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Estagio Relatorio Final
Estagio anos iniciais (Centro Universitário UniFAVENI)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Estagio Relatorio Final
Estagio anos iniciais (Centro Universitário UniFAVENI)
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Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE NATUREZA E CULTURA 
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benjamin Constant -AM 
2024 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
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CLEIDE CARIOCA LARANHAGA 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 
 
 
 
Trabalho apresentado ao Curso de Pedagogia- 
INC/UFAM, como requisito para obtenção de nota na 
disciplina de Estágio Supervisionado nos Anos 
Iniciais sob orientação do Prof.ª Greice Oliveira 
Nascimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benjamin Constant – AM 
2024 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho a minha Família que 
sempre acreditaram no meu potencial e me 
deram forças em momentos no qual precisei, 
em especial aos meus filhos que sempre estar 
do meu lado. 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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AGRADECIMENTOS 
 
 
Primeiramente quero agradecer ao meu bom Deus, pelo dom da vida! 
Agradecer a minha Família e Amigos, por sempre me ajudarem! 
Agradecer aos professores da UFAM/INC em especial do curso de Pedagogia, pela 
compreensão e conhecimento adquiridos para minha formação profissional! 
Agradecer em especial a Professora Greice de Oliveira Nascimento, pelas orientações ao 
longo deste estágio! 
Agradecer a todos os meus colegas do Curso, por me proporcionarem momentos de 
felicidades e parcerias! 
Por fim, agradecer a todos que de alguma forma contribuíram nesta etapa! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A infância é o tempo de maior 
criatividade na vida de um ser 
humano.” (Jean Piaget) 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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SUMARIO 
 
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 7 
1 CAPÍTULO - OBSERVAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR: HISTÓRIA, 
INFAESTRUTURA E IDENTIDADE PEDAGÓGICA ........................................................... 9 
1.1 O ambiente escolar: breve histórico, localização e funcionamento da escola ..................... 9 
1.2 O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM E A SALA DE AULA POR ESCOLA: 
RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E OS DESAFIOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA ....... 12 
1.2.1 ESCOLA GRAZIELA: de frente com a Educação de Jovens e Adultos na formação ... 12 
1.2.2 ESCOLA Municipal Indígena Professor De’erecü: diante da Educação Escolar Indígena 
17 
2 CAPÍTULO - EXPERIÊNCIA DA PRÁTICA PROFISSIONAL DOCENTE .................. 20 
2.1 2.1 A Participação Ativa: Descrição dos Processos Educativos Observados na Educação 
Escolar Indígena ....................................................................................................................... 20 
2.2 Participação Ativa: Descrição dos Processos Educativos Observados na EJA ................. 24 
3 CAPITULO - REGÊNCIA/INTERVENÇÃO ..................................................................... 26 
3.1 Escolha e Planejamento do Tema da Regência ................................................................. 26 
3.2 A TEORIA E PRÁTICA: um relato circunstanciado da experiencia da 
regência/intervenção ................................................................................................................. 27 
CONSIDERAÇOES FINAIS ................................................................................................... 36 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 38 
ANEXOS ................................................................................... Erro! Indicador não definido. 
APENDICES – MEMORIAL ACADÊMICO .......................... Erro! Indicador não definido. 
APENDICES – PLANO DE AULA REGÊNCIA/INTERVENÇÃOErro! Indicador não 
definido. 
APENDICES – PROJETO DE ESTAGIO ................................ Erro! Indicador não definido. 
 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
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INTRODUÇÃO 
 
O presente relatório do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental surge a partir da proposta de estagio supervisionado com ênfase nos Anos Iniciais 
do Ensino Fundamental e tem o objetivo compreender como se dá a práxis em sala de aula. O 
estágio ocorreu na Escola Municipal Indígena Professor De’erecü, na comunidade de Bom 
Caminho pelo turno vespertino e na Escola Municipal professora Graziela Correa de Oliveira 
no Município de Benjamin Constant/Am no turno da noite. 
O estágio se deu nessas duas escolas devido o pouco tempo que eu tinha, pôs eu 
trabalho pela manhã e vou para a faculdade pela tarde, sendo assim, o dia inicial a ida para as 
escolas foi no dia 04-12-2023 e finalizando no dia 14-12-23, sendo pela tarde das 13:00 as 
17:00 horas e pela noite das 19:00 as 22:00 horas, totalizando 60 horas no campo de estágio. 
 Sabemos que o estágio supervisionado, prepara para mercado de trabalho, visando ao 
aprendizado de competências próprias de atividade profissional e à contextualização curricular, 
objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. O estágio 
supervisionado é garantido por lei no artigo 1° da Resolução 067/2011 da Universidade Federal 
do Amazonas-UFAM que nos aportamos para subsidiar o aluno, ora matriculado nesta 
instituição. Assim, sendo possível o conhecimento da realidade em sala de aula a esta etapa do 
Ensino Fundamental nos Anos Iniciais, sendo assim, as práticasda Universidade Federal do 
Amazonas (UFAM), como parte das exigências à 
obtenção de avaliação. 
 
Orientadores: 
 
Profª Me. Greicy Oliveira Nascimento Prof 
Esp. Villiam Cruz da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benjamin Constant, Amazonas 2023 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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3 
 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO.............................................................................................................5 
1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA, DO ESTÁGIO E DOS 
ESTAGIÁRIOS.............................................................................................................7 
2 OBJETIVOS............................................................................................................9 
2.1 Objetivo 
Geral.........................................................................................................9 2.2 
Objetivos Específicos...........................................................................................9 
3 CONCEPÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA.........................................................10 
3.1 Estágio Supervisionado: conceito, finalidade, importância e 
atribuições.............10 
3.2 Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: Algumas 
Reflexões....................................................................................................................15 
3.3 A Educação de Jovens e Adultos: justificando o campo do 
estágio....................21 
4 AS ATIVIDADES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS DO 
ENSINO FUNDAMENTAL ........................................................................................22 
4.1 Observação.......................................................................................................
...22 
4.2 Participação 
Ativa.................................................................................................23 
4.3 Regência 
Supervisionada.....................................................................................24 
4.4 Relatório de 
Estágio.............................................................................................25 
4.5 Memorial............................................................................................................
...26 
5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES DO 
 ESTÁGIO 
SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL..............27 
REFERÊNCIAS..........................................................................................................28 
ANEXO.......................................................................................................................30 
Anexo A - Termo de Compromisso do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental...................................................................................................31 
 
 
 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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4 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente projeto de pesquisa tem como foco principal Estágio Supervisionado 
nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, uma etapa obrigatória para os estudantes 
do curso de pedagogia no Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade 
Federal do Amazonas (UFAM), localizada na mesorregião do Alto Solimões do 
Amazonas. Nosso objetivo é aprofundar-se nas atividades que serão realizadas no 
âmbito dos anos iniciais do ensino fundamental, na modalidade da educação de jovens 
e adultos (EJA), como parte integrante deste estágio. 
No contexto desta discussão sobre Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental, baseamos nossa argumentação em importantes marcos legais, 
incluindo a Lei n° 11.788, de 25 de setembro de 2008, que regula o estágio de 
estudantes, e a resolução 067/2011 - CEG/CONSEP/UFAM. Além disso, os 
fundamentos para o estágio supervisionado na educação infantil se sustentam em 
instrumentos legais como a Resolução n° 1/2006 CNE/CP, bem como no Projeto 
Pedagógico de Curso (PPC) do curso de pedagogia do INC/UFAM (2008). Para 
enriquecer a reflexão sobre o estágio e suas abordagens, dialogamos com autores 
como Pimenta e Lima (2004) no contexto da Licenciatura e, entre outros. 
No que diz respeito ao embasamento teórico-legal sobre oferta da educação 
nos anos iniciais do ensino fundamental, referenciamos documentos fundamentais, 
como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (Lei n° 9.394/96), assim como os trabalhos de Luck (2008), Ferreira et al 
(2019) e Scalabrin; Molinari (sem data). 
Dessa forma, as atividades de estágio serão conduzidas pelos estagiários, em 
conformidade com o Projeto Político Pedagógico - PPC do curso de Pedagogia, 
totalizando 120 horas, distribuídas da seguinte forma: 20 horas-aula para 
planejamento e elaboração do Projeto de Estágio (análise, seleção e elaboração de 
material didático); 60 horas-aula de observação do ambiente escolar e da prática 
docente em classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental; 20 horas/aula para 
relatório; 10 horas/aula de orientação e elaboração memorial; 10 horas-aula de 
docência (regência) (UFAM, 2008, p. 27). 
Em se tratando do campo de pesquisa/estágio, a Escola Municipal Professora 
Graziela Corrêa de Oliveira foco de nossa investigação, está localizada na área urbana 
do Município de Benjamim Constant, no Estado do Amazonas, precisamente no bairro 
Coimbra. Atende apenas do 6° ao 9° dos anos finais do Ensino Fundamental II 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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5 
 
(diurno), além da modalidade da Educação de Jovens e Adultos - EJA - 1º segmento 
(1° ano ao 5° ano) e 2º segmento (6° ano ao 9° ano), sendo esta modalidade ofertada 
no turno noturno. O estágio será realizado ao longo dos meses de dezembro de 2023 
a março de 2024, no turno noturno, na Educação de Jovens e Adultos - EJA - 1º 
segmento (1° ano ao 5° ano). 
O projeto apresenta a seguinte estrutura: No primeiro capítulo, serão 
apresentados os dados de identificação da instituição escolar, do estágio e dos 
estagiários. 
No segundo capítulo, exibimos os objetivos geral e específicos desse projeto 
com base nas diretrizes do Projeto Político-Pedagógico do Curso de Pedagogia - 
INC/UFAM. 
No terceiro capítulo, serão apresentadas as bases teórico-metodológicas que 
guiarão nossas reflexões no âmbito do campo de estágio. Isso envolverá a exploração 
do conceito, finalidade e importância do Estágio Supervisionado, bem como do Estágio 
Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além da justificativa de 
escolha da modalidade da Educação de Jovens e Adultos – EJA como campo de 
observação. 
No quarto capítulo, serão analisadas as atividades que os estagiários deverão 
realizar durante a execução da disciplina de Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais 
do Ensino Fundamental. Tais atividades revestem-se de importância crucial para a 
formação de profissionais dotados de uma abordagem crítico-reflexiva, orientada à 
pesquisa e à capacidade de promover mudanças significativas. 
Por fim, no capítulo final, será apresentado o cronograma detalhado para a 
execução das atividades relativas ao estágio supervisionado. Este planejamento 
minucioso visa assegurar uma condução eficaz e proveitosa do estágio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA, DO ESTÁGIO E DOS ESTAGIÁRIOS 
a) DA ESCOLA: 
Nome da escola: Escola Municipal Professora Graziela Corrêa de Oliveira 
INEP: 13005057 
Endereço: Rua Portugal,n° 05, Bairro Coimbra, Benjamin Constant- AM, CEP: 
69.6300-000 
Segmento: Ensino Fundamental II (6ª ano 9ª ano) e Educação de Jovens e Adultos 
- EJA - no 1º segmento (1º ao 5º ano) e 2º segmento (6º ao 9º ano) 
CNPJ: 03.131.310/0001-31 
Gestora Escolar: Marilucy Lourenço Mota 
Gestor Adjunto Escolar: Elson Barbosa da Costa 
Coordenadora Pedagógica: Cleidiana Costa Pantaleão 
Contatos: fone: (97)988063269 
E-mail: escolagraziela@hotmail.com 
Horário de Funcionamento da Escola: 07h às 11h / 13h às 17h / 18h às 22h 
 
b) DO ESTÁGIO: 
 
Estágio: Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental 
Turno de realização do estágio: Noturno 
Semestre Letivo: 2023/2 (ano civil 2023 e 2024) 
Datas e/ou período para Execução do estágio: 04/12/2023 até 26/03/2024 
 
c) DO ESTAGIÁRIO: 
 
d) DA ESTAGIÁRIA: 
 
Nome: Cleide Carioca Laranhaga 
Matrícula: 21954073 
Período que cursa: 8° 
Endereço: Rua São Fernandes, s/n°, Comunidade Indígena Bom Caminho, 
Benjamin Constant- AM, CEP: 69630-000 
Contatos: fone: (97)984360428 e-mail: laranhagac@gmail.com 
 
e) DA ESTAGIÁRIA: 
 
Nome: Dhylma Lira Ribeiro 
Matrícula: 21954067 
Período que cursa: 8° 
Endereço: Estrada do Mel, n°626, Bairro Colônia II, Benjamin Constant- AM, CEP: 
69630-000 
Contatos: fone: (97)984232237 e-mail: edersomdhylma@gmail.com 
 
f) DA ESTAGIÁRIA: 
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Nome: Iriane Paula Braga 
Matrícula: 21855506 
Período que cursa: 9° 
Endereço: Rua Amélio Brasil, n°219, Bairro Colônia II, Benjamin Constant- AM, CEP: 
69630-000 
Contatos: fone: (97)984085472 e-mail: iriane040806@gmail.com 
 
g) DO ESTAGIÁRIO: 
 
Nome: Ismael da Silva Negreiros 
Matrícula: 21550554 
Período que cursa: 8° 
Endereço: Rua Portugal, s/n°, Conjunto Alonso Ipuchima, Bairro Coimbra, Benjamin 
Constant- AM, CEP: 69630-000 
Contatos: fone: (97)984129654 e-mail: maelufambc@hotmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 OBJETIVOS 
 
2.1 Objetivo Geral 
 Analisar a realidade das instituições de educação dos Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental, fazendo observações no campo de estágio, participando das 
atividades de salas de aulas no campo de estágio, identificando os desafios, 
refletindo sobre a prática docente para provocar o reconhecimento e a 
incorporação de um referencial teórico-metodológico que contribua para a 
elevação de uma práxis pedagógica consequente que transforme o ato 
educativo em possibilidade real de intervenção e construção da realidade, 
chegando a produzir o relatório de estágio desta disciplina. 
 
2.2 Objetivos específicos 
• Elaborar e realizar, sob a orientação das professoras, o projeto de estágio 
supervisionado para as séries iniciais do Ensino Fundamental. 
• Realizar através do estágio nas séries iniciais do Ensino Fundamental 
práticas de observações, diagnósticos e análises de situações do contexto 
escolar, bem como das situações de ensino em sala de aula, para a 
promoção de uma prática pedagógica voltada a aprendizagem dos sujeitos 
desta fase de desenvolvimento humano. 
• Oportunizar a participação do(a) aluno(a)-estagiário(a) envolvendo sua 
colaboração ativa nas atividades da instituição ou da sala de aula de seu 
campo de estágio. 
• Produzir o plano de docência/regência para a conseqüente atuação no 
campo de Estágio; 
• Elaborar um relatório circunstanciado das atividades do Estágio, com base 
nos registros do diário de campo, dando continuidade ao memorial da vida 
acadêmica. 
 
 
 
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9 
 
 
 
3 A CONCEPÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA 
 
Nesta parte, propõe-se refletir sobre a concepção de Estágio Supervisionado, 
dando maior ênfase ao Estágio nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Demonstra-
se seu objetivo, finalidade e importância a partir das concepções legais e teóricas que 
fundamentam a prática investigativa no ambiente da instituição educacional a ser 
pesquisada. 
Com relação à estrutura deste tópico, começamos por apresentar as 
concepções de estágio com base nas legislações educacionais. Nesse sentido, 
oferecemos uma abordagem conceitual abrangente, explorando sua finalidade, 
importância e atribuições. Além disso, expandimos esses pontos fundamentais ao 
contexto do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. 
Em seguida, direcionamos nossa atenção para a Educação de Jovens e Adultos 
(EJA), essa explanação se revela crucial para uma compreensão sólida do ambiente 
de estágio e para a caracterização precisa dos alunos que compõem a etapa dos anos 
iniciais dentro desta modalidade que iremos observar. 
 
3.1 Estágio Supervisionado: conceito, finalidade, importância e atribuições 
 
Este item compreende a reflexão sobre o conceito, finalidade e importância do 
estágio supervisionado, baseando-se nas concepções teóricas e legais do estágio 
enquanto prática educativa investigativa. Essas considerações são embasadas nas 
contribuições teóricas de Pimenta e Lima (2004), na Lei nº 11.788/2008, bem como na 
legislação do estágio da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, conforme a 
Resolução nº 067/2011 - CEG/CONSEPE. Além disso, são destacadas as atribuições 
das instituições de ensino, das empresas concedentes e as obrigações e direitos do 
estagiário. 
Em nossa perspectiva, o estágio supervisionado é uma exigência legal para os 
cursos de formação profissional. Trata-se de um processo formativo que integra teoria 
(análises conceituais) e prática (ambientes escolares), permitindo ao estagiário a 
oportunidade de conhecer, conviver e interagir sendo mediado pela supervisão de um 
orientador escolar. Isso acontece através de abordagens diversificadas do estudante 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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10 
 
pesquisador em relação ao ambiente escolar, visando aprimorar suas habilidades com 
base na realidade e contexto em que está inserido. 
A concepção de estágio é vista como um componente curricular obrigatório 
tanto para o desenvolvimento profissional quanto pessoal do estagiário. Além disso, o 
estágio supervisionado, de acordo com Pimenta e Lima (2004), engloba de maneira 
integrada tanto a teoria quanto a prática. 
Para Pimenta e Lima (2004) o estágio supervisionado seria uma práxis, uma 
ação transformadora da realidade em que teoria e prática dialogam constantemente, 
“[...], o estágio curricular é atividade teórica de conhecimento, fundamentação, diálogo 
e intervenção da realidade, esta sim, o objeto da práxis. [...]”. (Pimenta e Lima, 2004, 
p.45). 
Cumpre destacar que o estágio supervisionado representa um estudo 
investigativo, no qual se aborda a problematização, reflexão e proposição de soluções 
para as situações encontradas no contexto da pesquisa. Isso demanda do 
pesquisador habilidades, técnicas, estratégias, métodos e teorias para uma 
investigação científica aprofundada da realidade em estudo. 
Na perspectiva legal, mais especificamente na Lei n° 11.788/2008 da 
Presidência da República do Brasil, que regula a realização de estágios por 
estudantes em todo o território brasileiro, a definição de estágio está associada a uma 
concepção que vê a prática como uma forma de aprendizado que contribui tanto para 
o desenvolvimento profissional quanto cidadão do pesquisador/estudante. 
Vamos observar: 
Art. 1° Estágio é ato educativo escolar supervisionado,desenvolvido no 
ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de 
educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de 
educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação 
especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional 
da educação de jovens e adultos. (Brasil, 2008, p.1). 
 
Pimenta e Lima (2004) consideram que o estágio supervisionado, nos cursos 
de formação de professores, envolve a vivência prática e aprofundada em um campo 
de estudo abrangente e complexo, que engloba as instituições escolares. Isso 
possibilita aos estudantes a imersão na realidade educacional, preparando-os para 
sua futura vida profissional. Essa visão das autoras está alinhada à definição de 
estágio supervisionado da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, conforme 
estabelecido na Resolução nº 067/2011 – CEG/CONSEPE, que regulamenta os 
estágios obrigatórios e não obrigatórios na instituição. Conforme podemos verificar: 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
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Art. 1º Considera-se estágio na Universidade Federal do Amazonas o ato 
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, 
visando ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e 
à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando 
para a vida cidadã e para o trabalho. (Ufam, 2011, p.1). 
 
Dessa forma, o estágio supervisionado se configura como um processo 
educativo escolar baseado em três elementos que consideramos de extrema 
importância: teoria, prática e formação, todos interligados às reflexões e análises das 
práticas institucionais, ações docentes e a dinâmica da comunidade escolar, à luz dos 
fundamentos teóricos, experiências profissionais e contexto 
observado/vivenciado. 
A realização do estágio tem o potencial de motivar os estagiários a 
desenvolverem projetos de pesquisa a partir das experiências vivenciadas durante ou 
após as atividades de estágio. O ambiente de estágio se torna um terreno fértil para a 
pesquisa, dada a diversidade e riqueza cultural que cada indivíduo dentro da 
instituição carrega consigo. 
Portanto, ao se engajar na atividade de estágio, o estudante se aproxima da 
realidade da instituição. Nesse contexto, Pimenta e Lima (2004) salientam que a 
relevância do estágio reside em sua capacidade de estimular e mobilizar os estagiários 
a conduzirem pesquisas, visando compreender a realidade observada no campo de 
estágio. 
Passamos agora a descrever a finalidade e importância do estágio 
supervisionado. De acordo com Pimenta e Lima (2004), a aproximação do estudante 
com a realidade em que irá atuar é a base da finalidade do estágio. Isso não se limita 
apenas a aspectos teóricos, mas envolve uma abordagem formativa que engloba uma 
prática em sintonia com o contexto e a realidade do pesquisador. 
No que se refere à importância do estágio supervisionado, Pimenta e Lima 
(2004) o consideram como uma ação prática que exige a realização de pesquisas 
científicas. Dessa forma, o estágio ganha relevância ao contribuir para a análise, 
aprendizado e compreensão contextos educacionais. Além disso, possibilita aos 
estudantes a aplicação de habilidades, técnicas e métodos de pesquisa investigativa, 
bem como a elaboração de projetos de intervenção que possam auxiliar na superação 
de desafios encontrados nas instituições escolares. 
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A importância do estágio reside na sua essência teórico-prática e na descoberta 
de novos conhecimentos por meio de uma abordagem investigativa da realidade 
educacional, o que é fundamental para a formação do futuro educador. 
Como último ponto nesta reflexão sobre o estágio supervisionado, 
apresentamos as atribuições das instituições de ensino, das empresas concedentes e 
as obrigações e direitos do estagiário. De acordo com a Lei n° 11.788/2008, as 
obrigações das instituições de ensino incluem: 
I - celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante 
ou assistente legal, quando ele for absoluta ou relativamente incapaz, e com 
a parte concedente, indicando as condições de adequação do estágio à 
proposta pedagógica do curso, à etapa e modalidade da formação escolar do 
estudante e ao horário e calendário escolar; II – avaliar as instalações da parte 
concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do 
educando; III – indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no 
estágio, como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades 
do estagiário; IV – exigir do educando a apresentação periódica, em prazo 
não superior a 6 (seis) meses, de relatório das atividades; V – zelar pelo 
cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro 
local em caso de descumprimento de suas normas; VI – elaborar normas 
complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus 
educandos; VII – comunicar à parte concedente do estágio, no início do 
período letivo, as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas. 
(Brasil, 2008, p.2-3). 
 
Tratando da concedente, ou seja, da Instituição escolar na qual o estágio será 
realizado, a Lei n° 11.788/2008 define as seguintes obrigações: 
I – celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, 
zelando por seu cumprimento; II – ofertar instalações que tenham condições 
de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional 
e cultural; III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação 
ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso 
do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários 
simultaneamente; IV – contratar em favor do estagiário seguro contra 
acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, 
conforme fique estabelecido no termo de compromisso; V – por ocasião do 
desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com 
indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da 
avaliação de desempenho; VI – manter à disposição da fiscalização 
documentos que comprovem a relação de estágio; VII – enviar à instituição 
de ensino, com periodicidade mínima de 6 (seis) meses, relatório de 
atividades, com vista obrigatória ao estagiário. Parágrafo único. No caso de 
estágio obrigatório, a responsabilidade pela contratação do seguro de que 
trata o inciso IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida 
pela instituição de ensino. (idem, ibidem, p.3). 
 
A Lei n° 11.788/2008 também estabelece as obrigações dos estagiários, 
embora sem entrar em detalhes sobre as atividades e deveres, mencionando apenas 
a questão da jornada de trabalho: 
Art. 10. A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo 
entre a instituição de ensino, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu 
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representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser 
compatível com as atividades escolares e não ultrapassar: I – 4 (quatro) horas 
diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação 
especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional 
de educação de jovens e adultos; II – 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas 
semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação 
profissional de nível médio e do ensino médio regular. (idem, ibidem, p.3). 
 
Em uma perspectiva diferente, a Universidade Federal do Amazonas - UFAM, 
por meio daResolução nº 067/2011 - CEG/CONSEPE, que regula os estágios 
obrigatórios e não obrigatórios na instituição, detalha em seu Art. 24 os direitos e 
deveres dos estagiários: 
I - Seguir as normas estabelecidas pela Coordenação Geral de estágio; II - 
Manter seus dados cadastrais atualizados no portal acadêmico; III - 
Providenciar todos os documentos solicitados pela Coordenação de Estágios; 
IV - Informar-se sobre o planejamento do Estágio; V - Solicitar esclarecimento 
sobre o processo de avaliação de seu desempenho; VI - Requerer 
orientações do supervisor e do professor-orientador a fim de sanar eventuais 
dificuldades encontradas no desenvolvimento de suas atividades de estágio; 
VII - Sugerir modificação na sistemática de estágio com o objetivo de torná-lo 
mais produtivo; VIII - Solicitar mudança de local de estágio quando as normas 
estabelecidas e o planejamento do estágio não estiverem sendo seguidos; IX 
- Conduzir-se com postura ética e atitude de colaboração no seu ambiente de 
trabalho, zelando pela imagem da UFAM. X - Informar-se sobre normas e 
exigências para a realização de Estágio 
Supervisionado de acordo com o Campo de estágio, em que vai atuar; XI - 
Assinar junto com o professor orientador de estágio, o Termo de Compromisso 
de Estágio Obrigatório; XII - Elaborar juntamente com o professor orientador 
o Plano de estágio; XIII - Manter contato regular com o Professor Orientador 
de Estágio, informando-o do andamento de seu trabalho na Escola 
concedente do Campo de Estágio; XIV - Disponibilizar para o Campo de 
estágio o Relatório Final; XV - Comunicar ao Supervisor técnico e ao 
professor orientador de Estágio, antecipadamente, quando estiver impedido 
de comparecer às aulas por motivo relevante. (Ufam, 2011, p.7). 
 
No contexto das legislações referentes ao estágio supervisionado, destacamos 
a Lei nº 11.788/2008 e a Resolução nº 067/2011 - CEG/CONSEPE da Universidade 
Federal do Amazonas. Essas regulamentações evidenciam que o processo formativo 
do estágio não depende apenas de fundamentos teóricos, conceituais e práticos, mas 
também de instrumentos legais que estabelecem as diretrizes e procedimentos para 
a organização e realização do estágio. 
Com a intenção de promover uma reflexão sobre elementos significativos do 
estágio supervisionado, tais como: conceito, finalidade, importância, atribuições das 
instituições de ensino, da concedente e os direitos e deveres do estagiário, com base 
nas visões de Pimenta e Lima (2004), da Lei 11.788/2008 e da Resolução nº 067/2011 
- CEG/CONSEPE da Universidade Federal do Amazonas, entendemos que o estágio 
supervisionado é uma atividade educacional de extrema relevância para o 
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desenvolvimento acadêmico e profissional do estudante. Este processo é essencial 
para a compreensão da realidade e funcionamento das instituições educacionais. 
Portanto, o estágio se configura como uma prática ativa de imersão no contexto 
educacional, exigindo rigor científico e comprometimento conjunto das instituições de 
ensino, das concedentes e dos estagiários. 
 
3.2 Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: Algumas 
Reflexões 
 
Nesta parte iremos destacar o Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental, bem como os parâmetros legais que orientam sua realização, 
incluindo a Diretriz Curricular Nacional do Curso de Pedagogia - Resolução 
1/2006/CNE/CP (Brasil, 2006) e o Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia - PPC 
(2008) do Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas 
(UFAM). Estes são parâmetros normativos que abordam a condução do Estágio 
Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. 
O Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental tem como 
objetivo proporcionar aos estudantes experiências através da prática ativa de 
observação in loco das práticas educativas realizadas pelo professor tanto dentro da 
sala de aula com os alunos quanto em outros espaços da instituição escolar. Isso 
engloba elementos como o planejamento das aulas, a disponibilidade de recursos 
materiais, a organização do espaço interno e externo da sala de aula para a condução 
das atividades educativas, bem como a interação com a comunidade escolar, e a 
estruturação do tempo, espaço e materiais. 
O estágio proporciona ao estudante o conhecimento necessário para 
desenvolver práticas educativas, levando em consideração a realidade econômica, 
social e cultural da escola, assim como as necessidades e interesses dos alunos. Isso 
visa garantir um desenvolvimento adequado dos educandos. É importante ressaltar 
que, com base na Resolução nº 004/2000/CONSEPE/UFAM e na Resolução 
1/2006/CNE/CP (apud Ufam, 2008), 
O estágio Curricular Supervisionado tem por objetivos oportunizar ao futuro 
profissional: • O desenvolvimento de competências necessárias à atuação 
profissional na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental e 
na gestão escolar. • A realização de observação, registros e análises de 
situações contextualizadas de ensino em sala de aula e de processos de 
gestão educacional; • As condições para analisar, compreender e atuar na 
resolução de situações- problemas característica do cotidiano profissional; • 
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A participação efetiva no trabalho pedagógico para a promoção da 
aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento nos 
diversos níveis e modalidades de processos educativos (Educação Infantil, 
Anos Iniciais do Ensino Fundamental, EJA, Educação Especial, Educação 
Indígena etc.) • A elaboração e o desenvolvimento de projetos de atividades 
educacionais ou de investigação do supervisor de estágio e a coordenação do 
professor da classe, como exercício da docência supervisionada (Brasil, 2006). 
 
O Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental se 
diferencia dos outros tipos de estágios devido ao seu enfoque direcionado para o 
trabalho do professor dos anos iniciais. É com base nessa perspectiva que as ações 
dos estagiários devem ser orientadas. Isso não implica que as atividades relacionadas 
à gestão e coordenação devam ser ignoradas; pelo contrário, elas podem ser 
observadas, desde que estejam contextualizadas de maneira significativa para a 
reflexão sobre a prática do professor em sala de aula. 
Por essa razão é essencial que o estagiário esteja atento ao entrar no ambiente 
de estágio, especialmente na sala de aula, a fim de evitar que os alunos se sintam 
inseguros e tenham dificuldades em participar ativamente das atividades. O papel do 
estagiário é tanto aprender quanto auxiliar o professor na prestação de uma educação 
de qualidade aos alunos. 
No que diz respeito ao Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia - PPC 
(2008) do Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas 
(UFAM), este documento normativo apresenta o objetivo da disciplina INP090 - 
Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que é: 
Analisar a realidade das instituições de educação dos Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental, fazendo observações no campo de estágio, participando das 
atividades de salas de aulas no campo de estágio, identificando os desafios, 
refletindo sobre a prática docente para provocar o reconhecimento e a 
incorporação de um referencial teórico-metodológico que contribua para a 
elevação de uma práxis pedagógica consequente que transforme o ato 
educativo em possibilidade real de intervenção e construção da realidade, 
chegando a produzir o relatório de estágio desta disciplina. (Ufam, 2008, 
p.80). 
 
O Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental possibilitamuito mais que a aquisição de habilidades, possibilita também a construção de novos 
conhecimentos. 
As abordagens acima vão de encontro com que estabelece a Lei nº 11.788, que 
o estágio é o ato educativo escolar, visando preparar o estudante para sua atuação 
profissional, além de ser uma prática obrigatória. Assim, “visa ao aprendizado de 
competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, 
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objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho” (§ 
2o do art. 1º da lei nº 11.788/2008). 
Tratando-se da importância do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental podemos destacar o seu caráter prático, de vivência a partir do 
chão da escola, como indispensável para formação do pedagogo, além de possibilitar 
conhecer o trabalho e as atividades do professor dentro de sala de aula, assim 
preparando o estagiário pelo percurso formativo para sua atuação profissional a partir 
do apreender a fazer pela ação investigativa. 
Nesta perspectiva, o enfoque da importância do Estágio Supervisionado nos 
Anos Iniciais do Ensino Fundamental se baseia a partir da prática investigativa, 
interações sociais, além de “oportunizar ao aluno a observação, a pesquisa, o 
planejamento, a execução e a avaliação de diferentes atividades pedagógicas; uma 
aproximação da teoria acadêmica com a prática em sala de aula” (Scalabrin; 
Molinari, s/d). 
Com relação à abordagem do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Pedagogia - 
Resolução 1/2006/CNE/CP (Brasil, 2006) está caracterizada a formação, atividades a 
serem desenvolvidas e atuação profissional. Vejamos: 
Art. 4º O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à formação de 
professores para exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos 
anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na 
modalidade Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio 
escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos 
pedagógicos. Parágrafo único. As atividades docentes também 
compreendem participação na organização e gestão de sistemas e 
instituições de ensino, englobando: I - planejamento, execução, coordenação, 
acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; II - 
planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de 
projetos e experiências educativas não-escolares; III - produção e difusão do 
conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos 
escolares e não-escolares. (Brasil, 2006, p. 5. Grifos nossos). 
 
Dessa maneira, o Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental oferece ao estagiário a oportunidade de se envolver em diversas 
atividades baseadas nos conhecimentos pedagógicos de planejamento, execução, 
coordenação, acompanhamento e avaliação. Essas atividades fazem parte do 
processo de formação em conformidade do instrumento legal mencionado, reforçado 
pelo Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia - PPC/INC/UFAM (2008). 
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Além disso, é importante destacar o Art. 8º da Resolução n° 1/2006/CNE/CP, 
que trata dos procedimentos para a integração dos estudos por meio dos projetos 
político-pedagógicos dos cursos de pedagogia. Vejamos: 
Art. 8º Nos termos do projeto pedagógico da instituição, a integralização de 
estudos será efetivada por meio de [...] IV - estágio curricular a ser realizado, 
ao longo do curso, de modo a assegurar aos graduandos experiência de 
exercício profissional, em ambientes escolares e nãoescolares que ampliem 
e fortaleçam atitudes éticas, conhecimentos e competências: a) na Educação 
Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, prioritariamente; b) nas 
disciplinas pedagógicas dos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal; 
c) na Educação Profissional na área de serviços e de apoio escolar; d) na 
Educação de Jovens e Adultos; e) na participação em atividades da gestão 
de processos educativos, no planejamento, implementação, coordenação, 
acompanhamento e avaliação de atividades e projetos educativos; f) em 
reuniões de formação pedagógica. (idem, ibidem, p. 5. Grifos nossos). 
 
A Resolução n° 1/2006/CNE/CP (Brasil, 2006) reforça as áreas de atuação de 
estágio que os estudantes de pedagogia devem realizar, incluindo os Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental na Educação de Jovens e Adultos. Essa etapa é fundamental, 
sendo uma base importante na jornada educacional dos alunos, conforme ressaltado 
pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96). 
Em relação à carga horária do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental, de acordo com o Projeto Político-Pedagógico do Curso de 
Pedagogia - PPP (2008) do INC/UFAM, as atividades e as cargas horárias são 
distribuídas da seguinte forma: 
b) Anos Iniciais da Educação Fundamental com 120 horas: • 20 horas-aula 
para planejamento e elaboração do Projeto de Estágio (análise, seleção 
e elaboração de material didático); • 60 horas-aula de observação do 
ambiente escolar e da prática docente em classes dos anos iniciais do 
Ensino Fundamental; • 20 horas/aula para relatório; • 10 horas/aula de 
orientação e elaboração memorial; • 10 horas-aula de docência 
(regência). (Ufam, 2008, p. 27). 
 
De acordo com a Resolução n° 1/2006 CNE/CP, o Estágio Supervisionado Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental do curso de pedagogia do INC/UFAM é uma atividade 
curricular obrigatória, compreendendo uma carga horária total de 120 horas. Esse 
estágio deve ser realizado no período mínimo de 2 horas e máximo de 4 horas diárias. 
Sua realização ocorrerá a partir do nono período do curso. 
Conforme o PPC (2008) do curso de pedagogia do INC/UFAM a finalidade do 
Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental é desenvolver 
conhecimentos necessários que subsidiarão para a regência supervisada e para sua 
atuação enquanto futuro educador, elaborar, apresentar e desenvolver seu Plano de 
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Estágio/ Projeto do Trabalho de Conclusão de Curso além de: “[...] proceder a uma 
avaliação preliminar da organização selecionada, bem como à revisão bibliográfica 
acerca da temática escolhida, a fim de subsidiar a elaboração do trabalho final. [...]”. 
(idem, ibidem, p.29). 
Através do Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental é 
possível se deparar com algumas dificuldades, como questões de infraestrutura 
escolar, relações interpessoais, recursos humanos, organização de pessoal, salas 
superlotadas e problemas ligados a fatores sociais. Essas dificuldades foram 
apontadas por Pimenta e Lima (2004). 
As experiências obtidas pelos estudantes durante o Estágio Supervisionado 
Anos Iniciais do Ensino Fundamental possibilitarão diversas reflexões e aquisição de 
conhecimentos. Essas experiências contribuirão para que os alunos, em seu contínuo 
processo de formação, possam exercer a criticidade e iniciar a prática da investigação 
interventiva. 
O primeiro questionamento que naturalmente surge ao investigar os processos 
educacionais é sobre o conceito de escola. Alguns podem hesitar em fazer essa 
indagação, acreditando já conhecer o conceito de escola por terem frequentado como 
alunos ou trabalhado como profissionais na área. O senso comum frequentemente 
elabora a visão de escola como um espaço onde os alunos vão para estudar e 
aprender, com o suporte de todos os profissionais que trabalham nesse ambiente. De 
certa forma, essa perspectiva não está totalmente equivocada, mas pode ser 
considerada um tanto simplista,pois não explora integralmente o conceito de escola 
e os conhecimentos e valores que ela deve transmitir. Conforme Luck (2008, p.16): 
A escola é uma organização social constituída pela sociedade para cultivar 
e transmitir valores sociais elevados e contribuir para a formação de seus 
alunos, mediante experiências de aprendizagem e ambiente educacional 
condizentes com os fundamentos, princípios e objetivos da educação. O 
seu ambiente é considerado de vital importância para o desenvolvimento de 
aprendizagens significativas que possibilitem aos alunos conhecerem o 
mundo e conhecerem-se no mundo, como condição para o 
desenvolvimento de sua capacidade de atuação cidadã. (Luck, 2008, p.16). 
 
Então para a autora a escola é uma organização social assim como a família e 
outras instituições que repassam os valores mais aceitos pela sociedade em geral e 
que também contribuem para o conhecimento de mundo dos seus sujeitos. Apesar de 
a maioria dessas outras instituições de certo modo caminharem na mesma direção 
que a escola é, no entanto, a responsável por transmitir os valores morais aceita pela 
sociedade geral e proporcionar ao educando o conhecimento do mundo mais amplo e 
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o reconhecimento do seu mundo de forma sistemática e intencional, isto é, a escola é 
um espaço educativo por excelência. Qual o conceito de educação escolar para a 
autora citada? 
A educação é um processo organizado, sistemático e intencional, ao mesmo 
tempo em que é complexo, dinâmico e evolutivo, em vista do que demanda 
não apenas um grande quadro funcional, como também a participação da 
comunidade, dos pais e de organizações diversas, para efetivá-lo com a 
qualidade necessária que a sociedade tecnológica da informação e do 
conhecimento demanda. (idem, ibidem, p.15). 
 
É amplamente reconhecida que diversas pessoas têm a responsabilidade de 
assegurar que o educando tenha acesso a uma educação de qualidade. No entanto, 
destaca-se o papel crucial da gestão escolar, uma vez que eles garantem que todos 
os membros da equipe escolar possam colaborar de forma eficaz para proporcionar 
uma educação de qualidade e formação adequada para os alunos. Além disso, a 
gestão escolar desempenha um papel importante ao facilitar a participação da 
comunidade e dos pais no ambiente escolar. Conforme Luck (2008): 
Os gestores escolares, constituídos em uma equipe de gestão, são os 
profissionais responsáveis pela organização e orientação administrativa e 
pedagógica da escola, da qual resulta a formação da cultura e ambiente 
escolar, que devem ser mobilizadores e estimuladores do desenvolvimento, 
da construção do conhecimento e da aprendizagem orientada para a 
cidadania competente. Para tanto, cabe-lhes promover a abertura da escola 
e de seus profissionais para os bens culturais da sociedade e para sua 
comunidade. Sobretudo devem zelar pela constituição de uma cultura escolar 
proativa e empreendedora capaz de assumir com autonomia a resolução e o 
encaminhamento adequado de suas problemáticas cotidianas, utilizando-as 
como circunstâncias de desenvolvimento e aprendizagem profissional. (idem, 
ibidem, p.16). 
 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu Art. 29, define o 
Ensino Fundamental como: 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, 
gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por 
objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I – o desenvolvimento da 
capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da 
leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e 
social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se 
fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de 
aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e 
a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, 
dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se 
assenta a vida social. § 1o É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o 
ensino fundamental em ciclos. § 2o Os estabelecimentos que utilizam 
progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime 
de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-
aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino. § 3o 
O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, 
assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas 
e processos próprios de aprendizagem. § 4o O ensino fundamental será 
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presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da 
aprendizagem ou em situações emergenciais. § 5o O currículo do ensino 
fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das 
crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de 
julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada 
a produção e distribuição de material didático adequado. § 6o O estudo sobre 
os símbolos nacionais será incluído como tema transversal nos currículos do 
ensino fundamental. (Brasil, 1996, p.23) 
 
Portanto, o Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental 
representa o momento em que o estagiário compreende como a escola se organiza 
para assegurar que o professor receba o suporte necessário para facilitar o pleno 
desenvolvimento dos principais envolvidos. 
Nesse sentido, o Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental 
contribui por meio da pesquisa de campo, da realização de diagnósticos, da escuta 
ativa, das entrevistas e das observações realizadas. Através dessas ações, são 
formulados projetos interventivos que têm o potencial de transformar as realidades 
educacionais encontradas durante o estágio. Essa experiência também auxilia na 
tomada de decisões profissionais, permitindo que os estagiários se tornem agentes de 
mudança conforme aspiram em sua formação. 
 
3.3 A Educação de Jovens e Adultos: justificando o campo do estágio 
 
No campo de observação no Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental se volta para modalidade da Educação de Jovens e Adultos 
(EJA), na Escola Municipal Professora Graziela Corrêa de Oliveira, única unidade 
escolar municipal que oferta a EJA. 
Buscaremos na turma do 1ª ano ao 3ª ano não apenas observar a atuação do/a 
professor(a) mas identificar e compreender as identidades dos alunos da EJA, além 
da investigação sobre o ensino, aprendizagem, metodologias e as experiências entre 
alunos e professor(a) nesta escola. 
A Constituição Federal de 1988 assegurou o direito pleno a todos os brasileiros 
e brasileiras ao acesso a educação, como parte de uma política que assegure a 
cidadania, a qualificação para o trabalho e o seu desenvolvimento em sociedade, 
princípios fortalecido pelo Art. 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-
LDB-9.394/96. 
Cumpre destacar que a EJA atende um público de pessoas com idade inicial de 
15 anos, que não tiveram acesso e/ou permanência no ensino regular na idade certa, 
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transformando vidas marcadas por exclusões e negação de direitos ao acesso à 
educação e a qualificação profissional. 
Arroio (2001) enfatiza a importância de o professor levar em conta a diversidade 
sociocultural dos alunos da EJA, pois para ele o professor não tem que focar apenas 
no desenvolvimento intelectual dos mesmos, mas sim todos osaspectos. Assim o 
mesmo relata: "A educação popular e a EJA enfatizaram uma visão totalizante do 
jovem e adulto como ser humano, com direito a se formar ser pleno, social, cultural, 
cognitivo, ético, estético, de memória." (ARROIO, 2001, p.11). 
Ou seja, segundo Melo (2006, p.22): "(...) para que o trabalho dentro da EJA leve a 
cidadania, é necessário que esteja voltado sempre a um caráter de uso social que 
possa oportunizar ao aluno uma interação mais consciente no meio em que convive" 
(MELO, 2006, p.22). 
O interesse pelos estudos que priorizam a Educação de Jovens e Adultos, 
certamente está relacionado com as experiências de vida dos pesquisadores com 
familiares ou conhecidos que cursaram e/ou cursam esta modalidade de ensino, assim 
temos uma primeira aproximação com nosso campo de estudo, as experiências de 
mundo. Um segundo momento, as discussões e experiências acadêmicas vivenciadas 
em disciplinas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do Instituto de Natureza 
e Cultura (INC) da Universidade Federal do 
Amazonas (UFAM), como: Educação de Jovens e Adultos, Práticas da Pesquisa 
Pedagógica e Didática II, idas a campos em observações escolares, despertaram o 
interesse e curiosidade em investigar a temática da EJA. 
 
4 AS ATIVIDADES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ANOS INICIAIS DO ENSINO 
FUNDAMENTAL 
 
Este tópico tem como objetivo discorrer sobre as atividades que compõem a 
realização da prática investigativa Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental: Observação, Participação ativa, Regência supervisionada, Relatório de 
estágio e Memorial, enfatizando suas finalidades, importância, carga horária e forma 
de desenvolvimento. 
 
4.1 Observação 
 
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A observação no campo do Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental tem o propósito de analisar minuciosamente as atividades desenvolvidas 
pelo(a) professor(a), visando garantir o pleno desenvolvimento dos educandos. Isso 
implica assegurar a esses alunos os direitos e objetivos de aprendizagem 
estabelecidos na Base Nacional Comum Curricular, bem como as competências e 
habilidades necessárias para que eles se tornem cidadãos ativos, interativos, críticos 
e participativos. 
No Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental nossas 
observações serão direcionadas a modalidade da Educação de Jovens e Adultos - 
EJA - 1º segmento (1° ano ao 5° ano), na Escola Municipal Professora Graziela Corrêa 
de Oliveira, sendo direcionadas para atuação do professor(a) da EJA, suas 
metodologias, didáticas, planejamentos, interação com os alunos e do processo de 
desenvolvimento da aprendizagem. 
Portanto, é de extrema importância que o estagiário tenha essa experiência, 
pois além de proporcionar aprendizado, permite a reflexão sobre as situações 
educacionais envolvidas na prática do professor, bem como os recursos fornecidos 
pela gestão para viabilizar tais situações. Através dessa observação investigativa, 
serão obtidos subsídios e experiências para construir concepções individuais e 
adquirir novos conhecimentos, promovendo, assim, o conhecimento por meio da 
integração na realidade escolar. 
Quanto à carga horária da observação no Estágio Supervisionado Anos Iniciais 
do Ensino Fundamental, esta será de 60 horas. A observação proporciona aos 
estagiários a oportunidade de conhecer e se familiarizar com a realidade da atuação 
profissional do(a) professor(a) dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além de 
permitir a análise detalhada da escola, dos profissionais que nela atuam, dos alunos, 
da rotina da gestão e coordenação pedagógica, e da participação de todos os 
membros da comunidade escolar no processo educativo dos alunos. 
Durante o estágio serão objeto de observação: o perfil do(a) professor(a) em 
seus aspectos pessoais e profissionais, sua interação com os educandos, sua 
abordagem na organização das situações de aprendizagem e o uso dos recursos 
disponíveis, incluindo espaço, tempo e materiais; seu planejamento pedagógico, sua 
relação com as famílias, bem como o papel da gestão e coordenação pedagógica; os 
desafios que enfrenta em sua prática; os mecanismos de democratização escolar; e, 
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por fim, a identificação e análise do conceito de educador(a) com base em suas 
definições e ações. 
 
4.2 Participação Ativa 
 
Uma das atividades essenciais no processo de Estágio Supervisionado Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental é a participação ativa do estagiário dentro do ambiente 
escolar. Essa atividade ocorre durante as observações, totalizando um período de 60 
horas no campo de estágio. Quanto à carga horária desta atividade, as Diretrizes do 
Estágio Curricular Supervisionado para o curso de Pedagogia, de acordo com a 
Resolução CNE/CP n°1 de 15/05/2006, estipulam um mínimo de 2 horas e um máximo 
de 4 horas diárias para o estagiário. No entanto, há a possibilidade de estender as 
horas máximas mediante justificativas que devem ser enviadas à Comissão de Estágio 
ou ao professor orientador. 
A participação ativa tem como finalidade proporcionar uma imersão na realidade 
da instituição de ensino e do estudante, baseada na análise realizada durante o 
período de Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Durante a 
execução dessa atividade, espera-se que o estagiário adote uma postura proativa e 
esteja presente nas atividades conduzidas pela instituição na qual ele está estagiando. 
Além disso, espera-se que ele auxilie na elaboração das atividades propostas sempre 
que possível. 
A participação ativa no Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental envolve diversas ações dentro do ambiente escolar. Algumas dessas 
ações incluem: 
Colaborar com o Professor (a) em atividades escolares, quando solicitado; 
Buscar orientações e informações acerca dos documentos da escola (projeto 
pedagógico, regimento escolar, proposta curricular, outros); Participar 
ativamente das reuniões realizadas na escola: como professores e ou gestor, 
hora do Trabalho Pedagógico, de Conselho de Classe, de Pais e Mestres, 
Conselho Escolar etc; Participar dos encontros pedagógicos a fim de melhor 
entender os processos de formação profissional; Colaborar com o gestor e ou 
professores, na organização ou promoção de eventos escolares, tais como 
festas, gincanas, excussões, visitas, recreio dirigido, entradas e saídas de 
alunos etc. (Ferreira, 2023, s/p). 
 
Essas são algumas das ações no campo de estágio que serão consideradas 
durante a avaliação do estagiário, tanto pela instituição concedente quanto pela 
instituição de ensino. A participação ativa no Estágio Supervisionado Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental é crucial, não apenas por ser uma exigência obrigatória, mas 
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também por possibilitar a obtenção de conhecimentos mais tangíveis sobre a prática 
profissional do(a) professor(a). Participar de forma ativa em atividades escolares e 
extracurriculares é respaldado por teorias psicológicas, sociológicas e antropológicas, 
contribuindo para qualificar-nos e auxiliar no desenvolvimento de novas habilidades. 
Dessa maneira, a relevância dessa atividade está diretamente ligada à 
formação do profissional de pedagogia que futuramente atuará como professor(a) dos 
Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Através da participação no cotidiano escolar e 
das experiências vivenciadas, o estagiário se aproximará, em maior medida, da 
capacidade de atuar de maneira autônoma e criativa. Isso ocorre porque, ao vivenciar 
situações reais relacionadas ao ensino e aprendizagem, ele adquireum referencial 
sólido para orientar suas práticas futuras. 
4.3 Regência Supervisionada 
 
Quando se aborda o conceito de regência Estágio Supervisionado Anos Iniciais 
do Ensino Fundamental ou intervenção, está se referindo a uma ação mediadora na 
realidade. Toda intervenção implica em transformar um contexto permeado por 
desafios que requerem soluções. Por conseguinte, a intervenção na realidade 
desempenha um papel significativo em todas as pesquisas acadêmicas. 
Essas técnicas investigativas possibilitam, sem dúvida, que os estagiários da 
disciplina de Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental 
identifiquem não apenas as possibilidades, mas também os desafios enfrentados 
pelos professores em sua prática educativa. Diante dos desafios identificados, para 
evitar uma crítica superficial, os estagiários devem, com base em fundamentos 
teóricos e legais, apresentar sugestões, encaminhamentos e propostas para resolver 
as problemáticas, levando em consideração as perspectivas dos professores, que 
podem contribuir para a eficácia das ações propostas. 
Portanto, a regência supervisionada é um componente crucial do estágio, pois 
prepara os futuros profissionais da educação para lidar não apenas com desafios, mas 
também para superá-los. Para que a regência supervisionada seja eficaz é 
fundamental que os estagiários dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com base 
em observações e experiências de campo, elaborem um plano de regência 
supervisionada para abordar as problemáticas identificadas. A carga horária dessa 
intervenção é de 10 horas, conforme o previsto no Projeto Político Pedagógico do 
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Curso de Pedagogia (2008) do INC/UFAM, distribuídas em 6 horas para o 
planejamento e 4 horas para a execução do plano de regência. 
 
4.4 Relatório de Estágio 
 
O relatório de estágio desempenha um papel crucial no âmbito do Estágio 
Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental, pois é por meio dele que o 
estagiário descreve sua experiência na instituição concedente. Esse documento é 
fundamental em todos os estágios do processo, começando pela fase inicial em que 
ocorre a observação, investigação, participação, descrição e reflexão crítica das ações 
realizadas pelo professor no âmbito de sua prática técnico-metodológicapedagógica. 
Isso envolve abordar os desafios enfrentados por esse profissional, bem como suas 
conquistas acadêmicas. O relatório continua sendo relevante durante a fase 
subsequente, na qual o estagiário propõe ou sugere soluções para esses desafios 
identificados. Por fim, ele também desempenha um papel crucial ao compartilhar os 
resultados do estágio com a instituição onde foi conduzido, apresentando o relatório 
circunstanciado de sua participação ativa no espaço escolar, assim, dando retorno que 
possibilitará à instituição entender suas problemáticas, desafios e pontos positivos. 
Assim, o relatório não apenas serve como uma ferramenta para o estagiário 
comunicar suas experiências ao se deparar com a realidade, mas também como um 
instrumento de aprendizado e registro, o que contribui para a aquisição de novas 
habilidades. Uma dessas habilidades é a capacidade de sistematizar ideias, a qual é 
desenvolvida quando o estagiário reflete sobre os acontecimentos vivenciados e a 
sequência em que ocorreram durante sua experiência, compreendendo a importância 
da carga horária de 20 horas necessária para sua elaboração e construção. 
 
4.5 Memorial 
 
Além dos elementos mencionados anteriormente, a estrutura das atividades no 
Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental inclui a elaboração de 
um memorial. O memorial consiste em um relato narrativo, histórico, reflexivo e crítico 
da jornada social e acadêmica do estudante, destacando os momentos mais 
impactantes, contribuições relevantes e desafios enfrentados ao longo de sua 
trajetória social, educacional e profissional. 
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A carga horária alocada para a criação do memorial será de 10 horas, conforme 
a orientação estabelecida pelo Projeto Político do Curso de Pedagogia (2008) do 
INC/UFAM. O memorial é uma oportunidade para construir uma narrativa descritiva 
autobiográfica que abrange a vida e a formação acadêmica do estudante. O objetivo 
é promover uma reflexão abrangente tanto do ponto de vista humano quanto 
profissional, contemplando diversos aspectos de suas experiências de vida e vivências 
educacionais. 
 
 
 
 
5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES DO 
 ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 
 
 CARGA HORÁRIA 
ATIVIDADES MESES/2023 MESES/2024 Carga Horária 
 Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março 
ELABORAÇÃO DO PROJETO X 20h 
OBSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO ATIVA NO 
ESTÁGIO X 60h 
LEITURA E APROFUNDAMENTO DOS ESTUDOS X X X X X 
OFICINA DE PLANEJAMENTO X 
REGÊNCIA SUPERVISIONADA X 10h 
ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO X X X X X 
PRODUÇÃO DO RELATÓRIO X X X 20h 
PRODUÇÃO DO MEMORIAL X X X 10h 
SOCIALIZAÇÃO DO ESTÁGIO X 
CARGA HORÁRIA TOTAL 120h 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ARROIO, Miguel. A educação de jovens e adultos em tempos de exclusão. 
Revista Alfabetização e Cidadania, [S.l], abril 2001. Revista nº 11. Associados, 1985. 
Acesso em: 12 de junho de 2022. 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa. Texto constitucional promulgado 
em 5 de outubro de 1988. Brasília: Congresso Nacional, 1988. 
 
______. Diretrizes curriculares nacionais para o curso de pedagogia. Resolução 
CNE/CP 1/2006. Brasília, DF: MEC/SESU, 2006. 
 
______. Diretrizes do Estágio Curricular Supervisionado para o Curso de 
Pedagogia, nos termos da Resolução CNE/CP N° 1 de 15/05/2006 e a Resolução 
Nº 004/2000/CONSEP de 29 de fevereiro de 2000. 
 
______. Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional. Lei nº 9394/96, de 
20 de dezembro de 1996. Curitiba: SINEPE. 
 
______. Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio 
de estudantes. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2023. 
 
______. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Educação é 
Base. Brasília: MEC, 2017. 
 
______. Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia - PPC, Instituto de Natureza 
e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), 2008. 
 
______. RESOLUÇÃO nº 004/2000. Universidade Federal do Amazonas, Conselho 
de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, 29 de fevereiro de 2000. 
 
______. RESOLUÇÃO nº 067/2011. Universidade Federal do Amazonas, Conselho 
de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, Câmara de Ensino de Graduação – 
CEG. De 30 de novembro de 2011. 
 
FERREIRA, Denize Cristina Kaminski; GREGÓRIO, Claudia Alessandra & Schmidt, 
Kátia Cristina Sommer. Olhar de professor, Ponta Grossa, v. 22, p. 1-13, e- 
2019.13885.209209222140.1116, 2019. Disponível em: 
https://www.redalyc.org/journal/684/68462591009/html/. Acesso em: 16 de agosto de 
2023. 
 
FERREIRA, Jarliane da Silva. Orientando as atividades do estágio 
supervisionado. Apostila de Estágio em Gestão, 2023. 
 
LÜCK, Heloísa. Gestão Educacional: uma questão paradigmática. 4. Ed. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. Série Cadernos de Gestão, v.1 
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28MELO, Regina Maria. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. 1ªEdição, 2006. Santa 
Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Pró-Reitoria de Graduação, Centro de 
Educação, Curso de Graduação a Distância de Educação Especial, 2006. 
48 p. : il. ; 30 cm. 
 
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro de Lucena. Estágio diferentes 
concepções. In: ______. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. (Coleção 
docência em formação. Série saberes pedagógicos) (p.33 a p.57). 
 
SCALABRIN, Izabel Cristina; MOLINARI, Adriana Maria Corder. A Importância da 
Prática do Estágio Supervisionado nas Licenciaturas. s.d. 
Disponívelem:. Acesso em: 28 abr. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE NATUREZA E CULTURA 
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
DISCIPLINA: ESTÁGIO ANOS INCIAIS 
 
 
 
ATIVIDADE AVALIATIVA: 
 ELABORANDO PLANO DE ENSINO: TIPO PLANO DE AULA (interdisciplinar) 
 
ETAPA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: ENSINO FUNDAMENTAL 1/ ANOS INICIAIS ANO LETIVO: 2023 
 
1. IDENTIFICAÇÃO 
1.1 Município: Benjamin Constant Bairro/comunidade: Coimbra 
1.2 Escola: Municipal Professora Graziela Correa de Oliveira Contexto: Urbano 
1.3 Professores (as): Cleide Carioca Laranhaga 
 Dhylma Lira Ribeiro 
 Ismael Negreiros da Silva 
 Iriane Paula Braga 
 Ronald dos Santos Coelho 
1.4 Série: 1º ao 3º ano Turma: EJA Turno: Noturno 
1.5 Data: 11/12/2023 Duração da aula: 4 h 
 
2.TEMA: Minha Vida e de Carolina Maria de Jesus: superação, determinação e sucesso. 
3. OBJETIVO GERAL: Oportunizar a socialização das turmas da EJA em um momento de leitura e troca de experiências 
de vida, interação e participação do aluno na sala de aula 
 
 
 
4.ELEMENTOS QUE NORTEARÃO A ABORDAGEM DO TEMA CONFORME BNCC: 
Área de 
conhecimento e 
Componente 
Curricular 
(com sigla) 
Habilidade 
Campo de atuação na 
LP/ Unidade 
Temática/Eixo 
Objeto de 
conhecimento 
1- Língua 
Portuguesa 
- LP 
 
 
 
 
 
EF15LP02- Estabelecer 
expectativas em relação ao 
contexto que vai ler 
(pressuposições antecipadoras dos 
sentidos, da forma e da função 
social do texto), apoiando -se em 
seus conhecimentos prévios sobre 
as condições de produção e 
recepção deste texto, gênero, o 
suporte e o universo temático, bem 
como sobre saliências. 
 
 
 
 
Leitura/escrita 
(compartilhada e 
autônoma) 
 
 
 
 
Compreensão em 
leitura 
2- Matemática - 
MA 
 
 
 
 
 
 
EF01MA01 – utilizar números naturais 
como indicador de quantidade ou de 
ordem em diferentes situações 
cotidianas e reconhecer situações em 
que os números não identificam 
contagem nem ordem, mais sim 
código de identificação. 
 
 - Adição - Compreensão 
de adição 
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INSTITUTO DE NATUREZA E CULTURA 
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
DISCIPLINA: ESTÁGIO ANOS INCIAIS 
 
3- Artes - AR 
 
 
EF15AR06 – Divulgar sobre a sua 
criação e as dos colegas, para 
alcançar sentidos plurais 
 
 
- Artes visuais e 
manualidades 
 
Elementos da 
Linguagem 
 
4 – História - HI 
 
 
 
 
 
 
 
 
EF01HI02- Identificar a relação 
entre as suas histórias e as 
histórias de sua família e sua 
comunidade. 
 
 
 
 
- Oralidade 
 
 
 
 
- Compreensão 
da oralidade. 
 
6. ORGANIZAÇÃO DA AULA: 
Componente 
Curricular 
Objetivos Específicos Conteúdo Procedimentos de Ensino Recursos de 
Ensino 
1- LP - Organizar a sala com 
o tema do livro “Quarto 
de Despejo” de Carolina 
Maria de Jesus. 
- Realizar a leitura 
trechos do livro para os 
alunos, que já fizeram 
breve leitura do tema 
trabalhado. 
- Socializar as 
experiências de vida e 
comparar com à de 
Carolina Maria de 
Jesus. 
- Direcionar atividades 
que respondam 
oralmente. 
- Participar em conjunto 
das atividades 
propostas. 
 
Leitura e 
revisão de 
conteúdos: 
textos e 
interpretação 
de textos. 
Conteúdo 
interdisciplinar 
das disciplinas 
básicas da 
turma: 
- Acolhida: apresentação 
dos professores, 
conversa com os alunos. 
- Leitura de trechos do 
livro “Quarto de despejo”; 
- Interpretação do texto 
oral “Quarto de Despejo” 
em roda de conversa. 
- Palavras que mais 
chamaram a atenção na 
leitura; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Impressão do 
texto em papel -
A4. 
 
- fotos dos 
alunos das 
turmas. 
 
- papel A4 
 
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CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
DISCIPLINA: ESTÁGIO ANOS INCIAIS 
 
2- MA - Compreender que os 
números fazem parte 
do nosso dia a dia, 
mesmo que já 
passaram muitos anos, 
serve para orientar nos 
dias atuais. 
- Utilizar as datas e 
números encontrados 
no texto para somar 
cada um deles para 
encontrar a resposta da 
operação proposta. 
 
 
 
 
 
- Revisão de 
adição. 
 
 
- Atividades impressas 
 
- papel A4 
- Impressora 
- caneta 
- lápis 
- borracha 
 
 
3- AR - Identificar sua imagem 
dentre as demais. 
- Utilizar a criatividade 
para a construção de 
um desenho que 
simbolize a identidade 
dos indivíduos que 
compõem a EJA. 
Desenho livre - Oficina de desenho e 
pinturas sobre a temática 
abordada. 
 
 
 
 
 
- papel A4 
- giz de cera 
- lápis de cor 
4- HI - Identificar sua imagem 
dentre as demais. 
- Utilizar o quebra 
cabeça com a foto de 
cada um dos alunos, 
para demonstrar a 
potencialidade que 
cada um tem. 
 
Contação de 
história 
Quebra-
cabeça 
- Será utilizado a foto de 
cada aluno em formato 
preto e branco e 
posteriormente colorida 
para repassar suas 
vivências no contexto 
escolar. 
 
- Montar o quebra-cabeça 
e identificar a imagem 
montada. 
- Varal 
- Painel de 
madeira 
- Impressora 
- Foto impressa 
de 
 Avaliação: 
 
A avaliação ocorrerá com base na análise de interesse nas atividades propostas, com a 
participação individual e coletiva, o uso da criatividade nos desenhos, a organização das 
atividades e o desempenho nas atividades realizadas durante a aula dada. 
7. Referências: 
1- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. 
 
 
 
 
 
 
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ANEXOS 
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MEMORIAL 
 
O presente trabalho tem por finalidade o memorial acadêmico descrever a trajetória da 
vida pessoal e acadêmica da “pessoa”, Cleide Carioca Laranhaga que hoje tem várias faces, 
uma delas é a principal, que vamos nos aprofundar, destacar é a “pessoa” Profissional. Quem 
ela foi, quem ela é, e como está se transformando no decorrer dos estudos e da sua vida 
profissional. As dificuldades que encontrei e enfrentei, e enfrento todos os dias em busca da 
realização desse sonho que é a graduação. 
Dessa forma o memorial acadêmico é importante porque tem como objetivo elencar o 
que este estudante pesquisador chegasse a esse momento especifico em sua carreira acadêmica, 
traçando toda sua trajetória. Também tem um papel importante na formação profissional que é 
ser um elemento articulador entre teoria e pratica que deve refletiras contribuições dos 
componentes curriculares na formação e atuação do profissional. Este é essencial que o 
acadêmico já tenha o seu memorial, para futuras inscrições em processos seletivos para cursos 
de pós graduação e entre outros para agregar na vida profissional. 
Portanto o memorial está estruturado da seguinte forma, tendo como primeira parte a 
introdução, em seguida como primeiro capitulo memórias de minha vida e minha educação 
/formal: reminiscências da infância e juventude, tendo como segundo capitulo a universidade 
em minha vida: meu processo de formação como futuro profissional da educação no campo da 
gestão, dos anos iniciais e da educação infantil, logo minhas considerações finais e por fim as 
referências. 
Esta primeira seção discorre de maneira reflexiva sobre a minha trajetória de vida 
pessoal e acadêmica. Fazendo um relato desde a pré-escola até o ingresso na universidade, além 
de trazer à tona momentos privilegiados dos sabres adquiridos durante a formação acadêmica. 
Redigido em plena maturidade, este memorial busca identificar toda a minha trajetória 
de vida, por etapas no qual minha vida foi se desenvolvendo. Para tanto, assinalo no transcurso 
da escrita, as situações que penso como mais significativas e relevante. É importante lembrar 
que minhas experiências vividas foram analisadas tendo em vista o meu atual momento 
presente, a partir da minha compreensão de vida atual, ou como bem disse Magda Soares, em 
seu memorial (2001): 
 
Procuro-me no passado e outrem me vejo, não encontro a que fui, 
encontro alguém que a que foi vai construindo com a marca do 
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presente. Na lembrança, o passado se torna presente e se transfigura, 
contaminado pelo aqui e agora. 
 
O memorial e um documento simples, escrito na forma de relato histórico e reflexivo, 
que deve destacar sua trajetória de vida e acadêmica-profissional. 
 
MEMÓRIAS DE MINHA VIDA E MINHA EDUCAÇÃO /FORMAL: REMINISCÊNCIAS 
DA INFÂNCIA E JUVENTUDE 
 
Me chamo Cleide Carioca Laranhaga, tenho 36 anos de idade, sou nascida e criada até 
os 07 anos de idade na cidade de Santo Antônio do iça-AM, sou moradora da comunidade 
indígena Bom Caminho, sou indígena da etnia Tikuna. Filha do senhor Sebastião Leandro 
Laranhaga e de Dona Maria Das Graças Ramos Carioca ambos analfabetos, indígenas da etnia 
Tikuna, agricultores e pescadores. 
Tenho orgulho de dizer que tenho em total de 15 irmãos, de um único pai e mãe, meus 
pais uma inspiração para a minha vida, guerreiros em todos os sentidos, sofreram muito durante 
muito tempo para criar eu e todos os meus irmãos, minha inspiração de força, minha maior 
motivação para chegar aonde cheguei é meus pais e hoje também meus filhos que mim dá força 
e motivo para ir à luta todos os dias. Meus pais tiram o sustento da família da agricultura, 
trabalhar na agricultura foi e ainda continua sendo o meio de sobrevivência dos meus pais. 
Na agricultura o mais comum na região que moramos é o plantio da mandioca, 
melancia, milho, banana, verduras que sevem de apoio para tirar o sustento da minha família. 
Eu e minha família somos agricultores, desde pequena acompanhava meus pais no trabalho de 
roça, na agricultura e na cultivação. 
Meu pai e minha mãe sempre foram pessoas com muita força, coragem e muito 
trabalhadores, hoje em dia meus pais já não vivem bem de saúde por lutarem muito quando 
mais novos, mesmo assim ainda continuam no trabalho da agricultura, os trabalhos dos meus 
pais eram para manter a família com o básico que necessariamente precisávamos como 
alimentação básica, coisas de higienização pessoal, roupas e materiais de estudo. 
No entanto eu como filha mais velha fui matriculada na escola Municipal Porto 
Cruzeirinho localizada na comunidade Indígena Bom Caminho pela primeira vez com meus 07 
anos de idade, eu tinha a responsabilidade de cuidar dos meus irmãos mais novos enquanto 
meus pais ia a roça, mesmo assim também dava conta de ir às aulas, sempre era com muita 
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dificuldade em toda minha vida, nunca as coisas foram fácil para mim, minhas 
responsabilidades se deram muito cedo. 
Estudei muito até completar os 13 anos de idade quando já estava em meus 8⁰ ano do 
ensino fundamental foi quando em uma primeira vez mim apaixonei por uma pessoa que até 
hoje de alguma forma foi importante durante minha caminhada, meus pais mim deram muito 
conselhos para que não casasse tão cedo com alguém, de alguma forma eles queriam o melhor 
para mim, eu como não tinha entendimento das coisas, tão nova e apaixonada desobedeci e 
fugir de casa para ficar com hoje pai dos meus 3 filho, Aldair Salvador, durante 4 meses juntos 
esse casal apaixonado já brigavam muito, porque o companheiro não deixava eu estudar, com 
a inocência que tinha parei de estudar, fazendo com que me atrasasse nos estudos. 
Depois de uns meses junto com meu esposo engravidei do meu primeiro filho, mesmo 
assim voltei a estudar e lutei para terminar meu ensino fundamental e ensino médio, terminei 
meu ensino fundamental em 2009, tive meu primeiro filho no meio do ano de 2004 no mês de 
Abril, aonde tudo se tornou mais difícil, o mundo caiu nas minhas costas, aonde eu teria que ter 
muita responsabilidade com tudo. 
Continuei o ensino médio com muita dificuldade, em meses depois de dar à luz ao meu 
primeiro filho descobrir que estava gestante do meu segundo filho, foi um total desespero, 
porém segui firme nos meus estudos, meu segundo filho nasceu em Maio de 2005, terminei 
meu ensino médio em 2013 com muita dificuldade, fiquei muito feliz depois de tudo que vinha 
passando conseguir um dos objetivos na minha vida. 
Durante esse período de muita luta na minha vida, depois do nascimento do meu 
segundo filho meu companheiro começou um comportamento diferente, foi aonde começou a 
virar as costas para mim e para os meus filhos, durante esse tempo de uma forma ou outra sofri 
violência doméstica nas mãos do meu companheiro, eu muito inocente não busquei ajuda. 
Nesse tempo eu tive um sogro com um coração enorme, que mim ajudou muito durante 
a criação dos meus filhos, que estava lá em todos os momentos para ajudar a cuidar dos meus 
meninos, depois de um tempo engravidei de novo, trouxe ao mundo uma menina, minha filha. 
Conforme o tempo vi que eu precisava fazer alguma coisa para sustentar meus filhos, 
não tinha ajuda adequada do meu esposo, lutei, tenho muito orgulho de dizer que criei meus 
filhos trabalhando em casa de muitas famílias na cidade, na cozinha de famílias, na limpeza, no 
cuidado de crianças fora as minhas, fui doméstica a muito tempo. 
Nesse período durante a luta para sustentar meus filhos adoeci no trabalho, com muita 
dores por toda a parte do corpo fui ao hospital e fazendo vários exames médicos descobrir que 
eu tinha pedra na vesícula, Nessa época tive que parar de trabalhar para cuidar da minha saúde, 
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nesse momento graças a Deus conseguir uma vaga para fazer a cirurgia mais breve possível, 
deu tudo certo, então tudo se tornou mais difícil para mim, passei muita necessidades durante 
esse tempo, mais graças a Deus minha família estava do meu lado, meu pai minha mãe, sou 
muita grata por ter eles do meu lado até hoje. 
 
A UNIVERSIDADE EM MINHA VIDA: MEU PROCESSO DE FORMAÇÃO COMO 
FUTURO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO 
 
A área de Pedagogia entrou na minha vida ao decorrer de muita luta por minha 
educação básica, por passar muito obstáculo em toda minha vida, recebi orientação por parte 
de uma pessoa que é muito importante para mim, recebi apoio e ajuda do meu irmão chamado 
GENIVAU, foi um irmão que me apresentou o mundopedagógicas desenvolvidas, 
que envolveram os alunos, e destaco a diversidade cultural no ambiente escolar, trazendo as 
realidades locais da região para o cotidiano escolar. 
Este relatório tem a finalidade de registrar as experiências e resultados obtidos durante 
os dias que estive em observação na sala de aula, configurando-se em documento requisito para 
avaliação dos alunos na disciplina. 
O relatório está organizado em três seções dividida em: primeiro capítulo “observação 
no ambiente escolar: história, infraestrutura e identidade pedagógica”, na qual em seguida 
apresenta o ambiente escolar: breve histórico, localização e funcionamento da escola, na 
sequência abordará o processo de ensino aprendizagem e a sala de aula por escola: relação 
professor-aluno e os desafios da prática pedagógica, seguindo das observações feitas na escola 
Graziela e Escola Indígena. O segundo capitulo “Experiencias da prática profissional docente, 
seguindo pela participação ativa: descrição dos processos educativos observados na educação 
escolar indígena, em sequência a participação ativa: descrição dos processos educativos 
observados na EJA. Já o terceiro capitulo “regência/intervenção”, em seu tópico abordará em 
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escolha e planejamento do tema da regência, e o último a teoria e a prática: um relato 
circunstanciado da experiencia da regência/intervenção, e por fim as considerações finais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 CAPÍTULO - OBSERVAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR: HISTÓRIA, 
INFAESTRUTURA E IDENTIDADE PEDAGÓGICA 
 
Este tópico fala sobre o ambiente escolar, informando a localização, o funcionamento 
e o histórico da escola, e traz também um enfoque sobre o ensino e aprendizagem na sala de 
aula, a relação entre professor e aluno no quesito que os abrangem neste processo de ensino. 
 
1.1 O ambiente escolar: breve histórico, localização e funcionamento da escola 
 
A escola é o lugar onde as diretrizes e ações da política educacional ganham vida 
e forma mediante sua adequação ao modo de trabalho existente nesse espaço 
sociocultural. Isso significa que nem a escola nem as políticas passam ilesas por 
essa interação, principalmente quando esta última tem como interação a mudança 
(FARIAS, 2006. p. 147). 
Imagem 01: Frente da Escola Municipal Indígena Professor De’erecü. Imagem 02: Frente da 
Escola Municipal Professora Graziela Correa de Oliveira. 
 
Fonte: Laranhaga, 2023. Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
 
A Escola Municipal Indígena Professor De’erecü, está localizada na Comunidade de 
Bom Caminho, vale ressaltar que ela funcionava como anexo da Escola Porto Cruzeirinho que 
pertence a mesma comunidade servindo ao público desde 2013, pois a escola está em 
 
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construção, e atualmente funcionando na casa de artesanato em Bom Caminho, conforme 
conversa com a gestora, também informou que a Escola Indígena Professor De’erecü ta em sua 
construção, o que também me informou que ainda não tem o PPP – Projeto Político Pedagógico 
da escola. 
Conforme o dito, irei descrever um pouco sobre a estrutura da casa de artesanato onde 
ela está localizada atualmente, ela tem 4 (quatro) sala de aula, 1 (uma) sala dos professores, 1 
(uma) sala da secretaria, 1 (uma) sala de informática, 1 (uma) cozinha e 3 (três) banheiros, o 
ambiente ta distribuído desta forma, atendendo apenas a educação infantil pré I e anos inicias 
do ensino fundamental até o 2º ano. 
Já a Escola Municipal Professora Graziela Corrêa de Oliveira foi fundada na 
administração do prefeito João Corrêa de Oliveira, com o nome de Grupo Escolar Professora 
Graziela Corrêa de Oliveira, na Rua Portugal, nº 05, Bairro Coimbra, no município de Benjamin 
Constant-Amazonas em 25 de janeiro de 1988, em homenagem a sua mãe que era Professora. 
À Escola foi construída com a finalidade de atender os alunos até a 4ª série primária 
que estavam fora das salas de aulas, de acordo com o senso escolar que diagnosticou e constatou 
a existência de uma grande demanda de crianças em idade escolar que não estudavam. A 
primeira estrutura da Escola Graziela possuía as seguintes dependências: 08 (oito) salas de aula, 
03 (três) banheiros masculinos, 03 (três) banheiros femininos, 01 (uma) cozinha, 01 (um) 
depósito para acondicionamento da merenda escolar, 01 (uma) sala para diretoria, secretaria, 
sala de professores e 01 (um) pátio coberto. 
Teve como primeira Diretora à senhora, Hortência Ferreira dos Anjos, e seu corpo 
docente constavam 14(quatorze) professores: 7(sete) no turno matutino e 7(sete) no turno 
vespertino e 07(sete) salas de aula. Uma sala de aula servia de consultório odontológico, que 
atendia os alunos da escola e da comunidade onde a escola está inserida. 
A distribuição das outras salas de aulas foi feita da seguinte forma: 05(cinco) turmas 
de 1ª série; 03(três) turmas de 2ª série; 03(três) turmas de 3ª série; 03(três) turmas de 4ª série, 
totalizando 402(quatrocentos e dois) alunos matriculados na época. Em 1991 a escola passou a 
atender alunos do Ensino Fundamental das séries finais, que começou com a 5ª série no turno 
matutino, e a cada ano que se iniciava era implantada a série subsequente. Em 08 de novembro 
1996 a escola é regulamentada pelo decreto de nº 039 do Ministério da Educação, passando 
assim a ser uma Escola Oficial. 
Em 1998 é criada a Associação de Pais, Mestres e Comunitários, que em parceria com 
a Prefeitura Municipal e também pela necessidade, é construída 01(uma) sala para os 
professores. Em 2003 a escola passa por uma reforma com recursos da Prefeitura Municipal, 
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na gestão do Prefeito José Amauri de Silva Maia, havendo a necessidade da troca da cobertura, 
onde havia Brasilit foi posto alumínio, sanando assim todo o problema de goteiras quando 
chovia. 
No ano de 2003 com recursos da Prefeitura e do FUNDEF na Gestão do Prefeito José 
Amauri da Silva Maia, a escola passa por mais uma reforma e climatização, acontecendo 
também a sua ampliação, onde foram construídas mais 02 (duas) salas de aula e 01 (uma) sala 
para Laboratório de Informática. Em 2004 foi construída com recursos da Associação de Pais, 
Mestres e Comunitários –APMC em parceria com a Prefeitura Municipal de Benjamin 
Constant, 01 (uma) nova cozinha com uma maior estrutura física, de modo que a antiga foi 
adaptada para o funcionamento da Biblioteca. 
Em 15 de abril de 2011, na Gestão do Prefeito José Maria Freitas da Silva Júnior, a 
Escola Graziela passa novamente por uma nova reforma de ampliação e construção ganhando 
novas dependências, tornando assim uma escola com estrutura de qualidade para o ensino do 
município de Benjamin Constant, favorecendo também a Educação Inclusiva. 
Nesses princípios, Libâneo (2001), afirma que a organização e a gestão da escola 
devem ser um trabalho coletivo, que mobilize os indivíduos em uma atuação conjunta em torno 
das metas traçadas. Para isso, a escola deve ter objetivos comuns e compartilhados e é 
importante a participação de professores, pais, alunos e funcionários porque, 
 
[...] a organização escolar democrática implica não só a participação na gestão, 
mas a gestão da participação, em função dos objetivos da escola (...). Para a gestão 
da participação, é preciso ter clareza de que a tarefa essencialda Universidade, que disse que eu era 
capaz de ter uma graduação e poder futuramente ter uma profissão melhor, ele presenciou parte 
da minha trajetória de luta. 
Logo tive a oportunidade fazer o processo seletivo no qual a forma de ingresso foi pelo 
ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), meu irmão me matriculou 3 vezes, pois conseguir 
fazer a prova na terceira vez, as outras vezes sempre me acontecia um imprevisto familiar, dessa 
forma na terceira vez conseguir a pontuação para eu concorrer uma vaga no meio dos outros 
concorrentes, onde lancei minha pontuação no SISU – PPI1 (ESC. PUB,. RENDA ATÈ 1.5) 
que através deste conseguir a vaga no curso de Pedagogia na Universidade Federal do 
Amazonas em Benjamin Constant – AM. 
Eu cheia de insegurança para iniciar o curso, ouvir muitos dizer que eu não iria 
conseguir, mais ergui a cabeça e lutei, durante minha trajetória até enfrentei e enfrento muita 
dificuldade para dar conta da faculdade e do trabalho, mas com determinação estou indo em 
frente. 
Neste caminho, alguns motivos me levaram a fazer o curso, primeiramente por uma 
futura melhoria de vida para meus filhos, também gosto de conhecer o que desconheço e assim 
aprofundar meu conhecimento em novos rumos no qual me fazem evoluir como pessoa. 
Nesse sentido, para os que conseguiram as vagas, o início das aulas começaria em 
agosto de 2019/2, então fui me preparando para fazer parte de novas vivencias como acadêmica 
em maio aos meus colegas e professores. 
Assim, no dia 17 de agosto de 2019, iniciava a minha caminhada acadêmica o primeiro 
dia que fui para a UFAM, cheguei e pisei logo com o pé direito. Nesse dia todos os calouros 
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oram convocados para estarem no auditório da universidade, sendo apresentados todos os 
cursos por seus devidos coordenadores. 
A respectiva Coordenadora do Curso de Pedagogia explanou sobre o curso e qual seria 
a formação desse profissional da educação, todos os calouros de Pedagogia foram apresentados 
no auditório para o público presente. Na primeira aula, o primeiro professor a ministrar aula na 
nossa turma foi o da disciplina de Introdução à Filosofia e a segunda foi a professora da 
disciplina de Educação Ambiental. 
O 1º Período, segundo semestre de 2019, as disciplinas ofertadas para o nosso curso 
foram Introdução à Filosofia, Introdução à Antropologia, Metodologia do Estudo e da Pesquisa, 
Psicologia Geral, Língua Portuguesa I, Introdução à Pedagogia, Sociologia Geral. Entretanto, 
este período foi de extrema importância para mim, devido ter uma nova rotina de vida em 
relação a faculdade, houve uma diferença nas questões das cobranças, mas uma grande 
aprendizagem por minha parte, umas das disciplinas que contribui muito foi à disciplina de 
Introdução a Pedagogia, que na primeira avaliação individual eu tirei uma nota baixa e se tratava 
da minha primeira avaliação já ingressada na faculdade, mas reconheço que não me dediquei 
tanto nessa disciplina, mas refleti e percebi o quanto tinha que estudar, e se estava ali era porque 
tinha capacidade. 
Já o 2° Período no primeiro semestre de 2020, foram ofertadas as disciplinas de Língua 
Portuguesa II, Saberes Tradicionais, Pratica da Pesquisa Pedagógica I, Filosofia da Educação e 
Fundamentos da Educação Ambiental. É para início de uma nova rotina todos nós acadêmicos 
tivemos uma paralisação por conta da Covid-19, onde esse tempo foi de muito desespero para 
uma parte do mundo que sofreram com as consequências dessa pandemia que afeto de modo 
geral a vida humana em todos os seus aspectos. 
Sendo assim os outros períodos forma ocorrendo de forma de aluas remotas e hibridas 
até voltar ao normal em questão da pandemia, que por este as universidades tiveram que se 
reinventar, achar novas formas de ensino para que assim continuasse as atividades acadêmicas 
nesses períodos de Covid-19. Dessa forma as seguiram de forma remotas e hibridas por mais 
de um ano. 
 O 3° Período no segundo semestre de 2020 foram ofertadas as disciplinas de 
Fundamentos de Matemática e Estatística, Informática Básica, Sociologia da Educação, 
História da Educação e Pratica da Pesquisa Pedagógica II. 
O 4° Período no primeiro semestre de 2021 foram ofertadas as disciplinas de Novas 
Tecnologias da Informação/Comunicação, História e Legislação Educacional, Didática I, 
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Educação de Jovens e Adultos, Pratica da Pesquisa Pedagógica II e Princípios e Métodos da 
Educação Infantil I. 
O 5° Período no segundo semestre de 2021 foram ofertadas as disciplinas de Didática 
II, Psicomotricidade Recreação na Educação Infantil e Anos Iniciais, Fundamento da Educação 
Especial, Arte na Educação Infantil e Anos Iniciais, Prática da Pesquisa Pedagógica IV e 
Princípios e Métodos da Educação Infantil II. 
Até então essas foram as disciplinas ofertadas por período, quero ressaltar que ao logo 
desses períodos de pandemia tivemos bastantes problemas e com problemas vem as 
dificuldades quanto as aulas remotas que eram via aplicativos e pela internet. 
Com isso minha situação que também não era só minha, assim como dos meus colegas 
que moravam na mesma comunidade que eu ou em outra comunidade, tive um problema com 
a internet, onde geralmente não é tão boa o que me fazia perder algumas aulas, e reprovar em 
algumas disciplinas. 
Uma outra situação foi a falta de professores também que nesse período, tive que 
cancelar disciplina por essa situação, e dessa forma tive que também prestar mais cuidados com 
meus filhos. 
Percorrendo esse caminho quando voltaram as aulas fiquei um pouco disperiorisada 
devido a essas situações que ocorreram, quando as aulas voltaram normal tive que me 
matricular em turmas diferentes no qual estivesse disciplinas para mim fazer e não perder o 
rumo da caminhada. 
Hoje curso o 8⁰ período do curso de pedagogia, graças a Universidade e ao curso, 
deixei de trabalhar como doméstica e hoje os meus estudos fez com que eu pudesse exercer a 
profissão de professora da educação básica do ensino fundamental da Pré-escola na comunidade 
Indígena Bom Caminho na Escola Municipal Professor Deerecu. 
Sou muito grata a Deus por esta mudando a oportunidade de estar quase concluindo 
meu curso e poder ter um futuro profissional melhor para mim e para minha família. Também 
sou formada em Técnica em Enfermagem pelo centro Educacional Guarany uma das minhas 
primeiras conquistas no estudo, até então não exercendo a profissão por falta de oportunidade 
no mercado de trabalho, e tento vista o empenho e foco na graduação e no trabalho conseguir 
com muita luta e as oportunidades que a educação vem mim proporcionando. 
Desde o início da minha graduação venho enfrentado obstáculos que só quem tem 
força de vontade e com muito apoio familiar consegui superar, creio que tudo que venho 
passando tem um propósito muito gratificante daqui mais uns anos. 
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Apesar de tudo, na minha carreira até aqui, tenho mim tornado uma mulher forte, 
guerreia, comprometida com meus filhos, com a educação dos meus alunos e mostrando 
preocupada com a educação da minha comunidade, tudo isso mim tornou uma mulher cheio de 
história, não diferente de muitas mulheres no Brasil, mais uma mulher que aproveitou de 
alguma forma os obstáculos da vida e as pequenas oportunidades que fui subindo de degrau na 
vida pessoal e profissional. 
 
VIVÊNCIAS NO CURSO DE PEDAGOGIA: DISCIPLINAS QUE MARCARAM MINHA 
IDENTIDADE COMO FUTURA DOCENTE 
 
Saliento a disciplina do 1°Período de Introdução à Pedagogia, esta disciplina foi 
ministrada por uma excelente Professora, esta fez com que eu entendesse melhor, o ser 
professor dando maior contribuição a agregar o meu intelecto com os quatro pilares da 
Pedagogia, são eles: o primeiro aprender a conhecer, o segundo é Aprender a Fazer, o Terceiro 
é Aprender a Ser e o quarto é Aprender a Conviver. 
Ao refletir no decorrer da disciplina, proporcionou refletir de como lidar nos espaços 
acadêmico e em todos os outros para uma boa vivencia em harmonia e de muito aprendizado 
para consigo e com o próximo, assim sendo um ser humano que traz boas maneiras e uma boa 
qualidade no que faz com o que ensina. 
A disciplina de Metodologia do Estudo e da Pesquisa, do 1° Período, contribui bastante 
pôs com ela pude começar a aprender a fazer os trabalhos acadêmicos nas formatações que a 
norma da ABNT pede, como isso pude ir dando continuidade em meus trabalhos, pôs sentia um 
pouco de dificuldade com algumas formatações, é assim busquei em todas as aulas aprender 
cada vez mais para a sim contribuir com todas as outras disciplinas do curso. 
Já no 2° Período tivemos a disciplina de Saberes Tradicionais, com ela pude conhecer 
um pouco mais a fundo os saberes que no qual estão presente em nosso dia a dia, repassados de 
pelos nossos pais, o saber tradicional aquele que e incorporados nas tradições culturais da 
comunidade ou povos regionais onde mais eu me interessei. 
Esta experiência de grande significância para agregar na minha vida pessoal e 
profissional, assim pude desenvolver o meu intelecto, autonomia e reflexão dentro do campo, 
conhecer de perto como funciona todo o corpo da escola, em uma visão de um futuro pedagogo 
em busca de melhorias para o ensino e aprendizagem dos alunos. 
Durante todo processo em que aconteceu os todas as disciplinas principalmente as que 
citei, refleti sobre a importância e necessidade de termos essas experiências no processo de 
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formação. Por isso, mais que uma disciplina obrigatória as disciplinas e os estágios no qual 
ainda estou ansiosa para fazer configuram-se como indispensável para o egresso do pedagogo 
para o aprimoramento das habilidades e competência nas três dimensões, pois passamos a 
vivenciar e a aprender no próprio campo de onde sai todas as discussões, pesquisas, debates, 
teorias e práticas. 
Finalizo ratificando que todas as disciplinas contribuíram porque certamente fui 
agraciado por Deus em ter excelentes profissionais me orientado e aproveitando essa 
oportunidade, me esforcei, dedicando-me para aprender e ganhar experiência profissional. 
Assim, digo que as aulas não são para nos tornar profissionais reprodutores do que vemos, cada 
estagiário deve usar esses momentos para criar seu perfil, sua prática e ações. 
Quanto minhas expectativas como uma futura professora, ressalto que minhas 
responsabilidades com o ensino e aprendizagem das crianças será repassada conforme meus 
estudos na área, e aprimorada para novas metodologias de ensino para o desenvolvimento dos 
alunos. Também espero contribuir significativamente com os pais e responsáveis pelos alunos 
na qualidade da educação. 
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lOMoARcPSD|44622197da instituição escolar 
é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, mediante as práticas 
pedagógico–didáticas e curriculares, propiciam melhores resultados de 
aprendizagem (LIBÂNEO, 2004). 
 
No ambiente escolar é de suma importância elementos que contribua para uma gestão 
participativa onde as práticas pedagógicas priorize a qualidade do ensino-aprendizagem 
respeitando os sujeitos e suas particularidades. É preciso pensar no ambiente e suas condições 
de funcionamento, na maneira como a escola atende à demanda da comunidade e a forma como 
essa troca de sabres está acontecendo, os exercícios de refletir sobre essas coisas propiciam 
melhores condições e planejamentos para o ambiente escolar. 
 
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12 
 
1.2 O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM E A SALA DE AULA POR 
ESCOLA: RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E OS DESAFIOS DA PRÁTICA 
PEDAGÓGICA 
 
Este processo ocorreu em duas escolas diferentes, sendo uma na zona urbana em 
Benjamin Constant - AM na Escola Municipal Profº Graziela Correa de Oliveira e a outra na 
zona rural na Comunidade de Bom Caminho na Escola Municipal Indígena Profº De’erecü 
pertencente a Benjamin Constant - AM. Sendo a primeira atendo a Educação de Jovens e 
Adultos (EJA) tendo como realização do estágio no 1º segmento na turma do 4º ao 5º ano das 
series inicias do ensino fundamental e a segunda turma da escola sendo o 2º das series inicias 
do ensino fundamental. 
 
1.2.1 ESCOLA GRAZIELA: de frente com a Educação de Jovens e Adultos na formação 
 
Encontramos em cada esfera educacional uma diversidade de pessoas com 
capacidades, habilidades, mas também com desafios e necessidades diferentes que variam 
conforme o sujeito e sua subjetividade. Principalmente nas escolas que atendem os Anos 
Iniciais na Educação de Jovens e Adultos, tendo como um público mais jovens e até idosos, 
assim também como os alunos dos anos inicias do ensino regular, as crianças também 
apresentam as suas diversidades e desafios, a educação tem como finalidade enriquecer o 
processo de criatividade, e tem o papel de construir o conhecimento de forma abrangente, pôs 
ela possui elementos que ajudam na formação intelectual do aluno e também em práticas que 
irão levar para o seu cotidiano. 
Como foi feito o estágio em duas escolas e turmas diferentes irei começar com a Escola 
Municipal Professora Graziela Corrêa de Oliveira onde se deu na turma do 4º ao 5º ano do 1º 
segmento da EJA. A Educação de Jovens e Adultos, é uma modalidade que engloba o ensino 
fundamental e médio, proporciona a possibilidade do acesso ao conhecimento cientifico em 
idade própria, dando assim, oportunidade aos indivíduos de continuar ou começar a estudar, 
afinal, trata-se de um modelo de ensino que garante os direitos dos mesmos, que por algum 
motivo abandonaram ou não tiveram oportunidade de estudar (FREIRE, 2003). 
Segundo Ferreira (2008, p. 6) a função dessa modalidade de ensino é “[...] atender 
prioritariamente, à classe trabalhadora, portanto, a EJA não pode ser pensada de forma 
desarticulada do mundo do trabalho”. Assim, os objetivos da EJA e os objetivos dos alunos 
dirigem-se para um ponto em comum, temos o sistema almejado formar trabalhadores mais 
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capacitados e estudantes que buscam uma melhor qualidade de vida, ou simplesmente manter 
o emprego que já possuem. 
O educador de Jovens e Adultos deve ter como qualidade a capacidade de solidarizar-
se com os educandos, a confiança de que todos são capazes de aprender, a ensinar e aprender 
numa troca mutua. Deve ser coerente com essas posturas para que possam identificar os fatores 
que contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem no processo de aquisição da leitura e 
da escrita para em seguida reverter essa tal realidade. 
FREIRE (2011, p. 109) destaca que: 
 
[...] por isso, o diálogo é uma exigência existencial. E se ele é o encontro em que 
se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser 
transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar ideias de 
um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de ideias a serem 
consumidas pelos perputantes. 
 
Nesse sentido observou-se durante o Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais na 
Educação de Jovens e Adultos, nas series inicias do 4° a 5° Serie, que a interação entre educar 
e educando tem uma relevância tal que pode favorecer ou não o desenvolvimento da 
aprendizagem dos alunos, pôs nesta turma os alunos relataram que o professor da turma e muito 
comunicativo, paciente e esforçado, pôs está se preocupa e intervém na aprendizagem 
individual de cada aluno, acaba promovendo uma motivação pessoal dos alunos sendo que esta 
facilita a superação de dificuldades encontradas. 
O trabalho do educador no processo de ensino aprendizagem vai mais além do que 
passar meros conteúdos programados sem contextualização e sem sentido. Esse processo exige 
paciência, dedicação, ética, e reflexão, de acordo com Ferreira (2005, p. 46): 
 
A reflexão individual sobre a prática em sala de aula deve se somar ao 
conhecimento científico já existente sobre estratégias de ensino mais dinâmicas e 
inovadoras. [...] O conteúdo curricular pode se tornar mais acessível a todas as 
crianças, jovens e adultos em escolarização se for trabalhado por meio de 
estratégias de ensino participativas e inovadoras que possibilitam ao educando 
aprender a aprender autônoma e colaborativamente. 
 
A relevância de refletir sobre a prática pedagógica na sala de aula ajuda no pensamento 
de novas estratégias para o processo de ensino-aprendizagem e consequentemente isso também 
influenciará na relação professor aluno, todavia, não podemos esquecer que a postura do 
educador será determinada de acordo com a teoria ou abordagem do processo de ensino 
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aprendizagem que este se embasa, por isso é importante que o educador conheça profundamente 
cada uma dessas abordagens, pois em cada uma o olhar sobre os fenômenos educacionais 
mudam. 
Neste contexto podemos destacar que segundo a abordagem tradicional a 
aprendizagem consiste em aquisição de informações e de demonstrações transmitidas, onde 
segundo Mizukami (1986, p. 13) a ênfase é dada às situações de sala de aula, onde os alunos 
são “instruídos” e “ensinados” pelo professor. “Comumente, pois, subordina-se a educação à 
instrução, considerando a aprendizagem do aluno um fim em si mesmo [...]”. 
Para esta mesma autora na abordagem tradicional a relação professor –aluno é vertical, 
sendo que um dos polos (o professor) detém o poder decisório quanto à metodologia, conteúdo, 
avaliação, forma de interação na sala de aula etc. (MIZUKAMI 1986, p. 14). 
Quanto a relação professor-aluno nessa mesma abordagem, esta centra-se no professor 
como responsável pelo desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Sendo que 
Mizukami (1986, p. 31) afirma que aos educadores caberia o controle do processo de ensino-
aprendizagem, um controle cientifico da educação [...] o professor teria a responsabilidade de 
planejar e desenvolver o sistema de ensino-aprendizagem. 
Tanto o ensino-aprendizagem quanto a relação professor-aluno estão envolvidos no 
processo de comportamentos já que os alunos são instalados e mantidos por condicionantes e 
reforçadores arbitrários. Outra característica dessa abordagem é que considera a experiência ou 
a experimentação planejada como alicerce do conhecimento. 
A abordagem humanista caracteriza-se dentrodos aspectos discorridos da seguinte 
maneira como ratifica Mizukami (1986, p. 38), o professor em si não transmite conteúdo, dá 
assistência, sendo um facilitador da aprendizagem. O conteúdo advém das próprias experiências 
dos alunos [...] o professor não ensina: apenas cria condições para que os alunos aprendam. 
É notável então que nesta abordagem o professor tem a função de facilitador da 
aprendizagem, sendo que para isso deve aceitar o aluno, sendo capaz de compreender seus 
sentimentos. 
Diante do que foi discorrido nota-se que tanto a relação professor-aluno quanto o 
processo de ensino-aprendizagem mudam em todas as abordagens. Balizado por esses aspectos 
saliento a importância de descrever algumas características da relação professor aluno e do 
processo ensino aprendizagem conforme foi observado durante o período de observação no 
estágio, isso implica também dizer que serão apontadas algumas dificuldades identificadas 
tanto no professor quanto no aluno. 
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É notável que a relação professor-aluno é uma forma de interação que dá sentido ao 
processo educativo, e que o desenvolvimento das competências e das dimensões cognitiva, 
emocional, física e social vai depender muito dessa relação. Pois, é certo que o bom 
relacionamento entre esses sujeitos contribui para o sucesso do processo de ensino-
aprendizagem. 
De acordo com Machado e Mattos (2014, p. 6): 
 
O processo de ensino aprendizagem com Jovens e Adultos pressupõe que o 
educador tenha humildade de aceitar os conhecimentos já adquiridos pelos alunos 
e tolerância para articular os conhecimentos trazidos por eles com os que pretende 
transmitir. 
 
Essa relação está para além de métodos didáticos, ela configura-se como um elo que 
envolve mudanças e quebra de paradigmas, uma vez que existe uma troca e socialização de 
conhecimentos, valores e sentimentos. Ambos são marcados pela vivencia num processo 
chamada ensino-aprendizagem. 
Frente a essas afirmações, argumenta-se que o professora da turma observado, possui 
um bom relacionamento com a turma, este educador busca atender os alunos com faixa etária 
entre 20 e 53 anos, em sua turma constam 13 alunos sendo que vão entre 5 a 7. São jovens e 
adultos que vivem em diferentes contextos alguns vivem com os pais, uns tem suas casas 
próprias e são pais é mães de família. Percebe-se também que temos neste ambiente, brasileiros, 
e indígenas e que as maiorias apresentam características de pessoas com baixa renda familiar. 
Nestas condições diversidade o professor age sempre de maneira espontânea, com alegria e de 
forma amigável. Sobre este aspecto, Antunes (2002, p.60) advoga que, 
 
Ser amigo dos alunos, compreensivo e companheiro, ter a mentalidade aberta e 
acompanhar o processo de construção do conhecimento, agindo como agente entre 
os objetos do saber e a aprendizagem, ser para o aluno seu decodificador de 
códigos e receptor de suas muitas linguagens, significa estabelecer limites e 
construir democraticamente uma interação onde em lugar de opressão e da 
prepotência eleva-se a dignidade de quem educa, a certeza de quem planta 
amanhãs. 
 
Nesse sentido, podemos dizer que as ações da professora, seu modo de agir, pensar e 
porta-se em sala de aula tem significativa influencia na vida dos alunos principalmente com 
esses alunos que já chegam em sala cansados de um dia logo de trabalho, mas com muita 
vontade de adquirir conhecimentos. 
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Quanto ao comportamento dos alunos são todos atenciosos e dedicados, não medem 
esforços para realizar suas atividades, contando com suas dificuldades de aprendizagem, 
sempre estão perguntando e tirando suas dúvidas com a professora. Deve-se lembrar que o 
respeito mútuo é crucial na relação professor aluno, pois se concretize como o diferencial no 
processo da educação, sem isso, o processo de ensino aprendizagem fica fragmentado. 
Além desses fatos citados acima, alguns desses sujeitos dessa turma, ainda apresentam 
dificuldades nas atividades que envolvem a escrita e leitura chegando ao ponto de confundir 
letras já estudados nos anos anteriores. Dentre estas dificuldades está na escrita pôs alguns não 
conhecem algumas letras do alfabeto o que dificultam suas leituras. 
A grande preocupação é que se espera que nesta etapa o aluno na disciplina de Língua 
Portuguesa compreenda o sentido e a intencionalidade das mensagens orais e escritas, leia 
textos de diversos gêneros discursivos, utilize a linguagem para a expressão de ideias, 
sentimentos, experiências, adequando-a a diversas situações, planejando o discurso e 
fundamentando argumentos. Nesta fase, já se espera que ele escreva com coesão e coerência 
textual, além de precisão ortográfica e uso correto do sistema de pontuação. Nessa fase, o aluno 
deve concatenar ideias e ser capaz do compreender um texto de forma a identificar os pontos 
principais. 
Com base nesses pressupostos comparando com as observações durante o estágio é 
lamentável dizer que a maioria da turma não corresponde a essas expectativas. Dos 7 que vão 
as aulas, dois sabem ler e escrever e conseguem atender as expectativas das disciplinas, 
conseguindo assim a acompanhar as atividades na sala de aula. Guimarães-Iosef (2009) Citado 
por Mota (2010, p.51) diz que: 
 
A qualidade da educação na escola pública é o termômetro definidor do tipo de 
cidadão que a nação está formando ou que pretende formar. [...]Um povo privado 
do acesso a uma educação de qualidade humana, política e formal pode facilmente 
se transformar em um povo que pouco questiona, participa, pensa criticamente, 
indigna-se diante de injustiças, sabe sobre sua comunidade e sobre seu mundo, 
seus direitos e seus deveres [...]. 
 
A educação que tanto se discute e que se almeja ainda tem apresentado uma fotografia 
manchada, por falta das políticas educacionais que garantem a qualidade do ensino. Com todos 
os investimentos, ainda não é suficiente para trazer educação de qualidade humana para a 
sociedade. A qualificação do professor também precisa ser repensada, é preciso haver maior 
rigorosidade para a seleção de profissionais que atuam no ambiente escolar. 
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Sobre tudo que se discorreu, é de suma importância assinalar que além das políticas 
educacionais, a qualidade do processo de ensino-aprendizagem vai depender muito da prática 
pedagógica do professor atuante em sala de aula. Educar com qualidade em meio a diversidade 
é possível, desde que o educador tenha sensibilidade de olhar e reconhecer as necessidades dos 
seus alunos, empenhando-se para transformar a realidade de cada um. Refletir sua prática 
pedagógica seria sua primeira ação. Santos (2005, p. 67) enfatiza que: 
 
A capacidade do professor de refletir individual ou coletivamente leva-o a pensar 
sobre sua prática pedagógica, a compreender melhor os processos sociais e os 
caminhos percorridos por seus alunos e a ele mesmo. Aprendera fazer, a conviver 
com as diferenças, as dificuldades que o ato de aprender traz consigo, a ser um 
sujeito de saber. 
 
Portanto, o fazer pedagógico requer compromisso e reponsabilidade, com a educação, 
respeito, sensibilidade e compreensão visando o desenvolvimento dos alunos nas mais diversas 
dimensões. O conhecimento didaticamente aplicado transforma uma nação e conduz o povo a 
percorrer a trilha da democracia e da equidade social. Quebra o silêncio que absurdamente é 
imposto, por não respeitar as diferenças e não compreender que a educação se dá num processo 
complexo e dinâmico. 
 
1.2.2 ESCOLA Municipal Indígena Professor De’erecü: diante da Educação Escolar 
Indígena 
 
Quantoaos alunos da Escola Municipal Indígena Professor De’erecü onde também fiz 
meu estágio, em sala de aula tinha 12 meninas e 9 meninos totalizando 21 alunos em sala de 
aula, quero destacar que a escolinha onde esses alunos estão, e uma casa de artesanato da 
comunidade de Bom Caminho, devido a escola está em construção, a casa de artesanato da 
comunidade está servindo a serviço da escola para que os alunos não fiquem sem aula durante 
o ano. 
Dessa forma, a caminhos a serem enfrentados pelos professores e alunos desta escola, 
como se trata de uma casa de artesanatos, as salas de aula não tem ar-condicionado e muito 
menos ventiladores, ou seja não tinha estrutura, apenas foi adaptada para manter uma parte dos 
alunos estudando, com isso, as salas era muito pequena e os alunos ficavam bem apertados, o 
que também não ajudava por ser no turno vespertino era que além de ser pequena a sala o calor 
tomava de conta o que deixava os alunos mais agitados. 
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Com isso, tanto o professor quanto aos alunos tinha que ir se adaptando com o 
ambiente, enfrentando as dificuldades no ambiente escola. Quando as práticas de aula do 
professor com seus alunos, era seguindo pelo planejamento que eles fazem em conjunto com a 
gestora e os professores, dessa forma era seguido os afazeres do professor, com aulas no quadro 
principalmente. 
Quanto a relação do professor com seus alunos pode-se perceber uma relação saudável 
de diálogos, nisso não posso deixar de falar que sim tem aqueles alunos mais alertas, mas o 
professor da sala sabia controlar e fazer com que os mesmos se acalmem. Então essa era a rotina 
na escola, e essas foram minhas observações no campo de estágio. 
Pode-se ser observado uma diversidade de culturas dentro da sala, onde foi possível 
analisar vários perfis diferenciados e formas de ensino e aprendizagem, sendo que foi 
trabalhado também o uso de duas línguas, a língua ticuna e língua portuguesa, para que o aluno 
possa entender de forma mais compreensível o que está se passando na sala de aula. E a escola 
atende alunos várias comunidades circunvizinhas. 
Na sala de aula pode-se destacar, de início, como se dá a interação professor – aluno, 
sabe-se que para uma boa aprendizagem precisa-se ter uma boa comunicação entre o educador 
para com o educando, vemos que nos dias de hoje essa comunicação está se tornando cada vez 
mais difícil, porém o processo de ensino aprendizagem só será eficaz quando ocorrer essa 
interação, esses laços de afetividade e essa boa comunicação, uma prova disso é aquele 
professor que mesmo passando muito tempo ainda possuímos lembranças, sejam elas daquele 
que nos motivou nesse processo ou aquele que nos fez desistir no caminho do aprender. 
Na ótica de Rogers (1987) todo indivíduo tem a tendência natural a aprendizagem e 
cabe ao professor facilitar o aprendizado e nós como sujeitos só aprendemos aquilo que 
necessitamos ou queremos, isso acaba tornando o processo de aprendizagem ainda mais difícil, 
e o professor acaba tendo que encontrar formas eficazes e diferenciadas para facilitar essa 
comunicação. 
E na sala que estava estagiando, haviam alunos que não falavam a língua materna, e 
também haviam alunos que não compreendiam a língua portuguesa, desta forma, a professora 
sempre explicava os seus conteúdos nos dois idiomas. E a mesma mantia sempre o 
profissionalismo em querer ensinar seus alunos cada conteúdo repassado, de forma mais 
flexível possível para alcançar seu objetivo junto a sua turma. 
Na relação professor aluno notou-se um contexto diferenciado, pois como a escola é 
indígena a transmissão do conhecimento é repassada vezes, primeiro em língua portuguesa e 
depois em língua Ticuna. Assim, uma boa relação entre o discente e docente é visível em 
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aspecto harmonioso. Pois, as metodologias utilizadas pelos professores são adequadas à 
realidade dos alunos que são indígenas, por exemplo, o modo como se comunicam em duas 
línguas totalmente diferentes e por isso a metodologia usada é diferenciada aplicada de uma 
forma que seja possível o entendimento das atividades pelos alunos. 
Todas as crianças são pertencentes às famílias com baixa renda, eram filhos de 
agricultores e pescadores, e todos recebiam o benefício da Bolsa Família, e elas sempre 
entendiam os estudos como a única forma de melhoria de vida para eles e sua família. 
Para Tardif (2002, p. 167), “ensinar é entrar numa sala de aula e colocar-se diante de 
um grupo de alunos, esforçando-se para desencadear com eles um processo de formação 
mediado por uma grande variedade de interações”. Com isso, os futuros profissionais da 
educação poderão junto com seus alunos contribuir para a formação reflexiva através da 
interação professor – aluno. Isso é o que se espera das novas gerações de educadores e com as 
novas experiências de estágios supervisionados. 
Para Libâneo (2013) O bom professor deveria ser aquele que observa o desempenho 
do aluno, e estimula o desejo e o gosto pelo estudo, que proporciona situações que estimulam 
o pensar, o analisar, relacionando a realidade estudada nas matérias, preocupando-se com a 
solidez dos conhecimentos e pensamento crítico e autônomo, fazendo com que os exercícios 
propostos sejam aplicados. 
A relação professor e aluno é baseado no respeito um pelo outro, é notável diante das 
minhas observações o quanto isso muita diferença para o ensino e aprendizado dos alunos e 
também o trabalho dos professores, o que agrega ainda mais na sua performa na sua atuação. 
Os professores também tem seus desafios quanto a infraestrutura da escola, quanto a 
falta de recursos, matérias, uma sala mais equipada, mas vale ressalta que como os professores 
mesmos falaram, “fazemos o que podemos, para levarmos conhecimento para nossos alunos”. 
Como qualquer outra escola e indispensável o fazer do professor, principalmente quanto este 
se desdobra para assim alcançar seus objetivos com seus alunos. 
Quero destacar neste último parágrafo a observação em conjunto que se deu na Escola 
Municipal Profº Graziela Correa de Oliveira, devido os meus colegas também estarem fazendo 
o estágio na escola, o que resultou de em minhas observações fazer o acompanhamento junto 
com eles até o termino do estágio, que nos proporcionou momentos de aprendizados e muitas 
trocas de conhecimento juntamente com a professora regente. 
 
 
 
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20 
 
2 CAPÍTULO - EXPERIÊNCIA DA PRÁTICA PROFISSIONAL DOCENTE 
 
 
A presente seção tem a finalidade de relatar a participação ativa no período de 
observação, ressaltando as contribuições para a vida profissional, além disso, buscar-se-á 
discorrer sobre a regência/intervenção fazendo assim uma análise e reflexão sobre a docência. 
 
2.1 2.1 A Participação Ativa: Descrição dos Processos Educativos Observados na 
Educação Escolar Indígena 
Sabe-se que a participação ativa é uma atividade obrigatória no estágio, e configura-
se como essencial na formação profissional da prática docente, uma vez que está nos permite 
estar em lócus e agir no processo educativo colaborando com o professor e ganhando 
experiência na área. Esse momento é marcante porque nos permite estar envolvido na realidade 
escolar. Silva e Aragão (2012, p. 58) afirma que: 
 
A observação é uma ferramenta fundamental no processo de descoberta e 
compreensão do mundo. O ato de observar pode desencadear muitos outros 
processos mentais indispensáveis à interpretação do objetoanalisado, 
principalmente se for feito com o compromisso de buscar uma análise profunda 
dos fenômenos observados. 
 
Esse momento de participação e observação na sala de aula torna-se mais significativo 
quando o estagiário tem suas bases alicerçadas na perspectiva de perceber e relacionar a teoria 
e a prática. Dessa forma, por este saberá valorizar a participação e a observação porque ambos 
proporcionam aprendizagem e experiências. 
Pode-se considerar que a duração do estágio foi relativamente ótima para adquirir 
conhecimento e experiência na pratica docente e as atividades desenvolvidas foram: observação 
participante ativa nas aulas, auxiliar os alunos na aprendizagem deles, ter conhecimento do 
Projeto Político Pedagógico da escola, explicar atividades para os alunos, caso a professora 
solicite, passar as atividades para os alunos no quadro branco, caso solicitado pela professora 
regente. 
Neste caso, é válido destacar que para melhor eficácia do estágio é preciso aguçar os 
sentidos nas observações, pois o êxito do mesmo depende, em grande parte, não só das 
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qualidades intelectuais e sociais do acadêmico, mas, sobretudo de sua sensibilidade, percepção 
e curiosidade em buscar e aprender. 
O estágio começou no dia 04 de dezembro de 2023 e foi finalizado no dia 14 de 
dezembro de 2023 na comunidade indígena de Bom Caminho, na Escola Indígena Professor 
De’erecü, pelo turno vespertino, em Benjamin Constant – AM. Este teve como oportunidade 
estar mais ativo dentro de sala de aula e mostrando e aprimorando meu perfil como futuro 
profissional da área. 
Foi observado uma diversidade de culturas dentro da sala, onde foi possível analisar 
vários perfis diferenciados e formas de ensino e aprendizagem, sendo que foi trabalhado 
também o uso de duas línguas, a língua ticuna e língua portuguesa, para que o aluno possa 
entender de forma mais compreensível o que está se passando na sala de aula. E a escola atende 
alunos de várias comunidades circunvizinhas. 
Na sala de aula continham 21 alunos sendo 9 meninos e 12 meninas, a interação do 
professor com aluno era mantido na base do diálogo e o respeito, sabemos que para uma boa 
aprendizagem precisamos ter uma boa comunicação entre o educador para com o educando, 
vemos que nos dias de hoje essa comunicação está se tornando cada vez mais difícil, porém o 
processo de ensino aprendizagem só será eficaz quando ocorrer essa interação, esses laços de 
afetividade e essa boa comunicação. 
O que também me chamou muita atenção, o desafio que o professor tem com os alunos 
principalmente no que compete a infraestrutura do local onde organizaram para que os alunos 
não ficassem sem aula, enquanto a escola está em construção, pois trata-se da casa das artesã 
da comunidade de bom caminho, quanto a sala de aula e bem pequena, e não tem ventilação 
adequada para suprir e estar em um ambiente bem confortável, principalmente para os alunos 
quanto para os o professor, que em momento de dias ensolarados tem que enfrentar. 
Mas quero ressaltar a disposição que os alunos tem em estar em sala de aula, onde eles 
participam juntamente com o professor, principalmente na correção das atividades e também 
na contribuição nas explicações que o professor passa no quadro, onde os alunos também vao 
ao quadro para participar das aulas. 
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Imagem 03: Aluno participando no quadro. 
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Este momento é de suma importância para o ensino e aprendizado do aluno, que por 
meio de sua pratica ele se destaca e também aprende juntamente com o professor, o que também 
o aluno desenvolve a sua coragem e autonomia para aprender no meio em que está inserido. 
Dessa forma, os alunos têm total confiança de se expressarem nas aulas, assim passando total 
segurança. Conforme o dito, há uma boa interação entre o professor e os alunos, o que ajuda 
bastante no processo de ensino e aprendizagem destes alunos. 
Também pude participar em alguns momentos aplicando as aulas juntamente com os 
alunos, no que me colocou na posição de professora para agregar nas atividades dos alunos, o 
que também me fez perder a timidez e também a dos alunos, o que após pudemos ter mais 
vínculos em trocas de conversas com as atividades. 
De acordo com Bissoli (2005, p. 8) diz que: 
 
O professor deve levar em conta que, a partir do momento em que são dadas 
condições de o aprendiz interagir e participar de situações significativas, ele vai 
realizar novas conquistas a cada minuto, sendo, portanto, imprescindível observá-
lo frequentemente. 
 
 
 
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Imagem 04: Acompanhando o aluno no quadro. 
 
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
A presença do professor ao acompanhamento das atividades dos alunos e sempre 
significativa para eles ao ponto de deixá-los mais entusiasmados ao ser ensinado, dessa forma 
o aluno sente-se mais acolhido e motivado para executar suas atividades dentro de sala de aula, 
pôs percebi que eles sempre estavam bem mais dispostos e concentrados a aprender. 
Imagem 05: Auxiliando os alunos nas atividades.
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
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Ao proceder no estágio tive muita aproximação com os alunos, o que agregou mais 
ainda o meu desenvolvimento no campo, pois quero frisar que o professor da turma utilizava 
muito do seu meto de aula tradicional, na utilização do quadro e também nas atividades nos 
cadernos dos alunos, este utilizava desta metodologia de ensino. Em conversa com este falou 
que uma vez por outra utiliza brincadeiras com seus alunos. 
Portanto quero lembrar que os alunos foram sempre muitos carinhosos e respeitosos 
comigo em sala de aula, este momento com os alunos me proporcionou uma melhor 
compreensão e um olhar mais profundo do campo de atuação do professor, este que passa por 
diversos desafios mais não deixa de enfrenta-los por um ensino, uma vida melhor para seus 
alunos. 
 
2.2 Participação Ativa: Descrição dos Processos Educativos Observados na EJA 
 
Já meu estagio na Escola Municipal Profº Graziela Correa de Oliveira também ocorreu 
no dia 04 de dezembro de 2023 e finalizou no dia 14 de dezembro de 2023, este se deu no turno 
noturno, na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, no 1º segmento na turma do 4º ao 5º 
ano do ensino fundamental, contendo ao total 9 alunos. 
Vale ressaltar que, a Educação de Jovens e Adultos, é uma modalidade que engloba o 
ensino fundamental e médio, proporciona a possibilidade do acesso ao conhecimento cientifico 
em idade própria, dando assim, oportunidade aos indivíduos de continuar ou começar a estudar, 
afinal educação é um direito de todos. 
O educador de Jovens e Adultos deve ter como qualidade a capacidade de solidarizar-
se com os educandos, a confiança de que todos são capazes de aprender, a ensinar e aprender 
numa troca mutua. Deve ser coerente com essas posturas para que possam identificar os fatores 
que contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem no processo de aquisição da leitura e 
da escrita para em seguida reverter essa tal realidade. 
Diante dos meus momentos em sala de aula, um dos pontos que muito me deparei, foi 
com a realidade do ensino com essa modalidade da EJA, trata-se de um ensino totalmente 
diferenciado, e eu me surpreendi pelo fato de sempre ter atuado na área da educação infantil e 
anos inicias somente com crianças. 
O que também me despertou a curiosidade de conhecer essa modalidadede ensino, 
quanto também o método da professora em sala de aula, pôs não são os mesmos métodos que 
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usamos com crianças, mas a professora da turma ainda usava muito o método tradicional com 
os alunos, uma vez por outra ela trazia uma dinâmica para trabalhar com os alunos, pôs são 
alunos jovens e idosos, muito observei o diálogo que sempre a professora da turma tinha com 
seus alunos, muito mais que professora os alunos viam também uma amiga, onde socializavam 
seus desafios pessoas, seja no trabalho ou até mesmo em casa, e também sobre o desafio de 
chegar até a escola. 
 O que muito percebi também durante o estágio, foi que eles faltam muito, chegando 
até em sala de aula apenas três alunos, e a professora tem que dar sua aula assim mesmo, mas 
eles faltavam porque chegavam cansados do trabalho ou tinham que cuidar dos filhos em casa, 
mas sempre quando dava eles iam para a escola. 
Imagem 06: Os alunos ao final da aula
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Nesta imagem podemos ver alguns alunos que estão na sala, esse é o máximo de alunos 
que vai, assim seja qual for a quantidade de alunos dentro da sala a professora não deixa de dar 
sua aula, está se planeja para sua atividade buscando sempre levar o seu melhor para os alunos 
que por melhorias de vida estão lutando por uma educação melhor, para que futuramente 
consigam também um trabalho. 
Também pude perceber, as dificuldades de aprendizado dos alunos, principalmente na 
leitura, o que alguns não conseguem ler, e até mesmo reconhecer as letras para formar palavras 
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o que dificulta mais ainda, também quero frisar que quanto ao ensino desses alunos, a professora 
da turma se apropria muito de matérias impressos e o uso do quadro branco, onde também os 
alunos que não conseguem terminar suas atividades a professora da as respostas para os alunos. 
Diante disso, podemos perceber um atraso no aprendizado dos alunos, como se eles 
fossem ou estão sendo apenas empurrados conforme as aulas, onde a professora passa o 
conteúdo das aulas dias após dias e seja lá qual for o resultado, tem que ir em frente mesmo os 
alunos não aprendendo ou terminando suas atividades. 
Quanto a essas questões, para que aconteça o ensino e aprendizado dos alunos, e 
importe que os professores se solidarizem e se conscientizem na formação desses alunos, e se 
perguntar que aluno eu quero formar? Trancando objetivos e metas a serem alcançadas 
principalmente quanto ao aprendizado dos mesmos. 
 
3 CAPITULO - REGÊNCIA/INTERVENÇÃO 
 
Este momento trata-se da aplicação da regência, abordando desde a escolha e 
planejamento da temática como também o relato de experiencia da vivencia do acadêmico no 
curso de pedagogia em regência de estagio, oportunizando ao acadêmico/docente a vida 
profissional que ele irá se inserir. 
 
3.1 Escolha e Planejamento do Tema da Regência 
Com base no que foi dito nos últimos parágrafos do tópico anterior, que descreve o 
contexto escolar e as dificuldades dos alunos com a escrita e principalmente com a leitura, 
buscou-se planejar a regência/intervenção, ressalto que juntamos duas turmas como o 
combinado com os professores orientadores e também pelo fato de os outros colegas 
acadêmicos estarem na outra sala fazendo seu estágio, entramos em consenso, assim ficou com 
os alunos do 1º ao 3° ano do turno noturno da modalidade EJA com o tema: Minha Vida e de 
Carolina Maria de Jesus: Superação, Determinação e Sucesso. 
Ressalto também que como fiz meus estágios em duas escolas, eu optei minha regência 
pela modalidade da Educação de Jovens e Adultos, pois essa modalidade para mim foi 
novidade, porque eu ainda não tinha feito nenhum estagio na área, pois este momento me 
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oportunizou um novo olhar me dando a experiencia de vivenciar novos conhecimento na pratica 
docente. 
Partindo para a construção do plano de aula com toda a equipe, que foi uma equipe 
que se ajudou para que acontecesse esse momento, assim cada um foi designado a fazer uma 
parte, desde a elaboração do plano, como a confecção dos matérias didáticos utilizados, friso 
ainda o desempenho dos meus colegas com responsabilidades e animo com o trabalho, com 
organização e planejamento. 
Convém lembrar que o planejamento é um instrumento que permite o docente olhar 
para o futuro com perspectivas organizadas para enfrentar as demandas e desafios do processo 
ensino-aprendizagem, objetivando garantir o sucesso do seu trabalho. Nesse aspecto 
Vasconcellos (2002, p. 81) afirma que: 
 
Planejar é elaborar o plano de mediação, da intervenção na realidade, aliado à 
exigência, decorrente de sua intencionalidade, de colocação deste plano em 
prática. A elaboração do plano, obviamente, não é ainda a ação; é um processo 
mental, de reflexão, de tomada de decisão; por sua vez, não uma reflexão qualquer, 
mas uma reflexão ‘grávida’ de intervenção da realidade. 
 
Assim, é válido salientar a importância e relevância do plano de regência para então ir 
a campo norteado e preparado para a atuação docente. Sem este mecanismo que define as 
atividades e o tempo previsto, o aluno/estagiário provavelmente estará sujeito ao fracasso. 
 
3.2 A TEORIA E PRÁTICA: um relato circunstanciado da experiencia da 
regência/intervenção 
O docente em sua formação para o ambiente de trabalho, passa por uma trajetória 
acadêmica laçada pela teoria e a pratica, onde tendo o conhecimento da teoria, busca a ação da 
pratica para tornar a realização dos mesmos, sendo assim a experiencia de passar pelas salas de 
aulas, em busca de conhecimentos, aprendizados e modelando nosso meio profissional e se 
encontrando em cada etapa nessa profissão. 
Deste modo, a regência foi planejada de forma muito didática, foi pensado cada 
objetivo e metas que se almejava conseguir. Todo esse processo de planejamento foi 
desenvolvido a partir do seguinte objetivo: Oportunizar a socialização das turmas da EJA em 
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um momento de leitura e troca de experiências de vida, interação e participação do aluno na 
sala de aula. Partindo desse princípio, e com base nas observações, a regência/intervenção se 
deu no dia 11 de dezembro de 2023, das 19h às 22h. 
Dessa forma, as atividades se deram da seguinte maneira alinhada a BNCC: 
4.ELEMENTOS QUE NORTEARÃO A ABORDAGEM DO TEMA CONFORME BNCC: 
Área de 
conhecimento 
e 
Componente 
Curricular 
(com sigla) 
Habilidade 
Campo de atuação 
na LP/ Unidade 
Temática/Eixo 
Objeto de 
conhecimento 
1- Língua 
Portu
guesa 
- LP 
 
 
 
 
 
EF15LP02- Estabelecer 
expectativas em relação ao 
contexto que vai ler 
(pressuposições antecipadoras dos 
sentidos, da forma e da função 
social do texto), apoiando -se em 
seus conhecimentos prévios sobre 
as condições de produção e 
recepção deste texto, gênero, o 
suporte e o universo temático, bem 
como sobre saliências. 
 
 
 
 
Leitura/escrita 
(compartilhada 
e autônoma) 
 
 
 
 
Compreensão 
em leitura 
2- 
Matemática - 
MA 
 
 
 
 
 
 
EF01MA01 – utilizar números naturais 
como indicador de quantidade ou de 
ordem em diferentes situações 
cotidianas e reconhecer situações em 
que os números não identificam 
contagem nem ordem, mais sim 
código de identificação. 
 
 - Adição - Compreensão 
de adição 
3- Artes - AR 
 
 
EF15AR06 – Divulgar sobre a sua 
criação e as dos colegas, para 
alcançar sentidos plurais 
 
 
- Artes visuais e 
manualidades 
 
Elementosda 
Linguagem 
 
4 – História - 
HI 
 
 
 
 
 
 
 
 
EF01HI02- Identificar a relação 
entre as suas histórias e as 
histórias de sua família e sua 
comunidade. 
 
 
 
 
- Oralidade 
 
 
 
 
- Compreensão 
da oralidade. 
 
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Com norteio do primeiro momento cujo componente curricular Língua Portuguesa, 
tivemos os seguintes objetivos específicos: - Organizar a sala com o tema do livro “Quarto de 
Despejo” de Carolina Maria de Jesus. - Realizar a leitura trechos do livro para os alunos, que já 
fizeram breve leitura do tema trabalhado. - Socializar as experiências de vida e comparar com 
à de Carolina Maria de Jesus. - Direcionar atividades que respondam oralmente. - Participar em 
conjunto das atividades propostas. 
Imagem 07: Organização da sala
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Dessa forma, fomos organizando a sala para o início da aula com os alunos da EJA 
onde foi toda programada de forma bem didática esse momento de forma interdisciplinar, para 
juntos levar um dia de aula mais dinâmica para nossos alunos, que ao começar nossa aula se 
deu com, - Acolhida: apresentação dos professores, conversa com os alunos. - Leitura de trechos 
do livro “Quarto de despejo”; - Interpretação do texto oral “Quarto de Despejo” em roda de 
conversa; - Palavras que mais chamaram a atenção na leitura. 
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Imagem 08: Momento da leitura, interpretação do texto.
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Para o acontecimento desses momentos foi necessário os matérias como: Impressão 
do texto em papel -A4, para os alunos darem uma lida e ter compreensão. Fotos dos alunos das 
turmas, para que ao decorrer da aula com as atividades os alunos vão colocar suas fotos no 
varal. Também foi utilizado o papel A4. 
Imagem 08: Momento de os alunos colocarem suas fotos no varal
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
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Esse foi um momento muito prazeroso com os alunos, onde expressaram suas 
superações, e o quanto estavam determinados na sua caminhada, tanto em seus trabalhos, em 
casa, seus filhos e em busca de um futuro melhor, principalmente para dar para seus filhos uma 
qualidade de vida é uma boa educação. 
Partindo para o componente curricular de Matemática onde tivemos como objetivos 
específicos: Compreender que os números fazem parte do nosso dia a dia, mesmo que já 
passaram muitos anos, serve para orientar nos dias atuais; Utilizar as datas e números 
encontrados no texto para somar cada um deles para encontrar a resposta da operação proposta. 
Ao trabalhar e esse momento fizemos como parte a revisão da adição, também utilizamos de 
atividades impressas. 
Nessa atividade trabalhamos não somente os números, como também a interpretação 
com os textos onde eles tinham que encontrar os números para a sim fazerem a conta, o que foi 
bom para eles que tiveram sim dificuldades, mas vale ressaltar que um aluno que tem 
dificuldade e um aluno que tem que aprender, que quer aprender, e para nos professores, 
principalmente para mim como uma futura professora, vejo as dificuldades dos meus alunos, 
como uma barreira há ser superada, diante disso ajudamos cada um da melhor forma possível, 
sendo um momento único tanto para eles quanto para mim, onde pude agregar mais meus 
ensinamentos, e me ver onde posso melhorar. 
Imagem 09: Momento das atividades impressas
Fonte: Laranhaga, 2023. 
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Esse foi um momento onde os alunos se colocaram mais ativamente para fazer suas 
atividades assim como os outros momentos, sendo está de conta de adição, o que faz parte da 
vida dos alunos, seja lá na sua roça, na sua casa, no seu trabalho a adição está em nossas vidas. 
É importante frisar que para este momento foi importe a utilização de papel A4, Impressora 
para imprimir os matérias, caneta, lápis e borracha. 
Passando para o terceiro componente curricular de Arte que te como objetivo 
especifico: Identificar sua imagem dentre as demais; Utilizar a criatividade para a construção 
de um desenho que simbolize a identidade dos indivíduos que compõem a EJA. Momento este 
de muita criatividade dos alunos e a socialização dos seus trabalhos. 
Quanto a este momento, uma atividade que eles mais gostam que eu percebi foi a de 
usar suas criatividades principalmente com os desenhos, então nessa atividade eles 
capricharam, até porque também depois eles iam se ver nos seus próprio desenhos, e ao ver os 
seus próprios desenhos, poderão ver muita superação e determinação, se ver trabalhando, se ver 
como pais e mães fortes, como tio ou tia, como algo que lhes represente forca, porque um aluno 
da EJA e um aluno que tem garra, tem esperança, tem determinação, que enfrenta as 
dificuldades e mesmo com, não deixar de ir a escola sempre que pode, porque estar ali e deixar 
um filho ou uma filha em casa, muitas das vezes doente. 
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Imagem 10: Alunos Identificando suas imagens entre as outras
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Esse momento proporcionou aos alunos uma divertida atividade, que para eles ou meu 
ver ficaram muito entusiasmados com o momento, onde os mesmos puderam fazer esta 
atividade socializando uns com os outros de uma forma divertida e agradável, o que para mim 
como acadêmica e professora na sala tive uma grande experiencia ao estar com eles. É para 
termos eficácia no trabalho foi necessário os seguintes matérias, papel A4, giz de cera e lápis 
de cor. 
Esses matérias foram de suma importância para que esta atividade desse certo, o que 
para muitos ali usaram o giz e o lápis de cor para pintar seus desenhos, o seu mundo da forma 
como achar melhor, daquilo que lhes agrada respeitando também os desenhos dos seus colegas, 
pois esses alunos são dedicados e com muita cede de aprender, o que mais incentiva os seus 
professorem a estarem também com eles. 
Para finalizar este momento das atividades, temos como ultimo componente curricular 
História, onde esta matéria teve como objetivo específico: Identificar sua imagem dentre as 
demais; Utilizar o quebra cabeça com a foto de cada um dos alunos, para demonstrar a 
potencialidade que cada um tem. 
 
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Imagem 11: Momento da realização da atividade do quebra cabeça com os alunos 
 
Fonte: Laranhaga, 2023. 
 
Momento este onde foi utilizado a foto de cada aluno em formato preto e branco e 
posteriormente colorida para repassar suas vivências no contexto escolar, onde mostraram 
muita determinação e muita forca, em seguida foram montar o quebra-cabeça e identificar a 
imagem montada, onde todos tiveram a o oportunidade de fazer parte desse momento de ensino 
e aprendizado na vida de cada um, e acredito também que na vida dos acadêmicos que 
realizaram esta regência, pôs para mim foi uma experiencia incrível com a turma da EJA. 
Para a conclusão desta etapa foram necessárias as seguintes matérias como o Varal, 
Painel de madeira, Impressora, Foto impressa de cada aluno. Também tivemos como avaliação 
onde ocorreu com base na análise de interesse nas atividades propostas, com a participação 
individual e coletiva, o uso da criatividade nos desenhos, a organização das atividades e o 
desempenho nas atividades realizadas durantea aula dada. 
É válido frisar que a regência/intervenção marca profundamente a vida do estagiário, 
pois é nesse momento que ele vai mensurar no mesmo instante a aplicação da teoria e da prática. 
Nesse sentido, é oportuno lembrar que o saber e a competência são indispensáveis a vida 
docente, são esses dois pontos que ajudarão os alunos no processo de uma aprendizagem 
significativa. 
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Por tudo que aprendi e vivenciei, entendi que a teoria e a prática são essenciais para 
todo profissional. Ambas se sustentam e dão subsídios para o desenvolvimento do trabalho 
docente. Queria dizer que a teoria é a que desenvolve a eficiência do docente, e a prática quando 
aplicada com compromisso e responsabilidade social e profissional resulta na a eficácia, pois 
consegue alcançar os objetivos desejados. 
Esse período marcou minha vida acadêmica, pois, ao voltar do estágio com 
conformismo da atuação e da prática, retomei minhas atividades com muitos questionamentos 
e indagações. Com sede de buscar mais ainda os conhecimentos, os saberes, pois é na pratica 
que sentimos a necessidade por mais formação e capacitação profissional. Além desses 
elementos também sair dessa fase do estágio com propósitos firmados que a cada dia espero 
que Deus me conceda sabedoria e oportunidades para alcançar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CONSIDERAÇOES FINAIS 
 
A obrigatoriedade do estágio supervisionado nos Anos Iniciais, já anuncia a sua 
relevância aos futuros profissionais da área. Pois é justamente nesse momento que os estagiários 
têm a oportunidade de dialogar de forma contextualizada articulando teoria e a prática dos 
sabres e conhecimentos adquiridos nas demais disciplinas estudas. 
A experiência do estágio contribuiu de maneira construtiva para nossa formação, visto 
que para a maioria de nós é tido como um contato com a sala de aula e assim se torna um marco 
em nossa formação docente, possibilitando-nos ter a certeza de que estamos no caminho certo. 
É um maravilhoso estar à frente de uma sala de aula e melhor ainda perceber que conseguimos 
alcançar o objetivo proposto, afinal, a melhor gratificação que um professor pode receber é ter 
a sensação de dever cumprido e perceber que foi satisfatório para as duas partes, ou seja, além 
de ensinar ao aluno, o professor também aprendeu com os mesmos através de suas experiências 
de vida e conhecimentos compartilhados. 
Assim, aprendemos que o Jovem e Adulto precisa ser visto como sujeito de direito e 
que é capaz de produzir cultura e que essa cultura deve ser respeitada. Aprendemos também 
que a escola é um espaço que as diferentes culturas dialogam, construindo novos valores e 
costumes. 
Para mim como estagiaria acadêmica, que tive a honra de me desdobrar indo para duas 
escola nesse período, quero apenas expressar minha gratidão, pois quando pensei que não ia 
conseguir, Deus me deu forças para continuar e me ensinou que sou capaz. 
Nesse contexto, podemos afirmar que educar não é fácil, mas que é possível fazer o 
melhor quando planejamos, refletimos e reconhecemos as diferenças para obtermos uma 
sociedade competente e muito mais humana. Com pessoas educadas e aptas para viver e 
posicionar-se de forma crítica tanto no aspecto social, político como também cultural. Assim, 
aprendi que bem mais que o espaço físico da esfera educacional, os recursos humanos devem 
estar psicologicamente capacitados em desenvolver suas competências nesse processo que é tão 
complexo e dinâmico. 
Em contrapartida ficamos cientes das dificuldades enfrentadas pelos professores dia 
após dia, a falta de recursos oferecidos pelo estado ou município influi diretamente na qualidade 
do ensino ofertado e assim consequentemente acaba comprometendo o processo de 
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aprendizagem do aluno e cabe ao professor buscar maneiras de compensar esse déficit de apoio 
e renovar sua didática, é importante também estar sempre a par das atualidades, visto que o 
mundo muda a cada dia. 
Em síntese, é valido dizer que tudo que foi exposto foi construído com fundamentos e 
bases nas teorias advindas da formação inicial ao longo do percurso da vida acadêmica. E que 
quando contextualizada com a prática resultou em uma experiência consolidada, com o 
compromisso de uma postura profissional visando as reais necessidades da educação e um fazer 
pedagógico crítico, reflexivo e pesquisador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ANTUNES, Celso. Professor bonzinho=aluno difícil: a questão da indisciplina em sala de 
aula. Petrópolis, RJ: Vozes. 2002. 
FERREIRA, D. C. Caderno Temático sobre a EJA (Educação de Jovens e Adultos), 2008. 
Disponível em: 
Acesso em: 23 de janeiro de 2024. 
FERREIRA, Windyz B. Educação inclusiva: será que sou a favor ou contra uma escola de 
qualidade para todos???. Inclusão: Revista da Educação Especial, Brasília, v. 1, n. 1, out. 
2005. 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. 28. ed. São 
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FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2011. 
TARDIF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. 8ª Ed. Petrópolis: Editora 
Vozes, 2002. 
 
LIBANEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Pratica. 5 ed. Goiânia, 
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MACHADO, Vanessa C.; MATTOS, Mayra de. Ensino de geografia na educação de jovens 
e adultos. In: FERRETTI, Orlando; CUSTÓDIO, Gabriela A. (orgs). Artigos da disciplina 
estágio curricular supervisionado em geografia II: segundo semestre de 2013. Florianópolis: 
NEPEGeo; UFSC, 2014. Disponivel 
em:http://nepegeo.ufsc.br/files/2014/06/ARTIGOVanessa-e-Mayra.pdf Acesso em: 28 de 
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SANTOS, Maria Sirley dos. Pedagogia da Diversidade. São Paulo. Memnon.2005. 
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 
1986. 
 
 
 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
http://www.duaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1711-6.pdf
http://nepegeo.ufsc.br/files/2014/06/ARTIGOVanessa-e-Mayra.pdf
39 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estagio-relatorio-final
1 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE NATUREZA E CULTURA 
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA 
DISCIPLINA INP090 - ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLEIDE CARIOCA LARANHAGA DHYLMA LIRA RIBEIRO IRIANE PAULA BRAGA 
ISMAEL DA SILVA NEGREIROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benjamin Constant, Amazonas 2023 
 
Baixado por Katia Lopes (leka_farias@hotmail.com)
lOMoARcPSD|44622197
2 
 
CLEIDE CARIOCA LARANHAGA 
DHYLMA LIRA RIBEIRO 
IRIANE PAULA BRAGA 
ISMAEL DA SILVA NEGREIROS 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
Projeto apresentado a Disciplina INP090 - Estágio 
Supervisionado Nos Anos Iniciais, do Curso de 
Licenciatura Plena em Pedagogia do Instituto de 
Natureza e Cultura (INC)

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