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Colinas do Tocantins 
2024 
 
 
 
 
ILDENE ROCHA DE LIMA SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR 
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM 
ENFERMAGEM II: SAÚDE COLETIVA 
 
Colinas do Tocantins 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM 
ENFERMAGEM II: SAUDE COLETIVA 
 
Relatório de Estágio em Enfermagem apresentado como 
requisito parcial para a integralização curricular. 
 
Orientadora: Profa. Francielly Imazu Gomes 
 
ILDENE ROCHA DE LIMA SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 
2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA .......................... 5 
2.1 – Apresentação e contextualização das ações gerenciais do enfermeiro de 
unidade ........................................................................................................................... 5 
2.2 – Apresentação e contextualização das ações gerenciais do enfermeiro de 
unidade ........................................................................................................................... 8 
2.3 – Experiências pessoais .......................................................................................... 9 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 11 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 12 
ANEXOS ....................................................................................................................... 13 
ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio .......................................... 13 
 
 
 
 
 
 3 
1 INTRODUÇÃO 
O estágio supervisionado em enfermagem em saúde coletiva teve como 
objetivo preparar o acadêmico para o ingresso na sua área de formação, com a 
realização de atividades na Unidade de Saúde da Família Jamilão Sampaio, 
propiciando vivência profissional, com o propósito de aplicar conceitos e 
conhecimentos básicos ministrados no decorrer do curso; promover o exercício do 
conhecimento e das habilidades adquiridas na área de atuação de enfermagem; 
propiciar o relacionamento com profissionais da área, para adquirir e assimilar 
experiências; desenvolver o conhecimento e a criatividade com vista ao crescimento 
profissional. 
Desse modo, pode-se compreender que a enfermagem em saúde coletiva é de 
grande importância para o desenvolvimento do trabalho do profissional de 
enfermagem, pois permite uma visão ampliada da importância da interseção entre 
Enfermagem e Saúde Coletiva para a produção do cuidado no SUS. Com o 
conhecimento em Saúde Coletiva, o enfermeiro pode compreender as condições de 
saúde da população em que está inserido, analisar os determinantes sociais, culturais 
e econômicos que interferem na saúde, identificar as necessidades de saúde e 
elaborar estratégias para a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação dos 
problemas de saúde da população. 
Além disso, a Saúde Coletiva oferece embasamento teórico e metodológico 
para o desenvolvimento de pesquisas em saúde, para a implementação de políticas 
públicas e programas de saúde, e para a gestão em saúde. Sendo assim, a Saúde 
Coletiva é fundamental para que o enfermeiro possa atuar de forma mais efetiva e 
transformadora, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população e 
para a construção de uma sociedade mais justa e saudável. 
Nesse sentido, faz compreender que o estágio é uma estratégia de 
profissionalização para aperfeiçoar a formação acadêmica, que complementa o 
processo de aprendizagem, preparando o aluno para o mercado de trabalho. O 
estágio supervisionado em enfermagem saúde coletiva é uma etapa de grande 
importância para a formação do acadêmico, pois faz com que o acadêmico relacione 
o conteúdo teórico obtido em aula com a prática da profissão de enfermagem. 
O principal objetivo do estágio foi compreender que a saúde coletiva é um 
campo de estudo e prática que se preocupa com a saúde da população como um 
 4 
todo, e não apenas de indivíduos isolados. Ela busca entender e promover a saúde 
de forma ampla, considerando fatores sociais, econômicos e culturais, e está ligada à 
prevenção de doenças e na promoção da qualidade de vida. A saúde coletiva envolve 
a realização de pesquisas, o desenvolvimento de políticas públicas, a implementação 
de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, e a gestão de sistemas de 
saúde. Seu objetivo é melhorar a saúde da população como um todo, reduzindo as 
desigualdades e promovendo o bem-estar das pessoas. 
Desse modo, para melhor compreender sobre a saúde coletiva, foi organizado 
grupos para realizar o estágio supervisionado, onde o mesmo foi realizado na Unidade 
de Saúde da Família Jamilão Sampaio, contemplou uma carga horária de 400 horas. 
Onde a Unidade de Saúde atende pacientes de Colinas do Tocantins. A Unidade 
Básica de Saúde (UBS) Jamilão presta serviços na Atenção Primária a Saúde, onde 
atuam as equipes de Saúde da Família desenvolvendo ações de saúde no âmbito 
individual e coletivo, que abrangem a promoção e a prevenção da saúde, o 
diagnóstico, o tratamento e a reabilitação, com objetivo de desenvolver uma atenção 
integral. A atenção primária é o contato preferencial dos cidadãos com o SUS, sendo 
a principal porta de entrada do sistema de saúde. 
Estruturalmente a UBS conta com equipes de Saúde da Família (eSF) 
compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários 
de saúde e por equipes de saúde bucal, composta por odontólogo e técnico em saúde 
bucal. O estágio ocorreu no período de 09/10/2023 à 16/01/2024, de segunda-feira à 
sexta-feira, das 07:00 às 13:00 horas. Foi orientado e acompanhado pela enfermeira 
supervisora de campo: Alinne Camargos da Silva, e pela preceptora de estágio: Maria 
Emídia Lopes de Souza. 
 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps
 5 
2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA 
2.1 Apresentação e contextualização das ações gerenciais do enfermeiro da 
unidade 
Sabe-se que em sua atuação cotidiana na atenção básica, dois processos 
estão inerentes ao exercício profissional do enfermeiro: o processo de cuidar e o 
processo de administrar. Estes são os principais instrumentos para a organização do 
cuidado dos quais o enfermeiro dispõe. Desse modo, compreende que o papel do 
enfermeiro gestor na Unidade Básica de Saúde é de suma importância, pois é ele que 
notifica ao Diretor a falta de materiais e as condições para realização dos 
procedimentos. Além disso, ele tem a função de intermediar ações intersetoriais, 
abordando fatores sociais e econômicos relacionados às iniquidades em saúde. 
Gerenciar os serviços de saúde também faz parte de suas atribuições, assegurando 
que sejam acessíveis e de qualidade. 
Organograma do serviço de enfermagem na instituição apresentado por meio 
de fluxograma: 
 Fonte: Gestão e saúde, 2018. 
As ações gerenciais do enfermeiro da unidade de saúde, em âmbito coletivo, 
deve compreender o processo saúde-doença e os Determinantes Sociais de Saúde 
para atuar de forma alinhada na assistência planejada ou contextualizada e 
humanizada. O enfermeiro na Saúde Coletiva deve ter um conhecimento aprofundado 
dos determinantes sociais da saúde, reconhecendo que as desigualdades em saúde 
estão relacionadas a fatores como acesso a recursos, educação, renda, emprego, 
habitação, ambiente físico e social, entre outros. Esses fatores podem impactar a 
saúde das pessoas e comunidades de forma significativa. 
Os enfermeiros que atuam nesses serviços são responsáveis, entre outras 
atividades, pela gerência do cuidado, que envolve o gerenciamento de recursos e a 
coordenação e articulação do trabalhoda equipe de enfermagem/saúde, além da 
intermediação entre a família e a equipe de atendimento. Compete a eles buscarem 
 6 
meios para garantir a disponibilidade e qualidade de recursos materiais e de 
infraestrutura que permitam à equipe atuar no atendimento, visualizando as 
necessidades do paciente, conciliando os objetivos organizacionais e os da equipe de 
enfermagem, visando à produção de um cuidado integral e com maior qualidade. 
Segundo ERDMANN (2006), entre as inúmeras atribuições exercidas com 
autonomia pelo enfermeiro na UBS estão planejar e executar ações no âmbito da 
saúde coletiva, supervisionar a assistência direta à população, realizar ações de 
promoção, prevenção, cura e reabilitação, mediar ações Inter setoriais, gerenciar os 
serviços de saúde. 
O papel que o enfermeiro possui na saúde coletiva é cada vez mais decisivo e 
proativo, no que se refere ao reconhecimento das necessidades de cuidado da 
população, além da promoção e proteção da saúde da população, em suas diferentes 
dimensões. O cuidado integral à saúde é uma tarefa básica do Sistema Único de 
Saúde (SUS) e da Atenção Primária à Saúde (APS) por meio da Estratégia Saúde da 
Família. Esse cuidado envolve a promoção da saúde, a redução de risco ou 
manutenção de baixo risco, a identificação precoce e o rastreamento de doenças, bem 
como o tratamento e a reabilitação. 
Considera-se gerência como uma atividade meio para a atividade fim 
que é o cuidado, de modo que o gerenciamento do cuidado pode ser 
definido como a articulação entre a dimensão assistencial e a gerencial 
para atender às necessidades de cuidado dos pacientes e os objetivos 
da instituição e da equipe de enfermagem. O gerenciamento do 
cuidado implica tê-lo como foco das ações profissionais e utilizar os 
processos administrativos como tecnologias no sentido da sua 
concretização, por meio de ações diretas com os usuários ou por 
intermédio de delegação e articulação com outros profissionais da 
equipe de saúde. O enfermeiro gerencia o cuidado quando o planeja, 
o delega ou o faz, quando prevê e provê recursos, capacita a equipe 
de enfermagem e interage com outros profissionais, ocupando 
espaços de articulação e negociação em prol da consecução de 
melhorias do cuidado. (HAUSMANN; PEDUZZI, 2009) 
 
O processo de trabalho do enfermeiro, como prática social integrante do 
trabalho coletivo em saúde, é composto por duas dimensões complementares: assistir 
e gerenciar. Na primeira, o enfermeiro tem como objeto de intervenção as 
necessidades de cuidado de enfermagem e por finalidade o cuidado integral; na 
segunda, o objeto de trabalho é a organização do trabalho e os recursos humanos em 
enfermagem, os meios e instrumentos são os diferentes saberes administrativos, 
materiais, equipamentos e instalações, além dos instrumentos técnicos da gerência, 
como: dimensionamento de pessoal, planejamento, educação 
 7 
continuada/permanente, supervisão, avaliação de desempenho, os quais são 
empregados com a finalidade de criar e implementar condições adequadas à 
produção do cuidado e de desempenho da equipe de enfermagem. 
Compreende que o exercício da função gerencial não isenta o enfermeiro de 
cumprir seu papel principal, ou seja, o papel assistencial, exigindo dele alta 
capacidade de se adaptar para solucionar os problemas apresentados tanto no âmbito 
gerencial quanto no âmbito assistencial. O enfermeiro gerente da assistência de 
enfermagem é responsável pelo trabalho de toda a equipe de enfermagem e tal 
responsabilidade possui como atribuição intrínseca a organização do trabalho equipe 
e a delegação de tarefas a cada membro, inovando nas ações desenvolvidas pela 
equipe de enfermagem. 
Menegaz & Villaça (2015), afirma que o enfermeiro deve formular ações para 
cuidar, administrar e educar. Essas ações são inter-relacionadas, interdependentes e 
contínuas. Sua atuação pode refletir a qualidade dos serviços de saúde prestados à 
população e a abordagem global do indivíduo, a humanização da assistência, por 
outro lado, também reflete os custos e benefícios do desenvolvimento de um fluxo de 
trabalho de planejamento bem previsto e eficácia em seus resultados. 
Quanto a administração de recursos humanos compreende as atividades de 
dimensionamento de pessoal, elaboração de escalas, supervisão, avaliação de 
desempenho e educação continuada. Sendo assim, analisa que o enfermeiro gestor, 
deve estabelecer um sistema de informação que permite qualificar e analisar o quadro 
de pessoal na unidade de saúde em relação aos objetivos e metas assistenciais, além 
de recepcionar os servidores recém-admitidos estabelecendo seus diretos e deveres. 
A OMS (Organização Mundial de Saúde), aponta que Educação Continuada é 
o componente essencial dos programas de formação e desenvolvimento de recursos 
humanos das instituições. O desenvolvimento da equipe de enfermagem é um dos 
fatores que pode assegurar a qualidade do atendimento ao cliente e a sobrevivência 
da instituição neste cenário de mudanças e competitividade. 
 No que tange o assunto sobre a gestão de materiais, compreende que o 
enfermeiro gestor deve fazer um planejamento, quanto à realização e o controle do 
fluxo de materiais utilizados pelos profissionais da enfermagem, e passar para o setor 
responsável pelos materiais, sendo que o mesmo deve está atualizado dos materiais 
que vão desde a solicitação do material, passando pela compra e pelo efetivo 
consumo, até o descarte final, sendo este processo realizado de forma eficiente. 
 8 
2.2 Apresentação e contextualização das ações assistenciais do enfermeiro da 
unidade 
O Enfermeiro em Saúde Coletiva deve ser capaz de analisar, orientar e 
conduzir relações em seu trabalho de forma a promover uma assistência positiva ao 
paciente, para além de cuidar da saúde física, promovendo um conceito ampliado 
de saúde que leva em consideração o conforto, o bem-estar e a saúde mental. Onde 
o mesmo deve ser responsável pela assistência ao paciente, sistematizando os 
cuidados em prol da recuperação da saúde do indivíduo. 
As ações assistenciais do enfermeiro na unidade, inclui gestão de equipe, 
administração da unidade e busca pela qualidade no cuidado. As demandas que 
refletem a abrangência do papel do enfermeiro, que envolve liderança, coordenação, 
educação e gestão de recursos. Ao integrar essas dimensões, o enfermeiro contribui 
de maneira completa e eficaz para o bem-estar da equipe e a qualidade do cuidado 
aos pacientes. 
Essas ações assistenciais do enfermeiro facilita assim os demais profissionais 
da equipe dessa área em seu processo de trabalho. Dessa maneira, os processos de 
trabalho que correspondem à enfermagem, como instrumentos de trabalho em saúde, 
podem ser descritos a seguir através das seguintes atribuições: 
• Realizar cuidados diretos de enfermagem nas urgências e emergências 
clínicas, fazendo a indicação para a continuidade da assistência 
prestada; 
• Realizar consultas de enfermagem, solicitar exames complementares, 
prescrever/transcrever medicações, conforme protocolos estabelecidos 
nos programas do Ministério da Saúde e disposições legais da profissão; 
• Planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar a Unidade de Saúde 
da Família (USF), levando em conta as reais necessidades de saúde da 
população atendida; 
• Executar as ações de assistência integral a criança, mulher, 
adolescente, adulto e idoso; 
• Aliar atuação clínica à prática de saúde coletiva; 
• Realizar atividades correspondentes às áreas prioritárias de intervenção 
na atenção básica, definidas na Norma Operacional de Assistência 
Básica (NOAS); 
 9 
• Supervisionar e executar ações para capacitação dos agentes 
comunitários de saúde e auxiliares de enfermagem, com vistas ao 
desempenho das funções. 
 
2.3 Experiências pessoais 
 
Primeiramente foi realizado o reconhecimento do campo de estágio na Unidade 
de Saúde da Família Jamilão Sampaio,na cidade de Colinas do Tocantins, juntamente 
com a supervisora de campo, que nos orientou sobre a rotina da Unidade. Os 
funcionários da Unidade, durante todo estágio foram receptivos e em muitas ocasiões 
se propuseram a orientar-nos em alguns procedimentos, pois diariamente acontecia 
um rodízio de setores entre os membros da nossa equipe, o que nos proporcionou a 
conhecer todas as atividades e procedimentos disponibilizados à comunidade. 
Nos primeiros dias de estágio de enfermagem em saúde coletiva aprendemos 
os direitos e deveres dos usuários do SUS. Direito do usuário do sus é, todo cidadão 
tem direito ao acesso ordenado e organizado do sus, tratamento adequado e 
organizado, atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação. 
Nos dias seguintes foi nos ensinado a diferença da saúde publica e saúde coletiva. 
Sendo que a Saúde publica consiste em um conjunto de ações e serviços de caráter 
sanitário, com o dever de o estado assegurar serviços e políticas voltadas para a 
promoção da saúde e bem estar. Já a Saúde coletiva consiste em um movimento 
sanitário de caráter social que surgiu no SUS. 
A saúde publica é coletiva, mas nem toda saúde coletiva é publica. O sistema 
de saúde foi dado continuidade no Brasil no ano de 1988, quando foi a implantação 
do SUS. Uma das principais características que um enfermeiro precisa ter é o trabalho 
em equipe. Uma equipe formada por um grupo de pessoas que fazem determinadas 
atividades juntas, buscando um mesmo objetivo. 
Portanto, as atividades realizadas no período do estágio formam: consultas de 
enfermagem a crianças, adultos e idosos, palestras educativas, realizado preventivos 
e grande contribuição na sala de triagem e vacinação. As consultas são realizadas 
pelo Enfermeiro consistem nas seguintes atividades: solicitação de exames, 
prescrever/transcrever medicações conforme protocolos estabelecidos nos 
programas do MS e nas disposições legais da profissão. Oferece assistência integral 
 10 
em todas as áreas do ciclo da vida: criança, adolescente, mulher adulto e idoso. 
Na sala de imunização (vacinas), tivemos a oportunidade de administrar 
imunobiologico em alguns pacientes, aprender sobre o calendário de vacinas, realizar 
atualização da caderneta de vacina, conhecemos o sistema do Programa Nacional de 
Vacinação e dentre outras atividade. Após a vacinação, a enfermeira nos repassou 
informações a respeito do cuidado com a temperatura das vacinas. 
Onde é importante a verificação da temperatura dos equipamentos da rede de 
frio, pelo menos duas vezes ao dia, no início de cada jornada de trabalho (pela manhã) 
e outra no fim da jornada (à tarde). Realizamos também teste do pezinho, inicialmente 
preenchíamos as fichas com os dados do bebê, pedíamos que a acompanhante 
segurasse a criança e após feita a assepsia com álcool 70% do calcâneo direito, 
puncionávamos o mesmo com uma lanceta, coletávamos o sangue até o total 
preenchimento dos círculos do papel filtro, deixando-o secar em temperatura 
ambiente. 
Na triagem, fizemos antes da consulta verificação do peso, estatura, quadril, 
cintura, glicemia capilar (nos casos de diabéticos e hipertensos) e orientamos quanto 
aos cuidados básicos de saúde. Na sala de preventivo fizemos o rastreamento de 
câncer de colo de útero, por meio de anamnese; coletamos o material para exame 
citopatológico e preenchimento da ficha de requisição de exame do mesmo; antes da 
coleta foi preenchido o livro de ata com nome, telefone, data da coleta, número do 
prontuário. Utilizamos para a coleta uma lâmina que é coletada com o lápis as iniciais 
do nome do paciente, número do prontuário e ordem do número da coleta. 
 11 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O presente relatório é de suma importância para o profissional que pretende 
atuar no ramo da saúde, pois fornece uma ampla gama de informações fundamentais 
no que diz respeito a dificuldades encontradas profissionais, tornando viáveis uma 
reestruturação do hospital a fim de que possa continuar a atender com excelência, 
buscando soluções para os problemas apresentados. 
Portanto, pode-se evidenciar que essa prática em campo teve o objetivo de 
promover a exploração, pelos acadêmicos e futuros profissionais da saúde, 
compreendendo sobre Fundamentos técnicos de enfermagem. A prática de campo 
possibilitou a vivencia da realidade do enfermeiro na unidade de saúde, permitindo o 
cumprimento de atividades diversas, exercitando as competências de enfermagem 
que representam requisitos para a inserção adequada do estudante por meio de 
aperfeiçoamento teórico-científico, prático e interpessoal. 
Além disso, foi possível concluir que o estágio é de fundamental importância 
para o acadêmico de enfermagem, pois na prática diária em diversas situações na 
unidade o acadêmico adquire tantos conhecimentos teóricos como práticos para que 
ele esteja mais preparado no mercado de trabalho e seja reconhecido como um bom 
profissional. As experiências adquiridas nos estágios supervisionados contribuem 
para o amadurecimento dos acadêmicos por meio das vivências em diferentes 
cenários de atuação. 
Além disso, essa aquisição é um passo importante para a caminhada do recém-
formado que se lança ao mundo de trabalho. Dessa forma, embora sejam reais e 
explícitos os conflitos vivenciados pelo estudante, durante o período de ECS, nota-se 
que, ao adentrar o cotidiano do Enfermeiro, há uma progressão para aquisição de 
experiências que tendem a fortalecê-lo no processo de formação, tendo em vista que 
a transposição da realidade do acadêmico pode ser muitas vezes uma fase difícil, pois 
envolve adaptações e também superação nos futuros ambientes de trabalho. 
Pude compreender que a saúde coletiva são todos os procedimentos, planos e 
órgãos envolvidos com a analise das doenças, fatores de risco e condições 
epidemiológicas da população do estudo. De modo geral, são ações voltadas para a 
prevenção e promoção de saúde em uma população especifica de acordo com as 
suas condições epidemiológicas. 
 12 
REFERÊNCIAS 
CURITIBA. Secretaria da Justiça. Relatório de atividades. Curitiba, 2004. 
 
DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 1999. 
 
JULIANI, R.GM. Organização e Funcionamento de Farmácia Hospitalar. 1.ed. São 
Paulo: Érica: Saraiva, 2016. 
 
FARIA, C.O. et al. Farmácia Hospitalar. Porto alegre: SGAH, 2019. 
 
Portaria Nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010. Aprova as diretrizes e estratégias para 
organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no 
âmbito dos hospitais. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_201 0.html. 
 
SOUZA, C. A.; et. al. Cultura de segurança em unidades de terapia intensiva: 
perspectiva dos profissionais de saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto 
Alegre, v. 40, e20180294, 2019. Disponível em: https://bit.ly/3qKVPJ1. Acesso em: 02 
abr. 2021. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para 
apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 1992. v. 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html
 13 
ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	SUMÁRIO
	1 INTRODUÇÃO
	2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA
	3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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