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Universidade Estadual da Paraíba Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS Departamento de Psicologia Componente curricular: Genética do Comportamento Humano Docente: Dra. Samara Alves Brito Discente: Demy Moore de Lima Nogueira FICHAMENTO BOTTONI, Andrea. Alterações Epigenéticas e Mindfulness: Uma Revisão Integrativa. São Paulo, 2020. p. 14 – 22. Bottoni introduz que cada célula diploide e nucleada do corpo contém o mesmo DNA, todavia, células diferentes compromete-se com diferentes tarefas especializadas, processo que começa com a transcrição do DNA em RNA. Abordando as alterações na transcrição, ou seja, um meio pelo qual a função celular é regulada entre as espécies. As células eucarióticas contêm níveis expressão gênica poderá ser controlada: 1) Domínios de cromatina; 2) Transcrição; 3) Modificação pós-transcricional e transporte de RNA; 4) RNAi. O núcleo é o responsável por conter e proteger o material genético de determinada espécie, como por coordenar o metabolismo celular. Já a cromatina, mistura de DNA, proteínas histonas e proteínas não histonas imergem no nucleoplasma, sendo fundamental para permitir as reações químicas acontecer. (BOTTONI, 2020) Na primeira metade do século XX, os princípios de herança genética de Mendel tornaram-se amplamente aceitos, mas a natureza química do material hereditário continuou desconhecida. Os cientistas sabiam que os genes se localizavam nos cromossomos e que os cromossomos consistiam em DNA e proteínas. A identificação do DNA como material genético e a demonstração de sua estrutura permitiu que a informação genética fosse especificada pela ordem de A, C, G e T. Se a fita de DNA fosse esticada, mediria vários metros de comprimento. Na intenção de atingir a forma altamente condensada, a molécula, enrola-se em torno de proteínas histonas, contemplando o complexo do nucleossomo, subunidade fundamental da cromatina, envolvendo aproximadamente 200 pares de bases de DNA enrolados no core de proteínas histonadas (duas H2A, H2B, H3 e H4), carregando à compactação e organização do material genético. (BOTTONI, 2020) Bottoni também argumenta que o nucleossomo não apenas servirá de maneira a condensar o DNA dentro do núcleo, mas também como uma maneira de administrar como o DNA é usado. Dentro dos eucariotos, genes específicos não são expressos, a menos que possam ser ligados por RNA-polimerase e proteínas conhecidas como fatores de transcrição. Quando maior for a interação entre a carga positiva das histonas e a carga negativa do DNA, maior será a compactação, isso determinará o quanto os genes são expressos. A cromatina de uma célula deve “se abrir” permitindo que a expressão gênica aconteça, processo conhecido como remodelamento da cromatina. Em todas as espécies, a transcrição começa com a conexão do complexo RNA-polimerase com uma sequência de DNA no início de um gene chamado de promotor. A medida da transcrição, o DNA de um gene será como modelo para emparelhamento de bases complementares, e uma enzima chamada RNA-polimerase II catalisa a formação de uma molécula pré-mRNA, processada para formar mRNA maduro. Os elementares passos para a regulação do gene eucariótico serão na fase de transcrição: iniciação; alongamento e terminação. (BOTTONI, 2020) A autora trata do termo “epigenética”, a expressão de modos pelos quais características hereditárias são correlacionadas não a alterações na sequência de nucleotídeos, mas a modificações químicas da molécula de DNA, assim como das histonas. Definindo os eventos epigenéticos como a adaptação estrutural das regiões cromossômicas de forma a registrar, sinalizar ou perpetuar estados de atividades alterados. Incluindo marcas cromossômicas e modificações momentâneas relacionadas às fases de reparo do DNA ou do ciclo celular, e alterações consistentes mantidas por várias gerações celulares se qualificam. (BOTTONI, 2020) Por fim, Bottoni salienta que as sequências de histonas são demasiadamente conservadas. Discorrendo-se de cada histonas, encontra-se uma “cauda”, a cauda N-terminal, por as proteínas conter duas extremidades – terminal N e terminal C. A região carboxiterminal da proteína configura um domínio globular que é empacotado no nucleossomo. Já outra extremidade da histona, apresenta-se mais flexível e capaz de interatuar mais diretamente com o DNA e as distintas proteínas dentro do núcleo. A modificação de histonas compreende ligação covalente de vários grupos funcionais aos nitrogênios livres em grupamentos R de lisinas na cauda N-terminal. A ligação retilínea entre níveis diferentes de acetilação e metilação nas histonas com taxas variadas de transcrição de DNA. Apesar as adições mais comuns estejam acetilação e metilação de resíduos de lisina, outros tipos também foram observados, como a fosforilação, que é uma mudança pós-traducional comum. Distintos tipos de modificações, que foram apresentados como “código de histonas”, referem-se implementados por uma variedade de enzimas diferentes, bastantes das quais ainda não foram em sua totalidade qualificadas. (BOTTONI, 2020)