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3.5. TRABALHO NOTURNO 3.5.1. INTRODUÇÃO Algumas empresas, em decorrência da atividade que exercem, mantêm expediente no período noturno. Isto implica uma série de procedimentos distintos em relação às empresas que funcionam somente no período diurno, já que o trabalho noturno exige esforço maior do indivíduo, tendo em vista que este horário normalmente é destinado ao descanso. Em função desta particularidade, a legislação determina que o trabalho noturno deve ser menos longo e melhor remunerado que o trabalho diurno. 3.5.2. HORÁRIO NOTURNO Considera-se trabalho noturno aquele executado das 22 horas de um dia às 5 horas do dia seguinte. 3.5.2.1. ATIVIDADES RURAIS Nas atividades rurais, considera-se trabalho noturno o que for executado: a) entre as 21 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte, no caso de trabalhadores que exerçam atividades na lavoura; e b) entre as 20 horas de um dia e as 4 horas do dia seguinte, no caso de trabalhadores que exerçam atividades na pecuária. 3.5.3. ADICIONAL NOTURNO A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dispõe que, salvo no caso de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno, e, para esse efeito, a remuneração terá um acréscimo de, pelo menos, 20% sobre o valor da hora diurna. Essas disposições são aplicáveis apenas às atividades urbanas, posto que nas atividades rurais o acréscimo relativo ao trabalho noturno será de 25%. O Tribunal Superior do Trabalho e o Supremo Tribunal Federal, no entanto, estabeleceram que o regime de revezamento no trabalho não exclui o direito do empregado ao adicional noturno. 3.5.3.1. NATUREZA DA ATIVIDADE A CLT estabelece ainda que, em se tratando de empresas que não mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, o acréscimo do adicional noturno será feito tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o acréscimo será calculado sobre o Salário Mínimo vigente, não sendo devido o acréscimo quando a remuneração exceder desse limite já acrescido da percentagem. O Supremo Tribunal Federal, entretanto, através da Súmula 313, estabeleceu que, provada a identidade entre o trabalho diurno e noturno, é devido o adicional quanto a este, sem a limitação estabelecida na CLT, independentemente da natureza da atividade do empregador. 3.5.4. MENORES Aos menores de 18 anos de idade não é permitido o trabalho em horário noturno. 3.5.5. MULHERES Com o advento da Constituição Federal de 1988, as mulheres passaram a ter os mesmos direitos dos homens, pois a Constituição determina que todos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza. Assim, aplicam-se às mulheres as mesmas determinações ao trabalho noturno do homem, ou seja, qualquer que seja a atividade da empresa, e independentemente do trabalho desenvolvido pela mulher, ela poderá trabalhar no período noturno. 3.5.6. VIGIA Conceitua-se como vigia o empregado guardião de bens, cuja função consiste no zelo e cuidado do patrimônio sob sua guarda. Aos vigias se aplicam todas as normas contidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Portanto, as normas sobre o trabalho noturno analisadas nesse trabalho aplicam-se ao vigia. 3.5.7. JORNADA DE TRABALHO A Constituição Federal, promulgada em 5-10-88, diminuiu, de 48 para 44 horas, a duração da jornada de trabalho semanal, tendo sido mantido em 8 horas o limite da jornada normal diária. Com base no limite semanal de 44 horas, as empresas que trabalham aos sábados poderão fixar a jornada diária normal de seus empregados em 7:20 horas. FASCÍCULO 3.5 COAD 3 MANUAL DE PROCEDIMENTOS DEPARTAMENTO DE PESSOAL