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Fontes do Direito Administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO
4.2 FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO
As fontes significam “origem”.
Em aulas anteriores já se estudou o que é o Direito Administrativo, qual é o seu objeto de 
estudo, seguindo praticamente o conceito de Hely Lopes Meirelles, que estuda a administra-
ção pública com os seus órgãos e com os seus agentes, para executar os fins que o Estado 
venha a definir.
É uma matéria surgida no final do século XVIII, mas quais são as fontes do Direito Admi-
nistrativo? Os autores são unânimes: a fonte principal, a fonte primordial, a fonte máxima do 
Direito Administrativo é a lei.
a) Lei
A lei é a fonte principal, é a fonte primordial do Direito Administrativo. 
Quando os autores referem que o Direito Administrativo nasce da lei, não é apenas da lei 
no seu sentido estrito, mas da lei no seu sentido amplo, porque há uma fonte de hierarquia 
de normas e no topo da pirâmide está a Constituição Federal (CF); abaixo, estão as leis, 
tanto ordinárias, quanto complementares, e as demais, que têm como fonte primária a CF e, 
a seguir, os atos normativos, como decretos, resoluções, portarias e instruções.
Quando se pensa em fonte do Direito Administrativo, como fonte de origem, não é apenas 
a lei em sentido estrito (lei ordinária ou lei complementar), é lei no sentido amplo da expres-
são, que envolve desde a CF até os atos normativos inferiores.
O Direito Administrativo nasce de todas essas fontes normativas: nasce da CF, das leis e 
até de atos administrativos.
Na CF há alguma regra que faça referência ao Direito Administrativo? Estão definidos na 
CF quais são os princípios administrativos? A CF refere regras sobre servidores públicos? 
Sim, a CF refere, portanto, ela já está trazendo regras que darão origem ao Direito Admi-
nistrativo.
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No meio da pirâmide estão as leis ordinárias, as leis complementares e medidas provi-
sórias, que irão dispor sobre a Administração Pública, servidores, licitações, contratos e, na 
base da pirâmide, os decretos, resoluções, portarias e instruções normativas que irão dispor 
sobre regras de Direito Administrativo.
Antes mesmo de uma lei que traga vedação ao nepotismo no Poder Executivo, existe um 
decreto federal, de 2010, válido para a Administração Pública federal, que veda o nepotismo 
dentro da Administração Pública federal – veda o nepotismo nas licitações e contratos, nas nome-
ações para cargos em comissão ou função de confiança: não há uma lei, a nível federal, para isso, 
há jurisprudência. O decreto está na base da pirâmide e é uma fonte do Direito Administrativo.
A fonte principal é a lei, mas a lei no sentido amplo, que envolve desde a CF até os atos 
normativos inferiores.
Essa lei é a principal, porque é ela que prevalecerá diante de outra fonte, pois há outras 
fontes, como a doutrina, a jurisprudência e os costumes, sendo a lei a fonte primordial em seu 
sentido amplo e que prevalece sobre as demais.
Obs.: há um tratado internacional, assinado pelo Brasil, que combate a corrupção na adminis-
tração Pública – esse tratado internacional, que não é uma regra, que não está na CF, não 
é uma lei, nem um ato normativo, está influenciando o Direito Administrativo brasileiro. 
b) Doutrina
A doutrina compreende as teses escritas pelos operadores do Direito, teses na forma de 
livros, de artigos, de trabalhos científicos que os autores escrevem e influenciam, em muito, a 
atividade administrativa, até porque a fonte principal é a lei, que vai carecer de explicação, vai 
necessitar de explicação porque ela tem palavras imprecisas, possui textos que ela faz ques-
tão e deixar para a doutrina explicar. A doutrina é, portanto, uma fonte que visa influenciar a 
atividade administrativa.
Atualmente, existe uma lei federal que determina que a Administração tem 5 anos para 
anular os atos que possam ter beneficiado um particular e depois desses 5 anos não pode 
fazer mais nada, a não ser que o particular esteja de má-fé. Essa lei é de 1999, mas muito 
antes de 1999, alguns órgãos, algumas autoridades, deixavam de anular atos que tinham 
beneficiado particulares baseando essas decisões na doutrina, porque muitos autores já con-
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sideravam que “não era possível a Administração ter a eternidade para anular os seus atos, 
devendo existir um prazo”, e já antecipava um prazo de 5 anos.
Isso já influenciava a atividade administrativa sem ser em lei, hoje está na lei, ou seja, a 
doutrina influenciou até a formação de lei.
c) Jurisprudência
Jurisprudências são decisões reiteradas dos tribunais que vão na mesma direção.
Hoje, há jurisprudência sobre candidato que passa em concurso, dentro das vagas, ter 
direito à nomeação – isso foi derivado de uma situação na qual o candidato prestou o con-
curso, passou nas vagas e não foi nomeado, entrou judicialmente e o juiz concedeu.
O Estado recorreu e chegou até o Tribunal Superior, que confirmou. E foram surgindo 
novos casos, vários outros casos e formou-se uma jurisprudência que chegou ao Supremo 
Tribunal Federal que decidiu: “candidato que passa no concurso dentro das vagas tem direito 
à nomeação”. 
Via de regra, é assim que se forma a jurisprudência.
Hoje, há mecanismos que permitem a jurisprudência de um julgamento só – quando 
o STF decide apreciar um caso em repercussão geral é porque está havendo divergência 
sobre aquele caso nos tribunais.
Há formas de criar precedentes, não apenas no sentido de orientar os tribunais, mas 
também toda a Administração Pública.
A jurisprudência envolve também as súmulas, que são os enunciados da jurisprudência.
Depois de consolidada a jurisprudência, é feita uma súmula, que retrata o caso para 
tornar mais fácil a aplicação e dar mais segurança jurídica a essa aplicação.
Se o STF quiser, pode fazer uma Súmula: “o candidato que passe em concurso dentro 
das vagas, tem direito à sua nomeação”: em breves linhas está feito o enunciado de uma 
súmula que influenciará os tribunais e também toda a Administração Pública.
Existem também as denominadas súmulas vinculantes. A súmula normal, qualquer tribu-
nal pode fazer, mas a súmula vinculante quem faz é o STF, conforme prevê o art. 103-A da CF.
A jurisprudência e as súmulas não vinculam a Administração, tanto que a Lei n. 9.784/1999 
prevê que quando a Administração deixar de seguir uma jurisprudência ou súmula, deve 
motivar, justificar.
A súmula de caráter vinculante vincula todo o Judiciário, toda a Administração Pública.
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Obs.: há doutrina que entende que as súmulas vinculantes, pela sua força, seriam fonte 
primária do Direito Administrativo, do mesmo nível da lei – quem assim considera é 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, dois autores que já tiveram um livro muito utili-
zado em provas de concurso.
A lei é a fonte primária, a fonte primordial, sendo todas as demais secundárias, acessó-
rias ou informais e essa doutrina coloca a súmula vinculante no mesmo nível da lei, como se 
também fosse uma fonte primária. 
d) Costumes
Os costumes são práticas administrativas reiteradas e realizadas com a consciência de 
obrigatoriedade. A reiteração cria na pessoa que pratica a consciência de ter a força da obri-
gação dos costumes.
Como é feita a publicação de um edital de concurso público federal? A União publica no 
Diário Oficialda União, assim como é publicada a nomeação e os dados oficiais da União.
E o município com 15 mil habitantes, que não tem imprensa oficial, nem sequer um jornal 
de grande circulação? como esse município divulga os seus atos oficiais? Ele terá que publi-
car edital de concurso, nomeação de servidores, onde? Publica nos meios de costume, utili-
zará os meios de costume da região para fazer essa publicação.
Por vezes, o local de costume é o mural da Prefeitura; outros poderão ter, como local de 
costume para publicação, um carro de som, como o “carro da pamonha”, ou o “carro do ovo”.
O costume é tão forte que gera a obrigação de ser respeitado. Contrariar um costume 
pode gerar para um particular o direito de invocar o costume a seu favor.
Os costumes servem para auxiliar na aplicação da lei: se existe uma lacuna em deter-
minada lei, os costumes podem auxiliar na aplicação da lei – não havendo lei, os costumes 
podem ser uma fonte.
Os costumes não podem ser contra a lei, os costumes contra a lei são ilegais. 
Se a CF estabelece que para acessar cargo público deve haver concurso, pode-se, em 
determinado local, invocar que costumes locais são de nomear sem necessidade de con-
curso público, sendo essa uma prática antiga?
Não, os costumes não podem ser contrários à lei.
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DIRETO DO CONCURSO
1. (2017/CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) 
Conforme a doutrina, diferentemente do que ocorre no âmbito do direito privado, os 
costumes não constituem fonte do Direito Administrativo, visto que a Administração Pú-
blica deve obediência estrita ao princípio da legalidade.
COMENTÁRIO
Conforme a doutrina, os costumes constituem fonte do Direito Administrativo.
2. (2017/CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/PROCURADOR DO 
MUNICÍPIO) Conforme a doutrina, diferentemente do que ocorre no âmbito do direito 
privado, os costumes não constituem fonte do Direito Administrativo, visto que a Admi-
nistração Pública deve obediência estrita ao princípio da legalidade.
COMENTÁRIO
Esta questão é igual à questão anterior.
Obs.: a lei é a fonte principal, formal, direta e imediata do Direito Administrativo. Todas as 
demais são fontes secundárias, informais e indiretas do Direito Administrativo.
Alguns autores colocam uma outra fonte, que seriam os princípios gerais do Direito.
A praxe administrativa são práticas administrativas reiteradas sem consciência de obriga-
toriedade. Não existe a obrigação de seguir a praxe, diferente dos costumes. 
GABARITO
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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