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GESTÃO HUMANIZADA 
PROFº CLEITON VELOSO
O QUE É UMA GESTÃO HUMANIZADA?
A gestão humanizada é o modelo de liderança que foca na garantia das boas condições de trabalho para os colaboradores. A partir do foco no bem-estar do funcionário e em uma gestão próxima que entenda as necessidades do colaborador, consegue-se resultados cada vez melhores para a empresa.
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COMO FUNCIONA A GESTÃO HUMANIZADA?
Quando falamos em gestão humanizada, o grande diferencial está no pressuposto de que o capital humano é a força motriz do negócio.
A partir disso, a gerência foca seus esforços em construir um ambiente de trabalho justo, agradável e estimulante para as equipes.
Trabalhar de maneira humanizada não significa simplesmente mimar os seus funcionários de maneira aleatória. Muito pelo contrário, esse modelo de gestão se fundamenta na equidade para orientar suas ações. É preciso adaptar as regras existentes à realidade concreta, e não forçar modelos antigos que já não funcionam mais. Na prática, isso significa construir uma liderança que olha e considera as necessidades do outro verdadeiramente. Com maior flexibilidade e respeito, a relação entre empregador e empregado floresce.
O colaborador tem mais suporte emocional de seus líderes e trabalha cada vez melhor.
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OS 4 PILARES DA GESTÃO HUMANIZADA
OBSERVAÇÃO
Esse momento é especialmente importante, pois representa os primeiros esforços da gestão em entender as subjetividades do trabalhador para otimizar a organização.
COMUNICAÇÃO
Para conquistar uma gestão humanizada, é essencial manter canais de comunicação efetivos entre a chefia e colaboradores. 
INTEGRAÇÃO
comunicação não deve funcionar apenas entre o líder e os liderados, mas também entre profissionais de mesmo nível hierárquico.
ADAPTAÇÃO
Conecta os esforços à ação para garantir todos os benefícios de uma gestão humanizada.
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As vantagens da gestão humanizada
Experiência do colaborador
O primeiro efeito positivo de uma gestão humanizada certamente será a satisfação do funcionário. E não é para menos, já que esse é um modelo que coloca a experiência do colaborador como catalisador para as melhorias.
A maior satisfação dos trabalhadores já seria por si só uma vantagem incrível. Mas, ela se desdobra ainda em outros benefícios, que impactam diretamente no desempenho da organização. Veremos mais a seguir.
Produtividade
Hoje em dia, os melhores gestores já entendem que o caminho para aumentar a produtividade não é colocar mais pressão sobre seus funcionários. Ainda que prazos apertados e cobranças frequentes gerem algum ganho, é muito difícil que as melhorias sejam sustentáveis por esse caminho.
A experiência nos mostra que a gestão humanizada é o caminho para mais produtividade no longo prazo. Ao oferecer boas condições de trabalho, garantimos uma equipe mais satisfeita e que vai se dedicar plenamente a suas funções.
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Clima organizacional
Nem só de números vive a gestão de uma empresa. Para que os resultados sejam duradouros, é preciso garantir um ambiente de trabalho agradável.
A comunicação precisa ser transparente para garantir resoluções satisfatórias aos conflitos internos.
Ao priorizar as demandas do trabalhador, a gestão humanizada é capaz de estabelecer um clima organizacional mais confortável a todos, pois atende às necessidades diversas do time.
Menos turnover
O turnover – ou rotatividade de pessoal – é a taxa que descreve a frequência com que o RH precisa trabalhar para substituir profissionais por conta de demissão. 
A rotatividade tem um custo financeiro e também de produtividade, pois atrapalha a continuidade do trabalho.
Com o índice de satisfação nas alturas e bom clima organizacional, é muito menos provável que seus colaboradores busquem recolocação no mercado. Os contratos ficam cada vez mais longos e isso diminui a rotatividade de pessoal.
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Recrutamentos mais certeiros
A gestão humanizada não afeta só no sentido de melhorar as relações internas e garantir melhores condições de trabalho para os colaboradores contratados. Durante o recrutamento, o olhar treinado e a escuta empática nos permitem conhecer melhor os candidatos para escolher de maneira certeira. Além de garantir maior compatibilidade entre empresa e empregado, a precisão nas contratações também ajuda a diminuir o turnover e melhorar o clima organizacional.
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Como implementar uma gestão humanizada?
Se você leu até aqui, provavelmente gostaria de saber como pode implementar uma gestão humanizada em sua organização.
Abaixo, separamos algumas dicas práticas para que você possa realizar sua implementação sem grandes dificuldades.
Política de incentivos e benefícios. Dentro da gestão de pessoas, é preciso considerar que os colaboradores precisam ter incentivos para dar o melhor de si em suas funções. Por isso, é importante construir uma política de benefícios a altura para que todos se sintam motivados a entregar bons resultados. Também devemos garantir que a remuneração seja compatível com as habilidades que você espera do time. É preciso pensar em formas de recompensar o esforço, seja por bonificação financeira ou meios simbólicos.
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Como implementar uma gestão humanizada?
Divisão justa das demandas
Dentro da empresa, um evento que sempre gera desconforto e conflito é a sobrecarga de demandas em cima de um único profissional ou departamento. Nenhum colaborador ficará satisfeito se estiver constantemente exausto. Nenhuma gestão é humanizada de fato se não for justa na divisão das tarefas. É claro que cargos de hierarquia mais alta terão responsabilidades maiores, mas não se trata disso. É importante organizar o trabalho para que ninguém se sinta explorado em comparação com colegas de mesmo nível.
Cultura de feedback
Lembra quando citamos a importância da comunicação como um dos pilares da gestão humanizada? Na prática, isso precisa se desdobrar na forma de uma cultura de feedback. Líder e liderados precisam estar confortáveis para trocar percepções, assim como colegas de mesma hierarquia. Nesse contexto, é papel do RH construir um ambiente favorável para que todos se sintam bem para expor suas opiniões e considerar colocações sobre o seu desempenho.
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Como implementar uma gestão humanizada?
Engajamento das equipes
O engajamento não acontece de maneira espontânea nas organizações e é preciso ter isso em mente. Ele exige um trabalho ativo para garantir que as relações tenham qualidade e todos estejam alinhados sob os mesmos objetivos. Para incentivar a integração – que é um dos pilares da gestão humanizada – pode ser preciso lançar mão de dinâmicas de grupo e outras ações de engajamento. Essas ações podem ser muito úteis para criar uma conexão entre o grupo de maneira descontraída.
Treinamento das lideranças
Nenhuma mudança acontece do dia para a noite. Na maioria dos casos, os líderes estão acostumados a modelos mais tradicionais e bem menos humanos.
Por isso, é importante que o setor de RH se organize para treinar as lideranças sobre o conceito de gestão humanizada, seus pilares e as vantagens que levam a organização a adotar seus princípios dali em diante.
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O papel do RH na gestão humanizada
Quando falamos em gestão humanizada, estamos falando diretamente dos processos de gestão de pessoas. E essa é uma das principais competências do setor de recursos humanos em uma empresa. Por isso, é importante que o RH capitaneie todas as ações para garantir uma implementação eficiente do modelo humanizado.
Esse é um trabalho que tem começo, mas, certamente não tem fim. A otimização precisa ser constante. Toda vez que algum colaborador novo chega, os profissionais do RH precisam acompanhar sua recepção de perto para garantir que ele será inserido de maneira humanizada.
E mesmo para quem já está na empresa, é importante manter a comunicação aberta, pois as necessidades mudam e a gestão precisa se adaptar.
Com boa comunicação, a gestão humanizada consegue acompanhar o crescimento da empresa e oferecer soluções adaptadas para cada momento da organização.
Esse é o caminhopara garantir uma equipe cada vez mais integrada e resultados cada vez melhores.
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ANALISTA DE INFORMAÇÃO
PROFº CLEITON VELOSO
O que é Sistema de Informação? 
O que é Sistema? ○ Segundo a Teoria Geral dos Sistemas, proposta por Ludwig Von Bertalanffy, na década de 1930, Sistema é um conjunto de partes interdependentes que interagem, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função. 
○ Segundo O’brien, Um sistema é um conjunto de componentes com limites bem-definidos, trabalhando juntos para alcançar um série de objetos comuns.
O que é Sistema de Informação? 
Um SI é qualquer combinação organizada de pessoas, hardware, software, redes de comunicação, recursos de dados, politicas e procedimentos que armazenam, restauram, transformam e disseminam informações em um organização. 
É a atividade do sistema de informação na qual os dados são retidos de maneira organizada para uso posterior.
Exemplo de armazenamento?
Banco de dados; Planilhas; Arquivos
ANALISTA DE INFORMAÇÃO
O analista de informações é o profissional responsável por coletar e analisar informações pertinentes a empresa/projeto que trabalha. Para isso, realiza ações como criação de relatórios, análise de fluxo de informações, tratamento de dados, análise de dados, entre outros.
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ANALISTA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
Com a transformação digital, novos profissionais surgiram no mercado. Um deles é o analista de informação em saúde, que garante a codificação correta dos dados e facilita a tomada de decisão no dia a dia da instituição de ensino. O resultado é simples: mais comunicação entre os agentes e eficiência no atendimento.
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ANALISTA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
o analista de informações saúde ele é a pessoa que mediante a sua capacitação e a sua experiência ele consegue traduzir o que a gente tem de informação em saúde em códigos e além de traduzir essa informação em códigos a gente começa a utilizar essa informação no sistema de saúde para tomada de decisão para que sejam feitas as políticas de gestão, todo esse processo todo o processo final depende da informação, então se esse processo depende da informação o diferencial desse profissional que faz ele diferente dos outros profissionais do mercado também é justamente isso é essa habilidade essa capacidade que sua análise das informações de saúde tem de transformar aquilo que ele tem de possibilidade e em uma informação útil para o sistema.
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ANALISTA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
Em plena Era da Informação, é um diferencial saber como usar os dados disponíveis. O analista de informação em saúde é o profissional que realiza esse trabalho, garantindo a melhoria da tomada de decisão.
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ANALISTA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
O Analista de informação em saúde é o responsável pela codificação de diagnóstico e procedimentos com base em informações extraídas dos prontuários clínicos. Esse profissional contribui com a geração de informaçães qualificadas sobre custos e resultados assistenciais, o que permite impulsional as instituições de saúde para novos patamares de desempenho. 
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DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO
Profissão já consolidada em países como os Estados Unidos, a atuação do Analista de Informação em Saúde é consideravelmente nova aqui no Brasil. Surgiu por conta de uma necessidade do mercado, que cada vez mais precisa de dados qualificados para uma melhor gestão através do valor em saúde.
Esse é o caso, por exemplo, da Valor Saúde Brasil, plataforma de governança clínica que atua com formatos baseados em valor com foco na qualidade do cuidado. A operadora Unimed-BH, por sua vez, possui aproximadamente 90 profissionais atuando nessa área, e a Prefeitura da capital mineira, com cerca de 37.
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O papel da informação nas organizações
Independente da definição adotada, a importância da informação para a sobrevivência das organizações é inegável. 
Choo (2003, pg.27) afirma que “a informação é um componente intrínseco de quase todas as atividades na organização”. 
A informação é um dos recursos centrais das organizações modernas (COOPER; FOLTA; WOO, 1995) e fornece vantagem competitiva (TEO; CHOO, 2001).
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O papel da informação nas organizações
A teoria organizacional reconhece o papel central da informação nas organizações. Choo (1991) aponta duas formas de analisar o papel das informações nas organizações. 
A primeira forma vê as organizações como processadores de informação. O foco desta teoria está na disponibilização da informação para que os empregados tomem as decisões mais adequadas para as diversas situações encontradas. 
Segundo esta teoria, a organização processa a informação para diminuir a incerteza relacionada à execução de determinada tarefa.
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O papel da informação nas organizações
A segunda vê as organizações como “construtores” do ambiente (através do enactment). O foco não é mais na tomada de decisão, mas na redução de ambigüidade do ambiente externo à organização. Os atores da organização agem no ambiente externo para criar um sentido para as informações e interpretar o ambiente.
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Modelo de uso da informação nas organizações 
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SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
Todas as atividades realizadas por um Sistema de Saúde geram dados que podem produzir informações. 
Todas estas atividades são realizadas em determinados tipos de unidades de produção ou unidades operacionais (laboratório, almoxarifado, unidade de saúde, setor de finanças etc.) que compõem o Sistema de Saúde e devem contar com informações que subsidiem o processo de planejamento, controle, avaliação e redirecionamento do que vem sendo produzido. Por exemplo: 
 a atividade de controle do estoque de materiais (medicamentos, detergentes etc.) no almoxarifado produz vários dados, que geram informações que devem orientar decisões ligadas à aquisição, distribuição e armazenamento dos materiais. Para tal, deve-se contar com um Sistema de Informações para Controle de Materiais. 
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SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
Existem dados e informações gerados nessas diferentes unidades operacionais que interessam não só a própria unidade mas a todo Sistema de Saúde. São informações consideradas estratégicas, voltadas para uma avaliação permanente das respostas que estão sendo produzidas e do impacto obtido sobre a situação de saúde. Por exemplo: 
um Sistema de Informações Ambulatoriais informa sobre a produtividade de consultas de gineco-obstetrícia e também sobre a cobertura de gestantes alcançada com as consultas de pré-natal realizadas; 
um Sistema de Informações Hospitalares informa sobre a ocorrência de complicações ligadas à gravidez, ao parto e ao puerpério; 
um Sistema de Informações sobre Mortalidade informa sobre o índice de mortalidade materna. 
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SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
Um SIS é um conjunto de componentes que atuam de forma integrada, através de mecanismos de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária e oportuna para implementar processos de decisões no Sistema de Saúde. Seu propósito é selecionar dados pertinentes e transformá-los em informações para aqueles que planejam, financiam, provêem e avaliam os serviços de saúde. 
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SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
É essencial conceber o SIS como um instrumento para o processo de tomada de decisões, seja na dimensão técnica, seja na dimensão de políticas a serem formuladas e implementadas; o sistema deve ser concebido pois, na qualificação de suas ações, como produtor de conhecimentos e como descritor de uma realidade... Um SIS deve assegurar a avaliação permanente da situação de saúde da população e dos resultados das ações de saúde executadas, fornecendo elementos para, continuamente, adequar essas ações aos objetivos do SUS.”
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SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
Um Sistema Municipal de Saúde tem vários componentes (centros de saúde, ambulatórios especializados, farmácia, hospital etc.) que produzem vários tipos de ações (consultas médicas, vacinação,vigilância sanitária etc.); segundo uma normatização própria. Entretanto, para considerá-lo enquanto um sistema deve haver uma interligação e uma interação entre esses componentes que espera-se, resulte numa atenção organizada, produzindo respostas às necessidades de saúde de uma determinada população. 
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COMO DEVE SER SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)?
Se entende-se um SIS enquanto um componente de um determinado Sistema de Saúde (SUS), ele deve portanto, ser coerente com as características (princípios e diretrizes) deste modelo de atenção. Para fazer uma reflexão sobre esta relação entre o SUS e o SIS, apresenta-se a seguir um quadro que procura sintetizar alguns dos princípios e diretrizes que orientam a concepção (para alguns) do modelo de atenção proposto para o SUS e procura sintetizar uma proposta de como deve ser um SIS (qual o modelo). 
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DEFINIÇÃO DE DADO 
Os dados são a base para gerarmos informações. Os dados que escolhemos e o modo como os combinamos refletem o referencial explicativo (os pressupostos, os valores etc.) que orienta a nossa visão de mundo, ou seja, o nosso “modo de ver” ou de conhecer uma determinada situação. 
Os dados não falam por si. Eles são como uma matéria prima, sobre a qual trabalhamos (juntando-os, correlacionando-os, contrapondo-os etc.) buscando produzir informações que se traduzam em um conhecimento, um interpretação e um juízo sobre uma determinada situação. 
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DADO E INFORMAÇÃO
Dado e informação são termos que guardam relação intrínseca e formal, contudo se distinguem conforme campo de estudo, fonte e utilização. Em bioestatística, dado designa atributo observado (número, situação, fato) não submetido a qualquer avaliação ou análise e, informação é o resultante da análise e da combinação de vários dados segundo bases referenciais, interpretação e objetivos de quem a utiliza. Em administração, dado, compreendido como medida direta de fenômenos físicos e transações reais é matéria prima dos sistemas de informação e valioso recurso das organizações. Nesse campo, informação é o registro de processamento no qual contexto e conteúdo são analisados de forma a agregar signifi cado aos dados. 
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DADO E INFORMAÇÃO
Em saúde pública, compreende-se dado como registro de observações e de medidas objetivas de características de pessoas e de fatos que compõem determinado evento ou ocorrência de saúde em determinado tempo e lugar. Nessa linha, o dado agrega signifi cado aos eventos de saúde. 
No âmbito da vigilância em saúde, dado é a descrição de atributo, de situação e de fato, desvinculado de referencial explicativo, o que limita sua utilização. Informação é a descrição de realidade associada a determinado referencial explicativo sistemático
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DADO E INFORMAÇÃO
São etapas da produção de informação: 
 coleta do dado; 
codifi cação do dado coletado
 processamento do dado codifi cado; e,
 divulgação. 
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QUAL DEVE SER O PAPEL DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE? 
Organizar a produção de informações compatíveis com as necessidades dos diferentes níveis, garantindo uma avaliação permanente das ações executadas e do impacto destas sobre a situação de saúde; 
Assessorar o desenvolvimento de sistemas voltados para as especificidades das diferentes unidades operacionais do sistema de saúde; 
Contribuir para o desenvolvimento dos profissionais de saúde, para a construção de uma consciência sanitária coletiva, como base para ampliar o exercício do controle social e da cidadania. Também para resgatar uma relação mais humana entre a instituição e o cidadão. 
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QUEM DEVE SER “USUÁRIO” DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE?
Todos os trabalhadores do SUS. 
Todas as instâncias de decisão do SUS: comissões, conselhos, conferências, colegiados e outros fóruns desse tipo. 
Outros setores (além da saúde) governamentais, Ministérios, Secretarias Estaduais e Municipais diretamente envolvidos com ações voltadas para melhorar a qualidade da vida da população: (educação, meio ambiente, ação social etc.). 
merecem destaque as universidades e escolas públicas e os setores responsáveis pelas intervenções referentes ao saneamento básico. 
Organizações populares e Organizações não governamentais. Partidos Políticos. 
A população em geral. 
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QUAIS AS INFORMAÇÕES BÁSICAS UM SIS DEVE DISPONIBILIZAR? 
Buscando tomar decisões e desencadear ações para transformar uma determinada situação de saúde faz-se perguntas que permitam conhecer e avaliar a qualidade da vida da população de um determinado território. Para responder a essas perguntas utiliza-se informações, obtidas através de combinações entre determinados dados. 
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Podemos comparar este conjunto de perguntas a uma espiral. Onde, primeiramente, faz-se um (re)conhecimento da situação de saúde “inicial”. Após decisões, intervenções e determinados resultados, avalia-se as transformações obtidas, ou seja, a situação de saúde “final”. E assim sucessivamente, num processo permanente de produção de respostas às necessidades de saúde das populações. 
1. Como está a situação de saúde? Ou seja, como estão as condições de vida (composição da população, saneamento básico, escolaridade etc.) da população; quais são seus principais problemas de saúde? 
2. Quais objetivos para transformação dessa situação de saúde serão assumidos por esta gestão?
 3. Quais os recursos (humanos, financeiros, instalações físicas, equipamentos conhecimentos etc.) disponíveis para enfrentar os problemas priorizados visando a alcançar os objetivos propostos? 
4. Quais e que quantidade de ações podem ser produzidas utilizando, com o máximo de eficiência, esses recursos? 
5. Com estas ações que resultados (cobertura, concentração, resolubilidade etc.) pode-se alcançar com a maior eficácia possível? 
6. Com esse resultados conseguimos alcançar os objetivos propostos? Ou seja, a situação de saúde inicial foi efetivamente transformada? 
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Em síntese pode-se dizer que, estas perguntas indicam que as informações necessárias para a gestão de um Sistema de Saúde basicamente devem: 
permitir o conhecimento, o acompanhamento e a avaliação permanente da situação de saúde; 
apoiar a tomada de decisões, no processo de gestão do sistema e de gerência dos serviços de saúde, considerando a eficiência, a eficácia e efetividade das respostas produzidas. 
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Eficiência: utilização dos recursos disponíveis da melhor maneira possível, evitando “desperdícios”; 
Eficácia: através das ações produzidas alcançar os melhores resultados possíveis, principalmente em relação à cobertura (número de pessoas atendidas) e à concentração (número de ações oferecidas a cada pessoa). 
Efetividade: obter transformações concretas na situação de saúde, coerente com os objetivos propostos pela gestão. 
Essas nomenclaturas podem contribuir para a construção de uma síntese sobre o que essencialmente um SIS deve informar. Isto é, um SIS deve informar se um Sistema de Saúde (isto é, as respostas por ele produzidas) está sendo eficiente, eficaz e efetivo no enfrentamento da situação de saúde indicada.
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Epidemia: é quando ocorre um aumento no número de casos de uma doença em várias regiões, mas sem uma escala global. Ou seja, o problema se espalha acima do esperado, sem uma delimitação geográfica específica. Neste caso, a doença se faz presente em diversos locais ou comunidades, para além daquele em que foram inicialmente identificados. As epidemias podem ser em nível municipal, estadual e nacional.
Pandemia: é a disseminação mundial de uma doença. Ela pode surgir quando um agente infeccioso se espalha ao redor do mundo e a maior parte das pessoas não são imunes a ele.
Endemia: se dá quando uma doença tem recorrência em uma região, mas sem aumentos significativos no número de casos. Ou seja, o problema se manifesta com frequência e segue um padrão relativamente estável que prevalece. Se houver alta incidência e persistência da doença, pode ainda ser chamada de hiperendêmica.
Exemplo: A região norte do Brasil é consideradauma região de risco de malária. Por lá essa é uma doença endêmica
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QUAIS OS PASSOS FUNDAMENTAIS PARA A ORGANIZAÇÃO DE UM SIS? 
Um SIS deve ser organizado enquanto um instrumento de apoio à gestão de um Sistema de Saúde. Deve produzir informações que possibilitem:
 a avaliação de uma determinada situação de saúde; 
a tomada de decisões sobre as respostas (ações) a serem implementadas; 
acompanhamento ou controle da execução (eficiência e eficácia) das ações propostas; 
a avaliação do impacto (efetividade) alcançado sobre a situação de saúde inicial. 
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A organização da produção de informações de um modo sistematizado, pode ser sintetizada nos seguintes processos: 
coleta de dados: geração e registro dos dados devidamente padronizados (por exemplo: a definição do que é um primeira consulta deve ser a mesma para todo o sistema de saúde); 
processamento dos dados: recepção, codificação, tabulação, cálculos básicos (por exemplo: totalizações), controle de erros e inconsistências (por exemplo: câncer de colo do útero numa pessoa do sexo masculino), armazenamento, manutenção, recuperação e disponibilização dos dados;
 produção e disseminação das informações: tratamento dos dados segundo as necessidades de informação demandadas: cálculo de indicadores, elaboração de gráficos, mapas temáticos e outros formatos de apresentação das informações produzidas. Deve responsabilizar-se também pela definição e operacionalização de mecanismos para disseminação destes produtos, considerando as competências, as necessidades e o formatos mais adequados para os diferentes “usuários”. 
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Ao planejar a implantação ou a implementação (aperfeiçoamento) de um SIS é importante considerar os seguintes aspectos: 
Aspectos institucionais: caracterização clara do modelo de atenção à saúde que serve como referência para a instituição e dos objetivos prioritários definidos frente à situação atual da implementação desse modelo; 
Aspectos operacionais: caracterização do processo de trabalho para produção das diversas atividades (consulta médica, controle de estoque, gerenciamento das unidades de saúde etc.) desenvolvidas pelas diferentes unidades operacionais que compõem o Sistema de Saúde;
Aspectos organizacionais: dimensionamento dos diferentes componentes da estrutura do Sistema de Saúde, ou seja, recursos humanos, físicos, materiais, financeiros, orçamentários, equipamentos e insumos. 
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A construção de um SIS deve, portanto, ser um processo intimamente ligado ao planejamento institucional e ao saber epidemiológico, buscando definir informações realmente úteis e oportunas para as diferentes instâncias de decisão. Todos os dados a serem coletados devem ser justificados pelas informações a serem geradas. 
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Por que essa informação deve ser produzida? 
2. Para que será utilizada? 3. Quem vai utilizá-la? 4. Como será utilizada (formato, fluxo, periodicidade)? 
5. Por quanto tempo será útil essa informação?
 6. Ela deve ser produzida pelo SIS ou obtida através de um estudo ou pesquisa pontual? 
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Quais são os principais “Sistemas de Informação de Abrangência Nacional” e como eles podem contribuir para a organização de um SIS? 
Entretanto, é importante a utilização destes sistemas como uma estratégia para: 
estimular que o processo de tomada de decisões e de avaliação, em todos os níveis do SUS, seja cada vez mais orientado pelo uso de informações; 
que estes sistemas possam ser continuamente aperfeiçoados. Através de sua ampla utilização eles podem ser criticados e devidamente corrigidos ou mesmo substituídos; 
que se viabilize um processo efetivo de consolidação de bancos de dados de abrangência nacional, permitindo o compartilhamento e particularmente a comparabilidade entre diferentes situações. Lembrando que a comparação é uma das principais ferramentas para a elaboração de uma análise epidemiológica. 
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Como um referencial para a abordagem dos sistemas desenvolvidos pelo M.S., proponho que utilizemos a classificação apresentada a seguir:
 Sistemas de Informações Operacionais: geram informações sobre as atividades de rotina realizadas pelas diversas unidades de produção ou operacionais (laboratório, almoxarifado, unidade de saúde, setor de finanças etc.). Utilizam mecanismos préestabelecidos, testados e normatizados para coleta, processamento, armazenamento, padronização, validação, recuperação e análise dos dados. 
Sistemas de Informações Gerenciais ou Estratégicas: geram informações voltadas para uma avaliação permanente das respostas que estão sendo produzidas e do impacto obtido sobre a situação de saúde. Utilizam dados e informações gerados pelas diversas unidades operacionais e também aqueles procedentes de outros órgãos, como, por exemplo, o IBGE. 
Estudos especiais (ou levantamentos rápidos da situação): objetivam levantar dados para análise e avaliação de situações não rotineiras. Não utilizam mecanismos sistematizados para processamento dos dados coletados. Para analisar estes dados podem ser utilizados programas como o Epi Info2 ou outros gerenciadores de bancos de dados. Ocasionalmente, esses estudos podem apontar a necessidade de inclusão de determinados dados nos sistemas de rotina e/ou gerenciais. 
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Ao Ministério da Saúde (MS) compete, por meio do Datasus, a guarda, a preservação e o acesso seguros das bases de dados dos SIS, fontes para a elaboração de relatórios estatísticos que auxiliam a indicação do perfi l de situação de saúde de estados, de municípios e do país. O SIS do SUS agrega diversos tipos de bases de dados (sistemas e subsistemas) com função e objetos de registro de diferentes naturezas
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De preenchimento obrigatório, por todos os municípios brasileiros, esses diferentes sistemas e subsistemas, de base nacional do SUS, são imprescindíveis para a organização e o funcionamento da Rede de Atenção à Saúde estando, portanto atrelados ao trabalho de vigilância em saúde.
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Sistema de Informação sobre Mortalidade 
O marco regulatório de criação do SIM é a promulgação da Lei n. 6.229/1975, que criou o SNVE para cujo funcionamento foi necessário obter dados quanto à causa, ao local do óbito, à identifi cação e à residência da pessoa falecida. 
A padronização da Declaração de Óbito (DO) e posterior defi nição do fl uxo (registro, codifi cação, análise e guarda) das informações para todo o país são medidas que permitem conhecer o perfi l de mortalidade no país o que orienta e apoia a defi nição de ações e de programas de atenção à saúde. A informatização do SIM foi progressiva. 
A partir da década de 1990 a agilização no processamento e na recuperação da informação referente a óbito se deve à definição de fluxo para a produção das informações em plataforma informatizada. 
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Sistema de Informações Hospitalares do SUS
 O SIH-SUS é importante fonte de dados de morbidade. Tem origem no Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), na década de 1970, quando o acesso aos serviços de saúde ainda não era direito universal. Os principais hospitais públicos do país pertenciam ao Instituto Nacional de Assistência Médico Previdenciária (Inamps), órgão vinculado ao MPAS. Além dos hospitais próprios, o Inamps mantinha convênio com vários hospitais. 
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Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos 
O Sinasc tem por propósito quantifi car nascidos vivos e fornecer informações sobre a gravidez, o parto e as condições da criança ao nascer. Produz informações que propiciam a construção de diagnóstico das condições de nascimento, o que possibilita a realização de ações de promoção, de prevenção e de planejamento em saúde.
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Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos 
O Sinasc tem por propósito quantifi car nascidos vivos e fornecer informações sobre a gravidez, o parto e as condições da criança ao nascer. Produz informações que propiciam a construção de diagnóstico das condições de nascimento, o que possibilita a realização de ações de promoção,de prevenção e de planejamento em saúde.
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A DN é preenchida em três vias para todo nascido vivo e é pré-requisito para o registro civil do nascimento: 
a primeira via da DN é da SMS correspondente ao local do nascimento;
a segunda via é arquivada no prontuário da mãe no Serviço onde ocorreu o parto;
a terceira via é entregue ao Cartório para o registro cível do nascimento. A partir dos dados do Sinasc, é possível calcular alguns indicadores, como, por exemplo, mortalidade infantil (número de óbitos em menores de um ano); percentual (%) de baixo peso ao nascer.
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Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações
 O SI-PNI, implantado em todos os municípios brasileiros, objetiva orientar as ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). É constituído por sete módulos: 
Avaliação do Programa de Imunizações (API);
Estoque e Distribuição de Imunobiológicos (EDI);
Apuração dos Imunobiológicos Utilizados (AIU);
Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV); • Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão (PAIS);
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Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão em Sala de Vacinação (PAIS-SV);
Sistema de Informações dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (Sicrie). 
Os dados coletados referem-se ao número de indivíduos vacinados, à movimentação dos imunobiológicos (estoque, distribuição, utilização, perdas técnicas e físicas) e à notifi cação de eventos adversos. Na Internet, estão disponíveis dados sobre o número de doses aplicadas, desagregados por tipo de vacina, por dose recebida, por faixa etária e por município, além de dados referentes à cobertura da população de menores de um ano de idade e de outras faixas etárias. 
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Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão em Sala de Vacinação (PAIS-SV);
Sistema de Informações dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (Sicrie). 
Os dados coletados referem-se ao número de indivíduos vacinados, à movimentação dos imunobiológicos (estoque, distribuição, utilização, perdas técnicas e físicas) e à notifi cação de eventos adversos. Na Internet, estão disponíveis dados sobre o número de doses aplicadas, desagregados por tipo de vacina, por dose recebida, por faixa etária e por município, além de dados referentes à cobertura da população de menores de um ano de idade e de outras faixas etárias. 
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Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional
 O Sisvan tem por objetivo fornecer informações sobre o estado nutricional da população. Disponibiliza informações para o monitoramento do estado nutricional de diferentes grupos populacionais atendidos nos estabelecimentos de saúde. A partir de 2006, dados de saúde de mulheres em idade fértil e de crianças menores de 07 do Sisvan são compartilhados com o Programa Bolsa Família.
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Sistema de Acompanhamento da Gestante 
O Sisprenatal foi desenvolvido pelo Datasus com a fi nalidade de permitir o acompanhamento de gestante cadastrada no Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN) até a consulta de puerpério. Registra e acompanha o elenco mínimo de procedimentos da assistência pré-natal.
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Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde e a Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade/Custo 
Sistema implantado na década de 1990 para registro de atendimentos ambulatoriais fi nanciados pelo SUS. Subsidia a gestão dos serviços de saúde em termos programáticos e financeiros. Os formulários de registro são: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA) e Boletim de Produção Individualizada (BPI). O aplicativo Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade/Custos (Apac) integra o SIA e destina-se ao registro individualizado dos atendimentos e dos procedimentos, considerados pelo MS, de alta complexidade ou de alto custo.
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O SUS dispõe de um conjunto de bases de dados e também de indicadores já calculados e discutidos que auxiliam na elaboração de diagnósticos de saúde e na avaliação de ações e de serviços. Todos esses dados e informações dos sistemas de informação do SUS são fontes privilegiadas por iniciativas institucionais que oferecem conjuntos de indicadores e análises que fundamentam os processos de identifi cação e de avaliação das necessidades de saúde e o desempenho dos serviços de saúde resultando em apoio e aportes ao planejamento e à gestão do SUS.
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São exemplos dessas iniciativas: 
Programa de Avaliação de Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess), coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict-Fiocruz);
Índice de Desempenho do SUS (IDSUS), coordenado pelo MS; 
Indicadores de Dados Básicos (IDB), coordenado pela Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).
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