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Ministrante: Profa. Dra. Sâmya D. L. de Freitas Substituição Nucleofílica em C saturado Substituição Nucleofílica em carbono saturado Reação clássica: NuNu + R X X R + Nucleophile Alkyl halide (substrate) Product Halide ion As reações de Substituição nucleofílica estão entre as reações mais versáteis utilizadas em Química Orgânica Nucleófilo Haleto de alquila (substrato) Produto Íon haleto Substituição Nucleofílica num átomo de carbono saturado Exemplos: HO CH3 Cl CH3 OH+ + Cl CH3O CH3CH2 Br CH3CH2 OCH3+ + Br I CH3CH2CH2 Cl CH3CH2CH2 I+ + Cl A investigação da cinética mostrou que existem dois mecanismos: (a) Vel = K [RHal] [Nu] (b) Vel = K [RHal] Cinética da Substituição Nucleofílica • Os químicos classificam as reações em rápidas ou lentas. • A Vel. com que um Reag. se converte em Prod. é denominada de velocidade da reação e pode ser medida. • As Velocidades são uma ferramenta útil no estabelecimento dos mecanismos de reação. • Quando se mede a relação entre Vel. e [Reag.] , estamos medindo a cinética da reação química. Relação cinética X Mecanismo 1) Hidrólise de haleto primário o Etapa lenta: estado de transição o Lei da velocidade: Vel = K [RHal] [Nu] (SN2) Estado de transição Participam substrato nucleófilo Mecanismo da Reação SN2 180o Estado de transição Estado de Transição: estado de alta energia da reação. Instável de existência breve (10-12 s); Ligações são parcialmente formadas e quebradas; Clorometano e hidróxido envolvidos no estado de transição. A reação é de segunda ordem e bimolecular. O ataque do Nu- por trás (anti) ao grupo abandonador resulta em uma inversão de configuração Mecanismo SN2 Inversão de configuração Velocidade e DG# : SN2 Reação com DG‡ acima de 84 kJ mol-1 precisa de aquecimento para proceder em velocidade razoável; DG‡ = 103 kJ mol-1 : aquecimento requerido. Energia livre de ativação Relação cinética x Mecanismo 2) Hidrólise de haleto terciário Etapa lenta: formação do intermediário (participa apenas o substrato). A velocidade independe do nucleófilo. O haleto de alquila sofre ionização lenta na etapa determinante. Lei da velocidade: Vel = K [RHal] ( SN1) / unimolecular Carbocátion (plano e mais estável): o ataque do nucleófilo pode ser de qualquer um dos lados. Efeito do Solvente Solventes polares e próticos (H2O, MeOH, EtOH, etc) favorecem muito uma reação que se processa pelo mecanismo SN1. Me3CBr é 3x104 mais reativo para substituir Br por OH em EtOH aquoso 50% que somente em etanol. Água tem maior capacidade de solvatar íons que etanol. (alta constante dielétrica e ionizante) Efeito do Solvente Para o mecanismo SN2, um aumento da polaridade do solvente interfere na velocidade de modo diferente. Solvente polar aprótico: aumenta a velocidade da reação SN2, porque solvata os cátions, mas não os ânions aumentando a energia do estado fundamental dos nucleófilos, o que leva a uma diminuição do valor de DG# e a um aumento da velocidade. Efeito do Solvente C O H N CH3 CH3 S O H3C CH3 CH3C O N CH3 CH3 P O (H3C)2N N(CH3)2 N(CH3)2 N,N-Dimetilformamida Dimetilsulfóxido Dimetilacetamida (DMF) (DMSO) (DMA) (HMPA) Hexametilfosforamida Solventes polares e apróticos: Efeito do Solvente – SN2 . Solventes: Os solventes próticos solvatam o nucleófilo, diminuindo a energia do estado fundamental e, consequentemente, elevam o valor de DG# , o que diminui a velocidade da reação SN2. . Ordem de reatividade relativa dos solventes MeOH H2O DMSO- DMF MeCN HMPA. 1 7 1300 2800 5.000 200.000 X - H OR H OR HRO H OR Ânion solvatado (nucleofilicidade reduzida devido ao aumento da estabilidade do estado fundamental) MECANISMO SN2 X ESTRUTURA Um substituinte volumoso no haleto de alquila reduz a sua reatividade: impedimento estérico O impedimento estérico aumenta quando o carbono ligado ao haleto torna-se mais substituído impedindo o ataque pelo nucleófilo. Diagramas das coordenadas de reação para (a) a reação SN2 do brometo de metila (b) uma reação SN2 de um brometo de alquila estericamente impedido. MECANISMO SN2 X ESTRUTURA Substrato: o impedimento estérico eleva a energia do estado de transição, aumentando o DG# e diminuindo a velocidade da reação. Como resultado, as reações SN2 ocorrem com maior frequência em substratos metílicos e primários. Estrutura do Substrato MECANISMO SN1 X ESTRUTURA MECANISMO SN1 X ESTRUTURA Efeito da estrutura Reação SN1 Cloreto de t-butila com íon OH- : A Velocidade independe [OH-] A Velocidade depende [(CH3)CCl] A reação SN1 é de primeira ordem e unimolecular. Mecanismo da Reação SN1 A primeira etapa determina a velocidade: Formação de um produto iônico instável; A H2O ajuda a estabilizar o produto iônico Etapa 1: Etapa 2: Etapa 3: Etapa 1: