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É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem a devida autorização do autor e das edições criadas pelo EMR ©. A violação dos direitos autorais dessa obra caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. EMR – Eu Médico Residente © 2024 Todos os direitos reservados. GINECOLOGIA & OBSTETRÍCIA Diagnostico de Gravidez E Modificações do Organismo Materno Mapa Mental 2024 • Rede de Haller: rede venosa na mama • Sinal de Hunter: aréola secundária • Tubérculos de Montgomery: glândulas da aréola mais perceptíveis • Sinal de Halban: lanugem na face • Cloasma: mancha na região malar Sinais de Presunção/Possibilidade • Náuseas • Atraso menstrual 14 dias • Aumento do volume uterino • Sinal de Nobile-Budin: fundo de saco preenchido pelo útero • Sinal de Goodel: amolecimento colo uterino • Sinal de Hartmann: sangramento da nidação • Sinal de osiander: aumento do pulso da artéria vaginal • Sinal de Kluge: mucosa vaginal violácea • Sinal Jacquemier Chadwick: vulva violácea • Sinal Hegar: amolecimento do istmo cervical • Sinal de Piskacek: útero assimétrico Sinais de certeza São sinais vistos pelo examinador • Ausculta do BCF • Percepção de movimentos fetais pelo examinador • Sinal de Puzos: rechaço fetal ao toque • Palpação de partes fetais Mãe, mama, dermato Sinais de Puzos USG Beta HCG • Valores duplicam a cada 48hrs em gestações normais → crescimento exponencial • Limite ou janela discriminatória: > 1500-2000 • Qualitativo (teste de farmácia) e quantitativo (Quantifica o β-hCG) • Transvaginal: preferível • Abdominal: consegue visualizar com uma semana de atraso quando comparada a USGTV O que conseguimos visualizar pela USG? • 4-5 semanas: saco gestacional • 5-6 semanas: vesícula vitelina • 6 semana: embrião e BCF • Se BCG > 1500-2000 sem saco gestacional no USG → Pensar em gestação ectópica ou abortamento • Se DMSG (diâmetro médio do saco gestacional) ≥ 2,5cm ou Vesícula vitelínica ≥ 6mm → espera-se ver EMBRIÃO →Se não for visualizado embrião → gestação anembrionada provavelmente • Se CCN ≥ 7 mm, espera-se ver embrião com BCF → Se não há BCF, estamos diante de óbito embrionário • Ausência de embrião com BCF : quando repetir USG? Após 14 dias de USGTV com SG sem VV | Após 11 dias de USGTV com SG com VV Gravidez química: • β-HCG positivou e rapidamente negativou • Provavelmente houve abortamento inicial, nos primeiros dias após fecundação. Gestação de origem indeterminada: • β-HCG abaixo do limite discriminatório e USG não localiza saco gestacional • Paciente grávida, mas não se sabe se gestação é tópica ou ectópica Falsos-positivos de β-hCG são raros. Contudo, há a possibilidade • Erro laboratorial; Anticorpos heterofílicos; HCG exógeno (reprodução assistida), síndrome do HCG familiar (raro); Reação cruzada (TSH, LH e FSH); Secreção hipofisária de HCG (perimenopausa); Tumores produtores de HCG: TGI, ovário, bexiga e pulmão Método mais fidedigno para datação da idade gestacional → CCN no 1º trimestre Qual utilizar? • CCN (até 13s6d): erro de 5 a 7 dias • A partir de 14 semanas: múltiplos parâmetros → DBP, CC, CA, CF (melhor parâmetro isolado após 28 s) Quando utilizar IG pela US • Não sabe a DUM; Diferença para o CCN > 5-7 dias (até 13s6d); Diferença > 7-14 dias (até 27s6d); Diferença para a biometria > 21 dias (a partir de 28 semanas) Idade Gestacional • 12 semanas = Sínfise púbica (sai da pelve) • 16 semanas = Entre a sínfise púbica e cicatriz umbilical • 20 semanas = Cicatriz umbilical • 40 semanas = Apêndice xifoide • Fecundação: ovócito + espermatozoide; ocorre na ampola tubária; formação do zigoto • Clivagem: dura 30h; processo de divisão celular; forma a mórula no 3º dia → atinge cavidade endometrial • Blastulação: no 4º dia é formado o blastocisto (formação de cavidade preenchida com líquido). No 5º dia a zona pelúcida (capa proteica ao redor do ovócito) se degenera permitindo a sua implantação na parede do endométrio → nidação, no 6º dia • Nidação: Ocorre no 6º dia; é a fixação no endométrio • No blastocisto, há o embrioblasto (camada mais interna) e o trofoblasto (camada mais externa) • Trofoblasto: após a nidação se divide em citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto • IG = número de dias/7 • Data do atendimento – DUM - Exemplo: 05/03/2023 (atendimento) – 15/12/2022 (DUM) → Conta-se os dias entre a DUM e a data do atendimento: 16 + 31 + 28 + 5 = 80/7 → 11 semanas e 3 dias (sobra) Data Provável do Parto: Regra de Naegele • DUM jan/fev/mar: - Dia + 7 / Mês + 9 - EX: DUM 10/01/2022 → DPP 17/10/2022 • DUM abril-dezembro - Dia + 7 / Mês – 3 / Ano + 1 - EX: DUM 20/08/2022 → 27/05/2023 Cálculo da IG: Regra de Mcdonald • IG = [AU x 8] / 7 • A altura de fundo do útero (AFU) deve ser medida desde a borda superior da sínfise púbica, passando pelo centro do abdome até o fundo de útero. • Entre a 20-34ª semana a IG = AFU. Ausculta fetal • USG: 6-8ª semanas • Sonar-Doppler:10-12ª semanas • Estetoscópio de Pinard: 20ª semana https://www.eumedicoresidente.com.br/ https://www.eumedicoresidente.com.br/ É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem a devida autorização do autor e das edições criadas pelo EMR ©. A violação dos direitos autorais dessa obra caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. EMR – Eu Médico Residente © 2024 Todos os direitos reservados. GINECOLOGIA & OBSTETRÍCIA Diagnostico de Gravidez E Modificações do Organismo Materno Mapa Mental 2024 Aumentam • Volume plasmático 45-50% • Volume eritrocitário aumenta menos que o plasmático → anemia dilucional fisiológica • Leucócitos → 5-14 mil secundária ao aumento de segmentados • Fibrinogênio • Fatores VII, VIII, IX, vW → ajudam a diminuir os riscos de hemorragia, mas tem maior risco de trombose Diminuem • Viscosidade sanguínea • Hematócrito • Quimiotaxia → para não encarar o feto como aloenxerto • Sistema fibrinolítico Aumentam • Débito cardíaco 50% • Frequência cardíaca (aumento de 15-20 bpm) → estado hiperdinâmico da gravidez • Sopro sistólico leve e fisiológico • Pressão venosa em MMII → edema, varizes e hemorroidas Diminuem • Pressão arterial → principalmente no 2º trimestre (PAD) → placenta é shunt de baixa resistência vascular • Resistência Vascular Periférica → diminui • Coração: desviado para cima, esquerda e anterior por causa do crescimento uterino; aumento do volume • Pode haver ESC e TPSV, além de desvio do eixo para a esquerda e alterações de onda Q, T e segmento ST sem repercussões Aumentam • Diâmetro torácico e Volume corrente com FR mantida • PO2 arterial (mais o2 para o feto) Diminuem • Complacência pulmonar • PCO2 arterial (hiperventilação) • Bicarbonato → alcalose respiratória compensada Estado Diabetogênico • Objetivo de desviar glicose para o feto • Hipoglicemia em jejum e hiperglicemia pós-prandial → aumento da resistência periférica à insulina → hiperinsulinemia para compensar → pâncreas não aguenta a sobrecarga → diabetes gestacional Tireoide • Produção e glicolisação (E) da TBG; • Formas ligadas à TBG (T3 e T4); • Estimulação dos receptores de TSH • Volume da tireoide (controverso) Aumentam Diminuem • Iodo sérico • Formas livres (T3 e T4 livres) Lipídeos Produzem energia através dos lipídeos (LIPÓLISE) para economizar glicose para o feto Aumento de triglicerídeos → consumo de ácidos graxos e corpos cetônicos • Centro de gravidade deslocado para frente lordose lombar e cifose torácica e cervical • Frouxidão ligamentar • Dor lombar e cervical • Marcha anserina Aumentam Diminuem • TFG pelo aumento da volemia e DC • Dilatação reter e pelve renal → pela progesterona e compressão do útero• Reabsorção tubular de Na e água • Ureia e creatinina • Reabsorção tubular de glicose e proteína→glicosúria fisiológica e proteinúria • Tônus vesical → ITU Aumentam Diminuem • Fosfatase alcalina → produzida pela placenta (GGT normal) • Pirose → ↓ tônus do esfíncter esofágico inferior • Esvaziamento gástrico • Peristaltismo (constipação) • Contração de vesícula biliar → risco de litíase biliar Progesterona lentifica funções Fase anabólica • Mediado por Estrogênios e Progesterona • Armazenamento de gordura, glicogênese hepática • Transferência de glicose para o feto Fase catabólica • Mediado por hormônios contra insulínicos: GH, CRH, Progesterona e HLP (hormônio lactogênio placentário) → aumento da resistência periférica à insulina na mãe • Gliconeogênese e aumento resistência periférica à insulina • Lipólise → fonte de energia para à mãe https://www.eumedicoresidente.com.br/ https://www.eumedicoresidente.com.br/ Slide 1 Slide 2