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PALESTRA TÉCNICA “Superestrutura Ferroviária” Engº HELIO SUÊVO RODRIGUEZ 13/11/2012 00 SUMÁRIO I - INTRODUÇÃO II - A MALHA FERROVIÁRIA DO BRASIL III - MANUAL BÁSICO DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA IV - SUPERESTRUTURA FERROVIÁRIA V - CONSIDERAÇÕES FINAIS I - INTRODUÇÃO - Em Reunião realizada no dia 11/07/2012 com a ABPv ficou acordado a elaboração do “Manual Básico de Engenharia Ferroviária”; II – A MALHA FERROVIÁRIA DO BRASIL II.1 - EVOLUÇÃO II.2 - MALHA DE CARGA II.3 - MALHA METROFERROVIÁRIA II.1 - EVOLUÇÃO Ano Referência / Período Extensão (km) 1854 Início (E.F. Mauá) 14,50 1854 / 1889 Império 9.356,00 1889 / 1930 1ª República 32.478,00 1930 / 1945 2ª República 35.250,00 1945 / 1957 Pré - RFFSA 37.250,00 1958 RFFSA 37.967,00 (Extensão Máxima) 1996 Privatização 30.450,00 2011 Situação Atual 29.961,00 Ferrovia / Operadora Extensão (Km) Estrada de Ferro Tereza Cristina – EFTC - 164,00 Ferroeste / E.F. Paraná Oeste S.A. - 248,00 América Logística – ALL Malha Norte (ALL – RN) 500,00 Malha Oeste (ALL – MO) 1.945,00 Malha Paulista (ALL – MP) 1.989,00 Malha Sul (ALL – MS) 7.304,00 Vale E.F. Vitória-Minas (EFVM) 905,00 E.F. Carajás (EFC) 892,00 Ferrovia Norte-Sul (FNS) 700,00 Ferrovia Centro-Atlântica - FCA 8.022,00 MRS Logística S.A - 1.674,00 Transnordestina Logística S.A. - 4.238,00 E.F. Trombetas – EFT - 35,00 E.F. Jarí – EFJ - 68,00 E.F. Amapá - EFA - 154,00 EXTENSÃO TOTAL 28.988,00 II.2 – MALHA DE CARGA OBSERVAÇÃO: Da extensão nominal da Malha Ferroviária de Carga de 28.988Km, cerca de 10.000km compõem a “Malha Operacional Ativa”. O restante da malha, isto é 18.988 (65%) é subutilizada. Quais os motivos para não utilização dessas ferrovias? Operadora Extensão Operacional (Km) Observação Metrô SP 65,30 Metrô SP – Via Quatro 12,90 Sistema não concluído (concessão). CPTM 260,90 Metrô Rio 40,95 Supervia 267,50 Central Logística 17,00 Não computado o Ramal de Niterói (32 km) e Santa Cruz/Itaguai (7 km). Só o Sistema de Bondes. Metrofor Fortaleza 24,00 Bitola 1,60m (Pajuçara / Porangaba) Cariri 13,00 Bitola 1,00m CBTU Metrorec 68,80 Bitola 1,60m Demetrô / BH 28,20 Bitola 1,60m Natal 56,20 Bitola 1,00m Maceió 32,10 Bitola 1,00m João Pessoa 30,00 Bitola 1,00m Metrô de Salvador (Linha 1) 13,50 Sistema em construção – bitola de 1,435m Metrô DF 40,37 CPTM – Teresina 13,60 Bitola 1,00m TRENSURB 33,80 TOTAL 980,00 Fonte de Pesquisa: Anuário Metrô Ferroviário/2011. II.3 – MALHA METROFERROVIÁRIA “É necessário expandir a Malha Ferroviária Brasileira de forma integrada com os diversos modais em todas as regiões do país. O ritmo atual de crescimento econômico, exige que o país tenha 52.000 km de extensão.” (Rodrigo Vilaça – Presidente Executivo da ANTF) - Junho/2011 “No Rio de Janeiro é de fundamental importância um conjunto de Projetos de Transportes Ferroviários para garantir a melhoria efetiva da Mobilidade Urbana e um melhor equilíbrio da Matriz de Transporte no Estado (hoje o modal metroferroviário correspondente somente a 7%)”. (Helio Suêvo Rodriguez) III – MANUAL BÁSICO DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA A proposição dos tópicos a desenvolver é a seguinte: 1. Introdução; 2. Projeto de Via Permanente 2.1 - Fases do Projeto 2.2 - Infraestrutura 2.2.1 - Projeto Geométrico 2.2.2 - Projeto de Drenagem 2.2.3 - Projeto de Terraplenagem 2.2.4 - Obras de Arte Especiais 2.2.5 - Obras Complementares 2.2.6 - Remanejamento de Interferências 2.2.7 - Túneis 3. Superestrutura 4. Operação 5. Material Rodante 6. Orçamento IV – SUPERESTRUTURA FERROVIÁRIA A proposição para o desenvolvimento do tópico “Superestrutura” do Manual, inclui os seguintes itens e subitens: 1. Elementos Componentes da Superestrutura 1.1 - Sublastro 1.2 - Lastro 1.3 - Dormentes - Madeira - Aço - Concreto - Outros Tipos 1.4 - Trilho - Conceituação - Perfis - Composição do Aço - Fabricação - Recebimento - Defeitos de Fabricação - Avarias em Serviço - Vida Útil 1.5 - Acessórios de Fixação - Talas de Junção (Parafusos, Porcas e Arruelas, Placa de Apoio) - Fixações Rígidas - Fixações Elásticas 1.6 - Aparelho de Mudança de Via - AMVs 2. Cálculo Estrutural da Via Permanente; - Metodologia - Dimensionamento do Trilho - Dimensionamento do Dormente e Espaçamento - Dimensionamento do Lastro (Verificação das Pressões no Lastro, Sublastro, Plataforma e Espessura do Ombro do Lastro) - Dimensionamento Complementar 3. Gabaritos e Plataformas - Gabaritos da Via Férrea - Características da Plataforma 4. Geometria da Via - Conceituação (Tipo de Transporte e Topografia) - Superelevação (Teórica, Prática e Máxima) - Velocidade Limite - Raio Mínimo 5. Metodologia de Construção da Via Permanente 6. Engenharia de Manutenção da Via Permanente - Metodologia - Tipos - Frequência e Indicadores 7. Projeto de Simulação 8. O Uso das Telecomunicações nas Ferrovias ESTRUTURA DA VIA PERMANENTE SEÇÃO TRANSVERSAL TIPO Estrutura da Via Grade Trilho (componente longitudinal) Dormente (componente transversal) Apoio – Meio Elástico – Lastro/Sublastro e Plataforma Esforços na Via Verticais (Ex.: Carga Estática) Longitudinais (Ex.: Dilatação do TLs) Transversais (Força Centrífuga) É a camada de material que completa a plataforma e que recebe o lastro. Sua função é de absorver os esforços transmitidos pelo lastro e transferi-lo para o terreno adjacente, na taxa adequada de suporte do terreno referido. O sublastro não deverá permitir a penetração dos agregados situados na parte inferior do lastro, tendo ainda que propiciar uma perfeita drenagem das águas dele provenientes. Toda a infra-estrutura abaixo do Sublastro é denominado Subleitro. O lastro e o Sublastro, embora de características diferentes, são dimensionados em conjunto. SUB-LASTRO PLATAFORMA FERROVIÁRIA Para uma linha singela, teoricamente a plataforma quando em tangente, te m o aspecto mostrado na Figura abaixo : F = m (h + d) + 0,5b + v n = 33,3 (3% de inclinação da superfície da plataforma) m = 1,5 b = comprimento do dormente d = altura do dormente h = espessura mínima de lastro W = 46 cm (comprimento mínimo segundo a AREMA) Obs: Quanto aos custos seria bom que W fosse o menor possível, mas vale lembrar sua grande utilidade também para a movimentação de pessoal na manutenção. 1 - m n TRILHO É o perfil metálico que suporta diretamente as cargas transmitidas pelos trens, repassando- as ao dormente e servindo de via de rolamento e guia para as rodas dos veículos ferroviários. DORMENTE É o elemento da superestrutura que tem como finalidade: - Manutenção da bitola da via; - Distribuir as cargas dos veículos ferroviários ao lastro; - Interface do conjunto trilho/lastro evitando os deslocamentos transversais e longitudinais (traçado). APARELHOS DE MUDANÇA DE VIA AMV “Dispositivo que além de suportar e distribuir sobre os dormentes o peso da roda, permite a livre passagem dos frisos das rodas na mudança de trilho, guiando-as na direção desejada”. A seguir, alguns exemplos esquemáticos de AMV´s: AMV Lateral a Esquerda Travessão Conjunto formado por 2 (dois) Aparelhos de Mudança de Via (AMV) interligados e assentados em vias diferentes e em sentidos opostos, que permite a transposição direta do trem ou veículo de uma para a outra linha. mv 2 R FcB P PSt B mv 2 B Rmg Bv 2 gR V 2 R St B Superelevação Teórica Quandoa inclinação da via em uma curva de raio “R” é aquela necessária para anular completamente a força centrífuga que atua em um veículo ferroviário, circulando sobre esta curva a uma velocidade “V”, a superelevação decorrente desta inclinação é chamada “Superelevação Teórica”. É fácil de se constatar que nestas condições a resultante da soma vetorial da força centrífuga com o peso do veículo tem direção normal ao plano que tangencia as superfícies superiores de rolamento dos trilhos. Na prática, o cálculo da superelevação teórica é feita do seguinte modo: G = centro de gravidade do veículo P = peso do veículo = mg V = velocidade do veículo R = raio da curva Fc = força centrífuga = B = bitola de centro a centro do trilho, ou seja bitola da via acrescida da largura de um boleto = ângulo de inclinação da via. St = superelevação teórica R = resultante de P + Fc XX = reta paralela ao plano que tangencia as superfícies superiores de rolamento dos trilhos, que passa por G e está contida em uma seção transversal normal ao eixo da via Nesta fórmula foi adotado o valor de B=1,67m (para bitola de 1,60m) Projetando P e Fc sobre XX, para que a força centrífuga seja anulada, tem-se: P sen = Fc cos Na prática pode-se fazer cos = 1, assim: P sen = Fc Mas: sen = Logo: = Fc, donde St = = = St = 13,1 Sendo: V = velocidade em km/h R = raio da curva em metros St = em milímetros ETAPAS DE CONSTRUÇÃO Montagem da Grade - Com ou sem a distribuição de uma camada de brita de 10 a 15cm. - Pode-se executar a soldagem aluminotérmica para preparar o TLS (até 480m) para a execução do ATT. Lastramento - Descarga de pedra britada (etapas), até 4 (quatro) levantamentos médios com 8cm cada com utilização de máquinas especiais de VP. Geometria - Necessária a marcação adequada da linha através da Nota de Serviço de Implantação Altimétrica. Alívio de Tensão Técnica (ATT) - A Construtora realiza os procedimentos técnicos adequados: temperatura neutra, desprega a linha, utiliza o tensor, determina a folga da junta e realiza a soldagem aluminotérmica de fechamento e transforma o TLS (até 480m) em TCS. Acabamento e Serviços Complementares - Acabamento da linha (talude, etc.). - Implantação dos marcos quilométricos, de referência (curvas horizontais e verticais), placas de restrição de velocidade, etc. V – CONSIDERAÇÕES FINAIS IV.1 - DEFICIÊNCIA NAS ESCOLAS DE ENGENHARIA / CADEIRA DE TRANSPORTES – FERROVIAS V.2 - CRIAÇÃO PELO GOVERNO FEDERAL DA EMPRESA DE PLANEJAMENTO LOGÍSTICO – EPL ESTANDO PREVISTO NA ÁREA DE TRANSPORTES O SEGUINTE INVESTIMENTO: Modal Valor (Bilhões / R$) Rodovias / Ferrovias 133 TAV 35 Portos e Aeroportos 50 TOTAL 218 Dados Pessoais Helio Suêvo Rodriguez Engenheiro Civil / Consultor Ferroviário Telefone: (21) 9613-5281 E-mail: hsuevo@yahoo.com.br Coordenador Executivo de Implantação do Programa do Banco Mundial / BIRD Companhia de Engenharia de Transportes e Logística - CENTRAL Telefones: (21) 2333-9141 / (21) 8596-6274 E-mail: helio.suevo@central.rj.gov.br