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SÍFILIS 
Adriano Augusto Bornachi de Souza
Graciele Jorge Candian Pereira
Lucas Carvalho Lopes
Pedro Henrique Feres Reis
Thales de Souza Ferreira
Introdução
A sífilis é uma doença infecto-contagiosa transmitida por via sexual (sífilis adquirida) e verticalmente durante a gestação (sífilis congênita). Caracteriza-se por períodos de atividade e latência; e pela evolução para complicações graves em parte dos pacientes que não trataram ou que foram tratados inadequadamente. O Treponema pallidum, agente etiológico, nunca foi cultivado, apesar de descrito há mais de 100 anos e combatido desde 1943 pela penicilina, sendo um problema de saúde importante em países desenvolvidos ou subdesenvolvidos.
(AVELLEIRA e BOTTINO, 2006).
Epidemiologia
Fundamentos teóricos
No Brasil, a prevalência estimada de infecção pela sífilis em gestantes é de é de 1,6%, o que significa que 12 mil nascem com sífilis congênita a cada ano, com taxa de transmissão vertical em torno de 25%. 
(RAMOS, FIGUEIREDO e SUCCI, 2014; MAGALHÃES et al, 2013)
Epidemiologia
Fundamentos teóricos
Taxas de infecção: 70 a 100% nas fases primária e secundária, e 30% nas fases latente e terciária. 
(COSTA et al., 2013)
Fatores associados à ocorrência de sífilis são: o baixo nível de escolaridade, as condições socioeconômicas piores, a cor, a idade e os antecedentes de risco obstétrico.
Epidemiologia
Fundamentos teóricos
Diversos estudos têm mostrado que a incidência de sífilis tem aumentado ao longo dos últimos anos. 
A frequência das gestantes ao pré-natal tem aumentado ao longo dos anos.
Epidemiologia
Fundamentos teóricos
Diante de tais dados, pode-se inferir que a problemática da sífilis congênita está intimamente relacionada ao acesso e à baixa qualidade do pré-natal. É preocupante o número de mulheres que ainda não têm acesso à assistência pré-natal.
(COSTA et al., 2013)
Transmissão
Fundamentos teóricos
1. 
Vertical e sexual
2.
Hematogênica
3.
Saliva
4.
Contato direto com lesões
Acredita-se que o Treponema pallidum não invade pele intacta. Entretanto, invade mucosas intactas.
 (CAMPOS, SILVEIRA e JORGE, 1997; AVELLEIRA E BOTTINO, 2006; ISRAEL et al., 2008; MAGALHÃES et al., 2013)
A sífilis congênita ocorre quando a mãe infectada transmite a doença para o bebê através da placenta, podendo esta infecção ser transmitida para o feto em qualquer estágio da doença materna.
 (LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006; PIRES et al., 2014)
Fundamentos teóricos
Transmissão
Fundamentos teóricos
Manifestações gerais
A sífilis evolui em quatro estágios, conhecidos como sífilis primária, secundária, latente e terciária.
 (FICARRA e CARLOS, 2009)
 Pela multiplicidade de manifestações que comprometem distintas partes do organismo, o diagnóstico da sífilis adquire caráter multiprofissional, necessitando de cirurgiões-dentistas, dermatologistas, infectologistas, neurologistas e outros.
 (GARDIOLI et al., 2012)
 A fase primária de infecção é conhecida como cancro da sífilis, que ocorre no local inicial da infecção. Ele começa como uma pápula e pode evoluir para úlcera indolor não purulenta e endurecida. O tamanho varia de 0,3-3 cm, e as fronteiras parecem demarcadas. A maioria dos cancros extragenitais ocorrem na boca, embora eles possam ser observados em qualquer parte do corpo. 
(FICARRA e CARLOS, 2009)
Manifestações gerais: fase primária
Manifestações gerais: fase primária
 Quanto à sífilis secundária, suas manifestações constitucionais e mucocutânea são: Febre, mal-estar, perda de peso, erupção cutânea (simétrica e generalizada), alopecia, condiloma lata nas áreas de contato de pele, linfadenopatia, envolvimento bucal com múltiplas placas mucosas cobertas por pseudomembranas brancas e cercado por eritema. 
(FICARRA e CARLOS, 2009)
Manifestações gerais: sífilis secundária
Manifestações gerais: sífilis secundária
 Após a fase secundária, existe um período de latência durante o qual o paciente não apresenta qualquer sinal ou sintoma clínico de infecção inclusive na cavidade bucal. Porém em diagnóstico laboratorial a sífilis pode ser apontada.
 (LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006; ISRAEL et al., 2008; FICARRA e CARLOS, 2009)
Manifestações gerais:latência
 A sífilis tardia ou terciária desenvolve-se em um terço dos pacientes não tratados. É também chamada de sífilis gomatosa, por terem gomas envolvendo a pele, sistema nervoso central, o fígado, o baço e os ossos.
 (FICARRA e CARLOS, 2009)
Manifestações gerais: Fase terciária ou tardia
Manifestações gerais: Fase terciária ou tardia
Sífilis congênita
A sífilis congênita se trata da sífilis transmitida verticalmente da mãe para o bebê durante a gestação.
 (PIRES et al., 2014)
Sífilis congênita
Suas características sistêmicas e orofaciais podem ser divididas em precoce e tardia.
(LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006; PIRES et al., 2014)
Precoce
Manifestação de erupção cutânea, periostite
Tardia
Tríade de Hutchinson 
Ceratite intersticial da córnea
Perda auditiva 
Anomalias dentárias 
(NORONHA et al., 2006; MAGALHÃES et al., 2011; COSTA et al., 2013; DOMINGUES et al., 2013; PIRES et al., 2014)
Sífilis congênita
Precoce
Hepatoesplenomegalia, linfoadenopatia, osteocondite, anemia e lesões cutaneomucosas.
Tardia
Lesões irreversíveis. As mais comuns são ceratite, surdez e retardo mental.
Sífilis congênita
Manifestações bucais
Embora as manifestações bucais da sífilis tenham maior probabilidade de serem observadas durante a fase secundária da doença, todos os estágios podem dar origem a lesões bucais .
(LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006)
Manifestações bucais: sífilis primária
 Diagnóstico diferencial
 Rápida cura da lesão primária
Manifestações bucais: sífilis secundária
 Regressão de 3 a 12 semanas
Manifestações bucais: sífilis terciária
 A leucoplasia sifilítica é uma mancha branca homogênea que afeta grandes áreas do dorso da língua. Uma associação entre a sífilis terciária e o carcinoma epidermóide oral, tem sido sugerido por muitos anos, porém sem apresentar dados significativos em experimentos realizados. 
(LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006)
Um desses experimentos (citado por ISRAEL et al., 2008), levou a conclusão de que o estimulador do carcinoma não é a própria doença, mas sim os agentes carcinogênicos usados no tratamento, como o arsênico e metais pesados. 
Potencialmente, a osteomielite sifilítica decorrente da invasão pela goma pode dar origem a uma neuropatia trigeminal.
 (LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006)
Manifestações bucais: sífilis congênita
As anomalias dentárias de sífilis congênita só surgem nos dentes em que a calcificação ocorre durante o primeiro ano da vida, ou seja, os incisivos permanentes e primeiros molares .
(LEÃO, GUEIROS e PORTER, 2006; PIRES et al., 2014)
Incisivos superiores em forma de “chave de fenda”.
Em alguns, pode haver entalhamento da borda incisiva e em outros uma depressão na superfície labial.
O primeiro molar é reduzido ao tamanho da segundo molar adjacente. 
A convexidade mesiodistal normal da coroa pode ser reduzida.
Hipoplasia do esmalte pode ocorrer. 
Os primeiros molares afetados se apresentam com projeções bulbosas na superfície do dente e estreitamento do terço oclusal, sendo chamados de molares de amora.
Manifestações bucais: sífilis congênita
Diagnóstico 
O diagnóstico é dado principalmente por método laboratorial.
O diagnóstico laboratorial da sífilis e a escolha dos exames laboratoriais mais adequados deverão considerar a fase evolutiva da doença. 
Diagnóstico 
Na sífilis primária e em algumas lesões da fase secundária, o diagnóstico poderá ser direto, isto é, feito pela demonstração do treponema.
A utilização da sorologia poderá ser feita a partir da segunda ou terceira semana após o aparecimento do cancro, quando os anticorpos começam a ser detectados
Diagnóstico 
Exame altamente específico e com sensibilidade maior que 90%;
Praticamente elimina a possibilidade de erros de interpretação.
Provas diretasExame em campo escuro
Exame direto da linfa da lesão;
Método de Fontana-Tribondeau:
 Linfa + esfregaço na lâmina com adição da prata;
Pesquisa direta com material corado
Método de Levaditi:
 usa a prata em cortes histológicos
Método de Burri:
 utiliza a tinta nanquim;
Microscópio + luz indireta:
 
Evidencia T. Pallidum vivo e móvel
Imunoflourescência direta
Provas Sorológicas:
Treponêmicos : 
Usados para confirmar diagnóstico. 
Detectam uma interação entre imunoglobulinas séricas e antígenos de superfície de Treponema pallidum.
Teste com anticorpo treponêmico fluorescente (FTA-ABS);
TPHA e MHA-TP: são testes de hemoaglutinação; 
PCR: Detecta-se o DNA do T. pallidum com uso de primers.
Diagnóstico 
Provas Sorológicas:
B) Não treponêmicos : Rastreio e terapia de monitoramento
VDRL: Utiliza um antígeno constituído de lecitina para detecção do DNA do T. Pallidum
Diagnóstico 
Diagnóstico 
Exame Do Líquor:
Indicação: pacientes que tenham o diagnóstico sorológico de sífilis recente ou tardia com sintomas neurais;
Baixa sensibilidade e alta especificidade;
Evidencia aumento de celularidade e proteínas no LCR.
Diagnóstico 
Exame Radiográfico:
Nos casos suspeitos de sífilis congênita, a radiografia dos ossos longos pode oferecer auxílio diagnóstico
Alterações características: Osteocondrite, periostite e a osteomielite. 
Podem ser as únicas alterações no recém-nato
Diagnóstico em sífilis congênita 
Provas diretas com o achado do T. pallidum nas lesões, líquidos corporais ou tecidos;
Testes sorológicos do sangue do cordão umbilical e sangue periférico do recém-nato;
Na ausência de lesões deve-se considerar que anticorpos maternos podem passar ao feto sem infecção, e, nesse caso, é necessário realizar sorologia quantitativa periódica;
A molécula de IgM não ultrapassa a barreira placentária, sendo diagnóstica quando positiva. 
Tratamento
Disponível em: Data de acesso: 05/12/14
Penicilina
Antigo
Atual
Mercúrio, arsênico, bismuto e iodetos 
Salvarsan ou arsefamina
Tratamento: dosagens
Sífilis primária
Sífilis secundária
Sífilis congênita
Sífilis Latente e Sífilis Terciária
Neurossífilis
Reação de Jarisch-Herxhemeir
Alérgicos a penicilina
Tetraciclina
Doxiciclina
Outras Drogas
Ceftriaxona
Azitromicina
Tratamento
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