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O uso de ludicidade nas aulas de 
Língua Portuguesa
Apresentação
A ludicidade dentro da sala de aula traz muitos e duradouros benefícios na questão do ensino-
aprendizagem, tornando-se ponto de interação, de interesse e de desenvolvimento para todos os 
envolvidos nesse processo. É por meio da brincadeira que a criança expressa seus sentimentos e, 
nesse sentido, utilizar as brincadeiras de forma elaborada e com objetivos, faz com que o aluno 
sinta-se ativo durante o processo de aprendizagem.
Nessa Unidade de Aprendizagem, abordaremos o uso da ludicidade nas aulas de Língua Portuguesa. 
Primeiramente, veremos as questões que perpassam as reflexões sobre a aquisição da leitura e da 
escrita durante o processo de alfabetização e letramento, tendo como foco o brincar e a 
imaginação. Em seguida, vamos aprender como a ludicidade auxilia nesse momento específico da 
vida escolar através. Por fim, analisaremos quão primordial é o papel da ludicidade no 
desenvolvimento da oralidade, da leitura e da escrita em língua materna.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Construir debate acerca do desenvolvimento da imaginação e fantasia, quando na construção 
de consciência linguística.
•
Desenvolver o trabalho com as linguagens lúdicas, na alfabetização.•
Reconhecer a importância do trabalho com a ludicidade, nas aulas de língua materna, no 
ensino infantil.
•
Desafio
A práxis do professor de língua materna, nas séries iniciais, pode ser determinante para o futuro de 
seus alunos, enquanto usuários da língua portuguesa. Isso porque as relações de desenvolvimento e 
crescimento do indivíduo enquanto usuário eficiente da língua estão diretamente ligadas às 
escolhas e às formas de atuação do professor, em sua iniciação ao aprendizado da língua.
Seu desafio consiste em tecer uma reflexão crítica acerca das boas práticas pedagógicas que devem 
ser escolhidas e praticadas pelo professor de Língua Portuguesa da educação infantil, considerando 
a aplicação de elementos de ludicidade.
Para esse desafio, siga os seguintes passos: 
1- Desenvolva uma crítica que reflita a relação entre boas práticas e resultados, no ensino de 
Língua Portuguesa, nas séries iniciais. 
2- Apresente exemplos de boas práticas que contribuam para o aprendizado de língua materna.
Infográfico
No Infográfico a seguir, você vai ver que por meio das atividades lúdicas, a criança desenvolve 
elementos humanos necessários à vida inteira, em quaisquer áreas do conhecimento. Prestem 
atenção em algumas habilidades desenvolvidas por meio da ludicidade utilizada nas aulas de Língua 
Portuguesa.
Dessa forma, o professor ao possibilitar o contato da criança com lúdico e com a imaginação, tanto 
na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental I, proporciona uma construção mais 
significativa do conhecimento que beneficia todos os envolvidos no processo de ensino-
aprendizagem.
Conteúdo do livro
A ludicidade tem sido incorporada às práticas educativas por conta de seu importante papel na 
motivação dos alunos e na promoção de aprendizagens mais significativas. No ensino da Língua 
Portuguesa, as atividades lúdicas podem contribuir para o desenvolvimento da oralidade e do 
estabelecimento de uma relação prazerosa com os materiais escritos na Educação Infantil e, para a 
construção de habilidades de consciência linguística, escrita e leitura, nos anos iniciais do Ensino 
Fundamental.
Nesse capítulo você irá conceituar a consciência linguística e identificar os elementos que são 
importantes para o seu desenvolvimento. Irá também refletir sobre a importância da ludicidade no 
ensino da língua materna, tanto na Educação Infantil, como no Ciclo de Alfabetização.
Boa leitura.
CONTEÚDO E 
METODOLOGIA DO 
ENSINO DE LÍNGUA 
PORTUGUESA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Debater acerca do desenvolvimento da imaginação e da fantasia quando da 
construção da consciência linguística.
 > Desenvolver o trabalho com as linguagens lúdicas na alfabetização.
 > Reconhecer a importância do trabalho com a ludicidade nas aulas da língua 
materna, no ensino infantil.
Introdução
A aprendizagem da leitura e da escrita demanda a compreensão da função que a 
escrita alfabética tem e da maneira como ela é organizada. A construção da escrita 
é facilitada pela consciência linguística, que tem como elemento fundamental 
para o desenvolvimento de suas habilidades a ludicidade, também fundamental 
para a aprendizagem de outros aspectos da língua materna.
Neste capítulo, você poderá refletir sobre a imaginação e a criatividade como 
elementos da ludicidade e reconhecer o seu papel no desenvolvimento da cons-
ciência linguística. Além disso, você também poderá compreender o papel das 
atividades lúdicas no trabalho com a língua materna na educação infantil e no 
ciclo de alfabetização.
O uso da ludicidade 
nas aulas de língua 
portuguesa
Maria Elena Roman de Oliveira Toledo
A imaginação e a fantasia na construção 
da consciência linguística
A consciência linguística é a habilidade do indivíduo de descrever e de agir sobre 
os próprios conhecimentos linguísticos. O processo de conscientização linguís-
tica se dá progressivamente, partindo de um estágio de inconsciência, até chegar 
ao nível de consciência plena, que se manifesta quando o indivíduo é capaz de 
manipular e descrever aquilo que é alvo de sua reflexão, monitorar aquilo que 
é percebido e julgar o que é aprendido ou deve ser aprendido (BUBLITZ, 2010).
Dentre os diferentes níveis de consciência linguística, a consciência fo-
nológica tem recebido um destaque maior, como consequência das políticas 
nacionais de alfabetização que priorizam a consciência fonêmica e a relação 
grafo-fônica para o desenvolvimento da leitura e da escrita, pensadas a 
partir da proposta apresentada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 
(BRASIL, 2017).
Quando uma criança constata que a palavra “trem” é escrita com poucas 
letras e que a palavra “moranguinho” é escrita com várias letras, ela está 
refletindo sobre a relação existente entre o tamanho real dos objetos e a 
quantidade de letras necessárias para a realização do registro, o que se 
convencionou chamar “realismo nominal”. Quando ela percebe que as pala-
vras “papai” e “pateta” começam com a mesma letra, embora não tenham 
nada em comum, ela já está associando a escrita ao valor sonoro das sílabas 
pronunciadas (MORAIS; LEITE, 2005).
A reflexão da criança sobre a língua, observando as características das 
palavras (semelhança sonora com outras palavras da língua, seu tamanho, 
as partes que as compõem), é característica das habilidades de reflexão 
fonológica, ou, como é chamada na literatura especializada, de consciência 
fonológica (MORAIS; LEITE, 2005).
A consciência fonológica é uma habilidade metalinguística que se refere à repre-
sentação consciente das propriedades fonológicas e das unidades que constituem 
a fala, incluindo a capacidade de refletir sobre os sons da fala e sua organização na 
formação das palavras. Essa consciência metalinguística é o reconhecimento pelo 
indivíduo de que as palavras são formadas por vários sons diferentes, manipuláveis, 
considerando não só a capacidade de reflexão, como também a de operação com 
fonemas, sílabas, rimas e aliterações (BUBLITZ, 2010, p. 33).
É a consciência fonológica que nos permite perceber os sons das pa-
lavras que ouvimos, possibilitando a identificação de rimas e de palavras 
que começam e terminam com os mesmos sons e de fonemas que podem 
ser manipulados para a formação de novas palavras (MORAIS; LEITE, 2005).
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa2
Vários estudos realizados nas últimas décadas têm buscado estabelecer 
uma relação entre a consciência fonológica e o sucesso/insucesso no processo 
de alfabetização. Embora não haja estudos conclusivos e as considerações 
até o momento não tenham chegado a um consenso sobre como se dá a 
relação entre a consciência fonológica e a leitura e a escrita (sea primeira 
é pré-requisito para as outras duas ou se, à medida que a leitura e a escrita 
se desenvolvem, determinam o desenvolvimento da consciência fonológica), 
sua importância no processo de alfabetização é inegável (MORAIS; LEITE, 
2005). Apesar de as habilidades de reflexão fonológica não serem suficientes 
para que um indivíduo domine a escrita alfabética, elas são uma condição 
necessária.
Intervenções pedagógicas para desenvolver 
habilidades de reflexão fonológica
Ao assumir um compromisso com a educação integral dos indivíduos, a BNCC 
elencou 10 competências gerais, cujo desenvolvimento deve ser assegurado 
a todos os alunos da educação básica (BRASIL, 2017).
A imaginação e a criatividade estão previstas nas competências elencadas, 
como elementos fundamentais para a construção de novos conhecimentos.
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, 
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, 
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e 
criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes 
áreas (BRASIL, 2017, p. 9).
A menção à criatividade e à imaginação é feita em muitos outros trechos 
do documento, que sempre as apresenta como partes da ação dos educandos 
sobre os objetos de conhecimentos visando à construção de novos saberes.
No que se refere à construção da consciência linguística, a imaginação e 
a criatividade são estratégias usadas pelas crianças para inferir o que pode 
estar escrito quando tentam ler ou escrever algo. Essas estratégias são 
construídas a partir das relações constantes da criança com o mundo e suas 
representações. A ludicidade é parte desse processo, pois a criança não vê 
nesse ato imaginativo algo que não seja uma aventura pelo conhecimento.
Brincadeiras cantadas, parlendas, versos e adivinhas são atividades lúdi-
cas que já fazem parte do repertório infantil e que podem ser incorporadas 
às práticas docentes, como forma de provocar a reflexão das crianças sobre 
as palavras e seus sons.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 3
Os jogos também são ótimos recursos para a construção da consciência 
fonológica, podendo ser utilizados com o objetivo de oportunizar aos alfa-
betizandos (BRANDÃO et al., 2009):
 � a compreensão de que, para aprender a escrever, é preciso refletir 
sobre os sons, e não apenas sobre os significados das palavras;
 � a compreensão que as palavras são formadas por unidades sonoras 
menores;
 � o desenvolvimento da consciência fonológica, por meio da exploração 
dos sons iniciais das palavras (aliterações) ou finais (rimas);
 � a comparação de palavras quanto às semelhanças e diferenças sonoras;
 � a percepção de que as palavras têm diferentes partes sonoras iguais;
 � a identificação da sílaba como unidade fonológica;
 � a segmentação de palavras em sílabas;
 � a comparação de palavras quanto ao tamanho, por meio da contagem 
do número de sílabas.
Um exemplo de jogo que pode ser utilizado para o desenvolvimento da 
consciência fonológica é a trinca mágica (BRANDÃO et al., 2009). O jogo é 
composto por 24 cartas, que correspondem a oito trincas de cartas contendo 
figuras de animais, objetos, instrumentos, etc. cujos nomes rimam. Nesse 
jogo, que é jogado por quatro jogadores, ganha o primeiro a formar uma 
trinca de cartas com rimas.
Outro exemplo de jogo que também pode ser utilizado com o mesmo 
propósito é a batalha de palavras, que tem por objetivos a identificação da 
sílaba como unidade fonológica, a segmentação das palavras em sílabas e a 
comparação das palavras quanto ao número de sílabas (BRANDÃO et al., 2009).
Podendo ser jogada por dois jogadores ou duas duplas, a batalha de 
palavras é um jogo composto por 30 fichas com figuras cujos nomes variam 
quanto ao número de sílabas. As fichas devem ser distribuídas igualmente 
entre os dois jogadores, que devem colocá-las com as faces viradas para baixo, 
uma em cima da outra, formando um monte. Então, os dois jogadores devem 
desvirar, ao mesmo tempo, a primeira ficha do monte. Aquele que desvirar a 
palavra com o maior número de sílabas ganha a sua ficha e a ficha desvirada 
do adversário. Vence o jogo quem tiver mais fichas no final.
Esses jogos são apenas exemplos de atividades lúdicas que podem ser 
propostas pelo professor para que os alunos possam, de maneira prazerosa 
e lúdica, desenvolver suas habilidades de consciência fonológica.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa4
O debate sobre a construção da consciência linguística é bastante amplo. 
Nesta seção, apresentamos algumas possibilidades de uso da ludicidade 
no processo de construção do conhecimento sobre a escrita. A seguir, isso 
será analisado mais detalhadamente em relação aos anos iniciais do ensino 
fundamental e à educação infantil.
A ludicidade na alfabetização
Na história da educação brasileira, durante muito tempo as práticas peda-
gógicas voltadas para a aquisição da leitura e da escrita estiveram baseadas 
em métodos de alfabetização que, partindo de diferentes unidades da língua, 
tinham como elemento comum o pressuposto de que o início do processo de 
alfabetização é determinado pelo professor. Os métodos de alfabetização 
pressupunham, então, que as crianças não tinham qualquer conhecimento 
sobre a escrita antes de a escola empreender ações para que elas começassem 
a tê-lo e que o processo de alfabetização acontecia pela aquisição de técnicas 
de codificação (transformação de fonemas em grafemas) e de decodificação 
(transformação de grafemas em fonemas). Essas técnicas eram adquiridas 
pelos alunos por meio da reprodução passiva do que era transmitido pelo 
professor para que eles memorizassem.
Nos anos 1980, os estudos realizados por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky 
(1985) demonstraram que a criança constrói conhecimentos sobre a escrita 
antes de entrar na escola, quando da interação com materiais escritos presen-
tes na sociedade. Também demonstraram que a criança participa ativamente 
do processo de construção da escrita e que esta é uma representação. Assim, 
ao interagirem com a escrita, que é o objeto do conhecimento, as crianças 
constroem hipóteses sobre como ela funciona.
O livro mais conhecido de Emilia Ferreiro é Psicogênese da língua 
escrita (1985), escrito em parceria com Ana Teberosky. Essa obra 
revela os processos de aprendizagem da escrita utilizados pelas crianças, 
provocando o questionamento dos métodos tradicionais de ensino da leitura 
e da escrita.
A divulgação das ideias de Emília Ferreiro provocou a revisão das práticas 
alfabetizadoras ao mostrar a necessidade das atividades que colocam a 
criança em um papel ativo no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 5
Na busca por caminhos que oportunizassem a ação cognitiva infantil sobre 
o objeto de conhecimento, a ludicidade passou a ser vista como elemento 
fundamental para a construção do sistema de escrita. Nesse contexto, há 
várias possibilidades. Aqui vamos apresentar o papel dos jogos como caminho 
favorável a uma alfabetização apoiada na ludicidade.
Além de ser veículo de expressão e socialização das práticas culturais da 
humanidade e veículo de inserção no mundo, o jogo também é uma atividade 
lúdica na qual as crianças se engajam em um mundo imaginário, regido por 
regras próprias, construídas, em geral, a partir das próprias regras sociais 
de convivência (BRANDÃO et al., 2009).
Na alfabetização, os jogos podem ser importantes aliados para que as 
crianças reflitam sobre o sistema de escrita sem ter de realizar treinos me-
cânicos e desprovidos de significado.
Nos momentos de jogo, as crianças mobilizam saberes acerca da lógica de funcio-
namento da escrita, consolidando aprendizagens já realizadas ou se apropriando 
de novos conhecimentos nessa área. Brincando, elas podem compreender os 
princípios de funcionamento do sistema alfabético e podemsocializar seus saberes 
com os colegas (BRANDÃO et al., 2009, p. 14).
É importante destacar que a simples disponibilização dos jogos em sala 
de aula não é suficiente para a promoção da aprendizagem. De acordo com 
Kishimoto (2003), o trabalho pedagógico com jogos demanda a oferta de 
estímulos externos e a influência de parceiros, bem como a sistematização 
dos conceitos em situações que não sejam as em que se está jogando.
Sendo assim, é papel do professor selecionar os jogos mais adequados 
para os objetivos didáticos pretendidos, garantir que haja jogos suficientes 
para que todos os alunos possam participar e planejar ações sistemáticas 
para que a aprendizagem ocorra de fato.
Para a seleção dos jogos que serão utilizados na alfabetização, o professor 
pode, em um primeiro momento, realizar um levantamento das brincadeiras 
já conhecidas pelas crianças. Ao fazer isso, certamente o professor perceberá 
que as crianças já têm construído um amplo repertório de trava-línguas, 
adivinhas, parlendas, cantigas de roda, versinhos, entre outros. Outros jogos 
bastante presentes no repertório infantil e que podem ser incorporados às 
práticas educativas são os jogos de forca, as palavras cruzadas e os jogos 
de stop (BRANDÃO et al., 2009). A inserção desses jogos nas práticas de alfa-
betização pode despertar a atenção e a reflexão sobre a língua de maneira 
bastante prazerosa.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa6
O papel do professor na proposição de jogos nas 
classes de alfabetização
O professor tem um papel fundamental na inserção dos jogos nas classes 
de alfabetização, como elemento promotor de novas aprendizagens. Para 
realizar essa inserção, ele precisa não apenas ter clareza sobre os objetivos 
pedagógicos que pretende atingir, mas também ser capaz de identificar os 
conhecimentos já construídos pelos alunos sobre a escrita.
A identificação dos saberes das crianças é fundamental para a escolha 
dos jogos mais adequados para cada grupo de alunos. Sem ela, pode acon-
tecer de o professor propor jogos muito fáceis, que, por isso, não motivem 
os alunos, ou, de outro modo, muito difíceis, impedindo as possibilidades 
de aprendizagem.
Para identificar os conhecimentos que as crianças já têm sobre a 
escrita, antes que elas escrevam convencionalmente, é necessário 
que o professor realize uma sondagem de escrita. A sondagem de escrita é um 
instrumento de avaliação diagnóstica, criado por Emilia Ferreiro, que consiste 
em um ditado de palavras que a criança não conhece de memória e uma frase. 
De acordo com os registros realizados pelas crianças, é possível identificar os 
conhecimentos já construídos e planejar ações para a promoção de avanços 
no percurso de aprendizagem. 
Para saber mais sobre a sondagem, recomendamos a leitura do artigo “Diag-
nóstico na alfabetização para conhecer a nova turma” (MOÇO, 2009), publicado 
no site Nova Escola.
Para que as atividades com os jogos sejam bem-sucedidas, o professor tam-
bém deve observar outros aspectos, descritos a seguir (BRANDÃO et al., 2009).
 � Quando um jogo for apresentado à turma pela primeira vez, é impor-
tante que as regras do jogo sejam apresentadas para todos os alunos 
ao mesmo tempo.
 � De acordo com o tipo de jogo escolhido, podem-se formar duplas, 
trios, pequenas ou grandes equipes. Alguns jogos também podem ser 
jogados individualmente, de modo a atender às demandas específicas 
de cada aluno.
 � Sempre que possível, o professor deve retomar as regras do jogo em 
cada grupo, pedindo que os alunos as expliquem, para ter certeza que 
todos compreenderam a proposta.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 7
 � Sempre que possível, é importante que o professor retome o que foi 
explorado no jogo, sistematizando as aprendizagens. Por exemplo, se 
o jogo propunha a identificação de palavras que rimassem entre si, 
o professor pode pedir que os grupos digam quais foram as palavras 
que encontraram e registrá-las na lousa. Feito isso, ele pode desafiar 
os alunos a encontrar outras palavras que rimem com as que já foram 
registradas.
 � No início do processo de alfabetização, para subsidiar a reflexão sobre 
a língua, o professor pode disponibilizar recursos, como o alfabeto 
móvel ou uma cartela com o alfabeto, para que os alunos os consultem 
quando necessário.
Em lojas físicas ou virtuais, é possível encontrar vários jogos voltados 
para a reflexão sobre a escrita no processo de alfabetização. O professor 
pode utilizar esses jogos já disponíveis, criar seus próprios jogos ou, ainda, 
com um olhar atento, propor variações e novos desafios a partir dos jogos 
já existentes.
Durante as situações de jogo, é fundamental que o professor transite entre 
os grupos para prestar atenção nas falas das crianças e, sempre que neces-
sário, realizar intervenções. O registro dessas observações é um importante 
instrumento para a avaliação das ações realizadas e para o planejamento 
de outras ações lúdicas.
Importa ressaltar que, mesmo inserida no processo de alfabetização es-
colar, a criança continua sendo criança e, como tal, tem o direito de interagir 
com os objetos do conhecimento utilizando as habilidades que são próprias 
da infância, como a imaginação e a criatividade. Sendo assim, as situações 
propostas para a inserção da criança no universo da escrita não podem 
colocá-la em um lugar de passividade, nem serem tediosas e desprovidas 
de significado.
A ludicidade na abordagem da língua 
materna na educação infantil
A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, voltada para o 
atendimento de crianças com 0 a 5 anos de idade (BRASIL, 1996). Como tal, ela 
é o início e o fundamento do processo educacional, significando, na maioria 
das vezes, a primeira inserção das crianças em uma situação de socialização 
estruturada (BRASIL, 2017).
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa8
A BNCC (BRASIL, 2017), tendo por base as Diretrizes Curriculares Nacionais 
da Educação Infantil (BRASIL, 2009), adota as interações e as brincadeiras 
como eixos estruturantes das práticas pedagógicas desenvolvidas na edu-
cação infantil. 
Na perspectiva adotada pela BNCC (BRASIL, 2017), as interações e a brin-
cadeira são experiências pelas quais as crianças podem construir conheci-
mentos, desenvolver-se e socializar-se por meio de suas ações e da interação 
com seus pares e com os adultos. 
Tendo em vista tanto os eixos estruturantes das práticas pedagógicas 
quanto as competências gerais da educação básica previstas na BNCC, seis 
direitos de aprendizagem e desenvolvimento visam a assegurar, na educação 
infantil:
[...] as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam 
desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios 
e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados 
sobre si, os outros e o mundo social e natural (BRASIL, 2017, p. 37).
O brincar é um dos direitos de aprendizagem da educação infantil, ao 
lado de conviver, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Como direito 
de aprendizagem, o brincar é previsto, cotidianamente, de diversas formas, 
em diferentes espaços e tempos e com diferentes parceiros (BRASIL, 2017).
A proposição do brincar, tanto como eixo estruturante das práticas pe-
dagógicas quanto como direito de aprendizagem, coloca a ludicidade em um 
lugar de grande relevância para a promoção de aprendizagens e desenvolvi-
mento na educação infantil, em respeito às especificidades dessa etapa do 
desenvolvimento humano.
Também como forma de contemplar essas especificidades, o currículo 
na educação infantil não está organizado de maneira disciplinar, e sim sob 
a forma de campos de experiências.
Considerando que, na educação infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das 
crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-
-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-
-se, a organização curricular da educaçãoinfantil na BNCC está estruturada em 
cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de 
aprendizagem e desenvolvimento (BRASIL, 2017, p. 40).
A proposição de campos de experiências como forma de organização 
curricular visa ao acolhimento das situações e das experiências concretas da 
vida cotidiana das crianças, bem como dos conhecimentos já construídos por 
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 9
elas, utilizando-os como pontos de partida para a construção dos saberes 
que fazem parte do patrimônio cultural da humanidade. Os cinco campos 
de experiências em que se organiza a educação infantil são apresentados 
na Figura 1.
Figura 1. Campos de experiências na educação infantil.
Fonte: Adaptada de Brasil (2017).
Embora pensados de maneira interdisciplinar, cada um dos campos de 
experiências prioriza uma determinada área do currículo. O ensino da língua 
materna é priorizado no campo de experiências “Escuta, fala, pensamento e 
imaginação”, detalhado a seguir.
Escuta, fala, pensamento e imaginação
Um dos objetivos do campo de experiências “Escuta, fala, pensamento e 
imaginação” é o desenvolvimento da oralidade infantil. Sendo assim, é fun-
damental que as crianças vivenciem situações em que possam falar e ouvir, 
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa10
ampliando seus recursos de participação na cultura oral. A participação em 
situações de escuta de histórias, de conversação, de descrições, de narrativas 
elaboradas individualmente ou em grupo e de interação com múltiplas lingua-
gens possibilita a formação da criança como um sujeito único e pertencente 
a um grupo cultural (BRASIL, 2017).
A curiosidade pela cultura escrita, manifestada desde cedo, deve ser 
incentivada na escola, em situações nas quais as crianças possam ouvir e 
acompanhar a leitura de textos de gêneros diversos e observar os diferentes 
textos que têm uma circulação social efetiva. Sendo assim, a educação infantil 
deve proporcionar às crianças a imersão na cultura escrita, oportunizando a 
elas diferentes experiências com textos diversos, em situações contextualiza-
das, a partir das quais as crianças possam construir suas hipóteses sobre as 
funções sociais da escrita e sobre suas formas de representação (BRASIL, 2017).
Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para a educação infantil na 
BNCC são propostos de acordo com três grupos etários, a saber (BRASIL, 2017):
 � bebês (de 0 a 1 ano e 6 meses);
 � crianças bem pequenas (de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses);
 � crianças pequenas (de 4 anos a 5 anos e 11 meses).
Nos três grupos etários, as situações de ensino e aprendizagem da língua 
materna devem ser pautadas pela ludicidade e pelas interações. É necessário 
que o professor sempre tenha em mente esses dois eixos estruturantes do 
trabalho pedagógico para que possa propor situações nas quais sejam ga-
rantidas, efetivamente, as condições de aprendizagem, de desenvolvimento 
e de brincadeira.
Cabe ao professor realizar a gestão dos tempos e espaços escolares, 
bem como organizar os materiais necessários para que as crianças tenham 
a oportunidade de aprender brincando.
A seguir, apresentamos algumas possibilidades e espaços de aprendiza-
gem como fonte de inspiração para o planejamento de outras atividades, 
que devem ser pensadas a partir das particularidades do alunado e das 
características do contexto em que as ações serão desenvolvidas.
 � Teatro de fantoches: ao ouvir histórias, as crianças desenvolvem a 
escuta atenta do outro, ampliam seu vocabulário e começam a per-
ceber o encadeamento lógico dos fatos. As crianças podem recontar 
as histórias contadas pelo professor utilizando os fantoches ou, em 
pequenos grupos, produzir suas próprias histórias orais.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 11
 � Dramatização de histórias conhecidas pelas crianças: as crianças po-
dem dramatizar as histórias que fazem parte do repertório do grupo, 
utilizando fantasias, roupas dos adultos e objetos do cotidiano para 
a construção do cenário e do figurino.
 � Músicas: as atividades musicais são importantes para as crianças. 
Com elas, podem ser explorados gestos, expressões corporais e os 
sentidos, de uma maneira geral. Para os bebês e para as crianças bem 
pequenas, a participação nesse tipo de atividade propicia a ampliação 
do repertório vocabular, bem como o desenvolvimento da oralidade.
 � Cantos de leitura (canto dos gibis, das revistas, dos livros): organizados 
pelo professor, nesses cantos as crianças podem interagir com materiais 
escritos e ler, mesmo sem saber ler. Os cantos de leitura possibilitam, 
de maneira lúdica, a construção de uma relação prazerosa com o texto 
escrito e oferecem subsídios para a construção de hipóteses sobre as 
funções da escrita e seu funcionamento.
 � Canto do faz de conta: organizado com a ajuda das famílias, que po-
dem enviar para a escola objetos e roupas que não estão mais sendo 
utilizadas, esse espaço propicia a brincadeira de faz de conta, em que 
as crianças interagem com seus pares e constroem suas narrativas a 
partir de suas vivências e seus saberes.
Tanto as atividades quanto os espaços pensados para propiciar a interação 
e as brincadeiras devem ser incorporados ao planejamento docente, de modo 
que façam parte da rotina das classes de educação infantil.
Assim, na educação infantil, as experiências com a linguagem têm como 
fio condutor a construção de algumas competências fundamentais, como a 
percepção das relações sonoras que a oralidade proporciona e que estão 
presentes na consciência fonológica necessária à construção da escrita, além 
do conhecimento sobre a função social da escrita. A construção dessas com-
petências é possibilitada pela diversidade de atividades lúdica aqui descritas.
Neste capítulo, você pôde compreender que a imaginação e a criatividade 
infantil são fontes das relações próprias da criança com o mundo que a 
cerca, tendo aqui como enfoque o desenvolvimento do conhecimento sobre 
a escrita. Ao brincar e interagir, seja na educação infantil, seja nos primeiros 
anos do ensino fundamental, a criança estará diante de boas oportunidades 
para construir o conhecimento e pensar sobre ele, pois ela é um ser integral, 
curioso, que cria e recria o próprio mundo.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa12
Referências
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&pagina=18&data=18/12/2009. Acesso em: 11 maio 2021.
BUBLITZ, G. K. Processo de leitura e escrita e consciência linguística de crianças que 
ingressam aos 6 anos no Ensino Fundamental. 2010. 149 f. Tese (Doutorado em Letras) 
— Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.
FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 
1985.
KISHIMOTO, T. O jogo e a educação infantil. In: KISHIMOTO, T. (org.). Jogo, brinquedo, 
brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2003.
MORAIS, A. G.; LEITE, T. M. R. Como promover o desenvolvimento das habilidades de 
reflexão fonológica dos alfabetizandos?In: MORAIS, A. G.; ALBUQUERQUE, E. B. C.; 
LEAL, T. F. (org.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo 
Horizonte: Autêntica, 2005.
Leituras recomendadas
BRASIL. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: ludicidade na sala de 
aula: ano 01, unidade 04. Brasília: Ministério da Educação, 2012. Disponível em: 
https://wp.ufpel.edu.br/obeducpacto/files/2019/08/Unidade-4.pdf. Acesso em: 
11 maio 2021.
LEAL, T. F.; ALBUQUERQUE, E. B.; RIOS, T. M. Jogos: alternativas didáticas para brincar 
alfabetizando (ou alfabetizar letrando?) In: MORAIS, A. G.; ALBUQUERQUE, E. B. C.; LEAL, 
T. F. (org.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: 
Autêntica, 2005.
MOÇO, A. Diagnóstico na alfabetização para conhecer a nova turma. Nova Escola, 
2009. https://novaescola.org.br/conteudo/2489/diagnostico-na-alfabetizacao-para-
-conhecer-a-nova-turma. Acesso em: 11 maio 2021.
O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa 13
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O uso da ludicidade nas aulas de língua portuguesa14
Dica do professor
Assista ao vídeo a seguir e entenda o que é ludicidade, como ela pode ser trabalhada nas aulas de 
Língua Portuguesa e os empecilhos encontrados em relação à inserção do lúdico nas atividades 
curriculares das escolas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
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Exercícios
1) "[...] o significado do lúdico não pode estar restrito apenas aos jogos e brincadeiras. Seria 
preciso associá-lo a algo alegre, agradável, que o indivíduo faz de forma livre e espontânea” 
(MEC/SEB, 201. 
 
Aponte a alternativa que apresenta as positividades do trabalho com o lúdico, nas aulas de 
Língua Portuguesa da educação infantil:
A) Ocorre pouco envolvimento da criança com o conteúdo aprendido.
B) Desenvolve na criança o amor pela leitura, mas desestimula a escrita.
C) Há por parte da criança atribuição de significado em relação àquilo que está sendo ensinado.
D) Oferta desestímulo para o aprendizado, uma vez que a criança entende que sua função é 
apenas brincar.
E) Desestimula a interação e, portanto, retarda o desenvolvimento da oralidade na criança.
2) Em sala de aula, normalmente, o ensino-aprendizagem acontece por meio de atividades 
lúdicas, que são desenvolvidas em agrupamento de alunos. Sobre os critérios para realização 
do planejamento e organização das dinâmicas e dos espaços, é CORRETO:
A) não agrupar crianças que possuam conhecimentos aproximados de determinado conteúdo.
B) agrupar as crianças que estejam na mesma fase de desenvolvimento.
C) agrupar as crianças a partir das suas predileções de atividades e brincadeiras, deixando-as 
participar de atividades não coordenadas.
D) desestimular a criança a participar de algumas atividades, devido à sua dificuldade de 
aprendizagem.
E) planejar a prática de atividades lúdicas, sendo dispensável a análise da fase de aprendizagem 
em que as crianças se encontram.
No primeiro ano do Ensino Fundamental I, o aluno ainda está se desenvolvendo enquanto 
alfabetizado. Nessa fase ocorre, com frequência, a leitura em voz alta feita pelo professor. 
3) 
Sobre essa prática e sua importância, pode-se afirmar que:
A) O professor assume o papel de ledor, mas não de mediador da discussão.
B) O professor, ao exercer tal prática, erra, pois impossibilita que o aluno se desenvolva, uma vez 
que faz por ele.
C) O professor deve escolher histórias/textos que povoem a cabeça da criança, desenvolvam a 
sua imaginação.
D) A forma como o professor deverá ler o texto escolhido não interfere na recepção do texto 
por parte dos alunos.
E) Uma boa estratégia é o trabalho com textos literários tradicionais.
4) No que se refere ao uso de jogos didáticos, em aulas de Língua Portuguesa, é comum que o 
professor trabalhe vários jogos ao mesmo tempo, separando as crianças em grupos ou 
duplas, a partir da habilidade ou competência que se pretende desenvolver na criança. A 
alternativa que melhor compreende o uso de jogos didáticos, nas aulas de língua materna, é:
A) O agrupamento dos alunos não deve ser pensado, considerando os momentos diferentes da 
apropriação do sistema de escrita em que as crianças se encontram.
B) Não é recomendado que professor planeje situações nas quais todo o grupo participe de um 
mesmo jogo.
C) Uma atividade, por exemplo, que trabalhe a consciência fonológica da criança e que seja uma 
necessidade de todos poderá ser aplicada a todo o grupo.
D) Existem jogos que desenvolvem habilidades específicas e, portanto, devem ser pensados em 
relação à fase de aprendizagem em que as crianças se encontram.
E) Não deve ser preocupação do professor pensar o fator diversidade quando planejar suas 
aulas lúdicas.
5) A consciência fonológica pode ser desenvolvida na criança através de várias atividades 
lúdicas. Aponte a alternativa que apresenta um grupo de atividades lúdicas que trabalham a 
consciência fonológica.
A) Teatro, música e contação de histórias.
B) Contação de histórias, "auto- ditado" e música.
C) Jogos com palavrinhas desconhecidas, cantinho da leitura e desenho.
D) Interprete a personagem, leitura de historinha e jogo da forca.
E) Colorir, dançar e cantinho da leitura.
Na prática
Veja a seguir exemplos sobre o uso da ludicidade no ensino de língua materna.
Confira uma cartela variada de brincadeiras e jogos que podem ser desenvolvidas nas aulas de 
Língua Portuguesa, nas séries iniciais:
Veja aqui
 
http://pt.slideshare.net/jlsluciano/jogos-delinguaportuguesa?related=1
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A ludicidade no ensino de língua portuguesa nas séries finais
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A ludicidade no ensino de língua portuguesa: não é brincar de 
lecionar e sim lecionar brincando
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Jogos e Atividade
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https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/achs/article/download/5512/pdf_41/20729+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/2932?locale=pt_BR
https://www.youtube.com/watch?v=L5uzFoRqAvc

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