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FTDCIENCIAS COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS ANO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP). Professora e assessora de Ciências no Ensino Fundamental. MANUAL DO PROFESSOR FTD Edição I São Paulo I 2018FTD Ciências - Ciências - 3° ano (Ensino Fundamental - Anos iniciais) Copyright Geslie Coelho Carvalho da Cruz, 2018 Diretor editorial Lauri Cericato Gerente editorial Silvana Rossi Júlio Editora Luciana Leopoldino Assessoria José Luiz Cruz, Carla Daniela Araújo Gerente de produção editorial Mariana Milani Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes Gerente de arte Ricardo Borges Coordenadora de arte Daniela Máximo Projeto gráfico Estúdio A+/Daniela Máximo Projeto de capa Bruno Attili Foto de capa Danjazzia/Shutterstock.com Supervisor de arte Vinicius Fernandes Editor de arte Felipe Borba Diagramação Salvador Netto, Select Editoração Tratamento de imagens Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Coordenadora de ilustrações e cartografia Marcia Berne Ilustrações Beto Nascimento, França, Estúdio Café Atômico, Fabio Eugenio, Janjão e Miriam, Jótah, Luis Moura, Luna Vicente, Manzi, Roberto Weigand, Samu13B, Sidney Meireles/GIZ DE CERA, Studio Dez Sextos, Estúdio LAB307 Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin Supervisora de preparação e revisão Izabel Cristina Rodrigues Revisão Cristiane Casseb, Lucila Segóvia Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno Iconografia Ana Paula de Jesus Licenciamento de textos Bárbara Clara Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cruz, Geslie Coelho Carvalho da Ciências, ano : componente curricular ciências : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz. - 1. ed. - São Paulo FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01322-2 (aluno) ISBN 978-85-96-01323-9 (professor) 1. Ciências (Ensino fundamental) Título. 17-11670 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372,35 Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 Em respeito ao meio as folhas de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, EDITORA FTD. com origem certificada. Rua Rui Barbosa, 156 - Bela Vista São Paulo SP CEP 01326-010 Tel. 0800 772 2300 Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD Caixa Postal 65149 CEP da Caixa Postal 01390-970 CNPJ 61.186.490/0016-33 www.ftd.com.br Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375APRESENTAÇÃO Caro professor, Os pressupostos que nortearam o trabalho de elaboração desta coleção de Ciências para o Ensino Fundamental - Anos iniciais foram: Propor um ensino de Ciências que Dar condições se dê de maneira para que os alunos integrada, atualizada possam expor seus e sistemática. conhecimentos prévios, fazer novas perguntas e revê-las, socializar e ampliar suas leituras sobre o mundo. Colaborar com a comunidade escolar em atividades que desenvolvam uma postura comprometida no que diz respeito à preservação do espaço comunitário. Fornecer subsídios para um processo Estimular a cultura de aprendizagem que aproxime os alunos da das representações linguagem e do fazer visuais, bem como o científico para, pouco uso do espaço escolar a pouco, poderem no desenvolvimento incorporá-los às suas das atividades, visando concepções prévias. enriquecer o processo de aprendizagem. A autoraCONHEÇA SEU MANUAL DO PROFESSOR Este Manual do Professor apresenta orientações didáticas com vistas a apoiar a prática pedagógica em sala de aula. As orientações estão organizadas em duas partes: Orientações gerais para a coleção e Orientações específicas para o ano. As Orientações gerais contemplam os fundamentos teórico-metodológicos da coleção para o processo de ensino e aprendizagem de Ciências, tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tendências da educação, além de sugestões de livros e sites que podem auxiliar o planejamento do professor. As Orientações específicas apresentam a reprodução das páginas do livro do aluno, com as devidas respostas ou respostas sugeridas, as habilidades da BNCC contempladas, orientações didáticas para o trabalho com conteúdo abordado, acompa- nhadas de comentários das atividades, sugestões práticas para a sala de aula, atividades e textos complementares, indicações de livros e sites para o aluno e para o professor. Nesta coleção, a composição desses recursos visa apoiar o planejamento do professor, auxiliar no desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem e propor diferentes percursos que apoiam a prática pedagógica. A sugestão é que o trabalho seja desenvolvido com consultas a estas orientações, promovendo a integração com as propostas apresentadas no livro do aluno. OBJETIVO GERAL HABILIDADES DA BNCC Indicação do principal objetivo a ser Apresentação das habilidades da Base alcançado pelos alunos em cada unidade. Nacional Comum Curricular (BNCC) contempladas na unidade. GERAL 3 PARA COMECO DE CONVERSA IDADES o principal desta Unidade INFANCIA DA or UM SEE MANO conhecimento do ATÉ corpo NESSI PERIODO CORPO DAS por MUITAS DE FAZER MUITAS COISAS NOVAS da OBSERVEM AS IMAGENS ELAS DA DESSA DESDE DA MDA DE TENHA IMAGENS da que volta humano mu . Amplier para Unidade . regular de No aluno dades con higiene com Material da altura da das identifica Material de individualmente de No manual do professor video de video . sobre Durante como de relação de circule des de data de uma como componente grupo que PARA CONECO DE CONVERSA identificar grupo des que PARADA PARA do atividade que para man algum de Reserve um tempo humano con- de que 58 59 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PROGRAME-SE Indicação dos objetivos relacio- Sugestões de desenvolvimento para as Orientação para o planejamento nados aos conteúdos conceitu- atividades propostas. diário, semanal e mensal. Com isso, ais, procedimentais e atitudinais. o professor pode agendar suas prioridades com antecedência. Esta coleção apresenta para o professor material complementar, em formato digital, com estratégias e recursos de ensino para auxiliar na prática pedagógica.PARQUE ESPECIAL REPRODUÇÃO DO LIVRO As respostas de todas as atividades são apresentadas CONEXÕES PARA nas páginas reproduzidas PROFESSOR OU PARA os ALUNOS do Livro do Aluno. Sugestões de conteúdos digitais, filmes, vídeos, livros e revistas, para professor e para os alunos ampliarem o NUMERAÇÃO conhecimento. A numeração destas páginas é a mesma do livro do aluno. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ATIVIDADE Propostas de atividades que INTERDISCIPLINAR complementam o Livro do Aluno. Indicação de conteúdos que articulam e integram dois ou mais componentes curriculares. PARADA PARA AVALIAÇÃO Indicações de possíveis momentos de avaliação, tanto individuais quanto do grupo-classe, a fim de torná-la parte do processo de ensino e aprendizagem. TEXTOS COMPLEMENTARES Textos citados, com caráter formativo, que complementam o conteúdo das Orientações didáticas. TEMA TRANSVERSAL Indicação de conteúdos que relacionam os conhecimentos escolares com a vida comunitária.SUMÁRIO ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A COLEÇÃO 1 REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A ALFABETIZAÇÃO VII 2 OBJETIVOS GERAIS DA COLEÇÃO VIII 3 DESENVOLVIMENTO DA COLEÇÃO VIII 4 PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA IX 5 METODOLOGIA XI Para buscar informações XI Para registrar informações XI Para organizar informações XII A inclusão na sala de aula XII 6 A BNCC COMO REFERÊNCIA NACIONAL PARA A FORMULAÇÃO DE CURRÍCULOS NO ENSINO FUNDAMENTAL XV 7 ORGANIZAÇÃO DA OBRA XVII Unidades de trabalho XVII Estrutura XVII Itens específicos que serão encontrados ao longo das unidades XVIII Consulta a páginas da internet XIX 8 ESTRATÉGIAS DE TRABALHO XX Considerações gerais sobre a elaboração de um planejamento de Ciências da Natureza XX As atividades práticas XX A importância das imagens XXI Os projetos de trabalho como instrumentos de comunicação social XXII 0 estudo do meio e o fazer científico XXIII Considerações sobre o papel dos conteúdos XXIV 9 A AVALIAÇÃO XXVI 10 ORGANIZAÇÃO DA PARTE ESPECÍFICA DOS POR UNIDADE XXXI 11 QUADRO DE DO AO 5° ANOS XXXIII 12 QUADRO DE OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES DA BNCC XXXIV 13 REFERÊNCIAS XLIV 14 INDICAÇÕES DE PÁGINAS DA INTERNET E REVISTAS XLVI 15 INDICAÇÕES DE MUSEUS, PARQUES E INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIAS XLVII ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA 30 ANO Unidade 1 - Reconhecer ambiente 8 Unidade 2 - Observar universo 42 Unidade 3 - Investigando animais nos ambientes 66 Unidade 4 - - solo: fazendo descobertas 112ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A COLEÇÃO 1. REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A ALFABETIZAÇÃO A alfabetização científica e a construção da cidadania A alfabetização pode ser interpretada como a inserção dos alunos em um processo pelo qual adquirem, gradativamente, o domínio do código e das habilidades de utilizá-lo para ler, escrever e se comunicar oralmente, ou seja, o domínio de um conjunto de técnicas que lhes permitirá exercer a arte e a ciência da escrita e da fala organizada. Para que esse exercício seja efetivo e competente, é preciso que os alunos possam se tornar capazes de ler, escrever e se comunicar oralmente, atribuindo sentido aos textos oferecidos pelas diferentes áreas do conhecimento. Ao oferecer aos alunos as condições de informar e defender oralmente suas ideias e hipó- teses, além de registrá-las por meio de imagens e da escrita, e de interpretar, confrontar, dis- cutir, organizar e sistematizar conhecimentos, estamos propiciando a inserção ativa de cada criança no mundo em que vive. Por essa razão, entre tantas outras, aprender a ler e escrever implica não somente o desenvolvimento de conhecimentos sobre as letras e o modo de de- codificá-las ou associá-las mas também a possibilidade de aplicar esse conhecimento em benefício de formas de expressão e comunicação, necessárias e legítimas nos mais diversos contextos de aprendizagem, o que também levará cada criança à inserção, de maneira ativa, nos mais diversos contextos de interação social. Se considerarmos, ainda, a alfabetização como um complexo processo de elaboração de hipóteses sobre a representação linguística, em que a dimensão sociocultural da linguagem oral e da linguagem escrita e de seu aprendizado é fundamental, fica clara a necessidade de romper com a ideia de que a sala de aula e estudo específico da Língua Portuguesa são os únicos espaços em que se alfabetiza. Considerando ainda que a aprendizagem se processa em uma relação interativa entre o sujeito que aprende e a cultura em que vive, torna-se ne- cessário priorizar e valorizar todos os contextos que não somente fornecem informações es- pecíficas ao aprendiz, mas também o motivam, dão sentido e "concretude" ao que é apren- dido, e ainda ampliam as possibilidades efetivas de aplicação e uso dessas aprendizagens em situações vividas no cotidiano. No processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos de Ciências da Natureza, a leitura, interpretação e compreensão de textos também são fundamentais para que os alunos se tornem capazes de elaborar uma diversidade significativa de registros referentes a conteú- dos específicos da área. Esses registros têm como característica o fato de que, em muitos momentos, devem ser organizados com base em dados oferecidos pelo professor em aula para, posteriormente, serem organizados e comunicados segundo a lógica do aluno, sejam essas comunicações orais, sejam por meio de textos escritos. As duas linguagens são igual- mente importantes; no entanto, no caso dos alunos em processo de alfabetização, o uso da linguagem oral se torna particularmente importante, já que é preciso que eles participem efetivamente das etapas descritas acima, sejam elas em contextos individuais, em pequenos grupos ou coletivas. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a valorização da oralidade para explicitar hipóteses, ideias, conhecimentos organizados, além da elaboração de desenhos, tem justamente esse objetivo: ampliar a possibilidade de participação dos alunos no processo de aquisição de conhecimentos científicos e, concomitantemente, da linguagem escrita. É fundamental considerar ainda a importância dos textos de circulação social, no desenvol- vimento dos conteúdos de Ciências da Natureza, o que já ocorre nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Certamente, por meio deles os alunos serão envolvidos em um processo con- tínuo de ampliação da compreensão de leitura, da capacidade de escrita e da construção da VIIoralidade, isto é, em um processo contínuo de alfabetização. Além disso, é preciso reiterar a visão de que os conteúdos presentes em textos como esses colaboram de forma eficiente para a compreensão de questões da vida cotidiana e auxiliam os alunos a construir sua iden- tidade como indivíduos sociais que fazem parte de um contexto maior: a natureza. Para atingir tal objetivo é importante oferecer aos alunos situações de ensino-aprendi- zagem que desenvolvam a capacidade de leitura e interpretação do meio, a expressão de opiniões, a tomada de decisões e até mesmo a interferência em situações da vida cotidiana. Com base nesse raciocínio, a escola passa a ser um espaço de oferta de educação formal em que se evidencia destaque para a construção da cidadania, na medida em que divulga conhecimentos científicos. 2. OBJETIVOS GERAIS DA COLEÇÃO A seguir, estão relacionados alguns objetivos fundamentais para que o ensino de Ciências da Natureza ocorra efetivamente no trabalho de sala de aula. Organizar os conteúdos em torno de temas para estabelecer um diálogo com saberes so- ciais e para o cotidiano poder ser objeto de investigação e pesquisa. Retomar e desenvolver conteúdos nos diferentes anos, em diferentes níveis de complexi- dade, aplicação e significado. Reconhecer os conhecimentos prévios como elementos fundamentais para promover rees- truturações conceituais progressivas. Propor abordagens dos conteúdos adequadas à faixa etária, de modo a garantir desen- volvimento de capacidades factuais e cognitivas e habilidades instrumentais. Valorizar a convivência entre os alunos como estratégia para o desenvolvimento de con- teúdos conceituais, habilidades manuais e intelectuais, além de valores e atitudes que esti- mulem as conquistas individuais e também as coletivas. Apresentar a terminologia científica sem excessos ou restrições e aplicá-la em diferentes contextos com o objetivo de capacitar os alunos a, gradativamente, utilizá-la ao longo do Ensino Fundamental. 3. DESENVOLVIMENTO DA COLEÇÃO Eixo temático Na concepção e desenvolvimento desta coleção, o tema Ambiente é fio condutor que: possibilita que as noções sobre o meio em que se vive sejam construídas com base na per- cepção de seus componentes e processos; propicia uma visão mais ampla dos fenômenos naturais e dos fenômenos desencadeados pelo ser humano. Subeixos Os volumes desta coleção são organizados por meio de três subeixos relacionados e articu- lados entre si, sempre que possível, ao longo das unidades. Os subeixos têm como objetivo desenvolver nos alunos a capacidade de: 1. Perceber o corpo humano como um sistema integrado, por meio da relação entre suas características fisiológicas e anatômicas; identificar e compreender algumas das mudanças pelas quais o corpo humano passa ao longo da vida; valorizar atitudes de respeito pelo pró- prio corpo e pelas diferenças individuais; compreender a relação entre os cuidados individuais com a saúde e a manutenção de boas condições de saúde da população (subeixo Saúde individual e saúde coletiva). VIII2. Estabelecer relação entre Ciência e Tecnologia, valorizando e respeitando os saberes popula- res; compreender a interferência do ser humano no meio ambiente, estimulando a formação de opiniões a respeito das consequências das ações humanas, isto é, dos benefícios e das possíveis perdas para ambiente; diferenciar as transformações dos recursos da natureza decorrentes de fe- nômenos naturais das transformações que surgem como consequência da ação do ser humano no ambiente (subeixo Atividades humanas: manejo e transformação de recursos do ambiente). 3. Observar e fazer descobertas acerca dos elementos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente; reconhecer o ambiente como um sistema, percebendo as relações que se estabe- lecem entre seus elementos e identificando adaptações de seres vivos e características dos elementos sem vida; compreender a necessidade de cuidar do ambiente, valorizando ações individuais e coletivas (subeixo Elementos e fenômenos da natureza). Além de considerar a adequação dos conteúdos às faixas etárias, a escolha dos temas das unidades, para cada ano inicial do Ensino Fundamental, leva em conta a possibilidade de apre- sentar assuntos que permitam articular, dentro de cada tema, os subeixos propostos para a coleção. o esquema a seguir ilustra de que maneira se dá essa articulação. Ambiente Atividades humanas: Saúde individual e saúde Elementos e fenômenos manejo e transformação coletiva da natureza de recursos do ambiente 4. 0 PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE CONTEÚDOS NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA "O fortalecimento do pensar na criança deveria ser a principal atividade das escolas e não somente uma consequência casual." (LIPMAN, 1995, p. 11) A construção do conhecimento científico é uma atividade essencialmente humana, carac- terizada pela interação entre pensar, sentir e fazer. Essa construção nunca termina e seus produtos não são definitivos. Embora haja posturas próprias da investigação científica, isso não significa afirmar que ela ocorra sempre da mesma forma, percorrendo sempre os mesmos caminhos, de maneira linear e cumulativa, em uma sequência predefinida de etapas. A observação do processo de ensino e aprendizagem de alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental nos mostra que é prioritário dar a eles condições para aquisição, desenvolvi- mento e fortalecimento de um repertório básico de habilidades de pensamento. Ao mobilizar esses recursos, abre-se o caminho para a ampliação da capacidade de solucionar situações- -problema, característica primordial da investigação científica, e, consequentemente, para o cultivo do pensar bem definido como o pensar com autonomia, rigor e método de forma abrangente, criativa, reflexiva e com profundidade. Segundo o filósofo Matthew Lipman (1995, p. 65), "[...] as crianças estão naturalmente inclinadas a adquirir habilidades cognitivas, do mesmo modo que adquirem naturalmente a linguagem; e a educação é necessária para fortalecer o processo". Ao considerarmos a importância do pensar bem no processo educativo, o aluno passa de mero receptor, sobretudo de conteúdos conceituais, a sujeito consciente de seu processo de aprendizagem, reconhecendo ao longo do tempo que a aquisição de conhecimentos científi- se dá por meio de um processo constante de vaivém de observações, experimentações, dis- cussões, argumentações. É importante frisar que esse processo deve ocorrer, prioritariamente, em grupo, possibilitando que o pensar e a vivência de experiências caminhem juntos e sejam compartilhados em exercício contínuo de cidadania. IXQuanto ao ensino dos conteúdos escolares, essa é uma etapa importante, já que não há como pensar nem há formação humana sem algum conteúdo. que não se pode fazer é apresentar aos alunos conteúdos para que eles simplesmente saibam da sua existência. É preciso que eles sejam capazes de observar, comparar, relacionar, analisar, problemati- zar, reelaborar e saber argumentar sobre esses conteúdos, entre outras habilidades que podem ser desenvolvidas. Um processo como esse se faz com intencionalidade, sem e com planeja- mento. quadro a seguir apresenta a relação entre as habilidades do pensamento e as ações realizadas pelos alunos. Habilidades do Ações realizadas pelos alunos pensamento Propor hipóteses com base em suas representações sociais; dizer, escrever ou desenhar Fazer suposições o que pensa ou imagina sobre algo. Olhar atentamente o objeto de estudo, mais de uma vez, buscando descobrir suas Observar características e as informações que ele contém. Exprimir a interpretação de acontecimentos, situações, fenômenos, processos, por meio Representar de gestos ou graficamente, utilizando palavras, desenhos, construções de objetos, gráficos, painéis, por exemplo. Reconhecer, entre diferentes elementos apresentados, aquele(s) que corresponde(m) às Identificar características propostas ou que pode(m) se adequar melhor a determinada situação. Estabelecer relações de diferentes níveis entre fatos, dados, situações, fenômenos; Relacionar discriminar causas e efeitos. Organizar elementos em grupos, considerando suas semelhanças e diferenças e com Classificar base em critérios previamente estabelecidos. Entender, traduzir, determinar o significado de um dado, um acontecimento, um Interpretar resultado, uma representação Relatar oralmente, ou por meio de textos ou desenhos, as características apresentadas Descrever pelo objeto de estudo. Organizar em uma sequência, segundo um critério preestabelecido, objetos, fatos, Ordenar etapas de um processo. Escolher determinados elementos, fatos e situações, de acordo com um critério Selecionar preestabelecido. Julgar atribuir valores e apresentar argumentos contrários ou favoráveis a um fato, Avaliar uma situação, uma solução para determinada questão. Identificar a posição que ocupa uma informação em um texto, um fenômeno, uma Localizar situação, uma imagem. Situar um objeto no espaço; situar um acontecimento em determinado espaço de tempo. Observar dois ou mais elementos, buscando identificar semelhanças e diferenças entre Comparar eles. para uma situação nova a compreensão de determinado conhecimento, seja Aplicar ele um fato, um fenômeno ou um processo. Medir Determinar uma medida por meio de um instrumento usado como padrão. Compreender Identificar e saber descrever características significativas de um objeto de estudo. Desenvolver determinado conceito de modo lógico, isto é, tornar claras e Explicar compreensíveis as ações, ideias, escolhas. Apresentar dados, informações, noções, conhecimentos que contribuem para defender Justificar um posicionamento diante de determinada questão. Decompor um texto, uma imagem, uma situação para examinar melhor, isto é, Analisar compreender melhor as suas partes. As habilidades de observação e interpretação representam etapas importantes do processo de análise.5. METODOLOGIA Para atingir os objetivos listados até aqui, propusemos uma dinâmica de atuação docente centrada na alternância dos chamados momentos pedagógicos: problematização inicial, organização do conhecimento e aplicação do Problematização inicial Introduzir os assuntos das aulas com questões ou situações do cotidia- no que permitam aos alunos a exposição de seus conhecimentos prévios e que sejam referência para a aquisição de novos conhecimentos. Organização do conhecimento Organizar, sob a orientação do professor, os conteúdos específi- para a unidade. Nesta etapa podem surgir novas problematizações. Aplicação do conhecimento Empregar os conhecimentos aprendidos em situações novas, que podem ser coletivas e ter a participação da comunidade escolar. (DELIZOICOV et al, 2002. p. 200-202) Entre as estratégias selecionadas para a aplicação da metodologia descrita, destacamos as seguintes: Para buscar informações Formulação de perguntas. Realização de atividades práticas representadas por meio de experimentos e construções de modelos e simulações. Leitura e interpretação de imagens, textos, quadros, tabelas, gráficos e esquemas. Entrevista com colegas de outras classes e com adultos (funcionários da escola, parentes, pessoas da comunidade e/ou especialistas da área). Investigação e/ou pesquisa de dados em livros, jornais, revistas e páginas da internet. Participação em ações coletivas que envolvam os conteúdos estudados. Para registrar informações Caderno de descobertas No livro, as atividades em que os alunos deverão fazer registros no Caderno de descobertas estão identificadas com um ícone. Esse caderno tem como objetivo estimular e valorizar a habilidade de registro como etapa importante na aquisição do conhecimento científico. Organize uma reunião de classe, se jul- gar adequado, para conversar com os alunos acerca da importância desse material. É muito importante que eles sejam orientados a datar, a partir de agora, todo e qualquer registro, para que possam retomar informações e estabelecer comparações, sob sua orienta- ção, entre conhecimentos adquiridos ao longo do ano. Reserve uma parte de seu tempo em sala de aula para observar os cadernos, dando retor- no aos alunos e auxiliando-os na organização desse material, de maneira que possam rever, melhorar e ampliar seus registros. caderno também pode ser utilizado para as crianças copiarem pequenos textos, colarem imagens, anotarem dúvidas e lembranças de vivências ou curiosidades que elas gostariam de compartilhar com o grupo-classe. Os alunos poderão utilizar o Caderno de descobertas para: elaborar textos individuais e coletivos, desenhar e fazer colagens; listar informações, construir tabelas e esquemas; construir e interpretar gráficos; XIregistrar etapas de um experimento; fazer o esboço de modelos; anotar e organizar textos e imagens que serão utilizados em cartazes e painéis; colar folhas avulsas de registro, recortes de textos extraídos de jornais ou revistas e folhetos informativos. Para organizar informações Mural da sala de aula Para organizar, sistematizar e ampliar os conteúdos estudados nas unidades, utilize com frequência o mural da sala de Nele, ficarão expostas as produções individuais e coletivas, em andamento e já encerradas. Além do mural, também é importante manter na sala de aula uma pasta para guardar e organizar folhas avulsas ou recortes de jornais e revistas e uma caixa de papelão para guardar, por exemplo, materiais usados na construção de modelos e jogos. Aproveite essa estratégia de trabalho para desenvolver conteúdos atitudinais referentes ao respeito por diferentes es- paços de veiculação do conhecimento. Valorize essa oportunidade de desenvolver a relação de cada criança com a construção de bens comuns. Divida a classe em pequenos grupos para que também façam um na organização de materiais guardados na pasta e na caixa ou expostos no mural. A inclusão na sala de aula Falar sobre Educação Inclusiva significa lançar um olhar sobre a diversidade e a diferença e, portanto, sobre as deficiências e altas habilidades, com o objetivo de apreendê-las e compreen- dê-las como elas são. Conhecer essas diversas formas de ser e estar no mundo significa passar da problematização da diferença para a busca de meios apropriados de inserir e incluir verda- deiramente a pessoa com deficiência ou altas habilidades na sociedade escolar, garantindo seus direitos e deveres, deixando clara a importância dos limites e das regras a seguir, encaminhando o desenvolvimento de suas potencialidades. Falar sobre Educação Inclusiva significa admitir que A escola inclusiva deve a diferença não é um mal ou um problema, mas uma forma de funcionar e apreender o mun- priorizar o ritmo de do que precisa ser mais conhecida. Não significa supervalorizar as aquisições das crianças com cada indivíduo e atuar deficiência ou com altas habilidades, mas significa agir efetivamente para que a inclusão, como para que a inclusão meta e direito, seja bem-sucedida, o que só pode ocorrer se reconhecermos que a comunidade ocorra efetivamente. escolar como um todo pode crescer e se fortalecer no convívio com essas diferenças. Para trabalhar com a inclusão em sala de aula, é preciso que o pro- fessor reflita sobre essa questão, revendo seus conceitos de autonomia e independência, de modo que eles não sobreponham e dificultem a compreensão de como tratar um aluno com deficiência ou com altas ha- bilidades. Por essa razão, indica-se que, na escola, forme-se uma equi- pe, se possível com ajuda especializada, que possa encontrar recursos para atender esses alunos, mas sem excluí-los do grupo-classe ao qual pertencem. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva traz elementos sobre o Programa de Educação Tuto- rial, além de apontar, entre outras formas de apoio, a possível presença de cuidadores, em sala de aula, como acompanhantes de alunos que apresentam transtornos globais de aprendizagem. Entre as medidas de integração de alunos com deficiência ou com altas habilidades em sala de aula também deve estar a apropriação, por parte do professor, tanto de saberes que esses alunos trazem de sua vivência no cotidiano como também de conhecimentos desenvolvidos por profissionais especializa- dos ou dos professores tutores, selecionados na própria escola ou fora dela. Além disso, essa integração também pressupõe a necessidade de o professor selecionar e se aprofundar no desenvolvimento, não só de suas competências relativas a questões didáticas e de avaliação, mas XIItambém em questões relativas a capacidades relacionais que lhe permitam enfrentar, sem se desestabilizar nem desencorajar, resistências familiares, medos, rejeições, mecanismos de de- fesa, fenômenos de transferência, bloqueios, regressões, entre outros mecanismos psíquicos. A ideia não é transformar professor em terapeuta, mas sim ampliar suas competências de modo que possa elaborar um atendimento mais especializado e individualizado de seus alu- nos, com deficiência ou não, ou com altas habilidades. É fundamental retomar o significado do termo fracasso escolar, e ampliar valor dos termos diferenças pessoais e diferenças cul- turais Partindo dessas ideias, vale a pena dar destaque ao desenvolvimento de ainda outras competências, como as listadas a seguir: Estar convencido de que os indivíduos são todos diferentes e o que "funciona" para um não "funcionará" necessariamente para outro; portanto, saber levar em conta mais os ritmos dos indivíduos do que o calendário da instituição; Estimular o grupo de trabalho docente a desenvolver boas bases teóricas em psicologia social do desenvolvimento e da aprendizagem, com prazer pela possibilidade de fazer mudanças; entre elas, planejar de maneira mais eficiente o convívio com os alunos com deficiência ou com altas habilidades; Ter o hábito de enxergar os pais e suas dinâmicas de convivência, como as de pessoas co- muns, complexas, e não somente como os responsáveis legais pelos alunos; Saber tirar partido das suas tentativas e erros, desenvolvendo uma prática metódica e sis- temática, que tenha como objetivo uma abordagem mais ampla dos alunos como pessoas, sejam eles com deficiência ou não, considerando a necessidade constante de desenvolver habilidades como: observação, comunicação, intervenção e regulação de registros peda- gógicos. Só assim será possível enxergar, compreender e agir de modo mais eficaz no crescimento do grupo-classe; Dedicar-se à construção de situações didáticas que priorizem o desenvolvimento do aluno, mais que a programação de conteúdos; Saber elaborar e explicitar um contrato pedagógico personalizado que seja claro para a direção e coordenação da escola, a família e o próprio aluno, respeitando sua capacidade de compreensão dessa proposta; Nunca se sentir atacado ou ameaçado pessoalmente; valorizar a possibilidade de uma su- pervisão, mesmo que não frequente, estando consciente dos riscos que se corre e se faz correr sem um atendimento especializado. Pensando no cotidiano escolar, vejamos algumas situações comuns na convivência diária com alunos com deficiência. Elas são apenas ilustrações, exemplos pontuais que fazem parte de um contexto muito mais amplo, mas podem servir como o primeiro passo para um estudo sobre esse tema e como estímulo para a elaboração de um plano de ação pedagógica, inclu- siva e mais eficiente. Um aluno com deficiência auditiva não necessita que se fale sempre alto, de maneira indis- criminada. Esse hábito só se justifica no caso dos alunos com deficiência auditiva que apre- sentam algum resíduo de audição. Caso o professor não conheça a língua brasileira de sinais (Libras), ele deve articular bem as palavras para que o aluno possa, eventualmente, fazer a leitura labial. Mas é importante saber que o aluno só vai compreender o que está sendo dito, caso tenha sido treinado anteriormente para isso. A mímica que se usaria para a comunicação com um falante de língua estrangeira pode ajudar em uma comunicação simples. Os bilhetes também podem ser utilizados, mas é importante saber que o português do professor e dos colegas pode apresentar expressões um pouco diferentes daquelas usadas na língua natural do aluno, a Para ajudar nessa adaptação, atualmente, já existe uma lei que obriga a pre- sença de um tradutor de Libras nas salas de aula onde existam alunos com deficiência auditiva. As crianças com deficiência seja ela auditiva, visual, física ou intelectual e com altas habilidades gostam de estar junto de outras crianças, participar das atividades escolares e sociais. Nessas ocasiões, é preciso ter claro que elas não devem ser tratadas de maneira dis- tinta, mas devem perceber que há espaço para expor suas ideias e fazer suas escolhas. Outro cuidado importante se refere ao toque; tocar as crianças com deficiência a todo momento XIIInão é uma conduta necessária como garantia de chamar a sua atenção para a comunicação, principalmente se não houver intimidade suficiente para tal. Isso só deve ser feito em situa- ções absolutamente necessárias, para preveni-las ou avisá-las de algo relevante. No caso dos alunos com deficiência visual, uma atitude muito saudável é apresentá-los aos ambientes novos da escola para que aprendam quais são os recursos disponíveis e os caminhos alternativos de que dispõem para circular por conta própria pelos espaços de um local que ainda não conhecem. Essa apresentação deve ser feita com o aluno com deficiência apoiando-se no braço do professor, de um funcionário da escola ou de um colega, de modo que o aluno acompanhe essa pessoa com pelo menos um passo de distância, o que dá à criança com deficiência a condição de antecipar obstáculos ou escadas, por exemplo. Isso dá segurança em relação ao que esperar desse ambiente. Dessa forma, esse será um sinalizador. Mesmo nos ambientes em que haja grande circulação de pessoas, deve-se permitir que a criança escolha se deseja esse apoio ou não. Em aulas com apresentação de vídeos, filmes ou dramatizações será muito bem-vinda a ex- planação sobre as cenas que estão ocorrendo, aproveitando especialmente aqueles momentos em que não há diálogos. Se houver música ou ruídos, por exemplo, é preciso dizer a origem deles e por que estão acontecendo. Esse é um dos princípios da técnica de audiodescrição. Na hora da merenda, o aluno com deficiência visual terá de saber, pela descrição verbal e por meio do tato, o que há sobre a mesa e onde estão as travessas, os pratos, copos, talhe- res e guardanapos. Precisará também ser informado sobre quais são os alimentos que estão sendo servidos para que possa escolher o que deseja consumir. Se o aluno desejar, permita que ele toque a bandeja ou prato, se houver a condição de servir-se sozinho, inclusive jarras e copos. Não é preciso falar alto, pode-se conversar normalmente, trocando ideias sobre a vivência de alimentação. Tanto o professor como os colegas e funcionários da escola não precisam se preocupar com o uso de palavras que têm conotação visual, pois as pessoas com deficiência visual convivem com videntes e estão acostumados à linguagem usual. Se escapar um "Olhe só!" ou um "Você viu?", só peça desculpas se perceber um desconforto excessivo; senão, continue a conversa normalmente. A criança cega usa os verbos ver e olhar quando se referem, por exemplo, às ações de ouvir, perceber, pegar, tocar. Já as calçadas ou pisos inseguros requerem auxílio, tanto para as crianças com deficiência visual como física e intelectual. Porém, não esquecer que a condição de ajuda deve ser uma escolha da criança; ela deve solicitar a ajuda de quem está ao seu lado, caso sinta essa neces- sidade. No entanto, avisá-la da dificuldade nunca será demais. Esse item dá margem para um estudo mais detalhado sobre as condições de acessibilidade na escola. A questão da comunicação sempre merece especial atenção, já que envolve de maneira particular o processo de aprendizagem de conteúdos. Vejamos agora o caso dos alunos com deficiência intelectual. Eles precisam que o professor exponha as ideias uma a uma, e por meio de uma linguagem simples e objetiva; muitas palavras seguidas podem não ser bem compreendidas. Quando possível, conversar "olho no olho", enfatizando a presença do pro- fessor e garantindo a atenção ao que ele diz. uso do apoio visual desenhos e imagens é imprescindível, já que essa linguagem é um recurso humano que, inicialmente, depende menos de atributos intelectuais, mas, sim, sensoriais. Os esquemas gráficos e as fotos surtem um bom efeito nas etapas de explanação oral e na apresentação dos textos escritos, que devem também ser construídos com frases curtas. É claro que, em etapas posteriores do processo de ensino e aprendizagem o professor investirá, pouco a pouco, em uma articulação maior dessa lingua- gem com outros recursos cognitivos, o que promoverá um maior desenvolvimento intelectual. Ainda sobre a questão da linguagem, vale lembrar que, em algumas deficiências intelectuais, como em alguns casos da Síndrome de Down, por exemplo, existe um comprometimento auditivo, o que amplia a importância das imagens para a memorização das informações. Em situações de reuniões ou palestras, por exemplo, pode-se optar por um interlocutor, isto é, o acompanhamento de uma pessoa que vá explicando ao aluno com deficiência in- telectual, por meio de desenhos, o que está sendo dito. Para encerrar esta sequência de exemplos, vale a pena também destacar que, para ser memorizada e estabelecida, qualquer aprendizagem precisa fazer sentido; se isso não acontecer, a ideia se esvai. Para a pessoa com deficiência intelectual, memorizar ações está intimamente ligado às necessidades afetivas, XIVa falta de sentido dos argumentos lógicos. A mesma dificuldade se dará na desconstrução de um hábito ou regra; sem um novo laço afetivo, um significado claro para a criança, o con- teúdo trabalhado não será aprendido. As questões apontadas anteriormente costumam vir acompanhadas de outro elemento, que é o ritmo mais Ele deve ser respeitado, pois se deve a um desenvolvimento físico/motor, cognitivo e psíquico diferente. As próprias crianças com deficiência intelectual costumam dizer que não conseguem ser rápidas; são capazes de fazer muitas coisas, mas precisam sempre de um tempo maior. Para encerrar essa breve explanação, gostaríamos de destacar a necessidade de todos os componentes da comunidade escolar serem informados, estudarem com maior profundidade e debaterem as questões a que esse texto se refere, já que, de maneira geral, elas se referem a uma visão mais ampla da sala de aula, quer ela tenha alunos com deficiência ou não 6. A BNCC COMO REFERÊNCIA NACIONAL PARA A FORMULAÇÃO DE CURRÍCULOS NO ENSINO FUNDAMENTAL Professor, este texto tem como objetivo destacar alguns pontos, entre os elencados na BNCC, que possam ajudá-lo a compreender cada vez mais o seu papel de mediador do pro- cesso de ensino-aprendizagem de conteúdos escolares da área de Ciências da Natureza. Reflexão inicial Vamos iniciar esta etapa com algumas ideias básicas apresentadas nesse documento. Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que fundamenta a BNCC, os "conteúdos cur- riculares estão a serviço do desenvolvimento de orientando o que se define como "aprendizagens As competências são conhecimentos escolares entendidos como conceitos, procedi- mentos, valores e atitudes que são mobilizados e operados em situações que reque- rem a sua aplicação. A BNCC é definida como o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Esse documento traz a escolha de determinadas habilidades para expressar as apren- dizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos. A acima nos fornece elementos para estabelecer uma relação entre os termos competências, habilidades, conteúdos curriculares, conhecimentos e aprendizagens essenciais. É essa relação que está presente no seguinte princípio: "Ser competente significa ser capaz de, ao se defrontar com um problema, ativar e utilizar o conhecimento construído" No caso de Ciências da Natureza, esse princípio denominado letramento científico é definido na BNCC como a capacidade de compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico, mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais da ciência, o que deve levar o aluno ao exercício pleno da cidadania. Na obra Ensino de Ciências e cidadania, publicada em primeira edição no ano de 2004, as autoras Myriam Krasilchik e Martha Marandino trazem uma série de elementos que expli- cam e ampliam o significado do termo "Alfabetização científica", ou de outros relacionados a eles como "ciência, tecnologia e sociedade" e "compreensão pública da ciência". Segundo as autoras, essas "são hoje expressões comuns tanto na literatura especializada, quanto nos meios de comunicação de massa. Cada uma delas tem múltiplos significados e interpretações. No entanto, a sua presença reiterada indica a importância da ciência e da tecnologia em nossa vida diária, nas decisões e nos caminhos que a sociedade pode tomar e na necessidade de uma análise cuidadosa e persistente do que é apresentado ao cidadão". XVÉ preciso deixar clara a necessidade de se investir na ampliação do ensino e divulgação das ciências, à medida que, a partir da BNCC, essa questão se torna um dos objetivos dos currí- culos nacionais. E mais, na medida em que a BNCC também tem como objetivo a formação humana integral e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, os conheci- mentos construídos dentro da escola precisam chegar à população. Pela sua importância no processo de ensino-aprendizagem, as quatro etapas do processo investigativo precisam ser consideradas fios condutores das abordagens dos temas apre- sentados aos alunos. Por essa razão, devem ser bem compreendidas pelo professor. A etapa final, de intervenção, por exemplo, pode ser um bom momento para estabelecer vínculos com a comunidade escolar. Quanto aos Objetivos de aprendizagem propostos nesse documento, salientamos os seguintes: Superar a fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento; Estimular a aplicação na vida real de conhecimentos construídos; Estimular o protagonismo do aluno ao longo de seu processo de aprendizagem; Valorizar o contexto para que ele possa dar sentido ao que se aprende. Os tópicos acima fortalecem as relações que propiciam o processo de letramento científico. A estrutura pedagógica das unidades Para elaborar o planejamento da área de Ciências da Natureza há necessidade de muita atenção ao significado dos termos unidade temática e objetos de conhecimento, além das habilidades, já citadas Você verá que todas as atividades propostas nessa obra serão interpretadas, pedagogicamente, por meio do uso desses termos. Mesmo que a instituição escolar utilize outros termos na composição desse documento anual, certamente será necessário que ele traduza as etapas que fundamentam o processo de desenvolvimento de competências que foi reproduzido nessa obra. As unidades temáticas, que estruturam os cursos de Ciências da Natureza nos nove anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, são desenvolvidas em conjunto. Articular os conteúdos propostos em cada uma delas não somente articula as subáreas das ciências, mas também abre espaço para a articulação com outras disciplinas. Sobre os objetos do conhecimento, veja que eles estão associados tanto a conceitos como a procedimentos. Quanto às habilidades, elas "mobilizam conhecimentos conceituais, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e procedimentos de investigação envolvidos na dinâmica e construção de conhecimentos na ciência". Sendo assim, é por meio das habilidades selecio- nadas que a abordagem dada ao objeto de conhecimento ficará explicitada. Por essa razão, a leitura e a interpretação das habilidades, precisa ser feita por meio de sua composição, isto é, do verbo + complemento do verbo + modificadores. Por isso, vale a pena retomar: Verbo: expressa processo cognitivo; Complemento do verbo: explicita o objeto do conhecimento mobilizado na habilidade. Modificadores do verbo ou do complemento do verbo: explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada. Os modificadores também explicitam a situação ou condição em que a habilidade deve ser desenvolvida. A leitura reflexiva dessas e outras informações do documento antes, durante e ao final de cada unidade a ser desenvolvida dará respaldo para diferentes etapas do trabalho, incluindo o processo de avaliação contínua. Da mesma forma, a leitura e discussão entre os pares, nas diferentes disciplinas. Esse é um exercício importante de ampliação do conhecimento das propostas da BNCC para as diferentes áreas, e que será necessário para a concretização do currículo escolar. É preciso considerar que o processo de desenvolvimento de competên- cias passa a ser, a partir de agora, o desafio central do processo de ensino-aprendizagem que você viverá com seus alunos. XVI7. ORGANIZAÇÃO DA OBRA Unidades de trabalho Os livros desta coleção são compostos de quatro unidades, que visam o desenvolvimento de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais e estão estruturadas com base nos "momentos pedagógicos" (problematização, organização e ampliação). As unidades estão subdivididas em capítulos, que apresentam títulos relacionados aos assuntos que serão apresentados aos alunos. Estrutura A coleção apresenta seguinte estrutura: Apresentação: texto único para a coleção; representa a pri- OBJETOS POR meira conversa do autor com os alunos. TODOS os LADOS Conheça seu livro: apresentação para o aluno das seções e dos ícones do livro. Sumário: para a apresentação dos conteúdos distribuídos ao longo das quatro unidades. Contém títulos, com base nos quais o professor pode iniciar a organização do seu trabalho. Para começo de conversa: é a abertura das unidades; nela são propostas atividades interativas como jogos, brincadeiras, de- safios, leitura e interpretação de imagens e pequenos textos, além COM DOS de questões que permitem o levantamento de conhecimentos prévios sobre assuntos que compõem a unidade. Fazendo contatos: propõe o encaminhamento de conversas com pessoas da comunida- de, pesquisas e investigações por parte dos alunos para obter informações que ampliem o conhecimento sobre o tema Esse espaço de aprendizagem propicia que os alunos tenham contato com outras crianças e com outros adultos (funcionários da escola, parentes, vizinhos da residência ou da escola, profissionais das diferentes áreas). Outros links: espaço para leitura e interpretação de textos e imagens publicados em culos da mídia como jornais, revistas e páginas da internet. Contém questões de compreen- são da situação apresentada. Essa seção também pode trazer atividades de pesquisa, que terão como fonte de informação os veículos da mídia já citados. Atividade prática: nessa seção são propostos experimentos, construção de modelos e si- mulações. experimento é uma estratégia de aprendizagem em que há controle de variáveis e é composto por etapas: levantamento de hipóteses, montagem, observação, registro, dis- cussão dos resultados, conclusão e retomada das hipóteses apresentadas. Nas atividades prá- ticas, podem aparecer recados Atenção! para alertar os alunos sobre cuidados necessários ao manusear algum material ou objeto, com o propósito de garantir sua integridade física. Ampliando o que aprendemos: com propostas de atividades diversificadas cujo objetivo é retomar, passo a passo, e ampliar conteúdos que são desenvolvidos ao longo dos capítulos das unidades. Remexendo no baú: seção em que se amplia o conteúdo específico por meio de informações adicionais que sempre se referem a fatos ocorridos no passado. Além de um texto, nesta seção são propostas questões de compreensão da situação apresentada. Nesse espaço, que também permite um diálogo entre as áreas, são apresentados biografias, histórias, relatos e notícias. Pelos caminhos da arte: permite aos alunos o contato com diferentes expressões ar- tísticas, ampliando o desenvolvimento de procedimentos como: apresentar dúvidas e fazer perguntas; observar atentamente e fazer descobertas; identificar e compreender diferentes usos da técnica/tecnologia e seus processos. Em ação: para encerrar a unidade, atividades diversificadas são apresentadas aos alunos com a finalidade de retomar, ampliar e/ou sistematizar conhecimentos construídos ao longo da A proposta apresentada nessa seção também pode ser utilizada para estabelecer relações com conteúdos desenvolvidos em unidades anteriores. XVIILeia mais: no final de cada volume, essa seção oferece sugestões comentadas de livros e páginas da internet. Glossário: traz o significado de palavras em destaque, na de cada unidade, ao longo do texto. No glossário, foram transcritos apenas os sentidos das palavras mais adequados ao contexto do que está sendo lido. Referências: cada volume traz, nas páginas finais, sugestões de leitura para consulta do professor. Material complementar: contém páginas com figuras, tabelas e outros materiais recortá- veis que serão utilizados para realizar algumas atividades propostas nos capítulos. Itens específicos que serão encontrados ao longo das unidades Vinhetas Vinheta de medida: auxilia o aluno a deduzir com mais facilidade qual é o tamanho médio do ser vivo mostrado em uma imagem. vezes, essa vinheta indica a altura; ATÉ 66 outras vezes, representa o comprimento, diâmetro ou a envergadura. Atividade oral: momento individual ou coletivo de exposição das hipóteses ou dos conhecimentos prévios, das respostas às questões, das sugestões e da troca de ideias com os colegas. Faça no caderno: o caderno do estudante (Caderno de descobertas) é item fun- damental como recurso didático, pois estimula os registros das atividades. O seu uso corrente desenvolve capacidades organizacionais e auxilia a criança nos controles do espaço e do tempo. Nos registros devem constar as lições de casa, os registros feitos pelo professor na lousa, as anotações das atividades práticas, das entrevistas, das pes- quisas, das observações e da coleta de dados em espaços externos, bem como das informações complementares que desejam comunicar ao grupo-classe. Observação: oriente os alunos a datar todos os registros citados acima. Atividade em dupla: etapa anterior à da atividade em grupo, que pressupõe uma primeira coleta e troca de dados e sua organização para uma posterior exposição ao grupo-classe. Atividade em grupo: abrange desde as atividades em trios até o trabalho coletivo. Representa a etapa de discussões, tomada de decisões, sistematização e, eventualmen- te, ampliação de conteúdo. Respostas às questões Resposta pessoal: pressupõe vivências pessoais/conhecimentos prévios. Nesse caso, o registro exprime o que o aluno pensa; descreve o que ele faz ou observa, como interpreta resultados e formula seu registro após discussões coletivas. Respostas possíveis ou prováveis: são respostas que podem aparecer, mesmo não sen- do esperadas pelo professor. Ocorrem nas situações em que os alunos, mesmo já tendo desenvolvido conhecimentos escolares, ainda se utilizam do senso comum na elaboração de suas respostas. Respostas do grupo: registros do que foi aprendido, aplicado em estratégias como a ela- boração de textos coletivos; comunicação do que foi aprendido a interlocutores que não fazem parte do grupo-classe; conclusões de atividades práticas; organização de dados obtidos por meio de entrevistas com adultos da escola, da residência ou com profissionais da área em questão. Atividades que necessitam de orientações mais detalhadas para os alunos Situações em que os alunos devem trazer material de suas residências: solicite os materiais com bastante antecedência. Escreva bilhetes curtos e claros para os adultos que cuidam das crianças, justificando seu pedido e solicitando colaboração. XVIIIEntrevista e atividades coletivas de fechamento de unidade com adultos da escola e/ou que moram com os alunos: deixe clara a importância da atividade. Oriente os alunos com antecedência para que eles possam se organizar, marcar horários, se necessário, e fazer bons registros. Uso de espaço externo da escola e saídas para a realização de visitas ou estudos do meio: para que se obtenham bons resultados, serão necessárias algumas reuniões que deverão ser feitas com antecedência para os alunos tirarem suas dúvidas, para destacar a im- portância dos registros no mural da sala de aula e para valorizar a oportunidade de interação social com os colegas e com outras pessoas da escola/comunidade. Aproveite as situações para ampliar seu material de trabalho, fotografando e filmando os alunos no decorrer das atividades. Consulta a páginas da internet Segundo estudos de especialistas em aplicação de novas tecnologias ao processo de ensino e aprendizagem escolar, a internet é um meio de comunicação que permite encurtar distân- cias, interligando por meio de textos e imagens pessoas e conhecimentos relacionados a diferentes culturas, bem como a centros de estudo dos mais diversos locais; facilitar a divulga- ção de diferentes ideias e perspectivas acerca do mesmo objeto de estudo; facilitar o acesso a informações atualizadas; ampliar a reflexão crítica e a possibilidade de perceber diferentes formas de ver a realidade em que vivemos, entre outros. Em relação à sala de aula, discute-se a importância da internet ao estimular a proposição de atividades de colaboração entre os componentes do grupo-classe e ao desencadear conhecimentos tecnológicos a ser aplicados à vida cotidiana. A fim de ampliar as ferramentas de busca de informações na mídia digital, são sugeridas consultas a sites da internet: no livro-texto, em algumas unidades, por meio do ícone Atividade no computador e na seção Leia mais. Além dessas indicações para o aluno, foram feitas neste Manual do Professor outras sugestões nas seções Conexões para os alunos e Conexões para o professor. Ainda sobre esse tema, e com base nas orientações de Luciana Allan, diretora do Instituto Crescer para a Cidadania e especialista em tecnologias aplicadas à educação, e sua equipe, há passos que se devem seguir na adoção de tecnologias digitais como ferramentas pedagó- gicas na sala de aula. Entre eles estão: Entender como os recursos digitais podem ser incorporados à rotina escolar; Planejar novas estratégias de ensino que tenham os alunos como centro do processo de aprendizagem e o professor como mediador da construção do conhecimento; Incentivar os alunos a pesquisar na internet, orientando-os a fazer uso de palavras-chave e uso do computador símbolos, comparar informações e discutir sobre os temas pesquisados; e de outros aparatos Estimular os alunos a produzir seus próprios textos, em diferentes formatos, com base nas digitais, quando pesquisas realizadas, tanto na internet como em outras mídias, e orientá-los a mencionar bem orientado, é um autores e fontes pesquisadas; excepcional recurso didático e pedagógico. Motivar e dar condições para que os alunos participem de projetos com estudantes de outras escolas, criando ou ensinando-os a criar, individualmente ou em grupos, um espaço virtual exclusivo para a produção desses trabalhos (um blogue, uma página no Facebook, um perfil no Twitter); Valorizar o uso de diferentes recursos tecnológicos para produção de trabalhos escolares como vídeos, fotos, podcasts, blogues, slides. Essas ferramentas podem ser utilizadas tan- to no dia a dia escolar como futuramente, no mercado de trabalho. Para obter mais informações sobre esse assunto, consulte o site Porvir: o futuro se apren- de, disponível em: Acesso em: 18 nov. 2017. No que se refere ao desenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação e elaboração de texto, um exercício bastante adequado é a solicitação de produção de um texto final. Nele, os alunos, individualmente, em pequenos ou em grandes grupos, com base nas orientações dadas pelo professor, partem de algumas opções de consulta apresentadas em páginas da XIXinternet e depois leem, interpretam, discutem e selecionam informações, relacionando dife- rentes conteúdos de algumas dessas opções. Por terem feito caminhos distintos, os textos obtidos apresentarão perfis e conteúdos com características próprias. 8. ESTRATÉGIAS DE TRABALHO Considerações gerais sobre a elaboração de um planejamento de Ciências da Natureza planejamento é um instrumento fundamental na previsão e organização do trabalho cotidiano. Seu conteúdo deve refletir: os princípios educacionais da instituição à qual se destina; os objetivos pedagógicos da área para cada faixa etária; a visão de uso do tempo, dos espaços da escola e dos materiais selecionados; a garantia e valorização do espaço de mediação do professor. Um planejamento pode ser anual, bimestral, mensal, semanal; deve estar instrumentaliza- do para enfrentar o inesperado; deve ser válido e útil. Por essa razão, esse documento precisa ser avaliado e alimentado por um processo sistemático de monitoramento dos resultados da sua aplicação em sala de aula. A escolha dos itens que compõem um planejamento precisa considerar a existência de condições para uma maior e melhor integração dos alunos à vida coletiva. Para isso, deve permitir aos alunos: desenvolver conhecimentos das subáreas de Ciências da Natureza, relacionados entre si e por meio de diferentes linguagens; sentirem-se desafiados, em uma busca prazerosa pela compreensão do mundo; aprender a respeitar e a valorizar o outro e, consequentemente, as diferenças entre as pessoas; construir sua identidade e autonomia; desenvolver, de forma integrada, conteúdos escolares, habilidades cognitivas, atitudes e valores éticos e estéticos, compreendendo mais especificamente a importância dos valores e hábitos da cultura na qual estão inseridos; aprender e valorizar aspectos da saúde física e social; manter contato com pessoas da comunidade e viver experiências fora da sala de aula que os estimulem no desenvolvimento de diferentes saberes. Outra questão importante se refere à articulação entre os planejamentos propostos nos anos iniciais do Ensino Fundamental. É preciso que se faça a escolha de um ou mais fios con- dutores que percorram cada ano e garantam uma relativa homogeneidade no trabalho do grupo de professores em relação ao desenvolvimento de conteúdos da área de Ciências da Natureza. No processo de monitoramento dos planejamentos, esse objetivo deve ser alcança- do e precisa ser minimamente contemplado. Para tanto, sugere-se uma discussão bimestral do grupo docente sobre o tema. Outros tópicos, além dos sugeridos acima, devem ser considerados e inseridos no plane- jamento de Ciências da Natureza da escola. Para isso, será necessário avaliar, por exemplo, condições de manutenção de um espaço formal de laboratório, de uma horta escolar, de um espaço permanente de exposições, entre outros. As atividades práticas Nesta obra, denominamos atividades práticas as situações de aprendizagem que envolvem a manipulação de materiais e objetos, tanto para a elaboração de representações como para a de experimentos. XXPara a realização das atividades que selecionamos, são necessários materiais e objetos de fácil acesso, tanto ao professor como aos alunos. A quantidade de atividades práticas ao longo das unidades varia conforme tema estuda- do e a abordagem escolhida. Alguns temas propiciam não apenas um maior número desse tipo de atividade, mas até mesmo uma articulação entre elas. As atividades práticas são estratégias importantes no processo de desenvolvimento de procedimentos científicos, pois estimulam, entre outras habilidades, a capacidade de elaborar e testar hipóteses, observar e comparar dados, analisar e discutir resultados. Esse tipo de atividade contribui para o aluno desenvolver também a capacidade de se expressar por escrito e oralmente, questionar, tomar decisões, organizar a troca de conhecimentos e até mesmo de reconhecer que a atividade científica é e que o erro faz parte desse processo. Mesmo quando os resultados são satisfatórios e a atividade é bem-sucedida, o mais importante é a vivência e a compreensão de cada etapa, além das novas problematizações que surgem e contribuem para a aquisição de novos conteúdos, sejam eles conceituais, procedimentais ou atitudinais. A leitura e, principalmente, a compreensão do texto instrucional de uma atividade prática também são itens importantes para o desenvolvimento dessa estratégia, assim como o regis- tro organizado das observações. A importância das imagens A chamada cultura visual é hoje um campo de estudo que envolve atividades relacionadas a todas as áreas de aprendizagem. A quantidade de imagens veiculadas diariamente na tele- visão, nos livros, nos jornais e nas revistas, na internet e nas propagandas mostra a importân- cia da exploração das representações visuais em atividades pedagógicas. arte-educador e pesquisador norte-americano Elliot Eisner defende a ideia de que o en- sino se torna mais abrangente quando utiliza representações visuais, pois elas podem ampliar a possibilidade de aprendizagem de conteúdos, tanto conceituais como procedimentais e atitudinais. A leitura e a interpretação de imagens podem ajudar os alunos a compreender e dar mais sentido ao mundo em que vivem, aproximando-os da realidade. estudo de objetos, por exemplo, pode ser fonte de uma série de informações e estabe- lecer relações entre povos, lugares e tempos. Se transportarmos essas ideias para o trabalho com o conteúdo de Ciências, certamente merecerão maior atenção do professor as imagens do livro didático, sejam elas desenhos ou fotos, e as imagens de outros livros, revistas e jornais, vídeos, páginas da internet, que fre- quentemente expomos para os alunos nas atividades de sala de aula. Dessa forma, farão mais sentido também os registros visuais elaborados a partir de observações em experimentos e visitas, nas etapas de projeto e construção de modelos, na montagem e exposição de painéis ilustrados, entre outras situações de aprendizagem. Em boa parte dos conteúdos, as ilustrações são as maiores referências que os alunos têm sobre o que está sendo apresentado no texto escrito. É preciso, portanto, treinar o olhar dos alunos para que desenvolvam as habilidades de observação atenta das imagens e a capacida- de de identificar e analisar informações por meio delas. Nos livros didáticos, algumas fotos necessitam de um tratamento particular para que sejam fontes adequadas de aprendizagem, considerando-se a faixa etária dos alunos. Nesse caso, os cuidados referem-se a medidas e ao uso de coloridos artificiais que facilitam a visualização do que está sendo representado. A representação de medidas: as escalas, as proporções, a massa corpórea dos diferentes seres vivos citados ao longo dos livros são trabalhadas sob diversos critérios. Por exemplo, há fotos em que aparecem seres vivos, e nelas há uma miniatura em desenho com a indicação do tamanho médio dos seres da espécie apresentada. o uso do colorido artificial: células, microrganismos e esquemas que representam estrutu- ras do planeta ou identificam detalhes do corpo humano são mostrados com cores fantasiosas para diferenciar melhor um componente do outro ou para tornar o ensino compreensível. XXIOs projetos de como instrumentos de comunicação social Os objetivos e a estrutura do projeto projeto tem como objetivo principal dar condições para os alunos, em grupos, buscarem respostas para situações-problema e divulgarem suas descobertas para o grupo-classe ou ou- tros grupos da comunidade escolar, propondo uma ação para a solução do problema. De maneira geral, os projetos devem ter a seguinte estrutura: a) Escolha do título. b) Leitura de texto introduz o tema do projeto. vezes promove uma ampliação do conteúdo. c) Apresentação da situação-problema. d) Orientações para o trabalho propõe um roteiro de trabalho, ou seja, de como a ativi- dade pode ser realizada por pequenos grupos, com o objetivo de coletar dados sobre a questão-problema. e) Registro das informações organização dos dados obtidos em listas, quadros, esque- mas, gráficos, anotações, fotos ou desenhos. f) Análise das informações propõe questões a serem respondidas e discutidas pelo gru- po-classe com base nos dados obtidos pelos pequenos grupos. g) Conclusões do grupo com base na análise dos dados, o grupo deve cumprir um ou mais dos itens a seguir. Sugerir ações a serem realizadas. Levantar novas questões e, caso haja tempo e interesse, organizar uma nova etapa de coleta de dados. Organizar os dados de maneira que possam ser apresentados a outros grupos, per- tencentes ou não à comunidade escolar. Painéis, maquetes, dramatizações, modelos, vídeos ou exposições são formas de apresentação das conclusões do grupo. o texto a seguir fornece mais subsídios acerca da metodologia de projeto. 1. objeto de estudo ou de produção e a atividade que o em prática têm valor afetivo para o aluno. Este o empreendeu de forma voluntária e pessoal, e a intensidade desse empenho pessoal carac- teriza fundamentalmente o fato de haver ou não projeto. [...] Outro aluno, ou o professor, pode estar na origem de um projeto, mas o que é fundamental é o grau de empenho voluntário do aluno. 2. No projeto, o assunto de estudo ou de atividade é assumido por vários alunos, o que leva a uma divisão previamente discutida pelos colegas. Um projeto pode ser estritamente individual, mas essa situação não é favorável ao seu mais amplo desenvolvimento. E, mesmo nesse caso, a coletividade está presente como moderadora, informadora e avaliadora. [...] 3. A atividade que vai ocupar várias aulas, até mesmo várias semanas, deve ser planificada de ma- neira suficientemente flexível para dar lugar a reorientações sempre que isso pareça necessário depois de um debate e de uma tomada de posição colegiada. Mas, desde o princípio, é estabelecida uma planifi- cação depois e durante as discussões em grupo, onde se decide a divisão de trabalho descrita no item 2. 4. Qualquer projeto deve dar origem a uma produção esperada por uma coletividade mais am- pla que está a par do que se passa e que, no fim, vai Quer se trate de conhecimento ou de uma produção técnica ou artística, projeto deve terminar numa "obra-prima" apresentada a toda a classe, isto é, ao conjunto. Esse desfecho, necessário, é um fator muito importante de investimento afetivo. XXII5. projeto deve ser posto em prática de uma maneira flexível. Uma programação rígida prevista desde o início e imposta pelo professor é oposto de uma pedagogia do projeto. É confronto perma- nente do objetivo enunciado e das condições da sua realização que constitui essencial do trabalho onde se pratica a autonomia do aluno, a sua criatividade e a sua solicitação. o grupo, nessas condições, deve periodicamente verificar a situação do seu trabalho e, quando necessário, reorientá-lo consciente- mente tendo em conta as dificuldades encontradas. 6. A realização do projeto dá lugar a uma alternância de trabalho individual e de negociação co- letiva. [...] A cooperação no grupo deve ser permanente, sem provocar confusão no âmbito das tarefas pre- viamente decididas e distribuídas. 7. O papel do professor, no projeto, é de coordenador e de informador, intervindo a pedido ou por sua própria iniciativa à medida que trabalho avança. [...] Assim, ele deve saber incitar, esperar e intervir quando a situação está madura para essa intervenção. professor resume e formaliza a regra do jogo no final das discussões; indica as fontes de informação que procura por sua conta. A sua prepa- ração não está acima da atividade, acompanha-a e segue as suas evoluções. As características que acabam de ser descritas decorrem todas, finalmente, da condição funda- mentalmente indicada no item 1, a saber, empenho afetivo do aluno na sua tarefa, isto é, a situação de aprendizagem pessoal é ou não criada. Os vetores afetivos dessa situação são: interesse espontâneo pela tarefa; a necessidade de socialização (ser reconhecido, agir e interagir com os outros). [...] (LEGRAND, 1982, p. 41-43. Tradução nossa.) 0 estudo do meio e o fazer Assim como o projeto, estudo do meio é uma atividade interdisciplinar que também envolve temas transversais. local escolhido para a sua realização pode ser o próprio espaço escolar, as ruas, as pra- ças e os parques públicos, os museus, as associações e o comércio do bairro ou lugares mais distantes. primeiro passo é definir os objetivos. Depois, organizar o trabalho, discutindo com os alunos as quatro etapas dessa atividade. São elas: A preparação Propor uma questão-problema aos alunos para levantar hipóteses sobre ela. Estabelecer, com antecedência, local, data e período do trabalho. Definir os conteúdos a serem desenvolvidos. Organizar um roteiro do qual façam parte as sugestões dos alunos. Esse roteiro pode ser distribuído para os alunos ou servir de orientação para o trabalho do professor. Discutir com os alunos sobre as atitudes adequadas durante o trabalho em relação à me- todologia pedagógica, tanto no método de trabalho como na aplicação das normas de segurança. Fazer levantamento dos materiais necessários. XXIII0 trabalho de campo É o momento da observação e da coleta de dados. Caso haja roteiro, ele poderá ser preenchido individualmente ou em grupo. É importante que o professor também faça suas anotações, observando situações significativas, falas dos alunos, assuntos que despertem maior interesse e informações fornecidas por outros profissionais. Quando possível, foto- grafar e/ou gravar algumas etapas do trabalho. Dependendo do local visitado e do tempo disponível, propor, no roteiro, desenhos de observação. A organização dos dados Se percurso for feito com um roteiro de questões, retomar cada uma delas, esclarecendo dúvidas. É preciso garantir que todos os alunos tenham um material organizado. Perguntar-lhes como foi a experiência de participar de uma atividade como essa. Fazer um levantamento do que eles aprenderam. Verificar se os dados obtidos foram sufi- cientes para responder à questão-problema. Caso não tenham sido, propor atividades com- plementares, como novas entrevistas, vídeos, consultas a livros, revistas e páginas da internet. A sistematização dos dados Nessa etapa, os alunos poderão utilizar diferentes formas de registro. Entre elas estão os cartazes e os álbuns, as maquetes, as exposições de modelos e fotos. Com a ajuda do profes- sor, poderão elaborar textos coletivos para posterior dramatização. Observações: Caso surjam assuntos que despertem um interesse maior, indicar leituras complementares. Todas as etapas da atividade de estudo do meio são consideradas momentos de avaliação. Considerações sobre o papel dos conteúdos Os conteúdos: ensinar para desenvolver competências Partindo do princípio de que desenvolver competência é desenvolver a capacidade de mo- bilizar recursos para resolver uma situação complexa (adaptação da proposta de Philippe Perrenoud), torna-se necessário explicitar que recursos seriam esses. professor Vasco Pedro Moretto (2003) refere-se a cinco recursos que o aluno precisa ter disponíveis para resolver uma situação complexa: os conteúdos específicos, as habilidades e os procedimentos, as linguagens específicas, os valores culturais e a administração das emo- ções. Utilizando como referência as ideias desse educador, vamos analisar uma situação na qual o aluno precisa mobilizar esses recursos: a observação de um fenômeno natural. Imagine que esse fenômeno seja a transpiração de uma planta, observada em um experimento. As condi- ções do experimento são as seguintes: Uma planta (violeta, por exemplo) é colocada em um vaso umedecido. Para não haver eva- poração direta, vaso deve ser coberto com um pedaço de papel-alumínio. A planta é recoberta com um saco plástico transparente amarrado ao vaso. vaso é mantido em local iluminado por um dia. Resultado: muitas gotas de água se formarão na parte interna do saco plástico, indicando a condensação da água que foi evaporada na transpiração. Observe, a seguir, os cinco recursos de que o aluno precisará em uma situação como essa. 1. Conteúdos específicos: saber que a planta é um ser vivo; os seres vivos transpiram; a transpiração é um fenômeno que representa eliminação de água na forma de vapor; a água passa por mudanças de estado físico. XXIV2. Habilidades e procedimentos: fazer o registro depois de ter observado e identificado adequadamente as de água na parte interna do saco plástico e reconhecido essas como indícios do fenômeno de transpiração da planta; relacionar o aparecimento de gotas de água a uma mudança de estado físico (vapor de água da transpiração da planta em gotas de água, no estado líquido, na parte interna do saco plástico); comparar as condições do saco plástico seco, no início do experimento; depois, umede- cido internamente. Não é obrigatório que o aluno resolva a situação utilizando todas as habilidades (registrar, identificar, reconhecer, relacionar, comparar) descritas no item 2 acima. 3. Linguagens específicas: conhecer algumas expressões que identificam esse fenôme- no. Entre elas estão: transpiração, estados físicos da água (sólido, líquido, gasoso), mudanças de estado físico (evaporação, condensação). 4. Valores culturais: reconhecer a importância do experimento para verificar que as plan- tas evaporam água. 5. Administração das emoções: sentir-se motivado e capaz de interpretar e registrar o que foi observado no experimento; sentir-se à vontade para discutir o experimento com os colegas e tirar as dúvidas com o professor. Tipos de conteúdo: conceituais, factuais, procedimentais e atitudinais Os cinco recursos apontados anteriormente são considerados conteúdos e podem ser agrupados da seguinte maneira, de acordo com Moretto: conceituais, factuais (conteúdos e linguagens específicos), procedimentais (habilidades e procedimentos) e atitudinais (valores culturais e administração das emoções). Vamos ver algumas informações sobre cada um deles Conteúdos conceituais: referem-se a uma aprendizagem que implica compreensão, que vai além da reprodução, por exemplo, de uma definição. A definição é uma sentença que traz algumas informações sobre o objeto de estudo, e é comum encontrarmos nos livros as mesmas definições para os mesmos objetos de estudo. conceito, no entanto, é uma representação que passa por um processo de elaboração e construção pessoal. Essa repre- sentação leva em conta tudo o que se sabe, em determinado momento, sobre esse objeto de estudo. Segundo o professor Antoni Zabala, "[...] Uma das características dos conteú- dos conceituais é que a aprendizagem quase nunca pode ser considerada acabada, já que sempre existe a possibilidade de ampliar ou aprofundar seu conhecimento, de fazê-la mais significativa" (ZABALA, 1998, p. 43). Conteúdos factuais: são conhecimentos relativos a fatos, dados, acontecimentos, situa- ções e fenômenos concretos e observáveis. Considera-se que o aluno aprendeu um con- teúdo factual quando ele consegue recordar e repetir exatamente o que foi dito pelo pro- fessor ou lido, por exemplo, sobre os nomes dados aos grupos de classificação dos animais. Conteúdos procedimentais: são os conteúdos que têm como objetivo desenvolver o raciocínio. Por isso, envolvem ações ordenadas (procedimentos, técnicas, métodos, regras), cujo objetivo é desenvolver capacidades cognitivas e habilidades instrumentais, como ob- servar, comparar, registrar, relacionar, identificar, ler, interpretar, classificar, calcular, saltar, recortar, desenhar, analisar, comentar, criticar, concluir, explicar, justificar, memorizar, entre outras. Segundo Zabala, essas ações devem ser exercitadas tantas vezes quanto for possí- vel, e é preciso "que sejam realizadas em contextos diferentes para que as aprendizagens possam ser utilizadas em qualquer ocasião" (ZABALA, 1998, p. 46). XXVOs conteúdos procedimentais são trabalhados por meio de atividades que devem, por- tanto, ser diversificadas, com o objetivo de desenvolver significativamente o maior número possível de competências cognitivas e de habilidades instrumentais. Conteúdos atitudinais: têm como objetivo desenvolver no aluno conhecimentos que devem ser postos em prática em situações de vivência plena da cidadania. Os conteúdos atitudinais, que não devem ser trabalhados isoladamente, fazem parte do contexto diário de uma sala de aula. 9. A AVALIAÇÃO 0 que é avaliar? Falar em avaliação, na escola de hoje, não significa mais estabelecer uma relação exclusi- va com a prova. A análise dos processos de aprendizagem, tanto individuais como coletivos, e as aquisições pessoais são exemplos de outra dimensão da avaliação que a escola está procurando conhecer e valorizar. trabalho de avaliação deve partir do seguinte pressu- posto: [...] a avaliação designa um conjunto de atuações [...], mediante qual é possível ajustar pro- gressivamente a ajuda pedagógica às características e necessidades dos alunos e determinar se foram realizadas ou não, e até que ponto, as intenções educativas que estão na base de tal ajuda pedagógica. Assim, a avaliação deve desempenhar duas funções [...]: permitir ajustar a ajuda pedagógica às características individuais dos alunos por meio de aproximações sucessivas; e permitir determinar grau em que foram conseguidas as intenções do projeto. (COLL, 1997, p. 146-147.) A avaliação mediadora A ideia de avaliação proposta por César Coll assemelha-se à denominada avaliação media- dora. Esse tipo de avaliação foi sugerido pela educadora Jussara Hoffmann e baseia-se em princípios como: a necessidade de acompanhamento permanente e a busca da compreensão das dificulda- des dos alunos; a compreensão de como o aluno pensa e por que ele pensa de determinadas formas, levando em conta seu nível de desenvolvimento cognitivo. Segundo César Coll, a característica individual mais importante do ponto de vista educa- cional é o conhecimento prévio, isto é, o conjunto de conhecimentos que cada aluno possui ao se iniciar cada nova etapa de aprendizagem. Considerando-se que a mediação é o elo entre o aluno e o objeto de conhecimento, é possível afirmar que onde ocorre a aprendizagem por mediação também ocorre a avaliação mediadora. Jussara Hoffmann descreve a mediação da seguinte forma: [...] Ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorgani- zando-as. (HOFFMANN, 1991, p. 67.) XXVIPara um professor basear o seu trabalho nessa proposta de avaliação, será necessário que ele tenha claro o conceito de erro. Na prática, algumas ações educativas podem ajudar o pro- fessor a trabalhar com o erro de forma construtiva, isto é, considerando que erro pode ser uma etapa do processo de construção de determinado conhecimento. Entre essas ações estão: Em vez de usar certo ou errado e atribuir nota às questões, comentar, sempre que possível, as respostas dadas pelos alunos nas tarefas e as soluções propostas por eles nas situações (ou problematizações). Assim, o professor estará auxiliando os alunos a localizar as dificul- dades e a procurar soluções mais adequadas. Proporcionar o maior número possível de situações que valorizem a expressão e a discussão de ideias. Situações em que os alunos façam comentários, lancem hipóte- ses, tragam dúvidas, defendam suas ideias, deem sugestões, tanto em atividades orais como escritas, devem ser consideradas como momentos de avaliação. Dependendo dos objetivos do professor, essas atividades serão individuais ou em grupo. No caso do trabalho em grupo, podem, inclusive, ser boas referências para a avaliação de con- teúdos atitudinais. Propor tarefas, menores e constantes, que possam ajudar na compreensão dos tipos de respostas dadas pelos alunos e variar os tipos de perguntas e problemas propostos, além de alternar as linguagens. É importante, por exemplo, que o aluno elabore textos e faça desenhos tanto de observação como de hipóteses. Assim será possível perceber e acompa- nhar o raciocínio do aluno e o caminho percorrido por ele para elaborar diferentes tipos de respostas. Ações como essas valorizam a necessidade de fazer registros, que, por levar em conta a existência de um leitor, seguem alguns princípios de organização na maneira como são elaborados. É comum que o aluno escreva ou desenhe acreditando que professor sempre estará disposto a imaginar o que ele queria dizer. Fazer registros de acompanhamento dos alunos, avaliando a aquisição dos conteúdos con- ceituais, procedimentais e atitudinais propostos. Esses registros dão a dimensão do pro- gresso pessoal e coletivo do grupo-classe. Por que avaliamos três tipos de conteúdo? A segmentação dos conteúdos em fatos, conceitos e princípios/procedimentos/valores e atitudes existe apenas para que se entendam melhor o pensamento e o comportamento dos alunos. É importante não esquecer que a aprendizagem se dá de maneira integrada, muito além da segmentação feita por disciplina. Uma escola centrada quase que exclusivamente nos conteúdos conceituais, especialmente os factuais, de conhecimento enciclopédico, limita os instrumentos avaliativos habitualmente utilizados às provas de papel e lápis. Essa forma de conhecer os resultados obtidos pode ser bastante adequada no caso dos conteúdos factuais, mas não é tanto quando se trata de conteúdos conceituais ou procedi- mentais. E podemos afirmar que não é, em absoluto, quando os conteúdos a serem avaliados são de caráter atitudinal. (ZABALA, 1998, p. 202.) Dificilmente conseguimos avaliar, em um mesmo instrumento e com a mesma profundida- de, os três tipos de conteúdo. o mais provável é que, em diferentes situações, um ou outro conteúdo seja priorizado. fundamental é que, mesmo em níveis diferentes, os três conteú- dos sejam elementos da avaliação. XXVIIAvaliação dos conteúdos Vejamos alguns tópicos que se referem às condições de avaliação desses conteúdos: factuais e conceituais: partindo do princípio de que os conteúdos conceituais têm como objetivo desenvolver no conjunto capacidades cognitivas, motoras, de relacionamento, in- serção e valorização social, a avaliação, como etapa do processo de aprendizagem, deve se adequar a esses princípios. As experiências vividas, portanto, passam a ter valor a ser considerado. Segundo Antoni Zabala, para conhecer o grau de compreensão dos alunos sobre os con- teúdos conceituais, as atividades devem envolver o uso de cada um dos conceitos em diversas situações e em suas explicações espontâneas. [...] Assim, pois, a observação do uso dos conceitos em trabalhos de equipe, debates, exposições e sobretudo diálogos será a melhor fonte de informação do verdadeiro domínio do termo e o meio mais adequado para poder oferecer a ajuda de que cada aluno precisa. [...] (ZABALA, 1998, p. 205.) Há uma tendência para o uso do conteúdo conceitual apenas ligado às definições. No en- tanto, o desafio maior está na elaboração de propostas em que o aluno vai resolver conflitos ou problemas a partir do uso de conceitos. Esses são os chamados exercícios de aplicação, isto é, exercícios em que o aluno usa os con- ceitos, e não apenas os define. Solicitar aos alunos que expliquem com suas próprias palavras determinado fenômeno e citem exemplos que não tenham sido discutidos em sala de aula é uma maneira de avaliar suas aquisições conceituais. Uma sequência de questões que encaminhem a análise de um texto de jornal, referente ao conteúdo estudado, também é uma possibilidade de avaliação desse tipo de conteúdo. Os conteúdos factuais são aqueles que, de maneira geral, avaliamos por meio de provas ou exercícios objetivos, isto é, com uma série de perguntas. Nesse caso, o que queremos saber é se o aluno lembra, por exemplo, nome dado aos animais que se alimentam de plantas, a um órgão do corpo, a determinado ecossistema ou a uma mudança de estado físico. Esses fatos, no entanto, estão associados a conceitos que permitirão analisar a compreen- são dos alunos em situações como a que se solicita que descubram, em dada representação de cadeia alimentar, qual dos animais é Feita essa associação, o conteúdo factual herbívoro deixa de ser apenas um nome. Para que os alunos desenvolvam a capacidade de explicar fenômenos e interpretar situações, é preciso que, no processo de aprendizagem, os fatos sejam, prioritariamente, associados aos conceitos: procedimentais: como os conteúdos procedimentais se referem ao saber fazer, para ava- liá-los será preciso propor situações, facilmente observáveis, que exijam a aplicação desses conteúdos. Saber trabalhar em grupo, fazer uma pesquisa bibliográfica, conduzir uma entrevista, utilizar materiais nos experimentos, montar uma carta, participar da elaboração de um texto coletivo e organizar registros são exemplos de situações em que os conteúdos procedimentais podem ser avaliados. atitudinais: as situações vividas pelos alunos, dentro e fora da sala de aula, são propícias para avaliar os conteúdos atitudinais. As atividades em pequenos grupos ou coletivas sem- pre dão condições para que o professor perceba como cada aluno lida com a troca, o espa- o tempo e a vez do outro, as conquistas coletivas, o respeito às diferenças individuais, o cuidado com todo e qualquer componente do ambiente. A natureza dos conteúdos atitudinais, seus componentes cognitivos, afetivos e de conduta fazem com que seja consideravelmente complexo determinar o grau de aprendizagem de XXVIIIcada aluno. Se no caso da avaliação das aprendizagens conceituais e procedimentais a sub- jetividade faz com que não seja nada fácil encontrar dois professores que façam a mesma interpretação do nível e das características da competência de cada aluno, no âmbito dos conteúdos atitudinais surge uma notável insegurança na avaliação dos processos de aprendi- zagem que os alunos seguem. [...] Como pode se valorar a solidariedade ou atitude não sexista? A quem podemos dar uma boa "nota" de tolerância? É evidente que sobre estas perguntas plana a visão sancionadora e classificatória da avaliação, que pode levar a posições extremas que questionem a possibilidade do trabalho sobre os conteúdos atitudinais por falta de instrumentos que permitam avaliar as aprendizagens de forma "científica". [...] problema da avaliação dos conteúdos atitudinais não está na dificuldade de expressão do conhecimento que os meninos e as meninas têm, mas na dificuldade da aquisição deste conheci- mento. (ZABALA, 1998, p. 208.) desenho é importante ferramenta de registro e de avaliação, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, e deve ser valorizado. XXIXUma proposta de registro de avaliação dos alunos A ficha de avaliação é um documento que pode ser preparado para determinadas ativida- des ou para ter uma visão mais geral do bimestre ou trimestre. Anote no documento: os seus objetivos gerais: dependendo dos assuntos trabalhados, existe a possibilidade de esses objetivos serem mais factuais/conceituais, procedimentais ou atitudinais. os tipos de avaliação propostos para os alunos: diálogos, exercícios, provas, expe- rimentos, entrevistas, cartazes, painéis, estudos do meio, projetos, leituras e análises de textos de jornal, por exemplo. a atribuição: avalie os itens de cada conteúdo, tendo como base os objetivos gerais. Exemplos: atingiu os objetivos (A ou S - satisfatório), atingiu parcialmente (AP ou PS - par- cialmente satisfatório) ou não atingiu os objetivos (NS - não satisfatório). Exemplo de avaliação de um aluno: Conteúdos factuais/conceituais - A ou S Conteúdos procedimentais - AP ou PS Conteúdos atitudinais - NS Modelo de ficha de avaliação: Ficha de avaliação Nome do aluno: Bimestre/trimestre: Objetivos gerais: Atividades propostas: XXXObjetivos Caracterização dos objetivos por conteúdos (exemplos de comportamentos esperados dos alunos). Lembra nomes, fatos, descrições, particularidades. Lista informações. Conteúdos Recorda definições. factuais/ Recorda exemplos e esquemas usados nas instruções. conceituais Refaz processos. Aplica os fatos e conceitos em situações novas. Traz novos exemplos. Levanta hipóteses e faz perguntas. Dá a vez aos colegas e respeita qualquer diferença pessoal. Conteúdos Participa das atividades em grupo. atitudinais Contribui com sugestões e soluções nas atividades coletivas. Cuida de seus materiais. Busca Observa e analisa as imagens e as situações-problema. Lê, interpreta e elabora textos. Conteúdos Coleta dados e faz registros em listas e/ou tabelas. Analisa e discute os dados obtidos. procedimentais Compara e estabelece relações entre os conteúdos aprendidos. (desenvolvimento Utiliza as informações de um texto para fazer desenhos, esquemas e construir modelos. de habilidades) Elabora sínteses por meio de frases, textos e desenhos. Organiza e utiliza adequadamente os materiais em experimentos, construção de maquetes e em elaboração de (Fonte de pesquisa: FRACALANZA, 1987, p. 36-37.) 10. ORGANIZAÇÃO DA PARTE ESPECÍFICA DOS CONTEÚDOS POR UNIDADE Itens específicos Os itens seguintes serão encontrados nos volumes do ao 5° anos, ao longo das orienta- ções propostas para o seu trabalho com o livro do aluno. Temas transversais Esse item é indicado em assuntos cujas abordagens dão condições para o desenvolvimento de propostas que estabelecem uma relação entre conhecimentos escolares e questões rela- cionadas à vida comunitária. Atividades interdisciplinares A interdisciplinaridade é a organização e a articulação dos conhecimentos escolares com o objetivo de integrar dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento. Assim, o mesmo tema é tratado por diferentes disciplinas de modo integrado. Neste Manual do professor, são sugeridas atividades interdisciplinares para enriquecer seu trabalho em sala de aula. XXXIConexões para professor Considerando a necessidade de obter informações atualizadas cada vez mais rapidamente, esse item tem a finalidade de instrumentalizar o professor na utilização de dados e fatos úteis e atuais em seu trabalho, consultando livros e páginas da internet e utilizando vídeos e filmes sobre assuntos diversificados sugeridos neste Manual do professor. Conexões para os alunos Nesse item, as páginas da internet, os vídeos e filmes, os livros de literatura e os paradi- dáticos sugeridos aos alunos podem ser úteis, caso haja interesse no desenvolvimento de propostas relativas aos temas transversais ou às abordagens interdisciplinares. Textos complementares Nessa seção, você encontrará textos de apoio, escritos pela autora ou extraídos de fontes diversas, que ampliam seu conhecimento sobre os conteúdos Não há a intenção de que os textos apresentados nesse item sejam utilizados, regularmente, para transposição didá- tica. Caso algum deles possa, a seu ver, atender a esse objetivo, faça-o dando atenção especial à linguagem específica que deve ser adequada para o nível de compreensão de seus alunos. Atividades complementares Podem ter diferentes objetivos, entre eles: ampliar conteúdos conceituais, procedimentais e/ou atitudinais, referentes ao assunto estudado; ser utilizadas como um momento a mais no processo de avaliação contínua, em que conteúdos são retomados para verificar possíveis dúvidas dos alunos. Parada para avaliação Partindo do pressuposto de que o processo de avaliação é contínuo, ao longo dos textos de orientação, que se referem aos conteúdos específicos e às atividades que compõem os capítulos das unidades, você encontrará indicações de possíveis momentos de avaliação. São eles: momentos em que se avaliam e valorizam, prioritariamente, os conhecimentos prévios expostos pelos alunos; momentos em que se avalia o desenvolvimento de conteúdos pontu- ais, sejam eles conceituais, procedimentais ou atitudinais, e se fazem a retomada, a organi- zação e a sistematização parcial de alguns desses conteúdos; e momentos em que se utiliza a avaliação inicial como referência de conhecimentos desenvolvidos e se trabalham a síntese e a ampliação de conteúdos estudados. Essas indicações não estão necessariamente relacio- nadas à elaboração de provas, mas têm como objetivo chamar a sua atenção para o processo de desenvolvimento de conhecimentos específicos, relacionados à aquisição de valores, às atitudes e habilidades, tanto individuais como do grupo-classe. Observe que essas orienta- ções valorizam o registro do professor, como referência do desenvolvimento do processo de aprendizagem. Programe-se Essa seção tem como objetivo chamar a sua atenção, com alguma antecedência, para atividades das páginas seguintes que necessitam de um planejamento antecipado. Entre elas estão: as atividades de pesquisa, que dependem de uma seleção prévia de materiais de con- sulta; as atividades práticas, que necessitam de materiais específicos; as visitas a espaços públicos; as entrevistas com pessoas, sejam elas da comunidade escolar ou não; a reunião de seus alunos com alunos de outras classes; a conversa com adultos com quem seus alunos convivem, entre outras. XXXII11. QUADRO DE CONTEÚDOS DO AO ANOS Com base nos temas selecionados, os conteúdos para os volumes do ao anos estão organizados em unidades e capítulos representados no quadro a seguir. Unidade 1 Unidade 2 Unidade 3 Unidade 4 ano Objetos por todos os lados ritmo da natureza Corpo humano em ação! Períodos da vida 1. Observar e reconhecer 1. Um parque muito especial 1. Uma fase de mudanças 1. Etapas da vida de animais objetos 2. As plantas e os animais 2. A prática de atividades 2. Etapas da vida de plantas 2. Os objetos são feitos de dependem do Sol físicas quê 3. Organizar o tempo ano Seres vivos em diferentes Reconhecer características de Sol: fonte de luz e calor Conhecer características das ambientes alguns objetos 1. Sol e a saúde do ser plantas 1. Animais de diferentes 1. Conhecer materiais da humano 1. A água no corpo das ambientes natureza 2. Quente ou frio? plantas 2. Habitantes de uma floresta 1. Alguns objetos podem 3. Fazendo sombras 2. Plantas que produzem brasileira representar perigo flores 3. Habitantes de jardins e quintais 4. Fazendo uma visita ano Reconhecer o ambiente Observar o Universo Investigando animais nos solo: fazendo descobertas 1. Os sons do ambiente 1. Reconhecer corpos celestes ambientes 1. Os componentes do solo 2. Os objetos e a luz 2. Ver de perto, ver de longe.. 1. Viver nos rios, lagos e 2. o cultivo de alimentos mares 3. uso de pigmentos do 2. Hábitos e características solo do corpo de alguns animais 4. De minérios a produtos Parte 1 3. Hábitos e características do corpo de alguns animais Parte 2 4. A reprodução dos animais ano Perceber fenômenos do Mudanças e transformações Ciclos da natureza Protegendo o corpo humano cotidiano 1. A água passa por mudanças 1. Habitantes do Cerrado 1. Água e solo: focos de 1. vai e vem do dia e da 2. Misturas ao nosso redor 2. Uma questão de equilíbrio transmissão de doenças noite 3. A transferência de calor 3. Muitas formas de energia 2. Do manancial à nossa casa 2. A Terra gira pode provocar mudanças 3. o calendário de vacinação 3. que atraem das crianças 4. A qualidade do 5° ano Com os olhos voltados para Conhecer fenômenos e novos A nutrição do corpo humano A água circula pela natureza o céu materiais 1. Os alimentos e seus 1. Água por toda parte 1. A Lua vista a olho nu 1. Parece mágica, mas não é nutrientes 2. A água para consumo 2. Observação por 2. caminho da energia 2. tempo de validade e a instrumentos elétrica conservação dos alimentos 3. Olhar estrelas 3. Conhecer outros fenômenos 3 As etapas da nutrição naturais 4. Rever o presente e pensar 4. As descobertas científicas e o futuro as inovações do dia a dia 5. A produção diária de resíduos 6. Os resíduos especiais XXXIII12. QUADRO DE OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES DA BNCC Estes quadros de conteúdos visam apoiar o planejamento do professor, estabelecendo a relação dos conteúdos apre- sentados com os objetos de conhecimento abordados e as habilidades trabalhadas em cada ano. ANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Diferentes tipos de Características dos materiais. Comparar características Objetos: toque e adivinhe Corpo de diferentes materiais presentes em Olho objetos de uso cotidiano. Importância da visão. Localizar e nomear partes do A deficiência visual. corpo humano, representá-las por meio o alfabeto de desenhos e explicar oralmente suas Do que são feitos os objetos. Materiais da natureza: o barro e o Comparar características vidro. físicas entre os colegas, de modo o trabalho do a constatar a diversidade de Moldes de objetos. características, reconhecendo a Tarefa lúdica: fábrica de importância da valorização, do Unidade acolhimento e do respeito a essas 1 diferenças. A passagem do tempo Escalas de tempo. Identificar e nomear o parque diferentes escalas de tempo: os períodos Animais silvestres. diários (manhã, tarde, noite) e a Cuidados no sucessão dos dias, semanas, meses e Animais diurnos e noturnos. anos. Diferentes hábitos dos animais. Selecionar exemplos de A luz e o calor do sol: marcadores do como a sucessão de dias e noites orienta tempo. o ritmo de atividades diárias de seres A influência da luz e do calor no humanos e de outros seres desenvolvimento das plantas Os animais dependem da luz e do calor do sol. Unidade A organização do tempo: atividades 2 do dia a As escalas de tempo nas festas brasileiras. Medidores do tempo: a ampulheta e o relógio de sol. XXXIVANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Mudanças na infância. Corpo humano. Localizar e nomear partes o crescimento do corpo. Respeito à diversidade. do corpo humano, representá-las por Medidas da altura do corpo. meio de desenhos e explicar oralmente Diferenças na troca dos dentes. suas A função dos dentes. Discutir as razões pelas Higiene e saúde bucal quais os hábitos de higiene do corpo Hábitos e higiene corporal. (lavar as mãos antes de comer, lavar A prática de atividades os dentes, limpar olhos, nariz e Partes do corpo. orelhas etc.) são necessários para a Atividades físicas com orientação. manutenção da saúde. Unidade Brincadeiras de ontem e de hoje. Comparar características 3 Ossos na sustentação e músculos nos físicas entre os colegas, de modo movimentos do corpo. a constatar a diversidade de características, reconhecendo a importância da valorização, do acolhimento e do respeito a essas diferenças. Etapas da vida dos seres humanos e Escalas de tempo. Comparar características de outros animais. Respeito à diversidade. físicas entre os colegas, de modo Fases da vida do ser a constatar a diversidade de Fases de vida da borboleta. características, reconhecendo a Fases de vida da tartaruga. importância da valorização, do Famílias do passado acolhimento e do respeito a essas Etapas da vida das plantas. diferenças. Germinação de sementes. Identificar e nomear crescimento e a passagem do diferentes escalas de tempo: os tempo. períodos diários (manhã, Unidade tarde, noite) e a sucessão dos dias, 4 semanas, meses e anos. Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.ANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Animais de diferentes Seres vivos no ambiente. Descrever características de A diversidade de tipos, plantas e animais (tamanho, forma, cor, cores e formas dos fase da vida, local onde se desenvolvem Animais da floresta. etc.) relacionados à sua vida cotidiana. Animais de jardins e quintais. Visita a um jardim: a busca de pistas. o trabalho do paisagista. o trabalho do jardineiro. Unidade 1 Natureza: fonte de Propriedades e usos dos materiais. Identificar de que materiais Materiais de todo tipo. Prevenção de acidentes (metais, madeira, vidro etc.) são feitos Objetos do passado. os objetos que fazem parte da vida Objetos diversos para vários usos. cotidiana, como esses objetos são A produção de objetos de utilizados e com quais materiais eram A produção de objetos de vidro. produzidos no passado. Materiais na construção da Justificar o uso de diferentes Origem e características da argamassa. materiais em objetos de uso cotidiano, Diferentes tipos de moradia. tendo em vista algumas propriedades Os na arte. desses materiais (flexibilidade, dureza, Zampoña ou flauta de transparência etc.). Objetos de trabalho. Discutir os cuidados o trabalho do eletricista. necessários à prevenção de acidentes Cobre: metal domésticos (objetos cortantes e Unidade Cuidados e prevenção de acidentes inflamáveis, eletricidade, produtos de 2 com a energia elétrica. limpeza e medicamentos etc.). Os perigos em casa e fora de casa. Cuidados no trânsito. Os brinquedos e os materiais XXXVIANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Perigos e cuidados com a radiação Movimento do Sol no Descrever as posições do Sol como fonte de luz e Sol em diversos horários do dia e A proteção da pele e dos olhos. associá-las ao tamanho de sua própria Uso adequado dos filtros sombra e da sombra de diferentes Sensações de quente e de frio. objetos Termômetro: instrumento para medir Comparar e registrar o temperatura. efeito da radiação solar (aquecimento) A posição da sombra em relação à em diferentes tipos de superfície (água, fonte de luz. areia, solo, superfície escura, superfície Obstáculos no caminho da luz. clara etc.). As sombras de um objeto Teatro de Unidade 3 Partes e características das plantas. Seres vivos no ambiente. Descrever características de A função da plantas e animais (tamanho, forma, cor, A função do caule fase da vida, local onde se desenvolvem desenvolvimento de etc.) relacionados à sua vida cotidiana. A circulação de líquidos na planta. Descobrir e relatar o que A ação da água no desenvolvimento acontece com plantas na presença e das plantas. ausência de água e Ciclo de vida de planta com flor. Identificar as principais Estrutura de uma flor. partes de uma planta (raiz, caule, flores Frutos e sementes. e frutos) e a função desempenhada por A arte de Margaret Mee com as cada uma delas e analisar as relações bromélias brasileiras. entre as plantas, os demais seres vivos Plantas da caatinga. e outros elementos componentes do ambiente. Unidade 4 XXXVIIANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Os sons do ambiente. Produção de Produzir diferentes sons a partir A diversidade de tipos de sons. Efeitos da luz nos da vibração de variados objetos e identificar Propagação do som. Saúde auditiva e visual. variáveis que influem nesse Sons agradáveis e ruídos. Experimentar e relatar o que Instrumentos musicais de sopro, ocorre com a passagem da luz através de percussão e corda. objetos transparentes (copos, janelas de vidro, Produção da na laringe. lentes, prismas, água no contato com Recepção e caminho do som na superfícies polidas (espelhos) e na intersecção Sons fortes e fracos. com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas Modelo de e outros objetos de uso cotidiano). Números de 0 a 9 em Discutir hábitos necessários para Alfabeto em a manutenção da saúde auditiva e visual Fontes naturais de luz. considerando as condições do ambiente em Fontes artificiais de luz. termos de som e luz. Unidade A luz atravessa alguns materiais. 1 Testando a passagem da luz em diferentes tipos de papéis. Refração e decomposição da luz. Objetos polidos e espelhos. Reflexos e espelhos. A saúde dos olhos. A luz nas obras de arte. Lampiões a gás no século XIX. Instrumentos para pesquisa do céu: Características da Identificar características da Terra cúpulas, lunetas e Observação do céu. (como seu formato esférico, a presença de o olho humano e a visão a olho nu. água, solo etc.), com base na observação, Poluição manipulação e comparação de diferentes Céu diurno e céu noturno. formas de representação do planeta (mapas, Aparência, montanhas e crateras da globos, fotografias etc.). Lua. Observar, identificar e registrar os Descobertas de períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, Tamanho e intensidade de brilho das demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis no Lenda a criação das Perto ou longe no registro fotográfico. Vista da Terra de perto e de longe. Unidade Representações da Terra no mapa- 2 -múndi e no globo terrestre. A forma da Terra para os povos do passado. XXXVIIIANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Identificando e agrupando animais. Características e desenvolvimento Identificar características Variedade de formas de vida do ambiente dos animais. sobre o modo de vida (o que comem, aquático. como se reproduzem, como se Mangue: caules-escoras e terreno deslocam etc.) dos animais mais movediço. comuns no ambiente Berçário de diferentes animais. Descrever e comunicar as Órgãos e estruturas especializadas em alterações desde o nascimento que predadores e presas. ocorrem em animais de diferentes Os sentidos aguçados dos meios terrestres ou aquáticos, inclusive estrutura, locomoção e respiração o homem. dos peixes. Comparar alguns animais Características e estrutura dos anfíbios. e organizar grupos com base em Estrutura, características e formas de características externas comuns locomoção dos répteis (presença de penas, pelos, escamas, Unidade o enigma da piramboia. bico, garras, antenas, patas etc.). 3 Hábitos e características de aves e Estrutura e formato de bicos e pés das aves. Estrutura e formas de locomoção nos A reprodução dos animais. Fecundação em peixes e Acasalamento de Fases da vida humana. Nascimento no povo Caiapó. Componentes do Usos do solo. Comparar diferentes Estudo da permeabilidade em amostras de amostras de solo do entorno da escola solo. com base em algumas características Solo e cultivo de (cor, textura, cheiro, tamanho das Preparo de uma horta. partículas, permeabilidade etc.). Receita de bolo de Identificar os diferentes Pigmentos do solo e tintas usos do solo (plantação e extração o ativismo ambiental de Frans de materiais, dentre outras Extração de materiais do solo. possibilidades), reconhecendo a Transformação de minério de ferro. importância do solo para a vida. A produção do aço. Extração da bauxita e formação da alumina. Unidade História do 4 Preparo de tinta ecológica. XXXIXANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Sombras e as mudanças nas posições Pontos cardeais. Identificar os pontos cardeais, relativas do Sol. Calendários, fenômenos cíclicos e com base no registro de diferentes Mudanças cíclicas e a passagem do cultura. posições relativas do Sol e da sombra de tempo. uma vara (gnômon). A construção do (EF04CI10) Comparar e explicar as planejamento, registros e análise diferenças encontradas na indicação dos Pontos pontos cardeais resultante da observação Sistema de posicionamento global das sombras de uma vara (gnômon) e por o Sol de meio de uma bússola. A Lua em versos. (EF04CI11) Associar os movimentos Rotação da cíclicos da Lua e da Terra a períodos Contato com o outro lado da de tempo regulares e ao uso desse Marcadores do tempo: a semana de conhecimento para a construção de Unidade sete calendários em diferentes 1 Modelo de Campo magnético da Terra. Animais migratórios. Mudanças de estado físico na água. Identificar misturas na vida Efeito da umidade nas Transformações reversíveis e não diária, com base em suas propriedades Transformações lentas: estalactites e físicas observáveis, reconhecendo sua estalagmites. Microrganismos. composição. Arte com pedra-sabão. Testar e relatar transformações Transformação irreversível: do caldo de nos materiais do dia a dia quando cana até a rapadura. expostos a diferentes condições Mudanças no tratamento do leite: (aquecimento, resfriamento, luz e redução de microrganismos pela umidade). pasteurização. Concluir que algumas Fermento biológico no preparo do pão. mudanças causadas por aquecimento Xaropes de ervas da floresta. ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do a Unidade queima do papel 2 Verificar a participação de microrganismos na produção de alimentos, combustíveis, medicamentos, entre outros. XLANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Ciclos da natureza. Cadeias alimentares Analisar e construir cadeias o bioma cerrado: diversidade de animais Microrganismos. alimentares simples, reconhecendo a e plantas posição ocupada pelos seres vivos nessas Exemplos de cadeias alimentares no cadeias e o papel do Sol como fonte cerrado. primária de energia na produção de Equilíbrio em uma cadeia Exploração sustentável do pirarucu. Descrever e destacar A migração das semelhanças e diferenças entre o ciclo Muitas formas de energia. da matéria e o fluxo de energia entre os Exemplos de transformações de energia. componentes vivos e não vivos de um Fotossíntese e absorção de luz na cadeia Relacionar a participação Importância histórica do fogo de fungos e bactérias no processo Unidade Petróleo: um recurso natural antigo de decomposição, reconhecendo a 3 Energia no interior da importância ambiental desse Consequências de uma erupção Diferentes doenças relacionadas com as Microrganismos. Relacionar a participação contaminações do ar, da água e do de fungos e bactérias no processo Gripe, dengue, leptospirose e de decomposição, reconhecendo a Diversidade de microrganismos. importância ambiental desse processo Água: desde o manancial até a nossa Verificar a participação de microrganismos na produção de Higiene e prevenção de doenças. alimentos, combustíveis, medicamentos, Poluição da água: impurezas e entre tratamento. Propor, a partir do Cólera: uma doença muito antiga. conhecimento das formas de transmissão Métodos de purificação da água. de alguns microrganismos (vírus, o calendário de vacinação das crianças. bactérias e protozoários), atitudes e Rubéola e gripe: coleta de informações. medidas adequadas para prevenção de História: a gripe espanhola. doenças a eles associadas. Unidade A poluição das cidades pelo uso de 4 combustíveis Etanol e biodiesel: combustíveis menos poluentes. Aquecimento global e efeito estufa. Qualidade do e efeitos à saúde Cartuns de aquecimento global XLIANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Céu: a janela do Constelações e mapas celestes. Identificar algumas Movimento da Lua no Movimento de rotação da constelações no céu, com o apoio Registros das formas aparentes [fases] Periodicidade das fases da Lua. de recursos, como mapas celestes e da Lua. Instrumentos ópticos. aplicativos, entre outros, e os períodos do Observação do céu por instrumentos. ano em que elas são visíveis no início da Modelo de noite. História: a evolução dos modelos Associar o movimento diário de telescópios com Galileu, Newton e do Sol e demais estrelas no céu ao Hubble. movimento de rotação da Experimento da câmara escura. Concluir sobre a periodicidade A Estação Orbital Internacional [ISS]. das fases da Lua, com base na observação Mapas celestes, planisfério e aplicativos e no registro das formas aparentes da na observação do céu. Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses. Projetar e construir dispositivos para observação à distância Unidade (luneta, etc.), para observação 1 ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos. Fenômenos naturais: eletricidade Propriedades físicas dos materiais. Explorar fenômenos estática. Consumo consciente. que evidenciem propriedades físicas Raios: a eletricidade no ar. Reciclagem. dos materiais como densidade, Condução elétrica em materiais condutibilidade térmica e elétrica, apropriados. respostas a forças magnéticas, Circuito elétrico e intensidade da solubilidade, respostas a forças mecânicas corrente elétrica. (dureza, elasticidade etc.) entre outras. Perigo: choques Identificar os principais Magma incandescente de vulcões e usos da água e de outros materiais rochas endurecidas. nas atividades cotidianas e discutir os Transferência de calor entre os corpos. possíveis problemas decorrentes desses Unidade Materiais condutores e isolantes. usos. 2 Magnetismo e polaridade entre Construir propostas coletivas Produção diária de resíduos e tempo de para um consumo mais consciente, degradação dos materiais. descarte adequado e ampliação de Reciclagem de materiais. hábitos de reutilização e reciclagem de Consumo consciente. materiais consumidos na escola e/ou na Resíduos especiais e a logística reversa. vida cotidiana. XLII5° ANO CONTEÚDOS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Alimentos e do organismo. Selecionar argumentos Alimentos fonte de proteínas, Hábitos que justifiquem por que os sistemas carboidratos, gorduras, vitaminas e sais Integração entre os sistemas digestório e respiratório são considerados minerais. digestório, respiratório e circulatório. corresponsáveis pelo processo de Quadro de alimentação individual/ nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses Pirâmide alimentar e necessidades sistemas. Justificar a relação entre o Dieta balanceada, alimentação funcionamento do sistema circulatório, saudável e gasto calórico em atividades a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos Culinária brasileira. produzidos. Conservação dos alimentos e tempo Organizar um cardápio de equilibrado com base nas características Produtos industrializados e leitura das dos grupos alimentares (nutrientes e embalagens. calorias) e nas necessidades individuais Comerciais de alimentos e hábitos (atividades realizadas, idade, sexo Unidade etc.) para a manutenção da saúde do 3 A comida nas "caravelas do organismo. descobrimento". Discutir a ocorrência A digestão dos alimentos: etapas e de distúrbios nutricionais (como a órgãos do sistema digestório. obesidade) entre crianças e jovens, a Modelo de sistema digestório. partir da análise de seus hábitos (tipos de Órgãos e funcionamento do sistema alimento ingerido, prática de atividade física etc.). Órgãos e funcionamento do sistema urinário. Medida da pulsação. Etapas da respiração e integração dos sistemas de nutrição. Distúrbios nutricionais na população brasileira. o excesso de peso e a IMC índice de massa corporal. A síndrome metabólica. A água circula pela natureza. Ciclo hidrológico. Aplicar os conhecimentos Água que vai e que vem: ciclo Consumo consciente sobre as mudanças de estado físico da hidrológico. água para explicar o ciclo hidrológico e Mananciais e modos de uso da água. analisar suas implicações na agricultura, Algumas características importantes da no clima, na geração de energia, no água: solubilidade e densidade. provimento de água potável e no Obtenção da energia hidroelétrica. equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou Geração e transmissão da energia locais) hidroelétrica. Selecionar argumentos que Cobertura vegetal e absorção de água justifiquem a importância da manutenção pelo da cobertura vegetal para a manutenção Unidade Água para consumo. do ciclo da água, a preservação dos Cuidados com rios e cursos d'água. solos, dos cursos de água e da qualidade 4 Reduzir o do Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas e discutir os possíveis problemas decorrentes desses usos. Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente, descarte adequado e ampliação de hábitos de reutilização e reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana. XLIII13. REFERÊNCIAS ADELSIN. Barangandão arco-íris: 36 brinquedos inventados por meninos e meninas. São Paulo: Peirópolis, 2008. ALLAN, Luciana. Escola.com: como as novas tecnologias estão transformando a educação na prática. Barueri: Figurati, 2015. ALLUÉ, Josep; FILELLA, GARCÍA, Gloria. o grande livro dos jogos. Belo Horizonte: Leitura, 1998. ALMEIDA, Maria José P. M.; SILVA, Henrique Cesar (Org.). Linguagens, leituras e ensino da ciência. Campinas: Mercado de Letras, 1998. ALMEIDA, Sheila Alves de; GIORDAN, Marcelo. A revista Ciência Hoje das Crianças no letramento escolar: a retextualização de artigos de divulgação científica. Educação e Pesquisa, São Paulo, V. 40, n. 4, out./dez. 2014. ALMEIDA, Theodora Maria M. Quem canta seus males espanta. 28. ed. São Paulo: Caramelo, 1998. 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Página da Associação Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) que contém um extenso conteúdo sobre a produção desse gênero. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Banco Internacional de Objetos Educacionais. Repositório de recursos digitais com cunho pedagógico-educacional que contempla todos os níveis de ensino. Entre os recursos disponíveis estão: animações, simulações, áudios, experimentos práticos e vídeos. Para acessar o conteúdo, clique em "Ensino Fundamental" e, a seguir, em "Séries iniciais"/ "Ciências Naturais". Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Comitê para Democratização da Informática. Visa à inclusão digital. É possível ver onde o comitê atua dentro e fora do país. Apresenta links para boletim informativo, mapa da exclusão digital, terceiro setor, entre outros. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2017. Contando Ciência na Web. Página desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com objetivo de proporcionar conteúdo científico de qualidade, por meio de uma linguagem adaptada ao público infantil. A página reúne algumas das principais tecnologias de cada centro de pesquisa dessa empresa e apresenta-as na forma de jogos, livros virtuais, glossário e textos. Entre as seções apresentadas no "Bloguinho", as crianças podem trocar ideias com pesquisadores sobre diversos temas. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Cultura indígena. Página de divulgação da cultura e da realidade da população indígena da região Nordeste do Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Domínio Biblioteca digital do governo federal. Disponibiliza acervos de obras literárias, artísticas, musicais e científicas que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Escola do Futuro. Traz todo o histórico do laboratório interdisciplinar da USP que investiga a atuação das novas tecnologias da comunicação. Dispo- nível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Estação Criança Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. Página de Astronomia para crianças. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Mapa do Nova edição da página da Folhinha, caderno do jornal Folha de S.Paulo, publicada em 2011, com 750 Dessa nova versão, participaram 132 cidades das cinco regiões brasileiras, algumas delas localizadas nas fronteiras com outros países (Bolívia, Peru, Argentina e Uruguai) e a Guiana Francesa. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Para navegar na página: 1. Na homepage, escolha uma categoria de brincadeira e conheça as variações regionais que ela pode apresentar. 2. Na área de busca, digite uma brincadeira e descubra se ela está registrada na página. 3. Clicando no mapa que aparece no canto da homepage, é possível procurar as brincadeiras por região. 4. Algumas brincadeiras trazem desenhos que as descrevem. Para vê-los, clique em "Como brincar". 5. Para acompanhar as brincadeiras com as crianças, clique em "Assista ao vídeo" e/ou em "Ouça o Nova Escola. Revista voltada para a educação, com sugestões de práticas em sala de aula. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Para assistir às produções em vídeo, acesse o site e acompanhe os seguintes passos: 1. Digite o tema da 2. Refine o resultado clicando em Portal do professor. Portal ligado ao MEC cujo objetivo é apoiar os processos de formação de professores e enriquecer sua prática pedagógica. Entre os materiais disponíveis, há conteúdos multimídia, jornal do professor e outros. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. XLVIPresença Pedagógica. Revista que tem como proposta promover o diálogo entre pessoas que pensam a educação brasileira em diferentes espaços culturais e geográficos. Voltada para os interesses do ensino básico, congrega colaboradores de diversas áreas do conhecimento e, ao mesmo tempo, propõe desafios para uma reflexão avançada e questionadora. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2017. Projeto Tamar. Informações e fotos sobre o projeto de preservação das tartarugas Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Revista Educação. Publicação mensal que apresenta uma diversidade de assuntos voltados para a Educação. Seu conteúdo propicia que se faça uma reflexão e amplia o conhecimento dos professores, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Revista Pesquisa Fapesp. Revista de divulgação científica, institucional, com reportagens sobre programas de pesquisa e resultados de projetos de pesquisa científica ou tecnológica. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Sid, o pequeno cientista. Série da TV Cultura com o simpático personagem Sid, sua família e seus amigos. Os episódios acontecem tendo como ambientes principais a residência e a escola desse personagem, locais onde os adultos promovem situações de exploração e descoberta que possibili- tam o desenvolvimento de conhecimentos Os conteúdos apresentados são bastante adequados aos anos iniciais do Ensino Fundamental. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2017. I. Para assistir aos vídeos, acesse o site e acompanhe os seguintes passos: 1. Digite "Sid, o cientista" no campo de busca. 2. Escolha um dentre os episódios disponíveis. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Conteúdos diversos de divulgação científica. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. StarChild. Página da Nasa sobre Astronomia para crianças. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. TV Escola - o canal da Educação. É possível assistir à TV Escola 24 horas por dia acessando o site do canal pela internet. Além da programação ao vivo, o site disponibiliza materiais para serem impressos e também videoteca com diversos filmes e programas. Na seção "Dicas pedagógicas", você ainda pode encontrar vídeos acompanhados de roteiros de trabalho, dos quais constam etapas como resumo, palavras-chave, nível de ensino, componente curricular, disciplinas relacionadas, aspectos relevantes do vídeo, duração da atividade, o que o aluno pode aprender com a aula, sites para pesquisa e questões para discussão. Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. 15. INDICAÇÕES DE MUSEUS, PARQUES E INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIAS Aquário de Ubatuba Mais de 70 espécies de animais marinhos estão distribuídas em 13 tanques de água salgada, representando os principais ecossistemas da costa brasileira. Endereço: Rua Guarani, 859 Ubatuba Telefone: (12) 3832-1382 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Catavento Cultural e educacional Espaço com instalações divididas em quatro grandes seções Universo, Vida, Engenho, Sociedade, que apresentam variados temas nessas áreas do saber. Há ainda outras seções Nanotecnologia, Laboratório de Química, Prevenindo a gravidez juvenil, que podem ser visitadas com o uso de senhas. Para crianças menores de 7 anos de idade, há a Sala dos Pequeninos, que funciona somente aos sábados e domingos e tem supervisão habilitada. Endereço: Av. Mercúrio, s/n São Paulo Telefone: (11) 3315-0051 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Escola Municipal de Astrofísica Oferece aos alunos a oportunidade de duas viagens interplanetárias: "Astronomia: uma viagem pelo Universo" e "Uma aventura pelo Sistema A duração de cada atividade é de aproximadamente 50 minutos. Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n São Paulo Telefones: (11) 5557-5425/5575-5206 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Espaço Ciência Viva Primeiro museu participativo de Ciências no Brasil. Foi fundado por um grupo de pesquisadores, cientistas e educadores interessados em tornar a Ciência mais próxima do cotidiano das pessoas. Endereço: Av. Heitor Beltrão, 321 Rio de Janeiro Telefone: (21) 2204-0599 Disponível em: Acesso em: 27 dez. 2017. XLVIIInhotim Instituto de Arte e Jardim Botânico Situado em um Jardim Botânico com 97 hectares de área, o Instituto Inhotim abriga um acervo artístico com mais de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes. Entre outras atividades, pesquisas e projetos botânicos e paisagísticos são desenvolvidos em parceria com órgãos governamentais e privados, além de cursos, seminários e atividades que estimulam uma participação qualificada da comunidade. Endereço: Rua B, 20, Inhotim - Brumadinho Telefone: (31) 3571-9700 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Instituto Butantan - Museu de Microbiologia Uma visita ao local proporciona uma viagem pelo mundo invisível dos microrganismos por meio de história, filmes, observações ao microscópio e uma exposição de modelos. Endereço: Av. Vital Brasil, 1500 - São Paulo Telefone: (11) 3726-7222 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Museu de Gemas do Pará acervo, com cerca de 4 mil peças com até 500 milhões de anos, revela a riqueza mineral desse estado: minérios (de ouro, cobre e ferro), gemas, tronco fóssil, entre outros recursos. Endereço: Praça Amazonas, s/n Belém Telefone: (91) 3344-3526 Disponível em: Acesso em: 27 2017. Museu de Paleontologia de Santana do Cariri o museu abriga o acervo paleontológico da região, composto de mais de 750 peças, com até 65 milhões de anos, coletadas nos arredores do Endereço: Rua Doutor José Augusto Araújo, 326 Santana do Cariri Telefone: (88) 3545-1206 Disponível em: Acesso em: 29 2017. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo As exposições do museu apresentam animais e seus ambientes, a história dos animais na Terra, com conceitos da Biogeografia e da Evolução, o tra- balho dos zoólogos em atividades de pesquisa e alguns animais extintos, como os dinossauros. Endereço: Av. Nazaré, 481 São Paulo Telefone: (11) 2065-8100 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Museu Paraense Emílio Goeldi Instituição de pesquisa com atividades que se concentram no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relativos à região. Endereço: Av. Magalhães Barata, 376 Belém Telefone: (91) 3249-1377 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2017. Observatório Municipal Jean Nicolini Por meio de telescópios, é possível observar planetas, estrelas e a Lua, pois as sessões acontecem durante o pôr do sol. Ocasionalmente, também é possível ver Com evento permanente. Endereço: Estrada das Cabras, s/n, Monte Ucrânia Campinas Telefone: (19) 3298-6566 Disponível em: Acesso em: 25 nov. Sabina - Escola Parque do Conhecimento Programa da Secretaria de Educação de São Paulo que desenvolve saberes relativos às Ciências, Artes e Tecnologia. Recebe crianças a partir de 4 anos de idade. A visita é monitorada. No parque estão expostos: réplicas de dinossauros, instrumentos musicais gigantes e mais de 60 experimentos na área da A visita pode ser exploratória passando por todas as exposições ou focada em tema proposto no "cardápio de Endereço: Rua s/n - São Paulo Telefone: (11) 4422-2001 Disponível em: Acesso em: 21 dez. 2017. XLVIIICIENCIAS COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS ANO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP). Professora e assessora de Ciências no Ensino Fundamental. FTD Edição I São Paulo I 2018