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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA Sistema de Ensino A DISTÂNCIA PEDAGOGIA SHIRLEY SUNARA DA CRUZ PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM Cidade 2020 Cidade 2020 Cidade SANTA CRUZ- RN 2024 SHIRLEY SUNARA DA CRUZ PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM Projeto de Ensino apresentado à Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia Docente supervisor: Prof. Nathalia Barbosa Limeira SANTA CRUZ- RN 2024 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 TEMA 5 2 JUSTIFICATIVA 6 3 PARTICIPANTES 7 4 OBJETIVOS 8 5 PROBLEMATIZAÇÃO 9 6 REFERENCIAL TEÓRICO 10 7 METODOLOGIA 17 8 CRONOGRAMA 18 9 RECURSOS 19 10 AVALIAÇÃO 20 CONSIDERAÇÕES FINAIS 21 REFERÊNCIAS 23 4 INTRODUÇÃO A afetividade constitui-se como facilitadora do processo ensino aprendizagem em que o aluno passa a ser alvo da empatia do professor, que ao apoderar desse recurso sente-se estimulado a desenvolver uma prática pedagógica direcionada ao aluno. A escolha deste projeto com o tema afetividade se deu pela observação do âmbito escolar cotidiano, onde percebe-se que os alunos vivenciam uma rotina de vida onde há uma gama de conflitos familiares, morais, que influenciam de forma severa a construção dos valores humanos dos alunos, sendo que os mesmos se encontram em fase de consolidação do seu carácter humano. A escola, o professor conseguem enxergar o retrato dessa influência em sala de aula, se deparando com alunos desanimados com os estudos, agressivos, sem perspectiva de futuro, com traumas sentimentais que vem deixando a aprendizagem deste aluno comprometida. Surge então a necessidade da escola, o professor se posicionar diante dessa situação, demostrando este afeto que o aluno precisa; pois entendemos que o afetivo também exerce forte influência no cognitivo, pois quando a criança sente-se amada, querida, respeitada, pelo professor que demonstra tal atitude, com certeza esse aluno sentirá o desejo de aprender. Nisto constatamos como um bom relacionamento entre professor e o aluno, facilita como um todo de ambas as partes. Como professores precisamos refletir sobre a nossa práxis, se queremos tanto a atenção de nosso aluno, bem como o controle de uma turma, temos que conhecer nosso aluno, procurar entender suas particularidades, mostrá-lo que é importante para nós e que desejamos manter um convívio harmonioso. Transformar a sala de aula em um ambiente harmonioso é uma tarefa que requer bastante esforço por parte do educador, pois deverá haver muita compreensão e um olhar afetivo nas relações diárias em sala de aula com o aluno, pois este aluno está em fase de amadurecimento da personalidade. A partir dos seis anos de idade a criança adquire uma nova forma de socialização, migrando do estágio do egocentrismo para uma fase mais estruturada. É nesse ambiente das novas relações com o mundo e com o outro que elas vão construindo/internalizando atitudes, valores e conceitos. Daí a necessidade de trabalhar com a temática de natureza afetiva nas séries iniciais. Este projeto tem o objetivo de promover mudanças de postura em relação ao educador e ao educando a respeito da afetividade. Promover a conscientização do educador sobre o seu papel de mediador nesse processo de construção da afetividade no ambiente escolar. Mostrar a influência da relação afetiva entre professor e aluno no processo de ensino aprendizagem de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Serão abordados no projeto conteúdos que visam ressaltar a importância da afetividade no processo de ensino aprendizagem dos alunos, mostrando que o exercício da afetividade em sala de aula, promove um crescimento do nível de aprendizagem dos alunos. Para o desenvolvimento do projeto, analisamos a realidade educacional contemporânea e observamos que a sala de aula, às vezes, tem tido um espaço onde não tem sido um ambiente agradável para o aluno e nem tão pouco para o professor, diante dessa situação percebemos que tem faltado nessa relação aluno-professor, um fator determinante que é a afetividade. Utilizamos uma pesquisa bibliográfica minuciosa sobre o tema, a fim de demarcamos os argumentos dos teóricos sobre a importância da afetividade no ambiente escolar. Para nortear o trabalho do professor em desenvolver essa prática de afetividade em sala de aula, propomos que fosse elaborada uma pesquisa com os alunos, a respeito do papel do professor em sala de aula. Solicitamos que os alunos opinassem com respeito às atitudes que um bom professor deveria ter em sala de aula para que as aulas fossem mais harmoniosas e afetivas. Após a pesquisa iremos analisar o perfil deste profissional apontado pelos alunos como um bom professor. Diante do resultado que será obtido na pesquisa, sobre o perfil deste bom professor, poderemos avaliar com tem ocorrido a nossa pratica educacional em sala de aula, quais os pontos positivos e negativos, qual é o papel do educador diante dessa realidade. 7 A avaliação desse projeto, será uma avaliação reflexiva, que proporcionará uma mudança comportamental que irá visar a ação e os efeitos de uma prática afetiva no ambiente escolar num todo. Por fim pretendemos através de um trabalho que se ampara em pesquisa bibliográfica, analisar e discutir como tem ocorrido a afetividade na prática pedagógica entre professor e aluno, e como os professores tem utilizado as teorias de Vygotsky, Eugênio Cunha, Saltini, Piaget, Antunes, Cury, que valorizam a afetividade aliada a educação, para melhor aprendizado dos alunos. TEMA O presente tem como norte central a importância da afetividade no processo de ensino aprendizagem. A escolha deste, ancorou-se no encontro a autores que amparassem a perspectiva da influência do afeto na relação professor-aluno no âmbito da aprendizagem escolar e na aprendizagem da vida como um todo. O tema escolhido, está intimamente conectado a todo processo educativo em geral, contribui para a reflexão da importância do papel do professor em sala de aula, analisando como ele tem exercido seu papel como mediador de aprendizagem e âncora afetiva, e se também tem usado como ferramenta de ensino o processo afetivo. Tenho certeza que após a produção e leitura deste trabalho sairemos ainda mais compromissados com a missão de educar. JUSTIFICATIVA Há algum tempo o ensino tradicionalista perdeu espaço para outras propostas mais inovadoras que buscaram em outras áreas de conhecimento a melhoria na qualidade de ensino. É certo que não devemos educar os jovens de hoje como antes foram educadas outras gerações, há o ritmo frenético de uma sociedade sedenta por informações rápidas e muitas vezes superficiais. Ainda os padrões de educação, respeito e cidadania ganharam roupagem nova com as transformações que nos assolam diariamente. Enquanto os pais saem para trabalhar longas jornadas, as crianças e jovens crescem mais perto da TV e recentemente da internet. Ao querer suprir o vazio do tempo, alguns pais não souberam dizer não, o que influenciou diretamente nas salas de aula no comportamento de muitos alunos. O bom e mau comportamento refere-se àquilo que é de senso comum à maioria dos docentes e aceitáveis dentro da sociedade. As relações ficaram muitas vezes estremecidas e pais, professores e alunos aprendem a lidar a cada dia com novos desafios de violência, drogas, sexo, gravidez precoce, etc. Uma criança cercada por carinho e atenção tem mais chance de tornar-se um adolescente tranquilo, por isso nessa fase infantil é importante demonstrar afetividade no seio familiar e também na sala de aula. Porém será que ainda no ensino médio existe essa relação próxima? E se existe, será que interfere no processo ensino-aprendizagem? Buscou-se comprovar que há nas relações afetivas um parâmetro que facilite a aprendizagem para o aluno e um campo emocional melhor para o ensino por parte doprofessor. PARTICIPANTES O público alvo do referente trabalho enfocasse em todo campo educacional, comunidade escolar e em principal alunos em processo de alfabetização, onde as crianças desta faixa etária educacional necessitam sentir-se seguras e amadas. Sendo assim é importante sondar a importância da afetividade como ferramenta e como meio de melhoria da qualidade de ensino nas escolas, para que este seja usado de forma educativa, frisando que este se torna importante ao ser pensado e planejado dentro de uma proposta pedagógica, e não apenas como uma pratica sem importância. O referente, em pauta, está associado aos participantes da educação básica brasileira, sendo essa, a primeira etapa na formação das crianças e jovens do nosso país. Destaca-se que, dentro desse segmento, a temática abordada contempla a Educação Infantil onde acontece o primeiro contato de crianças de zero a cinco anos de idade com o ambiente escolar. Em seguida, o Ensino Fundamental anos inicias, que abrange crianças de 6 a 10 anos de idade, do 1° ao 5° ano. Nesse processo ocorre os conceitos iniciais para formação do indivíduo, principalmente por meio da alfabetização. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL · Analisar como a relação afetiva professor-aluno interfere no processo ensino-aprendizagem. OBJETIVO ESPECIFICO · Mostrar a influência da relação afetiva entre professor e aluno no processo de ensino aprendizagem de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental; · Promover uma reflexão do educador, em avaliar como tem sido o seu papel de mediador do conhecimento em sala de aula; · Analisar e discutir, qual é o perfil de um bom professor, e como a relação afetiva favorece o educando o processo de aprendizagem. PROBLEMATIZAÇÃO É relevante citar que a relação professor-aluno em sala de aula, acaba por influenciar diretamente no resultado de sua aprendizagem. No decorrer do curso de pedagogia, vê-se, diversos teóricos falando a respeito da aprendizagem, como por exemplo Vygotsky, o qual afirma que o aluno traz consigo uma bagagem de conhecimentos adquiridos em sua experiência de vida, e esse conhecimento Vygotsky chama de conhecimento prévio. E é a partir deste conhecimento prévio, que o professor irá ensinar novas aprendizagens aos alunos. Contudo, se não há uma relação afetiva de confiança, entre professor e o aluno, com certeza o professor não conseguirá mensurar o conhecimento prévio adquirido por esse aluno, e com isso irá comprometer a aquisição de uma aprendizagem significativa por parte do mesmo. Portanto, é extremamente necessário que se construa uma relação de afeto entre o professor e o aluno, pois essa relação é o que está intimamente ligada a aprendizagem. REFERENCIAL TEÓRICO O processo educativo requer do professor que ele exerça o papel de mediador do ensino aprendizagem ao aluno. E nessa mediação, o professor pode contar com uma ferramenta que irá facilitar esse processo, a qual conhecemos por afetividade. De acordo com Cunha (2008), o processo educativo por meio da afetividade nos mostra a importância que o professor deve ter ao procurar conhecer o seu aluno de forma particular, principalmente no que diz respeito aos estágios de desenvolvimento cognitivo do educando, para que desta forma possa utilizar-se de recursos adequados e ao mesmo tempo estimulativo, os quais facilitem de forma significativa o aprendizado do educando. Para Piaget (2005) a afetividade é um dos principais elementos da inteligência, ela pode ajudar no desenvolvimento do aluno, como também pode prejudicar pelo excesso dos pais, que ocorre por meio da superproteção. Segundo Saltini (2008) onde diz que: o professor além de conhecimentos teóricos, precisa conhecer o seu aluno, entende-lo, e demonstrar disponibilidade de mudança, quando perceber que está cometendo certos equívocos, pois o professor não é dono do saber, e se faz necessário, reconhecer quando existem falhas na sua prática pedagógica, o aluno deve ser encarado como o sujeito ativo, o qual deseja aprender de forma significativa, não sendo um mero expectador, em que só são repassados os conteúdos, sem haver uma preocupação por parte do professor. Por isso se faz tão importante entendermos de seres humanos e praticarmos uma pedagogia afetiva. Educar não é apenas transmitir conhecimento, mas sim dá oportunidade de o aluno aprender, e buscar suas próprias verdades, para que isso aconteça devemos utilizar de vários meios como: o afeto, para que através dele o aluno tenha prazer em estudar, nisso Cunha (2008, p.51) diz que: Em qualquer circunstância, o primeiro caminho para a conquista da atenção do aprendiz é o afeto. Ele é um meio facilitador para a educação. Irrompe em lugares que, muitas vezes estão fechados às possiblidades acadêmicas. Considerando o nível de dispersão, conflitos familiares e pessoais e até comportamentos agressivos na escola hoje em dia, seria difícil encontrar algum outro mecanismo de auxílio ao professor mais eficaz. Ressalva-se que, o afeto é uma importante ferramenta no auxílio do professor, o afeto desenvolvido em sala de aula gera a atenção do aluno, provocando por parte do aluno uma boa receptiva do mesmo, estimulando o aprender e ao mesmo tempo tornando-o participativo. O afeto tem o poder de derrubar muralhas emocionais, de romper bloqueios psicológicos e também de promover um bem estar mutuo, tanto no aluno, quanto no professor. Saltini (2008, p.12) diz que: Inicialmente, educar seria, então, conduzir ou criar condições para que, na interação, na adaptação da criança de zero até seis anos, fosse possível desenvolver as estruturas da inteligência necessárias ao estabelecimento de uma relação lógico-afetivo com o mundo. Saltini (2008) mostra-nos o quanto se faz necessário, estabelecermos um vínculo afetivo com o educando, precisamos aceitar o fato de que por ser uma criança, ela por si só é dotada de sentimentos, desejos, necessidade, desde físicas, a espirituais. Precisa-se conhecer este educando, saber quem é, e como é, estar disposto a ajudar, valorizando-o e fazendo-o perceber que é um ser, em constante desenvolvimento, e que poder socializar essa relação é algo prazeroso. Para que aconteça uma prática pedagógica diferenciada, é necessário a existência de estímulos que transformem o aprendizado do aluno em algo prazeroso, o exercício de uma pedagogia afetiva permite ao professor conhecer o seu aluno bem como suas particularidades. De acordo com Cunha (2008, p.67): [...] o que vai dar qualidade ou modificar a qualidade do aprendizado será o afeto. São as nossas emoções que nos ajudam a interpretar os processos químicos, elétricos, biológicos e sociais que experienciamos, e a vivência das experiências que amamos é que determinará a nossa qualidade de vida. Por esta razão, todos estão aptos a aprender quando amarem, quando desejarem, quando forem felizes. Para Cunha o desenvolver do afeto será algo determinante na vida do educando, pois o mesmo quando sentir-se amado sentirá o desejo de aprender e consequentemente o saber adquirido elevará sua autoestima e o tornará feliz. Nisso Cunha (2008, p.69) relata que: Há professores – mesmo com pouquíssimos recursos- que afetam tanto que são capazes de transformar suas aulas em dínamos de inteligências, mesmo recitando o catálogo telefônico. Pode ser um exagero usar o catálogo como metáfora, mas na verdade, em nossa memória, o que mais conservamos são as coisas que nos afetam, para o bem ou para o mal. 6.1 Afetividade A escola, assim como a família, é uma instituição de caráter essencial na formação dos indivíduos de uma comunidade. Essa organização exerce o papel de contribuir não só na aquisição de conhecimentos no campo cognitivo, mas também na construção da personalidade. Afetividade é a capacidade individual de experimentar o conjunto de fenômenos afetivos (tendências, emoções, paixões, sentimentos). A afetividade consiste na força exercida por esses fenômenos no caráter de um indivíduo. Wallon (1942) destaca ainda: Significa dizerque o bebê expressa sua insatisfação por meio do choro, que de início é sua única maneira de relacionar-se. Esse choro mobiliza a mãe e ela o interpreta de acordo com seus valores e significados culturais. A interação entre ambos será responsável pelo desencadeamento das funções cognitivas na criança (WALLON 1942, p. 37) A afetividade tem um papel determinante no processo de aprendizagem do ser humano, porque está presente em todas as áreas da vida, influenciando eminentemente o crescimento cognitivo. A afetividade potencializa o ser humano a revelar os seus sentimentos em relação a outros seres e objetos. Com o auxílio da afetividade, professores e alunos conseguem criar laços de amizade entre eles. As relações e laços criados pela afetividade não são baseados somente em sentimentos, mas também em atitudes. Um dos grandes pensadores que abordou o conceito de afetividade foi o psicólogo francês Henri Wallon (1942), que tem o seguinte pensamento: [...] contribui ao iluminar com outro foco como se dão as passagens de um momento a outro do processo de desenvolvimento: a criança passará por diferentes fases, cuja superação se dará por meio da vivência de uma ruptura, ou, nas palavras do autor, de uma crise. Nesse sentido, esse momento de ruptura é de fundamental importância e deve ser valorizado, uma vez que, tendo acumulado experiências e desenvolvido outros recursos, em determinado momento o sujeito necessita haver-se com essas coisas para garantir seu processo de individuação e autonomização (WALLON 1942, p. 40). Assim, a dimensão biológica e social era inerente, porque se complementam mutuamente. A evolução de uma criança não depende somente da capacidade intelectual garantida pelo caráter biológico, além do meio ambiente que também vai condicionar a evolução, permitindo ou impedindo que determinadas potencialidades sejam desenvolvidas. O desenvolvimento ocorre através de vários estágios, e nesses estágios, a inteligência e a afetividade vão alternando em termos de importância. No primeiro ano de vida de uma pessoa, a afetividade é predominante, pois o bebê se usa dela para se exprimir e interagir com o mundo. No entanto, a afetividade não é importante apenas nessa fase, ela determinará o tipo de relacionamento entre o professor e aluno, o que terá um grande impacto na forma como o aluno adquire novos conhecimentos. A afetividade surge nesse meio e tem uma grande importância na educação. A afetividade é algo que deve estar presente na sala de aula, mas nem sempre a sua importância é levada em consideração. O comportamento do professor serve de modelo para o aluno, certas atitudes do docente, como paciência, dedicação, carinho, amizade e companheirismo, contribuem para uma boa aprendizagem. Estudos mostram que as relações entre o professor, o conteúdo escolar e o aluno são profundamente marcados pela afetividade, podendo gerar impactos de aproximação ou distanciamento entre o aluno e o conteúdo. Estudos mostram que as relações entre o professor, o conteúdo escolar e o aluno são profundamente marcados pela afetividade, podendo gerar impactos de aproximação ou distanciamento entre o aluno e o conteúdo. Em alguma época da escolaridade de cada um, tivemos um professor autoritário, com uma aula conteudista, não havia dinâmica nem ludicidade, não havia diálogos, apenas o professor repassando conteúdo dos livros didáticos e os alunos recebendo tamanha informação sem ao menos estar inseridos em alguma realidade na vivencia de cada um, isso faz com que não se promova o desenvolvimento do pensamento crítico na criança. Todas as atividades planejadas e desenvolvidas pelo professor possuem influências na afetividade e na aprendizagem dos alunos. A maneira que o professor apresenta o conteúdo em sua sala de aula pode afetar cada aluno de uma maneira particular, repercutindo de diversas formas na sua aprendizagem. A afetividade exerce grande influência no processo ensino aprendizagem sob a ótica psicopedagógica. A Psicopedagogia se preocupa com a educação significativa, onde o professor sempre utilize de estratégias que são ligadas à afetividade para estimular o desenvolvimento intelectual e a autonomia dos alunos. A prática pedagógica deve ser baseada no diálogo entre professor e aluno, permitindo que o mesmo desenvolva aulas participativas, lúdicas e dinâmicas, a participação geral da turma, a afetividade entre alunos e professores, a imaginação e a espontaneidade. 6.2 Relação Professor X Aluno Uma relação muito importante para qualquer estudante, independentemente da sua idade ou do seu grau de formação, é aquela que se estabelece com o educador. Quando os professores e os alunos mantêm um bom relacionamento em sala de aula, a aprendizagem se torna mais eficiente e passa a existir um maior comprometimento de ambas as partes. A formação do professor deve basear-se no ensino coletivo, e ao mesmo tempo desperte o interesse, a curiosidade e a autonomia de aprender e sentir-se motivado a aprender cada vez mais. O envolvimento da teoria com a prática dentro da realidade de cada aluno torna o processo ensino-aprendizagem eficaz. Devemos entender a mediação do professor em sala como uma posição humanizadora, positiva, construtiva e potencializadora na relação educativa, o mediador com quem mantém relação tem a função de promover um relacionamento em que o aluno se sinta seguro e motivado a conhecer sua própria essência. Com isso percebe-se que o papel do professor facilitador e mediador é muito importante para o aprendizado e a vivência de cada aluno, e a cada etapa concluída o aprimoramento se torna contínuo, onde a construção de habilidades e competências se faz necessária a cada processo realizado. É interessante o professor adotar um perfil investigador, um profissional que tenha uma postura interrogativa, e que no decorrer de sua carreira questione sua própria atuação docente, se colocando no lugar no outro. A motivação é a mola propulsora no processo ensino e aprendizagem, pois quando o aluno entende o que está sendo transferido e a forma que está ocorrendo, o processo de mediação começa a ser aplicado de forma eficaz e objetiva. Para essa motivação, Rubem Alves (2004) diz que: Perguntas de criança... Há muita sabedoria pedagógica nos ditos populares. Como naquele que diz: “É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencer ela a beber a água...”. De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá água por mais que o seu dono a surre. Mas, se estiver com sede, ela, por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão. Aplicado à educação: “É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender...” (ALVES 2004, p. 12). Rubem Alves (2004) ainda diz que, “curiosidade é uma coceira nas ideias”. Isso nos diz que, quanto mais a criança é curiosa por conhecimento mais ela aprende coisas novas. A criança aprende porque tem curiosidade, fascínio e vontade de conhecer e descobrir o novo, descobrir o mundo que está ao seu redor, pois as perguntas feitas pela criança demonstram de fato o que ela tem vontade de aprender. O professor no processo de ensino e aprendizado precisa estar sensível para não “podar” este desejo próprio da criança de descobrir e conhecer. Neste contexto, Rubem Alves também evidencia a importância dos professores falarem sobre seus alunos, em reuniões escolares, em conversas informais com outros professores, compartilhar o que o aluno faz em sala de aula. Outro ponto importante é a questão do amor, sobre isso Rubem Alves (2004) diz: A dona Clotilde nos dá a lição de pedagogia: quem deseja o seio, mas não pode prová-lo realiza o seu amor poeticamente, por metonímia: carrega a pasta e come mata-fome... Ou, melhor ainda, fica querendo aprender aquilo que ela ensina. Pois o que uma professora amada ensina é um seio delicioso... (ALVES 2004, p. 35). Quando uma criança admira um professor ela busca aprender o que ele sabe porcausa da admiração e do amor que sente por ele. Quando um professor fala a seus alunos com entusiasmo e paixão, é inevitável que todos se contagiem com o desejo do saber. A amizade do professor com os alunos é um troféu conquistado, é dessa forma que se dá o aprendizado coletivo. Descobre-se que através de gestos singelos, inocentes e espontâneos o saber surge como um aliado para uma construção de conhecimento proporcionando assim a aprendizagem. E através destes gestos, ela se torna um adulto socialmente participativo e proativo na comunidade. A criança passa a inserir-se num processo de evolução, onde constrói a sua identidade, humaniza-se num processo de solidariedade, se reconhece a ordem do crescimento humano, apropria-se do mundo que a cerca. Ela se torna um ser político e social, sujeito do seu próprio desenvolvimento, com capacidade e liberdade de tomar decisões conscientes, transforma-se em uma pessoa crítica, criativa, observadora, questionadora, participativa, agindo com cooperação e reciprocidade. METODOLOGIA Determinar a metodologia de um estudo é sempre um passo muito importante. Isso porque a “Metodologia Científica é muito mais do que algumas regras de como fazer uma pesquisa. Ela auxilia a refletir e propicia um ‘novo’ olhar sobre o mundo: um olhar científico, curioso, indagador e criativo” (GOLDENBERG, 2005, p. 11). Desse modo, a pesquisa de cunho científico não se reduz a certos procedimentos metodológicos. Na realidade, ela exige criatividade, disciplina, organização e modéstia, de forma que se equilibra no confronto constante entre o possível e o impossível, entre o conhecimento e a ignorância (GOLDENBERG, 2005). Sendo assim, o método que se perpassa o projeto está baseado em uma pesquisa descritiva, onde para Cervo, Bervian e da Silva (2007, p.61), este tipo de pesquisa ocorre quando se registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos, sem manipulá-los (CERVO; BERVIAN; DA SILVA, p. 79, 2007). Segundo Barros e Lehfeld (2000, p.71) por meio de pesquisas descritivas, procura-se descobrir com que frequência um fenômeno ocorre, sua natureza, suas características, causas, relações e conexões com outros fenômenos. De acordo com Cervo, Bervian e da Silva (2007, p.62), esta modalidade de pesquisa pode assumir diversas formas, como as mencionadas, a seguir: estudos descritivos; pesquisa de opinião; pesquisa de motivação; estudo de caso. Por essas razões se faz necessário buscar e trabalhar métodos que potencializem a prática docente, por meio de pesquisas, obtenção de dados, palestras explicativas e afins. Sabemos que, o acesso de alunos portadores de deficiência está previsto nas disposições da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei 9.394/96). Onde o objetivo é garantir que essas pessoas tenham as mesmas condições de socialização e desenvolvimento de habilidades cognitivas e competências socioemocionais. CRONOGRAMA PLANEJAMENTO PERÍODO – MESES AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO X X EXECUÇÃO X AVALIAÇÃO X X X RECURSOS Utilizou-se múltiplos recursos para execução deste projeto. Podendo ser citado como recursos materiais: · Os livros das obras literárias usados na fundamentação teórica; · Notebook; · Roteiro de pesquisa impresso em 40 folhas a4; · Lápis; · Borracha. AVALIAÇÃO A avaliação deste projeto se dará por meio da promoção da reflexão a respeito do tema proposto. Pretende-se alcançar uma conscientização do professor em relação a sua postura e a valorização da afetividade como importante ferramenta no auxílio do processo de aprendizagem dos seus alunos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A afetividade está presente em todas as áreas na vida do ser humano, o que conhecemos por afetividade acaba por propiciar de forma rica subsídios para a questão do ensino aprendizagem e consequentemente para o desenvolvimento cognitivo. Sobre o que diz respeito ao âmbito educacional isso não se difere. Por meio de pesquisas para escrita deste trabalho percebe-se que cabe à escola, e principalmente ao professor um importante função social, que é a função de se comprometer a compreender o discente no âmbito da sua dimensão humana, tanto afetiva quanto intelectual, pois a criança depende da qualidade das interações com o meio social para se desenvolver integralmente. Desta forma gestores e professores formadores precisam discutir a respeito do equilíbrio da dimensão cognitiva e afetiva na relação educativa. No presente trabalho foram realizadas pequenas discussões a respeito da afetividade e como a relação entre o professor e o aluno influencia no desenvolvimento da criança. Inicialmente abordamos o conceito de afetividade, em seguida deu-se ênfase na importância da relação professor x aluno. A partir deste trabalho observou-se que se faz necessário desenvolver uma visão crítica aproximando a afetividade, visando que esta tem importância para a educação, e que contribui para o desenvolvimento da moral e da autonomia, deixando crianças felizes e estimuladas a aprender para a vida. Ressalva-se que para que isso se torne uma pratica pedagógica diária é necessário que educadores sejam afetuosos e comprometidos com a Educação Infantil, fazendo com que a afetividade permeie no entorno de suas práticas pedagógicas, pois quando a criança recebe afeto ela cresce e se desenvolve com mais segurança e determinação. Por fim, destacamos que estudos mostram que as relações entre o professor, o conteúdo escolar e o aluno são profundamente marcados pela afetividade, nessa perspectiva é importante frisar que a maneira que o educador apresenta o conteúdo em sua sala de aula pode afetar cada aluno de uma maneira particular, repercutindo de diversas formas no seu processo de aprendizagem. Dentro disso pode-se afirmar que é extremamente preciso haver uma relação que envolva sentimento, capaz de mover as ações aliadas a prática pedagógica. A criança precisa sentir prazer no ato do ensino aprendizagem para estar motivada a sempre buscar novos conhecimentos. Por meio doe tudo que aqui foi exposto, espera-se que, este trabalho contribua de forma a promover reflexões sobre o reconhecimento e importância da afetividade no processo de ensino aprendizagem, como também favorecer ao alcance de novos caminhos para a pesquisas educacionais na área da afetividade, principalmente quando se diz respeito a relação entre professor e aluno. REFERÊNCIAS AFETIVIDADE. Significados, 2013. Disponível em: Acesso em 19 de setembro de 2024. ALVES, Rubem. O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender. Campinas, Editora: Educar, 2004. ARGENTO, Heloisa. CONSTRUTIVISMO. Disponível em: Acesso em 19 de setembro 2024. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, Formação Pessoal e Social, Vol. 1, Brasília, 1998 a. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. 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