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W BA 02 30 _V 2. 0 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E RESÍDUOS DE SAÚDE 2 Natalia Violim Fabri São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E RESÍDUOS DE SAÚDE 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Camila Turchetti Bacan Gabiatti Camila Braga de Oliveira Higa Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Tayra Carolina Nascimento Aleixo Coordenador Camila Turchetti Bacan Gabiatti Revisor Raíssa Ottes Vasconcelos Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Fabri, Natalia Violim Gestão da cadeia de suprimentos e resíduos de saúde / Natalia Violim Fabri. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 32 p. ISBN 978-65-5356-206-6 1. Cadeia de suprimentos. 2. Gestão em saúde. 3. Gestão de resíduos. I. Título. CDD 362.106 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB 010289/O F124g © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Logística hospitalar e gestão na cadeia de suprimentos ______ 07 Planejamento estratégico no gerenciamento logístico de materiais e insumos hospitalares ____________________________ 17 Gestão de estoque e sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos e de compras ________________________ 27 Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde __________ 36 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E RESÍDUOS DE SAÚDE 5 Apresentação da disciplina Olá! Seja muito bem-vindo à disciplina Gestão da Cadeia de Suprimentos e Resíduos de Saúde, a qual é muito importante para quem atua na gestão ou deseja atuar no gerenciamento dos serviços de saúde. Discutiremos um tema que faz parte de toda rotina laboral de uma instituição. Assim, o objetivo geral desta disciplina é formar seu olhar crítico para as questões complexas acerca do gerenciamento dos serviços de saúde voltados para a logística hospitalar, e ao mesmo tempo desenvolver a sua prática na construção de um planejamento estratégico, para que seu processo de trabalho seja resolutivo e produtivo. Aqui, você construirá sua competência enquanto gestor e administrador dos serviços de saúde. No Tema 1, Evolução histórica da logística hospitalar e gestão na cadeia de suprimentos, você entenderá o que é logística e porque ela é importante para os gestores poderem estruturar seu planejamento de trabalho e sua conduta na instituição. Você descobrirá que podemos desenvolver habilidades de tomada de decisão para garantir qualidade e controle de custos para o serviço. Já no Tema 2, Planejamento estratégico no gerenciamento logístico de materiais e insumos hospitalares, você conhecerá como funcionam as atividades de custeio logístico e aprenderá a diferenciar custo, gasto e despesa, trazendo uma perspectiva mais prática da distribuição física de materiais e insumos e da importância de conhecer o seu serviço, através de indicadores de desempenho logístico. Ainda, você entenderá a relevância da qualificação correta para a escolha de fornecedores e dos materiais e insumos adequados. O Tema 3, Gestão de estoque e sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos, trará uma perspectiva mais prática da atuação do gestor, pois enfocará como gerenciar todo o estoque hospitalar e o serviço de compras nos processos 6 informatizados de compra e controle. Por fim, no Tema 4, Gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde, você compreenderá a importância desse gerenciamento na garantia da qualidade de saúde ao paciente, ao trabalhador de saúde e ao meio ambiente, entendendo o resíduo de saúde como uma questão de saúde pública nos dias de hoje. Você certamente gostará desta disciplina, porque conhecerá os processos de trabalho que garantem a sobrevida dos serviços de saúde. 7 Logística hospitalar e gestão na cadeia de suprimentos Autoria: Natalia Violim Fabri Leitura crítica: Raíssa Ottes Vasconcelos Objetivos • Compreender os conceitos de logística, logística hospitalar e cadeia de suprimentos. • Entender como se constitui a gestão da cadeia de suprimentos. • Identificar e classificar os diferentes materiais dos serviços de saúde. 8 Introdução Falar em logística no ambiente hospitalar tornou-se um tema frequentemente desafiador diante do processo de trabalho dos gestores/administradores dos serviços de saúde, já que está intimamente ligado ao recebimento dos materiais e insumos hospitalares, interferindo diretamente no controle e na melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados aos pacientes e clientes. No serviço hospitalar torna-se indispensável uma boa logística, pois é ela que desempenhará a função de gerenciamento de materiais e informações ao longo da cadeia de suprimentos hospitalares. 1. Logística O conceito de logística vem de logísticos, palavra de origem grega derivada do latim logisticus, tendo como definição raciocínio e cálculo matemático. De acordo com o Dicionário Michaelis (2020), a palavra logística significa: “1. Planejamento que tem como objetivo disponibilizar transporte e abastecimento para as tropas em operações militares; 2. Organização e gerenciamento dos detalhes de qualquer operação”. De fato, a palavra logística nasceu nos campos de concentração das guerras, diante da necessidade de organização das tropas, relacionada ao deslocamento dos soldados e ao armazenamento e distribuição de materiais e suprimentos, incluindo o termo em seu planejamento estratégico. Nesse momento, o conceito de logística alcançou maior visibilidade nos campos de concentração das guerras. Atualmente, o termo logística faz parte de toda a produção econômica que rege a sociedade e as organizações, seja nas indústrias, no varejo, no agronegócio, nas compras eletrônicas, através do uso de aplicativos e nos serviços hospitalares. Se parar para pensar, todos os serviços e 9 bens de consumo que você utiliza são movidos pela logística, desde o processo de coleta até sua distribuição final. 2. Logística hospitalar e cadeia de suprimentos Para melhorar os processos logísticos de um hospital, é necessário entender a importância do setor de compras no recebimento de materiais e insumos, com processos de dispensação mais adequados, bem como saber seu foco, que é garantir o correto abastecimento de insumos considerando a necessidade do serviço. No ambiente hospitalar, as atividades de armazenagem, movimentação, distribuição e controle de estoques são de extrema relevância, pois são elas que garantem que os materiais estarão disponíveis quando os pacientes necessitarem deles e na qualidade exigida. Se esses processos não forem alinhados corretamente, resultarão em alto custo, estoque em excesso para a instituição e escassez de material, prejudicando diretamente o paciente (RUFFO; FALCÃO, 2020). 2.1 Trajetória histórica da logística hospitalar Até os anos 1950, grande parte das instituições hospitalares não dispunha de um setor de compras centralizado. Cada setor organizava seu processo de aquisição e inventários de acordo com suasnecessidades e demandas, o que era possível, já que os materiais e insumos eram escassos. Após a Segunda Guerra Mundial, houve uma crescente de produtos e número de entregas, o que dificultou a tarefa de gerenciar o abastecimento hospitalar. De 1960 a 1990, houve um aumento expressivo das compras de bens e serviços, o que exigiu que os gestores dos serviços de saúde tivessem 10 maiores responsabilidades em relação à avaliação da necessidade de suprimentos. De acordo com Morana (2018), nos últimos anos o termo logística hospitalar tornou-se cada vez mais comum. Tal logística promove a visão integrada dos fluxos de informações, de materiais e de pacientes no serviço de saúde, a fim de evitar que cada fluxo seja gerido de forma autônoma e sem levar em conta efeitos em outros ciclos de reabastecimento. 2.2 Cadeia de suprimentos Quanto à cadeia de suprimentos, trata-se de diferentes etapas que conectam os diversos processos entre a aquisição, a produção, o armazenamento e a distribuição. A cadeia de suprimentos de uma instituição de saúde é um conjunto de setores produtivos ligados por um fluxo de materiais e informações, mas diferentes em relação à organização das empresas e indústrias. Independentemente do tamanho das instituições (pequeno, médio ou grande porte), todas precisam de insumos e materiais para desenvolverem suas atividades. É de grande importância para você entender essas especificidades, pois os usuários são diferentes, assim como suas necessidades. Apesar de sua importância econômica e social, os hospitais apresentam várias carências de cunho administrativo, de infraestrutura de suprimentos e de domínio dos seus principais processos. Além disso, as carências percebidas nos serviços hospitalares são ainda mais expressivas na saúde pública: falta de medição de desempenho organizacional, avaliação de possíveis desperdícios e conhecimento sobre as especificidades de seus processos organizacionais; deficiência na infraestrutura de suprimentos, resultando em problemas para mitigar a falta de medicamentos e materiais hospitalares; e dificuldades inerentes aos procedimentos licitatórios de compras no setor público. https://www.pier8.com.br/blog/seu-custo-de-armazenagem-esta-alto-aprimore-sua-operacao 11 Você pode entender melhor a importância da logística hospitalar e da gestão da cadeia de suprimentos imaginando a situação de erro na administração de medicamentos: pesquisas mostram que mais de 30% dos erros são evitáveis, oriundos da incorreta identificação do medicamento por parte de quem o manipula. Caso pensássemos em um processo sistematizado de gerenciamento da cadeia de suprimentos com qualidade, esses erros também poderiam ser evitados. Atualmente, o setor de farmácia de um serviço hospitalar é o setor de materiais e insumos que mais movimenta volume de capital, ficando somente atrás da folha de pagamento dos funcionários. Veja a seguir alguns dos benefícios relativos ao uso da gestão da cadeia de suprimentos nos serviços de saúde: Figura 1 – Benefícios da gestão da cadeia de suprimentos Fonte: elaborada pela autora. Diversas forças interferem e estão relacionadas à cadeia de suprimentos, impactando diretamente na qualidade do serviço prestado. São elas: • Competição intensa. 12 • Informação e comunicação. • Globalização. • Mercado e demanda. • Cultura e regras governamentais. • Meio ambiente. Juntamente com essas forças externas, a logística hospitalar está alicerçada por aspectos como a implementação de processos, softwares, mão de obra qualificada e infraestrutura para armazenagem de materiais e insumos. Dois aspectos da gestão da cadeia de suprimentos hospitalares são significativos quando se fala em processo de trabalho: a capacidade de sobrevivência ao risco e a agilidade no enfrentamento do processo de globalização. Tais aspectos passam a influenciar a forma como os hospitais gerenciam seus materiais e insumos. 3. Identificação e classificação de materiais dos serviços de saúde O intuito da gestão de materiais está em dispor os recursos necessários para o funcionamento da instituição hospitalar, levando em consideração os critérios de qualidade, quantidade suficiente, tempo adequado e custeio reduzido. A logística hospitalar, nesse contexto de garantia de materiais e insumos em quantidade satisfatória, promove a correta gestão desde a chegada ao centro de distribuição até a entrega final. Em virtude disso, algumas definições do conceito de material em saúde são trazidas a seguir, a fim 13 de permitir o entendimento do que cada departamento da instituição necessita. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) (2021), material de uso em saúde é: Produto para saúde não ativo, isto é, seu funcionamento não depende de fonte de energia elétrica ou qualquer outra fonte de potência distinta da gerada pelo corpo humano ou gravidade e que funciona pela conversão desta energia. (ANVISA, 2021, p. 1) Já os produtos para saúde são separados, conforme a Anvisa (2021), em classes de risco quanto à sua utilização: Classe I – baixo risco; Classe II – médio risco; Classe III – alto risco; Classe IV – máximo risco. Ainda de acordo com a Anvisa (2021), deve-se considerar, na classificação dos materiais, que: • É o propósito do material que gera a classificação de risco, a qual é fornecida pelo proprietário do bem. • Se o material apresentar mais de um risco, será atribuída a ele a classificação de maior risco. • Cada item do material, se este for provido de partes, terá seu registro independente, respeitando sua especificidade e seu propósito de utilização. • A classificação do material e as especificidades de como ele será utilizado, no que diz respeito à sua função, devem ser disponibilizadas pelo fabricante do material. A Instrução Normativa nº 205, de 8 de abril de 1988, define material como: http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm 14 Designação genérica de equipamentos, componentes, sobressalentes, acessórios, veículos em geral, e outros itens empregados ou passíveis de emprego nas atividades, bem como aquele oriundo de demolição ou desmontagem, aparas, acondicionamento, embalagens e resíduos economicamente aproveitáveis. (BRASIL, 1988, [s.p.]) São vários os quesitos que diferenciam um material permanente de um material de consumo nos serviços hospitalares. Pode-se citar, por exemplo, o tempo de duração, a resistência e se possui valor produtivo. Para que se possa nominar um item como material permanente, ele dever ter estabilidade e permanecer inalterável por um prazo aceitável de uso (acima de dois anos), além de ter assegurada sua capacidade de produção mesmo com sobressalto econômico. Ou seja, as características dos materiais ou insumos estão diretamente relacionadas ao seu uso e à sua aplicabilidade na rotina laboral, de acordo com as demandas e necessidades do setor. São exemplos desse tipo de material: mobília, instrumentos médico-hospitalares, frota automobilística etc. Já o material de consumo é considerado um produto consumido logo após seu recebimento ou que possa ser estocado para futuro uso. São exemplos os fármacos, os insumos de escritório e de higienização etc. Atenção: os medicamentos devem ter um tratamento diferenciado devido a sua importância estratégica para as ações de saúde, garantindo um gerenciamento mais específico, com monitoramento regular de estoques. De acordo com o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS) (2018), para que a cadeia de suprimentos possa atingir seu objetivo diante das necessidades dos setores, é de extrema importância a atuação do setor de compras no adequado suprimento de materiais, insumos, medicamentos, equipamentos médicos, recursos de informática, estruturas de logística e outros recursos a serem utilizados em todos os níveis de complexidade existentes no serviço. 15 Você, gestor ou futuro gestor/administrador dos serviços de saúde, deve fazer partedo planejamento, da execução de ações e do orçamento relativos à real necessidade do quantitativo de materiais e insumos da sua instituição. Portanto, percebe-se o quão importante e necessária é a organização dos serviços de saúde relativa à gestão da cadeia de suprimentos, possibilitando melhor qualidade dos serviços prestados ao usuário. Essa temática é de grande relevância para os gestores/ administradores, para que consigam incorporar conhecimento e práticas de gestão às suas atribuições e processos de trabalho, assumindo seu papel de administrador e oferecendo cuidado e zelo para que haja saúde e qualidade dos serviços prestados ao paciente. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 182 p. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt- br/setorregulado/regularizacao/produtos-para-saude/conceitos-e-definicoes/ classificacao-de-materiais/. Acesso em: 18 jan. 2022. BRASIL. Secretaria de Administração Pública da Presidência da República (SEDAP/ PR). Gabinete do Ministro. Instrução Normativa nº 205, de 8 de abril de 1988. Brasília: DPAME, 1988. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/936/o/ Instru%C3%A7%C3%A3o_Normativa_n%C2%BA_205_de_1988_-.pdf/. Acesso em: 17 jan. 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. CONASS. Conselho Nacional de Secretarias de Saúde. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Gestão de Hemocentros: relatos de práticas desenvolvidas no Brasil. IV Curso de Especialização em Gestão de Hemocentros: resumos das monografias finais [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/gestao_hemocentros_relatos_praticas_brasil.pdf/. Acesso em: 18 jan. 2022. DICIONÁRIO Michaelis da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2020. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/palavra/yVlVd/ log%C3%ADstica-2/. Acesso em: 17 jan. 2022. http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm 16 MORANA, J. La logistique en 42 fiches. 3. ed. London: ISTE, 2018. Collection Systèmes et génie industriel. Disponível em: https://www.eyrolles.com/Entreprise/ Livre/la-logistique-en-42-fiches-9781784054861/. Acesso em: 18 jan. 2022. RUFFO, J. V.; FALCÃO, A. C. R. Logística de suprimentos hospitalares. Estudo de caso: hospital de grande porte no interior do estado de São Paulo. XI FATECLOG: Os desafios da logística real no universo virtual, Bragança Paulista, v. 1, n. 11, maio 2020. Disponível em: https://fateclog.com.br/anais/2020/LOG%C3%8DSTICA%20 DE%20SUPRIMENTOS%20HOSPITALARES(1).pdf/. Acesso em: 19 jan. 2022. 17 Planejamento estratégico no gerenciamento logístico de materiais e insumos hospitalares Autoria: Natalia Violim Fabri Leitura crítica: Raíssa Ottes Vasconcelos Objetivos • Compreender o conceito de administração de materiais e insumos hospitalares e os indicadores de desempenho da logística hospitalar. • Entender a atuação do gestor em relação ao planejamento estratégico na gestão de custo e marketing. • Discutir sobre a qualificação de fornecedores e a aquisição de materiais e medicamentos. 18 Introdução O processo de trabalho de qualquer organização, seja ela produtora de bens ou de serviços, é de suma importância para garantir ao usuário final, paciente e/ou cliente, a qualidade do serviço prestado. Independentemente do tamanho, da estrutura física e da demanda, todos os hospitais precisam ter materiais e insumos em suas atividades laborais. 1. Administração de materiais e insumos hospitalares O gerenciamento do processo logístico só atingirá equilíbrio se as atividades da cadeia de suprimentos forem bem planejadas e organizadas. Caso contrário, altíssimos custos poderão ser gerados, prejudicando as instituições hospitalares. De acordo com o Dicionário Michaelis (2020, p. 48), planejar é: “1. Criar ou elaborar um plano; 2. Fazer planos para: programar, projetar; 3. Ter como intenção”. Por sua vez, estratégia é: 1. Arte de planejar e coordenar as operações das forças militares, políticas, econômicas e morais envolvidas na condução de uma guerra ou na preparação da defesa de um Estado ou comunidade de nações; 2. Arte de utilizar planejadamente os recursos de que se dispõe ou de explorar de maneira vantajosa a situação ou as condições favoráveis de que porventura se desfrute. (DICIONÁRIO MICHAELIS, 2020, [s.p.]) A administração de materiais e insumos, feita com adequado planejamento, garantirá: • Controle e redução de custo. 19 • Processo de aquisição de materiais e insumos na quantidade correta. • Apoio à tomada de decisão. Para Araújo e Barros (2021), planejar estrategicamente consiste em: Visualizar o ambiente de trabalho como um todo, com o objetivo de proporcionar qualidade na prestação de serviços e redução de riscos. O planejamento necessita de um processo metodológico, que traz consigo características que possibilitem a análise dos fluxos, a capacidade de poder decisório e a criatividade para se adequar aos imprevistos. (ARAÚJO; BARROS, 2021) Mas para que o ato de planejar de forma estratégica aconteça, questionamentos devem ser levantados: em qual objetivo quero chegar? Como alcançar a meta? E, principalmente, em que ponto, enquanto instituição, estou? Se você conseguir reunir as respostas para essas perguntas, estará pronto para pôr em prática o planejamento estratégico e definir suas metas e prioridades. O planejar de forma estratégica tem como intuito fazer uso dos recursos da organização de maneira eficiente para assim aumentar a produtividade dos colaboradores e da empresa como um todo, para isso os profissionais responsáveis por realizar e conduzir um planejamento estratégico devem estar atentos e adeptos às constantes mudanças que ocorrem, para conseguir assim, conduzir o seu negócio de acordo com a atual estrutura administrativa, e, para isso é necessário considerar os diferentes estilos de líderes e liderados. (VIECELI et al., 2021, p. 3) Portanto, cabe a cada gestor ter como princípio norteador a utilização do planejamento estratégico como ponto de partida para qualquer plano de ação relativo à gestão da cadeia de suprimentos hospitalares. 20 2. Custeio logístico A atividade de gerenciamento de custos vem se tornando uma necessidade indispensável aos hospitais para garantir maior eficiência na aplicação dos recursos e sobrevivência das instituições. Nesse sentido, mais uma vez surge a seguinte inquietação para o gestor/ administrador: devo apresentar um valor ou um preço para cada serviço realizado? Figura 1 – Custeio da cadeia de suprimentos Fonte: elaborada pela autora. De acordo com Vieceli et al. (2021), custos são as dificuldades e os gastos relativos a materiais ou serviços utilizados na produção de outros materiais ou serviços. Já gastos são sacrifícios que estão diretamente relacionados com o recebimento de materiais ou serviços. Pode-se dizer que são todo o 21 esforço da instituição para adquirir o material ou os serviços (VIECELI et al., 2021). Por fim, o conceito de despesa, ao contrário do custo, não está ligado ao processo de produção, e sim à venda (VIECELI et al., 2021). A seguir, são elencados tipos de custeio de acordo com a finalidade do serviço: • Custos produtivos ou finalísticos: relacionados de modo direto ao paciente. • Custos intermediários ou auxiliares: relativos aos produtores de insumos e mercadorias voltados à assistência ao paciente. Exemplo: serviço de nutrição e dietética do hospital, o qual fornece toda a alimentação (as principais refeições) para o paciente e para os colaboradores normatizados. • Custos administrativos: todos os processos e atividades administrativas da instituição. • Custosnão operacionais: contribuem para o desenvolvimento do processo de trabalho, porém não estão ligados diretamente à assistência do serviço prestado ao paciente. São relacionados ao clima da organização e à motivação de seus colaboradores. Exemplo: Centro de Educação Infantil (CEI) ou creche – gera gastos e tem um custo, porém não diretamente relacionados ao cuidado com o paciente. A seguir, são descritos alguns conceitos importantes no cotidiano do processo de trabalho dos gestores/administradores em relação à gestão de custeio: • Logística de entrada: fluxos que incluem desde a aquisição até a disseminação dos insumos (manuseio de materiais, por exemplo), além de agendamento de veículos e devoluções a fornecedores. 22 • Operações: processos direcionados para o desfecho do produto, englobando sua embalagem, viabilidade, testagem etc. • Logística de saída: fluxos para a distribuição dos materiais e insumos para a empresa compradora, envolvendo ações de solicitação e encaminhamento via agendamento para entrega. • Marketing e processo de venda: visibilidade do produto para que a empresa compradora possa analisar e realizar a sua escolha. • Serviços: processos dispendidos para a manutenção e/ou melhora do material ou produto, como possibilidade de capacitação da equipe para uso do bem, adequações técnicas etc. 3. Distribuição física de materiais e insumos Como administrar corretamente a logística hospitalar sem pensar na adequada distribuição física de seus materiais e insumos? Como o administrador pode controlar o custeio e assegurar a qualidade do serviço realizado? Geralmente, o intuito da distribuição física é possibilitar o material correto para o destino correto, no prazo correto e na qualidade correta, sendo o paciente a destinação final. Cabe ao administrador da cadeia de materiais e suprimentos gerenciar todo o fluxo logístico, a fim de controlar e reduzir custos e garantir a satisfação no atendimento. Estudos mostram que dois terços do custeio logístico advêm da distribuição física relacionada ao transporte dos materiais e produtos, seja por meio rodoviário, aeroviário, ferroviário etc. (RUFO; FALCÃO, 2020). 23 4. Gestão de custo e marketing A atuação do gestor no planejamento estratégico frente ao custeio garante que os processos logísticos sejam seguidos e que a cadeia de suprimentos de materiais e insumos consiga oferecer produtos de qualidade ao seu destinatário, oportunizando a redução do custo e a solidez da instituição. Abaixo, terminologias utilizadas frente a cadeia de gestão de custeio: • Logística de entrada: fluxos que incluem desde a aquisição até a disseminação dos insumos (manuseio de materiais, por exemplo), além de agendamento de veículos e devoluções a fornecedores. • Operações: processos direcionados para o desfecho do produto, englobando sua embalagem, viabilidade, testagem etc. • Logística de saída: fluxos para a distribuição dos materiais e insumos para a empresa compradora, envolvendo ações de solicitação e encaminhamento via agendamento para entrega. • Marketing e processo de venda: visibilidade do produto para que a empresa compradora possa analisar e realizar a sua escolha. • Serviços: processos dispendidos para a manutenção e/ou melhora do material ou produto, como possibilidade de capacitação da equipe para uso do bem, adequações técnicas etc. 5. Indicadores de desempenho logístico Pode-se dizer que o desempenho logístico de uma empresa, por vezes, é tido na sua subjetividade. Essa concepção está relacionada ao fato de sermos indivíduos/profissionais singulares e sofrermos influências 24 e interferências de diversas dimensões, as quais podem ser sociais, culturais, políticas e econômicas. De acordo com Back Junior (2020), indicadores de desempenho logístico são: Definidos como a construção de modelos que determinam e comparam o que foi realizado pela operação em contraste aos objetivos estratégicos. Neste sentido, tratam-se de valores quantitativos elaborados a partir de informações qualitativas que devem dizer se os processos e sistemas desempenhados em uma empresa atendem as expectativas de seus gestores, fornecedores e clientes. Para que a meta seja verdadeiramente alcançada, o planejamento estratégico frente ao desempenho precisa estar em evidência. (BACK JUNIOR, 2020, p. 830) Cabe dizer que os indicadores logísticos têm um papel essencial na organização do processo de gestão da cadeia de suprimentos, uma vez que eles orientam todo o andamento da tomada de decisão dos procedimentos gerenciais, evidenciando as potencialidades e limitações dos serviços. A seguir, veja indicadores importantes a considerar em relação ao desempenho logístico: • Ter um setor de compras voltado para os processos de aquisição e distribuição de materiais e insumos, pois isso possibilita maior controle de entrada e saída de produtos. • Aquisição de produtos fora do planejamento, pois isso mostra falhas no processo de gestão da cadeia de suprimentos, abrindo precedente para uma compra com valores mais caros. • Sistema informatizado, utilização de tecnologia e implantação de softwares para que toda solicitação de compra seja sistematizada e visualizada, fornecendo/possibilitando uma rede significativa de indicadores. 25 • Ter um setor de estoque de materiais e insumos compatível com a necessidade e especificação da instituição de saúde. 6. Qualificação e plano de ação de fornecedores O termo fornecedor se refere à pessoa física ou ao serviço que supre a necessidade de outra pessoa ou de outro serviço, entregando um produto ou uma mercadoria. Para que o gestor consiga verdadeiramente adquirir um produto em condições satisfatórias, ele precisa ter acesso aos indicadores logísticos desse serviço, a fim de que o processo de compra seja de fato realizado considerando os requisitos de qualificação da empresa ou pessoa física responsável pelo fornecimento do produto. Quando se fala em adquirir um material e/ou produto, a escolha para aquisição se inicia pela busca de fornecedores e parceiros de negócio, sendo possível contar com um único fornecedor ou dispor de diferentes fornecedores para o mesmo produto. Esse processo precisa estar claro e é parte fundamental do planejamento estratégico de qualquer gestor da cadeia de suprimentos, com foco na aquisição de melhor custo-benefício para a instituição. Dicas importantes quanto à escolha do melhor fornecedor, levando em consideração os critérios de qualificação, são: • Uso do planejamento estratégico para organizar o processo de compra. • Busca no mercado, utilizando a capacidade de comunicação e o adequado relacionamento interpessoal. 26 • E, por fim, resposta às perguntas: quanto custa? Qual é o valor de mercado? Sem dúvida, esses são requisitos e processos de trabalho indispensáveis para que se possa ter o melhor produto com segurança e certificação do fornecedor. Portanto, a partir do exposto, você consegue perceber a real necessidade de um profissional atuante na gestão da cadeia de suprimentos, garantindo satisfação ao destinatário final e ao mesmo tempo possibilitando redução e controle de custos para a instituição. Ao escolher o melhor produto, na quantidade certa e para a indicação correta, tal gestor assegura, sobretudo, a sobrevivência da instituição. Referências ARAÚJO, L. F. de; BARROS, A. C. de A. Proposta de desenvolvimento de um planejamento estratégico para uma clínica de otorrinolaringologia em Maceió – AL. Ideias e Inovação–Lato Sensu, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 122, 2021. Disponível em: https:// periodicos.set.edu.br/ideiaseinovacao/article/view/10149. Acesso em: 2 fev. 2022. BACK JUNIOR, I. L. Indicadores de desempenho logísticos: proposta de implantação em um centro de distribuição. Revista Eletrônica Produção e Engenharia, Juiz de Fora, v. 10, n. 1, p. 827- 840, jan./dez. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/ index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707. Acessoem: 2 fev. 2022. DICIONÁRIO Michaelis da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2020. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues. Acesso em: 2 fev. 2022. RUFO, J. V.; FALCÃO, A. C. R. Logística de suprimentos hospitalares. Estudo de caso: hospital de grande porte no interior do Estado de São Paulo. XI FATECLOG: Os Desafios da Logística Real no Universo Virtual, Bragança Paulista, v. 1, n. 11, p. 1-10, maio 2020. Disponível em: https://fateclog.com.br/anais/2021/anais_2021_ v3.pdf. Acesso em: 19 jan. 2022. VIECELI, A. V. et al. Planejamento estratégico como instrumento de mudança organizacional. Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc Videira, [s. l.], v. 6, p. e27566, 2021. Disponível em: https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/ view/27566. Acesso em: 2 fev. 2022. 27 Gestão de estoque e sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos e de compras Autoria: Natalia Violim Fabri Leitura crítica: Raíssa Ottes Vasconcelos Objetivos • Compreender a importância da gestão de estoque no controle da cadeia de suprimentos nos serviços hospitalares. • Estudar o fluxo correto da cadeia de insumos, com a utilização de sistemas informatizados de controle. • Discutir sobre o sistema de compra eletrônica no ambiente hospitalar. 28 Introdução Quando se fala em materiais e insumos na área da saúde, fala-se também em ter o produto disponível para uso, em quantidade e qualidade adequadas. Para que essas premissas sejam atendidas, é imprescindível a gestão de estoque, ou seja, um controle efetivo de entrada e saída desses materiais e insumos. Em contrapartida, nem sempre ter a quantidade necessária de um produto no estoque garante que a prestação de serviço seja adequada, pois, muitas vezes, o produto disponível não serve para uma situação ou um momento específico, impossibilitando assim o resultado esperado. 1. Gerenciamento de estoque Todo hospital, independentemente de seu grau de complexidade, precisa ter em seu cotidiano materiais, insumos e medicamentos para atender os pacientes. Porém, é frequente nas instituições de saúde, principalmente no serviço público, a escassez desses recursos, o que se apresenta como um grande dificultador para a qualidade do serviço prestado. Pois bem, nos hospitais, esses produtos ora estão já disponíveis para uso no setor ou na unidade de atendimento multiprofissional, ora estão e devem estar alocados em locais específicos de armazenamento, chamados muitas vezes de almoxarifado. Gestão de estoque é o termo dado a um total planejamento de como controlar os materiais e equipamentos dentro da organização, armazenando somente com base no que a empresa necessita para que seus determinados setores continuem operacionais, priorizando sempre manter o equilíbrio entre estoque e consumo. (OLIVEIRA; SANTOS, 2021, p. 4) 29 Para Rufo e Falcão (2020), a cadeia de suprimentos, especificamente a gestão de estoque, movimenta grandes custos institucionais. Por isso, ela é de extrema relevância, uma vez que, sem dúvida alguma, faz parte de uma das atribuições dos gestores dos serviços hospitalares. Pode-se dizer que o gerenciamento do estoque somente será efetivo se existir um bom planejamento de compras e de entrada e saída de materiais, além de uma adequada distribuição física deles. Em suma, ter o produto no momento certo e para o uso correto garante maior qualidade do serviço e, por consequência, uma redução significativa dos gastos com transporte de produtos e insumos. Por exemplo, ao comprar produtos em situações emergenciais (por inadequado planejamento na previsão de sua utilização), o custo tende a se tornar mais oneroso, interferindo em todo o fluxo da cadeia de suprimentos de materiais e insumos hospitalares. A inadequação das políticas de gestão de estoque gera desde faltas esporádicas até desabastecimento generalizado que se traduz em eventos indesejados como desmarcação de cirurgias, redução de leitos de internação, compra de insumos com qualidade inferior e ainda impossibilidade de adequação tecnológica. (OLIVEIRA; SANTOS, 2021, p. 3) Por isso, cabe a você, gestor da cadeia de suprimentos do seu hospital, ter um olhar criterioso acerca do gerenciamento de estoque, pois a administração correta dos estoques garantirá: 30 Figura 1 – Fatores impactados na gestão adequada de estoque Fonte: elaborada pela autora. 2. Movimentação e dispensa de estoque O grande desafio dos serviços hospitalares no dia a dia está em assegurar que as quantidades de estoques fiquem reduzidas e, ao mesmo tempo, garantir o seu uso para o atendimento dos pacientes e clientes. Quanto à gestão dos fluxos na cadeia de materiais e insumos, a correta supervisão do estoque torna-se uma etapa indispensável para a sobrevivência da instituição. Afinal, como organizar a correta distribuição dos produtos armazenados no estoque? Primeiramente, se faz necessário ter uma comunicação assertiva e clara quanto às necessidades dos setores. Falhas no processo comunicativo representam, no cotidiano laboral, um grande gargalo das instituições, que contribui significativamente para o inadequado planejamento da cadeia de materiais e insumos, interferindo sobremaneira no processo de trabalho. Para Corrêa e Soares (2020), no cotidiano laboral, o diálogo precisa se fazer presente, sem divergências e ruídos no processo 31 comunicativo, uma vez que geram não conformidades, prejudicando todo o fluxo coorporativo. Em segundo lugar, geralmente, a solicitação do material é originada por sua escassez no setor que o usa diretamente. Conforme Chiaretto, Albuquerque e Carneiro (2021), pontos importantes no fluxo devem ser observados quanto ao recebimento do insumo após pedido de compra: Figura 2 – Fluxo de recebimento de materiais e insumos Fonte: elaborada pela autora. Nos serviços de saúde se faz necessário o estoque de segurança, também nominado estoque isolador. O objetivo do estoque de segurança é garantir quantidade mínima de material, considerando a necessidade do serviço. Quando se fala em hospital, pela própria complexidade inerente ao processo de trabalho, a previsão de recursos nem sempre é totalmente satisfatória. Portanto, o estoque hospitalar, além de fornecer diversos materiais em segmentos 32 diferentes e com suas especificidades para os funcionários e pacientes, possibilita o provisionamento, a estratégia e a logística embasados em cálculos, controles e monitoramentos, com o objetivo de obter os produtos com garantia de qualidade e principalmente com menor nível de desvio possível. 3. Sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos e compra eletrônica Um sistema informatizado no gerenciamento de compras colabora para práticas mais eficazes quanto ao fluxo da cadeia de materiais e insumos hospitalares. Ainda, evidencia a necessidade de nova compra quando há diminuição significativa no estoque. Portanto, pode-se dizer que um processo de gestão de compras informatizado contribui para o êxito na qualidade do serviço, trazendo visibilidade positiva à empresa. De acordo com Oliveira e Santos (2021, p. 3): Nos hospitais, quanto maior for a habilidade de organização e administração dos medicamentos, que são os principais componentes de custos hospitalares, maior será sua capacidade de oferecer à clientela bens e serviços de qualidade e com baixos custos operacionais. A ocorrência de falhas no processo informatizado, quando ele não é realizado de forma orquestral e estratégica, pode trazer consequências negativas e por vezes fatais. É de extrema importância a comunicação efetiva, clara e completa, contando para isso também com os indicadores de desempenho da sua empresa (no caso, do seu hospital). Percebe-se que a grande instigação para a gestão dos serviços de saúde vai muito além de informatizar todo o fluxo da cadeia de suprimentos. O 33 mais importante está em como repassar todo o planejamento de forma a garantir satisfação esobrevivência do serviço (RIBEIRO et al., 2019). Analisar o processo de suprimentos a partir da determinação de quanto será necessário para cada unidade hospitalar através de critérios eficazes em hospitais de excelência é a proposta para avaliar e comparar com o almoxarifado central do hospital analisado, e verificar se existe a possibilidade de aplicar nestes critérios de excelência a lógica fuzzy. (CORREIA; CRUZ; SILVA, 2020, p. 4) A lógica fuzzy, também denominada lógica difusa, tem como intuito mensurar variáveis indefinidas em valores calculáveis, com a utilização de recursos informatizados. Por exemplo, utilizando a lógica difusa, pode-se estimar sentimentos incontáveis, como as expressões de dor, tristeza, alegria, entusiasmo etc. Seu uso tem o potencial de contribuir significativamente para a tomada de decisão pelo gestor da instituição. 3.1 Supply chain management Existem diversos softwares com características voltadas ao gerenciamento de entrada e saída de materiais e insumos, como Business Intelligence, Big Data e Key Performance Indicator. O intuito dessas ferramentas é gerenciar todo o fluxo da cadeia de suprimentos, de acordo com os indicadores de desempenho logístico (produção, qualificação dos produtos, planejamento estratégico). Em virtude de sua grande expressividade, conseguem atender às necessidades em supply chain management. Mas afinal, qual é o conceito de supply chain management? O que é preciso saber enquanto gestor dos serviços de saúde? Supply chain management nada mais é do que gerenciar, ou seja, realizar a gestão da cadeia de suprimentos com excelência, organizando todo o fluxo de processos a fim de garantir satisfação e qualidade 34 do serviço prestado. Pode-se dizer que se apresenta como um novo modo de fazer gestão, de realizar processos de trabalho, entendendo o começo, o meio e o fim de toda a cadeia. Caso o serviço hospitalar não conte com um sistema informatizado, é possível fazer a tabulação de dados. Porém, isso se dá de forma mais dispendiosa, podendo gerar divergências de informações quanto ao fluxo, uma vez que os dados podem ser corrompidos pela própria dificuldade de comunicação entre os processos de compra e distribuição. O processo de aquisição de materiais e insumos, geralmente no sistema público, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), é realizado eletronicamente através de pregões (e-procurement), remetendo-nos a questões como: quanto custa o produto? Qual é o preço? Já nas instituições particulares, a possibilidade de busca dos produtos em diversos fornecedores torna o mercado mais atrativo. Usualmente, o gestor acaba pagando por determinado produto um valor maior, o qual não condiz com a realidade do mercado. Resumindo, e considerando tudo o que foi exposto até aqui, ficam evidentes a importância e a necessidade indiscutíveis do processo logístico nos serviços hospitalares, não só pelo seu nível de complexidade, uma vez que o destinatário final é o paciente, mas também pelo fator decisório do custeio institucional para a sobrevivência e qualidade das instituições de saúde. Referências CHIARETTO, S.; ALBUQUERQUE, L. B.; CARNEIRO, T. R. Um estudo sobre os impactos da gestão de estoques nas instituições hospitalares. Revista Científica Faculdade Unimed, v. 3, n. 2, p. 105-128, out. 2021. Disponível em: https://revista. faculdadeunimed.edu.br/index.php/RCFU1/article/view/173. Acesso em: 9 fev. 2022. CORRÊA, V. M.; SOARES, N. M. O papel da comunicação dentro do ambiente organizacional. Interface Tecnológica, [s. l.], v. 17, n. 1, p. 699-707, 2020. Disponível 35 em: https://revista.fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/794. Acesso em: 8 fev. 2022. CORREIA, M. F. Z.; CRUZ, L. G. Z.; SILVA, P. F. Principais desafios no suprimento para unidades hospitalares: uma abordagem com mapeamento de processos para análise de critérios de compra de materiais cirúrgicos. Brazilian Journals of Business, Curitiba, v. 2, n. 3, p. 2272-2288, jul./set. 2020. Disponível em: https:// brazilianjournals.com/index.php/BJB/article/view/13471/11291. Acesso em: 9 fev. 2022. OLIVEIRA, C. S.; SANTOS, J. V. dos. Planejamento e controle de estoques hospitalares em meio à pandemia do Coronavírus. XII FATECLOG, Mogi das Cruzes, jun./2021. Disponível em: https://fateclog.com.br/anais/2021/parte2/881-1170-1-RV.pdf. Acesso em: 19 jan. 2022. RIBEIRO, J. S. et al. Gestão da informação e do conhecimento na cadeia de suprimentos 4.0. XX Encontro nacional de pesquisa em ciência da informação, Florianópolis, n. 20, 2019. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/ brapci/124404. Acesso em: 10 fev. 2022. RUFO, J. V.; FALCÃO, A. C. R. Logística de suprimentos hospitalares. Estudo de caso: hospital de grande porte no interior do Estado de São Paulo. XI FATECLOG: Os Desafios da Logística Real no Universo Virtual, Bragança Paulista, v. 1, n. 11, p. 1-10, maio 2020. Disponível em: https://fateclog.com.br/anais/2021/anais_2021_ v3.pdf. Acesso em: 19 jan. 2022. http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/124404 http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/124404 36 Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde Autoria: Natalia Violim Fabri Leitura crítica: Raíssa Ottes Vasconcelos Objetivos • Compreender a importância do correto gerenciamento dos resíduos hospitalares. • Estudar os tipos existentes de resíduos hospitalares. • Discutir sobre as legislações brasileiras vigentes quanto ao gerenciamento de resíduos de saúde. 37 Introdução Tem sido um grande desafio o gerenciamento dos serviços de saúde no que diz respeito à produção crescente de resíduos derivados do processo de trabalho, referenciados até tempos atrás como lixo hospitalar, seja pela alta demanda de atendimento médico-hospitalar, seja pela crescente de doenças que trazem possibilidades elevadas de risco biológico. Para Negreiros et al. (2019), o aumento exponencial da evolução tecnológica inserida no processo de saúde e doença trouxe em paralelo grandes possibilidades de riscos ao paciente, ao trabalhador e ao meio ambiente. Para que se possa entender a importância dos resíduos no processo de trabalho no âmbito da saúde, precisamos diferenciar lixo de resíduos. Comecemos pelo lixo, que é tudo o que não é mais útil, deixou de ter serventia, não é mais preciso e é sem valia. Já quando falamos em resíduos, nos referimos a algo que, em determinado momento, não é mais preciso, podendo então ser descartado. Porém, para outrem esse item terá serventia, seja para a produção de um novo material ou insumo, seja para o início de um novo processo produtivo. 1. Gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (2018), em seu art. 11, o processo de gerenciamento dos resíduos tem como ponto de partida o gerador deles, e a começar dessa origem, seguimos uma linha de trabalho quanto ao acondicionamento e à correta identificação de tais resíduos. Falhas no processo de troca de informações sobre o gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde comprometem todo o fluxo, desde a 38 manipulação até o descarte, independentemente de se tratar de abrigo temporário ou descarte final. Por isso, é de extrema importância o trabalho do gestor dos serviços hospitalares para que se possa garantir qualidade de vida a todos os envolvidos. A equipe multidisciplinar tem papel fundamental no gerenciamento dos resíduos gerados pelos serviços de saúde, para isto, deve-se considerar as diversas etapas: geração, segregação, acondicionamento, transporte, até a disposição final, proporcionando que se definam de forma sistemática e integrada, em cada uma delas, metas, programas, sistemas organizacionais e tecnologias, compatíveis com a realidade local. (SENA et al., 2021, p. 3) Quanto ao acondicionamento dos rejeitos, é recomendável que os limites de peso sejam respeitados nos sacos plásticos, os quais devem ser devidamente armazenados em recipientes laváveis,resistentes a quedas, com tampa vedante e com a presença de mecanismos de abertura mecânica, para que não se realize a abertura manual (com o uso das mãos). Ainda, a diretriz é taxativa quando afirma que não é permitido retirar o resíduo do saco plástico e aproveitá-lo novamente (ANVISA, 2018). Por sua vez, as substâncias líquidas devem ser desprezadas em locais específicos, de acordo com o produto que será descartado, sendo também necessário seu acondicionamento em recipientes resistentes à queda e com tampa vedante (ANVISA, 2018). A correta identificação do resíduo gerado pelo serviço, seja por diferenciação de cores dos sacos plásticos, seja pelo uso de etiquetas nominadas para cada tipo de resíduo, precisa fazer parte da rotina laboral da instituição, para que todos tenham a informação certa sobre o manejo adequado do resíduo (ANVISA, 2018). De acordo com Negreiros et al. (2019), o grande gargalo na gestão dos resíduos de saúde está intrinsecamente relacionado com o inadequado processo gerencial. Portanto, cabe ao produtor de rejeitos do ambiente 39 de saúde, através do plano de gestão, realizar todo o processo de seu descarte, zelando pela saúde dos indivíduos e do ecossistema. 2. Classificação dos resíduos Os rejeitos são distribuídos em cinco grandes grupos, sendo eles: A, B, C, D e E. Grupo A: são os rejeitos com a possibilidade da existência de organismos biológicos infecciosos, que podem trazer prejuízo à saúde dos indivíduos e à natureza. O mesmo grupo se desmembra em subgrupos: • A1: imunizações e meio de cultura de microbiológicos. • A2: rejeitos de animais suspeitos de processos infecciosos. • A3: órgãos ou partes do organismo humano, ou ainda, restos placentários e feto com peso inferior a 500 gramas. • A4: acessórios de equipamento de ventilação mecânica e filtros de ar de ambientes infecciosos. • A5: órgãos, partes de órgãos ou líquidos corpóreos e materiais perfurocortantes com a constatação ou com possível presença de agentes infecciosos (ANVISA, 2018). Diante dessa divisão dos rejeitos hospitalares em grupos, se faz necessária uma diferenciação na forma como tais rejeitos são descartados, englobando desde o recipiente adequado até a correta identificação desses recipientes, para que se possa garantir segurança à saúde dos indivíduos e da natureza. A seguir, na Figura 1, é possível visualizar a especificação dos rejeitos do Grupo A. 40 Figura 1 – Recipientes de resíduos de risco biológico Fonte: Inueng/iStock.com. Ainda de acordo com a Anvisa (BRASIL, 2018, p. 5), em seu parágrafo único: “As agulhas e o conjunto seringa-agulha utilizados na aplicação de vacinas, quando não desconectadas, devem atender às regras de manejo dos resíduos perfurocortantes”. Os resíduos do Grupo A devem ser desprezados em sacos plásticos de cor branca, conforme preconizado, e com o emblema “infectante”. Vale lembrar que cada saco deve conter de rejeitos uma capacidade total que não ultrapasse dois terços da sua possibilidade de armazenamento, e precisa ser trocado a cada 24 horas, aproximadamente. Uma exceção seria o subgrupo A3, para o qual recomenda-se o descarte e armazenamento em sacos plásticos de cor vermelha. Grupo B: são os rejeitos que possuem substâncias químicas que podem trazer prejuízos à saúde da população e ao ecossistema, pela possiblidade de corrosão – agentes tóxicos e corrosivos. 41 Grupo C: rejeitos com a presença de elementos radioativos, os quais devem ser desprezados em materiais firmes e revestidos para evitar o extravasamento. Grupo D: são os rejeitos que não geram riscos de contaminação por agentes biológicos, químicos ou radionucleotídeos à saúde dos indivíduos e ao ecossistema. Trata-se dos rejeitos produzidos nos domicílios, devendo ser descartados em sacos plásticos da cor preta e com emblema de “resíduo comum” (BRASIL, 2018). Grupo E: são os rejeitos com capacidade de perfuração (perfurocortantes, como ampolas de fármacos, aparelhos de barbear, agulhas etc.). Devem ser eliminados em local apropriado após seu uso. A seguir, na Figura 2, pode-se visualizar a especificação de descarte dos rejeitos do Grupo C. Figura 2 – Resíduo radioativo Fonte: Alexandrus1/iStock.com. 42 Conforme a Anvisa (2018), não é permitido reencapar a agulha ou retirá-la da seringa, em virtude da alta possibilidade de perfuração e contaminação do trabalhador de saúde. E ainda, a diretriz deixa claro que a retirada da agulha da seringa pode contar com o auxílio de equipamentos específicos para a separação dos insumos (ANVISA, 2018). 3. Coleta e transporte de resíduos dos serviços de saúde A etapa de coleta dos resíduos dos serviços de saúde se inicia com a retirada deles das áreas que os geraram e seu encaminhamento para espaço destinado ao armazenamento temporário. Os responsáveis por esse procedimento são os trabalhadores do serviço de higienização ou apoio do estabelecimento de saúde, em horários predefinidos para que não ocorra o cruzamento com o serviço de distribuição de refeições – Serviço de Nutrição e Dietética (SND) – da instituição. Após a retirada dos rejeitos dos setores do hospital, os sacos coletados são direcionados ao abrigo externo, onde ficam até a transferência para a destinação final. O transporte externo de rejeitos do Grupo D até seu destino é de responsabilidade do órgão municipal, que realiza sua retirada em dias e horários específicos. Já os demais rejeitos hospitalares são retirados dos serviços de saúde por empresas terceirizadas contratadas para esse fim (SOUSA; REIS, 2018). Os RSS que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico podem ser encaminhados para reciclagem, recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento ou logística reversa, tendo disposição final ambientalmente adequada. (ANVISA, 2018, p. 3) 43 4. Legislação sobre os resíduos dos serviços de saúde e meio ambiente e a logística reversa A crescente geração de rejeitos hospitalares vem trazendo consequências desastrosas ao ecossistema. Isso faz com que a gestão desses resíduos produzidos nos serviços de saúde seja de fato realizada, contribuindo assim com a redução de impactos ao meio ambiente (SENA et al., 2021). Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (BRASIL, 1988, p. 2) De acordo com a Anvisa (BRASIL, 2018), em seu art. 90, cabe à instituição de saúde garantir que os profissionais sejam frequentemente avaliados, em exames periódicos, respeitando a legislação específica, em relação à sua saúde. O conceito de logística reversa vem ganhando importante espaço no Brasil, porém o processo ainda se mostra lento. A logística reversa torna- se necessária para um bom funcionamento de qualquer empresa, sendo capaz de interferir nos custos e nos serviços de pós-venda e retorno de produtos defeituosos. Pode-se afirmar que a logística reversa é de fundamental importância para as instituições e se apresenta como uma ferramenta estratégica para a gestão dos resíduos sólidos hospitalares. Percebe-se, diante do exposto, que o grande dificultador quanto à adequada gestão dos resíduos dos serviços de saúde está diretamente relacionado à escassez de treinamentos voltados ao descarte correto dos rejeitos hospitalares, considerando sua importância para a saúde dos indivíduos atuantes nesse meio e para a qualidade no 44 atendimento ao paciente e ao meio ambiente. Ainda, são pouco discutidas e vivenciadas as legislações destinadas ao manejo dos rejeitos hospitalares. Portanto, um dos grandes desafios da sociedade é, sem dúvida, o rastreamento de um produto desde o início do seu ciclo de vida até o fim de sua vida útil. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada–RDC nº222, de 28 de março de 2018. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ saudelegis/anvisa/2018/rdc0222_28_03_2018.pdf. Acesso em: 18 jan. 2022. BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988. Brasília: D.O.U., 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/Constituicao/ Constituiçao.htm. Acesso em: 9 fev. 2022. NEGREIROS, R. V. et al. Gerenciamento de resíduos sólidos de saúde em hospital universitário do Nordeste Brasileiro. Revista Brasileira de Geografia Física, [s. l.], v. 12, n. 1, p. 239-251, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/ rbgfe/article/view/235864/32214. Acesso em: 9 fev. 2022. SENA, R. M. et al. Gerenciamento de resíduos de saúde no Brasil: Desafios de gestores e profissionais de saúde. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 10, n. 4, p. e14510413960, 2021. Disponível em: https:// rsdjournal.org/index.php/rsd/about/contact. Acesso em: 9 fev. 2022. SOUSA, I. R. O. de; REIS, S. A. dos. Análise da aplicação da logística reversa de resíduos no serviço de saúde: um estudo de caso em um hospital público de grande porte do Distrito Federal. XXXVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção: a engenharia de produção e suas contribuições para o desenvolvimento do Brasil, Maceió, out./2018. 45 Sumário Apresentação da disciplina Logística hospitalar e gestão na cadeia de suprimentos Objetivos Introdução 1. Logística 2. Logística hospitalar e cadeia de suprimentos 3. Identificação e classificação de materiais dos serviços de saúde Referências Planejamento estratégico no gerenciamento logístico de materiais e insumos hospitalares Objetivos 1. Administração de materiais e insumos hospitalares 2. Custeio logístico 3. Distribuição física de materiais e insumos 4. Gestão de custo e marketing 5. Indicadores de desempenho logístico 6. Qualificação e plano de ação de fornecedores Referências Gestão de estoque e sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos e de compras Objetivos Introdução 1. Gerenciamento de estoque 2. Movimentação e dispensa de estoque 3. Sistema informatizado de controle da cadeia de suprimentos e compra eletrônica Referências Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde Objetivos Introdução 1. Gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde 2. Classificação dos resíduos 3. Coleta e transporte de resíduos dos serviços de saúde 4. Legislação sobre os resíduos dos serviços de saúde e meio ambiente e a logística reversa Referências