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3. QUESTÕES COMENTADAS Questões sobre motivação 1. (FCC/TRT24/AJAA/2017) Uma das classificações feitas pela literatura para distinguir as diversas teorias sobre a motivação no ambiente organizacional, corresponde às Teorias de Conteúdo, que procuram explicar a) precipuamente o grau de correlação entre as recompensas oferecidas e a motivação para a sua consecução. b) os processos cognitivos do indivíduo, que influenciam seu comportamento e geram motivação. c) apenas os elementos objetivos que compõem a motivação, como salários e benefícios. d) os componentes da motivação comuns aos diferentes grupos sociais, e não os fatores individuais. e) quais fatores motivam as pessoas, dentro do indivíduo ou do ambiente que o envolve. Comentário: Teorias de conteúdo são aquelas que buscam apresentar quais os fatores que motivam as pessoas (letra E). O outro grupo teórico (não mencionado pela questão) é o das teorias de processos, que apresentam como funciona a motivação, quais os processos cognitivos associados. GABARITO: E. 2. (FCC/TRTll/AJ - Psicologia/2017) A Teoria X, primeira a ser formulada por McGregor para falar sobre motivação, apoiava-se em três princípios básicos: o homem tem aversão ao trabalho; precisa ser controlado e punido para que se esforce e cumpra os objetivos organizacionais; e evita a responsabilidade, pois está interessado apenas a) em contribuir significativamente com seu trabalho para a sociedade. b) na autorealização e satisfação total em seu trabalho. c) na sua segurança pessoal e financeira. d) desenvolvimento de todo o seu potencial intelectual no ambiente de trabalho. e) reconhecido como um membro efetivo do grupo de trabalho na empresa. Comentário: Para a teoria X, o ser humano não gosta de trabalhar, precisa ser punido e coagido, só quer saber de sua própria segurança pessoal e financeira. A questão vai direto ao ponto na alternativa C. As demais ficam "viajando" sem nenhuma relação com o conteúdo. GABARITO: C. 3. (FCC/TRE-SP/AJAA/2017) A motivação é um tema de suma importância na gestão organizacional e, nesse sentido, diversas teorias buscam explicá-la. Entre as teorias denominadas de conteúdo, uma das mais representativas é a Teoria das Necessidades Adquiridas, desenvolvida por David Mcclelland, segundo a qual a) os fatores extrínsecos que geram a motivação não são passíveis de controle, podendo, contudo, ser transformados em recompensas. b) um dos motivos que orientam a dinâmica do comportamento é o desejo de relacionamentos interpessoais amigáveis, denominado afiliação. c) o que determina a motivação é a correlação estabelecida entre a tarefa e a recompensa para a sua realização, denominada valência. d) existem necessidades individuais cuja busca pela satisfação se sucede, hierarquicamente, sendo esse o cerne do processo motivacional. e) a busca de realização, representada pela luta pelo sucesso, é um fator secundário na dinâmica da motivação, denominado expectância. Comentário: A Teoria de McClelland é aquela que fala em necessidades adquiridas que mudam ao longo do tempo e que servem de base para o comportamento do indivíduo, incluindo: - Need For Achievement (NAch): busca de realização de metas. - Need for affiliation (NAff): necessidade de afiliação a grupos, com base no bom relacionamento social. - Need for Power (nPow): necessidade de poder, ou seja, de ter influência sobre o comportamento de outras pessoas. A única alternativa que possui relação com o conteúdo é a letra B. GABARITO: B. 4. (FCC/TRT11/AJ - Oficial de Justiça/2017) Entre as diversas teorias que buscam explicar a dinâmica da motivação, algumas são classificadas como de conteúdo, sendo mais estáticas e descritivas, procurando explicar o que motiva o indivíduo. De outro lado, aquelas classificadas como teorias de processo procuram explicar como se dá o processo de motivação, tal como a Teoria a) No Reforço, de Skiner, segundo a qual o reforço negativo é representado pela remoção de um evento punitivo. b) Bifatorial, de Herzberg, segundo a qual existem fat ores individuais e ambientais que impulsionam a motivação. c) X e Y, de McGregor, que preconiza a prevalência de características inatas no desencadeamento do processo motivacional. d) ERC, de Clayton Alderfer, de acordo com a qual a recompensa financeira é o fator de maior peso para desencadear a motivação, porém não prevalente na sua manutenção. e) das Necessidades Adquiridas, de David McClelland, que apresenta uma pirâmide das necessidades que geram motivação, na base da qual estão as ligadas à sobrevivência. Comentário: Não precisava ter memorizado as teorias de cada grupo para conseguir responder essa questão: bastava lembrar que as teorias de processo são aquelas que explicam como funciona a motivação (e, lógico, saber qual a essência de cada uma das teorias mencionadas). Assim, se chegaria facilmente à alternativa A como resposta. De qualquer modo, não custa nada relembrar as teorias de motivação associada s a cada grupo: 5. (FCC/AL-MS/Analista de RH/2016) Entre as várias teorias desenvolvidas e apontadas na literatura acerca da motivação, pode-se citar a Teoria da Expectativa (ou expectância), desenvolvida pelo psicólogo Victor Vroom. Os três principais fatores apontados na referida Teoria são: valência, instrumentalidade e expectativa, sendo que o primeiro fator corresponde a) à relação desempenho-resultado, ou seja, o grau em que o indivíduo acredita que determinado GABARITO: A. nível de desempenho levará ao resultado almejado. b) ao grau de esforço dispendido pelo indivíduo para obtenção de determinado resultado, que varia de acordo com a escala de expectativas individuais. c) à tensão existente entre a inércia e o início do processo para obtenção do resultado, e que leva ao início do ciclo motivacional. d) ao valor atribuído ao resultado (recompensa), consistindo em uma medida de atração que um resultado exerce sobre o indivíduo. e) à quantidade ou grau da recompensa necessária para induzir determinado comportamento em um indivíduo. Comentário: Na teoria de Vroom, a expectativa é a relação entre esforço e desempenho, a instrumentalidade é a relação entre o desempenho e as recompensas que a organização oferecerá, e a valência é a relação entre as recompensas oferecidas e as metas pessoais dos indivíduos. Sabendo disso, percebe-se que a valência é o valor pessoal atribuído pelo indivíduo às recompensas, conforme apresentado pela alterativa D. GABARITO: D. 6. (FCC/Prefeitura de Teresina - PI/Administrador/2016) O chefe de uma repartição pública está preocupado com o comportamento dos servidores em situação de trabalho, de como eles se sentem em relação à organização e ao cargo ocupado, tal receio remete à "teoria dos dois fatores", formulada por Herzberg. De acordo com esta teoria, NÃO é considerado um fator higiênico: a) Salário. b) Condições de trabalho. c) Responsabilidade. d) Benefícios e serviços sociais. e) Relações com o supervisor. Comentário: Não há muito o que comentar sobre essa questão. Foi uma pegadinha para quem acha que salário é um fator motivador, quando na verdade é um fator higiênico. Assim, todas as alternativas apresentam fatores higiênicos, exceto a letra C, que apresenta um típico fator motivacional. GABARITO: C. 7. (FCC/PGE-MT/Analista - Administrador/2016) Uma das classificações das teorias sobre motivação divide as abordagens em "de conteúdo" e "de processo".Nesse cenário, a Teoria Bifatorial, preconizada por Herzberg, caracteriza-se como a) de conteúdo, estática e prescritiva das ações a serem adotadas para induzir a motivação nos indivíduos. b) de processo, abordando a forma como se desencadeia a motivação, sem indicar os fatores motivacionais propriamente ditos. instáveis. c) mista, com elementos descritivos e prescritivos sendo aplicada em ambientes instáveis. d) de conteúdo, apontando fatores que causam insatisfação, chamados higiênicos, e os que produzem sentimentos positivos, de motivação. e) indicando as ações capazes de induzir a motivação nos indivíduos. Comentário: A Teoria dos Dois Fatores (ou bifatorial) de Herzberg aponta quais os fatores que causam insatisfação (ligados ao ambiente, também chamados de higiênicos ou profiláticos) e as teorias que causam a satisfação (permitindo a motivação, estando ligados ao conteúdo do cargo em si). Claramente, trata-se de uma teoria que aponta o conteúdo que motiva as pessoas! GABARITO: D. 8. (FCC/TRF3/AJAA/2016) Considere que, em uma abordagem acerca da motivação verificada em determinado ambiente de trabalho, um dos aspectos considerados sejam os denominados fatores de higiene. Referida abordagem diz respeito à Teoria a) bifat orial, prec oniz ada por Herz berg, na qual tais fator es são insati sfac ente s, ou seja, previ nem a insati sfaç ão. b) X e Y, de Mac greg or, que sust enta a conc epçã o nega tiva da natur eza hum ana, segu ndo a qual o hom em preci sa ser força do a traba lhar. c) da Hier arqui a das Nece ssida des Hum anas , criad a por Masl ow, que aloc a tais fator es no topo da pirâ mide . d) ERC, defendida por Clayton Alderfer, fundada no reforço positivo e negativo dos comportamentos padrão. e) das Nece ssida des Adqu irida s, defe ndid a por Mccl ellan d, na qual o princ ipal fator a ser consi dera do é a reco mpe nsa envo lvida em deter mina da ação . Comentário: Os fatores higiênicos, típicos da teoria de motivação dos dois fatores, de Herzberg (ou Teoria Bifatorial), são aqueles que podem evitar a insatisfação (se presentes) ou criar insatisfação (se ausentes), se relacionando com o contexto do trabalho. GABARITO: A. 9. (FCC/TRE-PB/AJAA/2015) A palavra motivação refere-se ao impulso que leva à ação, seja ele interno ou externo. Nesse sentido, em um ambiente de trabalho, pode-se identificar a motivação intrínseca dos colaboradores, bem como a motivação extrínseca, sendo esta última gerada, na maioria dos casos, por processos de: a) identificação das necessidades individuais e do grupo. b) interação e reconhecimento. c) reforço e punição. d) avaliação e capacitação. e) neutralização de comportamentos adversos. Comentário: A motivação é considerada, nos dias de hoje, como um fenômeno intrínseco ao indivíduo. Apesar disso, também se discute a existência da chamada "motivação extrínseca", que viria dos reforços e punições oferecidos como combustível para que o funcionário se motive ou desmotive para determinado comportamento, o que é bem explicado pela Teoria do Reforço, de Skinner. GABARITO: C. 10. (FCC/TER-AP/TJAA/2015) Herzberg e seus associados desenvolveram um modelo de motivação baseado em fatores motivacionais e de a) expectativa. b) autorrealização. c) manutenção. d) valência. e) reforço intermitente. Comentário: A Teoria dos Dois Fatores, de Herzberg, é baseada em dois fatores: fatores motivacionais (relacionados com a motivação para o trabalho), e os fatores higiênicos/ extrínsecos/ profiláticos/de manutenção (relacionados com a insatisfação ou não com o ambiente de trabalho). GABARITO: C. 11. (FCC/TRE-AP/AJAA/2015) As cinco necessidades básicas de Maslow foram substituídas por Alderfer em sua teoria da motivação, por três necessidades a saber: necessidades de existência, relacionamento e a) credibilidade. b) confiança. c) consciência do eu. d) consciência do outro. e) reforço intermitente. Comentário: As três necessidades da teoria de Alderfer são: existência, relacionamento e crescimento. As necessidades de existência englobam as necessidades fisiológicas e de segurança de Maslow. As de relacionamento envolvem as necessidades sociais e os componentes externos das necessidades de estima. As de crescimento, por sua vez, incluem os componentes internos das necessidades de estima e as necessidades de autorrealização. GABARITO: E. 12. (FCC/TRE-AP/AJAA/2015) Considere a seguinte afirmação acerca da motivação no trabalho: "O homem médio não gosta do trabalho e o evita". Tal preceito a) não encontra suporte em nenhuma das teorias motivacionais, pois a premissa de todas é de que o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural. b) é a base das chamadas teorias de processo, que buscam explicar como os processos cognitivos se sobrepõem ao comportamento instintivo do ser humano. c) é uma das pressuposições da Teoria X de MacGregor, que, ao contrário da Teoria Y, traduz a concepção negativa da natureza humana. d) está presente na Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, de Maslow, que preconiza que o único fator motivacional autêntico é a satisfação das necessidades básicas (fisiológicas e de segurança). e) foi consolidada com o advento da Teoria ERC, de Clayton Alderfer, de acordo com a qual a motivação é movida majoritariamente pelo medo e, apenas em pequena escala, pela busca de realização. Comentário: A teoria que afirma que as pessoas não gostam de trabalhar é a Teoria X de McGregor. O mesmo autor possui outra teoria antagônica que afirma exatamente o oposto: que o ser humano gosta de trabalhar e que exercer sua atividade profissional é algo normal como a própria diversão. Essa outra teoria, do mesmo autor, é a Teoria Y. Essa explicação está bem colocada na alternativa C. GABARITO: C. 13. (FCC/CNMP/Técnico do CNMP - Administração/2015) O líder que adota a Teoria da Fixação de Metas proporciona recursos importantes para melhorar a motivação e o desempenho dos funcionários. Sobre o assunto é correto afirmar: a) O grau de dificuldade e a especificidade da meta são itens estruturais da teoria. b) A administração por objetivos (APO) é uma maneira eficaz de reduzir a burocracia associada à fixação de metas entre o subordinado e o superior hierárquico. c) As melhores metas têm uma expectativa de desempenho que a quase totalidade dos funcionários não consegue atingir. d) Segundo a teoria da fixação de metas, a maioria das metas advém de decisões impensadas. Comentário: A Teoria do Estabelecimento de Objetivos, de Locke, aqui apresentada com o nome de "Teoria de Fixação de Metas", estabelece que a especificidade e a dificuldade dos objetivos (desde que tidos como atingíveis) contribuem diretamente para a motivação e desempenho do funcionário, assim como afirmado na alternativa A, que está correta. Nas demais alternativas o candidato teria que realizar interpretação da questão frente à teoria existente. Vejamos: b) Errada. Com base nessa teoria é preciso que haja reuniões para a fixação das metas, formalização e acompanhamento. Assim, é possível dizer que a burocracia aumenta! c) Errada. Apesar do desempenho subir junto com a motivação, não há nenhuma colocação específica sobre "proporcionalidade"entre as duas coisas. É possível que o aumento de uma motivação que já estava boa não gere melhoria no desempenho, no final das contas. d) Errada. Ao contrário, as melhores metas são aquelas que, apesar de difíceis, geram uma expectativa de que são possíveis de serem realizadas. e) Errada. Ao contrário, as metas são claramente definidas de modo estruturado entre chefia e subordinados. GABARITO: A.