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A3 PATOLOGIA MAFÊ QUEIROZ T76 Carina Mafê Queiroz T 76 Febre reumática Definição: doença inflamatória imunomediada e multissistêmica. É uma complicação de uma infecção pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A de Lancefield. Aparece de 10 dias à 6 semanas após infecção. Fatores de risco: discreto predomínio do sexo feminino, maior ocorrência entre 5 e 15 anos, susceptibilidade genética (apenas 3% das crianças). Consequências: principal causa de cardiopatia adquirida crônica e morte (1% dos afetados morre e na fase crônica) Patogenia: reação cruzada (mimetismo molecular): estreptocos expressa proteína M --> são produzidos anticorpos contra essa proteína M --> esses anticorpos atacam também tecidos do coração e articulares devido hipersensibilidade do tipo II. Ou seja, há a produção de autoanticorpos, que ativam TCD4, liberam IL-2 e IL-12, que ativam macrófagos e linfócitos TCD8. Quadro clínico em 3 fases: Infecção de orofaringe 1. Período de latência (pode variar de 0 a 45 dias, mas em média é de 7 a 14) 2. Febre reumática 3. Sinais e sintomas: poliartrite migratória de grande articulações, pancardite (inflamação generalizada do pericárdio, miocárdio e válvulas cardíacas), nódulos subcutâneos, eritema marginalizado de pele e coréia de Sydenham (agressão de neurônios no núcleo da base, movimentos involuntários da região distal de membros e face) Critérios de Jones (1992) Maiores: cardite (inflamações de diversos tipos), artrite, coréia de Sydenham, nódulos subcutâneos, eritema marginalizado. Menores: febre, artralgia, elevação de provas inflamatórias, aumento do intervalo PR no ECG Diagnóstico: 2ou+ critérios maiores OU 1 maior + 2 menores + evidência de infecção estreptocócica, teste rápido (detecta antígenos de estreptococo), elevação de títulos de anticorpos anti estreptocócitos. Mafê Queiroz T 76 Fase aguda Endocardite: Manifestação mais frequente Sinais e sintomas: assintomática ou sopros Ordem das valvas acometidas: Valva mitral Valva mitral + aórtica Valva aórtica Valva tricuspide ou pulmonar Macroscopicamente: pequenas verrugas enfileiradas ao longo da borda dos fechamentos das valvas (placas de MacCallum) Microscopicamente: hiperemia, edema, infiltrado inflamatório (linfócitos, monócitos e neutrófilos), pode mas não muito comum nódulo de aschoff Miocardite: É a mais comum de causar morte porque essa inflamação e necrose resultam em IC Sinais e sintomas: taquicardia desproporcionada a febre, aumento da área cardíaca e sinais de IC (ritmo de galope, congestão pulmonar, congestão porto-sistêmica) Macroscopicamente: dilatação / hipertrofia das câmaras cardíacas Microscopicamente: nódulo de aschoff Pericardite: Inflamação da cobertura externa do coração - pericárdio Não ocorre isoladamente na febre reumática Pode começas a ter fibrinose - aderência fibrosa entre os folhetos visceral e parietal Sinais e sintomas: dor precordial, atrito pericárdico, alterações no ECG, com/sem sinais de derrame pericárdico Macroscopicamente: pericardite fibrinosa, folhetos visceral e parietal com aspecto de pão de manteiga Microscopicamente: exsudato com depósito fibrinoso, nódulos de aschoff podem ser observados Cardiopatia reumática Fase crônica / cicatricial Fase que ocorre complicações (anos após a fase aguda) Começa a deposição da matriz extracelular de forma desrregulada nas valvas. Ocorre geralmente se: o primeiro surto occoreu cedo na infância, se a lesão aguda foi grave e se há surtos recorrentes Endocárdio: Espessamento dos folhetos Fusão e encurtamento das comissuras Eventual calcificação Cordoalhas tendinosas também podem sofrer espessamento e fusão Neovascularização Lesões valvares do tipo estenose e/ou insuficiência Pontes fibrosas dos lados das comissuras formam as estenoses em ''boca de peixe'' ou em ''casa de botâo'' Miocárdio: Lesões cicatriciais fusiformes perivasculares Presença prévia de Nódulos de Aschoff Pericárdio: Aderências fibrosas entre os folhetos visceral e parietal Complicações: Fusão comissural: folhetos das válvulas se tornam mais espessos e se fundem. Estenose valvar mitral com dilatação do átrio esquerdo com ICE Formação de trombos murais e embolia Necrose valvar associada a deposição de substâncias fibrinóides Predisposição das valvas lesadas à endocardite bacteriana (áreas asperas de fácil fixação e invasão microbiana) Tratamento: troca por valvas artificias através de cirurgia cardíaca. Áreas de necrose fibrinóide Em interstício entre feixes de miocardiócitos e perto de vasos Granulomas inflamados no tecido do miocárdio Com infiltrado linfoplasmocitario Macrófagos ativados (cromatina condensada no centro do núcleo - olho de coruja) Macrófagos multinucleados = células de aschoff Macrófagos monocelulares = células de anitschkow Aglomerado de anitschkow = células gigantes de Aschoff Mafê Queiroz T 76 Inflamação crônica granulomatosa Definição: resposta imunológica inflamatória que leva a formação de granulomas (aglomerados de células imunes, principalmente macrófagos que tentam isolar e eliminar a substância invasora). É especifica de hipersensibilidade tardia (tipo IV) Causas: bactérias, vírus, helmintos, metais e corpo estranho. Tipos: depende das causas e características das células envolvidas. Infecciosas: tuberculose, hanseníase, sífilis, micoses, esquistossomose e doença da arranhadura do gato Não infecciosas: sarcoidose, doença de crohn, vasculites primárias Constituição do granuloma Células epitelióides ativadas (macrófagos) Circundadas por um halo de infiltrado linfomononuclear, fibroblastos e outras células inflamatórias Migram para o local e se diferenciam Associadas à síntese de mediadores químicos Células gigantes multinucleadas Células epitelióides fundidas, possui grande citoplasma e núcleos na periferia De Langhans: tuberculose, núcleos periféricos, em forma de meia lua. Do tipo corpo estranho: no centro do granuloma Leucócitos (neutrófilos, eosinófilos...) O centro: necrótico (necrose caseosa), tecido amorfo e eosinofílico Patogênese - granuloma de corpo estranho Ausência de resposta imunomediada por células T Células epitelioides + células gigantes são depositadas no corpo estranho que deve estar no centro São mais frouxos porque não formam paliçada pelas células epitelióides Pouca ou nenhuma neoformação vascular Cura por fibrose, tecido cicatricial encarcera o corpo estranho caso não tenha sido digerido. Patogênese - granuloma imunogênico ou epitelióides Causada por células que induzem resposta imune mediada por células T Reação de hipersensibilidade 4 Macrófagos englobam antígenos de proteínas estranhas -- processamento antigênico -- apresentação para LT -- IL-2 e INF-y -- ativa T, epitelióides e gigantes Mafê Queiroz T 76 Tuberculose (TB) Agente etiológico: Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch (BK) ---- álcool-ácido resistente, capsulados, aeróbios que entram em contato primeiro com o pulmão. É capaz de romper a membrana do lisossomo e voltar para o meio. Transmissão: pessoa para pessoa por aerossóis. Diagnóstico: ziehl neelsen, com corante fucisna. Inalação de bacilos de aerossóis de um ser com TB pulmonar ativa --- bacilos nos alvéolos --- resposta inata exsudativa --- resposta adaptativa - granulomas Problema do granuloma: destruição do parênquima pulmonar, dá origem a cavernas tuberculosas, perda de função do tecido. Lesão progressiva que se não tratada gera insuficiência respiratória. Leva à cicatrização (pulmão não se regenera). No caso da tuberculose o granuloma tem células gigantes de Langhans NORMAL: Patógeno - emigração e proliferação de fibroblastos - granuloma - TC fibroso - isola o organismo - prisão IMUNOSSUPRESSÃO: ''abre a prisão'', desenvolve quadro clínico - tosse (pode expelir tecido necrosado do centro do granuloma, a produtiva tem expectoração com presença de células pulmonares), hemoptise, sudorese noturna. Primo-infecção: Nódulo de Ghon: fibrocalcificação pulmonar Componente linfonodal/granglionar: disseminação linfáticacom linfagite satélite Nódulo de Ghon + componente ganglionar = lesão de Ghon ou complexo primário tuberculoso (CPT) Disseminação de CPT: bacilos em órgãos e tecidos que podem ficam em período de latência Evolução de CPT: cura (destruição de bacilos e cicatrização) ou doença (bacilos se multiplicam nos tecidos, leva à lesões) Tuberculose progressiva da infância É a má evolução de CPT Escrofulose: disseminação linfática para linfonodos mediastinais e cervicais Tuberculose miliar: disseminação hematogênica (disseminada e grave) Neurotuberculose: disseminação no cérebro Tuberculose extra pulmonar do adulto Em imunocompetentes: pleural Em imunocomprometidos: linfonodal, neurotuberculose (leptomeningite e tuberculoma), miliar, rins, adrenal (doença de Addison), óssea (vértebras - mal de pott), abcesso do psoas, intestinal (deglutição do caseum), salpingite. Necrose caseosa Aparência friável esbranquiçada da área de necrose - centro do granuloma Coleção de células rompidas, restos granulares amorfos com borda inflamatória Ação de degradação progressiva e irreversível feita por enzimas em tecidos lesionados. Mafê Queiroz T 76 Matriz extracelular (MEC): rede tridimensional de macromoléculas, preenche espaços intercelulares, define limites dos tecidos, contribui para crescimento, proliferação, movimento e diferenciação celular. Reparo: resposta fibroproliferativa que remenda o tecido lesionado, quando não há possibilidade de regeneração. Cicatriz: reparo em grave dano à integridade de MEC, geralmente lesões traumáticas ou inflamatórias, restringe-se à região. Fibrose: excesso de colágeno e outros componentes da MEC em um tecido, tendem a ser disseminadas, sistemicas e difusas que podem comprometer todo o órgão Aumento patológico do estroma conjutivo de um órgão = desequilíbrio entre a produção e degradação de colágenos Lesão primária no órgão --- ativação de células efetoras --- desequilíbrio de MEC --- insuficiente remoção de mecanismos fibrinolíticos --- fibrose Lesão de células epiteliais e endoteliais --- liberação de mediadores inflamatórios (citocinas, quimiocinas, IL-1, TNF, IL-6, PDGF, IL-4, IL-13, CCL2, CCL4) --- recrutamento e ativação de células inflamatórias (linfócitos, eosinófilos, basófilos, mastócitos e macrófagos) --- ativação de células efetoras sintetizadoras de MEC (fibroblastos residentes, células estreladas, células tronco pluripotentes, células mesenquimais indiferenciadas, células mielóides e fibrócitos circulantes) Modifica a arquitetura do órgão Modifica funções de células parenquitomatosas secundárias Dá origem á disturbios funcionais e doenças próprias Doenças fibrosantes Devido à estímulos persistentes (inflamatório, infeccioso, imunológico, tóxico, metabólico ou hemodinâmico) Cascata de respostas celulares e moleculares Fibrose Mafê Queiroz T 76 As células respondem de maneira cada vez mais patológica ao alcool. 90% do alcool é oxidado no fígado - leva a formação de acetil Coa e acetaldeído 80g de etanol vários dias = esteatose leve e reversível e 80g de etanol diariamente por meses = lesão hepática grave (e assim por diante) Diminuição da perfusão sinusoidal: alcool estimula liberação de endotelinas que fazem vasoconstrição. Esteatose hepática alcoólica (fígado gorduroso / degeneração gordurosa do fígado) Sinais: hepatomegalia dolorosa ou não, disfunção leve, pouca ou nenhuma alteração nos níveis séricos de bilirrubinas e de transaminases Acetaldeído: favorece acumulo de TG nos hepatócitos pelo comprometimento do transporte de lipoproteínas Excesso de acetil Coa favorece síntese de AG, origina TG que se acumulam nas células Ingestão moderada de álcool lipideo acumula nos hepatócito (esteatose microgoticular), se tornar crônica agrega-se em glóbulos maiores (esteatose macrogoticular), que deslocam o núcleo para a periferia A alteração é inicialmente centrolobular, depois progride para o lóbulo inteiro. A esteatose é totalmente reversível se a ingestão de álcool for suspensa. MACRO: pode chegar a 4-6 kg, com aspecto amarelado, amolecido e untuoso. MICRO: gotículas lipidicas intracitoplasmáticas microvesiculares, glóbulos macrovasculares que deslocam os núcleos dos hepatócitos. Hepatite alcoólica (inflamação): Inicio agudo, pós ingestão de alcool intensa em pouco tempo Varia de quadros leves até insuficiência hepática fulminante com prognóstico imprevisível Agressão mediada pelo acetaldeído e estresse oxidativo Acetaldeído desorganiza citoesqueleto e função de membranas O alcool aumenta a permeabilidade do intestino delgado a endotoxinas bactérias Cirrose hepática alcoólica: surtos repetidos de hepatite MICRO: tumefação (degeneração hidrópica), esteatose, necrose, colestase (pigmento biliar) e deposição de hemossiderina (pigmento de ferro), células de Kupffer, corpúsculos de Mallory (acúmulos grumosos ou filamentosos eosinofílicos no constituídos por citoqueratinas e outras proteínas) Cirrose alcoólica: Tecido fibroso forma nódulos e progride em cicatrizes duras e pálidas (cirrose) Os hepatócitos perdem sua citoarquitetura, mas como se regeneram, formam nódulos irregulares MACRO: marrom, encolhido, não gorduroso MICRO: nódulos de hepatócitos em regeneração aprisionados em tecido fibroso. Corpúsculos de Mallory são raramente vistos neste estágio. Doença hepática alcoólica Mafê Queiroz T 76 Etiologias importantes: doença hepática alcoólica, hepatites virais, VHC, VHB, esteato-heptite não alcoólica. Outras causas: hepatite autoimune, cirrose biliar, doença de wilson, cirrose pós necrótica (medicamentosa), deficiência de alfa-antitripsina. É o estágio final da doença hepática crônica. Tem 3 caracteristicas: Fibrose em ponte nos septos 1. Nódulos parenquimatosos (ciclos de regeneração e cicatrização)2. Desorganização da arquitetura hepática 3. Patogenia Morte de hepatóctios Deposição de MEC Reorganização vascular Ativação e proliferação de células estreladas (efetoras) Células de Kupffer e linfócitos liberam citocinas e quimiocinas que modulam a expressão gênica envolvida na fibrogênese das células estreladas. Sinais e sintomas: Assintomaticos até um estágio tardio Icterícia, Hipoalbuminemia – edema periférico, Hiperamonemia – encefalopatia hepática, Hiperestrogenemia – eritema palmar, aranhas vasculares (angiomas), hipogonadismo e ginecomastia, Coagulopatia, Ascite, Formação de shunts venosos portossistêmicos (hemorróidas, varizes esofágicas e gástricas, colaterais periumbilicais e da parede abdominal). Esplenomegalia congestiva. Hipertensão portal: aumento da resistência ao fluxo sanguíneo portal. Causas: Pré-hepáticas: trombose obstrutiva da veia porta ou estenose da veia porta. – Intra-hepática: Pré-sinusoidal: esquistossomose. Sinusoidal: cirrose – é a causa dominante. ] Pós-hepática: ICD grave, pericardite constritiva, obstrução ao fluxo das veias hepáticas. Cirrose hepática Mafê Queiroz T 76 Aires Mafê Queiroz T 76 São novas formações celulares que dependem do hospedeiro para nutrição e suprimento saguíneo (e até de suporte hormonal) É um distúrbio genético causado por mutações no DNA Induzida por exposição a agentes mutagênicos ou envelhecimento Se dividem em benignas e malignas (depende do comportamento biológico e no potencial de comportamento clínico) Para determinar comportamento biológico + tratamento + prognóstico = depende da origem histogenética Componentes de um tumor: Parênquima Células neoplásicas / transformadas Determina o comportamento biológico Estroma Não neoplásico, derivado do hospedeiro É um tecido de sustentabilidade, responsável pela irrigação do tumor e tecido Formado por TC + vasos sanguíneos + células inflamatórias Cânceres mais comuns por genero: Feminino Pele Mama Colo Masculino Pele Próstata Colon Neoplasias Mafê Queiroz T 76 Tumor benigno Mafê Queiroz T 76 Características micro e macro consideradas inocentes Permanece localizado Paciente geralmente sobrevive Tratamento: remoção cirúrgica Nomeclatura: sufixo OMA ao tipo celular que se origina (ex:fibroma) Tumor maligno Pode invadir e destruir estruturas adjacentes Dissemina-se para locais distantes (metástases) Principais órgãos de metástases: pulmão, fígado e pericárdio Pode levar a morte Nomenclatura: Carcinomas (células escamosas) Primeira via de metástase é a linfática Obs: tumor em vaso linfático é sempre maligno Adenocarcinomas (regiões glandulares) Sarcoma (de origem mesenquimal) Primeira via de metástase é a samguínea Diagnóstico macroscópico: tumor mole, ulcerado, necrosado Diagnóstico microscópico = Características gerais de malignidade Polimorfismos Hipercromatismo Nucléolo evidente Basofilia citoplasmática Irregularidade de membrana Mitose atípica (N sobre N) Originadas do epitélio de revestimento (ocorrem em epitélio plano estratificado, urotelial e pseudoestratificado) Benigna = Papilomas Papiloma urotelial Causa morte por toxemia (causa obstrução da uretra - impossibilita a urina de ser eliminada - toxemia) Pode causar: hidroureter, hidronefrose, bexigoma e insuficiência glomerular Malignas = Carcinomas Carcinoma basocelular Mais frequente em homem Originado na camada basal da epiderme Diagnóstico: estudos histopatológicos É o câncer de melhor prognóstico porque raramente evolui para metástase Provoca mutilações na pele = lesão que não cicatriza Principal fator causal: sol/raios UV que promovem mutação do DNA Tem presença de ulcerações Células paliçadas (em fila) na periferia) Carcinoma epidermóide É o segundo mais frequente Originado na camada espinhosa da epiderme Envolvida com os queratinócitos Exemplo: câncer de colo de útero Principal fator causal: na pele são raios solares e no colo do útero HIV e/ou HPV. Carcinoma in situ = respeita a membrana basal Carcinoma invasivo = não respeita membrana basal e atinge a derme (rompem membrana basal pela quantidade de células) Metástase via linfática Neoplasias epiteliais Mafê Queiroz T 76 Dentro de órgãos sob a forma de nódulos ou em superfícies sob a forma de pólipos Tem prevalência em cólon, reto e sigmóide Benignas = Adenomas Malignas = Adenocarcinomas Neoplasias de epitélio glandular Neoplasias epiteliais Mafê Queiroz T 76 Neoplasias de origem do mesoderma (TC, ósseos, cartilaginosos e musculares) Ocorre em todas as idades, e é o mais frequente em crianças (sarcomas) Via hematogênica é a inicial para metástase Benigno = sufixo OMA Leiomioma Tumor benigno de músculo liso Comum em corpo uterino e em vasos nos homens Depende do hormônio estrogênio (diminui de tamanho na menopausa) Não causa metástase Crescimento exofítico (anormal, se projeta para fora da superficie do tecido) Pode ter 3 origens: Submucosa = sangramento fora do período menstrual, pode se externalizar para fora da vagina e precisa operar Subseroso = não sangra fora do período menstrual, preciso operar pelo risco de comprimir vasos Intramural = cresce menos por ter um espaço menor, normalmente não é preciso operar. É o mais comum em idosas (hormônio). Pode diminuir espontaneamente. Lipoma Tumor benigno de tecido adiposo Comum em mama e cólon É bem delimitado por cápsula fibrosa de fibras colágenas Condroma Tumor benigno de condrócitos (produtor de cartilagem) Neoplasias mesenquimais Mafê Queiroz T 76 Maligno = Sarcomas ou leucemias e linfomas, originados de tecidos mesenquimais circulatórios Osteossarcoma Tumor maligno de tecido ósseo Comum na cabeça do fêmur Substitui osso compacto e esponjoso por osso poroso Forma uma massa brancacenta, úlcera e necrosa Tem todas as características de malignidade Neoplasias mesenquimais Mafê Queiroz T 76