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Treinamento Microtécnica Vegetal 2 1. Preparação das amostras para estudos anatômicos 1.1. Coleta do material botânico A coleta do material botânico é a primeira etapa e uma das mais importantes para o desenvolvimento do estudo anatômico. Durante o treinamento foram coletadas folhas -1, 0, +1, +2, de três variedades aleatórias de cana-de-açúcar, com a identificação de apenas um indivíduo, em estádios de desenvolvimento diferentes. Os materiais foram coletados frescos diretamente do campo, colocados em um frasco com água para evitar a desidratação e manter as características e qualidade do material. 1.2. Tipos de secções As estruturas vegetais podem ser observadas em microscópio óptico por diferentes planos de corte, como: Paradérmico (pararelo à superfície do órgão), Transversal (perpendicular ao maior eixo do órgão), Longitudinal (paralelo ao maior eixo do órgão). Através dos diferentes planos de cortes podemos analisar variadas formas de uma mesma estrutura com o objetivo de uma melhor compreensão do material vegetal. Durante a prática, foi visualizado os planos paradérmico e transversal, observando estruturas como cutícula, epiderme, feixes vasculares, células especializadas, etc. 2. Seccionamento das amostras vegetais Para que a luz possa penetrar o tecido em análise, os cortes feitos devem ser suficientemente delgados e transparentes. Para essa atividade foram realizados cortes à mão livre, utilizando como ferramentas lâmina de barbear, pincel e um suporte (isopor, pecíolo de embaúba), além de recipientes (vidro de relógio ou placa de Petri) para colocar os cortes recém-seccionados. A medida em que a execução dos cortes se realizava, foram selecionados os melhores cortes, utilizando espessura e danificação do material vegetal como critérios. Os mais finos foram utilizados nas etapas posteriores para visualização da organização dos tecidos. 3. Processos de clarificação e coloração 3.1. Clarificação dos cortes As células vegetais contêm inúmeras substâncias que possuem cor, dentre elas os pigmentos. Para facilitar a observação das estruturas, são utilizados métodos de coloração para que os tecidos estejam livres de outras cores. A clarificação dos cortes é realizada utilizando solução de hipoclorito de sódio, na prática utilizamos 50%. Após a descoloração, é transferido os cortes para outro recipiente com água destilada, lavando subsequentemente 4 - 6 vezes com o objetivo de corrigir o pH para que não haja interferência na eficácia do corante. Após a finalização dessa etapa, passar os cortes em solução de ácido acético diluído a 5%, enxaguando em água destilada em seguida, objetivando a melhor fixação da solução de Safranina com tecido vegetal. 3.2. Coloração dos cortes O uso de corantes é necessário para evidenciar as estruturas celulares, resultando em maior facilidade para observação. Os corantes utilizados foram: a) Safranina 1% (ou Fucsina básica): cora a lignina de vermelho; b) Azul de metileno: cora paredes celulósicas em diferentes tons de azul. 4. Visualização em microscópio óptico Após a etapa de coloração podemos visualizar os cortes vegetais através do microscópio óptico. Para isso, é realizado a preparação da lâmina, que pode variar de acordo com a finalidade de estudos quanto à duração. Neste sentido, as lâminas podem ser provisórias/temporárias, semipermanentes ou permanentes. Durante o treinamento houve a realização das montagens de lâminas semipermanentes, utiliza-se como meio de montagem a glicerina 50%. 4.1. Visualização das estruturas vegetais 2024 image3.jpeg image1.jpeg image2.png