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Preparação de Tintura-Mãe

Apostila sobre homeopatia e preparação da tintura-mãe e formas farmacêuticas básicas. Define tintura-mãe; descreve maceração, percolação e expressão; apresenta relação resíduo sólido/volume (1:10), teores hidroalcoólicos conforme resíduo, cálculos de volumes e exemplo numérico.

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HOMEOPATIA: TINTURA-MÃE E 
PREPARAÇÃO DE FORMA 
FARMACÊUTICA BÁSICA
Prof. Ana Paula Abreu
FORMAS FARMACÊUTICAS
 Forma Farmacêutica Básica:
 Preparação que constitui o ponto inicial para a 
obtenção das formas farmacêuticas derivadas.
 a. Tintura Mãe: preparação líquida, resultante da 
ação dissolvente e/ou extrativa de um insumo inerte 
hidroalcóoloco sobre uma determinada droga. É 
identificada pelo nome da planta ou animal com a 
sigla TM.
 Forma Farmacêutica Derivada:
 Preparação oriunda da forma farmacêutica 
básica ou a própria droga, representando 
desconcentrações obtidas através de 
dinamizações.
 Forma Farmacêutica de Dispensação de Uso Interno
 Forma Farmacêutica de Dispensação de Uso Externo
FORMAS FARMACÊUTICAS
USO INTERNO
• Formas Líquidas - Dose
única líquida e
preparações em gotas
• Formas Sólidas -
Glóbulos, pós e tabletes
USO EXTERNO
• Formas líquidas -
Linimentos, Preparações
nasais, oftálmicas e
otológicas
• Formas Sólidas - pós
medicinais e supositórios
• Forma semi-sólida -
cremes, géis, géis-cremes
e pomadas
FORMAS FARMACÊUTICAS
TINTURA-MÃE 
 O que é uma tintura-mãe???
É o resultado da ação extrativa e/ou dissolvente, por contato 
íntimo e prolongado, de um insumo inerte hidroalcoólico ou 
hidroglicerinado sobre determinada droga vegetal ou animal, 
fresca ou dessecada, por meio dos processos de maceração 
ou percolação. 
 É entendida como uma forma farmacêutica básica, 
ou seja, é o ponto de partida para a manipulação 
de formas farmacêuticas derivadas.
 Simbologia: TM ou ø
TINTURA-MÃE 
Droga vegetal ou 
animal
Forma Farmacêutica 
básica
Forma farmacêutica 
derivada
PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE 
TINTURAS MÃE
 Maceração: Deixar a droga em contato com o veículo 
extrator, sob agitação, por em período de tempo.
 Percolação: Esgotamento da droga pelo líquido 
extrator através da pressão hidrostática e 
capilaridade (Uso do percolador).
 Expressão: eficaz segundo Hahnemann. Consiste em 
reduzir os fármacos em pequenos pedaços até formar 
uma pasta fina. Esta é envolta por um pano de 
linho novo e prensada até obter o suco, que é 
misturado ao álcool e depois filtrado (Organon). Não 
utilizada, por não ser padronizada na Farmacopeia.
 Droga: Vegetal fresco ou dessecado
 Parte empregada: Vegetal inteiro, parte ou secreção
 Insumo inerte: etanol em diferentes graduações em função 
do resíduo sólido da droga utilizada na preparação. 
 Relação resíduo sólido/volume final da TM: 1:10 (p/v) 
(10%). 
 A preparação alcoólica deverá estar especificada na 
monografia. De modo geral, deverá obedecer a seguinte 
orientação:
PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM 
VEGETAL
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE 
VEGETAL FRESCO
 As TMs de Vegetal Fresco: exclusivamente por 
maceração. 
 Para a preparação da tintura-mãe, é necessária a 
determinação do resíduo sólido do vegetal fresco.
 Com esse valor, pode-se calcular o volume total da 
tintura-mãe a ser obtido, assim como o volume e o 
teor de etanol a ser adicionado. Em seguida, pode-
se iniciar o processo extrativo. 
 Determinação do resíduo sólido de vegetal fresco:
 Tomar uma amostra de peso definido de vegetal fresco
 Fracioná-la em fragmentos suficientemente reduzidos
 Deixando-a em estufa à temperatura entre 100 °C e 105 °C, até peso 
constante, salvo quando houver outra especificação na monografia. 
 Calcular a porcentagem do resíduo sólido na amostra. Calcular o peso total do 
resíduo sólido contido no vegetal fresco. 
 Para se calcular o volume final de tintura-mãe a ser obtido, multiplicar 
o valor do resíduo sólido contido no vegetal fresco por dez (10).
 O volume do líquido extrator a ser adicionado será equivalente ao volume 
final de tintura-mãe a ser obtido subtraído do volume de água contido no 
vegetal fresco. 
 A graduação alcoólica final do líquido extrator deve ser a especificada na 
monografia e resultante da mistura alcoólica acrescida do teor de água 
contido na planta. 
PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE 
VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
 Exemplo 1:
 Vegetal fresco = 1000 g. 
 Resíduo sólido = 20%. 
 Resíduo sólido total do vegetal = 200 g. 
 Quantidade de água contida no vegetal = 800 mL. 
 Teor alcoólico do líquido extrator a ser utilizado = 90% (v/v). 
 Volume de tintura-mãe a ser obtida = 2000 mL (10 vezes o resíduo 
sólido total). 
 Volume de álcool 90% (v/v) a ser adicionado: 2000 mL – 800 mL = 
1200 mL. 
 Relação resíduo sólido/volume final da TM 1:10 (p/v) (10%). 
PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE 
VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
 Exemplo 2:
 Vegetal fresco = 1000 g. 
 Resíduo sólido = 32%. 
 Resíduo sólido total do vegetal = 320 g. 
 Quantidade de água contida no vegetal = 680 mL. 
 Teor alcoólico do líquido extrator a ser utilizado = 80% (v/v). 
 Volume de tintura-mãe a ser obtida = 3200 mL (10 vezes o resíduo 
sólido total). 
 Volume de etanol 80% a ser adicionado: 3200 mL – 680 mL = 
2520 mL. 
 Relação resíduo sólido/volume final da TM 1:10 (p/v) (10%). 
PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE 
VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
 Processo de Maceração ( Segundo Farmacopeia 
Homeopática Brasileira 3ªed):
 Deixar o vegetal fresco, devidamente dividido, por pelo menos 
15 dias, em contato com o volume total do líquido extrator 
apropriado descrito na respectiva monografia, em ambiente 
protegido da ação direta de luz e calor, agitando o recipiente 
diariamente.
 A seguir, filtrar e guardar o filtrado.
 Prensar o resíduo, filtrar e juntar o líquido resultante dessa 
operação àquele anteriormente filtrado.
 Deixar em repouso por 48 horas, filtrar e armazenar 
adequadamente.
 Conservação: Recipiente de vidro âmbar, bem fechado, 
protegido do calor e luz direta.
PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE 
VEGETAL FRESCO – MACERAÇÃO
PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A 
PARTIR DE PLANTAS SECAS 
 Maceração
 Percolação. 
PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A 
PARTIR DE PLANTAS SECAS 
 Maceração:
 Consiste em deixar o vegetal dessecado, devidamente 
dividido, por pelo menos 15 dias, em contato com o volume 
total do líquido extrator apropriado descrito na respectiva 
monografia, em ambiente protegido da ação direta de luz 
e calor, agitando o recipiente diariamente.
 A seguir, filtrar e guardar o filtrado. 
 Prensar o resíduo, filtrar e juntar o líquido resultante dessa 
operação àquele anteriormente filtrado. Deixar em repouso 
por 48 horas, filtrar e armazenar adequadamente.
 Embalagem e Armazenamento: Recipiente de 
vidro âmbar, bem fechado, protegido do calor e 
da luz direta. 
PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A 
PARTIR DE PLANTAS SECAS 
 Percolação:
 Consiste em colocar a droga vegetal dessecada, finamente dividida e tamisada 
(tamis 40 ou 60)
 Adicionar, em recipiente adequado e bem vedado, o líquido extrator em 
quantidade suficiente para umedecer o pó (20% do peso da droga).
 Deixar em contato por 4 horas.
 Transferir cuidadosamente para percolador de capacidade ideal, de forma a 
se evitar a formação de canais preferenciais para o escoamento do solvente.
 Colocar volume suficiente de líquido extrator para cobrir toda a droga e para 
a obtenção da quantidade almejada de tintura-mãe. Deixar em contato por 24 
horas.
 Percolar à velocidade de oito gotas por minuto para cada 100 g da droga, 
repondo o solvente de forma a manter a droga imersa, até se obter o volume 
previsto de tintura-mãe. Deixar em repouso por 48 horas, filtrar e armazenar adequadamente. 
 Embalagem e Armazenamento: Recipiente de vidro âmbar, bem fechado, 
protegido do calor e da luz direta. 
 Droga: animal vivo, recém sacrificado ou 
dessecado. 
 Parte empregada: animal inteiro, parte ou 
secreção. 
 Líquido extrator: etanol (65% a 70% (v/v)), 
mistura de etanol, água e glicerina (1:1:1), mistura 
de água e glicerina (1:1), mistura de etanol e 
glicerina (1:1) ou outro qualquer especificado na 
respectiva monografia. 
 Relação droga/líquido extrator: 1:20 (p/v) (5%). 
PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM 
ANIMAL
 Processo: maceração. 
 Deixar a droga animal convenientemente fragmentada ou não, 
de acordo com a respectiva monografia, em contato com volume 
do líquido extrator equivalente ao volume final da tintura-mãe, 
em ambiente protegido da ação direta de luz e calor, agitando 
o recipiente diariamente. 
 Deixar em contato por pelo menos 15 dias quando o líquido 
extrator for alcoólico e por pelo menos 20 dias quando o líquido 
extrator for glicerinado.
 Filtrar sem promover a expressão. 
 Deixar em repouso por 48 horas, filtrar e armazenar 
adequadamente. 
 Embalagem e Armazenamento: Recipiente de vidro âmbar, 
bem fechado, protegido do calor e da luz direta. 
PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM 
ANIMAL
ALLIUM CEPA
 Allium cepa (L.) – LILIACEAE
 SINONÍMIA HOMEOPÁTICA : Cepa. 
 PARTE EMPREGADA : Bulbo fresco. 
 DESCRIÇÃO DA PLANTA : Allium cepa L. é uma planta bulbosa com hastes 
eretas, côncavas e dilatadas na base, com folhas verdes, compridas e 
fistulosas. As flores são esbranquiçadas, esverdeadas ou róseas, 
agrupadas em umbelas arredondadas dispostas na extremidade da haste, 
apresentando de duas a quatro brácteas curtas. O fruto é cápsula 
pequena. 
 DESCRIÇÃO DA DROGA: O bulbo, geralmente redondo e achatado, de 
diâmetro variável. É recoberto de escamas finas de cor pálida, 
esbranquiçadas, amarelas ou avermelhadas, segundo a variedade, 
envolvendo camadas sucessivas, internas, esbranquiçadas, espessas, 
suculentas e com odor característico. 
ALLIUM CEPA
 PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE : Proceder conforme descrito em 
Preparação de Tinturas-mãe a partir de plantas frescas. A tintura-mãe de 
Allium cepa é preparada por maceração ou percolação, de forma que o 
teor alcoólico durante e ao final da extração seja de 65% (v/v) a partir 
do bulbo fresco de Allium cepa L segundo a técnica geral de preparação 
de tintura-mãe. 
 CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE : Líquido de cor amarelada, mais ou 
menos intensa ou ligeiramente avermelhada, de odor e sabor 
característicos. 
EXERCÍCIO
 Para fazer uma Tintura-mãe a partir de 1000g de 
planta fresca, foi verificado um resíduo sólido de 
35%. Determine: Resíduo total do vegetal, Título 
etanólico do líquido extrator e volume a ser 
utilizado, Volume de tintura mãe final. (1:10)
 Rs= 1000g x 35% = 350g
 Vagua= 1000 – 350= 650ml
 Vtm = Rs x10= 350 x 10= 3500ml
 Valc = Vtm – Vagua= 3500-650 =
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
EXERCÍCIO
 Para fazer uma Tintura-mãe a partir de 1000g de planta fresca, foi 
verificado um resíduo sólido de 35%. Determine: Resíduo total do vegetal, 
Título etanólico do líquido extrator e volume a ser utilizado, Volume de 
tintura mãe final 
 Vegetal fresco = 1000 g. 
 Resíduo sólido = 35%. 
 Resíduo sólido total do vegetal = 350 g. 
 Quantidade de água contida no vegetal = 1000 – 350 = 650 mL de água. 
 Teor alcoólico do líquido extrator a ser utilizado = 80%
 Volume de tintura-mãe a ser obtida = 3500 mL (10 vezes o resíduo sólido 
total). 
 Volume de etanol 80% a ser adicionado: 3500 mL – 650 mL = 2850 mL. 
RESÍDUO SÓLIDO TEOR HIDROALCOÓLICO
Até 29% Usar etanol a 90%(p/p)
Entre 30 e 39% Usar etanol a 80%(p/p)
Igual ou acima de 40% Usar etanol a 70%(p/p)
INSUMOS
 Insumo ativo: droga ou fármaco que é o ponto de
partida para a preparação de medicamento.
 Ex. TM Thuya
 Insumo inerte: é o veículo ou excipiente, uma
substância complementar de qualquer natureza,
sem propriedades Farmacológicas ou
terapêuticas, utilizado na homeopatia para
realizar diluições, incorporar as dinamizações e
extrair princípios ativos na elaboração de
tinturas.
 Ex. Álcool, água, sacarose, lactose, glóbulo...
INSUMO INERTE – ÁLCOOL E
GRADUAÇÕES
 ÁLCOOL
 Etanol a 5% (v/v) - insumo inerte na dispensação de 
doses únicas líquidas
 Etanol a 20% (v/v) - empregado na dissolução do 
terceiro triturado (3CH trituração) na preparação da 
escala cinquenta milesimal
 Etanol a 30% (v/v) – utilizado na dispensação de 
medicamento homeopático na forma gotas
 Etanol a 77% (v/v) – dinamizações intermediárias
 Etanol igual ou superior a 77% (v/v) – utilizado nas 
preparações que serão impregnar a lactose, glóbulos, 
comprimidos e tabletes
 Etanol a 96% (v/v) – empregadas nas dinamizações 
na escala cinquenta milesimal. 
 ÁLCOOL
 Critério volumétrico v/v (volume do álcool por volume 
de água empregados)
 Critério ponderal p/p (peso de álcool por peso de água 
empregados)
 77°GL (v/v) = 70%(p/p) (segundo 3ªed da 
Farmacopeia homeopática brasileira
 Alcoômetro = é o densímetro que determina o grau 
alcoólico das misturas etanol e água (v/v). Unidade de 
medida = grau Gay-Lussac (GL =%volume)
INSUMO INERTE – ÁLCOOL E
GRADUAÇÕES
 Para realizar a diluição:
𝐶𝑖 𝑋 𝑉𝑖 = 𝐶𝑓 𝑋 𝑉𝑓
 Em que: 
 𝐶𝑖 - concentração inicial (%v/v)
 𝑉𝑖 - volume inicial (ml)
 𝐶𝑓 - concentração final (%v/v)
 𝑉𝑓 - volume final (ml)
INSUMO INERTE - ÁLCOOL E
GRADUAÇÕES
% ALCOOLICA
Exemplo 1: Para obter 1litro de etanol a 77% (v/v) a 
partir de etanol 96% (v/v)
 𝐶𝑖 𝑋 𝑉𝑖 = 𝐶𝑓 𝑋 𝑉𝑓
96%(v/v) X 𝑉𝑖 = 77% (v/v) X 1000 ml
𝑉𝑖 = 802,08ml de etanol a 96% (v/v)
Então, 1000ml - 802,08ml de etanol = 197,92 ml de 
água purificada
INSUMO INERTE - ÁLCOOL E
GRADUAÇÕES
% ALCOOLICA
f
ATIVIDADE
EXERCÍCIO (ATIVIDADE 1000 PONTOS)
 Para prepararmos 1000ml de etanol 50%, sendo o 
ponto de partida um etanol a 96%. Quanto de 
álcool e de água purificada será necessária.
 Para prepararmos 1000ml de etanol 30%, sendo o 
ponto de partida um etanol a 96%. Quanto de 
álcool e de água purificada será necessária.
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
 Marcos, um atendente de farmácia recém-contratado,
recebeu uma prescrição e verificou a identificação do
paciente, médico e data do receituário, mas ao ler a
composição do medicamento, ficou com dúvidas sobre as
informações contidas.
 Segue a receita:
 Aloe vera 1CH........10%
 Gel base .....qsp.....100 g
 Devido a seu pouco treinamento e falta de experiência no
cargo que ocupa, Marcos reconhece o princípio ativo, pois
trata-se de uma droga vegetal, mas não compreende as
demais informações e logo lhe surgiram algumas dúvidas.
Assim, Marcos procura o farmacêutico responsável para
tirar suas dúvidas de como preparar o medicamento. Quais
seriam as orientações a serem passadas para Marcos pelo
farmacêutico?
QUESTÕES
 1. A origem dos medicamentos homeopáticos é dada pelo insumo
ativo empregado. Espécies vegetais, animais, minerais,
microrganismos, alérgenos e secreções servem de ativos em
homeopatia, desde que foi testada incialmente em indivíduos
sadios.
 Dada as afirmativas abaixo, assinale a alternativa correta
quanto à origem dos medicamentos homeopáticos.
 a) Sarcódios são insumos ativos obtidos do próprio paciente e só
a ele destinado.
 b) Nosódios são insumos ativos preparados com base em
secreções normais provenientes de animais e vegetais.
 c) A tintura-mãe é uma forma farmacêutica básica obtida
somente a partir das plantas.
 d) Bioterápicos são medicamentos preparados de acordo com a
farmacotécnica homeopática a partir de produtos biológicos,
quimicamente indefinidos, como secreções, excreções, tecidos e
órgãos patológicos ou não, bem comoprodutos de origem
microbiana e alérgenos.
 e) Heteroisoterápicos são produtos cujo insumo ativo é obtido do
próprio paciente.
2. OS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS SÃO FORMADOS POR
INSUMOS ATIVOS E INSUMO INERTES PARA PREPARO DE UMA
FORMA FARMACÊUTICA E, ASSIM, CONSTITUIR UMA FORMA DE
ADMINISTRAÇÃO. QUANTO AO PROCESSO DE CONFECÇÃO DOS
MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS E SUAS DINAMIZAÇÕES,
ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
 a) As escalas desenvolvidas por Hahnemann estabelecem
quantas vezes deve-se diluir os insumos ativos.
 b) A potência determina a proporção de insumo ativo e
insumo inerte empregada na diluição.
 c) A preparação da primeira dinamização do método da
escala centesimal hahnemanniana (1CH) prevê o uso de
uma parte da droga com 100 partes de água ou álcool.
 d) A dinamização foi concebida para ter maior capacidade
de atuação no organismo doente, intensificando os sintomas
para melhor resposta orgânica.
 e) O ponto de partida sempre deverá ser a partir de uma
matriz.
3. A ORIGEM DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS É DADA PELO
INSUMO ATIVO EMPREGADO. AS PRINCIPAIS ORIGENS SÃO VEGETAIS,
ANIMAIS E MINERAIS. ASSOCIE CORRETAMENTE OS NÚMEROS DOS
ATIVOS HOMEOPÁTICOS ÀS LETRAS DO REINO DE ORIGEM.
1. Coccus cacti 2. Berberis vulgaris
3. Bufo rana 4. Staphysagria
5. Asa foetida 6. Calcarea carbonica
7. Natrum muriaticum 8. Lac caninum
9. Veratrum album 10. Arsenicum album
A. Reino vegetal B. Reino animal C. Reino mineral 
 Assinale a alternativa que aponte a associação 
correta. 
 a) 1A – 2A – 3B – 4A – 5A – 6C – 7C – 8B – 9C – 10C. 
 b) 1C – 2A – 3B – 4C – 5A – 6B – 7C – 8B – 9C – 10C. 
 c) 1A – 2A – 3B – 4A – 5B – 6C – 7C – 8B – 9C – 10C. 
 d) 1B – 2A – 3A – 4A – 5B – 6B – 7C – 8B – 9A – 10C. 
 e) 1B – 2A – 3B – 4A – 5A – 6B – 7C – 8B – 9A – 10C. 
 A alternativa correta estabelece:
 1. Coccus cacti - animal
 2. Berberis vulgaris - vegetal
 3. Bufo rana - animal
 4. Staphysagria - vegetal
 5. Asa foetida - vegetal
 6. Calcarea carbonica - animal
 7. Natrum muriaticum - mineral
 8. Lac caninum - animal
 9. Veratrum album - vegetal
 10. Arsenicum album – mineral
4. OS VEÍCULOS/EXCIPIENTES EXCLUSIVOS PARA USO EM MANIPULAÇÃO
HOMEOPÁTICA DEVEM SER ANALISADOS PARA GARANTIR A QUALIDADE
DO MEDICAMENTO. 
ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA QUANTO AO CONTROLE DE
QUALIDADE DE MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS. 
 a) Os medicamentos homeopáticos estão isentos de análise
de qualidade, uma vez que são muito diluídos, não há
determinação de teor.
 b) O controle de qualidade em farmácias é realizado
apenas pelo arquivamento dos laudos emitidos pelos
fornecedores de matérias-primas.
 c) Os medicamentos homeopáticos devem ser analisados
quanto aos aspectos físico-químicos e microbiológicos.
 d) Não é necessário executar qualquer análise de
qualidade, desde que isso seja mencionado no manual de
boas práticas de manipulação.
 e) As vidrarias, uma vez calibradas, não é necessário
realizar o procedimento periodicamente.
5. EQUIPAMENTO QUE IMITA O MOVIMENTO DE
SUCUSSÕES MECANICAMENTE, REDUZINDO O
ESFORÇO HUMANO, PADRONIZANDO A
QUANTIDADE DE SUCUSSÕES E O RITMO DAS
BATIDAS. 
A DEFINIÇÃO SE REFERE À QUE EQUIPAMENTO? 
 a) Braço mecânico. 
 b) Estufa. 
 c) Repipetador. 
 d) Balança analítica. 
 e) Tableteiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
	Slide 1: HOMEOPATIA: Tintura-mãe e Preparação de Forma farmacêutica Básica
	Slide 2: FORMAS FARMACÊUTICAS
	Slide 3: FORMAS FARMACÊUTICAS
	Slide 4: FORMAS FARMACÊUTICAS
	Slide 5: TINTURA-MÃE 
	Slide 6: TINTURA-MÃE 
	Slide 7: PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE TINTURAS MÃE
	Slide 8: PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM VEGETAL
	Slide 9: PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE VEGETAL FRESCO
	Slide 10: PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
	Slide 11: PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
	Slide 12: PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE VEGETAL FRESCO – Resíduo Sólido
	Slide 13: PREPARAÇÃO DA TM A PARTIR DE VEGETAL FRESCO – MACERAÇÃO
	Slide 14: PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A PARTIR DE PLANTAS SECAS 
	Slide 15: PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A PARTIR DE PLANTAS SECAS 
	Slide 16: PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE A PARTIR DE PLANTAS SECAS 
	Slide 17: PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM ANIMAL
	Slide 18: PREPARAÇÃO DA TM DE ORIGEM ANIMAL
	Slide 19: ALLIUM CEPA
	Slide 20: ALLIUM CEPA
	Slide 21: EXERCÍCIO
	Slide 22: EXERCÍCIO
	Slide 23: INSUMOS
	Slide 24: INSUMO INERTE – Álcool e Graduações
	Slide 25: INSUMO INERTE – Álcool e Graduações
	Slide 26
	Slide 27: INSUMO INERTE - Álcool e Graduações
	Slide 28: % ALCOOLICA
	Slide 29
	Slide 30: INSUMO INERTE - Álcool e Graduações
	Slide 31: % ALCOOLICA
	Slide 32: Atividade
	Slide 33: EXERCÍCIO (Atividade 1000 pontos)
	Slide 34
	Slide 35: Descrição da situação-problema 
	Slide 36: QUESTÕES
	Slide 37: 2. Os medicamentos homeopáticos são formados por insumos ativos e insumo inertes para preparo de uma forma farmacêutica e, assim, constituir uma forma de administração. Quanto ao processo de confecção dos medicamentos homeopáticos e suas dinamiz
	Slide 38: 3. A origem dos medicamentos homeopáticos é dada pelo insumo ativo empregado. As principais origens são vegetais, animais e minerais. Associe corretamente os números dos ativos homeopáticos às letras do reino de origem. 
	Slide 39
	Slide 40: 4. Os veículos/excipientes exclusivos para uso em manipulação homeopática devem ser analisados para garantir a qualidade do medicamento. Assinale a alternativa correta quanto ao controle de qualidade de medicamentos homeopáticos. 
	Slide 41: 5. Equipamento que imita o movimento de sucussões mecanicamente, reduzindo o esforço humano, padronizando a quantidade de sucussões e o ritmo das batidas. A definição se refere à que equipamento? 
	Slide 42: Considerações finais

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