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UNOPAR SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA PEDAGOGIA MARIA ANDRAKELLY DE LIMA PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA Cidade 2020 Cidade 2020 Tangará/RN 2024 MARIA ANDRAKELLY DE LIMA PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA Projeto de Ensino apresentado à Unopar, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia Docente supervisor: Prof. Nathália Barbosa Limeira Tangará/RN 2024 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 TEMA 4 2 JUSTIFICATIVA 5 3 PARTICIPANTES 6 4 OBJETIVOS 7 5 PROBLEMATIZAÇÃO 8 6 REFERENCIAL TEÓRICO 9 7 METODOLOGIA 10 8 CRONOGRAMA 11 9 RECURSOS 12 10 AVALIAÇÃO 13 CONSIDERAÇÕES FINAIS 14 REFERÊNCIAS 15 Após concluir o seu Projeto de Ensino, será necessário atualizar a paginação do sumário. Para isso, clique sobre algum dos itens acima, com o botão direito do mouse, selecione a opção “atualizar campo” e, depois, “atualizar apenas os números de página”. Não inclua qualquer outro item ao Projeto, seguindo à risca as orientações do Manual de Orientações para Elaboração do Projeto de Ensino. Apague essas informações após finalizar a edição do arquivo. INTRODUÇÃO A educação ao longo dos anos vem sendo alvo de muitas pesquisas e diálogos, a fim de melhorar e transformar o meio em que vivemos. Quando pensamos sobretudo na inclusão, vemos grandes progressos na sociedade para que estas práticas sejam de fato reconhecidas. O tema escolhido para o presente trabalho de conclusão de curso trata estudar os desafios que ocorrem na adaptação e na inclusão da criança com o Transtorno do Espectro Autista em sala de aula no qual tem por objetivo geral analisar a inclusão destas em sala de aula na educação infantil, considerando os conflitos sobre a importância dessa inclusão para a evolução pedagógica e humana da criança. A inclusão trouxe com ela uma nova postura a ser desenvolvida tanto pela escola quanto pelos profissionais que atuam nas instituições. Segundo a Lei de Diretrizes de Base (LDB), os discentes têm o direito de desfrutar de uma educação justa e de qualidade. Analisando especificamente as crianças com autismo, Facion (2013) demonstra que se trata de uma síndrome que é presente a partir do nascimento da criança, se manifesta como características problemas na cognição da linguagem oral e dificuldades na comunicação. É necessário, portanto, entender suas individualidades e averiguar de forma própria atender às suas necessidades, principalmente na Educação Infantil, lugar onde se iniciam as novas experiências de conhecimento os quais preparam os discentes para relacionar-se e construir habilidades. Como profissionais e estudantes, vivenciamos constantemente o desafio da inclusão nas instituições, tanto nas públicas quanto nas privadas, são salas de aulas cheias de alunos e professores que precisam atender as necessidades das crianças. Indagar como a inclusão acontece de fato, e quais os desafios que estes profissionais enfrentam a cada dia em sala de aula, é uma das inquietações que se passa na mente dos futuros profissionais da educação. É necessário uma elaboração constante para o conhecimento do assunto. A inclusão das crianças com autismo vem avançando e sendo desenvolvida pelos profissionais que atuam na rede privada e pública da educação. O objetivo geral da presente pesquisa é compreender como ocorre a inclusão das crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil. Os objetivos específicos para orientar a referida pesquisa são: assimilar o que é educação inclusiva; conceituar o Transtorno do Espectro Autista (TEA); compreender a importância da rotina na Educação Infantil para a criança com TEA. Diante desse contexto é necessário os profissionais selecionar e rever metodologias mais eficazes. Simultaneamente, é necessário entender o conceito da inclusão que é garantir que todas as pessoas independente de suas diferenças individuais, características e origens, sejam respeitadas, valorizadas e tenham as mesmas oportunidades e participação na sociedade. Dessa forma surge o problema de pesquisa em forma de questionamento que será respondido no decorrer deste estudo: Qual a importância da inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil? Para encontrar resposta a esse questionamento a presente pesquisa será desenvolvida com base na abordagem bibliográfica com o objetivo de investigar e analisar as diversas metodologias de inclusão da criança com TEA na educação infantil, baseando este estudo em autores como Barbosa (2020), Mantoan (2006), Crochík (2002) entre outros. 1 TEMA A escolha do tema “ A inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista na Educação Infantil” surgiu a partir do desejo de discutir sobre um trabalho pedagógico significativo, que consiga colocar em prática uma metodologia que atenda as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dentro da perspectiva de incluir, esta, neste processo de ensino e aprendizagem. Portanto, escuta-se os anseios no contexto educacional sobre como trabalhar com crianças com TEA, principalmente na Educação Infantil. O presente Projeto está organizado através de uma pesquisa qualitativa mostrada por Goldenberg (1999, p. 15) como abordagem que não se preocupa com representatividade numérica, mas sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização. Dessa forma, procurou-se a Literatura Especializada para servir de aporte teórico que mostra que a política de educação inclusiva entre todas as faixas etárias, seja crianças, jovens e adultos deve está inseridas em classes comuns do ensino regular, pois é diante dessas trocas de experiências que começará o embasamento de uma sociedade mais inclusiva, igualitária e justa. Diante desta perspectiva, é necessário que a escola seja adaptada à realidade dos discentes e o ambiente seja apropriado para a participação de todos, para que todos, e não alguns, sintam-se verdadeiramente valorizados. Inclusão diz respeito à criação de um ambiente onde todos os discentes tenham acesso, permanência, aprendizagem e participação. Para Mittler (2003): A inclusão não diz respeito a colocar as crianças nas escolas regulares, mas a mudar as escolas para torná-las mais responsivas às necessidades de todas as crianças; diz respeito a ajudar todos os professores a aceitarem a responsabilidade quanto à aprendizagem de todas as crianças nas suas escolas e prepará-los para ensinarem aquelas crianças que estão atual e correntemente excluídas das escolas por qualquer razão (p.16). A construção de um ambiente educativo inclusivo, além do cumprimento estabelecido pelos princípios constitucionais, é por consequência, uma realidade concreta, porém, sabe-se que é uma tarefa árdua. 2 JUSTIFICATIVA O transtorno do Espectro Autisa (TEA), popularmente conhecido como autismo, é uma condição que afeta o sistema neurológico e causa dificuldades na interação social, na comunicação e no comportamento, em diferentes níveis. Dados do Center for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que o TEA atinge até 2% da população mundial e no Brasil, estima-se que existam 2 milhões de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista, a presente pesquisa justifica-se pela necessidade de entender o processo de inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil, assim como analisar os desafios enfrentados pelos profissionais em sala de aula e compreender a importância da rotina na Educação Infantil para as crianças com TEA, neste sentido buscou-se neste trabalho analisar as metodologias que favorecem a inclusão de forma eficaz, haja visto, que a maioria dos profissionais ligados à educação, tem um grande desafio, pois uma escola inclusiva deve oferecer possibilidades reais de aprendizagem, caso contrário estará realizando uma inclusão suscetível. 3 PARTICIPANTES O presente trabalho destina-se a Educação Infantil tendo como público alvo as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) visando a inclusão das criançase o seu desenvolvimento integral mediante a execução de uma prática pedagógica significativa que utilize recursos diversificados que atendam as especificidades de todas as crianças respeitando as singularidades de cada uma. De acordo com a temática do Projeto de Ensino, o objetivo se baseia em proporcionar aos educandos uma contribuição significativa de atividades pedagógicas adaptadas para os educandos da Educação Especial e Inclusiva, com finalidade de demonstrar que o público alvo escolhido necessita de atividades integradas e acessíveis às suas necessidades. Desse modo, pode-se afirmar que as atividades adaptadas proporcionam a garantia dos direitos desses educandos ao serem incluídos nas atividades pedagógicas. Os participantes têm importância significativa, em virtude do Projeto de Ensino, levando em conta a abordagem temática trabalhada, da mesma maneira, destacar as contribuições necessárias de oferecer informações relevantes sobre os educandos e suas necessidades no espaço escolar. 4 OBJETIVOS O objetivo geral da presente pesquisa é compreender como ocorre a inclusão das crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil, analisando a importância da inclusão, visando os conceitos, métodos e projetos que envolvam as habilidades das crianças para uma aprendizagem de qualidade que é de suma importância para o processo escolar do discente ao longo de sua vida educacional e social. Os objetivos específicos para orientar a referida pesquisa são: · Assimilar o que é educação inclusiva; · Conceituar o Transtorno do Espectro Autista TEA; · Compreender a importância da rotina na Educação Infantil para a criança com TEA. 5 PROBLEMATIZAÇÃO O presente trabalho vem tratar o seguinte tema, Qual a importância da inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil?. É um grande desafio na atualidade a inclusão de crianças com autismo, isto requer uma compreensão de como ocorrem as didáticas, as metodologias aplicadas às relações sociais, analisando o desenvolvimento cognitivo, afetivo e histórico-cultural e a influência familiar. Por isso, faz-se necessário tal inclusão, quanto menos restringir a criança com autismo ao contato com outras pessoas, melhor será o desenvolvimento desta diante da sociedade em que vive, visto que é através desta convivência que as mesmas evoluem, com a cooperação de todos. De acordo com Cunha (2024, p. 100), “ não podemos pensar em inclusão escolar, sem pensarmos em ambiente inclusivo”. Inclusivo não apenas pelos recursos pedagógicos, mas igualmente pelas qualidade humanas. Não adianta ter grandes espaços ,recursos pedagógicos e não saber quando e como utilizar, um ambiente inclusivo é aquele que oportuniza o desenvolvimento eficiente, adequando às necessidades educativas especiais, considerando as potencialidades do discente, proporcionando a coletividade com a comunidade escolar. Como resultado, faz-se importante lembrar que, “ se ainda não é do conhecimento geral, é importante que se saiba que as escolas especiais complementam, e não substituem a escola comum” (MANTOAN 2006, p.26). Segundo (ROTTA, 2007, p.423) é sabido que o autismo não é uma doença singular, mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo, que é definido de um ponto de vista comportamental, que apresenta causas múltiplas e que se caracteriza por graus variados de dificuldade. Com base nesta concepção, vale ressaltar que, quando se trata de crianças e jovens com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) o docente necessita ter um olhar investigador e compreender que nem todos que apresentam essa disfunção tem as mesmas reações, cada indivíduo evidencia formas diferentes de sintomas. desta forma podemos compreender que se esses alunos não receberem um atendimento e acompanhamento adequado tanto por profissionais da área clínica, família e escola o desenvolvimento destes nos aspectos cognitivos e sociais poderá regredir, dificultando seu convívio social e autonomia diante da realização dos exercícios escolares e vivência do dia a dia. 6 REFERENCIAL TEÓRICO Educação Inclusiva Inclusão é amparar de forma igualitária a todos sem exceção de classe social, cor, idade, gênero, etnia, condições psicológicas ou físicas, dando oportunidades e possibilitando o desenvolvimento de todos sem preconceito ou exclusão. A Política Nacional de Educação Especial no ponto de vista da Educação Inclusiva (2008), cujo objetivo é: assegurar a inclusão escolar de educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, instruindo os sistemas de ensino para garantir: acesso ao ensino regular, com aprendizagem, participação e continuidade nos níveis mais elevados do ensino; transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior; oferta do atendimento educacional especializado; formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para inclusão em sala de aula; participação da família e da comunidade; acessibilidade aos espaços, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informação; e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas (BRASIL,2008). Neste sentido a educação inclusiva surge como alternativa de incluir alunos com qualquer tipo de necessidades educacionais especiais em escolas de ensino regular: Segundo Sassaki (2003, p15) afirma que: Educação inclusiva é o conjunto de princípios e procedimentos implementados pelos sistemas de ensino para adequar a realidade das escolas à realidade do alunado que, por sua vez, deve representar toda a diversidade humana. Nenhum tipo de aluno poderá ser rejeitado pelas escolas. As escolas passam a serem chamadas inclusivas no momento em que decidem aprender com os alunos o que deve ser eliminado, modificado, substituído ou acrescentado nas seis áreas de acessibilidade, a fim de que cada aluno possa aprender pelo seu estilo de aprendizagem e com o uso de todas as suas múltiplas inteligências (p.15). Dessa forma aqueles indivíduos que apresentam qualquer tipo de limitação tem direito garantido ao acesso e permanência no sistema regular de ensino, possibilitando a estes uma educação de qualidade, uma vida independente, desenvolvendo muitas maneiras de aprendizagem do indivíduo de modo que possa abranger a todos, de maneira significativa e agradável. Considerando que são muitos os desafios a serem alcançados para que o aluno com necessidades educacionais específicas tenha uma vida digna e inclusiva e para que isso ocorra é necessário quebrar as barreiras existentes que poderão vir a interromper a participação de um ou outro por causa de suas características. Segundo COLL, PALÁCIOS & MARCHESI, (1995, p. 11) os alunos com necessidades educacionais específicas são aqueles que por apresentar algum problema de aprendizagem ao longo de sua escolarização exigem uma atenção específica e maiores recursos educacionais do que os necessários para os colegas de idade. Torna-se incontestável que a escola deve estar preparada para receber esses alunos que têm alguma deficiência seja: visual, física, auditiva, mental e outras. A escola necessita se adaptar tanto de recursos físicos como educacionais para assim possibilitar uma convivência sadia desses discentes no espaço comum, pois é no diálogo, na troca de saberes, nas experiências e vivências com outras realidades que se promove a inclusão. Para Freire (2005, p.58) em sua obra pedagogia da autonomia afirma que: “O ideal é que na experiência educativa, educandos, educadoras e educadores, juntos conviva de tal maneira com os saberes que eles vão virando sabedoria [...]”. Vale ressaltar que a escola deve viabilizar situações que envolva toda a comunidade escolar na conscientização dos valores necessários para a formação de cidadãos justos e assim promover a inclusão dos estudantes que apresentam necessidades educacionais no ambiente escolar: Segundo a Constituição Federal de 1988 nos dizque: Art. 205. A educação é um direito de todo e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, Constituição Federal de 1998, 2008, p. 136). Não se pode excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor ou deficiência, a Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito de educação e o acesso à escola, sendo estes valorizados e respeitados. Conclui-se que a educação inclusiva acontece com o intuito de atender às necessidades educacionais de todos os alunos em salas de aulas do ensino regular, oportunizando ensino/aprendizagem a todos, apesar de suas limitações e deficiências. Conceituando o transtorno do Espectro Autista TEA O termo “autismo”, de origem grega “autos”, significa “voltar-se para si mesmo”. Em 1911, o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler foi o primeiro a utilizar o termo com o objetivo de descrever o isolamento social dos indivíduos com esquizofrenia (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012). O Transtorno do Espectro Autista TEA é uma disfunção neurológica que afeta o convívio social, a comunicação tanto verbal quanto não verbal, assim como se comporta inadequadamente. Os primeiros sintomas surgem antes dos três anos de idade. Nesta compreensão o Transtorno do Espectro Autista TEA, é normalmente diagnosticado antes dos três anos de idade e ele pode ser identificado por meio de alguns sinais como: desenvolvimento atrasado da fala; dificuldade em fazer pedidos usando a linguagem; falta de contatos com os olhos quando se fala; comportamento impulsivo como balançar ou bater as mãos. Vale salientar que não existe tratamento específico, pois cada pessoa com autismo apresenta as suas próprias dificuldades e o grau de resposta as atividades, em razão disso, somente um especialista poderá definir quais são as melhores técnicas para cada pessoa. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo, ou dia do Autismo, com a finalidade de alertar e ampliar o debate sobre o Transtorno do espectro Autista TEA, entre membros membros da sociedade e entidades que representam. O nome autismo é dado a um conjunto de transtornos de desenvolvimento que causam problemas na linguagem, dificuldades de comunicação, interação social e comportamento das pessoas portadoras. [...] a perturbação social, muito mais que outros de tais problemas, têm um efeito devastador porque retira aqueles afetados do alcance das fontes ordinárias de aprendizado e do apoio emocional que os outros seres humanos poderiam lhe proporcionar. A menos que a natureza de suas perturbações sejam entendidas e sejam proporcionado ensino hábil e cuidados, às pessoas socialmente perturbadas ficam psicologicamente isoladas em um mundo que elas não podem entender. (ELLIS 1996, p.26) De acordo com (ROTTA, 2007, p. 423) sabe-se que hoje o autismo não é uma doença, e sim um distúrbio de desenvolvimento complexo, que é definido de um ponto de vista comportamental, que apresenta etiologias múltiplas e que se caracteriza por graus variados de gravidade. Baseado nesse entendimento, destaca-se que, quando se trata de crianças e jovens com o Transtorno do Espectro Autista, é necessário que o docente tenha um olhar investigador e compreenda que nem todos que apresentam esse transtorno têm as mesmas reações, cada pessoa evidencia formas diferentes de manifestações. Assim podemos compreender que se estes alunos não tiverem um atendimento e acompanhamento adequado tanto por profissionais da área clínica, quanto pela família e escola seu desenvolvimento nos aspectos cognitivos e sociais poderá regredir, dificultando seu convívio social e autonomia diante da realização de atividades escolares e do seu cotidiano. A importância da rotina na educação infantil para a criança com Transtorno do Espectro Autista A rotina na educação infantil para a criança com Transtornos do Espectro Autista - TEA é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, na qual essa deve ser pensada e planejada de acordo com suas limitações. A ideia fundamental é que as atividades planejadas devem contar com a participação ativa das crianças garantindo às mesmas a construção das noções de tempo e de espaço, proporcionando-lhes a compreensão do modo como as situações são organizadas e, sobretudo, permitindo ricas e variadas interações sociais. (DIAS,2010, p.13). É essencial que a rotina seja baseada nas necessidades físicas e psicológicas das crianças de acordo com que desenvolva suas capacidades, deve-se buscar um acompanhamento e metodologias que favoreçam a aprendizagem para aquisição de novos aprendizados. Segundo Mantoan (2006, p.15) nos diz que: Nos debates atuais sobre inclusão, o ensino escolar brasileiro tem diante de si o desafio de encontrar soluções que respondam à questão do acesso e da permanência dos alunos nas suas instituições educacionais. Algumas escolas públicas e particulares já adotaram ações nesse sentido, ao proporem mudanças na sua organização pedagógica, de modo a reconhecer e valorizar as diferenças, sem discriminar os alunos nem segregá-los. A inclusão da rotina no contexto escolar busca auxiliar tanto a escola quanto a família do aluno, na qual o ideal é a rotina se utilizada em ambas as partes, para que assim a criança consiga fazer uma assimilação com o objeto e seu meio de interação. Quando a criança passa, a saber, o que vai acontecer com ela no decorrer do dia ou semana, a ansiedade diminui e até seu comportamento agressivo ameniza. O docente em sala de aula é o mediador de conhecimento e deve trabalhar com meios que facilitem a aprendizagem e a participação do aluno nas demais atividades em sala, possibilitando a inclusão escolar através de novos recursos e caminhos que facilitam a troca de informação. O mesmo pode criar um quadro de recursos visuais, com figuras ilustrativas as quais serão utilizadas no decorrer do dia, haja vista que há uma dificuldade na linguagem verbal esse conceito visa ajudar na comunicação com a criança com o meio a qual está integrada. Em sala de aula, um quadro com a rotina se faz necessário para o trabalho com alunos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista, uma vez que irão nortear o caminho a ser percorrido durante o seu trajeto na escola. Sabendo que para o autista a rotina garante saber o que vem antes e depois, estimula a aprender a esperar, aumentando a atenção e concentração, oportunizando a organização do seu dia a dia. A rotina é importante para a vida social e escolar de qualquer ser humano, mas para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista - TEA ela é, na maior parte das vezes, extremamente indispensável. Os autores ilustram um caso em que o método pode ser utilizado e apontam o quanto pode contribuir para que a criança com TEA se comunique com as pessoas ao seu redor. Ainda para os autores, quando uma criança com o Transtorno do Espectro Autista precisa ir ao banheiro ou comer algo, ela entrega para uma pessoa uma figura que representa seu desejo. Esse método pode ajudar nos comportamentos de birra que, algumas vezes, decorrem das dificuldades de comunicarem devidamente. O procedimento com PECS não tem por objetivo substituir a fala, mas sim estimular. Quando a criança entrega a figura entregue para uma pessoa (terapeuta, professor, pais), esta deve dizer o que é e incentivar a criança a repetir o nome. Posteriormente, este método pode fazer com que a criança consiga falar o que deseja sem o auxílio da imagem. Além disso, ela, aos poucos, vai ampliando o seu repertório verbal (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012, P.219). Vale ressaltar que, a criança com Transtorno do Espectro Autista, muitas vezes possuem dificuldades na linguagem e essa forma de se trabalhar por meio derotinas ou até mesmo figuras ilustrativas surge da necessidade de trabalhar em cima de suas individualidades de que maneira que facilite a participação. Ao ser elaborado uma rotina para ser trabalhada com uma criança que apresenta TEA está deve ser realizada de acordo com as suas necessidades, relacionando toda atividade desenvolvida no decorrer da dialética, associando os horários e espaços determinados para realização das ações, sendo que devem ser planejados visando favorecer o trabalho pedagógico e as necessidades das crianças. Na qual sem a rotina a adaptação da criança com TEA fica mais difícil e prolongada e esse método de ensino deixam eles mais ativos e participativos com as demais atividades executadas em sala de aula e com os demais discentes. 7 METODOLOGIA O presente Projeto de Conclusão de Curso é no formato de uma pesquisa bibliográfica do tipo quantitativa. Conceituada por Gil (2002, p.17), como um procedimento racional e sistemático que tem por objetivo possibilitar respostas aos problemas que são propostos. Portanto, o principal método de busca se deu por pesquisas já publicadas, revisando-se publicações que abordaram o tema “ A inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista na Educação Infantil” preliminarmente, no google Acadêmico, ordenando as buscas pelo tema citado e a partir de 2017, mais também avaliando obras mais antigas que surgirem durante a pesquisa,baseando este estudo em autores como Barbosa (2020), Mantoan (2006), Crochík (2002) entre outros. Considerando leituras e citações encontradas em diversos canais, tais como: livros, revistas, publicações avulsas, monografias, teses, entre outros, disponibilizados em suporte virtual. Neste sentido, após serem eleitas as obras que serão empregadas para o aprimoramento do estudo, busca-se localizar nestas informações relevantes por meio da leitura crítica/analítica levando em conta o entendimento do texto e absorção do seu teor que em seguida será submetida à interpretação. Dessa forma, para atingir os objetivos propostos deste Projeto de Conclusão de Curso, optou-se por um estudo do tipo quantitativo exploratório, que ainda segundo Gil (2019) tem como finalidade possibilitar meios, proximidade com o problema e com os objetivos, tornando-o mais compreensível. Sua estruturação tende a ser extremamente flexível, tendo em consideração os mais variados aspectos relativos ao estudo do tema. 8 CRONOGRAMA ATIVIDADES MESES (2024) M A R A B R M A I J U N J U L A G O S E T O U T N O V D E Z Escolha do tema x Levantamento Bibliográfico x Leitura e fichamento de obras x xx x Elaboração do Projeto x x Entrega do Projeto de TCC 1 Desenvolvimento do TCC Discussão e elaboração final Revisão das normas da ANBT Entrega e Defesa do TCC 9 RECURSOS Analisando os objetivos do projeto, este foi definido pela pesquisa bibliográfica que constitui o ato de ler, selecionar, fichar, organizar e arquivar os tópicos de interesse para a pesquisa em pauta. É a base para as demais, sendo um resumo referente ao tema abordado, baseando-se em apresentar e comentar o que outros autores escreveram sobre o tema, ressaltando as diferenças ou semelhanças que existem entre as concepções. No que diz respeito a pesquisa bibliográfica pode -se dizer que esta visa debater e esclarecer um tema, é uma análise crítica. Tendo como referência materiais publicados em livros, artigos, plataformas digitais, revistas e sites organizados em bancos de dados como Scielo (Scientific Eletronic Library OnLine). Neste contexto, para Martins (2001) fica claro que a pesquisa não é repetir o que já foi dito, mas uma nova concepção, com novos resultados. A pesquisa tem caráter teórico e por se tratar de um tema amplo é necessário limitar o objetivo. Para tal foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema proposto: A importância da inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil, o resumo destes materiais amplia o conhecimento e permite novas resoluções. 10 AVALIAÇÃO A avaliação do presente projeto de Ensino, será processual e contínua, buscando fazer uso do processo avaliativo que considera mais apropriado e relevante para observar o conhecimento de cada um dos discentes. Dessa forma, a avaliação funciona como um meio de facilitar e analisar as informações coletadas, verificando as informações sobre o desempenho dos alunos em relação à aprendizagem dos conteúdos, bem como sobre a realidade de suas práticas e desempenho na direção da disciplina. Conseguindo utilizar os seguintes instrumentos avaliativos, testes, atividades práticas, seminários, trabalhos e relatórios. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao serem analisados os textos dos estudos realizados, constatou-se que em pleno século XXI ainda existem inúmeras dificuldades para que de fato possa haver a inclusão, onde há muito a ser feito para se chegar ao tão sonhado futuro inclusivo que devemos instituir. Vale ressaltar o quão é importante a função do docente em sala de aula a fim de fazer a mediação ao receber discentes com necessidades educacionais especiais objetivando um ensino que respeite as diferenças e singularidades de cada um. (...) auxiliar os que não sabem com seu saber e aprender pela própria experiência, os seus limites e o dos outros, [ experiências que ] podem dar-lhes algo que a busca da perfeição impede: o entendimento da vida e a possibilidade de vivê-la. (CROCHICK, 2002, p.295). A educação inclusiva requer uma quebra de referências no contexto escolar, com a inserção de projetos educativos do sentido excludente ao sentido inclusivo. Portanto para que isso aconteça são necessárias além de estruturas adaptadas para receber esses discentes, formações continuadas para que os profissionais sejam aptos a receber esse público alvo em sala de aula e proporcionar o desenvolvimento da criança em seu aspecto cognitivo, lúdico, artístico, social e emocional. O papel do educador é fomentar o conhecimento, além de buscar desenvolver a igualdade de uma educação numa concepção inclusivista, ensinando valores e promovendo as referências em sala de aula. Com essa finalidade, o lúdico, o conhecimento do aluno com Transtorno do Espectro Autista - TEA e rotinas são essenciais para incluir a criança com TEA no ensino aprendizagem da Educação Infantil. REFERÊNCIAS Apresentar as referências citadas nos textos construídos para o Projeto de Ensino. Citar apenas as referências utilizadas, seguindo, por exemplo, os modelos a seguir. Apague essas informações após incluir suas referências. __ A Caminho para a Escola. Cartilha educativa destinada a alunos de 1ª a 4ª Série. Brasília. Ministério da Educação, 1988. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008a. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial, 1998. BRASIL. Resolução nº 4, de 2 de outubro de 2009. Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Educação Básica. 2009. BARBOSA, Ana Paula Montolezi. LUDOTECA: UM ESPAÇO LÚDICO. 2010. Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-ludico-na-educacao-infantil. CHIZZOTTI, A. A pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais: evolução e desafios. Revista Portuguesa de Educação. 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