramidais, não 
são classificados como sedativos.
Com a descoberta destes fármacos Antipsicóticos Atípicos, a 
medicina teve um maior aumento de tratamento com eficácia as pessoas 
com esquizofrenia, levando a isso a ressocialização e diminuição destas 
pessoas aos manicômios.
São fármacos atípicos, eficazes sobre o tratamento da esquizofrenia, 
com baixo risco dos sintomas extrapiramidais, sendo alternativas ao uso 
do Haloperidol, porém tem maior custo. (Quevedo, 2014)
Clozapina
Primeiro antipsicótico atípico a ser desenvolvido, atua bloqueando 
diversos receptores, principalmente receptor dopaminérgicos D4 e 
serotoninérgico tipo 2.
Tratamento para esquizofrência ou transtorno psicótico com ou 
sem tendência ao suicídio
Só é prescrita, caso os outros fármacos não obtiveram resultado 
terapêutico esperado. A Clozapina pode causar agranulocitose.
Olanzapina
É um fármaco similar a Clozapina, com afinidade nos receptores 
D-2 (dopaminérgicos) e 5-HT2A (serotoninérgicos), com menor afinidade 
para a H1 (histamínico), mAch (muscarínico) e alfa-1 (adrenérgico)
Utilizado na Emergências Psiquiátrica em casos de:
 � Agressividade, em tratamento de agitação aguda, 
 � Depressão maior resistentes aos outros tratamentos em 
conjunto com um antidepressivo- inibidores seletivos da recaptação da 
serotonina
 � Transtorno bipolar em caso de alucinação ou delírios (em 
conjunto com valproato de sódio ou sal de lítio)
Psicofarmacologia Clínica24
Quetiapina
É antipsicótico antagonista dos receptores dopaminérgicos D1 e 
D2, e também com alta seletividade nos receptores 5-HT2, utilizado no 
tratamento de maníacos associados ao transtorno afetivo.
A Quetipiana é utilizada nas Emergências da Psiquiatria, em 
casos de pacientes com Delirium- misto hiperativo, casos de Discinesia 
tardia, transtorno de estresse agudo (TEA) e também para pacientes 
potencialmente suicida. (Quevedo, 2014)
Antipsicótico que trata como estabilizadores do humor.
Casos de Discinesia tardia (movimentos repetitivos involuntários), 
o tratamento pode iniciar com Quetiapinaou Clozapina.
Ziprasidona
É indicado para tratamento da esquizofrenia, estados de agitação 
psicótica, agressividade, mania bipolar aguda.
Para tratamento de emergências em casos de agressividade, 
transtorno de estresse agudo (TEA), Delirium, agitação aguda, esquizofrenia. 
No Brasil, não tem a disponibilidade o fármaco Ziprasidona 
intramuscular (IM), para agitação aguda, onde se usa o Haloperidol. 
(Quevedo, 2014)
Risperidona
Antipsicótico atípico potente, usa mais frequente em casos de 
psicoses delirantes, casos de esquizofrênia. E também como os Atípicos 
para tratamentos de transtorno bipolar, psicose depressiva, transtorno 
obsessivo compulsivo e Síndrome de Tourette.
Tratamento de emergência Delirium (misto/Hiperativo), agitação 
aguda, também utilizado em crianças com esquizofrenia grau II a partir 
dos 13 anos, agitação.
Em casos de tratamento para Delirium, estudos demonstram que 
não há caso de distinção entre a eficácia de Haloperidol, a Olanzapina e 
a Risperidona. (Quevedo, 2014)
Psicofarmacologia Clínica 25
Ansiolíticos
Benzodiazepínicos (BDZ)
Os Benzodiazepínicos, potencializam o efeito do neurotransmissor 
ácido gama-aminobutírico (GABA) no receptor GABA, com isso ele tem o 
efeito de sedação, de diminuir a ansiedade, anticonvulsivantes, relaxante 
muscular e dependendo da dose também pode usar como hipnóticos 
(indutora do sono). 
Os benzodiazepínicos, nas emergências psiquiátricas, são utilizados 
em pacientes em pânicos ou agitados, por exemplo Lorazepam.
 � Lorazepam 2 a 4 mg na forma intramuscular
Utilizados em tratamentos de ansiedade, insônia, agitação, 
ataques epiléticos, espasmos musculares, privação de álcool.
São classe de fármacos que possui de ação curta, média e longa 
duração:
Duração ultra-curta:
 � Midazolam (Dormonid®);
Duração de 1 a 2 horas de efeito, sendo também efetivo para 
tratamento de agitação aguda,
Duração curta:
 � Bromazepam (Lexotan®);
 � Flunitrazepam (Rohypnol®);
 � Flurazepam (Dalmadrom®);
Duração intermediária:
 � Lorazepam;
Lorazepam intramuscular (IM), é a escolha mais frequente, em 
casos de manejo agitação aguda, tem rápida absorção com tempo de 
ação 8 a 10 horas.
O Lorazepam tem baixo potencial de interação medicamentosa, 
por não ser metabolizado por enzimas do sistema citocromo P450.
 � Alprazolam (Frontal®);
Duração longa:
 � Diazepam;
Tratamento endovenosa (EV)- efeito imediato agitação aguda
 � Clonazepam (Rivotril®), podendo ter ação de 18 a 50 horas.
Psicofarmacologia Clínica26
Para anular o efeito dos fármacos da classe Benzodiazepínicos, 
tem o antagonista Flumazenil.
O diagnóstico clínico, vai facilitar para a escolha do fármaco, em 
casos de Delirium tremens (abstinência por álcool), pode iniciar com 
Benzodiazepínicos
Em tratamentos de Delirium, os Benzodiazepínicos, devem ser 
evitados, pois o quadro de “confusão mental” pode piorar. Agora com 
a intoxicação do álcool, já pode prescrever um antipsicótico. (Quevedo, 
2014)
O controle da agitação com benzodiazepínico, é bastante eficaz. 
Casos mais graves pode necessitar resfriação, ventilação mecânica, 
além do uso de anti-hipertensivo e anticonvulsivante.
Carbonato de Lítio
O Carbonato de Lítio é um antipsicótico, tratamento comprovado 
que diminui a taxa de suicídio quando está em tratamento a longo prazo. 
The Journal of Clinical Psychiatry, vol 60, suppl.2, 1999.
Insônia e a sua abordagem 
farmacoterapêutica
O sono, é uma condição fisiológica, do qual a atividade cerebral 
indica uma mudança do estado de consciência e os estímulos sensoriais 
se reduzem. Pode se dividir o sono em duas fases:
 � REM (Movimento Rápido dos Olhos)
Corresponde a 25% do sono
 � NREM (Movimento Não Rápido dos Olhos)
Corresponde a 75% do sono, sendo subdividido em 4 fases:
 � Estágio 1- Fase da sonolência, facilmente despertado
 � Estágio 2- A fase em que a atividade cardíaca é diminuído, a 
temperatura do corpo cai e os músculos se relaxam (duração de 5 a 15 
minutos)
 � Estágio 3- Semelhante ao 4, porém o nível do sono é menos 
profundo
Psicofarmacologia Clínica 27
 � Estágio 4- Dura 40 minutos, de sono muito profundo.
Os 5 estágios tem uma duração de 90 minutos, se tornando um 
ciclo do sono, sendo repetido de 4 a 5 vezes por noite.
A fase NREM é muito importante para o corpo:
 � Ocorre a secreção do hormônio do crescimento (GH);
 � Essencial para a recuperação da energia física;
 � Descanso profundo e menor atividade neural;
Após a fase 4 do NREM, ele retorna para o estágio 3, depois o 
estágio 3, estágio 1 e entra na fase REM.
Causas da insônia
Figura 3 - A insônia, distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de dormir.
Fonte: freepik
As causas mais comuns, podem ser:
 � Uso de medicação,
 � Estresse
Excesso de preocupações relacionados ao trabalho, família, 
saúde, a ponto de perder o sono
Vivenciar um grande estresse, morte de um ente querido, divórcio, 
perda de emprego, podendo desencadear a insônia
 � Ansiedade
Uma viagem importante, ou transtornos de estresse pós - 
traumático
Psicofarmacologia Clínica28
 � Depressão
Pessoas em depressão perdem o sono (mais comum), porém 
existem casos contrários de dormir mais que o normal pela causa da 
depressão.
 � Condições médicas
Apneia-Dificuldade para respirar, uma dor crônica, noctúria (urina 
muito durante a noite)
 � Alteração no horário de trabalho ou no ambiente
Viajar com alteração do horário, provocando alteração no relógio 
biológico
 � Maus hábitos de sono
Dormir em locais desconfortáveis, dormir em frente a TV, dormir e 
acordar em horários diferentes, entre outras
 � Nicotina, álcool e cafeína
Tomar bebida estimulante antes de dormir (chá, café, refrigerante 
a base de cola), 
O álcool pode até dormir, mas não consegue dormir no estágio 
mais profundo do sono, podendo despertar durante a noite
 � Jantar muito tarde
Comer muito próximo do horário de dormir, pode não conseguir 
dormir, com dificuldade da digestão, ou com azia e refluxo.
 � Idade
Com o envelhecimento, faz com que a pessoa acorde com 
qualquer barulho, se torna mais sensível aos ruídos. 
A mulher com o envelhecimento, referente aos sintomas da 
menopausa, faz com que perca o sono durante a noite. E o homem com 
o envelhecimento ocorre o aumento da próstata, levando a Noctúria.
Fatores de risco
 � Sexo feminino
A insônia é mais comum em mulheres devido as causas hormonais 
da menopausa e do ciclo menstrual, e também na gravidez.
 � Acima de 60 anos
Com o envelhecimento, alterações fisiológicos.
Psicofarmacologia Clínica 29
 � Distúrbio mental
Depressão, ansiedade, transtorno de estresse traumático.
 � Sob estresse
Pessoas estressadas, faz com que o corpo produza uma quantidade 
maior do que o que necessita de adrenalina, cortisol e norepinefrina, do 
qual o corpo pensa que está sob o ataque, causando a insônia.
1. Sintomas do estresse Físico: Queda de cabelos; Dores 
musculares; Taquicardia; Náuseas; Ondas de calor ou calafrios; Partes 
do corpo adormecidas/formigando
2. Sintomas do estresse Psíquicos: Mal-estar; Medo; Ansiedade; 
Apreensão; Sensação de que pode acontecer algo desagradável; 
Dificuldade para se concentrar.
 � Trabalhar à noite, viagem fuso horário diferente
As inversões do ritmo do sono, devido a viagens constantes 
ocorrendo as alterações do fuso horário ou mudanças de turno no trabalho.
Principais sintomas
A insônia é um distúrbio do sono, do qual uma pessoa não consegue 
adormecer, ou permanece a noite inteira acordado, prejudicando a sua 
capacidade, gerando:
 � Fadiga, se sentindo cansado;
 � Sonolência durante o dia;
 � Falta de humor;
 � Falta de energia;
 � Baixo desempenho no trabalho, nos estudos;
 � Irritabilidade, ansiedade ou depressão;
 � Dificuldade para prestar atenção, em concentrar, em lembrar
 � Dores de cabeça
 � Problemas gastrointestinais
Em algum momento da vida, pode ocorrer a insônia, uma 
preocupação naquele momento, mas o problema é quando se tornacrônica, ou seja a pessoa tem a insônia por um período maior do que o 
normal, necessitando de acompanhamento médico.
A insônia muitas vezes pode estar associado a outras doenças 
crônicas ou patologias como perturbações ansiosas ou depressão.
Psicofarmacologia Clínica30
Tratamento 
No tratamento para insônia, são utilizados fármacos com o 
intuito do indivíduo ter a manutenção do sono, com isso também terá a 
diminuição da ansiedade e agitação.
Segue abaixo, os medicamentos mais utilizados para tratamento 
de insônia:
Benzodiazepínicos
Os fármacos mais utilizados são os agonistas dos receptores 
Benzodiazepínicos, do qual, os receptores benzodiazepínicos, situados 
na estrutura de um dos receptores do GABA (neurotransmissor inibitório) 
Os benzodiazepínicos reduzem o tempo de latência do sono, 
com isso leva ao aumento do tempo total do sono.
São considerados Ansiolíticos e Hipnóticos, dependendo da sua 
ação ou sua dosagem, sendo classificados conforme o seu tempo de 
duração:
1. Duração ultra curta (Hipnóticos)
 � Midazolam (Dormonid®)
 � Estazolam (Noctal®)
De ação ultra curta, menos de 6 horas, tem a função de hipnótico.
2. Duração curta (Hipnóticos, ansiolíticos)
 � Bromazepam (Lexotan)
 � Flunitrazepam (Dalmadorm)
De ação curta, de 6 há 10 horas, tem a função de hipnótico e 
ansiolítico. Fármacos Benzodiazepínicos de ação ultra curta e de ação 
curta, são prescritos em casos de pessoas que tem dificuldade em 
iniciar o sono.
3. Duração Intermediária (Hipnóticos, ansiolíticos)
 � Lorazepam
 � Alprazolam (Frontal®)
De ação intermediária de 10 a 20 horas, ação ansiolítico e 
hipnóticos. Fármacos de ação Intermediários, tem o início da sua ação 
terapêutica tardio, com isso, são prescritos em pessoas que tem a 
dificuldade em manter o sono, ou seja tem um sono fragmentado.
Psicofarmacologia Clínica 31
4. Duração longa (ansiolíticos)
 � Clonazepam (Rivotril®)
 � Diazepam (Valium®)
Duração longa podendo chegar de até 50 horas, tem a função 
ansiolítico, sendo utilizados em casos de Distúrbios do sono e ansiedade 
diurna, também sendo utilizado para tratamento anticonvulsivante.
Agonistas não Benzodiazepínicos GABAA
São fármacos que atuam também nos receptores Benzodia-
zepínicos, mas como AGONISTAS, no entanto não são Benzodiazepínicos. 
Eles atuam como seletivos numa subclasse dos receptores de 
Benzodiazepínicos, sendo a subunidade de GABAA). Devido esta ação 
seletiva dos “Agonistas não Benzodiazepínicos GABAA” não afeta tanto 
a capacidade cognitiva, a memória e as funções motoras. Devido sua 
maior seletividade, são utilizados em tratamentos da insônia
1. Ação Curta: Zaleplon, Zolpidem, Flurazepam
2. Ação Intermédia: Triazolam, Zopiclone
3. Ação Longa: Temazepam, Estazolam
Antidepressivos tricíclicos
São fármacos que possuem três anéis de carbono, usados para 
tratamentos sintomáticos da depressão. Eles atuam no bloqueio pré-
sináptico da recaptação de norepinefrina e da serotonina, e em menor 
proporção dopamina. O mecanismo de ação não é totalmente elucidado.
Eles possuem um forte efeito hipnótico, levando à supressão do 
sono REM. São diversos medicamentos como Desipramina, Protriptilina, 
Clomipramina, Amitriptilina, Doxepina.
Amitriptilina, trazodona e Nortriptilina, são eficazes em tratamentos 
da insônia, como para a indução do sono, quanto a continuidade do sono.
Antidepressivos tetracíclico
A Mirtazapina é um antidepressivo que possui 4 anéis de carbonos, 
tem a função antagonista adrenérgica e serotoninérgica, reduz o tempo 
necessário para iniciar o sono e aumenta a duração de sono.
Psicofarmacologia Clínica32
Anti-histamínicos
São antagonistas do receptor H1 de histamina, normalmente 
utilizado para o alívio de alergia, são também utilizados como indutores 
do sono. Tem seu efeito benéfico, principalmente em pessoas que o 
problema de sono estejam associados as reações alérgicas.
São alternativas para pessoas que não possuem um sono 
reparador, e que não podem fazer tratamentos com fármacos da 
classe benzodiazepínicos, pelo seus efeitos colaterais ou até mesmo a 
dependência de substâncias de abuso. (L. M. P. Joseph T. Dipiro, 2008)
Principais Anti-Histamínicos sedativos para indução do sono: 
Difenidramina, Doxilamina, Hidroxizina e a Prometazina.
Agonistas dos receptores de Melatonina
São agonistas potentes dos receptores da melatonina e 
antagonistas dos receptores da serotonina-2C (5-HT2C). Fármacos 
utilizados como Antidepressivos, mas também atuam proporcionando 
um sono tranquilo. Os Agonistas dos receptores de Melatonina, por 
exemplo Ralmeteon, sua efetividade são em casos de insônia transitória, 
por exemplo mudanças de horário de trabalho ou fuso horário.
 � Ramelteon
Fármaco, recentemente aprovado para tratamento da insônia
Fitoterápico
 � Maracugina 
É um fitoterápico, feito da Passiflora incarnata, extrato do maracujá.
IMPORTANTE:
Inibidores seletivos da recaptação de Serotonina, como por 
exemplo paroxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, 
não são recomendados para tratamento da insônia, pois 
cerca de 10 a 20% que faz tratamento como doentes 
deprimidos, causa insônia, devido a supressão do sono 
REM. (W. André, 2011)
Psicofarmacologia Clínica 33
Tem a ação sedativa-hipnótica leve, conhecidos como neurosse-
dativos. Eficaz em disrtúrbios nervosos, estresse e perturbações do 
sono. Não vicia e nem causa dependência.
Seu mecanismo de ação ocorre pelo aumento de concentração 
de ácido aminobutírico (GABA).Porém seu mecanismo de ação não está 
totalmente elucidado.
O TDAH e sua abordagem 
farmacoterapêutica
Distúrbio hipercinético ou como popularmente conhecido 
Transtorno déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), é um distúrbio 
que afeta em crianças de 3% a 5%, na idade escolar, sendo a prevalência 
maior em meninos. E em adultos, estima-se aproximadamente 4% da 
população brasileira. O TDAH, são distúrbios neurobiológico crônico, do 
qual se caracteriza por:
 � dificuldade para manter o foco nas atividades apresentadas, 
por exemplo saltam de uma atividade para a outra, deixa inacabada.
 � agitação motora;
 � impulsividade;
 � desassossego;
 � desatenção; distraem com facilidade
 � falta de perseverança nas atividades que exigem um envolvi-
mento cognitivo;
 � Atividade global desorganizada.
Os TDAH, geralmente são manifestações que iniciam nos primeiros 
5 anos de vida, podendo levar na fase adulta, caso não diagnostica e 
nem tratado.
Os TDAH, pode levar a severos prejuízos na interação social e no 
aprendizado escolar.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, feito pelo exame das funções psíquicas e 
pela anamnese. Não existe exames laboratoriais.
Psicofarmacologia Clínica34
O diagnóstico correto requer uma investigação médica, neuropsi-
cológica, social e educacional. As características para o diagnóstico incluem:
 � História de déficit de atenção;
 � Distração
 � Impulsividade;
 � Hiperatividade moderada a grave;
 � Labilidade emocional (alterações drásticas de humor)
 � Sinais neurológicos menores (pode não ser localizáveis)
 � Eletrocardiograma anormal (pode ou não estar presentes)
Conforme o manual de classificação das doenças mentais, o 
TDAH, pode ser classificada:
1. TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
É um transtorno do qual a criança é quieta tímida, extremamente 
desatenta, não termina o que começa, esquecida.
2. TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/
impulsividade;
Do qual existe a hiperatividade e a impulsividade, mas não a 
desatenção. São inquietos, agitados e falam muito. Não conseguem 
manter em silêncio durante a realização de trabalhos ou brincadeiras.
A impulsividade se destaca pela impaciência, dificuldade em 
ouvir as pessoas, o agir sem pensar, a precipitação para falar. 
3. TDAH combinado
Este consta os três sinais: Impulsividade, Desatento e a 
hiperatividade, acaba sendo mais cedo diagnosticas, grandes problemas 
de relacionamento na escola e em casa.Crianças com TDAH, tem o risco de desenvolver distúrbios psiquiá-
tricos como por exemplo a depressão e a ansiedade. E na adolescência tem 
o risco de ficar dependente referente ao uso de álcool ou drogas.
Muita atenção pois as vezes não é TDAH, sendo uma situação 
temporária de sintomas com desatenção e hiperatividade, após um 
desencadeamento psicossocial por exemplo separação dos pais.
Para um diagnóstico fechado em que a criança tem TDAH, é 
necessário que tenham de acordo com o critério DSM-IV (American 
Psychiatric Association, 2013), ou com as normas na CID-10, F90, onde a 
criança deverá apresentar os seguintes sintomas abaixo:
Psicofarmacologia Clínica 35
a. 6 sintomas de desatenção;
b. 3 sintomas de hiperatividade e 
c. 1 sintoma de impulsividade.
Os sintomas são os seguintes:
A. DESATENÇÃO: 
1. Dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por 
descuido em atividades escolares e de trabalho;
2. Dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades 
lúdicas;
3. Parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra;
4. Não seguir instruções;
5. Não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres 
profissionais;
6. Dificuldade em organizar tarefas e atividades;
7. Evitar, ou relutar, em envolver-se em tarefas que exijam 
esforço mental constante;
8. Perder coisas necessárias para tarefas ou atividades;
9. Distraído por estímulos alheios à tarefa e apresentar esqueci-
mentos em atividades diárias.
B. HIPERATIVIDADE:
1. Agitar as mãos ou os pés ou se remexer na cadeira;
2. Abandonar sua cadeira em sala de aula ou outras situações 
nas quais se espera que permaneça sentado;
3. Correr ou escalar em demasia, em situações nas quais isto é 
inapropriado;
4. Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em 
atividades de lazer;
5. Estar freqüentemente “a mil” ou muitas vezes agir como se 
estivesse “a todo o vapor”; falar em demasia.
C. IMPULSIVIDADE:
1. Frequentemente dar respostas precipitadas antes das 
perguntas terem sido concluídas;
2. Com frequência ter dificuldade em esperar a sua vez;
Psicofarmacologia Clínica36
3. Freqüentemente interromper ou se meter em assuntos de 
outros.
A estes sintomas somam-se outros critérios, que devem também 
estar presentes:
1. Alguns sintomas de hiperatividade e impulsividade ou 
desatenção que causam prejuízo devem estar presentes antes dos 12 
anos de idade.
2. Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois 
ou mais contextos (escola, trabalho e em casa, por exemplo).
3. Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente 
significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
4. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso 
de um transtorno invasivo do desenvolvimento, esquizofrenia ou outro 
transtorno psicótico e não são melhores explicados por outro transtorno 
mental.
O TDAH não é uma doença, nesse sentido, não existe uma cura, 
mas sim existe tratamento para melhor conviver com ele.
Tratamento Psicoestimulantes
O tratamento para TDAH, no Brasil são em primeiro lugar os 
Pscoestimulantes.
Em casos de TDAH grave, fase escolar, o psiquiatra pode considerar 
o uso de medicamento, para a criança hiperativa, associados com 
intervenções psicológicas, de comportamentos, de aconselhamento e 
educacionais.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo acaba de adotar 
novas regras para a prescrição aos medicamentos, utilizados para 
tratamento de TDAH, com uma portaria, o órgão pede que toda vez 
que o metilfenidato (Ritalina), for prescrito na rede pública, um grupo 
multidisciplinar de profissionais reavalie o caso do paciente. O órgão 
quer evitar o uso excessivo de remédio e garantir o acompanhamento 
do indivíduo. Mas a Associação Brasileira de Psiquiatria reagiu à medida, 
acusando-a de obstruir o acesso ao tratamento da população de baixa 
renda, além A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo acaba de 
Psicofarmacologia Clínica 37
adotar novas regras para a prescrição aos medicamentos, utilizados 
para tratamento de TDAH, com uma portaria, o órgão pede que toda vez 
que o metilfenidato (Ritalina), for prescrito na rede pública, um grupo 
multidisciplinar de profissionais reavalie o caso do paciente. O órgão 
quer evitar o uso excessivo de remédio e garantir o acompanhamento 
do indivíduo. Mas a Associação Brasileira de Psiquiatria reagiu à medida, 
acusando-a de limitar a autonomia do médico e também de obstruir o 
acesso ao tratamento da população de baixa renda.
Metilfenidato (Ritalina e Concerta)
O Metilfenidato atua aumentando a produção e os níveis 
de dopamina e noradrenalina, com isso beneficia a capacidade de 
concentração e o estado de vigília, proporcionando:
São fármacos de liberação mais rápida, com isso pode ocorrer 
efeitos colaterais como a irritabilidade, ansiedade, agitação e efeito 
rebote de sonolência excessiva.
Lisdexanfetamina (Venvance)
A Lisdexanfetamina, demora mais para a liberação quando 
comparada com o Metilfenidato, tendo seu efeito terapêutico mais 
prolongado (8 a 12 horas). Com isso tendo menos efeitos colaterais, 
indicados para TDAH com quadros de ansiedade.
Tratamento para TDAH em crianças acima de 6 anos, adolescentes 
ou adultos, com Fármacos Psicoestimulante Metilfenidato (MPH) ou 
Dimesilato de Lisdexanfetamina, tem alto poder de eficácia (78%).
Ambos causam efeito de:
 � diminuição da perda de foco e da fácil distração;
 � maior atenção em atividades cotidianas;
 � melhora no desempenho escolar;
 � menor ocorrência de sono em momentos imprevisíveis.
 � potencialização da concentração;
 � queda da impulsividade;
 � redução da inquietude física e mental;
Psicofarmacologia Clínica38
Outros tratamentos (2ª escolha)
Tratamento para TDAH, de segunda escolha, porém não tem 
efeito na desatenção, mas melhoram no comportamento:
Antidepressivos tricíclicos
Amitriptilina, Comipramina, Imipramina, Nortriptilina, apontam 
eficácia, principalmente a Imipramina.
A Imipramina e a Clonidina, deverá fazer antes do uso, uma 
avaliação cardiológica, eletrocardiograma (ECG)
Inibidor seletivo de norepinefrina e dopamina
Bupropiona também tem bom resultado no seu comportamento
Anti-hipertensivo
Clonidina, para tratamento de TDAH, é administrada para ajudar a 
dormir, e também ela diminui a impulsividade e a hiperatividade.
Porém antes do tratamento por ser um agente anti-hipertensivo, 
deverá monitorar a Pressão Arterial (PA) e a Frequência Cardíaca (FC).
Psicofarmacologia Clínica 39
BIBLIOGRAFIA
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