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AULA 05 
2. CRESCIMENTO MICROBIANO 
2.2 CRESCIMENTO DE MICRORGANISMOS 
ARA0023- MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA 
Como controlamos o crescimento microbiano no 
nosso dia a dia? Qual a importância desses 
métodos de controle? 
 
Processos: 
 Esterilização 
 Esterilização comercial 
 Desinfecção 
 Antissepsia 
 Degerminação 
 Sanitização 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
ESTERILIZAÇÃO 
 
• É o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana (bactérias 
nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus) mediante a aplicação de 
agentes físicos e ou químicos. 
 
• Toda esterilização deve ser precedida de lavagem e enxague do artigo para 
remoção de detritos. 
 
• Esterilizantes são meios físicos (calor, filtração, radiações, etc.) capazes de 
matar os esporos e a forma vegetativa, isto é, destruir todas as formas 
microscópicas de vida. 
 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
ESTERILIZAÇÃO COMERCIAL 
• Uso do calor para matar os microrganismos patogênicos sem necessariamente 
degradar os produtos (alimentos). Ex.: Alimentos enlatados. 
DESINFECÇÃO 
• É o processo pelo qual se destroem particularmente os germes patogênicos e/ou 
inativa sua toxina ou inibe o seu desenvolvimento. 
• Os esporos não são necessariamente destruídos. 
• Na prática, o termo é mais comumente aplicado ao uso de uma substância química 
(desinfetante) para tratar uma superf́ície inerte ou substância. Quando esse tratamento 
é direcionado aos tecidos vivos, é chamado de antissepsia, e as substâncias químicas 
são, então, chamadas de antissépticos. 
 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
DEGERMINAÇÃO 
• Significa a diminuição, pela remoção de detritos e impurezas depositados 
sobre a pele, do número de microrganismos patogênicos ou não, após a 
escovação da pele com água e sabão, por exemplo. 
• É uma remoção mecânica. 
• Sabões e detergentes sintéticos, graças a sua propriedade de umidificação, 
penetração, emulsificação e dispersão, removem mecanicamente a maior 
parte da flora microbiana existente nas camadas superficiais da pele, também 
chamada flora transitória, mas não conseguem remover aquela que coloniza 
as camadas mais profundas ou flora residente. 
 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
SANITIZAÇÃO 
Prática destinada a reduzir as contagens microbianas a níveis seguros de saúde 
pública, e minimizar as chances de transmissão de doença de um usuário para 
outro. 
 Isso normalmente é obtido por lavagem 
em altas temperaturas ou, no caso das 
louças em um bar, lavagem em uma pia 
seguida por imersão em um desinfetante 
químico. 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
Procedimento ou conjunto de 
procedimentos que visam impedir 
a penetração de microrganismos 
em um local que não os contenha. 
Terminologia com relação ao efeito sobre os microrganismos 
Os nomes dos tratamentos que causam a morte direta dos micróbios possuem o 
sufixo “–cida” (significa morte). 
 
 GERMICIDA – mata todos os microrganismos 
 FUNGICIDA – mata os fungos 
 BACTERICIDA – mata as bactérias 
 VIRICIDA – inativa os vírus 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
Terminologia com relação ao efeito sobre os micro-organismos 
Outros tratamentos inibem o crescimento e multiplicação dos micro-organismos 
– seu nome tem o sufixo “–stático” ou “–stase” (significa parar). 
 
 BACTERIOSTÁTICO – inibe o desenvolvimento 
bacteriano, porém uma vez que o agente é removido, 
o crescimento pode ser retomado. 
TERMINOLOGIAS DO CONTROLE MICROBIANO 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EFETIVIDADE DOS TRATAMENTOS MICROBIANOS 
 
 
 NÚMERO DE MICRÓBIOS 
 
 INFLUÊNCIAS AMBIENTAIS 
 
 TEMPO DE EXPOSIÇÃO 
 
 CARACTERÍSTICAS MICROBIANAS 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EFETIVIDADE 
DOS TRATAMENTOS MICROBIANOS 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EFETIVIDADE DOS TRATAMENTOS MICROBIANOS 
 
 NÚMERO DE MICRÓBIOS – quanto mais micróbios existem no início, mais 
tempo leva para eliminar a maior parte da população. 
 
 INFLUÊNCIAS AMBIENTAIS – a presença de matéria orgânica (sangue saliva, 
fezes) inibe a ação dos antimicrobianos químicos; meio em suspensão (com 
gorduras e proteínas) tende a proteger as bactérias. 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EFETIVIDADE 
DOS TRATAMENTOS MICROBIANOS 
 
 TEMPO DE EXPOSIÇÃO – tratamentos de calor e radiação são muito 
dependentes do tempo; os agentes químicos necessitam de ação prolongada 
para que os endósporos sejam afetados. 
 
 CARACTERÍSTICAS MICROBIANAS – os endósporos são difíceis de eliminar, e 
mesmo os micróbios em forma vegetativa exibem uma variação considerável 
em sua sensibilidade aos métodos de controle. 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EFETIVIDADE 
DOS TRATAMENTOS MICROBIANOS 
ALTERAÇÃO DA PERMEABILIDADE DE MEMBRANA 
 
 A membrana plasmática é alvo de muitos agentes de controle microbiano. 
 
 Esta membrana regula ativamente a passagem de nutrientes para dentro da 
célula e a eliminação de dejetos da mesma. 
 
 A lesão dos lipídeos ou proteínas da membrana por agentes antimicrobianos 
causa o vazamento do conteúdo celular e interfere com o crescimento da 
célula. 
AÇÕES DOS AGENTES DE CONTROLE MICROBIANO 
DANO ÀS PROTEÍNAS E AOS ÁCIDOS NUCLÉICOS 
 
 As pontes de hidrogênio (responsáveis pelas ligações químicas que mantém a 
estrutura tridimensional das moléculas proteicas) são suscetíveis ao 
rompimento pela ação do calor ou certos agentes químicos. 
 
 Os ácidos nucléicos (DNA e RNA) são transportadores da informação genética 
e a lesão a estes pelo calor, radiação ou substâncias químicas é 
frequentemente letal para a células. Esta não pode ser replicar ou realizar 
funções metabólicas normais. 
AÇÕES DOS AGENTES DE CONTROLE MICROBIANO 
MÉTODOS DE CONTROLE MICROBIANO 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR 
 
 Uma visita a qualquer supermercado demonstrará que a preservaçã̧o pelo uso 
de calor em alimentos enlatados representa um dos métodos mais comuns de 
conservação de alimentos. 
 Meios de cultura e vidrarias de laboratório, assim como muitos instrumentos 
hospitalares, também são normalmente esterilizados pelo calor. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR 
 
 Causa a morte microbiana através da desnaturação das proteínas (úmido) ou 
oxidação (seco). 
 
 A resistência ao calor varia entre diferentes microrganismos. 
 
 O calor usado na esterilização pode ser aplicado em duas diferentes formas: 
- CALOR ÚMIDO: fervura, vapor de fluxo livre, autoclave, pasteurização e UHT. 
 - CALOR SECO: chama direta e ar quente (incubadora). 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR ÚMIDO 
 
 Fervura (100°C – CNTP): Mata as formas vegetativas dos patógenos 
bacterianos, quase todos os vírus, fungos e seus esporos em 10 minutos. 
 Vapor de Fluxo Livre (Vapor não pressurizado / temperatura semelhante à 
fervura): Os endósporos bacterianos e alguns vírus não são mortos, ou 
necessitam de tempo maior de ação para morte. 
 Exemplo: Alguns endósporos bacterianos podem resistir à fervura por mais de 
20 horas. 
 
IMPORTANTE! A fervura e o vapor de fluxo livre não são procedimentos 
confiáveis de esterilização. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR ÚMIDO - AUTOCLAVE 
 
 A esterilização confiável com calor úmido requer temperaturas mais elevadas 
que a da água fervente. Essas altas temperaturas são mais comumente 
atingidas pelo vapor sob pressão em uma autoclave. 
 Método preferencial de esterilização, usada a menos que o material possa 
ser danificado pelo calor ou umidade. Aumenta a pressão interna, e 
consequentemente a temperatura: 1 atm e 121 ºC. 
 A esterilização em uma autoclave é mais efetiva quando os organismos 
entram em contato com o vapor diretamente ou estão contidos em um 
pequeno volume de solução aquosa. 
 Sob estas condições, o vapor em uma pressão de cerca de 1 atm (15 psi) e 
121º C, matará todos os organismos e seus endósporos em cerca de 15 
minutos. 
MÉTODOSFÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR ÚMIDO - AUTOCLAVE 
A autoclave é um método usado para esterilizar meios de cultura, instrumentos, vestimentas, 
equipamento intravenoso, aplicadores, soluções, seringas, equipamento de transfusão e diversos 
outros itens que podem suportar altas temperaturas e pressões. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR ÚMIDO - AUTOCLAVE 
CALOR ÚMIDO - PASTEURIZAÇÃO 
 
 Pasteurização lenta: em que se aplicam temperaturas mais baixas durante 
maior tempo (65°C por 30 minutos). 
 
 Pasteurização rápida: quando se aplicam temperaturas mais altas (75°C) 
durante alguns segundos - HTST (High Temperature and Short Time) ou "alta 
temperatura e curto tempo". 
 
 Pasteurização muito rápida, quando a temperatura vai de 130°C a 150°C, 
durante três a cinco segundos – UHT (Ultra High Temperature) ou 
"temperatura ultraelevada". 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CALOR SECO 
CHAMA DIRETA: Usada em laboratório para esterilização da alça de inoculação (bico 
de Bunsen). 
INCINERAÇÃO: Método efetivo para esterilizar e eliminar papel, copos, sacos, 
bandagens contaminadas, material hospitalar. 
AR QUENTE: Menos efetivo que o calor úmido (vapor). Temperatura utilizada é 
170ºC por 2 horas. 
 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
Os materiais indicados para 
serem esterilizados são 
instrumentos de ponta ou 
de corte que podem ser 
oxidados pelo vapor, 
vidrarias, óleos e pomadas. 
FILTRAÇÃO 
 
Passagem de líquido ou gás através de um material semelhante a uma tela com 
poros pequenos o suficiente para reter os microrganismos. 
 
Usada para esterilização de materiais sensíveis ao calor: meios de cultura, 
enzimas, vacinas, antibióticos. 
 
• Uso de filtros de membrana. 
• Composição: ésteres de celulose ou polímeros plásticos. 
• 0,22 e 0,45 μm de porosidade. 
 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
FILTRAÇÃO 
 
 Uso de bomba à vácuo. 
 O vácuo é criado para auxiliar a gravidade a puxar o líquido através do filtro. 
 FILTROS DE PARTÍCULAS DE AR DE ALTA EFICIÊNCIA (HEPA – High Efficiency 
Particulate Air). 
 Uso em salas cirúrgicas e ocupadas por pacientes queimados – redução de 
infecções. 
 Removem quase todos (99,9%) dos microrganismos maiores que 0,3 μm de 
diâmetro. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
FILTRAÇÃO 
BAIXAS TEMPERATURAS 
 
 O efeito depende do microrganismo e da intensidade da aplicação. 
 Em temperaturas de 0 a 7º C a taxa metabólica da maioria dos microrganismos é 
reduzida – efeito bacteriostático. 
 Psicrófilos ainda crescem lentamente em temperaturas de refrigerador – 
alteram o aspecto e sabor dos alimentos. 
 Temperaturas baixas (abaixo do ponto de congelamento) obtidas RAPIDAMENTE 
tendem a tornar os micróbios dormentes – não necessariamente os mata. 
 O congelamento LENTO é mais nocivo – os cristais de gelo que se formam e 
crescem rompem a estrutura celular e molecular dos microrganismos. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
RESSECAMENTO 
 
 AUSÊNCIA DE ÁGUA – os microrganismos não podem crescer ou se reproduzir, 
mas podem permanecer viáveis por anos... Quando a água encontra-se 
presente seu crescimento é retomado. 
 LIOFILIZAÇÃO – desidratação realizada em baixas temperaturas. Usado para 
preservar micro-organismos em laboratório. Alguns alimentos também 
passam por esse processo (p. ex., cafe ́ e alguns aditivos químicos de fruta para 
cereais secos). 
 A resistência das células vegetativas ao ressecamento varia com a espécie e o 
ambiente do organismo. Ex.: a bactéria da gonorreia pode suportar a 
dessecação somente por cerca de uma hora, porém a bactéria da tuberculose 
pode permanecer viável por meses. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
PRESSÃO OSMÓTICA 
 
 Uso de altas concentrações de sais e açúcares. 
 Criam um ambiente hipertônico que ocasiona a saída da água da célula 
microbiana. 
 Esse princípio é utilizado na conservação dos alimentos. 
 No geral fungos e bolores são muito mais capazes de crescer em materiais 
com baixa umidade. 
 Essa propriedade combinada com capacidade de crescer em condições ácidas 
é a razão pela qual as frutas e grãos são deteriorados por fungos. 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
RADIAÇÃO 
 
Existem vários efeitos sobre as células, dependendo de seu comprimento de onda, 
intensidade e duração. 
Há dois tipos de radiação: 
 Ionizante: raios gama, raio X e feixes de elétrons de alta energia. 
 Não ionizante: luz ultravioleta (UV). 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE 
 
MÉTODOS FÍSICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
MECANISMOS DE AÇÃO 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
PRINCIPAIS GRUPOS: 
 
1. Álcoois; 
2. Compostos fenólicos (fenóis); 
3. Aldeídos e derivados; 
4. Halogênios e derivados; 
5. Biguanidas; 
6. Agentes de superfície (detergentes); 
7. Conservantes químicos de alimentos; 
8. Quimioesterelizantes gasosos (gases); 
9. Agentes oxidantes (peroxigênios); 
10. Metais pesados. 
 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
ÁLCOOIS 
 
• Causa desnaturação de proteínas e rompimento de membranas. 
• Vantagem de evaporação. 
• Não devem ser aplicados em feridas. 
• Mais utilizados: etanol e isopropanol. 
• Álcool puro é pouco efetivo. A concentração ótima de etanol recomendada é 
70%. 
• Destroem efetivamente as bactérias e os fungos, mas não os endósporos e os 
vírus não envelopados. 
• Também são usados para aumentar a eficiência de outros agentes químicos. 
 
 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
BISFENÓIS 
 
• pHisoHex 
 
- Utilizado em ambiente hospitalar e berçários. 
- Bem ativo contra estafilococos e estreptococos. 
 
• Triclosano 
- Usado desde a sabonetes a cabos de faca. 
- Inibe enzimas da biossíntese de ácido graxos. 
- Eficaz contra gram+ e menos eficaz contra gram- 
e fungos. 
 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
HALOGÊNIOS E DERIVADOS 
 
• Alta Eletronegatividade: Rouba elétrons negativos, principalmente o flúor 
• Agentes Oxidantes 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
IODO 
• Um dos antissépticos mais antigos e mais eficazes. Ele é eficaz contra todos os 
tipos de bactérias, muitos endósporos, vários fungos e alguns vírus. 
• Disponível na forma de tinturas: solução de álcool aquoso. 
• Geralmente como iodoforo: combinação de iodo e molécula orgânica. 
• Usado para tratamento de feridas. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
CLORO 
 
• Atua como agente oxidante impedindo a maquinaria celular. 
• Formas gasosas também podem ser usadas como o dióxido de cloro. 
 
Cloro e hipocloritos (formulações): 
• Gás cloro comprimido (líquido) – desinfecção de água; 
• Hipoclorito de cálcio - desinfetar equipamentos de fábricas de laticínios e utensílios de 
restaurantes. 
• Hipoclorito de sódio - utilizado como desinfetante doméstico e alvejante (Clorox), 
como desinfetante em fábricas de laticínios, estabelecimentos de processamento de 
alimentos e em sistemas de hemodiálise. 
• A indústria de processamento de alimentos usa amplamente as soluções de dióxido de 
cloro como desinfetantes de superfície, pois não deixam odores ou sabores residuais. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
BIGUANIDAS 
 
• Controle microbiano de pele e mucosas (degermante). 
• Em combinação com detergentes e álcool é usada para preparação cirúrgica. 
• O seu efeito é causado devido a lesão na membrana plasmática, desnaturação 
proteica e inibição do metabolismo. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
A biguanida mais conhecida é a clorexidina, 
frequentemente usada no controle microbiano da pele 
e das membranas mucosas. Combinada a um 
detergente ou álcool, a clorexidina é frequentemente 
utilizada na escovação cirúrgica das mãos e no preparo 
pre ́-operatório da pele de pacientes. 
AGENTES DE SUPERFÍCIE 
 
• Sabões e detergentes; 
• Pouco valor como antisséptico e função importantena remoção mecânica -
emulsificação das secreções oleosas da pele facilitando a remoção de 
microrganismos; 
• Pode romper a membrana plasmática. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
AGENTES SURFACTANTES 
 
• Diminuem tensão superficial: contribuem para umidificação e solubilização de 
substâncias. 
• Sabões cosméticos: maioria não possui atividade antimicrobiana. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
DETERGENTE ANIÔNICOS 
 
• Grupos carregados negativamente na molécula. 
• São utilizados em lavanderias. 
 
MODO DE AÇÃO: 
• Semelhante aos sabões; 
• Alguns lisam pneumococos e atuam contra alguns vírus com envelope lipídico. 
• Não são considerados desinfetantes. 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
DETERGENTE CATIÔNICOS 
 
• Grupos carregados positivamente 
• Pouco tóxico 
 
MODO DE AÇÃO: 
 
• Lise da membrana citoplasmática e desnaturação 
de proteínas 
Ex.: cloreto de benzetônio, cloreto de benzalcônio, 
cloreto de cetilpiridínio (Cepacol). 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
PEROXIGÊNIOS 
 
• São agentes oxidantes. 
• Desnaturação de proteínas e morte celular. 
• Peróxido de hidrogênio: Não é um bom antisséptico para feridas expostas, 
porém desinfeta efetivamente objetos inanimados, e chega a apresentar 
efeito esporocida. 
• O3 (ozônio) – Desinfetante (água) 
• Ácido Peracético - Esterilizante 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
METAIS PESADOS 
 
• Prata 
• Mercúrio 
• Cobre 
• Zinco: comum em soluções para bocheco 
MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTROLE MICROBIANO 
Por que os antibióticos só possuem ação direta contra 
bactérias e não contra vírus? 
A resistência bacteriana é uma das maiores ameaças à 
saúde global. Como surgem as bactérias 
multirresistentes? Quais são as ações que podem ser 
tomadas para desacelerar esse processo? 
ATUAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS 
• A droga deve atuar especificamente sobre uma estrutura da célula 
procariótica bacteriana e não ser tóxica para a célula eucarionte. 
 
• Os antibióticos e os quimioterápicos interferem com diferentes 
atividades da célula bacteriana, causando a sua morte ou somente 
inibindo o seu crescimento. 
BACTERICIDA BACTERIOSTÁTICO 
ESPECTRO DE ATIVIDADE 
Antibióticos podem variar com respeito a faixa de microrganismos que eles 
matam ou inibem: 
• Alguns matam somente uma faixa limitada: espectro restrito de atividade. 
 
• Outros matam uma larga faixa de microrganismos: amplo espectro de 
atividade. 
Por que essa diferença???? 
ESPECTRO DE ATIVIDADE 
ESCOLHA DO ANTIMICROBIANO 
A escolha do antimicrobiano mais apropriado requer o conhecimento: 
1) da identificação do microrganismo; 
2) da suscetibilidade do organismo com relação a um fármaco em particular; 
3) do local da infecção; 
4) de fatores do paciente; 
5) da segurança do fármaco; 
6) do custo do tratamento. 
Entretanto, alguns pacientes precisam do tratamento empírico (administração imediata do(s) 
fármaco(s) antes da identificação bacteriana e dos testes de suscetibilidade). 
MECANISMOS DE AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS 
• Inibição da síntese da parede celular 
• Inibição da síntese proteica 
• Inibição da síntese de ácidos nucleicos 
• Destruição da membrana plasmática 
• Inibição da síntese de metabólitos essenciais 
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA 
Desde que Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, em 1928, o 
homem e a bactéria disputam uma corrida e a liderança da competição vem se alterando 
o tempo todo. A previsão, porém, é de que os antibióticos terminem vencidos pelas 
bactérias. 
O uso indiscriminado (abusivo) dos antibióticos desde sua industrialização promoveu uma 
seleção natural das bactérias patogênicas (causadoras de doenças). Por isso as 
populações atuais desses microrganismos são bastante resistentes aos medicamentos. 
MECANISMOS GENÉTICOS DE RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA 
• Resistência Plasmidial - Certos plasmídeos possuem genes responsáveis por exemplo pela 
síntese de enzimas que destroem um antibiótico antes que ele destrua a bactéria. 
• Quando dois ou mais tipos de plasmídeos estão presentes em uma mesma bactéria, os 
genes de um deles podem passar para outro por recombinação gênica. 
• Resistência Cromossômica - Como a resistência cromossômica depende de mutação 
espontânea, evento raro, ela é dirigida quase sempre a um só fármaco e os genes são 
transferidos com frequência relativamente baixa. 
• Transposons - são segmentos de DNA com grande mobilidade, eles codificam a enzima 
transposase - responsável por sua transferência para outros segmentos de DNA. 
 
 
MECANISMOS DE RESISTÊNCIA 
ANTIBIOTICOTERAPIA 
O objetivo do tratamento antibiótico não é eliminar os sintomas, mas as bactérias. Se 
o tratamento é interrompido antes do prazo, as bactérias que ainda estão vivas, que 
são justamente as mais fortes, estão prontas para um novo ataque. 
Fiocruz 
Fiocruz 
O que não me 
mata me torna 
mais forte! 
BACTERIOLOGIA NA 
PRÁTICA CLÍNICA 
Foi confirmado que O.G. está com uma infecção urinária 
através de um exame de cultura de urina. Como saber 
qual é o melhor antibiótico a ser utilizado? 
ANTIBIOGRAMA 
• O teste de disco-difusão em ágar foi descrito em 1966, por Bauer e Kirby. O teste fornece 
resultados qualitativos. O seu princípio básico é a difusão do antimicrobiano na superfície 
do ágar, a partir de um disco impregnado com o mesmo antimicrobiano . 
ANTIBIOGRAMA 
• O teste é realizado dispensando os discos de papel-filtro, 
impregnados com antimicrobianos em concentrações fixas, 
sobre a placa de ágar (normalmente o Mueller-Hinton). 
• Os diâmetros dos halos de inibição de crescimento ao redor de 
cada disco são mensurados em milímetros e relacionados à: 
sensibilidade da amostra bacteriana e velocidade de difusão 
do antimicrobiano no ágar. 
• As amostras bacterianas são categorizadas em sensíveis, 
resistentes ou intermediárias. 
Esse é o resultado do exame de 
O.G. Qual o antibiótico que vocês 
escolheriam para o tratamento? 
Amoxicilina 
Cefalexina 
Ciprofloxacino 
A resistência bacteriana é uma das maiores ameaças à 
saúde global. Como surgem as bactérias 
multirresistentes? Quais são as ações que podem ser 
tomadas para desacelerar esse processo?