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Podcast Disciplina: Análises Bromatológicas Título do tema: Aspectos gerais sobre os alimentos, sua composição e a importância da bromatologia Autoria: Melina Aparecida Plastina Cardoso Leitura crítica: Beatriz Suellen Arceni Olá, ouvinte, tudo bem com você? Você já ouviu falar em impressão 3D de carne? Ainda não? Pois é, essa tecnologia já está sendo estudada e aplicada em diversos países, como por exemplo: Israel, Japão e até mesmo no Brasil. Mas, será que essa impressão pode ser realizada de uma forma mais sustentável e vegana? É sobre isso que vamos conversar no podcast de hoje. Primeiramente, vamos nos inteirar sobre a fabricação de carnes 3D! Estas carnes são produzidas em laboratório, cultivadas e desenvolvidas a partir de células tronco de vacas, bois ou suínos e que acabam por tomar forma a partir de uma matriz acoplada em uma bioimpressora chamada de "impressora 3D". Ou seja, o produto gerado a partir dessa impressão é um "bife" ou "hambúrguer" impresso! A impressora 3D é conhecida por uma tecnologia de fabricação aditiva, capaz de imprimir modelos tridimensionais de objetos criados por sucessivas camadas de material sobrepostas, ordenadas de acordo com uma programação específica de um software. Para quem não sabe, são diversos os desperdícios gerados pela indústria convencional, dentre eles, a água é a maior vilã. Acredita-se que para a produção de 1Kg de carne sejam necessários, pelo menos, 15 litros de água. Além disso, muito se é discutido a respeito do consumo de carne. Especialistas de todo o mundo recomendam a diminuição na ingestão de produtos como carne vermelha e/ou processada, pois acreditam que o seu consumo direto e corriqueiro possa causar o aumento de doenças cardiovasculares, demência, obesidade, doenças renais, doenças relacionadas ao fígado, câncer, dentre outras. A start up israelita conhecida como "Redefine Meat" tem como principal objetivo a impressão de carnes em 3D que sejam mais sustentáveis e veganas e, para isso, estão investindo fortemente na ideia do "bife alternativo", que promete ser totalmente a base de plantas, porém, sem deixar de lado os 3 pilares mais exigidos por consumidores "carnívoros", que são: o sangue, a gordura e os músculos. Ainda que os cientistas busquem incessantemente a imitação destes 3 elementos, o que se sabe é que este produto não se trata de um produto classificado como "falsificado" pois, em nenhum momento, é trazido como uma imitação do original ou se destaca como sendo carne legítima. W B A 1 0 3 7 _ v1 .0 Ainda que a aparência e a textura do produto sejam praticamente idênticas àquelas dos produtos cárneos, os consumidores serão alertados e avisados de que o produto se trata de uma "carne feita a base de plantas”, com a possibilidade de apresentarem fibras entrelaçadas que se assemelham à carne real, graças a tecnologia da impressão 3D. Com relação ao impacto ambiental, não há dúvidas de que as "carnes" baseadas em plantas e vegetais consumam até 99% menos de água e emitam 90% menos gases com efeito estufa, quando comparadas à indústria tradicional. Dentre os benefícios anteriormente citados, não há como negar que a carne impressa em 3D será mais barata. Cientistas afirmam que o custo real com todos os ingredientes (que serão basicamente vegetais) necessários para a produção deste novo produto é muito menor quando comparado ao processo tradicional. Além do processo ser mais rápido e mais barato, a criação de animais para o abate gera custos infinitamente maiores. Com relação à composição deste produto, há ainda muito mistério envolvido. Os desenvolvedores afirmam que este item é considerado o "pulo do gato" em se tratando da impressão 3D. O que nos resta é aguardar a sua produção em larga escala para averiguarmos o que iremos comprar e consumir. Bom, esse foi nosso podcast de hoje, gostaria de agradecer sua presença e espero ter contribuído com essas informações. Um forte abraço e até uma próxima!!